Archive for the 'Mário Quintana' Category

sobre exílios íntimos e outras ideias

[qua] 1 de março de 2017

a água do mate esquentou.

a arrumação de ontem trouxe uma inesgotável ranheira…

dormi as 4h30 (ou algo assim, porque acordei no meio disso com um grilo alucinando dentro do meu ouvido, literalmente). acordei era quase 8hoo. assim, pra começar o ano bem.

colo passagens minhas e alheias:

«Um homem que não teve seus silêncios,
o que teve na vida? É preciso
ter estado entre os outros, sozinho.» —  Geraldino Brasil

«Sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na idéia, querendo e ajudando, mas quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só facear com as surpresas. Amor desse, cresce primeiro; brota é depois.”  — João Guimarães Rosa, no livro “Grande Sertão: veredas» . Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988

***

«No piloto automático… olheiras nas aulas… dormindo em qualquer ônibus… precisando respirar… isso de 5 terceiros anos, 6 segundos e 11 primeiros vai me exigir um bocado. E a segunda semana de aula nem começou direito ainda…»   — Eu, há exatos um ano.

***

«O território é primeiramente a distância crítica entre dois seres de mesma espécie: marcar suas distâncias. O que é meu é primeiramente minha distância. Não possuo senão distâncias. Não quero que me toquem, vou grunhir se entrarem em meu território, coloco placas. A distância crítica é uma relação que decorre das matérias de expressão. Trata-se de manter à distância as forças do caos que batem à porta.»   — (DELEUZE, p. 127, 1997)

***

«Fixou o olhar em uma diminuta mancha escura na ponta dos dedos que tesouravam um cigarro. Deu um generoso trago aspirando a fumaça para os pulmões e lentamente a expirou, ainda olhando para os dedos: – Se vai continuar fotografando a minha vida, é preciso saber que eu estava feliz naquele quartinho. Porque, na verdade, eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder as minhas coisas.»  (Mario Quintana em entrevista)

***

tarefas para logo mais: fixar porta e janela, limpar o outro quarto. // dar fim nos resíduos não orgânicos // peladar // preparar as aulas de logo mais // preencher professoronline? // …

kalu

[sáb] 6 de junho de 2015

sabe quando você demora para dormir porque tua cabeça está girando sem parar em muitos pensamentos… coisas que não deviam estar lá as três da manhã… algo do tipo que caminho seguir? como dizer as palavras? se sigo em silêncio ou se aceno?

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e ai pela manhã, cedo, tu é acordado pelo toque do telefone. alguém te acordou e não foi teu despertador. você estragou tudo. você ferrou o dia… os planos, os compromissos. você se desencontrou de alguém. você dormiu demais no ponto. você perdeu. e desapontou… você furou algo que poderia ter sido bacana… certamente seria.

***

e então, de forma indolor, pragmática… já que não vou sair mais. e terei mesmo que pedir desculpas pessoalmente mais tarde. não vou ficar na fossa por cá não. vou é escrever este textinho, registrar isto. ter claro… que, as vezes, por querer ou não, eu sou esse cara que deixa as pessoas na mão… em furadas. mas sem me apenar… vou tirar para mim este dia, e por tudo em ordem… tudo que deixei de lado nestes tempos de greve. e tentar fazer desse dia algo mais pragmático e menos sonhador…

mesmo que minha cabeça insista em ficar girando e haja esse monte de coisas engasgadas aqui que precisam ser ditas…

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tentei encontrar aquele trecho em que chico buarque canta humberto teixeira… para falar sobre as coisas tácitas, sobre nossas palavras ditas, não ditas, esperadas, e por serem ditas…

Kalu /// Composição: Humberto Teixeira // Kalu, Kalu / Tira o verde desses óios di riba d’eu / Não me tente se você já me esqueceu / Kalu, Kalu / Esse oiá despois do que se assucedeu / Com franqueza só não tendo coração / Fazê tar judiação / Você tá mangando di eu / Com franqueza só não tendo coração / Fazê tar judiação / Você tá mangando di eu /.

e lembrei desta canção aqui também: Que Nem Kalu.

ps: vou ali fora dar um giro no mundo… e quando voltar termino as notas que ficaram por publicar. e cada verbo encapsulado dentro de uma garrafa lançarei ao mar, desde esta ilha de única árvore, e seguirão, os verbos engarrafados rumo ao desconhecido… para o diálogo futuro com os seres de outros mares, doutras ilhas…

***

o sobre o diálogo gatuno {que tem me instigado um bocado}:

O GATO, poema de Mário Quintana

«O gato chega à porta do quarto onde escrevo.
Entrepara…hesita…avança…

Fita-me.
Fitamo-nos.

