Archive for the 'música' Category

guillemet

[dom] 5 de fevereiro de 2017

domingo. último dia.

dia de arrumar tudo que não arrumei até agora.

e a jornada começou… tenho planos, tenhos sonhos.

e para mentalizar “paciência e coragem”.

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fiz horta. podei planta. plantei algumas. organizar as categorias/tags deste blogue. coloquei em dia #umpoetaumpoemapordia. reavivei blogues e páginas que andavam soltas. visitei meus poemas. conheci novos poetas.

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lista do que foi visto: wbqbr9rrhfs033isu4dudvdpv64-zebzous6wpxzl31

05/02/17 Até o Fim (2013 ‧ Drama/Ação ‧ 1h 47m – Direção: J.C. Chandor). aquele filme que você vai vendo enquanto faz outras coisas… mas em algumas momentos te dá uma agonia profunda.
01/02/17 Adaptação (2002 ‧ Filme policial/Drama ‧ 1h 54m – Direção: Spike Jonze e Roteiro: Charlie Kaufman). Que puta filme. Dez. Daqueles que dá vontade ver mais de uma vez.
31/01/17 La Vida Inmoral de la Pareja Ideal (2016 ‧ Comédia/Drama/Romance ‧ 1h 31min – Direção: Manolo Caro). Película mexicana interessante, levemente engraçada e um pouquinho sedutora.
31/01/17 iBOY  (2017 ‧ Sci-Fi/Ação/Crime ‧  1h 30min – Direção: Adam Randall). Uma bosta.  Perdi meu tempo.

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trilha de fundo: Jason Mraz – 93 Million Miles

«Every road is a slippery slope / But there is always a hand that you can hold on to / Looking deeper through the telescope / You can see that your home’s inside of you / Just know, that wherever you go / No, you’re never alone / You will always get back home / Home…»

***

pesquisa derivada – guillemets ‹ ›  « »

In Windows: 
« Alt + 0171 Alt + 7598 Alt + 174 Alt + 686
» Alt + 0187 Alt + 7599 Alt + 175 Alt + 687

shoreless e o pó da estrada

[dom] 29 de janeiro de 2017

7h30 o despertador acorda. ¡volta a dormir despertador!

11h12 ele dormiu demais, mas seu corpo ainda dói.

12h49 quase… daúde.

«Quase fui feliz um dia
Lembrar é quase promessa
É quase quase alegria, quase fui feliz à beça
Mas você só me dizia:
Meu amor vem cá sai dessa» 
Composição: Caetano Veloso / Antonio Cícero

13h28 trovoadas no céu. na vitrola só sambas de amor/dor.

15h16 copiei o texto dela e colei no googletranslate. não para traduzir, mas para ouvi-la, enquanto fazia outras coisas. aquelas palavras de mistérios, caminhos, buscas e descobertas me insinuavam uma mulher distante daquele sorriso apaixonante que ela tinha quando a vi pela primeira vez – talvez porque lhe desse substância e um gosto diferente. mesmo as marcas do tempo determinando o passar das coisas, pelas fotografias eu podia intuir que ela ainda tinha/devia ter aquele sorriso. mas essa colagemde palavras não é sobre o poder de feitiço dela em [me] encantar, de quase dez anos atrás, mas é sobre as palavras que ela escreve/fala, agora. essas palavras que oscilante entre uma carta de intenção e um poema quase místico, tem um quê de mim, da dúvidas, do que é humano, do que somos feitos… dos conselhos, das danças com seres mágicos, dos itinerários percorridos, dos mergulhos, do que é aprendido sobre si mesmo, essas versões que vamos encontrando pelo teatro da vida, peças de um mosaico sempre em desenvolvimento… do pó que vamos colhendo pelas estradas da vida.

registro: dela, a luz dos olhos e sorriso solar, que guardo vivo na memória, de quando éramos mais jovens. e hoje, mulher feita, e distante, suas palavras que narram o estranhamento de se colocar a mochila vazia num armário desarrumado esperando a próxima partida rumo ao reencontro de uma nova parte, um fragmento ainda desconhecido de si.

trilha de fundo: O Pó da Estrada – Sá, Rodrix & Guarabyra

«0 pó da estrada gruda no meu rosto, / Como a distância, matando as palavras, / Na minha boca sempre o mesmo assunto, / O pó da estrada. / O pó da estrada brilha nos meus olhos, / Como as distâncias mudam as palavras, / Na minha boca sempre a mesma sede, / O pó da estrada. / Conheci um velho vagabundo, / Que andava por aí sem querer parar, / Quando parava, / Ele dizia a todos, / Que o seu coração ainda rolava pelo mundo. / O pó da estrada fica em minha roupa, / O cheiro forte da poeira levantada, / Levando a gente sempre mais à frente, / Nada mais urgente, / Que o pó da estrada, / Que o pó da estrada.»

16h04 – Novos Baianos – Programa Ensaio 1973

nina

[sáb] 28 de janeiro de 2017

1h30 (primeira edição) organizando as coisas aqui… e se deliciando com nina simone. hoje é dia de acordar cedo. seis horas estarei de pé para um dia longo.

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7h30 (segunda edição) no meio do sono ele levanta. um banho morno rápido. um café quase-amargo. uma fatia de pizza fria. ele não está pronto pro dia, mas lá vai.

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12h05 (segunda edição) em busca dos girrasois caminho adentro… os pés submersos na areia, o dia me envolvia.

e ali na frente, horas de caminhada, duna após duna, a ilusão, que após a próxima montanha de areia se alcançaria o marulho distante.

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18h45 (segunda edição) a chuva tomou conta do corpo do homem, fez dele criança.

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notas de roda pé:

Ain’t Got No, I Got Life // lyrics by James Rado and Gerome Ragni and music by Galt MacDermot /// Ain’t got no home, ain’t got no shoes / Ain’t got no money, ain’t got no class / Ain’t got no skirts, ain’t got no sweaters / Ain’t got no faith, ain’t got no beard / Ain’t got no mind / Ain’t got no mother, ain’t got no culture / Ain’t got no friends, ain’t got no schooling / Ain’t got no name, ain’t got no love / Ain’t got no ticket, ain’t got no token / Ain’t got no God / What have I got? / Why am I alive anyway? / Yeah, what have I got? / Nobody can take away / I got my hair, I got my head / I got my brains, I got my ears / I got my eyes, I got my nose / I got my mouth, I got my smile / I got my tongue, I got my chin / I got my neck, I got my boobs / I got my heart, I got my soul / I got my back, I got my sex / I got my arms, I got my hands / I got my fingers, Got my legs / I got my feet, I got my toes / I got my liver, Got my blood / I’ve got life, I’ve got my freedom / I’ve got the life / I got a headache, and toothache, / And bad times too like you, / I got my hair, I got my head / I got my brains, I got my ears / I got my eyes, I got my nose / I got my mouth, I got my smile / I got my tongue, I got my chin / I got my neck, I got my boobies / I got my heart, I got my soul / I got my back, I got my sex / I got my arms, I got my hands / I got my fingers, Got my legs / I got my feet, I got my toes / I got my liver, Got my blood / I’ve got life, I’ve got my freedom / I’ve got life, I’m gonna keep it / I’ve got life, I’m gonna keep it» Nina Simone, Nuff Said! (1968)

O-o-h Child /// Stan Vincent /// O-o-h child things are gonna get easier / O-o-h child things ‘ll get brighter / O-o-h child things are gonna get easier / O-o-h child things ‘ll get brighter / Someday we’ll get it toghether and we’ll get it undone / Someday when the world is much brighter / Someday we’ll walk in the rays of a beautiful sun / Someday when the world is much lighter / O-o-h child things are gonna get easier / O-o-h child things ‘ll get brighter / O-o-h child things are gonna get easier / O-o-h child things ‘ll get brighter / Right now right now» Nina Simone, Here Comes the Sun (1971)

night birds

[sex] 20 de janeiro de 2017

Chet Baker with Enrico Pieranunzi – Night Bird (Chet Baker recording from January 1980. Composition by the italian pianist Enrico Pieranunzi. Chet Baker- Trumpet)

Chet Baker- Trumpet
Enrico Pieranunzi – Piano
Maurizio Giammarco – Tenor Sax
Ricardo Del Fra – Bass
Roberto Gatto – Drums

a dama de cílios da cor do corvo e olhos de luto dos sonetos de shakespeare

[ter] 17 de janeiro de 2017

 

fragmentos e citações do dia

nota #1. ele não olhou pra ela. não há como saber se os olhos dela procuraram os deles. se percorreram suas pernas, sua boca, sua testa, seu queixo, sua pele ressecada. ele não olhou pra ela. seus olhos estavam fixos em cada letra, em cada fonema, em cada verbo daquele livro que o transportava para luanda. mas nesta viagem, ora em luanda, ora ali, no meio do nada, imaginando quem seria ela… ele via o céu negro de africa, ele olhava com os olhos de ludo. ele sentia a substância do medo. e o sol o lembrou, abruptamente quase cegou-o ao refletir intensamente nas páginas brancas. ele pôs as mãos aos olhos, fechou o livro. ela estava ali, ao seu lado.

feita no busão, quando voltava para casa.

