Archive for the 'Mario Benedetti' Category

todavía

[ter] 10 de fevereiro de 2015

hoje.

Uma pausa do trabalho diário. Hoje, distante dos alunos… Com a cabeça submersa em ideias e planos. Amarrando as pontas soltas… Calculando os desdobramentos e imaginando avaliações. Lembrei de Deleuze – para cinco minutos de inspiração… horas e horas, dias… de preparação.

Foi um bom dia offline. Fiz almoço e almocei com Izabel. Luiza foi embora pela manhã. E os parte do planos do dia… Ir ao mercado, e seus desdobramentos, não se realizou. Farei compras em pleno sábado de carnaval – é o que anotei na lista de tarefas.

Agora retrocedo as anotações… Porque os dois últimos dias foram de uma intensidade tremenda. Pero, antes… para ti:

Todavía – Mario Benedetti

No lo creo todavía
estás llegando a mi lado
y la noche es un puñado
de estrellas y de alegría.

Palpo, gusto, escucho y veo
tu rostro, tu paso largo,
tus manos y sin embargo
todavía no lo creo.

Tu regreso tiene tanto
que ver contigo y conmigo
que por cábala lo digo
y por las dudas lo canto.

Nadie nunca te reemplaza
y las cosas más triviales
se vuelven fundamentales
porque estás llegando a casa.

Sin embargo todavía
dudo de esta buena suerte
porque el cielo de tenerte
me parece fantasía.

Pero venís y es seguro
y venís con tu mirada
y por eso tu llegada
hace mágico el futuro

y aunque no siempre he entendido
mis culpas y mis fracasos
en cambio sé que en tus brazos
el mundo tiene sentido

y si beso la osadía
y el misterio de tus labios
no habrá dudas ni resabios
te querré más
todavía.

**

dia 8/2.

«o sabor dos teus lábios ainda está em mim… teu olhar nos meus olhos eu não esqueci. teu sorriso iluminava o meu caminho e ao falar eu sentia todo o teu carinho… ».

ela é coloninha,
eu mais duro que uma pedra.
ela é livre…
eu sou algum tipo de hera.

ela é uma nau
em busca da felicidade…
eu sou um porto
quase sempre no mesmo posto.

ela sonha e age,
transforma-se em liberdade…
eu atravesso todos os sambas,
surdo
à
rítmica
marcação.

ela é poesia, revolução
eu,
um verbo, um fragmento.
ela é um samba de bloco cheia de ardor…
eu sou algo como uma quarta-feira de cinzas.

*
e desde a infância ela adora jambolão…
e eu, tão velho, ainda subo em árvores –
é dela este dom:
eu ainda tenho
um coração de criança.
e ela tem os dedos pequeninhos
assim como eu…
e quando entrelaça-os aos meus…
o mundo torna-se
um lugar bonito.
e ela,
só ela, com seu amor,
ilumina minha escuridão…
e tudo que eu era…
era meta, metade…
um ontem perdido na vastidão.
com ela… verso ao avesso
busco no fundo do peito
esse sentimento do mundo
essas mãos dadas,
aceito o que me é imperfeito,
e rumo, aceso por dentro,
nessa humana
e mágica jornada que somos:
eu e ela em construção.

pi

 

 

 

 

 

 

 

 

Exercícios em construção sobre eu e ela .

**

dia 9/2.

primeiro dia de aula. síntese: longo, intenso e exaustivo. positivo foi o reencontro. e os contras são: como é longe a escola, tão fora de mão… tantas horas de busão. e como ainda é verão… tudo é tão quente. que quase derreti, e antes de entrar em sala já estava encharcado. como já conheço a escola… o sentimento é diferente dos anos anteriores: no lugar da apreensão sobre as gentes e a casa… vou o sentimento bom de rever velhos amigos. e fora minhas mancadas, esquecer dos nomes e das não muito preparadas aulas… foi bom. e ainda bem que terça há um brecha para realinhar a direção e clarear o mapa de navegação.

 

 

 

 

lunes, 25 de febrero o sabado, 1 de mayo.