Olhos nos olhos…
Quase com terror!

Como duas criaturas incomunicáveis e solitárias
Que fossem feitas cada uma por um Deus diferente.»

ODA AL GATO, poema de Pablo Neruda

«Los animales fueron
imperfectos,
largos de cola, tristes
de cabeza.
Poco a poco se fueron
componiendo,
haciéndose paisaje,
adquiriendo lunares, gracia, vuelo.
El gato,
sólo el gato
apareció completo
y orgulloso:
nació completamente terminado,
camina solo y sabe lo que quiere.

El hombre quiere ser pescado y pájaro,
la serpiente quisiera tener alas,
el perro es un león desorientado,
el ingeniero quiere ser poeta,
la mosca estudia para golondrina,
el poeta trata de imitar la mosca,
pero el gato
quiere ser sólo gato
y todo gato es gato
desde bigote a cola,
desde presentimiento a rata viva,
desde la noche hasta sus ojos de oro.

No hay unidad
como él,
no tienen
la luna ni la flor
tal contextura:
es una sola cosa
como el sol o el topacio,
y la elástica línea en su contorno
firme y sutil es como
la línea de la proa de una nave.
Sus ojos amarillos
dejaron una sola
ranura
para echar las monedas de la noche.

Oh pequeño
emperador sin orbe,
conquistador sin patria,
mínimo tigre de salón, nupcial
sultán del cielo
de las tejas eróticas,
el viento del amor
en la intemperie
reclamas
cuando pasas
y posas
cuatro pies delicados
en el suelo,
oliendo,
desconfiando
de todo lo terrestre,
porque todo
es inmundo
para el inmaculado pie del gato.

Oh fiera independiente
de la casa, arrogante
vestigio de la noche,
perezoso, gimnástico
y ajeno,
profundísimo gato,
policía secreta
de las habitaciones,
insignia
de un
desaparecido terciopelo,
seguramente no hay
enigma
en tu manera,
tal vez no eres misterio,
todo el mundo te sabe y perteneces
al habitante menos misterioso,
tal vez todos lo creen,
todos se creen dueños,
propietarios, tíos
de gatos, compañeros,
colegas,
discípulos o amigos
de su gato.

Yo no.
Yo no suscribo.
Yo no conozco al gato.
Todo lo sé, la vida y su archipiélago,
el mar y la ciudad incalculable,
la botánica,
el gineceo con sus extravíos,
el por y el menos de la matemática,
los embudos volcánicos del mundo,
la cáscara irreal del cocodrilo,
la bondad ignorada del bombero,
el atavismo azul del sacerdote,
pero no puedo descifrar un gato.
Mi razón resbaló en su indiferencia,
sus ojos tienen números de oro.»

***

e os próximos poemas?

entre as estrelas e os caminhos tristes

[qua] 2 de março de 2011

estou todo machucado… primeiro escorreguei, depois me cortei e por último cai da escada. sãos os pés, os braços e as mãos que me doem. e o coração e a cabeça doem também, mas é de outro mal…

O TEMPO NÃO PARA /// Disparo contra o sol / sou forte, sou por acaso / minha metralhadora cheia de mágoas / eu sou um cara // cansado de correr / na direção contrária / sem pódio de chegada ou beijo de namorada // eu sou mais um cara // mas se você achar / que eu ‘tô derrotado / saiba que ainda estão rolando os dados / porque o tempo, o tempo não pára // dias sim, dias não / eu vou sobrevivendo sem um arranhão / da caridade de quem me detesta // a tua piscina ‘tá cheia de ratos / tuas idéias não correspondem aos fatos / o tempo não pára // eu vejo o futuro repetir o passado / eu vejo um museu de grandes novidades / o tempo não pára / não pára, não, não pára // eu não tenho data pra comemorar // às vezes os meus dias são de par em par / procurando uma agulha num palheiro / nas noites de frio é melhor nem nascer / nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer / e assim nos tornamos brasileiros / te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro / transformam o país inteiro num puteiro / pois assim se ganha mais dinheiro… //// CAZUZA e ARNALDO BRANDÃO

“Se as coisas são inatingíveis… ora! não é motivo para não quere –las… que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas!”