 

***

«the dark woman of raven brows and mournful eyes of Shakespeare’s Sonnets.» The Perfect Mate. By René Echevarria and Gary Perconte. Perf. Patrick Stewart, Jonathan Frakes, LeVar Burton, Michael Dorn, Gates McFadden, Brent Spiner, and Famke Janssen. Dir. Cliff Bole. Star Trek: The Next Generation. Season 5, episode 21. Syndicated television. 27 April 1992. DVD. Paramount, 2002.

 

sonnet cxxvii

in the old age black was not counted fair,
or if it were, it bore not beauty’s name;
but now is black beauty’s successive heir,
and beauty slandered with a bastard shame:

for since each hand hath put on Nature’s power,
fairing the foul with art’s false borrowed face,
sweet beauty hath no name, no holy bower,
but is profaned, if not lives in disgrace.

therefore my mistress’ eyes are raven black,
her eyes so suited, and they mourners seem
at such who, not born fair, no beauty lack,

sland’ring creation with a false esteem:
yet so they mourn becoming of their woe,
that every tongue says beauty should look so.

willian shakespeare

soneto 127

o tempo antigo a negro cor não preza
ou, quando o faz, de bela não a chama;
mas hoje é sucessora da beleza
a cor que de bastarda tinha fama.

da natureza usando-se o atributo
tanto o feio alindou-se com disfarce
que o belo já não tem nome, ou reduto,
mas vive na desgraça, a profanar-se.

dizem que olhos de luto a minha amada
sob uns cílios da cor do corvo tem
as famas que de belo não tem nada

e esta falta compensam com desdém.
mas tal luto só faz por convencer
que o belo assim é que devia ser.

50 sonetos: ed. especial. Tradução Ivo Barroso

***

Pete Seeger ///  Down by the Riverside /// I’m gonna lay down my sword and shield / Down by the riverside / Down by the riverside / Down by the riverside / I’m gonna lay down my sword and shield / Down by the riverside / Study war no more /  I ain’t gonna study war no more / Ain’t gonna study war no more / Ain’t gonna study war no more / I ain’t gonna study war no more / Ain’t gonna study war no more / Ain’t gonna study war no more

Louis Armstrong /// When The Saints Go Marching In ///  Oh, when the Saints go marching in, / Oh, when the Saints go marching in, / Oh, Lord I want to be in that number / When the Saints go marching in. / Oh, when the sun refuse to shine, / Oh, when the sun refuse to shine, / Oh Lord I want to be in that number / When the sun refuse to shine. / Oh, when they crown Him Lord of all, / Oh, when they crown Him Lord of all, / Oh Lord I want to be in that number / When they crown Him Lord of shine. / Oh when they gather round the throne, / Oh when they gather round the throne, / Oh Lord I want to be in that number / When they gather round the throne. // Compositor: Katherine E. Purvis / James M. Black

 

conundrum

[dom] 15 de janeiro de 2017

Jethro Tull – Conundrum (Instrumental)  (Martin Barre / Barriemore Barlow)

***

Frank Sinatra – The Nearness of You

Ella Fitzgerald & Louis Armstrong – The Nearness Of You

Sarah Vaughan – The Nearness Of You

Norah Jones – The Nearness Of You

Rod Stewart – The Nearness Of You

Johnny Hartman – The Nearness Of You

The Nearness Of You // Why do I just wither and forget all resistance / When you and your magic pass by / My heart’s in a dither dear / When you’re at a distance / But when you are near, oh my… / It’s not the pale moon that excites me / That thrills and delights me / Oh no / Its just the nearness of you / It isn’t your sweet conversation / That brings this sensation / Oh no / Its just the nearness of you / When you’re in my arms / And I feel you so close to me / All my wildest dreams / Came true / I need no soft lights to enchant me / If you’ll only grant me / The right / To hold you ever so tight / And to feel in the night / The nearness of you /// written in 1938 by Hoagy Carmichael and Ned Washington, for the Paramount film Romance in the Dark

recovery e translineação

[qui] 12 de janeiro de 2017

 

nota#1

«recovery from a great loss involves a great deal of pain. If we try to avoid that pain, we can make it harder on ourselves in the long run.» Deanna Troi, In: The Loss. Episódio 84º de Star Trek: The Next Generation; 4ª temporada.

nota#2

Composição: Maria Elena Walsh. Como la cigarra

«Después de un año /Bajo la tierra, / Igual que sobreviviente / Que vuelve de la guerra…»

nota#3

Larhyssa deixou recado dizendo que passou no vestibular e agradecendo o meu papel enquanto professor na formação dela. está ai uma coisa bacana dessa profissão… os seres que encontramos nessa jornada.

ps: ela é a moça que me fez essa questão: por que o acento da palavra indivíduo vai ali? e que levou a pesquisar e escrever essa postagem indivíduo: uma proparoxítona aparente

Nota: uma proparoxítona aparente é uma palavra acentuada que, por terminar em ditongo crescente (-ea, -eo, -ia, -ie, -io, -ua, -ue, -uo), tanto pode ser classificada de paroxítona (mais comum no Brasil) como de proparoxítona (mais comum no restante da CPLP). https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/translineacao-proparoxitonas-aparentes/5089

São chamadas proparoxítonas aparentes as palavras que apresentam uma série vocálica pós-tônica considerada como ditongo crescente (-ea. -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo, etc.): náusea, etéreo, níveo, enciclopédia, glória, barbárie, série, lírio, prélio, mágoa, nódoa, exígua, língua, vácuo, amêndoa, argênteo, côdea, Islândia etc. http://www.lpeu.com.br/q/3dch8

Tipo de palavra ou sílaba Quando acentuar Exemplos (como eram) Observações (como ficaram)
Proparoxítonas sempre simpática, lúcido, sólido, cômodo Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia. Observe: Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico, fenômeno (Brasil) académico, fenómeno (Portugal).
Paroxítonas Se terminadas em: R, X, N, L, I, IS, UM, UNS, US, PS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS; ditongo oral, seguido ou não de S fácil, táxi, tênis, hífen, próton, álbum(ns), vírus, caráter, látex, bíceps, ímã, órfãs, bênção, órfãos, cárie, árduos, pólen, éden. Continua tudo igual. Observe: 1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens, polens. 2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen, fêmur (Brasil) ou sémen, fémur (Portugal). 3) Não ponha acento nos prefixos paroxítonos que terminam em R nem nos que terminam em I: inter-helênico, super-homem, anti-herói, semi-internato.
Oxítonas Se terminadas em: A, AS, E, ES, O, OS, EM, ENS vatapá, igarapé, avô, avós, refém, parabéns Continua tudo igual. Observe: 1. terminadas em I, IS, U, US não levam acento: tatu, Morumbi, abacaxi. 2. Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé, puré (Portugal).
Monossílabos tônicos (são oxítonas também) terminados em A, AS, E, ES, O,OS vá, pás, pé, mês, pó, pôs Continua tudo igual. Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc.
Í e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato) saída, saúde, miúdo, aí, Araújo, Esaú, Luís, Itaú, baús, Piauí 1. Se o i e u forem seguidos de s, a regra se mantém: balaústre, egoísmo, baús, jacuís. 2. Não se acentuam i e u se depois vier ‘nh’: rainha, tainha, moinho. 3. Esta regra é nova: nas paroxítonas, o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca, bocaiuva, feiura, saiinha (saia pequena), cheiinho (cheio). 4. Mas, se, nas oxítonas, mesmo com ditongo, o i e u estiverem no final, haverá acento: tuiuiú, Piauí, teiú.
Ditongos abertos em palavras paroxítonas EI, OI idéia, colméia, bóia Esta regra desapareceu (para palavras paroxítonas). Escreve-se agora: ideia, colmeia, celuloide, boia. Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. Por exemplo: contêiner, Méier, destróier serão acentuados porque terminam em R.
Ditongos abertos em palavras oxítonas ÉIS, ÉU(S), ÓI(S) papéis, herói, heróis, troféu, céu, mói (moer) Continua tudo igual (mas, cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais sílabas).
Verbos arguir e redarguir (agora sem trema) arguir e redarguir usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo. Esta regra desapareceu. Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gú-o, mas não acentue); ele argui (fale: ar-gúi), mas não acentue.
Verbos terminados em guar, quar e quir aguar enxaguar, averiguar, apaziguar, delinquir, obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo. Esta regra sofreu alteração. Observe:. Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando a ou i tônicos, aí acentuamos estas vogais: eu águo, eles águam e enxáguam a roupa (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (í tônico). Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averi-gú-o, mas não acentue) o caso.
ôo, êe vôo, zôo, enjôo, vêem Esta regra desapareceu. Agora se escreve: zoo, perdoo veem, magoo, voo.
Verbos ter e vir na terceira pessoa do plural do presente do indicativo eles têm, eles vêm Continua tudo igual. Ele vem aqui; eles vêm aqui. Eles têm sede; ela tem sede.
Derivados de ter e vir (obter, manter, intervir) na terceira pessoa do singular leva acento agudo; na terceira pessoa do plural do presente levam circunflexo ele obtém, detém, mantém; eles obtêm, detêm, mantêm Continua tudo igual.
Acento diferencial Esta regra desapareceu, exceto para os verbos: PODER (diferença entre passado e presente. Ele não pôde ir ontem, mas pode ir hoje. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo, então vamos pôr casacos; TER e VIR e seus compostos (ver acima). Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios, para-choque. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional; se possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja forma de pagamento é parcelada.

