Archive for the 'Paulo Leminski' Category

sim, inverno, estamos vivos.

[qui] 24 de agosto de 2017

colagens da terça… que estavam engavetadas nos rascunhos>

 

poema de leminski21078676_10155628569257354_6205014117757672822_n   e a transcrição do poema aqui: no letras em alto e bom som

***

e agora um exercício inacabado meu.

As vezes eu preciso
fugir e respirar sozinho
no meio do meu silêncio vegetal.
Pois o mundo pesa,
as pessoas pesam,
minha consciência desaba.
E eu quero a pétala, o ninho,
O abismo, o abraço,as asas,
mirar fundo como um animal
***
a·zá·fa·ma 
(árabe az-zahma)

substantivo feminino

1. Actividade intensa. = AFÃ

2. Muita pressa ou intensidade na realização de algo. = AFÃCORRERIA

3. Falta de ordem. = ATROPELOBALBÚRDIACONFUSÃO

Palavras relacionadas:

“azáfama”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/az%C3%A1fama [consultado em 27-08-2017].

rolo de câmera (i don’t know why i didn’t come…)

[seg] 13 de julho de 2015

primeiro ponto. rádio ligado. todo se transforma… ‘cada uno da lo que recibe y luego recibe lo que da. nada es más simple, no hay otra norma. nada se pierde, todo se transforma’.  E é necessário fazer o inventário de a quanto anda as correções e avaliações, porque nesta ultima semana… passei aéreo.

segundo ponto. flickr online… acabei de subir as mais de sete mil fotos, poucas são minhas. mas ainda faltam aquelas 262 salvas em emails no gmail… já que as que ficaram pelos velhos hard disk estão perdidas para sempre [ps.: sou um especialista em quebrar coisas frágeis]. e toca na rádio… ‘um homem com uma dor, é muito mais elegante… caminha assim de lado como se chegando atrasado andasse mais adiante…

terceiro ponto. meus dedos, dos pés as mãos estão cheios de espinhos. tirei sábado e domingo para limpar o quintal… e espetar-me nos espinhos que cresciam em torno de mim. o mate esfria, já são quase duas horas e em menos de três horas tenho que partir rumo a escola. e agora toca: ‘please read the letter, i wrote it in my sleep with help and consultation from the angels of the deep… once I stood beside a well of many words… please read my letter and promise you’ll keep the secrets and the memories and cherish in the deep‘.

quarto ponto… o tempo voa. eu flutuo. é como se o mundo ali fora fosse numa velocidade e eu aqui neste andamento largo… esticando este tempo elástico… e as vezes percebo que falta tempo para as pessoas, e para outros projetos…. mas antes, ou depois, preciso voltar ao meu emprego, e trabalhar as questões pedagógicas e políticas. acordei pensando [ou pensando, acordei… ] que preciso de:

foco-4304

 

 

 

 

 

***

E a música de fundo: Simples Assim, Lenine e Dudu Falcão.

Do alto da arrogância qualquer homem
Se imagina muito mais do que consegue ser
É que vendo lá de cima, ilusão que lhe domina
Diz que pode muito antes de querer
Querer não é questão, não justifica o fim
Pra quê complicação, é simples assim

Focado no seu mundo qualquer homem
Imagina muito menos do que pode ver
No escuro do seu quarto ignoro o céu lá fora
E fica claro que ele não quer perceber
Viver é uma questão de inicio, meio e fim
Pra quê a solidão, é simples assim

É, eu ando em busca dessa tal simplicidade
É, não deve ser tão complicado assim
É, se eu acredito, é minha verdade
É simples assim
E a vida continua surpreendentemente bela
Mesmo quando nada nos sorri
E a gente ainda insiste em ter alguma confiança
Num futuro que ainda está por vir
Viver é uma paixão do inicio, meio ao fim

Pra quê complicação, é simples assim
É, eu ando em busca dessa tal simplicidade
É, não deve ser tão complicado assim
É, se eu acredito, é minha verdade
Eu vivo essa paixão do inicio, meio ao fim
Pra quê a solidão, é simples assim
Eu vivo essa paixão do inicio, meio ao fim
Pra quê complicação, é simples assim

***

e a música de abertura:

Pat Metheny – Don’t Know Why

 

pela base

[sáb] 14 de março de 2015

 

 

hoje, como narrar o dia de hoje… essa inflamação na garganta, essa dor de cabeça, ouvidos que doem… essa sensação que vou ficar muito doente. talvez seja a chuva de terça-feira… esses dias todos que foram bem corridos e de péssima alimentação… muito tempo sem comer e concentrando tudo as 23h30 ou meia noite. esse estresse… esses choques térmicos… e posso dizer que com exceção de quinta-feira durante a tarde, todos os dias foram assim chatos, doloridos… nervosos… irritadiços. sexta-feira, por exemplo, foi um dia tão tenso… daqueles que nem você aguenta você mesmo… como se cada verbo que saísse de sua boca fosse um lamina afiada pronta para cortar tudo e todos. até o silêncio corta nestes dias.

mas hoje… apesar deste meu humor difícil… depois de alguns anos e eu volto a participar de uma reunião (para além daquelas profissionais e/ou educacionais)… para pensar o movimento… expor minhas posições, debater e me centralizar num coletivo. isto é algo importante… aquela fragilidade, aquela melancolia, aquele luto… adormeceram… e agora é luta. eu sou lento… mas estou andando.

