Archive for the 'Gilberto Gil – Gilberto Passos Gil Moreira' Category

de bob dylan a bob marley

[sex] 8 de julho de 2016

as vezes dá uma vontade de ir embora… e ficar no mundo da fantasia. ontem, olhando para trás, quem puxou o papo fui eu.  porque não habito outros outros me habitam. as vezes do seu lado eu fico mudo. a presença de algumas pessoas me constrange de uma tal forma que eu desapareço. estranha sensação. talvez porque eu as desejo, e desejar é habitar o terreno da esperança e do medo. há muralhas no terreno do desejo e do medo. desejar, pensando agora, algo que não sei dizer claramente, há algo como percepção da perda da totalidade, e queda num território inóspito, onde o outro, da ordem do imponderável, tem e/ou terá algum atração gravitacional que tira-me de uma órbita ignorada. sou tímido, profundamente tímido.

***

Rainha das cabeças
(Douglas Germano / Kiko Dinucci)

Awoió ori dori re
Iyemanjá cuidou
Ade, ala, beijou
E encheu o ori de mar

Iya olori
Mojuba Olodumaré

Ela é filha de Olokun
É iya kekerê

Iya olori
Mojuba Olodumaré

Carregou uma cabeça
Sobre o adirê
Iya olori
Mojuba Olodumaré
Iya olori

***

e para ler mais: teoria das esferas de Peter Sloterdijk

e ouvir:

e para ver: metáforas visuais

coisas de maria joão

[ter] 22 de dezembro de 2015

uma caminhado ao por do sol de três km.

abraços e desejo de boas festas!

coisas de maria joão:

Esotérico // Não adianta nem me abandonar / Porque mistério sempre há de pintar por aí / Pessoas até muito mais vão lhe amar / Até muito mais difíceis que eu pra você / Que eu, que dois, que dez, que dez milhões, / todos iguais / Até que nem tanto esotérico assim / Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais / Mistério sempre há de pintar por aí / Não adianta nem me abandonar (não adianta não) / Nem ficar tão apaixonada, que nada / Não sabe nadar / E morre afogada por mim /  Gilberto Gil.

e pela frente será outra caminhada de três km… pela começo da madrugada.

***

 

e a gente celebra a despedida. uns que chegam do nada, outros que estavam ali e agora se achegam, outros que partem… outros nos acompanharão até logo ali… outros para nunca mais. a lembrança de alguns nos transporta no tempo… outras no suspende – há dor, há saudade, há carinho, há mea culpa… há uma parte boa nesse oceano.

e é com esses outros que percebo o quanto estou só.  é sozinho que volto para casa… sozinho é que sei, ser outro não sei. esses trinta e três são só casca… sou apenas um sábio de cinco anos de idade, repleto de seus medos e de alguns sonhos. e quem tiver a chave… que decifre o quanto meu verbo pode delirar.

faca amolada

[qua] 30 de setembro de 2015

agora não pergunto mais aonde vai a estrada. / agora não espero mais aquela madrugada. / vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser, faca amolada. / o brilho cego de paixão e fé, faca amolda. / deixar a sua luz brilhar e ser muito tranqüilo. / deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo. / brilhar, brilhar, acontecer, brilhar, faca amolada. / irmão, irmã, irmã, irmão de fé, faca amolada. / plantar o trigo e refazer o pão de cada dia. / beber o vinho e renascer na luz de todo dia. / a fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada. / deixar a luz brilhar no pão de cada dia. / deixar o seu amor crescer na luz de todo dia. / vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser muito tranquilo.  / o brilho cego de paixão e fé, faca amolada. // Composição: Milton Nascimento / Ronaldo Bastos

Na interpretação de:

Milton Nascimento e Beto Guedes

Doces Bárbaros (Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso e Gilberto Gil)

E agora a belíssima versão de Lenine ,que me fez anotar/escrever esta postagem:

***

e sobre o que vai cá dentro… estou exausto hoje… talvez o excesso de preocupações políticas, a sobrecarga de trabalho pedagógico, o dia de ontem com as marias… e eu não queria existir hoje.

talvez essa leve melancolia tenha alguma influência das músicas do angatu, «E encontro meu olhar perdido Sem saber pra onde olhar Procurando no horizonte Um caminho pra te achar»… e as memórias que as canções iluminam na escuridão que é o teu ser. talvez seja essa solidão.

e estou escrevendo um poema sobre o silêncio do homem. até agora nenhum linha dele conseguiu brotar… e honestamente não sei porque…

***

mas sentei e escrevi isto aqui [que está em desenvolvimento… com certeza voltarei a reescreve-lo. mas deixo para outra hora… agora tenho que preparar as minhas aula de hoje.]