Dados da tabela acima produzidos pela Márcia Lígia Guidin. Extraído de educacao.uol.com.br

in spaceships, they won’t understand

[sáb] 7 de janeiro de 2017

e o sábado já começou.

«… / last night she said / oh, baby, don’t feel so down / oh it turns me off / when i feel left out. / so i, i turned ‘round / oh, baby, i’m gonna be all right / it was a great big lie / ‘Cuz i left that night, yeah / and, people they don’t understand / no, girlfriends, they won’t understand / in spaceships, they won’t understand / and me, i ain’t never gonna understand / …»

Last Nite / Composição Julian Casablancas

***

aproveitando o sol na casa oito, e a lua na casa doze.

que será será

[sex] 2 de dezembro de 2016

Que Será Será (Whatever Will Be, Will Be)

When I was just a little girl / I asked my mother, ‘what will I be? / Will I be pretty? / Will I be rich? / Here’s what she said to me // Que sera sera / What ever will be, will be / The future`s not ours to see / Que sera sera / What will be, will be // When I grew up and fell in love / I asked my sweetheart, what lies ahead / Will we have rainbows / Day after day? / Here´s what my sweetheart said // Que sera, sera / Whatever wil be, will be / The future’s not ours to see / Que sera, sera / What will be; will be // Now I have children of my own / They ask their mother what will I be / Will I be handsome? / Will I be rich? / I tell them tenderly // Que sera, sera / Whatever will be, will be / The future’s not ours to see / Que sera, sera / What will be, will be // Que sera, sera /// autores: Jay Livingston, Nadir Corte Real e Ray Evans

qual avezinha no ar…

[qui] 1 de dezembro de 2016

atividade do dia: reunião dos articuladores – consciência negra. local iee.

muita coisa para ser feita ainda. muito para se pensar…

duas canções:

Banzo negro /
Negro clama liberdade,
Negro clama liberdade,
Negro clama liberdade,
Negro não sabe o que é dor!
Negro não tem alma não,
Assim, dizia o feitor…
Com seu chicote na mão,
Malvado banzo me mata,
Quero a Pátria voltar,
Na minha terra sou livre,
Qual avezinha no ar.
Negro, negrooooooo!

Negro, negrooooooo!

Terra Seca / Composição: Ary Barroso
O nêgo tá, moiado de suó
Trabáia, trabáia, nêgo Trábaia, trabáia nêgo
As mãos do nêgo tá que é calo só
Trabáia, trabáia nêgo Trabáia, trabáia, nêgo
Ai “meu sinhô”nêgo tá véio
Não agüenta !
Essa terra tão dura, tão seca, poeirenta…
Trabáia, trabáia nêgo Trabáia, trabáia, nêgo
O nêgo pede licença prá falá
Trabáia, trabáia, nêgo
O nêgo não pode mais trabaiá
Quando o nêgo chegou por aqui
Era mais vivo e ligeiro que o saci
Varava estes rios, estas matas, estes campos sem fim
Nêgo era moço, e a vida, um brinquedo prá mim
Mas o tempo passou
Essa terra secou …ô ô
A velhice chegou e o brinquedo quebrou ….
Sinhô, nêgo véio tem pena de têr-se acabado
Sinhô, nêgo véio carrega este
corpo cansado

takes your part in the play…

[qua] 23 de novembro de 2016

mil demônios…

eu queria tanto fugir (era a sensação até bem pouco tempo atrás). mil demônios, uma legião de vozes… (pensei em poetizar essa porra… mas não) são tantas dúvidas sobre tantas coisas, e disto uma profunda angústia e um desconforto com o como tudo tem se (des)enrolado. é aquela sensação/questão que, de tempos em tempos, vem para tornar tudo terra arrasada: o que estou fazendo com a minha vida?

***

a insustentavel leveza do ser

e de repente ele se precipita abismo adentro e afunda num mergulho no vazio… não há fim… a percepção do tempo se esvazia… e as referências espaciais se distanciam… mas um porém, na queda, enquanto se contempla o nada… em alguns momento, aquilo de um instante antes que o coração apague (pela ameaça que seu cérebro sente quando da falta de peso sobre os ossos na vertiginosa queda) a gente acorda: calma.. o mundo não essa bosta toda.

não te culpes.

sai dessa mania de sofrência. as vezes as coisas não saem como queres, e noutras não és obrigado a fazer o que deves. e quase sempre aceites o que podes. e fim… vai caminhar, ler um bom livro. vá ao cinema… beba um cerveja, um vinho… faça um trilha… arrume a casa, conserte a bicicleta… vá para uma ocupação, faça um curso… aprenda um novo idioma…

sei lá.

***

down down

«takes your part in the play
it all weighs
like running away
to the edge of the world
then watching it curl
and you’re back in the same old place
it all weighs you down
down down»luthea salom

isto é muito bonitinho. ouvido pela primeira vez no gostoso filme espanhol requisitos para ser una persona normal. uma comedia romántica de 2015 dirigida por Leticia Dolera e protagonizada por Leticia Dolera e Manuel Burque.

***

eu quero paz

por que está grudada como chiclete… e pego-me cantarolando, quase de forma automática, versos dessa canção, por ontem… de onde veio? não sei. por que veio a tona? não sei. não houvi a canção por esses dias… mas ela está ai… talvez alguma conexão em algum ponto tenha sido feita… mas qual? que pensamento? que sensação? que melodia? que imagem? que conexão há dessa canção/album/banda com minhas emoções atuais?!

«Paz, eu quero paz
Já me cansei de ser a ultima a saber de ti»- marcelo camelo

***

PS: RECADO IMPORTANTE: SEU ANIMAL… NÃO PUBLIQUE ANTES DE TERMINAR DE ESCREVER. AVISO DE EDIÇÃO PARA CADA VÍRGULA E ACENTO E PEDAÇO DE PALAVRAS E NOVA REDAÇÃO E ACRÉSCIMOS QUE VC COLOCA É MUITO CHATO.

escape…

[ter] 22 de novembro de 2016

Tracklist:
1. Blue Swede – Hooked On a Feeling (@0:00)
2. Raspberries – Go All the Way (@02:52)
3. Norman Greenbaum – Spirit In the Sky (@06:13?)
4. David Bowie – Moonage Daydream (@10:15)
5. Elvin Bishop – Fooled Around and Fell In Love (@14:57 ? ?)
6. 10cc – I’m Not In Love (@19:31)
7. Jackson 5 – I Want You Back (@25:35)
8. Redbone – Come and Get Your Love ( @28:35??)
9. The Runaways – Cherry Bomb (@31:58)
10. Rupert Holmes – Escape (The Pina Colada Song) (@34:15)
11. The Five Stairsteps – O-O-H Child (@38:52)
12. Marvin Gaye & Tammi Terrell – Ain’t No Mountain High Enough (@42:06)

***

Hi dude, how’s it going?

contradições monstras habitando essa pele. um curto circuito neural… impulsos para todos os lados. os astros dizem que é o sol na casa sete enquanto a lua habita a casa quatro. vai saber… talvez seja a minha angustia de olhar para fora e ver um amontoado de coisas tão complicado de se organizar… e olhando bem, a fuga do domingo seja um sintoma disto… até a trilha sonora escolhida… a temática romantica-juvenil… a distância das coisas concretas por esses dias… essa vida de peter, hein?!