*

ixcanul… fiquei curioso para ver este filme.

*

algumas passagens de leituras do dia, ou que estavam na fila de espera para serem digitas e arquivadas aqui:

#1. «diante de situações assim a gente percebe que o mundo se divide em o mundo e o meu mundo. há uma área imensa do mundo que ignora a nossa existência, que vai ficar para sempre invulnerável às nossas ações. como se fosse outro planeta, e não o planeta onde vivemos. mas há outro, o meu mundo, onde a nossa vida conta, nossas ações produzem resultados, nossa presença chama a atenção, nossa ausência deixará um vazio. quando somos jovens cheios de sonhos, de atrevimento, de esperança, achamos que um dia o meu mundo se confundirá totalmente com o outro. quando estamos na porta, nos preparamos para ir embora, é hora de esquecer o que está fora do nosso alcance, e de reconhecer que o meu mundo é pequeno, mas é tudo o que a gente tem» excerto de cronica de braulio tavares, citando indiretamente o pensamento de oliver sacks.

#2. «segundo schopenhauer, a felicidade nunca é atingida em sua totalidade, tendo os seres humanos apenas acesso a pequenos instantes de felicidade. uma vez que o filósofo alemão postula que, diante de todo o sofrimento, cada indivíduo deve tentar se aproximar da felicidade em meio a toda dor. mas ele nos lembra sempre que o esforço de alcançar a felicidade não é algo natural, na verdade é apenas ético. o que existe é apenas um esforço ético, porque não existe uma lei natural de que o mundo proporciona felicidade, tal como a lei de que, para sobrevivermos, temos que respirar. assim, ser feliz não é natural, mas depende da nossa vontade.» excerto do texto ‘sobre a doença de existir’ de mateus ramos cardoso

#3. «um índio dizia que um guerreiro a gente planta para que dê novas sementes. quem tomba na batalha a gente não deveria chorar, mas festejar. afinal, o exemplo de alguém que se doa totalmente é semente de uma multidão de militantes. é preciso ter orgulho de pessoas que oferecem sua vida para que o povo viva com dignidade. mas, com o mesmo ardor, é necessário recordar a memória de tanta gente anônima que sustenta o cotidiano da luta e garante o enraizamento do trabalho. cada militante, no seu território, deve comprometer-se em mobilizar um time de trabalhadores. estes, por sua vez, devem repartir os esclarecimentos com outras pessoas, em seus espaços de luta, de vida e de trabalho. sua missão é despertar a autoestima silenciada, estimular o protagonismo e convocar para a tarefa de ser capaz e ser feliz, coletivamente. assim, tece uma rede de resistência, pois a importância da árvore se mede pelo número de folhas que renova, e a importância da pessoa, pelo número de gente que reúne.» excerto de texto produzido pelo cepis, organizados por ranulfo peloso.

#4 «Não voltamos, contudo, à tese vulgar (aliás admissível, na perspectiva estreita em que se coloca), segundo a qual a magia seria uma modalidade tímida e balbuciante da ciência: pois nos privaríamos de todos os meios de compreender o pensamento mágico se pretendêssemos reduzi-lo a um momento ou a uma etapa da evolução técnica e científica. Mais como uma sombra que antecipa a seu corpo, ela é, num sentido, completa como ele, tão acabada e coerente em sua imaterialidade, quanto o ser sólido por ela simplesmente precedido. O pensamento mágico não é uma estréia, um começo, um esboço, parte de um todo ainda não realizado; forma um sistema bem articulado; independente, neste ponto, desse outro sistema que constituirá a ciência, exceto quanto à analogia formal que os aproxima; e que faz do primeiro uma espécie de expressão metafórica do segundo. Em lugar, pois, de opor magia e ciência, melhor seria colocá-las em paralelo, como duas formas de conhecimento, desiguais quanto aos resultados teóricos e práticos (pois sob este ponto de vista, é verdade que a ciência se sai melhor que a magia, se bem que a magia preforme a ciência no sentido de que triunfa também algumas vezes ), mas não pelo gênero de operações mentais, que ambas supõe, e que diferem menos em natureza que em função dos tipos de fenômenos a que se aplicam. Estas relações decorrem, com efeito, das condições objetivas em que surgiram o conhecimento mágico e o conhecimento científico. A história deste último é bastante curta para que estejamos bem informados a seu respeito; mas o fato de a origem da ciência moderna montar apenas há alguns séculos cria um problema, sobre o qual os etnólogos ainda não refletiram suficientemente; o nome paradoxo neolítico caber-lhe-ia perfeitamente.» excerto de ciência do concreto, capítulo um do livro o pensamento selvagem, do antropólogo claude lévi-strauss

