Archive for the 'Itamar Assumpção – Francisco José Itamar de Assumpção' Category

art. 206 e outros apontamentos avulsos sobre música e cinema.

[ter] 10 de outubro de 2017

das notas do dia…

#1 consciência de si… é preciso, de vez em quando fugir.

mudei [ou mantive – depende do ponto de vista] os planos, ou mesmo, adequei-os, as necessidades do dia. como o horário não mudou essa semana, como era esperado, eu mesmo mudei e faltei. dia de ato, dia de ruptura… de desobediência.

#2 conexões aleatórias e sem sentido.

me enrolo. me atraso. não me faço poema.” relendo essa frase hoje, me lançou direto para essa música aqui >> Saulo Fernandes e Paulinho Moska – Não Precisa Mudar

#3 ainda aguardando a valorização…

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III – pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
IV – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V – valorização dos profissionais do ensino, garantido, na forma da lei, plano de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, assegurado regime jurídico único para todas as instituições mantidas pela União;
V – valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
V – valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
VI – gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
VII – garantia de padrão de qualidade.
VIII – piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

 #4 trilha de fundo…

Liniker – Fim de Festa (Itamar Assumpção)

Ivan Lins – Deixa eu dizer ( Modo Livre, 1974).

Fim de Festa – Naná Vasconcelos e Itamar Assumpção

esse último vídeo com edição de Carol Mira, com fragmentos dos seguintes filmes:

Filmes em ordem de aparição: “Regen” – Joris Ivens (1929) “Limite” – Mario Peixoto (1931) “Emak-bakia” – Man Ray (1926) “La coquille et le clergyman” – Germaine Dulac (1926) “At land” – Maya Deren (1944) “Sunrise” – Murnau (1927) “L’Etoile de Mer” – Man Ray (1928) “Romance Sentimentale” – Aleksandrov e Eisenstein (1930)

#5 outras coisas…

Joris Ivens -> A chuva – Joris Ivens (Holanda – 1929); Joris Ivens – De Brug (The Bridge, 1928); Limite Mário Peixoto(Brasil – 1931); Não me Incomode ou Emak Bakia – Man Ray (1926)… O resto deixo pra quinta-feira…

 

reengenharia

[dom] 30 de abril de 2017

aqui fazendo anotações nas avaliações do estudantes… e as músicas no aleatório… de repente… reengenharia, itamar assumpção, genial.

Reengenharia – Itamar Assumpção (Música do disco “Pretobras – Por que não pensei nisso antes”, de 1998)

«Meu amor eu tive uma idéia genial / Que tal inserir nosso lar na economia global / É muito simples não tem filosofia / É só fazer a tal reengenharia / No mundo todo vai que é uma beleza / Por que não fazer igualzinho lá em casa, hein princesa / É só jogar no lixo o que não precisa / A tua mãe, por exemplo, a gente terceiriza / Não se preocupe com a culinária / Agora ficou chique comer porcaria / Ter urticária o que que há de mal afinal / É só um bocadinho de mesquinharia / Meu bem não vejo a hora de fazer economia de escala / O mala do nosso vizinho pegamos botamos fora / A mulher dele a gente incorpora / Vamos acabar com todo desperdício / Afinal qual é o mal é só a beira do precipício / Os amigos a gente elimina / E traz só de brinquedinho baratinho lá da China / Vamos criar um lar bem competitivo / Um lar que seja voltado só para um objetivo / Ente o ativo e o passivo / Vamos ver qual de nós dois ainda continua vivo / Vamos cair de boca no pragmatismo / Afinal qual é o mal, é só a beira do abismo / Querida vamos acabar com todo sossego / Dar um basta nos sentimentos e nos momentos de aconchego / Pulmão otimizado coração desativado no seguro desemprego / Nosso lar vai virar uma operação enxuta / Com muito mais inveja, com muito mais disputa / Afinal qual é o mal em ser só um tiquinho filho da puta / Vamos concentrar nossa vocação meu bem / Ficar querendo o que a gente não tem / Oh! Meu amor eu quero detonar o quarteirão o mundo o bairro / Só pra comprar nosso segundo carro / Oh! Meu amor quando tudo der certo / Ficaremos só nós dois num lindo deserto / Vai ser legal ser moderno aqui no meio do inferno / Poderemos gravar tudo isso em vídeo / Afinal qual é o mal é só um pouquinho de suicídio / Teu irmão eu aniquilo teu pai jogamos no asilo / É, só vamos comer por quilo»