é… as coisas não vão bem por esses dias.

quando você vai sair disto?

o retratista em follow the sun…

[qui] 21 de janeiro de 2016

defina: árido? arenoso?

trilha da tarde de sol…

Otto – Retratista;
Xavier Rudd – Follow The Sun
«when you feel life coming down on you like a heavy weight. when you feel this crazy society adding to the strain. take a stroll to the nearest water’s edge, remember your place… many moons have risen and fallen long, long before you came, so which way is the wind blowing what does your heart say»;

e o dia se perdeu em algum ponto…as outras canções esquecidas, esta postagem nos rascunhos e as lembranças do dia misturaram-se aos outros dias iguais. só.

evaporar

[qua] 6 de janeiro de 2016

Tempo a gente tem / Quanto a gente dá / Corre o que correr / Custa o que custar / Tempo a gente dá / Quanto a gente tem / Custa o que correr / Corre o que custarO tempo que eu perdi / Só agora eu sei / Aprender a dar / Foi o que ganhei / E ando ainda atrás / Desse tempo ter / Pude não correr / Dele me encontrar / Ah não se mexeu / Beija-flor no ar // O rio fica lá / A água é que correu / Chega na maré / Ele vira mar / Como se morrer / Fosse desaguar / Derramar no céu / Se purificar / Ah deixa pra trás / Sais e minerais, evaporar! / Rodrigo Amarante.

porque tudo que anotei até agora esperará para brotar numa postagem futura-passada, daquelas que nascem amanhã, mas são de ontem… porque não tenho monitor, internet e eu estou uma bagunça.

upside down

[sex] 30 de janeiro de 2015

trecho de upside down.

«who’s to say what’s impossible? well they forgot this world keeps spinning and with each new day… i can feel a change in everything and as the surface breaks reflections fade, but in some ways they remain the same and as my mind begins to spread its wings… there’s no stopping in curiosity. i wanna turn the whole thing upside down. i‘ll find the things they say just can’t be found. i‘ll share this love i find with everyone. we’ll sing and dance to mother nature’s songs. i don’t want this feeling to go away… who’s to say i can’t do everything? well i can try, and as i roll along I begin to find things aren’t always just what they seem… »

jack johnson

**

Jogo / 
Eu, sabendo que te amo,
e como as coisas do amor são difíceis,
preparo em silêncio a mesa
do jogo, estendo as peças
sobre o tabuleiro, disponho os lugares
necessários para que tudo
comece: as cadeiras
uma em frente da outra, embora saiba
que as mãos não se podem tocar,
e que para além das dificuldades,
hesitações, recuos
ou avanços possíveis, só os olhos
transportam, talvez, uma hipótese
de entendimento. É então que chegas,
e como se um vento do norte
entrasse por uma janela aberta,
o jogo inteiro voa pelos ares,
o frio enche-te os olhos de lágrimas,
e empurras-me para dentro, onde
o fogo consome o que resta
do nosso quebra-cabeças. // 
Nuno Júdice

via [ p o e d i a ] um poema por dia.

***

após ler, acordei, e anotei no papel isto aqui:

quando estou lutando – contra todas as minhas forças – para morrer lentamente… ouvir teu canto me anima a viver, me orienta neste breu de sentimentos que é meu presente…

 

 

 

 

mi viejo

[seg] 26 de janeiro de 2015

enquanto che anima-me… vai rapaz, acorda e levanta-te. brote vivo desta tua vida semi-morta de agora, e lute com e por todo o amor deste mundo contra o que faz este mundo doer.

«y si se nos dijera que somos casi unos románticos, que somos unos idealistas inveterados, que estamos pensando en cosas imposibles y que no se puede lograr de la masa de un pueblo el que sea casi un arquetipo humano, nosotros tenemos que le contestar, una y mil veces que sí, que sí se puede y tiene que ser así y debe ser así y será así, compañeros.» che guevara. extraído do documentário Che, um homem novo (Che, un hombre nuevo), de Tristán Bauer.

e de fundo, alfredo zitarrosa, com seu adagio em mí pais

en mi país, que tristeza, la pobreza y el rencor. / dice mi padre que ya llegará desde el fondo del tiempo otro tiempo / y me dice que el sol brillará sobre un pueblo que él sueña / labrando su verde solar. / En mi país que tristeza, la pobreza y el rencor. / tú no pediste la guerra, madre tierra, yo lo sé. / dice mi padre que un solo traidor puede con mil valientes; / él siente que el pueblo, en su inmenso dolor, / hoy se niega a beber en la fuente clara del honor. / tú no pediste la guerra, madre tierra, yo lo sé. / en mi país somos duros: el futuro lo dirá. / canta mi pueblo una canción de paz. / detrás de cada puerta está alerta mi pueblo; / y ya nadie podrá silenciar su canción / y mañana también cantará. / en mi país somos duros: el futuro lo dirá. / en mi país, que tibieza, cuando empieza a amanecer. / dice mi pueblo que puede leer en su mano de obrero el destino / y que no hay adivino ni rey que le pueda marcar el camino / que va a recorrer. / en mi país, que tibieza, cuando empieza a amanecer. / en mi país somos miles y miles de lágrimas y de fusiles, / un puño y un canto vibrante, / una llama encendida, un gigante / que grita: ¡adelante… adelante!

****

minhas notas soltas pelo papéis na casa:

#1

eu espero pelo amanhã.
mas então eu nunca chego.

#2

anteontem e ontem, dois dias inúteis.
cheirando a tédio profundo.

#3

e todo projeto é um anti-projeto. é uma desculpa para não começar o que não se sabe.

 

the computer is thinking…

[seg] 19 de janeiro de 2015

diário da manhã:

11:07′ e está infernalmente quente como todos os dias. e bebo meu mate, solito, pela manhã como faço quase todos os dias. mas por hoje não parece aqueles dias todos de férias… onde posso aleatoriamente fazer o que quiser ou não fazer nada útil ou obrigatório. hoje duas coisas me preocupam… #1. entregar dois textos que sejam minimamente aceitáveis (um a partir da leitura de ontem… e o outro da leitura do mês passado) até as 23:59′ de hoje, e #2 ir ao dentista.

e enquanto as demandas vão se avolumando no horizonte como uma catástrofe… eu busco pontos de fuga. mas vamos lá encarar este paquiderme antes que ele se transforme num godzilla.

ps: o título vem do passatempo destes dias… pentobi: um jogo linux baseado no jogo de tabuleiro blokus.

diário da tarde:

14:51′ escrever e reescrever e enviar. agora é ir lá pintar… o quarto de izabel está quase pronto.

diário da noite:

18:00 na itapema toca agora… zélia duncan: «se você vai por muito tempo… você nunca volta (…) a estrada te sopra pro alto pra outro lado enquanto aquele tempo vai mudando… aí, de quando em quando você lembra aquele beijo, aquele medo (…) e você não volta (…) não existe pretexto, o dia mudou, o carteiro não veio (…)»

e pintura segue, a tempestade chega e cai… é tanta chuva. e lá pelas dez e meia mais um texto devo finalizar… e mesmo tendo mais uns dez dias de férias, algo me diz que as férias se foram e o novo ano começou.

e o dentista ficou para amanhã, muito cedo.

agora preciso tirar toda esta tinta verde sobre a pele que não me deixa amadurecer e me esconde, como camaleão, nesta mata distante.

meu querido diário

[qui] 15 de janeiro de 2015

meu querido diário,

hoje, quinta-feira, dia quinze, é dia de ressaca. e há a tarde inteira pela frente… e pela noite estudar e estudar e estudar. três dias para ler, pensar, escrever e entregar a tarefa de janeiro.

ontem. quarta-feira, dia catorze, foi o dia das tempestades de raios e relâmpagos… uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida…

ontem, também foi dia de acordar mais cedo e ir ao dentista… e voltar meio dolorido, mas sorrindo.

anteontem… comecei a ler o romance “os prêmios” de julio cortázar. anteontem… izabel ganhou três livros – meu querido diário otário – e não tem parado de ler… e é o algo novo neste verão, uma certa introspecção por parte dela… enquanto luiza (a maria sobrinha) segue brincando, izabel (a maria filha) já oscila mais entre coisas de crianças e a uma pré-pré-adolescência.

anteontem também meu irmão fez trinta anos.

e neste verão, algo importante de se registrar, tenho ficado cuidando de luiza quase todas as noites, entre 22:00 e 1:00, até sua vó (que é minha mãe) ou seu pai (que é meu irmão) chegarem do trabalho. luiza, às vezes é tão chata, noutras é tão encantadora… e sentirei falta deste “bichinho grilo” quando for morar com sua mãe. ela já tem nove anos.