#5 «Defeito 6. Esteticar (Estética do Plágio) // Composição: Tom Zé / Vicente Barreto / Carlos Rennó // interpretação de Tom Zé // Pense que eu sou um caboclo tolo boboca / Um tipo de mico cabeça-oca / Raquítico típico jeca-tatu / Um mero número zero um zé à esquerda / Pateta patético lesma lerda / Autômato pato panaca jacu / Penso dispenso a mula da sua ótica / Ora vá me lamber tradução inter-semiótica / Se segura milord aí que o mulato baião / (tá se blacktaiando) / Smoka-se todo na estética do arrastão / Ca esteti ca estetu / Ca esteti ca estetu / Ca esteti ca estetu / Ca esteti ca estetu / Ca estética do plágio-iê / Pensa que eu sou um andróide candango doido / Algum mamulengo molenga mongo / Mero mameluco da cuca lelé / Trapo de tripa da tribo dos pele-e-osso / Fiapo de carne farrapo grosso / Da trupe da reles e rala ralé» e «Ficha Técnica / O Terceiro Mundo tem uma crescente população. A maioria se transforma em uma espécie de “androides”, quase sempre analfabetos e com escassa especialização para o trabalho. Isso acontece aqui nas favelas do Rio, São Paulo e do Nordeste do país.E em toda a periferia da civilização. Esses androides são mais baratos que o robô operário fabricado em Alemanha e Japão. Mas revelam alguns “defeitos” inatos, como criar, pensar, dançar, sonhar; são defeitos muito perigoso para o Patrão Primeiro Mundo. Aos olhos dele, nós, quando praticamos essas coisas por aqui, somos “androides” COM DEFEITO DE FABRICAÇÃO. Pensar sempre será uma afronta. Ter idéias, compor, por exemplo, é ousar. No umbral da História, o projeto de juntar fibras vegetais e criar a arte de tecer foi uma grande ousadia. Pensar sempre será .” Tom Zé».

e para fechar…

#6. «nunca sei ao certo
se sou um menino de dúvidas
ou um homem de fé
certezas o vento leva
só dúvidas continuam de pé»

Paulo Leminski. do livro O ex-estranho.

*

ps: outro títulos possíveis e pensados para esta postagem são “ciência do concreto”; “paradoxo neolítico”; “defeito de fabricação”; “ex-estranho”; “dia da poesia”.

 

 

meu querido diário

[qui] 15 de janeiro de 2015

meu querido diário,

hoje, quinta-feira, dia quinze, é dia de ressaca. e há a tarde inteira pela frente… e pela noite estudar e estudar e estudar. três dias para ler, pensar, escrever e entregar a tarefa de janeiro.

ontem. quarta-feira, dia catorze, foi o dia das tempestades de raios e relâmpagos… uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida…

ontem, também foi dia de acordar mais cedo e ir ao dentista… e voltar meio dolorido, mas sorrindo.

anteontem… comecei a ler o romance “os prêmios” de julio cortázar. anteontem… izabel ganhou três livros – meu querido diário otário – e não tem parado de ler… e é o algo novo neste verão, uma certa introspecção por parte dela… enquanto luiza (a maria sobrinha) segue brincando, izabel (a maria filha) já oscila mais entre coisas de crianças e a uma pré-pré-adolescência.

anteontem também meu irmão fez trinta anos.

e neste verão, algo importante de se registrar, tenho ficado cuidando de luiza quase todas as noites, entre 22:00 e 1:00, até sua vó (que é minha mãe) ou seu pai (que é meu irmão) chegarem do trabalho. luiza, às vezes é tão chata, noutras é tão encantadora… e sentirei falta deste “bichinho grilo” quando for morar com sua mãe. ela já tem nove anos.

**

mas tenho sentido falta de um tempo só para mim… sem esse povo todo.

**

trilha de fundo: zélia duncan cantando «um homem com uma dor / é muito mais elegante / caminha assim de lado / como se chegando atrasado / andasse mais adiante…»

mapas urbanos

[dom] 26 de outubro de 2014

plantei um pé de caqui.

votei nulo. pt venceu. psdb perdeu… e os fascistas estão soltos.

e depois de meses arrumei a bicicleta e pedalei 4 km.