[ter] 12 de abril de 2011

e é como uma necessidade ou um plano imperativo: não fixar-se ao passo que segue-se fixo. sacas?! é uma falta, uma desmemória. e tento hoje por em dia o que há dias venho abandonando ou penso que abandono quando de fato não abandono e permaneço no mesmo farol, mirando o mesmo mar e delirando como devera ser o embrulho do mar e o desconforto de cada porto. é. isto apenas. é como blanca que

[…] “A veces me siento desdichada, nada más que de no saber qué es lo que estoy echando de menos” murmuró Blanca, mientras repartía los duraznos en almícar. […] Mario Benedetti [La Tregua].

repasto meu café com pão. leio e escrevo por cá. junto fragmentos de toda a ruína e busco algum sentido ou encantamento destes que dizem que tudo há de melhorar – mas melhorar o quê, como e quando?! se há tanta desmemória que

[…] Chicago está cheia de fábricas. Existem fábricas até no centro da cidade, ao redor do edifício mais alto do mundo. Chicago está cheia de fábricas, Chicago está cheia de operários. Ao chegar ao bairro de Heymarket, peço aos meus amigos que me mostrem o lugar onde foram enforcados, em 1886, aqueles operários que o mundo inteiro saúda a cada primeiro de maio. – Deve ser por aqui – me dizem. Mas ninguém sabe. Não foi erguida nenhuma estátua em memória dos mártires de Chicago nem na cidade de Chicago. Nem estátua, nem monolito, nem placa de bronze, nem nada. O primeiro de maio é o único dia verdadeiramente universal da humanidade inteira, o único dia no qual coincidem todas as histórias e todas as geografias, todas as línguas e as religiões e as culturas do mundo; mas nos Estados Unidos o primeiro de maio é um dia como qualquer outro. Nesse dia, as pessoas trabalham normalmente, e ninguém, ou quase ninguém, recorda que os direitos da classe operária não brotaram do vento, ou da mão de Deus ou do amo. Após a inútil exploração de Heymarket, meus amigos me levam para conhecer a melhor livraria da cidade. E lá, por pura curiosidade, por pura casualidade, descubro um velho cartaz que está como que esperando por mim, metido entre muitos outros cartazes de música, rock e cinema. O cartaz reproduz um provérbio da África:

Até que os leões tenham seus próprios historiadores, as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador.

[…] Eduardo Galeano [O Livro dos Abraços]

Foi num Sábado o 1 de mayo de 1886.

 

 

 

 

cada vez mais nós mesmos e menos o acaso…

[ter] 18 de agosto de 2009

Lento mas vem
o futuro se aproxima
devagar
mas vem
hoje está mais além
das nuvens que escolhe
e mais além do trovão
e da terra firme
demorando-se vem
qual flor desconfiada
que vigia ao sol
sem perguntar-lhe nada
iluminando vem
as últimas janelas
lento mas vem
o futuro se aproxima
devagar
mas vem
já se vai aproximando
nunca tem pressa
vem com projetos
e sacos de sementes
com anjos maltratados
e fiéis andorinhas
devagar mas vem
sem fazer muito ruído
cuidando sobretudo
os sonhos proibidos
as recordações dormidas
e as recém-nascidas
lento mas vem
o futuro se aproxima
devagar
mas vem

já quase está chegando
com sua melhor notícia
com punhos com olheiras
com noites e com dias
com uma estrela pobre
sem nome ainda
lento mas vem
o futuro real
o mesmo que inventamos
nós mesmos e o acaso
cada vez mais nós mesmos
e menos o acaso

lento mas vem
o futuro se aproxima
devagar
mas vem
lento mas vem
lento mas vem
lento mas vem

Mario Benedetti (1920 – 2009)

O mundo explodiu
Como a casca do ovo
Uns choram pelo velho
Outros saúdam o novo

Mauro Iasi

——–

“Quanto mais o conceito de cidadania se estreita com a redefinição dos processos decisórios (mais centrais e mais restritos), mais distantes ficam as pessoas de qualquer decisão sobre suas vidas. Esse é o sentido mais devastador da intransparência da globalização: impossibilitar a consciência histórica”

Fernando Ponte de Sousa

sujeitos, contexto e processos

[ter] 26 de maio de 2009
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16h51

“Todo teatro é necessariamente político, porque políticas são todas as atividades do homem, e o teatro é uma delas.”