**

mas tenho sentido falta de um tempo só para mim… sem esse povo todo.

**

trilha de fundo: zélia duncan cantando «um homem com uma dor / é muito mais elegante / caminha assim de lado / como se chegando atrasado / andasse mais adiante…»

sugar cane fields forever

[ter] 13 de janeiro de 2015

nota #1 bebi mais cervejas em dois dias [ontem e hoje] do que o ano passado inteiro.

nota #2 nestes últimos dias tem aumentado seriamente o número de aporrinhações com izabel [pré-adolescência já, bah].

nota #3 hoje é o aniversário do meu irmão. ajudando a montar durante o dia e na noite há o evento, com festa e bandinha tocando no quintal. dou uma passada, revejo o povo, troco uma ideia e ‘bora para cama…

nota #4 música de fundo [aquelas frases que ficam grudadas na cabeça… excerto abaixo]

«Vem
Comigo no trem da Leste
Peste, vem no trem
pra buranhém, pra buranhém, Pra Buranhém-nhém-nhém
pra buranhém, pra buranhém, Pra Buranhém-nhém-nhém,
pra buranhém, pra buranhém, Pra Buranhém-nhém-nhém,
pra buranhém, pra buranhém, Pra Buranhém-nhém-nhém»

nota #5 o reggae ali de fundo canta… liberdade para dentro da cabeça… 

nota # 6 e, ás vezes, me falta alguma liberdade de ser… enquanto o mundo todo parte, eu ancoro por cá, neste sem saber ir e sem saber ficar.

je ne suis pas charlie

[seg] 12 de janeiro de 2015

7h00… encontrar celular, carregar e pegar estrada.

9h28 voltei e direto do soul vintage itapema… «here comes the sun, here comes the sun and I say it’s all right… sun, sun, sun, here it comes, sun, sun, sun, here it comes…»

e sol chegou ali fora… e cá dentro o calor é infernal. mas antes de ir:

de ontem, meus conhecimentos rudimentares de eletrônica não me ajudaram muita na tentativa de converter um toca-fita em uma saída auxiliar…  e no fim perdi um cabo, algumas horas e ganhei um som ruidoso e o premio de consolação por ter tentado…

**

já hoje, enquanto o povo decide se é je suis charlie ou je ne suis pas charlie, eu coloco as leituras em dia sobre o noticiário.  e, pondero, que intolerância reforça a intolerância, e é necessário viver com as diferenças… e acabar com as desigualdades.

**

mudei a página de abertura: fiz isto ~~~.

11h37. e o mundo lá fora chama… passei do ponto. volto qualquer dia… em qualquer hora.

 

hy-brasil

[seg] 5 de janeiro de 2015

#1 onze e quarenta e cinco: por que escrever?

izabel chegou e perguntou, naquele tom todo seu e tão pouco, ou nada, sutil que eu amo tanto [há uma leve ironia aqui]: o que faço tão cedo em frente ao computador?

eu leio?! eu escrevo num blogue… que um dia irás ler [e no futuro… estás lendo isto aqui… e nem lembras do que te falei agora… lembrou?].

e enquanto escrevo este texto rola na itapema o programa soul vintage

#2 onze e cinquenta e nove: enquanto ela toma café, eu tomo meu mate e o dia está lindo… ensolarado e com uma leve brisa… e explico para ela porque ela deve até sua casa e abrir as janelas. mostro a minha e como todas as janelas e portas estão abertas e desta forma a casa é ventilada… ela parte, sem reclamar… e mais sobre ela para não esquecer que entre os dias dezoitovinte e oito do mês passado, em algum hora que não me recordo qual, me peguei mirando izabel e pensando como aquele ser ali, hoje, tão familiar e querido há quatro ou cinco anos atrás era tão estranho… estrangeira... e assim são os vínculos que se fazem no cotidiano, na relação repleta de erros e acertos. hoje tenho uma filha, e a meta deste ano é registrá-la. e eu sei… sou lento… mas cada um dá seu passo no seu tempo… e ai eu cresço um bocado depois deste passo.

e enquanto escrevo isto aqui toca na itapema o comentário do pedro leite falando da interpretação de billy swan – don’t be cruel.

#3 doze e treze: e é dois mil e quinze… uau… que esse tempo danado voa. final e começo de ano foram exaustivo… e andei doente.

e o título «o’brazil» ou «hy breasil» desta postagem, que motivou escrever por cá algumas linhas, vem da leitura do livro taipas – origem do homem do contestado – o caboclo de otacílio schüler. leitura segue bem interessante… ele articula fatos que eu ignorava… e a tese dele é interessante… desde a formação ibérica com a influencia dos maragatos, mouriscos, moçárabes… até os adelantados del rio de la plata, passando pelo caminho de peabiru… e ilha mítica flutuante hy-brasil. estou na metade do livro.

Abaixo, via wikipédia:

A origem da palavra gaélica O’Brazil é o celta Hy Breasil, que significa descendentes do vermelho, ou os do vermelho, onde o s é igual ao z (de onde Hy Breazil), do celta breasil, breazil para vermelho. Ressalte-se que o s do celta breasil só foi transliterado pelo s latino por manifesto erro de interpretação gráfica.

Neste contexto o vocábulo O’Brazil, os do vermelho, passou a constituir uma referência aos gregos e fenícios, os quais ao deixarem de comerciar o cinábrio com os celtas como que desapareceram nas brumas do Atlântico, tornando-se um povo mítico e afortunado, que nunca voltou à Irlanda, porque vivia feliz na misteriosa e paradisíaca ilha do Brazil. Esta ilha do Brazil foi depois incorporada no contexto mais vasto das ilhas míticas, ligando-se à grande tradição atlântica das ilhas de São Brandão.

lembrete: buscar poema O’Brasil do poeta irlandês Moore.