***

e há qualquer coisa cá assim:

«Sei dos caminhos // Composição: Alice Ruiz e Itamar Assumpção // Sei dos caminhos que chegam, sei dos que se afastam / Conheço como começa, como termina o que faço / Só não cheguei como chegar / Ao nosso próximo passo // Ontem, meu bem, contei até cem / Hoje já não sei / Hoje já não sei // Ontem, meu bem, contei até três / Hoje eu só pensei /Hoje eu só pensei / Sei que me encontro sozinho / Sei também quando me acho / Sei tudo o que você acha / O buraco é mais embaixo / Foi um achado te achar / Perdido acho diacho / Meu bem, porque não vens que tem / Ontem eu pensei / Ontem eu pensei…»

e

«Dor Elegante // (Itamar Assumpção e Paulo Leminski) / Um homem com uma dor / É muito mais elegante / Caminha assim de lado / Com se chegando atrasado / Chegasse mais adiante / Carrega o peso da dor / Como se portasse medalhas / Uma coroa, um milhão de dólares / Ou coisa que os valha / Ópios, edens, analgésicos / Não me toquem nesse dor / Ela é tudo o que me sobra / Sofrer vai ser a minha última obra…»

***

citação de fundo: «Antes o atrito que o contrato»

polaco loco paca…

[seg] 11 de novembro de 2013

DIA 9/11. vem disto aqui… http://www.youtube.com/watch?v=vUUfmF7fUgY

que é profundo pacas…

“A linguagem dá um barato fundamental no ser humano. Não é preciso justificar isto a luz de nada. Isso ai que é fundamental, as outras coisas é que têm que ser justificadas”.

DIA 11/11 Eu pretendia publicar isto dia 9, mas a internet ‘tá uma bosta (é que agora eu compartilho o wifi e o custo dela, positivo isto, negativo é o modem ficar tão longe, mas é a tática nesta minha luta para sobreviver com menos de um salário mínimo). Mas não faz mal… Caminho lentamente para um refazer-me, e me desfaço da tevê, minimizo a vida por cá (no espaço virtual), e sobra mais tempo para leituras (aquela  pilha enorme de livros esperando que eu vá pôr em alguma aleatória ordem… cá em minha cuca), e sobra mais tempo para meus projetos de escavações e empilhamentos de pedras (eta hôme besta! o sol ali fora e tu com a cara metida dentro da terra feito avestruz)… sobra mais tempo para finalizar o preenchimento dos diários de classe e encerrar minhas aulas de 2013¹ (que tem sido um misto de doce e amargo) e reaprender xadrez (e jogar com izabel… mas ela é toda séria, trágica, dolorosa, e um cadinho triste… não puxou toda de mim, já que peguei ela a meio caminho andado… mas acredito que esse pé na dor é daqueles que compartilham cedo os sofrimentos desta vida) e ouvir música… NO VOLUME MAIS ALTO QUE SE POSSA IMAGINAR (mas calma, moro no mato, e além, as músicas têm qualidades agradáveis…)

Mas eu pretendia publicar… e não é por nada disto acima que não publiquei… é que fiquei matutando um poema, e das 20 folhas rabiscas saiu nada definitivo… tudo ainda é um rascunho, apenas isto aqui é certo:

DIA 9/11

Calo este silêncio todo

Que estronda meu oco

Calo este silêncio todo

E te ouço, polaco loco!

DIA 11/11 nota de rodapé

¹ hoje, passei umas duas aulas num ótimo bate-papo tete à tete com um estudante (que estava matando aula de outros dois professores), e quando chego em casa, recebo recado de um outro estudante, aluno de 2012, um dos mais críticos e engajado que já conheci, dizendo que sente saudades de minhas nossas aulas críticas e sensatas (agora a professora de sociologia parece ser conservadora). E são momentos assim, porque prefiro mais o papo com os estudantes (aqueles poucos que a gente consegue sensibilizar, tocar com o argumento sociológico) do que com os professores, quase todos cheios de seus moralismos. eu acho a escola tão chata, tão absurdamente sufocante, que os poucos momentos de lucidez em sala que conseguimos ter são tão intensos, e isto é o doce, mas são tão raros, e isto é o amargo… como a juventude pode sonhar se todos os adultos referenciais vão zumbizando. E também, muitas vezes me sinto como se estivesse falseando, me sinto capenga nos meus desenvolvimentos… como abordar coerentemente e criticamente conteúdos, temas, tópicos, conceitos se me distancio deles, se na minha prática política me distancio do movimento real? como posso desarticular tanto assim teoria e prática? isto me leva a questionamentos se o que estou fazendo tem algum sentido, e são nessas conversas ou alguns momentos em algumas aulas ou recados e mensagens como esta do gui, que me dizem que há algum sentido, que não está tudo perdido… que a minha existência e meu ofício faz uma mínima diferença… mas o ponto correto, e sei disto, não é questionar a docência e sim a ausência de militância. mas minha cabeça é tão torta… preciso bater mais um pouquinho ela no chão para ver se os parafusos de acertam. animo meu rapaz, animo. lembra do mantra: paciência e coragem, paciência e coragem. Levanta essa bunda e vai lá…

