Archive for the 'Jorge Drexler – Jorge Abner Drexler Prada' Category

me sinto um peixe fora do aquário…

[sáb] 26 de agosto de 2017

dados do dia:

a manhã foi de Dora. a tarde de Dorinha também… e dei uma mão para meu pai. essa noite será de faxina e/ou digitação das aulas. tantas faz.

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amanhã farei casinha para dora. prepararei aulas para semana. e o que eu decidi não fazer nessa noite

e sobre o futuro… sei nada não. apenas incertezas. mas estou leve…

e para registrar as canções bonitas… que ouvia pela manhã… desses seres que cantam demais.

Sem Nome Mas Com Endereço, por Liniker.
Elza Soares - Mulher do Fim do Mundo.
Letra e música de Romulo Fróes e Alice Coutinho.
Francisco, el hombre - Triste, Louca ou Má
Johnny Hooker (part. Liniker) - Flutua
Johnny Hooker - Amor Marginal
Liniker - Fim de Festa (Itamar Assumpção)
Paulinho Moska & Jorge Drexler - Lágrimas de diamantes
Liniker - Calmô

andar pelado em casa

[ter] 21 de fevereiro de 2017

nota 1. é hoje. ou vai ou racha.

nota 2. nota mental, sair em menos de 30 minutos de casa, porra… se mexe (11h50)

nota 3: desenvolver aquela ideia para o poema. imagens: decupagem excessiva/ausência de espaço pra manobrar/respirar/criação/liberdade do improviso.

nota 4. melhor coisa de morar sozinho: andar pelado em casa.

nota 5. menos like. vai arrumar a casa/aulas/o que fazer bicho.

nota 6. o mate anda muito amargo. cuidado com a mistura das ervas.

nota 7. esquecer suas próprias memórias é tornar-se um tanto oco.  rememorar-se é mergulhar em sua profundidade. rir-se de si, como um rio que se refaz continuamente, revoltando o que há de fundo, acalmando o que há de superfície…

nota 8. urgem. comprar shorts e bermudas.

nota 9. vitamina d é importante. mas sol só antes da nove e de sair de casa. depois é o inferno.

nota 10. sobre o papo de ontem, sobre sentir-se nu em sala, como professor. não é tanto pela performace, mas por estar envolto em algo que é familiar. não as pessoas, pelas quais vamos criando laços com o passar do tempo e em alguma medida vão tornando-se familiares também, mas acredito que é pelos assuntos que giram em uma aula de sociologia

nota 11. repetir infinitamente susana félix e jorge drexler. enquanto os outros ansiosamente caminham ou esperam… o universo seguem em queda livre até o instante da calma.

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nota poética avulsa – entre a crueldade do sol e escuridão, o corpo busca os fios de sombra.

entre a crueldade do sol,
esse deus implacável,
e o abraço sombrio da escuridão,
o corpo, como um deserto,
busca os fios de sombra
para aliviar a dor
de arder por inteiro
as três da tarde

nota 13. nem sempre as coisas dão certo. nem ao menos do jeito que imaginávamos. as coisas apenas seguem seu roteiro caoticamente aleatório, apesar de todos os nossos esforços. as coisas conspiram… me aguarde. um dia eu chego.

 

un instante preciso

[qui] 13 de outubro de 2016

quinta-feira

check in: diário online do professor, ok. listo. adeus terceiro bimestre.

seminário de ciências humanas na escola… keep going… e senti aquela sensação gostosa de movimento, de sair da zona de conforto… convidar pessoas, organizar intervenções multiplas, reunir pessoas…

quarto bimestrevoilá… chega ai. tenho uma quinta-feira (hoje) de folga pra te organizar. vish… essas pessoas que trabalham na sua hora de folga…

ufsc, ok. cento e vinte cinco paus pagos via bb. e a dúvida entre Serviço Social e Letras… Letras.

***

nota de fundo: o facebook me recorda disto, un instante antes…

e disto vou a isto…

«Que el soneto…». Jorge Drexler
Que El Soneto Nos Tome Por Sorpresa
Jorge Drexler

Entrar en este verso como el viento,
que mueve sin propósito la arena,
como quien baila que se mueve apenas,
por el mero placer del movimiento.

Sin pretensiones, sin predicamento,
como un eco que sin querer resuena,
dejar que cada sílaba en la oncena
encuentre su lugar y su momento.

Que el soneto nos tome por sorpresa,
como si fuera un hecho consumado,
como nos toman los rompecabezas,

que sin saberlo, nacen ensamblados.
Así el amor, igual que un verso empieza,
sin entender desde donde ha llegado

***

e a isto… un instante preciso.

***

vou ver gaudí…

***

48 sem o poeta Manuel Bandeira (13 de outubro de 1968)

 

y una sed de ilusiones infinita

[ter] 16 de agosto de 2016

Ama tu ritmo – Rubén Darío

Ama tu ritmo y ritma tus acciones
Bajo su ley, así como tus versos;
Eres un universo de universos
Y tu alma una fuente de canciones.

La celeste unidad que presupones
Hará brotar en ti mundos diversos,
Y al resonar tus números dispersos
Pitagoriza en tus constelaciones.

Escucha la retórica divina
Del pájaro, del aire y la nocturna
Irradiación geométrica adivina;

Mata la indiferencia taciturna
Y engarza perla y perla cristalina
En donde la verdad vuelca su urna.

DARIO, Rubén. Y una sed de ilusiones infinita. Edición e introducción de Alberto Acereda. Barcelona: Lumen, 2000.

***

e uma tradução de Antonio Cicero para o poema, acima, de Rubén Dario, neste sítio cá: http://antoniocicero.blogspot.com.br

***

e de onde descobri o poema de Rubén Darío

Jorge Drexler – Mi guitarra y vos (extra) – Encuentro en el Estudio – Temporada 7

a linha fria do horizonte

[qua] 4 de novembro de 2015

2h44 depois de três dias sem fazer absolutamente nada. deixando o tempo se amontoar pelos papeis no chão, sobre a mesa, na pilha de roupa suja, no desarrumar da cama, na solidão diária das madrugadas sem dormir e dos dias dormidos que passam diretos… eu não fiz nada, nem sequer cogitei pensar – vegetei, da cama para tv para o pc para cama. e agora, ouvindo victor ramil e marcos suzano, e diante de mais uma madrugada acordado… já pressentindo aquela pressão que amanhã chegara com aquela angustia de sentir que falta tempo para fazer tudo que é preciso… eu anoto qualquer coisa aqui… porque do silêncio, em que vivi, e vivo, é necessário fazer um tempo e logo mais será preciso falar qualquer coisas que faça sentido… mas sabe, disso tudo… a constatação que oscilo, assustadoramente, entre crer na possibilidade de mudar o mundo, e, sobretudo, a mim mesmo… amar, lutar, resistir… e estes dias assim… que não creio em nada… e a gente pergunta: por que se vive? para quê? nestes dias o mundo é pesado demais que nem consigo respirar. meu silêncio vem dessa impotência.

e a poesia minha dessa era glacial, congela(-me)-se.

ouço victor ramil.

01 – Livro Aberto (00:00)
02 – Invento (04:58)
03 – Viajei (08:15)
04 – Que Horas Não São? (12:43)
05 – O Copo e a Tempestade (16:33)
06 – A Zero por Hora (18:41)
07 – 12 Segundos de Oscuridad (22:25)
08 – A Ilusão da Casa (25:43)
09 – Café da Manhã (29:58)
10 – A Word Is Dead (34:52)
11 – Astronauta Lírico (36:23)

14h36 Acordei as 10h… Não levantei. Esperei Izabel aparecer, levantei, fiz almoço… Almoçamos, eu e minha filha. Ela foi para escola e voltei para cama. As duas tomei coragem e levantei… Fiz meu mate e agora, relutante, tomo coragem para começar a preparar as aulas e materiais de hoje. Paulo falou que vem de visita, talvez hoje… Preciso limpar isto aqui… E essa chuva… E esses dias. E, veio um pensamento positivo… Em vários momentos, depois de dias assim de tédio, a escola me anima… É só sair, movimentar, andar, encontrar pessoas, trocar ideias… As coisas melhoram. E esse cinza não fica tão cinza assim. E agora um canção de Lenine para refletir sobre a vida:

Do alto da arrogância qualquer homem
Se imagina muito mais do que consegue ser
É que vendo lá de cima, ilusão que lhe domina
Diz que pode muito antes de querer
Querer não é questão, não justifica o fim
Pra quê complicação, é simples assim

Focado no seu mundo qualquer homem
Imagina muito menos do que pode ver
No escuro do seu quarto ignoro o céu lá fora
E fica claro que ele não quer perceber
Viver é uma questão de inicio, meio e fim
Pra quê a solidão, é simples assim

É, eu ando em busca dessa tal simplicidade
É, não deve ser tão complicado assim
É, se eu acredito, é minha verdade
É simples assim
E a vida continua surpreendentemente bela
Mesmo quando nada nos sorri
E a gente ainda insiste em ter alguma confiança
Num futuro que ainda está por vir
Viver é uma paixão do inicio, meio ao fim

Pra quê complicação, é simples assim
É, eu ando em busca dessa tal simplicidade
É, não deve ser tão complicado assim
É, se eu acredito, é minha verdade
Eu vivo essa paixão do inicio, meio ao fim
Pra quê a solidão, é simples assim
Eu vivo essa paixão do inicio, meio ao fim
Pra quê complicação, é simples assim