“Vivência (reação a choques) e experiência (vivido que é pensado, narrado): na vivência, a ação se esgota no momento da sua realização (por isso é finita); na experiência, a ação é contada a um outro, compartilhada, se tornando infinita. Esse caráter histórico, de permanência, de ir alem do tempo vivido e de ser coletiva constitui a experiência.” 2001, p. 106.

“O leitor leva rastros do vivido no momento da leitura para depois ou para fora do momento imediato – isso torna a leitura uma experiência. Sendo mediata ou mediadora, a leitura levada pelo sujeito para além do dado imediato, permite pensar, ser critico da situação, relacionar o antes e o depois, entender a historia, ser parte dela, continua-la, modifica-la. Desvelar.” 2001 p. 107

 

vou fugir de casa…

[dom] 13 de fevereiro de 2011

A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa, como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo. Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali… Chegamos de muito longe, de alma aberta e coração cantando! Mario Quintana

li isto agora – quando buscava um nome de dez anos atrás. E juntei com as coisas que andam aqui no coração. E vou encaixotar os livros, pintar a casa, plantar a grama, limpar a bicicleta e sair… para o mundo. o vasto mundo que há em meio peito contraditoriamente transbordante e sedento de amor. E uma coisa que senti nesta minha empresa dos últimos dez dias que tem sido a construção do tanque de evapotranspiração, e destes últimos meses que é a construção da casa, ou destes últimos seis anos que é minha graduação, ou destes vinte e oito anos que minha idade… o final é lindo, mas o caminho até lá muitas vezes enche o saco, cansa, dói, mas também trás um prazer danado que se não estivermos abertos o perdemo. o final é lindo porque é o ideal, e por ser o ideal é abstrato. mas o meio é real e concreto, e quase sempre nos perdemos nas aparências… quando deveríamos de fato estarmos prestando atenção nas relações. nas nossas relações.

e de fundo… laura marling – mary

ps: tenho um certeza que tinha perdido no último ano. e essa certeza não é um caminho claro, com cada passo contado e pré-datado. é sim, de outra ordem, é aquela incerta e nebular certeza de que não sei ao certo onde estou indo mas que não estou perdido porque agora sei que posso caminhar… e estou indo meu bem. um dia passo por aí. por enquanto organizo a familia e uma festa surpresa à mãe.

O tamanho do espaço

[dom] 25 de janeiro de 2009

3:05

O tamanho do espaço

A medida do espaço somos nós, homens,
Baterias de cozinha e jazz-band,
Estrelas, pássaros, satélites perdidos,
Aquele cabide no recinto do meu quarto,
Com toda a minha preguiça dependurada nele…
O espaço, que seria dele sem nós?
Mas o que enche, mesmo, toda a sua infinitude
É o poema!
– por mais leve, mais breve, por mínimo que seja…

[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]

……..

Antes das duas…

WAVE

Niente di ciò che verrà domani
Sarà com’è già stato ieri
Tutto passa tutto sempre passerà
La vita, come un’onda come il mare
In un va e viene infinito
Quel che poi vedremo è
Diverso da ciò che abbiamo visto ieri
Tutto cambia, il tempo tutto nel mondo
Non serve a niente fuggire
Nè mentire a se stesso
Amore, se hai ancora un posto nel cuore
Mi ci tuffo dentro
Come fa un’onda nel mare

Wave/Come Fa Un’onda – Lulu Santos/Nelson Motta/Massimilliano de Tomassi
….

quem a gente gosta de conversar, do igual ao igual, desarmado…

[sex] 5 de dezembro de 2008

Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu…
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Mário Quintana

Amigo, prá mim, é só isto:
é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual ao igual, desarmado.