Em toda a minha atividade, em tantos e tão diferentes países da América Latina, pude observar essa verdade: os públicos populares estão sobretudo interessados em experimentar, ensaiar, e se chateiam com a apresentação de espetáculos fechados. Nestes casos, tentam dialogar com os atores em ação, interromper a história, pedir explicações sem esperar “educadamente” que o espetáculo termine. Ao contrário da educação burguesa, a educação popular ajuda e estimula o espectador a fazer perguntas, a dialogar, a participar.”

Augusto Boal

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11h14 ".. me equilíbrio entre dias e noites,
minha vida toda espera algo de mim... "

A PALAVRA PAROU
O POETA. O POETA
PAROU A PALAVRA
E ESTES NÃO ERAM
NEM UM NEM OUTRO
COISA PARADA
JÁ ERAM.

Entre escolhas [necessárias] realizamos as que nos são possíveis. E a arte [trabalho humano] por vezes não diz o óbvio ulululante* [e seguia-se uma seqüência discursiva interessante, mas não necessária para agora]. Só algumas questões: ¿e a estética do abandono? ¿o exercício do absurdo? ¿a ânsia do vômito? ¿o engarrafamento da gente? ¿a idéia contida? ¿o concreto aparente? ¿a vida torta?… Assim começou o dia.

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21h43

Táctica y estrategia [m. benedetti]

Mi táctica es
mirarte
aprender como sos
quererte como sos.

Mi táctica es
hablarte
y escucharte
construir con palabras
un puente indestructible.

Mi táctica es
quedarme en tu recuerdo
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
pero quedarme en vos.

Mi táctica es
ser franco
y saber que sos franca
y que no nos vendamos
simulacros
para que entre los dos

no haya telón
ni abismos.

Mi estrategia es
en cambio
más profunda y más
simple.

Mi estrategia es
que un día cualquiera
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
por fin me necesites.

(bom lê-lo).

La virgen imprudente y otros poemas

[ter] 5 de maio de 2009

Hay estrellas blancas, azules, verdes, rojas,
Hay estrellas-peces, estrellas-pianos,
estrellas-niñas,
Estrellas-voladoras, estrellas-flores,
estrellas-cantarinas.
Hay estrellas que ven, que oyen,
ostras sordas y otras ciegas.
Hay muchas más estrellas que máquinas,
burgueses y obreros.
Casi no hay nada más que estrellas.

 

Los opuestos aparentemente inconciliables, los binomios que se quieren imposibles, los polos eternos, que eternamente se buscan, la sed de uma sínteses siempre reticente y siempre imprescindible, tal es el escenario donde una y otra vez se cumple la obra de Murilo Mendes (1901-1975), acaso la más occidental de las figuras que protagonizan el desarrollo de la poesia brasileña del siglo XX.
La virgen imprudente y otros poemas, de Murilo Mendes (Calicanto Editorial S.R.L, Buenos Aires, 1978) [ Antología Bilingue – Estudio y notas de Santiago Kovadloff [*digitar o artigo deste*] y Selección y traducción de Rodolfo Alonso ]

…………………………………………………………………………………………………………

Na aula de epistemologia das ciências sociais de hoje, agora, esgotamos kuhn e popper… Será? Entramos agora nos hermenêuticos… isto tudo “tá um saco”. Preciso estudar mais… Em outro lugar.

Comecei a escrever um poema, um fragmento dele [trabalhar sobre… falta elementos, mas a idéia central esta contida!]:

NÃO_____FOI_____DE_____PRIMEIRA!

________AVISTAMO-NOS___________

________________E_CAMBIAMOS____

_______________________________

GENTILEZAS_E_FLERTES,__________

CERIMONIAIS_E_AFINS____________

_______________________________

_______________________________

______________________________

_______________________________

________________E_TU___________

TÃO_SÉRIA_A_____ESTE___________

________________ESTE___________

TÃO_SÉRIO_______A_TI___________

_______________________________

_______________________________

TRANSITÁVAMO-NOS_______________

________________TRANSEUNTES____

_____TRANSANDO_O_CHORO_E_O_RISO

________________ENTRE_OS_______

SONHOS,_E_CORPOS_E___CONCRETOS,

________________OUTROS_________

_______________________________

______________________________

NO_TEMPO_IDO___________________

________________DE_TU_SOUBE_POUCO

_______________________________

________________DESTE__________

SEMEAVAM,_GERMINAVA,_COLHIASSE,

FERMENTAVA_E_SOVAVAM-SE, SOVADO

NUTRIA_OLHARES,_POESIAS________

________________OUTRAS_________

_______________________________

_______(AH! NÃO_FOI_DE_PRIMEIRA

___________________IMPRESSÃO… __

____________A_CARNE_DESTE_ PÃO)

……………………………………………………………………………………………………………………………………….

na margem esquerda… La Tregua. Quinta-feira, 2 de maio de 1958. Domingo, 7 de julho de 1958. Mário Benedetti.

camarada.