Compositor: Lenine, Dudu Falcão

16h05 … a vida bruxólica…

vampiro

[ter] 1 de setembro de 2015

Eu uso óculos escuros pras minhas lágrimas esconder / E quando você vem para o meu lado, ai, as lágrimas começam a correr / E eu sinto aquela coisa no meu peito / Eu sinto aquela grande confusão / Eu sei que eu sou um vampiro que nunca vai ter paz no coração / Às vezes eu fico pensando porque é que eu faço as coisas assim / E a noite de verão ela vai passando, com aquele seu cheiro louco de jasmim / E eu fico embriagado de você / Eu fico embriagado de paixão / No meu corpo o sangue não corre, não, corre fogo e lava de vulcão / Eu fiz uma canção cantando todo o amor que eu sinto por você / Você ficava escutando impassível e eu cantando do teu lado a morrer / E ainda teve a cara de pau / De dizer naquele tom tão educado / “Oh! pero que letra más hermosa, que habla de un corazón apasionado” /  Por isso é que eu sou um vampiro e com meu cavalo negro eu apronto / E vou sugando o sangue dos meninos e das meninas que eu encontro / Por isso é bom não se aproximar / Muito perto dos meus olhos / Senão eu te dou uma mordida que deixa na sua carne aquela ferida / Na minha boca eu sinto a saliva que já secou / De tanto esperar aquele beijo, ai, aquele beijo que nunca chegou / Você é uma loucura em minha vida / Você é uma navalha para os meus olhos / Você é o estandarte da agonia que tem a lua e o sol do meio-dia / Jorge Mautner  // Vampiro.

E lontano, lontano nel tempo / Qualche cosa negli occhi di un altro / Ti far… ripensare ai miei occhi, / I miei occhi che t’amavano tanto. / E lontano, lontano nel mondo / In un sorriso sulle labbra di un altro / Troverai questa mia timidezza / Per cui tu mi prendevi un po’ in giro / E lontano lontano nel tempo / L’espressione di un volto per caso / Ti far… ricordare il mio volto, / L’aria triste che tu amavi tanto. / E lontano, lontano nel mondo / Una sera sarai con un altro / E ad un tratto chiss… come e perchè / Ti troverai a parlargli di me / Di un amore ormai troppo lontano // Luigi Tenco // Lontano Lontano.

***

e eu aqui com essa vontade de… esconder-me. com infecção nas cordas vocais, dor na testa e desanimo existencial. arghh… tudo passa. tudo passará e nossa…

memoria del cuero

[ter] 21 de julho de 2015

repor aula hoje não estava no planejamento. estou sentido-me contrariado. mas é melhor repor com alguns alunos em sala do que repor para um ou dois por turma…

o que mais me choca é a naturalização dessa porcaria toda… ah vá… não se deixe contagiar por essa merd… toda.

ps: sistema. obrigação. alienação. contradição. preciso fechar todas as notas de todas as turmas.

ps 2: estou sem voz. infecção me acompanha desde ocupação. gastei em farmácia nestes 3 meses de greve e pós greve mais do que nos dois últimos anos…

***

Memoria Del Cuero (Jorge Drexler)

«En la bodega de un barco negrero
vino el candombe prisionero.
En la memoria del prisionero
duerme el candombe esperando el cuero.
Curando el miedo y el mareo,
curando el golpe del carcelero,
vienen tocando, vienen tocando, vienen tocando.
En la bodega de un barco negrero
las manos vienen golpeando el suelo.
Las manos golpeando las manos, golpeando el suelo,
igual que un tambor, madera y cuero.
Los dias pasan y sólo queda en la oscuridad
memoria del cuero.
Vienen cantando, vienen cantando, vienen cantando.
¿Dónde está el cielo, donde está el cielo?
¿Dónde está Dios, que no lo veo?

En la cubierta de un barco carguero
vino mi abuelo salvando el cuero.
Mi abuelo vino en un barco aliado,
cuatro puertos lo rebotaron..
Con toda el hambre, con todo el miedo
con lo que no se llevó el saqueo…
Vino escapando, vino escapando, vino escapando

¿Dónde está el cielo, donde está el cielo?
¿Dónde está Dios, que no lo veo?»

el triángulo de las bermudas…

[sáb] 18 de julho de 2015

«El Triángulo de Las Bermudas

Volviste como si nada
Como si el tiempo no fuera
Más que una incierta quimera
Una red deshilachada

Cruzaste de una zancada
Tantos años de distancia
En completa discordancia
Con todo lo establecido

Como vuelve un barco hundido
En extrañas circunstancias

Te hice un sitio en mi mesa
Con una calma impostada
Te sostuve la mirada
Aparentando entereza

Me volví perro de presa

Del perfume de tu pelo
Disimulando el anhelo
Mirando hablar a tu boca

Todas mis brújulas locas
Cambiándome el plan de vuelo

Y ahora que todo lo triste
Con el tiempo se deshizo
Yo me pregunto
Por qué desapareciste
Sin el más mínimo aviso

Y aunque todo haya pasado
No me dejes con la duda
Como si en un momento dado
Te hubiera tragado
El triángulo de la bermudas
El triángulo de la bermudas
El triángulo de la bermudas»

Jorge Drexler.

porque voltei a ouvir muita música… e que hegemoniza o meu hd é drexler. um vício.

e porque voltei agora da aula de sábado. e estou cheio de questões: qual é o sentido de tudo isto? da vida?

rolo de câmera (i don’t know why i didn’t come…)

[seg] 13 de julho de 2015

primeiro ponto. rádio ligado. todo se transforma… ‘cada uno da lo que recibe y luego recibe lo que da. nada es más simple, no hay otra norma. nada se pierde, todo se transforma’.  E é necessário fazer o inventário de a quanto anda as correções e avaliações, porque nesta ultima semana… passei aéreo.

segundo ponto. flickr online… acabei de subir as mais de sete mil fotos, poucas são minhas. mas ainda faltam aquelas 262 salvas em emails no gmail… já que as que ficaram pelos velhos hard disk estão perdidas para sempre [ps.: sou um especialista em quebrar coisas frágeis]. e toca na rádio… ‘um homem com uma dor, é muito mais elegante… caminha assim de lado como se chegando atrasado andasse mais adiante…

terceiro ponto. meus dedos, dos pés as mãos estão cheios de espinhos. tirei sábado e domingo para limpar o quintal… e espetar-me nos espinhos que cresciam em torno de mim. o mate esfria, já são quase duas horas e em menos de três horas tenho que partir rumo a escola. e agora toca: ‘please read the letter, i wrote it in my sleep with help and consultation from the angels of the deep… once I stood beside a well of many words… please read my letter and promise you’ll keep the secrets and the memories and cherish in the deep‘.

quarto ponto… o tempo voa. eu flutuo. é como se o mundo ali fora fosse numa velocidade e eu aqui neste andamento largo… esticando este tempo elástico… e as vezes percebo que falta tempo para as pessoas, e para outros projetos…. mas antes, ou depois, preciso voltar ao meu emprego, e trabalhar as questões pedagógicas e políticas. acordei pensando [ou pensando, acordei… ] que preciso de:

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***

E a música de fundo: Simples Assim, Lenine e Dudu Falcão.

Do alto da arrogância qualquer homem
Se imagina muito mais do que consegue ser
É que vendo lá de cima, ilusão que lhe domina
Diz que pode muito antes de querer
Querer não é questão, não justifica o fim
Pra quê complicação, é simples assim

Focado no seu mundo qualquer homem
Imagina muito menos do que pode ver
No escuro do seu quarto ignoro o céu lá fora
E fica claro que ele não quer perceber
Viver é uma questão de inicio, meio e fim
Pra quê a solidão, é simples assim

É, eu ando em busca dessa tal simplicidade
É, não deve ser tão complicado assim
É, se eu acredito, é minha verdade
É simples assim
E a vida continua surpreendentemente bela
Mesmo quando nada nos sorri
E a gente ainda insiste em ter alguma confiança
Num futuro que ainda está por vir
Viver é uma paixão do inicio, meio ao fim

Pra quê complicação, é simples assim
É, eu ando em busca dessa tal simplicidade
É, não deve ser tão complicado assim
É, se eu acredito, é minha verdade
Eu vivo essa paixão do inicio, meio ao fim
Pra quê a solidão, é simples assim
Eu vivo essa paixão do inicio, meio ao fim
Pra quê complicação, é simples assim

***

e a música de abertura:

Pat Metheny – Don’t Know Why

 

que merda eu estou fazendo?

[sáb] 4 de julho de 2015

ontem dormi mais ou menos três horas…
hoje, cochilei por mais ou menos uma hora.
e a grande questão: que merda eu estou fazendo?