dor elegante

[ter] 22 de outubro de 2013

ou o próprio

Tenho Sede /// Intérpretes Bruna Caram e Marcelo Jeneci // Compositorxs Dominguinhos e Anastácia // Traga-me um copo d’água, tenho sede / E essa sede pode me matar / Minha garganta pede um pouco d’água / E os meus olhos pedem / O teu olhar / A planta pede chuva quando/ Quer brotar / O céu logo escurece quando / Vai chover / Meu coração só pede o teu amor / Se não me deres posso até morrer

O pato /// Intérprete João Gilberto // Compositorxs  Jayme Silva e Neuza Teixeira // O pato vinha cantando alegremente, quém, quém / Quando um marreco sorridente pediu / Pra entrar também no samba, no samba, no samba / O ganso gostou da dupla e fez também quém, quém / Olhou pro cisne e disse assim “vem, vem” / Que o quarteto ficará bem, muito bom, muito bem / Na beira da lagoa foram ensaiar / Para começar o tico-tico no fubá / A voz do pato era mesmo um desacato / Jogo de cena com o ganso era mato / Mas eu gostei do final quando caíram n’água / E ensaiando o vocal //Quém, quém, quém, quém / Quém, quém, quém, quém

Dor Elegante /// Intérprete e Compositor Itamar Assumpção // Poema Paulo Leminski // Um homem com uma dor / É muito mais elegante / Caminha assim de lado / Com se chegando atrasado / Andasse mais adiante // Carrega o peso da dor / Como se portasse medalhas / Uma coroa, um milhão de dólares / Ou coisa que os valha // Ópios, edens, analgésicos / Não me toquem nesse dor / Ela é tudo o que me sobra / Sofrer vai ser a minha última obra.

Ai Ioiô  (Linda flor) // Intérprete Aracy Cortes // Compositores Henrique Vogeler e Luiz Peixoto /// Ai, ioiô! / Eu nasci pra sofrer. / Fui oiá pra você, / Meus zoinho fechô. / E, quando os zóio eu abri, / Quis gritar, quis fugir… / Mas você, / Não sei por que, / Você me chamou… // Ai, ioiô! / Tenha pena de mim. / Meu Senhor do Bonfim / Pode inté se zangá… / Se Ele um dia souber / Que você é que é / O ioiô de iaiá… // Chorei toda noite, pensei  / Nos beijos de amor que eu te dei. / Ioiô, meu benzinho do meu coração, / Me leva pra casa, me deixa mais não! // Chorei toda noite, pensei  / Nos beijos de amor que eu te dei. / Ioiô, meu benzinho do meu coração, / Me leva pra casa, me deixa mais não! // Ai, ioiô! // Se ele um dia souber / Que você é que é / O ioiô de iaiá… // Chorei toda noite, pensei  / Nos beijos de amor que eu te dei. / Ioiô, meu benzinho do meu coração, / Me leva pra casa, me deixa mais não! // Chorei toda noite, pensei  / Nos beijos de amor que eu te dei. / Ioiô, meu benzinho do meu coração, / Me leva pra casa, me deixa mais não! // Ai, ioiô!

Nunca /// Intérprete Dona Jandira // Compositor Lupicínio Rodrigues // Nunca / Nem que o mundo caia sobre mim / Nem se Deus mandar / Nem mesmo assim / As pazes contigo eu farei / Nunca / Quando a gente perde a ilusão / Deve sepultar o coração / Como eu sepultei / Saudade / Diga a esse moço por favor / Como foi sincero o meu amor  / Quanto eu te adorei / Tempos atrás / Saudade / Não se esqueça também de dizer / Que é você quem me faz adormecer / Pra que eu viva em paz ///

Aves daninha /// Intérprete Dalva de Oliveira // Compositor Lupicínio Rodrigues // Eu não quero falar com ninguém / Eu prefiro ir pra casa dormir / Se eu vou conversar com alguém / As perguntas se vão repetir / Quando eu estou em paz com meu bem / Ninguém por ele vem perguntar / Mas sabendo que andamos brigados / Esses malvados querem me torturar // Se eu vou a uma festa sozinha / Procurando esquecer o meu bem / Nunca falta uma engraçadinha / Perguntando ele hoje não vem / Já não chegam essas mágoas tão minhas / A chorar nossa separação / Ainda vem essas aves daninhas / Beliscando o meu coração.