exercício sobre o silêncio magmático

o homem quando salta
para dentro do corte
percebe que a leve pele
vermelha e negra envolve
o que à vista desarmada
é todo inteiro…

saca então,
que lá no fundo,
por dentro da carne viva,
o peito é feito
de cristais de vidro.

seus olhos contemplam
a aridez e o amargo
de ser como um rochedo
duro e triste,
que as lágrimas da chuva,
ora finas,
ora desatinadas,
vão lapidando,
dia pós dia…

e há milhares de anos
imóvel e incomunicável
segue ali exposto
memória do magma vivo
que no oxigênio do tempo
arrefeceu e restou monumento
onde se reza em silêncio.

je ne veux pas travailler

[qua] 12 de agosto de 2015

[madrugada, primeiro minuto do dia]

começando a madrugada e eu começando, no último dia, a fazer todo o trabalho acumulado ao longo dos últimos quatro meses. tarefa estressante.

[ps: esta postagem vai ser editada o dia inteiro… a cada novo momento acrescentando um fragmento do dia]

«Je ne veux pas travailler
Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement l’oublier
Et puis je fume»

«Sympathique // Ma chambre a la forme d’une cage / Le soleil passe son bras par la fenêtre / Les chasseurs à ma porte / Comme les p’tits soldats / Qui veulent me prendre / Je ne veux pas travailler / Je ne veux pas déjeuner / Je veux seulement l’oublier / Et puis je fume / Déjà j’ai connu le parfum de l’amour / Un million de roses n’embaumerait pas autant / Maintenant une seule fleur dans mes entourages / Me rend malade / Je ne veux pas travailler / Je ne veux pas déjeuner / Je veux seulement l’oublier / Et puis je fume / Je ne suis pas fière de ça / Vie qui veut me tuer / C’est magnifique être sympathique / Mais je ne le connais jamais / Je ne veux pas travailler / Non / Je ne veux pas déjeuner / Je veux seulement l’oublier / Et puis je fume / Je ne suis pas fière de ça / Vie qui veut me tuer / C’est magnifique être sympathique / Mais je ne le connais jamais / Je ne veux pas travailler / Non / Je ne veux pas déjeuner / Je veux seulement l’oublier / Et puis je fume / “Sympathique” written by Thomas Lauderdale & China Forbes. »

***

[madrugada ainda… uma e quarenta e seis] «No seu ar cansado que nem mesmo me vê, Olhando pr’ocê, pedindo outro “fernet”» Tulipa Ruiz faz a trilha. Som gostoso… Fico pensando em milhões de coisas. Café com bolachas… E a cada minuto busco uma fuga para não digitar tudo que tenho neste professoronline. Merda de professoronline… Merda de deixar trabalho tudo para a ultima hora.

***

[madru… três em ponto] No som mais alto possível dentro do meu ouvido. snow patrol… no aleatório do groove. essa me faz sentir-me com 16 anos.

Snow Patrol – Open Your Eyes

«All this feels strange and untrue / (…) My bones ache, my skin feels cold / And I’m getting so tired and so old / The anger swells in my guts / And I won’t feel these slices and cuts / (…) Tell me that you’ll open your eyes / (…) And we’ll walk from this dark room for the last time / (…) Cause I need you to look into mine // Gary Lightbody, Nathan Connolly,Tom Simpson, Paul Wilson and Jonny Quinn

***

[é madrugada ainda… já que o sol não nasceu e nem o céu azulou] Na trilha sonora enquanto põe em dia os diários e as notas quem canta são caetano e mautner.

«Coisa Assassina // Se tá tudo dominado pelo amor / Então vai tudo bem, agora / Se tá tudo dominado / Quer dizer, drogado / Então vai tudo pro além / Antes da hora / Antes da hora / Maldita seja / Essa coisa assassina / Que se vende / Em quase toda esquina / E que passa por crença / Ideologia, cultura, esporte / E no entanto é só doença / Monotonia da loucura, e morte / Monotonia da loucura e morte // Composição de  Gilberto Gil e Jorge Mautner»

***

[manhã ?]

chô, chuá…

[sáb] 18 de outubro de 2014

chô, chuá

*

nada do que eu possa dizer agora deve permanecer… tudo é assombro, desgosto e melancolia. que fiquemos com as profundas palavras de caetano e gil no disco Tropicália 2.