***

sabe aquele momento em que você está exausto, podre de sono e descrente da humanidade, e precisa fazer, partindo do zero, algo, que era para ontem, em menos de duas horas para apresentar logo mais. e ai você se pergunta: para que isso? dá uma puta vontade de mandar tudo à merda…

mas vamos lá. parte da responsabilidade é tua, e preste atenção: na hora que é para lutar… não aceite fácil e mansamente a imposição dos outros, lute! luta de forma clara e inteligente. e na hora que é para aguentar a pressão… resista! não se entregue, mantenha o foco… RESISTA!

ps: logo logo são três da tarde tudo terá cessado. e ai poderás arremessar esse corpo dolorido em algum canto e apagar.

mas agora ‘bora criar… parir algo, qualquer coisa que faça sentido. porque o que incomoda não a pressão por produzir – porque produzir merda é muito fácil, muita gente faz muito disso todo dia.

mas produzir algo que seja socialmente relevante nessa busca por construir saltos qualitativos na comunidade de seres humanos que nos rodeiam, isto exige muito. e é o que mais angustia… porque a vida não foi feita para se passar em branco… é preciso causar, tocar corações, desconcentrar, tirar do eixo, provocar, instigar… tirar da caixa, fazer o outro parar e pensar. é preciso traduzir essa dor do mundo em inquietação criativa…

****
dois links:
#1. “a través de esa apropiación violenta

#2. Voy con una trayectoria lenta”

gorilla glass…

[sáb] 27 de junho de 2015

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acción poética!

***

quando algo está ruim… pode piorar. lei de murphy.

perdi aula. me irritei. não terminei o preenchimento dos dias de reposição. direção faz de conta e enrola. fico puto. perco o ônibus. fico com fome. chego meia noite em casa. e o celular ainda cai no chão.

nessa hora vi que o gorilla glass funciona. só um risco… e a lei nem sempre é lei. so sorry, murphy!

trilha sonora do caminho de volta tentando me acalmar… estas e outras no aleatório.

No Pienses de Mas // No pienses de más / cuando te quedes sola. / No pienses de más, / no dejes pasar las horas. / La vida es así, / cambia el viento, / cambia la estación, / no siempre se encuentra / una razón.. / No pienses de más / No esperes de mí / que venga y te lleve lejos, / no esperes por mí, / yo no puedo dar consejos. / No me hagas hablar, / no te traigo más / que esta canción, / yo no entiendo / ni a mi corazón.. / No pienses de más / No me escuches / no ves que estoy dolido… / No me sigas, / yo también estoy perdido… / Y no todo se ve / mirando por una lupa, / no todo se ve, / no sé de quien fué la culpa, / nunca lo sabrás, / cambia el viento, / cambia la estación, / no siempre se encuentra / una razón.. / No pienses de más

Organdí / Proyecto de vendaval / Protagonista central / De todas mis pantallas / No sé de dónde vendrás / Pero yo voy de ahora en más / A donde quiera que tú vayas / Inevitablemente / Mi corazón ausente pesa / Por mas inconsistente por mas fugaz que sea / La más fugaz de tus tristezas / Todo se conmocionó / Hay cosas para las que no / Se está nunca preparado / La casa paso a brillar con un amor de organdí / Tan delicado / Mi corazón opaco / Inevitablemente cede / Se mueve a tu vaivén / Queda atrapado en / La trama perfumada de tus redes / La trama perfumada de tu redes / Te miro dormir y te nombro / Te miro y no salgo de mi asombro / Mi aliento te deletrea / Para que mi corazón te lea

trilha sonora desta postagem – ouvindo agora:

01 Intro / do min 00:00 ao 01:36
02 Corpo e Alma part. Emicida / do min 01:36 ao 05:15
03 Pó Esia / do min 05:15 ao 07:42
04 Carrossel part. Alexandre Carlo / do min 07:42 ao 10:46
05 Eu só peço a Deus / do min 10:46 ao 13:31
06 Tristeza / do min 13:31 ao 16:30
07 Versos vegetarianos part. Arnaldo Antunes / do min 16:30 ao 20:02
08 Sonhos part. Kl Jay / do min / do min 20:02 ao 23:25
09 Cidade sem cor part Rael / do min 23:25 ao 27:03
10 18 Quilates de sorriso part. Ellen Oléria / do min 27:03 ao 30:23
11 Rosa do morro part. Roberta Estrela / do min 30:23 ao 34:11
12 Alma lavada / do min 34:11 ao 35:46

 

********

e na sequência: criolo…

***

e da reflexão da tarde:

contradição: quando se pensa em algo e faz outra coisa. o que ‘cê pensou é o correto. mas o que você fez não foi. pelo calor da hora você se deixou levar, não refletiu o suficiente, assinou o que não devia e não brigou pelo que é correto.

 

ven, cura esta herida, este blues de incierto final

[qui] 25 de junho de 2015

o tempo do ponteiro gira…
drexler repete-se indefinidamente na vitrola.
é vício, esse cara.
e já não me impaciento por supostamente perder meu tempo.

almocei com minha filha ontem. relaxei, entre um berro e outro, pela tarde. me diverti nas aulas… como eu me divirto em sala. e na ida diante da incapacidade de continuar a leitura, e preso em mais um dia nos intermináveis engarrafamentos da sc-403, me pus a atentar a poesia…

na ida foi um exercício:

exercício sob o que há para além dos olhos de um cão

da profundidade
do olhar canino
me crava uma ideia
para além da carne
e dos ossos:

como deixar o coração latir
se estou aqui
já pensando em partir?

***

na volta, um fragmento… reelaborado neste começo de madrugada:

exercício sobre o transeunte

na primeira cena,
a pele dele
seca como o vento
confunde-se no azul
do lápis-lazúli.

na segunda,
a barba rala
é áspera e ao mesmo tempo morna
como o vapor da terra.

na terceira,
a solidão em suas mãos
presente e dura
como um meteoroide.

na quarta,
os pés, semi-nus,
tão velozes
que ultrapassam o tempo.

na quinta,
o olhar distante
como uma árvore
ou uma montanha.

na sexta,
um corpo estranho
entre os pensamentos.

na sétima arte,
apenas mais um que passa,
mudo, na noite interminável,
decupando-se¹,

em terminais
rodoviários.

e para fechar a noite, exercício de juntar palavras

a noite
alinegra
uma epítome
poética.

__________________________________

e para ter uma noção, porque eu ri de mim mesmo quando percebi em que caos estou: ontem, quarta-feira, um colega me avisou que perdi o segundo encontro do curso de formação. estranhei, estava eu crente que seria hoje, quinta-feira, o terceiro encontro. que para mim eu já havia perdido esse segundo encontro na quarta-feira passada… e para surpresa minha quando chego em casa e vou olhar o cronograma… caio no riso, o foda-se eu já tinha dado na semana passada. e o que sobra para hoje é saber que não vou ter que acordar as 5 da manhã e passar o dia inteiro fora de casa, ufa. mas a ideia de ir ao centro, e de quebra comprar um quilo de erva, miou.

e chego a conclusão que eu estou só um pouco perdido… só um pouco. um pouco menos do que isso eu diria que é normal: a minha normalidade é este estado entre o precário, o provisório, o imperfeito, o falível… sempre inacabado, inconcluso…

por isso que eu digo: tudo é mais caótico do que podemos imaginar.

_________________________________________________________________–

notas de rodapé:

¹ permito-me aqui esse transbordar do verbo. Faço ele delirar e o resignifico.

Citando coisas…

#1

«Justamente aqueles produtos da atividade humana que não podem ser apreendidos enquanto tais sem que haja uma peculiar cooperação do receptor (intérprete), cooperação tornada possível apenas porque há uma anterior conexão que liga o fruidor (intérprete) e a obra.”(GOMES,1996,p.102)

Talvez com certa folga possamos propor o entendimento desta dimensão larga, e quase arqueológica, do termo poesia como criação que faz, produz, alguma coisa.

Numa nota de pé de página, Gomes (108), nos traz a definição de poiesis, do Banquete, de Platão: “Sabes que poiesis é algo múltiplo; pois toda causa de qualquer coisa passar do não-ser ao ser é poiesis. De modo que as confecções de todas as artes são poiesis e todos seus artesãos, poetas…» Extraído daqui ó. Por Roberto Lyrio Duarte Guimarães.

***

#2

«Ven, cura esta pena, quítame estas ganas de ti. Ven, que está frío fuera y hace tanto calor aquí.  Te ví
cruzar la calle y algo crujió dentro de mí…  Ven, que ya se hace tarde y este tren se está por ir.  Muy señora mía ten piedad de un simple mortal. Ven, cura esta herida, este blues de incierto final.  Tu piel
traerá perfumes, reflejos de estrella fugáz…  Ven, ya no lo dudes, no hará falta nada más.  Tan sólo: uuu nosotros dos…» Jorge Drexler.

 

 

y la historia es una red y no una vía.

[ter] 23 de junho de 2015

«El deseo sigue un curso paralelo
y la historia es una red y no una vía
días y noches de amor y de celos
una cama se llena y otra se vacía
(…)
gira inexorable el otro engranaje
la noria invisible de las transgresiones»  El Otro Engranaje. Jorge Drexler.

***

«A Filosofia da praxis – o marxismo – tem duas tarefas: combater as ideologias modernas na sua forma mais refinada, a fim de poder constituir o seu próprio grupo de intelectuais, e educar as massas populares, cuja cultura é medieval».
«Não se pode separar a filosofia da História da Filosofia, nem a cultura da História da Cultura. No sentido mais imediato e determinado, não podemos ser filósofos – isto é, ter uma concepção do mundo criticamente coerente – sem a consciência da nossa historicidade, da fase de desenvolvimento por ela representada e do facto de que ela está em contradição com outras concepções ou com elementos de outras concepções».
«Deve-se, portanto, demonstrar, preliminarmente, que todos os homens são “filósofos”, definindo os limites e as características desta “filosofia espontânea” peculiar a todos os homens, isto é, da filosofia que está contida: 1) na própria linguagem, que é um conjunto de noções e de conceitos determinados e não, simplesmente, de palavras gramaticalmente vazias de conteúdo; 2) no senso comum e no bom-senso; e 3) na religião popular e, consequentemente, em todo o sistema de crenças, superstições, opiniões, modos de ver e de agir que se manifestam naquilo que se conhece geralmente por “folclore”». (António Gramsci)

**

«Vamos pedaleando
contra el tiempo,
soltando amarras.
Brindo por las veces
que perdimos
las mismas batallas.
Tengo tu sonrisa
en un rincón
de mi salvapantallas.» Salvapantallas. Jorge Drexler.