Flor de Lis /// Compositor Djavan // Valei-me, Deus! / É o fim do nosso amor / Perdoa, por favor / Eu sei que o erro aconteceu / Mas não sei o que fez / Tudo mudar de vez / Onde foi que eu errei? / Eu só sei que amei, / Que amei, que amei, que amei // Será talvez / Que minha ilusão / Foi dar meu coração / Com toda força / Pra essa moça / Me fazer feliz / E o destino não quis / Me ver como raiz / De uma flor de lis // E foi assim que eu vi / Nosso amor na poeira, / Poeira / Morto na beleza fria de Maria // E o meu jardim da vida / Ressecou, morreu / Do pé que brotou Maria / Nem margarida nasceu. // E o meu jardim da vida / Ressecou, morreu / Do pé que brotou Maria / Nem margarida nasceu.

Flor do Medo ///  Intérprete Bruna Caram // Compositor Djavan // Venha me beijar de uma vez / Você pensa demais pra decidir  / Venha a mim de corpo e alma / Libera e deixa o que for nos unir / Não vá fugir mais uma vez  / Vença a falta de ar que a flor do medo traz / Tente pensar /  Pode até ser mal e tal / Mas pode até ser que seja demais // Tudo vai mudar / Posso pressentir / Você vai lembrar e rir  / Alguma dor que não vai matar ninguém / Pode ser vista, nos rondar / Não precisa se assustar / Isso é clamor /  De amor // Venha me beijar de uma vez  / Feito nuvem no ar sem aflição / Vem a mim de corpo e alma  / Libera a paz do meu coração / Não vá se perder outra vez / Nesse mesmo lugar por onde já passou / Tente pensar / Pode até ser sonho e tal / É, mas pode até ser que seja o amor // Tudo vai mudar / Posso pressentir  / Você vai lembrar e rir  / Alguma dor que não vai matar ninguém  / Pode ser vista, nos rondar / Não precisa se assustar / Isso é clamor  / De amor // Venha me beijar de uma vez  / Feito nuvem no ar sem aflição  / Vem a mim de corpo e alma  / Libera a paz do meu coração / Não vá se perder outra vez / Nesse mesmo lugar por onde já passou / Tente pensar / Pode até ser sonho e tal / É, mas pode até ser que seja o amor.

Eu fiz uma viagem /// Compositor Dorival Caymmi // Eu fiz uma viagem / A qual foi pequenininha / Eu sai dos Olhos d’Água / Fui até Alagoinha // Agora colega veja / Como carregado eu vinha / Trazia a minha nega / E também minha filhinha // Trazia o meu tatu-bola / Filho do tatu-bolinha / Trazia o meu facão / Com todo aço que tinha // Vinte couros de boi manso / Só no bocal da bainha / Trazia uma capoeira / Com quatrocentas galinhas // Vinte sacos de feijão / E trinta sacos de farinha / Mas a sorte desandou / Quando eu cheguei em Alagoinha // Bexiga deu na nega / Catapora na filhinha / Morreu meu tatu-bola / Filho do tatu-bolinha // Roubaram o meu facão / Com todo aço que tinha / Vinte couros de boi manso / Só no bocal da bainha // Morreu minha capoeira / Das quatrocentas galinhas / Gorgulho deu no feijão, colega / E mofo deu na farinha.

Meditação /// Intérprete Alaíde Costa // Compositores Tom Jobim e Newton Mendonça // Quem acreditou / No amor, no sorriso, na flor / Então sonhou, sonhou / E perdeu a paz / O amor, o sorriso e à flor / Se transformam depressa demais // Quem no coração / Abrigou a tristeza de ver / Tudo isso se perder / E na solidão  / Procurou um caminho a seguir  / Já descrente de um dia feliz // Quem chorou, chorou / E tanto que seu pranto já secou // Quem depois voltou / Ao amor, ao sorriso e à flor / Então tudo encontrou / Pois a própria dor / Revelou o caminho do amor e a tristeza acabou

nos levar além

[qua] 22 de fevereiro de 2012

INCENSO FOSSE MÚSICA

isso de querer ser
exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além

Paulo Leminski )

Em planos. De aula. Hoje tudo para última hora. Ontem idem. Segunda nada – só fui até a Caieira da barra do sul e lavei roupa. Domingo estive presente inauguração do piscinão (de 14 mil litros) dos Ales lá pr’ás bandas da brava ó. Sábado foi ufa, agora posso arrumar as coisas de casa. Sexta foi… Escola e carnaval. Quinta foi aula cedo e noite – melhorei minha didática. Quarta foi uma aula com a rita de cássia. Terça foi… Chega lá e dá aula. Segunda foi exaustivo no corre para lá, para ali e pra cá.