cerca del mar

[ter] 17 de janeiro de 2012
1. LUNA NEGRA /// Jorge Drexler // Quatro estrellas blancas sobre fondo negro es la Cruz del Sur / Quatro estrellas blancas sobre fondo negro es la Cruz del Sur / Una luna negra sobre fondo blanco es tu lunar y yo / No puedo ni mirar el cielo sin nombrarte, / No puedo ver anochecer sin recordarte // Tres Marías blancas van cruzando un cielo color carbón / Tres Marías blancas van cruzando un cielo color carbón / Tus ojos negros dieron en el blanco de mi corazón y yo // Tocando el cielo cada vez que te miraba, / tocando esta canción mientras te recordaba. // Ue le le, ue le la… // Vuela en el viento esta canción, / vuela cruzando la noche, cruzando camino de tu corazón // 2. CERCA DEL MAR /// Jorge Drexler // Cerca del mar, cerca del mar. (…) Cerca del mar, cerca del mar // Una vez se fueron hasta la playa, una noche antes de Carnaval, una vez se pasaron de la raya, todo el año para rememorar. // (El viento llevaba una guitarra lejos en la noche). // Cerca del mar, cerca del mar, / cerca del mar, cerca del mar. // Una sombra crece en el horizonte, una carpavuela en el temporal, los bañistas como pueden se esconden, cargan con lo que pudieron salvar. // (Ese mar no es agua y sal, es sangre verde y desbocada). // Cerca del mar, cerca del mar (…) /// 3. TU // Jorge Drexler // Onda de mar en que flota este blues, tu… / Toma este vals que no supe esconder, tu… / Tienes la culpa de este bolero que se ha adueñado de mí… / No he visto azul más azul que cuando miras tu… / Esta canción quiere estár donde estés tu… /  Y si es necesario la canto en inglés, you… / You are to blame for this bolero that has gone right to my head… / No he visto blue más azul que cuando miras tu… /// 4. ERA DE AMAR // Era una noche común, era en una mesa de bar, era Enero en aquel lugar, y ella me miro de un manera: agua de mar. // Era de fumar y reir, era de saber esperar, era de salir a buscar, no era una mirada cualquiera: era de amar. // Voy caminando por el fondo del mar, voy caminando por el fondo del mar. // Una gota puede tener todos los secretos del mar, todo lo que pueda contar, todo lo que vino después era de imaginar. // Voy caminando por el fondo del mar, voy caminando por el fondo del mar. /// 5. 730 DÍAS // Jorge Drexler // No hay rincón en esta casa que no te haga regresar. Cada grano de memoria, y la casa es un arenal. // Fuí a tus playas por el día y allí me quedé dos años. Fuí lamiendo tus heridas, fuiste dándome un remanso. // A la sombra de tu luna se acunó mi corazón, se borraron mis arrugas, mi casa se iluminó. // Germinaron mis canciónes de las que yo merecía, se paró el reloj de arena, 730 días. /// 6. GANAS DE TI // Jorge Drexler // Ven, cura esta pena, quítame estas ganas de ti. Ven, que está frío fuera y hace tanto calor aquí. // Te ví cruzar la calle y algo crujió dentro de mí… // Ven, que ya se hace tarde y este tren se está por ir. // Muy señora mía ten piedad de un simple mortal. // Ven, cura esta herida, este blues de incierto final. // Tu piel traerá perfumes, reflejos de estrella fugáz… // Ven, ya no lo dudes, no hará falta nada más. // Tan sólo: uuu nosotros dos… /// 7. ZAMBA DEL OLVIDO // Jorge Drexler // Olvídame, esta zamba te lo pide. Te pide mi corazón que no me olvides, que no me olvides // Deja el recuerdo caer como un fruto por su peso. Yo sé bien que no hay olvido que pueda más que tus besos. // Yo digo que el tiempo borra la huella de una mirada, mi zamba dice: no hay huella que dure más en el alma /// 8. UN LUGAR EN TU ALMOHADA // Jorge Drexler // Hazme un lugar en tu almohada, / Junto a tu pecho me calmaré.  / Hazme un lugar en tu almohada, / Para que duermas te cantaré. / Hazme un lugar en tu almohada, / Junto a tu pecho descansaré. / Hazme un lugar en tu almohada, / Para que duermas yo te cantaré. / Una canción de cuna, / Un valsecito de tacuarembó / Te ira llevando en una nube / Si no me duermo antes yo. / Hay un rincón de tu pelo / En el que yo me perfumaré. / Hay un rincón de tu pelo / Sobre la almohada esperándome. / Hay un rincón de tu pelo / En el que me perfumaré. / Hay un rincón de tu pelo / Sobre la almohada esperándome. / Una cascada azul / Como la sombra de un jacarandá. / Me iré acercando a tu mejilla / Para escucharte respirar. /// 9. LA LUNA DE ESPEJOS // Jorge Drexler // Mabel, dejó el bolso con unas amigas y salió a bailar, las luces violetas la protegían. / Mintió la edad cruzando la pista vacía, y lo abrazó, sonaban las lentas, lo permitían. / Y la música siguió, y la pista se llenó. / Giraba conversando con él. / Se habían visto alguna vez, un baile en el club de Salinas, los comentarios de rigor, y la mano en la espalda la sostenía. / Un mostrador de mesas de salón de clase. / La multitud. / La luna de espejos giraba en el aire. / Y la música ayudó, vio la pista oscurecer. / Su cuerpo recostándose en él. / Mabel dudó, pero no movió la mejilla, y besó también, fingiendo saber mientras aprendía. / Y la música cambió,  y la pista despertándose, y aquel perfume nuevo en la piel. /// 10. TU VOYEUR // Jorge Drexler // Cuando la noche pasea más allá de mi pretil / yo puedo ver para afuera sin que me veas a mí. / Yo puedo ver la luz,  yo puedo ver tu piel, yo puedo ver tu ropa caer. / Yo puedo adivinar  la nube de vapor  que tiene el aire a tu alrededor. / Yo tengo un vicio barato y antes que nada, legal, gozo del anonimato que me da la oscuridad. / Y no voy a interferir con tu respiración no voy a entrar en tu corazón, no te quiero tocar, no te puedo querer, yo te diré lo que quiero ser: tu voyeur. / Tu voyeur, tu voyeur, tu voyeur… / Ya me aprendí tus horarios y el orden de tu placard. Ya te crucé por el barrio, no pude más que recordar (mirándote al espejo, la toalla en el sofá, peinándote con tranquilidad sin sospechar que yo del otro lado de la calle estaba muriéndome). / Cuando la noche pasea más allá de mi pretil yo puedo ver para afuera sin que me veas a mí. Yo soy tu voyeur, tu voyeur, tu voyeur… /// 11. DOS COLORES: BLANCO Y NEGRO // Jorge Drexler // Nuestra primera intención era hacerlo en colores: Una acuarela que hablara de nuestros amores. / Un colibrí polícromo parado en el viento, una canción arcoiris durando en el tiempo. / El director de la banda silbando bajito pensaba azules y rojos para el valsecito. / Pero ustedes saben, señores, muy bien cómo es esto; no nos falló la intención, pero sí el presupuesto… // En blanco y negro esta canción / Quedó en blanco y negro con el corazón, / En blanco y negro, nieve y carbón, en blanco y negro, en technicolor, pero en blanco y negro… // Fuimos quitando primero de nuestra paleta una mirada turquesa de marco violeta. / Luego el carmín de las flores encima del piano, una caída de sol cuando empieza el verano. / Todo los tipos de verde de una enredadera… Ya ni quedaban colores Para las banderas. / Nuestra intención ya no fué más que un viejo recuerdo y esta canción al final se quedó en blanco y negro. / En blanco y negro esta canción / Quedó en blanco y negro con el corazón, en blanco y negro, nieve y carbón, en blanco y negro, en technicolor, pero en blanco y negro.. ///
***
o mate acabou agora. a chuva passou não faz muito.
o branco e o cinza estão por ai, mas tudo quedou-se verde então.
e tuas palavras me aqueceram,
iluminam-me…
acendem assim esse todo a arder-te
[desta vida.
nos aguardo
(nos tendo)
cá nesta vida…

O QUE É BONITO? // Lenine // O que é bonito / É o que persegue o infinito / Mas eu não sou / Eu não sou, não… / Eu gosto é do inacabado / O imperfeito, o estragado que dançou / O que dançou… / Eu quero mais erosão / Menos granito / Namorar o zero e o não / Escrever tudo o que desprezo / E desprezar tudo o que acredito / Eu não quero a gravação, não / Eu quero o grito / Que a gente vai, a gente vai / E fica a obra / Mas eu persigo o que falta / Não o que sobra / Eu quero tudo / Que dá e passa / Quero tudo que se despe / Se despede e despedaça / O que é bonito…

na linha do mar

[dom] 15 de janeiro de 2012

07:13 NA LINHA DO MAR /// Galo cantou / Galo cantou as quatro da manhã / Céu azulou na linha do mar / Vou me embora desse mundo de ilusão / Quem me vê sorrir / Não há de me ver chorar / Flechas sorrateiras / Cheias de veneno / Querem atingir o meu coração / Mas o meu amor / Sempre tão sereno / Serve de escudo pra qualquer ingratidão /// Paulinho da Viola

8:01 “no miúdo que mudas. cada dia é um novo dia. vamos devagar que o sol já amanheceu lá fora…”

9:51 IPOEMA.ORG.BR Curso de Sistemas Agroflorestais – parte 1Curso de Sistemas Agroflorestais – parte 2Curso de Sistemas Agroflorestais – parte 3

10:06 Necessito de uma galocha e de uma facão.

10:13 Tutorial Aquecedor Solar: Sistema de montagem, custo e benefícios

10:27 Isto é uma boa ideia.

11:22 Buscando por garapuvu achei isto aqui agora pouco: NO VERTIGINOSO PICADEIRO SOVIÉTICO e Projeto Garapuvu

tua batata da perna moderna

[sáb] 14 de janeiro de 2012

SÁBADO

caderno madeira no sítio monumenta

SEXTA-FEIRA

tua batata da perna moderna

QUINTA-FEIRA

em casa de nóe, pela manhã-tarde: Café do Sítio Vale da Biodiversidade com Milho Criolo.  Uma boa conversa e muito aprendizado. Uns canteiros-ninhos agroflorestais feitos, uma clerodendron thomsonae vista, e três mudas de aloe vera de presente.

em casa na madrugada: http://www.projetojucara.org.br/

afrouxa

[seg] 9 de janeiro de 2012

gripei.

‘tá combinado.

registre seu livro.

blurb é uma idéia.