 

***

el valle de las leñas amarillas

[qua] 29 de abril de 2015

das coisas de ontem:

ouvindo muito moreno veloso, moreno e caetano. e como é bonita a relação entre eles. fiquei encantado. engraçado que esse negócio de relação pai/filho foi sempre algo que mexeu comigo, é um buraco aqui – de engasgar e até chorar vendo tv. acho que ainda não consegui me desvencilhar dessas frustrações que foi a vida de meus pais, enquanto seres humanos que nunca se realizaram individualmente e enquanto casal que nunca se amou. os filhos pagaram a conta, com as neuroses.

*

e das constatações o relógio biológico está invertido. a internet tem falhado todos os dias… e as professoras e os professores, lutadores organizados e em greve fizeram um grande ato pela manhã e ocuparam a assembleia legislativa.

*

o do pertencer a família: meu velho, pai queria te dizer que há dias em que tu consegues ferrar a cabeça da gente. sei que tu tenta todos os dias, e se estamos desatentos e desarmados, este teu jeito abrupto e violento de fazer com que a gente se sinta pior que merda funciona… consegues nos atingir. e eu nem sei se tens consciência ou não de tua estupidez, mas já nem importa tanto. eu sou adulto e deveria já estar calejado, feito armadura, usando toda a minha racionalidade contra tua violência… mas as vezes escapa e tu atinge a gente em cheio. de ti conto na ponta dos dedos os gestos de atenção, mas já perdi a conta dos transtornos e do terrorismo psicológico diário.

e nestes dias de desatenção… quando a gente percebe já está ferrado… e ai eu sinto, todo aquele ódio e medo, e aquela vontade de morrer. e ai eu fico depois imaginando… por que há tanto ódio dentro de ti? por que precisas machucar tanto os outros? isto que você fazia diariamente com a gente, e até hoje ainda tenta, é o que sentes por dentro?

dias assim eu penso eu mandar tudo a merda. se não fosse minha filha, e toda essa situação enrolada, de regularização do nome, e da moradia, eu já teria ido embora faz tempo. e talvez eu nunca tivesse voltado. mas o fato é que estou aqui, no mesmo terreno, teu espaço. e brigar é só alimentar a estupidez. melhor é respirar fundo e se desfazer dessa dor. amanhã é outro dia e não irás mudar.

**

planos para amanhã. acampar na alesc. sair de casa.

**

e como antídoto para a dor: el valle de las leñas amarillas, drexler.

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nota: provocações; morreu ontem abujamra.

devemos tomar consciência do processo…

[sáb] 31 de janeiro de 2015

ei rapaz, ouça: eu sou você. e eu achei que tivesse um plano. eu não tenho um plano. eu estou completamente perdido. todos os planos até agora apenas tentam camuflar essa minha cronica falta de planos. e se tivesse que começar do zero hoje, eu começava. sinto tremores no meu estômago, daqueles quando estamos profundamente nervosos de ansiedade diante de algo novo e grande. eu tenho pensado em não fugir de ninguém mais… as vezes você se afasta, física e/ou emocionalmente, de todo mundo pensando que assim será mais fácil… que controlando e/ou catatonicamente levando a vida é possível viver. aí você acorda e percebe, que o seus medos sempre vão estar ali, que as feridas só aumentam, que a distância borra os sonhos e o real… que tuas palavras não fazem sentido, que só te sobra o vazio da insignificância. e o mais perigoso é quando você não significa nada para você – é como olhar no espelho e não haver ninguém. não há como escrever poemas de amor ou sobre a dor. as palavras calam. você seca por dentro, e só te sobre aquela aparência plástica por fora. você se torna um manneken.

e voltar é difícil. reatar ou cicatrizar feridas não é algo que se faz por decreto… você precisa aprender a se reconhecer e como uma criança que começa a andar… corre o risco de cair. mas você precisa levantar agora, secar esse pranto e ir-se… e, mesmo que as vezes a gente acha que sabe o mapa, quando se coloca a ir… o caminho vai se refazendo e nada é como a um instante antes. a vida cambia. e ficar preso na terra pode nos fazer apodrecer. é preciso ir. pois dias desses você faz trinta e três e mirando tudo podes ver que você aprendeu tanto… você viu, viveu e fez coisas tão bonitas. e você teve medo demais e fugiu tanto sem saber para onde e porque. você caiu aqui, neste ponto, neste monólogo. você precisa reaprender a não ser mais só… você precisa aprender a vomitar todas essas dores e esses medos engasgados e reatar vínculos… buscar amigos, coisas novas, aquecer seu coração e sentir tremores no estômago e os pelos arrepiarem-se e aquela sensação de transbordar o peito de forma incontida e descontrolada… você precisa abrir uma fresta, a janela, a porta, as paredes e teto todo para a vida… você não pode ter medo de ter medo… e mesmo com medo, se jogue… você precisa permitir-se…

permita-se rapaz.

***

trilha de fundo: drexler e seu álbum: amar la trama.

por vezes, o nosso destino parece uma árvore de fruto no inverno…

[sáb] 4 de outubro de 2014

As inserções no ‘uma natureza indócil‘ deveriam ter sido continuadas… mas o dia foi cheio e depois surgiram tantas coisas…

Acordei cedo hoje… E tive tempo para pensar. Eu, um mate e o tempo livre.

Faço esse registro – enquanto aguardo Izabel – com algumas citações que venho adiando e ponderações outras. Só por fazer… Só para não deixar o registro para algum outro dia. Essa semana foi tão agitada, com atentados ao estado policialesco e horário reduzido no transporte público. Foi uma semana sem aula… Para ser exato, apenas as três primeiras de segunda-feira. Foi, logo, uma semana de respiro. O acumulado virá semana próxima. Mas isto é próxima semana. E cadernos e leituras me dedicarei somente amanhã. Hoje é dar uma volta e jardinar – as preocupações são práticas e instantâneas.

A primeira citação era essa – uma citação feita por uma aluno na avaliação, de um texto do livro didático que menciona algumas ideias de Émile Durkheim, o sociólogo francês, um dos clássicos da sociologia:

«O mercado, adverte Durkheim, precisa de um ética que deverá ser mais forte do que a pura lógica econômica. Deixado sem freio, sem regra, sem norma, o mercado não tem limite. Tudo se vende e tudo se compra, se houver quem compre”»

***

Outra citação que faço é na verdade duas citações de outros e um fragmento de texto do próprio autor retiradas da leitura do livro – mencionado nesta postagem aqui: PACHECO, José. Escola da Ponte: Formação e transformação na educação. Petrópolis, RJ: 3ª ed. Vozes, 2010.

«E o desencanto, que começava a fazer-se sentir, atenuou-se, dissipou-se […] Por vezes, o nosso destino parece uma árvore de fruto no inverno. Ninguém diria que aqueles ramos hão de ficar verdes e florir novamente, mas nós temos confiança, nós sabemo-lo […] mas, juntamente, podemos refletir melhor e com mais profundidade. É preciso não estar sozinho.

Poder-se-á considerar sinal seguro do que além dos esquemas positivistas, ou mecanicistas, a circulação dos afetos […] constitui uma consolidação eficaz da estruturação social’; Esta poderá vir a ser, no futuro, menos dominada pela estreiteza racionalizadora das análises de circuitos de solidariedade, testemunhando um querer viver coletivo.
[…] A partilha mais profunda é aquela em que cada partilhante continua, o mais possível, ele próprio; na qual cada um possibilita rumos seguros a outras vidas, inventando sua própria existência no seio de práticas quotidianas tão seguras quanto incertas.

Talvez seja uma utopia, mas os professores estão precisando de construir novas utopias para a escola… A utopia é uma meta, é um desafio que obriga a grandes debates e a uma nova postura na profissão. Uma maneira de estar não-acomodada, como crítica e aberta… É preciso repensar tudo isto e por em causa o sistema: o que existe não funciona.»

***

E a canção de fundo: Ya estoy en la mitad de esta carretera / Tantas encrucijadas quedan detrás / Ya está en el aire girando mi moneda /Y que sea lo que /Sea / Todos los altibajos de la marea / Todos los sarampiones que ya pasé / Yo llevo tu sonrisa como bandera / Y que sea lo que / Sea / Lo que tenga que ser, que sea / Y lo que no por algo será / No creo en la eternidad de las peleas / Ni en las recetas de la felicidad / Cuando pasen recibo mis primaveras / Y la suerte este echada a descansar / Yo miraré tu foto en mi billetera / Y que sea lo que / Sea / Y el que quiera creer que crea / Y el que no, su razón tendrá / Yo suelto mi canción en la ventolera / Y que la escuche quien la quiera escuchar / Ya esta en el aire girando mi moneda / Y que sea lo que / Sea // Jorge Drexler.