[sex] 3 de abril de 2009

ok.

Memorándum

Mario Benedetti

Uno llegar e incorporarse el día
Dos respirar para subir la cuesta
Tres no jugarse en una sola apuesta
Cuatro escapar de la melancolía
Cinco aprender la nueva geografía
Seis no quedarse nunca sin la siesta
Siete el futuro no será una fiesta
Y ocho no amilanarse todavía
Nueve vaya a saber quién es el fuerte
Diez no dejar que la paciencia ceda
Once cuidarse de la buena suerte
Doce guardar la última moneda
Trece no tutearse con la muerte
Catorce disfrutar mientras se pueda.

———

sobre as próximas horas:

tarefas não cumpridas exigem cumprimento imediato e reavaliações de posturas. disciplina camarada, disciplina…

piedritas en la ventana nos cochilos do caminho…

[qua] 25 de março de 2009

dormindo no onibus todos os dias…

[escrevendo/desenhando bastante também. É como se me voltasse um espírito agitador e ando tão entusiasmado… quando me sobrar tempo publico aqui os rascunhos, os rabiscos, os risos, os punhos e os riscos…]

ah!.. E DIALOGANDO BASTANTE COM O CAMARADA BENEDETTI!

Piedritas en la ventana

De vez en cuando la alegría
tira piedritas contra mi ventana
quiere avisarme que esta ahí esperando
pero me siento calmo
casi diría ecuánime
voy a guardar la angustia en un escondite
y luego a tenderme la cara al techo
que es una posición gallarda y cómoda
para filtrar noticias y creerlas
quien sabe donde quedan mis próximas huellas
ni cuando mi historia va a ser computada
quien sabe que consejos voy a inventar aun
y que atajo hallare para no seguirlos
esta bien no jugare al desahucio
no tatuare el recuerdo con olvidos
mucho queda por decir y callar
y también quedan uvas para llenar la boca
esta bien me doy por persuadido
que la alegría no tire mas piedras
abriré la ventana.

Mario Benedetti

que golpee y golpee hasta que nadie pueda ya hacerse el sordo!

[sex] 20 de março de 2009

Agendarme!
primeiro ler e montar apresentação: a cercar-se das 100 páginas para terça cedo e falar epistemologicamente de Boaventura. e nos próximos oito dias transcrever as 10 horas de vozes, dor e sorrisos da resistência.

ontem
entender que é necessário tempo.
amanhã

ler algumas páginas de 20 livros e fichar muito… hasta ayer ou antes e depois.

e descansar? quando? Apontar o cronograma da pesquisa – agendar as entrevistas… organizar o projeto, os núcleos, a juventude… a extensão política, a base popular. y palestrar sobre o py. sobre los derechos humanos, sobre o amor. estudar teses. cantar victor jara e conversar com benedetti [

Arte Poética
Mario Benedetti

Que golpee y golpee
hasta que nadie
pueda ya hacerse el sordo
que golpee y golpee
hasta que el poeta
sepa
o por lo menos crea
que es a él a quien llaman.

]
—-
e um pouco de exercício:

Sobre o sabor de subir e outras coisas.