e ao ligar o computador e adentrar a rede… todo mundo me dizendo que belchior morreu.

Belchior nos deixou.
Esse que foi um cantor e pensador da realidade brasileira, comprometido com o povo pobre e massacrado pelo capital, porque “amar e mudar as coisas nos interessa mais”.

Essa entrevista é preciosa: Belchior – MPB Especial (02/10/1974)

Durante a trabalhosa tentativa de emplacar seu primeiro LP, umas das várias aparições de Belchior foi no programa intimista “MPB Especial”, da TV Cultura, em 02 de Outubro de 1974. Nele, um Belchior ainda muito novo, aberto e relativamente zangado (como no depoimento ao fim do programa), se apresentava ao público através de um diálogo autobiográfico, provando que o novo sempre vem. Imagem e som restaurados. 720p e 60fps. TV Cultura, 1974.

 

i have seen their smiles full of teeth

[ter] 1 de novembro de 2016
nas contradições da vida…
e pra deixar o dia mais boni.to e elegante…
deixa itamar cantarolar solto na vitrola…
 
***

#umpoetaumpoemapordia #002
Ezra Pound (1885-1972)*

SALUTATION

O generation of the thoroughly smug
and thoroughly uncomfortable,
I have seen fishermen picnicking in the sun,
I have seen them with untidy families,
I have seen their smiles full of teeth
and heard ungainly laughter.
And I am happier than you are,
And they were happier than I am;
And the fish swim in the lake
and do not even own clothing.

e duas traduções, a primeira de Marina Della Valle e a segunda de Mário Faustino

SAUDAÇÃO

Ó geração de afetados completos
e completamente deslocados,
Eu vi pescadores em piqueniques ao sol,
Eu os vi com suas famílias em farrapos,
Eu vi seus sorrisos cheios de dentes
e ouvi gargalhadas infrenes.
E eu sou mais feliz do que vocês,
E eles eram mais felizes do que eu;
E os peixes nadam no lago

(tradução de Marina Della Valle)

**
SAUDAÇÃO

Oh geração dos afetados consumados
e consumadamente deslocados,
Tenho visto pescadores em piqueniques ao sol,
Tenho-os visto, com suas famílias mal-amanhadas,
Tenho visto seus sorrisos transbordantes de dentes
e escutado seus risos desengraçados.
E eu sou mais feliz que vós,
E eles eram mais felizes do que eu;
E os peixes nadam no lago
e não possuem nem o que vestir.
(tradução de Mário Faustino)

*Ezra Pound (Hailey, 30 de outubro de 1885 — Veneza, 1 de novembro de 1972).

referências: http://www.culturapara.art.br/opoema/ezrapound/ezrapound.htm

http://acervo.revistabula.com/posts/traducao/a-entrevista-historica-de-ezra-pound

https://laboratoriodesensibilidades.wordpress.com/2013/12/19/pasoline-entrevista-ezra-pound-e-le-o-poema-abaixo-7-minutos-com-legendas/

https://pedroluso-decarvalho.blogspot.com.br/2010/04/sobre-o-poeta-ezra-pound.html

por quoi je ne pas pense a çá avant

[qua] 13 de julho de 2016

«por cargas d’água, por que que eu não pensei nisso antes» Itamar Assumpção.