Uma receita de felicidade [Rir muito e com frequência; ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças…] e Notas sobre utopia.

audições incidentais:

Sea - Pilar Cabrera
Sea - Jorge Drexler e Mercedes Sosa
Nowhere Man - Beatles


***
dos fragmentos pensados dias desses… motes para futuras poesias: #estou descascando como cobra; #um amor à prova de vento; #a história não é uma linha reta…

la vida es mas compleja de lo que parece…

[ter] 16 de setembro de 2014

drexler me acalma. depois de uma conversa séria com izabel sobre o seu comportamento, a vida vai menos pesada.

este texto diz tudo o que eu queria dizer hoje.

um breve pulsar… um silêncio antigo… calma!

[qua] 20 de agosto de 2014

Susana Félix e Jorge Drexler – A Idade do Céu

«Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu

Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu

Calma!»

***

calma! não vamos atropelar os bois. relaxe, planeje, organize… faça, aos poucos, pelas beiras… semeando diariamente… vai que um dia desses tu brotas novamente por outras bandas. e ai morres neste pântano débil que te enfiastes e nasces, broto, numa nova terra… terra de coragem e luta. tua semente é bela… calma! hás de germinar… mas não te olvides… «tem que morrer pra germinar»!

notas instântaneas

[ter] 12 de agosto de 2014

notas instântaneas

#1 um mate pela tarde, porque as manhãs não existem. elas dormem.
#2 comparo livros didáticos… qual será a melhor ferramenta de suporte?
#3 chegaram os livros da anna blume. marx selvagem entre eles… estou salivando para começar a leitura.
#4. estou com um mal estar. mas posso decompô-los em dois aspectos -> é uma dor de cabeça, uma coriza, uma sonolência [provável fatores de motivação são: mudanças climáticas com dias quentes e noites frias; a falta de exercício físicos aeróbicos regulares e o excesso de carboidratos noturnos] e o outro aspecto é uma dor “espiritual”, esse medo renitente, essa solidão auto-imposta… esse exercício de reclusão… esse acúmulo de incompletude, esse desraigamento identitário… e chegou a hora de dar um passo importante, nesta construção que sou… é um passo que não deveria mizabele apavorar, mas me apavora tanto: entrar na justiça para trocar a paternidade de minha filha. faço 32, e ela 10, neste ano. nos conhecemos desde 2006 [24/2] – e houveram tantos momentos traumáticos neste processo, o medo, a raiva, a mágoa, a culpa – 2006 foi tão terrível, 2007 foi tão pesado, 2008 foi tão distante, 2009 foi tão depressivo… mas foram estes lentos anos um tempo de maturação para que em 2010 [28/6] pudéssemos estabelecer um vínculo afetivo diário. 2010 foi terapêutico. Você veio morar aqui na comunidade-família. e eu já estava me formando e “tinha meu espaço”… o mundo já não era tão ameaçador, só um pouco… para ser sincero, um tantão. e se lá em 2010 eu comecei, mas interrompi esse processo legal é porque entendia, e entendo que pai é quem cria, e eu não havia te criado… eras a filha de outro homem ainda – um outro que te construir no imaginário, te pariu, te embalou nos primeiros choros… era outro pai, eu não estava lá. eu nem suspeitava da sua existência. e nestes 4 anos aprendi tanta coisa, errei tanto, cresci tanto, aprendi a ser pai… a amá-la, desta minha forma tão tortuosa. meu amor é torto, frágil. segunda 18/8 é o dia de dar mais um passo.

 

# 5. ontem, chorei sem derramar uma lágrima. cartola cantava.
# 6. comunicar ajuda a lidar com as ideias. ideias são o combustível para ação. comunicá-las estabelece um vínculo, uma rede que sustenta o salto de um indivíduo em direção ao outro. ontem foi bom na escola, ter um tempo para trocar ideias com outros professores.
# 7. esse texto, ou o mate, ou drexler na vitrola, mas sinto que acordei agora e já são quinze e vinte da tarde.

ps:

Todos decían que no
Cuando dijo que sí Bolivia

Y el péndulo viene y va
Y vuelve a venir e irse
Y tras alejarse vuelve
Y tras volver, se distancia
Y cambia la itinerancia
Y los barcos van y vienen
Y quienes hoy todo tienen
Mañana por todo imploran
Y la noria no demora
En invertir los destinos
En refrescar la memoria

Y los caminos de ida
En caminos de regreso
Se transforman, porque eso:
Una puerta giratoria
No más que eso, es la historia

Composição: Jorge Drexler

¿quién quiere ser eterno testigo?

[dom] 10 de agosto de 2014

dias dos pais. ganhei presente e abraço da filha – de dois pais. e dei meu meio-abraço no meu pai. mas no fim do dia ficou aquela sensação de que não foi um bom dia… tantos pensamentos, tantas incertezas… tantas dúvidas sobre tudo e todos… e longe daquela sensação de pertencimento e tranquilidade da semana passada. hoje sinto uma tristeza profunda sob esta aparente calma. o meu silêncio e minha indiferença é uma frágil película de segurança. auto-seguro. o mundo é dor.

e hoje senti-me pequeno e só. há certos momentos que não possuímos a capacidade de comunicar, de fazer vazar o mágico e o trágico que temos cá dentro. e só nos cabe silenciar os soluços e adeuses.

yo me voy. estoy triste; pero siempre estoy triste.

a caderneta do poeta e suas contradições

[dom] 6 de abril de 2014

Trilha sonora desta postagem…

Comecei com isto: Bolívia de Drexler com Caetano Veloso, um bela canção de seu novo album Bailar en la cueva… E me perdi por estas bandas… Blue (de Lisandro Aristimuño) por Lisandro e Paulinho Moska; e  Sueño Con Serpientes  de Silvio Rodriguez; Un Vestido Y Un Amor (Te Vi) de Fito Páez; Canción de amor de Lisandro Aristimuño; Como La Cigarra (composição de María Elena Walsh) por Pedro Aznar; A Primera Vista (Pedro Aznar e Chico César) por Pedro Aznar; Carta a Francia de Fernando Delgadillo; Quien FueraTe Doy Una Canción e Ojalá, todas de Silvio Rodriguez; La cancion mas hermosa del mundo e Contigo (de Joaquin Sabina e Pancho Varona) por joaquin sabina…

 

Abaixo um fragmento (páginas 428-429) sobre o poeta:

«Mas o ano de 1927 em nada ameaçava Maiakovski. Apesar do cansaço acumulado, ele tinha que batalhar em duas frentes, porém o trabalho o absorvia por inteiro e ele redodobrava as forças.. Umas das frentes era a Revolução, seus ideais (poemas “Bom!”, “À nossa juventude”, “A voz da Praça Vermelha”, “Pelas cidades da URSS”, “Os primeiros comissários”, “Lenin está conosco!”), a segunda frente era a sátira, os golpes nos costumes pequeno-burgueses e na burocracia. Parafraseando o próprio Maiakovski, ao falar do poema “Os doze” de Blok, pode-se concluir que em tudo o que ele escreveu durantes estes anos, de um lado, estava a glória à Revolução, e do outro, a sátira sobre a sua continuação. Ainda voltaremos a essa trágica bifurcação da consciência de Maiakovski. O mundo realmente, como afimar Heine, partiu-se em duas matades e a rachadura atravessou o coração do poeta. Diante dele surge de forma mais crítica a questão: em quem acreditar?
Sobre a mesa do escritório, bastava levantar a cabeça, estava a fotografia de Lenin, que continuava a personificar para Maiakovski o ideal de líder e de ser humano, a sua crença. Nos corredores do poder Maiakovski encontra pessoas bajuladoras, burocratas, corruptas e pomposas. A elas o poeta contrapõe a imagem ideak e pura do revolucionário. O poeta se orienta e se apoia em Lenin na sua luta com as mazelas do cotidiano “Soviético”. Olha o retrato e revive a imagem: milhões de pessoas passando diante dele, um mar de bandeiras, as mãos erguidas…. Apesar do difícil cotidiano do Estado – extração de carvão e minério, a luta contra a pobreza, contra os burocratas, os bajuladores, os sectários e os bêbados, seus poemas tem força lírica. Em seus versos agrega à figura de Lenin a figura de Dzerjinski, e a de Teodor Nette, que morreu no seu posto do corpo diplomático (“Quero encontrar a minha morte como a encontrou o companheiro Nette”)… É muito significativo que associe o seu ideal somente àqueles que já estão mortos e a nenhum dos vivos.
Mas entre os vivos está o camarada Ivanov, que se intromete “em tudo e em todos os lugares”, “ensaboado com o sabonete escorregadio dos bajuladores”. Mas está vivo o “mosqueteiro do partido”, o jovem que decorou manuais do comunismo e “acabou para sempre com as ideias do comunismo”. Está vivo o “todo pomposo cidadão soviético” que pensa que “para sempre poderá protelar e mandar”, já que é membro do Comitê Central. Está vivo o companheiro Popov, que acredita que a “crítica vinda de baixo era veneno. Vinda de cima era remédio!” E isso era o “pilar” do sistema. Estão vivos o “lambujeiro”, o “fofoqueiro” – uma galeria inteira de tipos que terminava como o companheiro Podebonosikov, da peça Os banhos, uma galeria de anti-heróis.
E se enfileirarmos todos os poemas satíricos de Maiakovski sobre temas internos e acrescentarmos a eles as peças O percevejo e Os banhos, o quadro é completamente triste. Nenhum poema e nenhum verso de propaganda, como em “Monumento aos operários de Kursk” ou “Conto do fundidor Ivan Kozirev sobre a mudança para o apartamento novo”, ou o trecho final do poema “Bom!”, esclarecem o cenário da realidade soviética dos anos 1920. Quase tudo é positivo, tudo deve ser expressado como realização do sonho revolucionário, e o poeta expressou em declarações, em palavras de ordem e em lemas. Sobre isso nos dizem também os títulos dos poemas “Produza pão!”, “Prepare-se! Pare! Construa!”, “Companheiros administradores!”, “Pra frente, Komsomol!”, “Produza automóveis!”, Crave a autocrítica!”, “Votamos pela não-interrupção!”, “Produza a base material!”, “A marcha das brigadas de vanguarda!” etc.
Por um lado, o momento político pouco atraente e que acabaca com as esperanças, por outro – Produza! Pra frente! Construa! E as estes lemas, palavras de ordem e marchas animadas…. Qual era o caminho de volta? Era bem diferente daquele que o impaciente Maiakovski desejava.
Seria possível construir o comunismo com os companheiros Ivanov, Petrov, Prisipkin, Pobedonosikov? Provavelmente, Maiakovski já se fazia esta pergunta. Mas ele não podia renunciar a seus ideiais, não podia viver sem a crença que praticamente o pregava aos jornais de propaganda: já que era um contato direto com as massas. Vãs esperanças, auto-ilusão futurística e crença na força das palavras….”
Nessa fenda, nessa “rachadura” entre as crenças (“Produza!”) e a decepção (“Abaixo!”) podia ter surgido a crise espiritual como premissa da tragédia. Tal crise cresceu gradativamente e já pudemos observar como deprimia o poeta…»