E dias depois vi tua mensagem sobre os dedos e os homens transformados com borboletas e pensei bastante em ti. Não nos tocamos, mas me tocaste mesmo assim… És deste canto que levo no peito e sonoramente alimenta-me neste libertar. És presentes em mim, mesmo tu ai salvando a dor e eu cá neste desterro.

*

um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto

Paulo Leminski )

E hoje penso tantas coisas…

 

boom boom… light my fire

[ter] 23 de novembro de 2010

o método: são raros os momentos em que não tenho comigo um papel e uma caneta, ou lápis. não porque eu sempre escreva, mas porque as vezes é de uma necessidade urgente, desesperadora, que me leva a inventar, os sentimentos, as sensações, as idéias, vivenciadas naquele instante em outras palavras, signos, sons. preciso compor, e não tomar nota, é ouvir e deixar a música virar nuvem, poeira, relâmpago… [isto tem qualquer coisa de uma dificuldade de desprender-se. necessito guardar. colher essas flores que estão por ai, entre um suspiro, um aceno, um piscar de olhos, e uma tarde de chuva – e é tudo inesperado]. e este espaço cá, o blog, serve, terapeutica e intelectualmente, para elaborá-los, desenha-los, ou apenas registrá-los tal como surgiram no instante qualquer.

a trilha sonora: the doors, rolling stones e mais blues.

o estalo inicial: john lee hooker.

a dor: na costela.

o torrent: olhos azuis, de jane elliot.

um dia: p’rá chuva. e entre uma página e outra da leitura. uma banho de chuva e uma enxurrada de memórias… hoje lembrei bastante. percorri-me, reconhecendo cada momento que vivi, as angústias, os medos, os prazeres, as vitórias, os saltos e os mergulhos. e senti saudade de tanta gente. e fica assim, como é bom olhar para trás e saber que a gente ama como pode, em cada momento, e como é bom amar e ser amado, independentemente das suas limitações passageiras ou duradouras. e toda essa nostalgia, porque não sei se é só saudade – saudade é diferente – é talvez porque eu saiba, já, que é hora de avançar e começar coisas novas. ou melhor, o momento é novo e olhar quer caledoscopicamente um mundo [interior e exterior] mais colorido. afinal não sou tão cinza quanto me pinto. sou sim da cor do sol

as pequenas necessidades: um cabo de mais ou menos trinta metros, um botijão de gás e um som mais potente. e ah, a grana p’ra pagar isto.

a percepção: após organizar os livros, e os poucos móveis da sala, e perceber que faltam tantas pequenas coisinhas, como uma vassoura, ou um sabonete no banheiro, ou o detergente ou o tempero ou… percebo que estou diante de algo palpável, e materialmente maior e experiencialmente mais desafiante… pela primeira vez na minha vida não sou apenas responsável por um quarto*. tenho o privilégio de ser inteiro. e fica aquele gostinho bom de ir aos poucos imprimindo meus sonhos pelas janelas, pelas paredes, no chão, porta à fora, na terra, ao meu redor, no mundo inteiro. [* e digo um quarto porque mesmo quando morei fora de sambaqui dividia a casa ou a quitenete].

os sonhos bestas: até os trinta encontra-me num lar. até os quarenta tornar-me um doutor. até os cinquenta, aprender a ser um educador. até os sessenta, viver de arte. depois… ser a arte.

o convite: me tira daqui, me leva pra passear, me embebede, me consuma, me devore, me arda, me coma e me vomite… vai, me deixa ver as cores diferentes disso aqui porque só existem, elas, quando você olha cá dentro e arranca essa cápsula protetora, essa casca, que levo pra lá e pra cá, escondendo assim o meu corpo bonito e meu potencial de gozar. vamos rir um bocado um dia desses? vamos ficar nús na rua? vamos falar das coisas mais profundas e bregas? vamos sentir vergonha de sentir vergonha? vamos levar um blues? vem pra minha casa.

a frase: essa vida é uma viagem, pena eu estar só de passagem”. paulo leminski

a idéia: eu queria ser mais interessante do que sou.


provocativamente 'tô vivo

[qui] 11 de fevereiro de 2010

e hoje que acordei cedo, e meio sonolento, anotei um monte de coisas [no caderno de campo, na memória, na vontade] para colocar aqui assim que tivesse um tempo [virtual], mas contento-me com esse pensamento que veio a mente agora quando entrei na página principal deste bloco: “honestamente não sou nada do que está – ou da forma como está – escrito aqui [nestes textos todos até hoje]  e assombrosamente sou sim cada intenção e todos os verbos nisto tudo que é dito e que é silenciado por cá diante dos olhos de vocês [e mais um monte de incertezas, porque a vida é assim. e concordando com bruno [aquele rapaz que cantava que o “elefante não é branco não…”] que é necessário ter certa certeza da incerteza, ao menos, e de tal forma por vezes não forçar tanto já que não é tão necessário arregimentar a inconstância de sermos… posto que só estamos, e isto é um barato… ou não é?