Doravante, mergulhar neste ita… mar. e em todos os seus absurdamente belos e geniais álbuns.

ps: enquanto preparo a provinha de hoje, para os miúdos do primeiro ano, sobre instituições sociais e socialização.

ps: sítio interessante, com boas leituras: https://gz.diarioliberdade.org/index.php

meu querido diário

[qui] 15 de janeiro de 2015

meu querido diário,

hoje, quinta-feira, dia quinze, é dia de ressaca. e há a tarde inteira pela frente… e pela noite estudar e estudar e estudar. três dias para ler, pensar, escrever e entregar a tarefa de janeiro.

ontem. quarta-feira, dia catorze, foi o dia das tempestades de raios e relâmpagos… uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida…

ontem, também foi dia de acordar mais cedo e ir ao dentista… e voltar meio dolorido, mas sorrindo.

anteontem… comecei a ler o romance “os prêmios” de julio cortázar. anteontem… izabel ganhou três livros – meu querido diário otário – e não tem parado de ler… e é o algo novo neste verão, uma certa introspecção por parte dela… enquanto luiza (a maria sobrinha) segue brincando, izabel (a maria filha) já oscila mais entre coisas de crianças e a uma pré-pré-adolescência.

anteontem também meu irmão fez trinta anos.

e neste verão, algo importante de se registrar, tenho ficado cuidando de luiza quase todas as noites, entre 22:00 e 1:00, até sua vó (que é minha mãe) ou seu pai (que é meu irmão) chegarem do trabalho. luiza, às vezes é tão chata, noutras é tão encantadora… e sentirei falta deste “bichinho grilo” quando for morar com sua mãe. ela já tem nove anos.

**

mas tenho sentido falta de um tempo só para mim… sem esse povo todo.

**

trilha de fundo: zélia duncan cantando «um homem com uma dor / é muito mais elegante / caminha assim de lado / como se chegando atrasado / andasse mais adiante…»

mapas urbanos

[dom] 26 de outubro de 2014

plantei um pé de caqui.

votei nulo. pt venceu. psdb perdeu… e os fascistas estão soltos.

e depois de meses arrumei a bicicleta e pedalei 4 km.

***

e há qualquer coisa cá assim:

«Sei dos caminhos // Composição: Alice Ruiz e Itamar Assumpção // Sei dos caminhos que chegam, sei dos que se afastam / Conheço como começa, como termina o que faço / Só não cheguei como chegar / Ao nosso próximo passo // Ontem, meu bem, contei até cem / Hoje já não sei / Hoje já não sei // Ontem, meu bem, contei até três / Hoje eu só pensei /Hoje eu só pensei / Sei que me encontro sozinho / Sei também quando me acho / Sei tudo o que você acha / O buraco é mais embaixo / Foi um achado te achar / Perdido acho diacho / Meu bem, porque não vens que tem / Ontem eu pensei / Ontem eu pensei…»

e

«Dor Elegante // (Itamar Assumpção e Paulo Leminski) / Um homem com uma dor / É muito mais elegante / Caminha assim de lado / Com se chegando atrasado / Chegasse mais adiante / Carrega o peso da dor / Como se portasse medalhas / Uma coroa, um milhão de dólares / Ou coisa que os valha / Ópios, edens, analgésicos / Não me toquem nesse dor / Ela é tudo o que me sobra / Sofrer vai ser a minha última obra…»

***

citação de fundo: «Antes o atrito que o contrato»

dor elegante

[ter] 22 de outubro de 2013

ou o próprio

Tenho Sede /// Intérpretes Bruna Caram e Marcelo Jeneci // Compositorxs Dominguinhos e Anastácia // Traga-me um copo d’água, tenho sede / E essa sede pode me matar / Minha garganta pede um pouco d’água / E os meus olhos pedem / O teu olhar / A planta pede chuva quando/ Quer brotar / O céu logo escurece quando / Vai chover / Meu coração só pede o teu amor / Se não me deres posso até morrer