AFROUXA /// Para subir a ladeira, rá rá / Pra ver mais um por do sol nascer / Embora pra beira do mar / Pra ver a sereia vir a ser / Iemanja beijou iansã / E nãnã a chuva beijou o mar / Eva deu um beijo na maçã / E nanã adão também quis provar / Afrouxa e me dá sossego amor / Também quero provar desse manjar / Mais vale o desapego amor / Espera a flor desabrochar / De manhã, ainda é cedo. / De tardinha, amor, ainda é cedo também. // Arnaldo Antunes / Betão Aguiar

ENVELHECER /// A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer / A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer / Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer / Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer // Não quero morrer pois quero ver / Como será que deve ser envelhecer / Eu quero é viver pra ver qual é / E dizer venha pra o que vai acontecer // Eu quero que o tapete voe no meio da sala de estar / Eu quero que a panela de pressão pressione / E que a pia comece a pingar / Eu quero que a sirene soe / E me faça levantar do sofá / Eu quero pôr Rita Pavone no ringtone do meu celular / Eu quero estar no meio do ciclone pra poder aproveitar / E quando eu esquecer meu próprio nome / Que me chamem de velho gagá / Pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé // Com uns ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer / Não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender / Que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr // Arnaldo Antunes

HOMEM VELHO.

e outras idéias e sensações que noutro dia comento. adieu.

cordas de aço

[dom] 8 de janeiro de 2012

hoje colhi a segunda abóbora. o primeiro tomate. plantei o milho, o tomate cereja, o porongo, o feijão, o melão gaúcho, e mais mamão. depois de amanhã minha vó irá embora. ontem passei a tarde a toa. estou sentindo uma leve dor na garganta hoje. consegui adiantar uma prestação da casa, e de nove faltaram somente sete. as coisas caminham.

a ela passou, fez psiu, me olhou pela porta, e disse, pelo que entendi, que ia passar por aqui… fiz o gesto de quem diz ah, não vai não fica um pouco mais…

e hoje nem parece domingo.

a trilha sonora da tarde foi composta por esses três álbuns ininterruptamente repetindo-se: 12 Segundos de Oscuridad e Amar la Trama de Jorge Drexler e  Ney Matogrosso interpreta Cartola.

pimenta macado

[qui] 5 de janeiro de 2012

QUINTA-FEIRA, hoje

14:46 Vou passar a limpo essas sensações desses últimos dias e registrar o que é para ser registrado. Lá vai:

13:32 Há dias que dá uma vontade de vir aqui e te contar o que se passa comigo. E logo penso, ou nem penso tanto assim, não estás por aqui. E a vontade dissipa-se. Logo sigo cá, vivendo, passando…

02:30 Pensamento interno: para contribuir numa possível da situação concentre-se em quitar as prestações do financiamento da casa antes de setembro. Prioridade. E no desejo de cambiar às coisas… Comece com a agroecologia.

QUARTA-FEIRA, ontem

17:55 Após uns dois dias dormindo menos, um dia agitado, e uns cinco quilômetros caminhados… Estou preguiçosamente cansado.  Que dormiria agora se fosse possível. E a noite de trabalho está só começando… Vai ser longa.

15:54 Um abraço num querido amigo.

15:50 Um passeio com uma prima.

14:45 Observando e planejando quanto tempo levarei para conseguir me equipar.

14:25 Prestação 4/12 paga.

11:25 O QUE FALTAVA ENTÃO: A parceria / o carinho / a aceitação / o vínculo / a comunhão // O QUE HAVIA ENTÃO: A consciência / o olhar / a admiração / o entendimento / a necessidade /// Havia o abstrato. Faltava o concreto. /// E a intuição agora diz: necessidade de não parar… e organizar, fazer, mudar ->  Ação/Prática/Experiência/Vivência -> Exercer plenamente as potencialidades possíveis. Aproveitar a zona proximal.

10:45 Com la yerba e el mate passei a manhã em casa de Noé. Tenho agora um punhado de semestre criolas para plantar e orientações de como cuidar dos canteiros. Encantado com a produção dele. Manhã inspiradora.

08:40. Após mais de uma semana sem leitura retorno e concluo a leitura do texto Metodologia para o processo educativo de Anton Makarenko.

03:15 Um pé de quê. Auguste Saint-HilaireXylopia Aromatica. http://www.hvsh.cria.org.br

02:08 Pegando acerola do pé no caminho. Uma vontade honesta no peito que tudo de certo.

TERÇA-FEIRA, anteontem

06:56 Pintando a casa.

04:28 tetã paraguá

***

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….

…..