***

Leituras extras: O Amor, Maiakóvski, Morin, Caetano e PicassoO Suicídio de Maiakovsky – Leão Trotsky

***

Um dia” vou morar fora… Aprender Russo [para ler toda literatura e poesia] ou espanhol [para viver em uruguay o por latinoamerica]… Nestes últimos anos, vivo por cá “meio a contragosto“. São esses imperativos morais – ser pai, ser filho, ser trabalhador que se sustenta… É uma mescla de impotência para o delírio profundo e transmutador, e um sentido manso de dever e abnegação – mas acho que já escrevi sobre isto e não vou me repetir.

Dentes, línguas, pedras e poemas me aguardam – antes de minha morte…

Um dia hei de engendrá-los em mim…

E fiquei pensando no seu projeto – nesses sonhos que tive, e ainda aqui, lá no fundo, tenho – que me fez ver o quanto ainda estou pequeno e tudo em mim é tão mínimo por enquanto… ando tão preso neste momento e tão distante deste  “um dia“… ando tentando ser prático, mesmo que isto me afaste da práxis revolucionária, daquela rebeldia contra esse mundo, e o partido-coletivo é apenas uma imagem, algo distante de minha prática cotidiana.  Hoje, as aspirações são um cadinho “pequenos burguesas” de estabilidade, de “fazer minha casa”, de melhorar as condições de minha família, da filha, dos pais… E vou conciliando as limitações econômicas, as exigências familiares, buscando um lugar no espaço/tempo deste mundo que não me deprima tanto, que não alimente essa sensação-suicida-crônica que era constante… busco tanto ter paciência e coragem para prosseguir… sobreviver… enquanto guardo este sonho com carinho de um dia ir-me… virar-me do avesso, curar as cicatrizes… mas por hoje continuo, por cá, com mais um chá, envolvo-me nestes meus deveres de professor-aprendiz, de pai-aprendiz, de homem que sonha solitário, distante de sua classe e da utopia revolucionária. Minhas contradições… Estas minhas algemas, algemas de elefante. Isto que me faz tão distante e tão menor, de todo o amor que sangra neste peito.

abaixo, alguns fragmentos de poesia da semana:

exercício sobre o chá

esquece
e evapora
o líquido
que aquece.

embora,
lírico,
espera…

um chá
um chão,
pés líquidos,
uma hora,
um vão
na nuvem…

pero,
lírico,
emperra
e espera…

o que aquece
o que esquece
o que evapora
o que embora
lírico ainda é um poema
perro.

entre 4-6/abril/2014.

***

exercício sobre as palavras de izabel

o céu é vazio
azul e vazio
eu sou o céu
vazio e azul

e isto é poesia izabel.

3/abril/2014.

***

e agora fico devendo o poema sobre o tema-desenho que recebi de lucas, filho do meu primo. Todos os sábados ele traz os filhos, já que está morando temporariamente por aqui. E então e aquela correria de crianças pela casa… o tema-desenho é uma árvore verde com um fruto em forma de interrogação.

 

***

E hoje eu precisava tanto ficar só. Submerso no meu vazio interior. Ontem foi tão cheio de gente e tão longo o dia, as crianças acordam cedo – eu também tenho acordado todo dia cedo – e para fechar a noite izabel dormiu aqui em casa, porque a mãe dela saiu para namorar… E eu fui dormir tarde e num colchão tão duro… Ah, eu me cansei demais. Quintas e domingos são os dias mais tranquilos, onde estou mais em paz. O restante da semana é tão trabalhoso… Dias de semana são dias de trabalho e no Sábado são de izabel… E sempre são tantos humores e tantas cobranças que me consomem tanta energia espiritual e física – tenho andado sempre um tanto exausto.

 

[ter] 1 de abril de 2014

acordei mal. estou mal há dias. não sei se é essa inflamação, se esse cansaço, se essa rotina, se são estas pessoas e este mundo. mas eu ando numa profunda irritação que a sensação é que estou um suicida ambulante. sãos essas minhas inconstâncias que me ferram… e para arrematar, acabou-se erva antes do dia primeiro, ontem, assim como o salário que recebi anteontem. fim.

estou naqueles dias em que eu choro por nada e sozinho. se eu fosse uma mulher, poderia até entender e atribuir à tpm esse humores. mas… quem sabe drexler me acalme, porque preciso trabalhar e não machucar os poucos que ainda se importam comigo.

**

e da rápida zapeada pelas redes sociais alguns coisas pescadas:

“Sou composta por urgências:
minhas alegrias são intensas;
minhas tristezas, absolutas.
Entupo-me de ausências,
Esvazio-me de excessos. 
Eu não caibo no estreito,
eu só vivo nos extremos.

Pouco não me serve,
médio não me satisfaz,
metades nunca foram meu forte!

Todos os grandes e pequenos momentos,
feitos com amor e com carinho,
são pra mim recordações eternas.
Palavras até me conquistam temporariamente…
Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre.

Suponho que me entender
não é uma questão de inteligência
e sim de sentir,
de entrar em contato…
Ou toca, ou não toca.”

Clarisse Lispector

*

Billie Holiday : Fine and mellow (1957)

*

“Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo”.( Hermann Hesse)

*

Para entender o Golpe, vale dar uma olhada na cronologia produzida pela EBC…

Por memória, verdade e justiça!

universos paralelos

[ter] 25 de março de 2014

mañana:

lembrei de ti. o que é mui bueno!

e um paradinha na correção/organização/preparação de atividades pedagógicas para registrar pensamentos/dias/emoções/instantâneos…

como drexler me acalma. é a trilha sonora perfeita.

e de hoje cedo, universos paralelos.

Mi anhelo no está mi anhelo se fue detrás de ti siguiéndote, / Por la avenida / A vuelto ha pasar / Mi anhelo volvió a tomar su propia decisión / Independiente de la mía / Que le voy hacerse trata de ti y en eso el y yo ya lo sabes / Opinamos diferente. // Yo contigo mantengo las distancias, / Mi anhelo las rompe, alegremente // Llévate del aire el perfume de tu pelo / No ves que yo no sé qué hacer / Con mis dos universos paralelos… //Colapso seguro que colapso  / Cada vez que chocamos un vacío inmediato  / De esta falta de gravedad  / Como un cuerpo flotando en soledad  / Y aquí tu efecto gravitatorio  / Deje girando un desorden notorio  / En mi universo equidistante  / Donde mi amor en órbita cae  / Caen estrellas,  / Caen las estrellas completas el cosmos perdido  / Que busca tu huella  / De esta lazo satelital de esta fuerza universal  / Voy un paso adelante un golpe seguro y un beso distante  / Yo te quiero mi amor de manera de importante  / Y mi puesto va vigilante // Llévate del aire el perfume de tu pelo  / Llévate del aire el perfume de tu pelo  / Llévate del aire el perfume de tu pelo  / No ves que yo no sé qué hacer con mis dos universos paralelos… //Jorge Drexler.

Tenho estado mais calmo, sem aquela angustia de estar perdido. é como se tivesse aberto a porta, descido a montanha e pego a canoa rumando/remando/ em frente… e o que será, não sei… apenas será porque nada é mais simples, não há outra norma… nada se perde, tudo se transforma… 

e só para constar o registro… já que não anotei no domingo, após um dia inteiro jardinando… sentia-me “un don quijote contra las heras“.

la tarde e la noche:

na escola.