 esta vida é uma viagem
	pena eu estar
	  só de passagem

]”. terapia. e simbolicamente [ou mais que simbólico – concreto] depois de cinco meses tenho novamente um celular para que o povo possa me achar onde quer que eu me meta. saludos rojos.

caprichos & relaxos

[ter] 28 de julho de 2009
..................... oração de pagé
que eu seja erva raio
no coração dos meus amigos
árvore força
na beira do riacho
pedra na fonte
estrala
.......na borda
---------------do abismo

(Polonaises. In: Caprichos e relaxos) p. 57)

***

Hoje, em meio a minha bagunça enorme, me encontrei com uma obra prima, do polaco mulato curitibano (LEMINSKI, Paulo. Caprichos e relaxos. São Paulo: Brasiliense, 2.ª edição, 1983). E como diz Caetano, com toda a razão… é um barato, esse cara é de um poética genialíssima.

Caprichos & Relaxos

Wordle: últimacapadecaprichos&relaxos.Palavrasdecaetanovelososobrepauloleminski

“Esse livro de poemas é uma maravilha, porque os poemas do Leminski são muito sintéticos, muito concisos, muito rápidos, muito inspirados. Ele é um sujeito gozado. É um personagem muito único, no panorama da curtição de literatura no Brasil. Eu acho um barato. Leminski tem um clima/mistura de concretismo com beatnik. Que é muito legal. “Verdura” é um sonho. É genial. É um haikai da formação cultural brasileira. Dever ser instigante para os poetas do Brasil o aparecimento desses novos poetas todos. Leminski é um dos mais incríveis que apareceram. Caetano Veloso. 1983. em Caprichos & Relaxos.

ou esse koan… A ARTE DO CHÁ [Ainda ontem/ convidei um amigo/ para ficar em silêncio/ comigo// ele veio/ meio a esmo/ praticamente não disse nada/ e ficou por isso mesmo.]

ou…

destino
(Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase. In: Caprichos e relaxos) p. 77

 

na (Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase. In: Caprichos e relaxos) p. 92 

(Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase. In: Caprichos e relaxos) p. 92
cachorro 

(Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase. In: Caprichos e relaxos) p. 87
não-fosse 

(Não fosse isso e era menos. não fosse tanto e era quase. In: Caprichos e relaxos) p. 64

(Sol-te. In: Caprichos e relaxos) p. 132

(Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase. In: Caprichos e relaxos) p. 91
(Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase. In: Caprichos e relaxos) p. 91

poema

(Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase. In: Caprichos e relaxos) p. 90
(Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase. In: Caprichos e relaxos) p. 90

que-tudo-passe

(Sol-te. In: Caprichos e relaxos) p. 137
(Sol-te. In: Caprichos e relaxos) p. 137

voyage au bout de la nuit [p. 65]

[sex] 28 de novembro de 2008

o peito ensangüentado de verdades

rolo na rua esta cabeça calva e cega

não serve mais ao diabo que a carrega

la vie en close (fragmentos).

LEMINSKI, Paulo. la vie en close (fragmentos) São Paulo: Brasiliense, 1991.

LEMINSKI, Paulo. la vie en close (fragmentos) São Paulo: Brasiliense, 1991.

distraídos venceremos

[qua] 27 de agosto de 2008

eu ontem tive a impressão
que deus quis falar comigo
não lhe dei ouvidos

quem sou eu pra falar com deus?
ele que cuide dos seus assuntos
eu cuido dos meus

leminski.

lhe devo um café!

[qua] 20 de agosto de 2008

“isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além”

p. leminski

😉

leminski (copie e cole!)

[seg] 14 de julho de 2008

Ai daqueles

ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram que a mágoa nova
virasse chaga antiga
ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é feito pão em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não por que não tem asa.

Paulo Leminski
(1944-1989)

Mais sobre Paulo Leminski aqui.

a caixa de entrada

[qua] 12 de dezembro de 2007

neste instante, tu, escreve no papel em branco sobre a incribilidade da mente preenchida por um pensamento.

eu desejo.

a árvore é um poema
não está ali
para que valha a pena

está lá
ao vento porque trema
ao sol porque crema
à lua porque diadema

está apenas. P.L.

acalma teu coração.

viva chile!

[sáb] 13 de outubro de 2007

Ao Chile de Ballesteros:

“Sei que sabes,
Sabes que sei.
Só sabia e sei,
Que te saberei.”

Leminski

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