Trilha Sonora desta postagem: Balada MTV BaRÃO VERMELHO

1. BILHETINHO AZUL // Frejat / Cazuza // Hoje eu acordei com sono / Sem vontade de acordar / O meu amor foi embora / E só deixou pra mim / Um bilhetinho / Todo azul com seus garranchos // Que dizia assim: “Chuchu vou me mandar! / É, eu vou pra Bahia, talvez volte / Qualquer dia / O certo é que eu tô vivendo / Eu tô tentando / Nosso amor foi um engano” // Hoje eu acordei com sono / Sem vontade de acordar / Como pode alguém / Ser tão demente, porra louca / Inconsequente e ainda amar / Ver o amor como um abraço curto / Pra não sufocar /// 2. TENTE OUTRA VEZ // Raul Seixas / Paulo Coelho / Marcelo Motta // Veja, / Não diga que a canção está perdida / Tenha fé em Deus, tenha fé na vida / Tente outra vez // Beba, / Pois a água viva ainda está na fonte / Você tem dois pés pra cruzar a ponte / Nada acabou, não, não // Tente, / Levante sua mão sedenta e recomece a andar / Não pense que a cabeça agüenta se você parar / Não, não, não, não, não / Há uma voz que canta / Há uma voz que dança / Há uma voz que gira / Bailando no ar // Queira, / Basta ser sincero e desejar profundo / Você será capaz de sacudir o mundo, vai / Tente outra vez / Tente, / E não diga que a vitória está perdida / Se é de batalhas que se vive a vida / Tente outra vez /// 3. POR QUE A GENTE É ASSIM // Frejat / Cazuza / Ezquiel // Mais uma dose? / É claro que eu tô a fim / A noite nunca tem fim / Por que quê a gente é assim? // Agora fica comigo / E não desgruda de mim / Vê se ao menos me engole / Não me mastigue assim // Canibais de nós mesmos / Antes que a terra nos coma / Cem gramas, sem dramas / Por que quê a gente é assim? // Mais uma dose? / É claro que eu tô a fim / A noite nunca tem fim / Por que quê a gente é assim? // Você tem exatamente / Três mil horas / Pra parar de me beijar / Meu bem, você tem tudo / Tudo prá me conquistar // Você tem / Um segundo prá aprender a me amar / Você tem a vida inteira / Pra me devorar /// 4. ENQUANTO ELA NÃO CHEGAR // Guto Goffi / Maurício Barros // Quantas coisas eu ainda vou provar / E quantas vezes para a porta eu vou olhar / Quantos carros nessa rua vão passar / Enquanto ela não chegar // Quantos dias eu ainda vou esperar / E quantas estrelas eu vou tentar contar / E quantas luzes na cidade vão se apagar / Enquanto ela não chegar // Eu tenho andado tão sozinho / Que eu nem sei no que acreditar / E a paz que busco agora / Nem a dor vai me negar // Não deixe o sol morrer / Errar é aprender / Viver é deixar viver // Quantas besteiras eu ainda vou pensar / E quantos sonhos no tempo vão se esfarelar / Quantas vezes eu vou me criticar / Enquanto ela não chegar /// 5. POR VOCÊ // Frejat / Maurício Barros / Mauro Sta. Cecília // Por você eu dançaria tango no teto / Eu limparia os trilhos do metrô / Eu iria a pé do Rio à Salvador // Eu aceitaria a vida como ela é / Viajaria a prazo pro inferno / Eu tomaria banho gelado no inverno // Por você eu deixaria de beber / Por você eu ficaria rico num mês / Eu dormiria de meia pra virar burguês // Eu mudaria até o meu nome / Eu viveria em greve de fome / Desejaria todo o dia a mesma mulher // Por você, por você! / Por você, por você! // Por você conseguiria até ficar alegre / Pintaria todo o céu de vermelho / Eu teria mais herdeiros que um coelho /// 6. MEUS BONS AMIGOS // Guto Goffi / Maurício Barros / Fernando Magalhães // Meus bons amigos / Onde estão? / Notícias de todos quero saber // Cada um fez sua vida / De forma diferente / Às vezes me pergunto / Malditos ou inocentes? // Nossos sonhos, realidades / Todas as vertigens, crueldades // Sobre nossos ombros / Aprendemos a carregar / Toda a vontade que faz vingar / No bem que fez pra mim / Assim, assim / Me fez feliz, assim… // O amor sem fim / Não esconde o medo / De ser completo / E imperfeito /// 7. PEDRA, FLOR E ESPINHO // Fernando Magalhães / Frejat / Dulce Quental // Hoje, eu não quero ver o sol / Vou pra noite, tudo vai rolar / O meu coração é só um desejo de prazer / Não quer flor, não quer saber de espinho / Mas se você quiser tudo pode acontecer no caminho // Automóveis piscam os seus faróis / Sexo nas esquinas, violentas paixões / Não me diga não, não me diga o que fazer / Não me fale, não me fale de você / Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho / Mas se você quiser sou pedra, flor e espinho // Eu quero te ter / Não me venha falar de medo / Não me diga não / Olhos negros, olhos negros // Eu quero ver você / Ser o seu maior brinquedo / Te satisfazer / Olhos negros, olhos negros /// 8. O POETA ESTÁ VIVO // Frejat / Dulce Quental // Baby, compra o jornal / E vem ver o sol / Ele continua a brilhar / Apesar de tanta barbaridade // Baby escuta o galo cantar / A aurora dos nossos tempos / Não é hora de chorar / Amanheceu o pensamento // O poeta está vivo / Com seus moinhos de vento / A impulsionar / A grande roda da história // Mas quem tem coragem de ouvir / Amanheceu o pensamento / Que vai mudar o mundo / Com seus moinhos de vento // Se você não pode ser forte / Seja pelo menos humana / Quando o papa e seu rebanho chegar / Não tenha pena // Todo mundo é parecido / Quando sente dor / Mas nú e só ao meio dia / Só quem está pronto pro amor // O poeta não morreu / Foi ao inferno e voltou / Conheceu os jardins do Éden / E nos contou // Mas quem tem coragem de ouvir… /// 9. EU QUERIA TER UMA BOMBA // Cazuza // Solidão a dois de dia / Faz calor, depois faz frio / Você diz “já foi” e eu concordo contigo / Você sai de perto eu penso em suicídio / Mas no fundo eu nem ligo / Você sempre volta com as mesmas notícias / Eu  queria ter uma bomba / Um flit paralisante qualquer / Pra poder me livrar / Do prático efeito / Das tuas frases feitas / Das tuas noites perfeitas / Solidão a dois de dia / Faz calor, depois faz frio / Você diz “já foi” e eu concordo contigo / Você sai de perto eu penso em homicídio / Mas no fundo eu nem ligo / Você sempre volta com as mesmas notícias / Eu queria ter uma bomba / Um flit paralisante qualquer / Pra poder te negar / Bem no último instante / Meu mundo que você não vê / Meu sonho que você não crê / / Eu queria ter uma bomba / Um flit paralisante qualquer / Pra poder te negar / Bem no último instante /// 10. O TEMPO NÃO PÁRA // Arnaldo Brandão / Cazuza // Disparo contra o sol / Sou forte, sou por acaso / Minha metralhadora / Cheia de mágoas / Eu sou um cara / Cansado de correr / Na direção contrária / Sem pódio de chegada / Ou beijo de namorada / Eu sou mais um cara / Mas se você achar / Que eu tô derrotado / Saiba que ainda / Estão rolando os dados / Pois o tempo / O tempo não pára / Dias sim, dias não / Eu vou sobrevivendo / Sem um arranhão / Da caridade / De quem me detesta / A tua piscina / Tá cheia de ratos / Tuas idéias / Não correspondem aos fatos / O tempo não pára / Eu vejo o futuro / Repetir o passado / Eu vejo um museu / De grandes novidades / O tempo não pára / Não pára não, não pára / Eu não tenho data / Prá comemorar / Às vezes os meus dias / São de par em par / Procurando agulha / No palheiro / Nas noites de frio / É melhor nem nascer / Nas de calor / Se escolhe: / É matar ou morrer / E assim / Nos tornamos brasileiros / Te chamam de ladrão / De bicha, de maconheiro / Transformam o país inteiro / Num puteiro / Pois assim / Se ganha mais dinheiro / A tua piscina / Tá cheia de ratos / Tuas idéias / Não correspondem aos fatos / O tempo não pára / Eu vejo o futuro / Repetir o passado / Eu vejo um museu / De grandes novidades / O tempo não pára / Não pára,  não, não pára /// 11  TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA // Frejat / Cazuza // Eu quero a sorte de um amor tranqüilo / Com sabor de fruta mordida / Nós, na batida, no embalo da rede / Matando a sede na saliva // Ser artista no nosso convívio / Pelo inferno e céu de todo dia / Pra poesia que a gente não vive / Transformar o tédio em melodia // Ser teu pão, ser tua comida / Todo amor que houver nessa vida / E algum veneno / antimonotonia // E se eu achar a tua fonte escondida / Te alcanço em cheio / O mel e a ferida / E o corpo inteiro feito um furacão / Boca, nuca, mão e a tua mente, não / Ser teu pão, ser tua comida / Todo amor que houver nessa vida / E algum trocado para dar garantia // / Ser teu pão, ser tua comida / Todo amor que houver nessa vida / E algum remédio que me dê alegria /// 12. PURO ÊXTASE // Guto Goffi / Maurício Barros // Toda brincadeira não devia ter hora prá acabar / Toda quarta-feira ela sai sem pressa prá voltar / Esmalte vermelho / Tinta no cabelo / Os pés no salto alto / Cheios de desejo / Vontade de dançar  até o amanhecer / Ela está suada, pronta prá se derreter // Ela é puro êxtase / Ecstasy / Barbies, Betty Boops / Puro êxtase // Galo cantou, se encantou deixa cantar / Se o galo cantou é que tá na hora de chegar / De tão alucinada / Já tá rindo à toa / Quando olha para os lados / À todos atordôa / A sua roupa montada parece divertir / Os olhos gulosos de quem quer me despir /// 13. PENSE E DANCE // Dé / Frejat / Guto Goffi // Penso como vai minha vida / Alimento todos os desejos / Exorcizo as minhas fantasias / Todo mundo tem um pouco de medo da vida // Pra que perder tempo desperdiçando emoções / Grilar com pequenas provocações? / Ataco se isso for preciso / Sou eu quem escolho e faço os meus inimigos // Saudações a quem tem coragem / Aos que tão aqui pra qualquer viagem / Não fique esperando a vida passar tão rápido / A felicidade é um estado imaginário // Não penso em tudo que já fiz / E não esqueço de quem um dia amei / Desprezo os dias cinzentos / Eu aproveito pra sonhar enquanto é  tempo // Eu rasgo o couro com os dentes / Beijo uma flor sem machucar / As minhas verdades eu invento sem medo / Eu faço de tudo pelos meus desejos // Saudações a quem tem coragem / Aos que tão aqui pra qualquer viagem / Não fique esperando a vida passar tão rápido / A felicidade é um estado imaginário // Pense e dance / Pense / Pense e dance /// 14. QUANDO O SOL BATER NA JANELA DO TEU QUARTO // Dado Villa Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá // Quando o sol bater na janela do teu quarto / Lembra e ve que o caminho é um só / Porque esperar se podemos começar tudo de novo / Agora mesmo. / A humanidade é desumana / Mas ainda temos chance / O sol nasce pra todos / Só não sabe quem não quer  // Quando o sol bater na janela do teu quarto / Lembra e ve que o caminho é um só / Até bem pouco tempo atrás / Poderíamos mudar o mundo / Quem roubou nossa coragem? // Tudo é dor / E toda dor vem do desejo / De não sentirmos dor // Quando o sol bater na janela do teu quarto / Lembra e ve que o caminho é um só ///

pense duas vezes antes de esquecer

[seg] 2 de janeiro de 2012

paris, texas. 8½ novamente. e muita música bacana. é bacana. não errou nenhuma palavra até então. escreveu um poema. há muito não fazia isto. talvez a inspiração de sábado cedo. talvez a vontade de voltar a viver. e limpou a varanda, o banheiro e a sala. o dia passou assim rápido e cheio de sonhos e realizações. somos diferentes e temos todo o direito de sê-lo. vou te responder agora. vou lançar meu endereço para eles. vou começar um canteiro. queria um dia de sol. tenho um frio danado na barriga. a barriga vai grande. vinte quilos acima. e ai, coração? continuo escrevendo sobre… acho que quando o sobre tornar-se não precisarei escrever mais sobre. sabes?

trilhas sonora das últimas semanas: criolo. arnaldo. jeneci. tulipa.

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