Guimarães Rosa

Canção do Amor Imprevisto

[qui] 30 de outubro de 2008

tantas coisas pra falar… pra pensar… dias exaustivos. dedico este poema do velho guri quintana… a todos nós, poetas e poesia.

CANÇÃO DO AMOR IMPREVISTO

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos…

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita…

A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

Mario Quintana

lotar você

[seg] 21 de janeiro de 2008

lotar tua caixa com drummond. lotar você. te acordar com neruda e te sentir devorar todos os sonetos… que vontade.

como é bom morrer de amor e continuar vivendo. mario quintana.

Hoje. Outro dia, eu de vermelho escrevo…

[ter] 30 de maio de 2006

C. vou, como um, eterno, garoto… fazendo careta. Meu olhar sobre o mundo é, como o de todos, até dos que nem sabem, poético… Amo o viver, até quando morro de medo de viver! Como eu disse ontem… Eu falo, falo e não chego a lugar nenhum. Como se houvesse alguem lugar por chegar, ou ir… Vou como Quintana… “No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas / que o vento não conseguiu levar: // um estribilho antigo / um carinho no momento preciso / o folhear de um livro de poemas / o cheiro que tinha um dia o próprio vento…” // (Mario Quintana). E Don Diego…  POESIA EXPERIMENTAL DE BOLSO, OU POÉTICO-MANIFESTO, OU POEMA… Talvez sexta. todavia essa loucura de Eleição do DCE está me consumindo por inteiro, e eu ‘tô curtindo muito… ‘tô feliz. Mas talvez sexta… [“Tenho um sorriso bobo parecido com soluço, enquanto o caos segue em frente com toda a calma do mundo…” RR]

citações

[sáb] 13 de maio de 2006

[‘bora citar que ontem foi extasiante… e hoje apenas contemplo: o ontem, o amanhã… e já.

DAS UTOPIAS

Se as coisas são inatingíveis…ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

DA CONDIÇÃO HUMANA

Se variam na casca, idêntico é o miolo,
Julguem-se embora de diversa trama:
Ninguém mais se parece a um verdadeiro tolo
Que o mais sutil dos sábios quando ama.

Mario Quintana
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“Se sentes a dor dos demais como tua mesma dor, se a injustiça no corpo do oprimido for a injustiça que fere tua própria pele, se a lágrima que cai do rosto desesperado for a lágrima que tu também derramas, se o sonho dos deserdados desta sociedade cruel e sem piedade for teu sonho de uma terra prometida, então será um revolucionário, terás vivido a solidariedade essencial”.

Ernesto Guevara, "Che" [li por aí, vagando no pensamento alheio...]
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“Não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com amor, chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado, mas é exatamente o oposto. Para mim, que o amor se manifesta, a virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado, o amor está em movimento eterno, em velocidade infinita, o amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine? Minha resposta? O amor é o desconhecido. Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre o desconhecido. A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação. O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante. A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta. Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos e nós preferimos o leito de um rio, com inicio, meio e fim. Não, não podemos subestimar o amor. Não podemos castrá-lo. O amor não é orgânico. Não é meu coração que sente o amor. É a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas. O amor brilha, como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, o amor grita seu silêncio e nos dá sua música. Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do amor, se estivermos também a devorá-lo. O amor, eu não conheço, e é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o amor a navega. Morrer de amor é a substância de que a vida é feita, ou melhor, só se vive no amor. E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto”.

Paulinho Moska.
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Teus sinais me confundem da cabeça aos pés
Mas por dentro eu te devoro
Teu olhar não me diz exato quem tu és
Mesmo assim eu te devoro, te devoraria…
A qualquer preço porque te ignoro ou te conheço
quando chove ou quando faz frio
Noutro plano te devoraria tal Caetano
A Leonardo di Caprio
É um milagre… Tudo que Deus criou pensando em você
Fez a Via-Láctea, fez os dinossauros
Sem pensar em nada fez a minha vida e te deu
Sem contar os dias que me faz morrer
Sem saber de ti, jogado à solidão
Mas se quer saber se eu quero outra vida… Não…não
Eu quero mesmo é viver, pra esperar, esperar… devorar você
devorar você…. devorar você….

Djavan

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