O pato /// Intérprete João Gilberto // Compositorxs  Jayme Silva e Neuza Teixeira // O pato vinha cantando alegremente, quém, quém / Quando um marreco sorridente pediu / Pra entrar também no samba, no samba, no samba / O ganso gostou da dupla e fez também quém, quém / Olhou pro cisne e disse assim “vem, vem” / Que o quarteto ficará bem, muito bom, muito bem / Na beira da lagoa foram ensaiar / Para começar o tico-tico no fubá / A voz do pato era mesmo um desacato / Jogo de cena com o ganso era mato / Mas eu gostei do final quando caíram n’água / E ensaiando o vocal //Quém, quém, quém, quém / Quém, quém, quém, quém

Dor Elegante /// Intérprete e Compositor Itamar Assumpção // Poema Paulo Leminski // Um homem com uma dor / É muito mais elegante / Caminha assim de lado / Com se chegando atrasado / Andasse mais adiante // Carrega o peso da dor / Como se portasse medalhas / Uma coroa, um milhão de dólares / Ou coisa que os valha // Ópios, edens, analgésicos / Não me toquem nesse dor / Ela é tudo o que me sobra / Sofrer vai ser a minha última obra.

Ai Ioiô  (Linda flor) // Intérprete Aracy Cortes // Compositores Henrique Vogeler e Luiz Peixoto /// Ai, ioiô! / Eu nasci pra sofrer. / Fui oiá pra você, / Meus zoinho fechô. / E, quando os zóio eu abri, / Quis gritar, quis fugir… / Mas você, / Não sei por que, / Você me chamou… // Ai, ioiô! / Tenha pena de mim. / Meu Senhor do Bonfim / Pode inté se zangá… / Se Ele um dia souber / Que você é que é / O ioiô de iaiá… // Chorei toda noite, pensei  / Nos beijos de amor que eu te dei. / Ioiô, meu benzinho do meu coração, / Me leva pra casa, me deixa mais não! // Chorei toda noite, pensei  / Nos beijos de amor que eu te dei. / Ioiô, meu benzinho do meu coração, / Me leva pra casa, me deixa mais não! // Ai, ioiô! // Se ele um dia souber / Que você é que é / O ioiô de iaiá… // Chorei toda noite, pensei  / Nos beijos de amor que eu te dei. / Ioiô, meu benzinho do meu coração, / Me leva pra casa, me deixa mais não! // Chorei toda noite, pensei  / Nos beijos de amor que eu te dei. / Ioiô, meu benzinho do meu coração, / Me leva pra casa, me deixa mais não! // Ai, ioiô!

Nunca /// Intérprete Dona Jandira // Compositor Lupicínio Rodrigues // Nunca / Nem que o mundo caia sobre mim / Nem se Deus mandar / Nem mesmo assim / As pazes contigo eu farei / Nunca / Quando a gente perde a ilusão / Deve sepultar o coração / Como eu sepultei / Saudade / Diga a esse moço por favor / Como foi sincero o meu amor  / Quanto eu te adorei / Tempos atrás / Saudade / Não se esqueça também de dizer / Que é você quem me faz adormecer / Pra que eu viva em paz ///

Aves daninha /// Intérprete Dalva de Oliveira // Compositor Lupicínio Rodrigues // Eu não quero falar com ninguém / Eu prefiro ir pra casa dormir / Se eu vou conversar com alguém / As perguntas se vão repetir / Quando eu estou em paz com meu bem / Ninguém por ele vem perguntar / Mas sabendo que andamos brigados / Esses malvados querem me torturar // Se eu vou a uma festa sozinha / Procurando esquecer o meu bem / Nunca falta uma engraçadinha / Perguntando ele hoje não vem / Já não chegam essas mágoas tão minhas / A chorar nossa separação / Ainda vem essas aves daninhas / Beliscando o meu coração.