 

la trama y el jardinero…

[qui] 20 de março de 2014

Assim canta Jorge Drexler… Ele, que me acalmou ontem, enquanto eu trabalhava na correção/orientação das atividades dos alunos… Ele, que me anima agora, enquanto planejo o novo dia repleto de atividades…

Tres Mil Millones de Latidos  /// Compositor e intérprete: Jorge Drexler /// Estoy aquí de paso / Yo soy un pasajero / No quiero llevarme nada / Ni usar el mundo de cenicero / Estoy aquí sin nombre / Y sin saber mi paradero / Me han dado alojamiento en el más antigüo / De los viveros / Si quisiera regresar / Ya no sabría hacia dónde / Pregunto al jardinero / Y el jardinero no me responde / Hay gente que es de un lugar / No es mi caso / Yo estoy aquí, de paso / El mar moverá la luna / O la luna a las mareas / Se nace lo que se es / O se será aquello lo que se crea / Yo estoy aqui perplejo / No soy mas que todo oídos / Me quedo con mucha suerte / Tres mil millones de mis latidos / Si quisiera regresar / Ya no sabría hacia cuándo / El mismo jardinero debe estarselo preguntando / Hay gente que es de un lugar / No es mi caso / Yo estoy aquí / Yo estoy aquí, de paso / Yo estoy aquí, de paso…

***

E o dia a dia vai embaralhando tudo… mas quedo-me com muita sorte. O sol rompe o cerro as 8h16. O dia sinaliza que vai ser quente e bonito. E vamos ao som de Drexler… Que puta disco, que puta som, que estupenda poesia… Mas vamos lá… Porque o dia já vai indo e o mate está listo.

don’t worry

[sex] 1 de novembro de 2013

sonhava e acordei imerso em tantos delírios, fragmentos de sonhos, tentando me desvencilhar do que era fantasia e do que era real – mas a conclusão deste momento é que tanto o mais real da lucidez quanto o mais fantástico de nossos sonhos são conexões aleatórias, fragmentos deste delírio de estar vivo e [aparentemente] consciente.

hoje é dia de mudança – alguns dias sem internet e longos dias sem tv. anoto e listo todas as tarefas pra logo mais deixa-las listas, prontas. faço inscrições, planejo, e surpreendentemente sinto-me aberto para dar um passo fora da dança monótona – mas sempre provocado pelo outro. pondero, e pondero, e sinto que devo agir, mas esse sentir não tem o peso de um sentir imperativo e heroico, apenas sinto, consciente da contradição entre o sentir e agir, mas talvez a contradição seja o imperativo trágico. alienado.

sei lá… não vejo profundidade nesta filosofia e decupando a cena, toda e qualquer posição que tome dentro de qualquer projeto ainda e sempre será apenas uma variável aleatória dentro do plano maior do qual me escapa.

enquanto isto…

«rise up this mornin’, smiled with the risin’ sun, three little birds pitch by my doorstep singin’ sweet songs»… «everybody’s got a thing but some don’t know how to handle it always reachin’ out in vain just taking the things not worth havin’»… «when you’re worried your face will frown, and that will bring everybody down. don’t worry, be happy»… «don’t worry about a thing ‘cause nothing’s gonna be alright… nothing’s gonna be alright»

 

resolução 110/2013… ou madera de deriva

[ter] 1 de outubro de 2013

RESOLUÇÃO: Este blogue está chato demais. mas bem na verdade devo ser eu que estou chateado/r. lembrete/resolução: ESCREVER POST NOVO AQUI SÓ QUANDO TIVER COISAS GENIAIS E INTERESSANTES (ou quase). ‘té.

As rotinas seguem cá para te perderes enquanto me procuro:

Dia #1 a origem da palavra; madera de deriva, sala de aula me anima; Dia #2 letra bastão, faço uso dela desde 1995, guardando a cursiva para dias de provas de concursos/vestibulares apenas – e repara que minha letra cursiva não tão feia não; estou [quase] de veisalgia, ontem foi uma sobredose de the pillars of the earth; Dia #3 “é muito provável que o patronímico ibérico -ez seja um fóssil lingüístico.”; Dia #4 após um dia inteiro dormindo… um chá de camomila e mais um pouco de word without end… um mergulho na inglaterra do séc. xiv – guildas, peste negra e guerra dos cem anos… “quão amabilíssimo me eras mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres“; e pela noite, batendo ponto, em reunião com o professorado sobre os alunos, a avaliação dos educandos é uníssono: “ele é legal [eu], mas é difícil acompanhar o seu raciocínio… muita coisa ao mesmo tempo”, ou seja, traduzo aqui: “está uma zona”, usando uma expressão apropriada – mas essa bagunça na exposição dos temas, na organização deles, da sala já é sabida e digo mais… é da vida, da casa, da rotina, do próprio ser… esse cara que muda de ideia a cada dez minuto, não se decide nunca e tudo o cansa muito rápido.  e no final da noite eu não sabia bem o que me abatia, se era estar no meio das pessoas – e festas são rituais que me deixam desconfortável – ou estar sem rumo e ao lado de pessoas estranhas – porque insisto em mantê-las estranhas. Enfim… volto sozinho sempre porque é difícil abrir este peito repleto de cicatrizes profundas. Dia #5 foi assim assim… livre para lavar louça, roupa e fabricar um canteiro, transplantar grama e construir uma escadinha com pedras. Dia #6 O texto é esse: “Certamente a gente só encanta quando se encanta. Se eu não estiver encantado com o meu objeto de conhecimento, eu não posso encantar o outro. No sentido não de fetiche, mas de sedução gnoseológica. Há um jogo de sedução, mas só é sedutor quem já está seduzido. Ou seja, há tanto mais charme quanto mais charme eu achar que há.”  de Mario Sergio Cortella – Nos labirintos da Moral. e cá… Indeciso. Dia #7 Sol da porra, dia lindo, e eu dormindo até o meio-dia. Ouço mais música… tom zé, cartola, jorge drexler, manel, orquestra che são as vozes ecoando neste crânio… Não recebo bem críticas, racionalmente as entendo, mas emocionalmente é mais difícil de lidar com elas, de um lado a compreensão, a analise, do outro o medo e revolta nas entranhas. E hoje, recebo um retorno positivo, um elogio, de um texto que sei que ficou assim assim por ter deixando para o ultimo segundo do ultimo tempo da prorrogação. Talvez meus padrões sejam exagerados e meu animo diminuto… Mas animou-me, o retorno, e é como se precisasse ainda de um reforço externo que chancelasse o meu potencial. Potência ignorada por estar tão descrente de mim e de tudo. É nisto que tenho pensado muito ultimamente… E cambiando de assunto totalmente pergunto como é possível que eu escreva aislado num texto em português, que mania essa de inventar leis próprias e desconsiderar convenções? E cambiando mais e mais… isto aqui é bacana e isto também. 8 horas e 43 minutos para entregar (segundo prazo) a tarefa… e eu nem li nada, vou sair e volto só lá pela oito, vai ser corrido. Hein? /// Ela disse nego / Nunca me deixe só / Mas eu fiz de conta / Que não ouvi, Hein? // Ela disse: – orgulhoso / Tu inda vai virar pó / Mais eu insisti / Dizendo Hein? // Ela arrepiou / E pulou e gritou / Este teu – Hein? – moleque / Já me deu – Hein? – desgosto / Odioso – Hein? com jeito / Eu te pego – Ui! bem feito / Prá rua – sai! – sujeito / Que eu não quero mais te ver // Eu dei casa e comida / O nego ficou besta / Tá querendo explorar / Quer me judiar / Me desacatar /// Compositor: Tom Zé – Vicente Barreto.  Agora são 21:32 e faltam apenas 2 horas e 22 minutos – contagem regressiva – prazo final… E depois narro os encontros-desencontros de hoje, com direito a abraços e olhares, e do final de tarde bonito demais, e da lua nova no céu aberto, e dos olhares – quase – constrangidos, em fuga, e dos olhos perscrutadores. E Ufa [23:54’46]! menos 14 segundos e eu não conseguiria entregar… Dia #8 eu gosto de horóscopo. eu não narrarei os encontros-desencontros de ontem, apenas digo que foi um dia bonito. E as segundas eram de Maiakovski, é bom reencontra-lo. [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado];  [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado];  [editado]; [editado]; [editado]; [editado diariamente com anotações diversas – cumprindo assim sua função de ser um weblog, um caderno de apuntamentos, um bloco de notas – enquanto aguardo o momento…]; …

análise infinitesimal i

[sex] 28 de dezembro de 2012
“Deja pasar
esta falta de fé,
este disco rayado que hoy
tiene sólo
cara B“.

cotidianidades
fundo sonoro. cara b. e todos outras de victor jara, silvio rodrigues e jorge drexler.

as crianças brincam de bola no quintal. árvores caem dentro de minha cabeça. minha nova amiga de casa que não sei o nome ainda, mas é quase uma renite alérgica tomou conta de minhas narinas, garganta e olhos nos últimos três dias… é, há poeira pelos cantos. meu colega locatário chegou, meio estressado pelo estado das coisas… é, há materiais particulados pelos cômodos da casa e a bagunça de sempre… e eu já estava me acostumando a ficar só na casa vazia… e no meu emaranhado de coisas inacabadas .. solução foi ir deitar (é essa vontade de não falar muito por não ter muito ou quase nada a dizer… é só deixar os “nãos” ditos e não ditos por cá dentro).