Saberás daquele longo sabor de subir
o caminho de pó e a pé,
e perceber
entre
a superficie e o ambiente
a gota escorrer e feito
segunda derme
terra
olhos
carne
gente
vivo
bailando…

***

estes dedos tão
abstratos deslizam
sob teus duros pés
de concreto
armado e arte

***

sabor
palavra vai
desagua ai
a profundeza
da garganta

dentro
deste
ouvido
de gente e coisa
feita… de um gosto
estranho de carne, ferro, algodão
polpa, vapor, utopia e trigo
consciência em movimentação

tu, a quem foras, em movimento…

passar…. pa s s a n d o. . . p a  s     s      amo     s

árvores, pedregulhos, criaturas, dias, canções, territórios secretos…
corações, carne, ferro, polpa, algodão, vapor, utopia, consciência, trigo, gozo, movimento…

punho e vida!
e tu, a quem foras, em movimento.

me leva, irmão de luta e cumplice de dor.

informe sobre caricias

[dom] 15 de março de 2009

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Informe sobre caricias
Mario Benedetti


1
La caricia es un lenguaje
si tus caricias me hablan
no quisiera que se callen

2
La caricia no es la copia
de otra caricia lejana
es una nueva versión
casi siempre mejorada

3
Es la fiesta de la piel
la caricia mientras dura
y cuando se aleja deja
sin amparo a la lujuria

4
Las caricias de los sueños
que son prodigio y encanto
adolecen de un defecto
no tienen tacto

5
como aventura y enigma
la caricia empieza antes
de convertirse en caricia

6
Es claro que lo mejor
no es la caricia en sí misma
sino su continuación.

un poco de mário

[dom] 31 de agosto de 2008

[O INVENTÁRIO] Não sei ao certo o que me fez contar, e há inúmeros blocos anotados espalhados pelas pilhas de papel neste quarta, nesta casa e que ainda aguardam seu momento de adentrar este inventário precário… Na linha do tempo, contém este blog cerca de nove anos, neste momento uns trezentos rabiscos (aproximadamente um por dia)… O doido é ler e sentir abrir portas, gavetas, sorrisos e dores… coisas que vivi ontem e sobrevivem aqui, em mim, em alguma parte.
———————————-

[O POEMÁRIO]

TE QUIERO

Tus manos son mi caricia
mis acordes cotidianos
te quiero porque tus manos
trabajan por la justicia

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

tus ojos son mi conjuro
contra la mala jornada
te quiero por tu mirada
que mira y siembra futuro

tu boca que es tuya y mía
tu boca no se equivoca
te quiero porque tu boca
sabe gritar rebeldía

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

y por tu rostro sincero
y tu paso vagabundo
y tu llanto por el mundo
porque sos pueblo te quiero

y porque amor no es aureola
ni cándida moraleja
y porque somos pareja
que sabe que no está sola

te quiero en mi paraíso
es decir que en mi país
la gente vive feliz
aunque no tenga permiso

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos.

(Mario Benedetti)

não te julgues sem tempo

[qui] 26 de junho de 2008

Não fique sem lábios, não fique sem sonhos, não penses sem sangue, não te julgues sem tempo…” Mário Benedetti.

transgressões

[ter] 17 de junho de 2008

Transgressões

Todo mandato é minucioso
e cruel
eu gosto
das frugais transgressões

por exemplo inventar o bom
amor
aprender
nos corpos e em seu corpo

ouvir a noite e não dizer
amém
traçar
cada um o mapa de sua audácia

mesmo que nos esqueçamos
de esquecer
é certo que a recordação nos esquece
obedecer cegamente deixa
cego
crescemos
somente na ousadia

só quando transgrido alguma
ordem
o futuro
se torna respirável

todo mandato é minucioso
e cruel
das frugais transgressões

Mario Benedetti

“Acá hay tres clases de gente: la que se mata trabajando, las que deberían trabajar y las que tendrían que matarse.” Benedetti

atalhos da vida

[sáb] 24 de maio de 2008

“Quem sabe que conselhos vou inventar…
e que atalho acharei para não segui-los”
……………………….Mario Benedetti

tática e estratégia. Benedetti

[dom] 11 de maio de 2008

De ti.

Mario Benedetti
Tática e estratégia

Minha tática é
olhar-te
aprender como tu és
querer-te como tu és

minha tática é
falar-te
e escutar-te
construir com palavras
uma ponte indestrutível

minha tática é
ficar em tua lembrança
não sei como nem sei
com que pretexto
porém ficar em ti

minha tática é
ser franco
e saber que tu és franca
e que não nos vendemos
simulados
para que entre os dois

não haja cortinas
nem abismos

minha estratégia é
em outras palavras
mais profunda e mais
simples
minha estratégia é
que um dia qualquer
não sei como nem sei
com que pretexto
por fim me necessites.

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