Flor de Lis /// Compositor Djavan // Valei-me, Deus! / É o fim do nosso amor / Perdoa, por favor / Eu sei que o erro aconteceu / Mas não sei o que fez / Tudo mudar de vez / Onde foi que eu errei? / Eu só sei que amei, / Que amei, que amei, que amei // Será talvez / Que minha ilusão / Foi dar meu coração / Com toda força / Pra essa moça / Me fazer feliz / E o destino não quis / Me ver como raiz / De uma flor de lis // E foi assim que eu vi / Nosso amor na poeira, / Poeira / Morto na beleza fria de Maria // E o meu jardim da vida / Ressecou, morreu / Do pé que brotou Maria / Nem margarida nasceu. // E o meu jardim da vida / Ressecou, morreu / Do pé que brotou Maria / Nem margarida nasceu.

Flor do Medo ///  Intérprete Bruna Caram // Compositor Djavan // Venha me beijar de uma vez / Você pensa demais pra decidir  / Venha a mim de corpo e alma / Libera e deixa o que for nos unir / Não vá fugir mais uma vez  / Vença a falta de ar que a flor do medo traz / Tente pensar /  Pode até ser mal e tal / Mas pode até ser que seja demais // Tudo vai mudar / Posso pressentir / Você vai lembrar e rir  / Alguma dor que não vai matar ninguém / Pode ser vista, nos rondar / Não precisa se assustar / Isso é clamor /  De amor // Venha me beijar de uma vez  / Feito nuvem no ar sem aflição / Vem a mim de corpo e alma  / Libera a paz do meu coração / Não vá se perder outra vez / Nesse mesmo lugar por onde já passou / Tente pensar / Pode até ser sonho e tal / É, mas pode até ser que seja o amor // Tudo vai mudar / Posso pressentir  / Você vai lembrar e rir  / Alguma dor que não vai matar ninguém  / Pode ser vista, nos rondar / Não precisa se assustar / Isso é clamor  / De amor // Venha me beijar de uma vez  / Feito nuvem no ar sem aflição  / Vem a mim de corpo e alma  / Libera a paz do meu coração / Não vá se perder outra vez / Nesse mesmo lugar por onde já passou / Tente pensar / Pode até ser sonho e tal / É, mas pode até ser que seja o amor.

Eu fiz uma viagem /// Compositor Dorival Caymmi // Eu fiz uma viagem / A qual foi pequenininha / Eu sai dos Olhos d’Água / Fui até Alagoinha // Agora colega veja / Como carregado eu vinha / Trazia a minha nega / E também minha filhinha // Trazia o meu tatu-bola / Filho do tatu-bolinha / Trazia o meu facão / Com todo aço que tinha // Vinte couros de boi manso / Só no bocal da bainha / Trazia uma capoeira / Com quatrocentas galinhas // Vinte sacos de feijão / E trinta sacos de farinha / Mas a sorte desandou / Quando eu cheguei em Alagoinha // Bexiga deu na nega / Catapora na filhinha / Morreu meu tatu-bola / Filho do tatu-bolinha // Roubaram o meu facão / Com todo aço que tinha / Vinte couros de boi manso / Só no bocal da bainha // Morreu minha capoeira / Das quatrocentas galinhas / Gorgulho deu no feijão, colega / E mofo deu na farinha.

Meditação /// Intérprete Alaíde Costa // Compositores Tom Jobim e Newton Mendonça // Quem acreditou / No amor, no sorriso, na flor / Então sonhou, sonhou / E perdeu a paz / O amor, o sorriso e à flor / Se transformam depressa demais // Quem no coração / Abrigou a tristeza de ver / Tudo isso se perder / E na solidão  / Procurou um caminho a seguir  / Já descrente de um dia feliz // Quem chorou, chorou / E tanto que seu pranto já secou // Quem depois voltou / Ao amor, ao sorriso e à flor / Então tudo encontrou / Pois a própria dor / Revelou o caminho do amor e a tristeza acabou

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