árvores caem dentro de minha cabeça. os planos para hoje foram adiados… o dentista me espera há uma semana, as contas dos outros atrasarão… e entrei em modo repetitivo (fazer o mesmo sempre e sempre e sempre…

talvez escreva histórias infantis um dia. talvez faça nada um dia. talvez as árvores caiam dentro de minha cabeça. mas a renite voltou pois visitei uma caixa de papeis amontoados há anos. reencontrei velhas cartas, velhos amigos, velhos amores, velhas dores, um velho lado b… e algo me diz que este momento cá não é o fim, é apenas, sei lá… uma curva…

agora qual… sei não:

talvez desenhe funções:

http://www.google.com/search?ie=UTF-8&q=x%2F2%2C+(x%2F2)%5E2%2C+ln(x)%2C+sin(pi*x%2F3)

talvez faça nada.

oyendo el tiempo caer en los relojes de arena…

[seg] 12 de novembro de 2012
repeat mode, repeat once… and again! Jorge Drexler
Estaba dejándome estar oyendo el tiempo caer en los relojes de arena.
Mirando un instante partir… y otro llegar… pensando en tu amor.
Tu amor que viene y que va siguiendo las estaciones, tu amor es causa y efecto de mis canciones

La vida cabe en un clic, en un abrir y cerrar, en cualquier copo de avena. Se trata de distinguir lo que vale de lo que no vale la pena. Y a mí me vale con que me des poco más que nada. A mí me basta con una de tus miradas (Pensando, estaba pensando por la ventana de aquel bar mirando a la gente afuera ir y venir y juraría que te vi…)

Estaba dejándome estar oyendo el tiempo caer en los relojes de arena.
Mirando un instante partir… y otro llegar… pensando en tu amor.
Tu amor que viene y que va siguiendo las estaciones, tu amor es causa y efecto de mis canciones  (Pensando, estaba pensando por la ventana de aquel bar mirando a la gente afuera ir y venir y juraría que te vi…) aunque sé que estás a un año luz de mí.
5:45 Saio de casa
6:00 Buzu Sambaca
6:30 Espera sentado o Zanellato por 25 minutos
6:55 Parte para Caxambu
7:25 Chega na Mª do Carmo
7:45 Vai na 12, e ‘bora assistir Quanto Vale ou é por quilo?
8:30 É a vez do 32, com Florestan Fernandes e a Modernização Conservadora
9:15 Agora é a 11, repete a aula da 12.
10:00 intervalo, café com negresco
10:15 Continua sessão cinema com a 12
11:00 Repete sessão com a 11
11:45 devolve a chave e vaza
11:53 corre feito doido e pega buzu na 101
12:25 Tem St. Antônio esperando já
13:10 Chega no ponto certo, agora é a pé
13:20 Sai da padaria
13:35 chega em casa
13:59 escreve isto aqui agora
no intervalo… dormir, tomar banho, tomar mate…
15:50 é hora de retornar…
16:30 pagar Renner no Beiramar
16:50 imprimir provas da 25
17:35 pegar buzu p’rá Caxambu (novamente)
18:20 Chegar lá na Mª do Carmo
18:30 Aplicar prova na 25
19:50 tornare al più presto
20:00 Zanellato centro
20:35 Chega no Ticen – Espera sentado o Stº. Antônio por 25 minutos
20:59 Parte para casa…
21:40 Chega, ufa
22:00 Casa, banho, comer… deu.
Na escola 6h
Na estrada 6h30

el otro engranaje

[sáb] 3 de novembro de 2012

14:50 pego minha canoa e vou navegar pela tarde…

14:51 sou filho de um forasteiro…

14:53 jorge declama…

Es cierto que no hay arte sin emoción, y que no hay precisión sin artesania. Como tampoco hay guitarras sin tecnología. Tecnología del nylon para las primas, tecnología del metal para el clavijero. La prensa, la gubia y el barniz: Las herramientas de un carpintero. (…) La maquina la hace el hombre… Y es lo que el hombre hace con ella. El arado, la rueda, el molino, la mesa en que apoyo el vaso de vino, las curvas de la montaña rusa, la semicorchea y hasta la semifusa, el té, los ordenadores y los espejos, los lentes para ver de cerca y de lejos, la cucha del perro, la mantequilla, la yerba, el mate y la bombilla. (…) Hay manos capaces de fabricar herramientas con las que se hacen máquinas para hacer ordenadores que a su vez diseñan máquinas que hacen herramientas para que las use la mano. Hay escritas infinitas palabras: Zen, gol, bang, rap, Dios, fin… Hay tantas cosas yo sólo preciso dos: …”

15:05 em 2013 realizar projeto de pesquisa na escola onde for trabalhar. conhecer os pais, aplicar questionários, entrevistar. o sentido da escola e do ensino de sociologia para a comunidade {recortar melhor isto aqui: estudantes, pais, famílias, etc.)

15:12 Organizando o amontado de texto (para ver o que fica e o que vai embora) em uma lista de textos. (links para os textos ou resenhas – as resenhas não são de minha autoria)

RESENHA DO LIVRO: A ESCOLA BÁSICA NA VIRADA DO SÉCULO: Cultura, política e currículo/ Marisa Varraber Costa(organizadora).3.ed.-São Paulo:Cortez,2002

SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. 156 p. [Resenha]

PRESTES, Anita Leocádia. A que herança os comunistas devem renunciar. (Caderno). s. d.

STRAUSS, Claude Lévi-. “O futuro da etnologia”. In: Minhas palavras. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. Ed. Brasiliense, 1986.

A SOCIOLOGIA EM ESCOLAS DE SANTA CATARINA. Nise Maria Tavares Jinkings (UFSC)

Capitalismo Dependente, Autocracia Burguesa e Revolução Social em Florestan Fernandes. Miriam Limoeiro-Cardoso. Texto disponível em www.iea.usp.br/artigos

Para uma História da Sociologia no Brasil: a Obra Sociológica de Florestan Fernandes Algumas Questões Preliminares.
Miriam Limoeiro-Cardoso. Texto disponível em www.iea.usp.br/artigos.

RICHARDSON, R. Epistemologia do Trabalho Científico. In: RICHARDSON, R. Pesquisa Social: métodos
e técnicas. 3ed. São Paulo: Atlas, 1999.

BORÓN, Atílio. “O Manifesto: relíquia histórica ou documento atual?“. In: Crítica marxista : v. 1, tomo 6 /São Paulo : Xamã, 1998.

Arnold VAN GENNEP, Os ritos de passagem (Apresentação de Roberto da Matta), Petrópolis:
Vozes, 1978.

RODOLPHO, Adriane Luisa. “Rituais, ritos de passagem e de iniciação: uma revisão da bibliografia antropológica”. In: Estudos Teológicos, v. 44, n. 2, p. 138-146, 2004

FERNANDES, Florestan. “A educação numa sociedade tribal”. In: FORACCHI, Marialice M., PEREIRA, Luiz. Educação e Sociedade. Companhia editorial nacional.

MAZZA, Débora. A produção sociolóoica de florestan fernandes e suas interfaces com a Sociologia da Educação.

BENEDICT, Ruth, “A Ciência do Costume” in: Benedict, Ruth Padrões de Cultura. Lisboa: Livros

Florestan Fernandes – Memória Roda Viva. Entrevista concedida em 05/12/1994.

Carta de definição para Escritórios Modelo de Arquitetura e Urbanismo

Senso Comum – FeNEA – Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil

Reforma Urbana – FeNEA – Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil

16:51……………..

“…porque te vas a disgustar se piensas que voy a mirar a la que pase por ahi no seas tonta se so lo te quiero a ti la vista mia eres tu no tengo ojos para más me quedo cego se no estás mas que tonta ya no puedo amarte más tan linda como estas tan linda como estas mi ojos veen com claridad toda tu alma y sensibilidad…  tan linda como estas  tan linda como estas  mi ojos veen com claridad toda tu alma y sensibilidad… porque la amor tiene de todo un poco porque la amor tiene de todo un poco porque la amor tiene de todo un poco porque la amor tiene de todo un poco tiene belleza tiene alegria que bonito es amar que bonito es querer porque la amor tiene de todo un poco yo no puedo viver se no tengo tu amor tan linda como estas…” Havana Social Club. De todo um poco.

17:18 el otro engranaje

17:21 (…) la yerba, el mate y la bombilla (…) una canción que dice que uno sólo conserva lo que no amarra (…)

18:02 A la molina no voy mas porque echan azote sin cesar…

18:12 o gato dorme. o mate aquece. a tarde amansa. o sol doura.

18:37                                  “Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio…” (Dostoiévski)

x

19:00 no pienses demás….

 

 

 

 

un instante antes…

[sex] 12 de outubro de 2012

 

 

Me hiciste señales que debí entender
Como aquel gesto nuevo de arreglarte el pelo
Miraste como quien mira llover
Un instante antes de levantar vuelo

Volviste a tu cauce de estrella fugaz
Con tu punto de fuga en el cielo
Creo que ya estabas flotando quizás
Un instante antes de levantar vuelo

Ya te mojabas en otro deshielo
Un instante antes de levantar vuelo

Ni todas las líneas del Ecuador
Ni el temor y sus muchos anzuelos
Todo argumento perdía valor
Un instante antes de levantar vuelo

El río cambia y cambia la sed
Lo habías leído en tu anhelo
Estaba ya escrito mucho antes de
El instante antes de levantar vuelo

Ya me mirabas desde otro cielo
Un instante antes de levantar vuelo

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