**

HAITI // Compositor: Caetano Veloso e Gilberto Gil // Quando você for convidado pra subir no adro / Da fundação casa de Jorge Amado / Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos / Dando porrada na nuca de malandros pretos / De ladrões mulatos e outros quase brancos / Tratados como pretos / Só pra mostrar aos outros quase pretos / (E são quase todos pretos) / Como é que pretos, pobres e mulatos / E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados / E não importa se os olhos do mundo inteiro / Possam estar por um momento voltados para o largo / Onde os escravos eram castigados / E hoje um batuque, um batuque / Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária / Em dia de parada / E a grandeza épica de um povo em formação / Nos atrai, nos deslumbra e estimula / Não importa nada: / Nem o traço do sobrado / Nem a lente do fantástico, / Nem o disco de Paul Simon / Ninguém, ninguém é cidadão / Se você for ver a festa do pelô, e se você não for / Pense no Haiti, reze pelo… / O Haiti é aqui / O Haiti não é aqui / E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado / Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer / Plano de educação que pareça fácil / Que pareça fácil e rápido / E vá representar uma ameaça de democratização / Do ensino de primeiro grau / E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital / E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto / E nenhum no marginal / E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual / Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco / Brilhante de lixo do Leblon / E ao ouvir o silêncio sorridente de São Paulo / Diante da chacina / 111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos / Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres / E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos / E quando você for dar uma volta no Caribe / E quando for trepar sem camisinha / E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba / Pense no Haiti, reze pelo / O Haiti é aqui / O Haiti não é aqui .//

CINEMA NOVO // Compositor: Caetano Veloso e Gilberto Gil // O filme quis dizer  / “Eu sou o samba” / A voz do morro rasgou a tela do cinema / E começaram a se configurar / Visões das coisas grandes e pequenas / Que nos formaram e estão a nos formar / Todas e muitas: Deus e o diabo, vidas secas, os fuzis / Os cafajestes, o padre e a moça, a grande feira, o desafio / Outras conversas, outras conversas sobre os jeitos do Brasil / Outras conversas sobre os jeitos do Brasil / A bossa nova passou na prova / Nos salvou na dimensão da eternidade / Porém aqui embaixo “A vida mera metade de nada” / Nem morria nem enfrentava o problema / Pedia soluções e explicações / E foi por isso que as imagens do país desse cinema / Entraram nas palavras das canções / Entraram nas palavras das canções / Primeiro foram aquelas que explicavam / E a música parava pra pensar / Mas era tão bonito que parece / Que a gente nem queria reclamar / Depois foram as imagens que assombravam / E outras palavras já queriam se cantar / De ordem e desordem de loucura / De alma a meia-noite e de indústria / E a Terra entrou em transe / E no sertão de Ipanema / Em transe é, no mar de monte santo / E a luz do nosso canto e as vozes do poema / Necessitaram transformar-se tanto / Que o samba quis dizer / O samba quis dizer: eu sou cinema / O samba quis dizer: eu sou cinema / Aí o anjo nasceu, veio o bandido meter o rango / Hitler terceiro mundo, sem essa aranha, fome de amor / E o filme disse: Eu quero ser poema / Ou mais: Quero ser filme e filme-filme / Acossado no limite da garganta do diabo / Voltar a Atlântida e ultrapassar o eclipse / Matar o ovo e ver a vera cruz / E o samba agora diz: Eu sou a luz / Da lira do delírio, da alforria de Xica / De toda a nudez de índia / De flor de macabéia, de asa branca / Meu nome é Stelinha é Inocência / Meu nome é Orson Antonio Vieira conselheiro de pixote / Superoutro / Quero ser velho de novo eterno, quero ser novo de novo / Quero ser Ganga bruta e clara gema / Eu sou o samba / viva o cinema. //

NOSSA GENTE (AVISA LÁ) // Compositor: Roque Carvalho // Avisa lá que eu vou chegar mais tarde, o yê / Vou me juntar ao Olodum que é da alegria / É denominado de vulcão / O estampido ecoou nos quatro cantos do mundo / Em menos de um minuto, em segundos / Nossa gente é quem bem diz é quem mais dança / Os gringos se afinavam na folia / Os deuses igualando todo o encanto toda a transa / Os rataplans dos tambores gratificam / Quem fica não pensa em voltar / Afeição a primeira vista / O beijo-batom que não vai mais soltar / A expressão do rosto identifica / Avisa lá, avisa lá, avisa lá ô ô / Avisa lá que eu vou / Avisa lá, avisa lá, avisa lá ô ô / Avisa lá que eu vou / Avisa lá que eu vou chegar mais tarde, o yê / Vou me juntar ao Olodum que é da alegria / É denominado de vulcão / O estampido ecoou nos quatro cantos do mundo / Em menos de um minuto, em segundos / Nossa gente é quem bem diz é quem mais dança / Os gringos se afinavam na folia / Os deuses igualando todo o encanto toda a transa / Os rataplans dos tambores gratificam / Quem fica não pensa em voltar / Afeição a primeira vista / O beijo-batom que não vai mais soltar / A expressão do rosto identifica / Avisa lá, avisa lá, avisa lá ô ô / Avisa lá que eu vou / Avisa lá, avisa lá, avisa lá ô ô //

RAP POP CONCRETO  // Compositor: Caetano Veloso // Quem? //

WAIT UNTIL TOMORROW // Compositor: Jimi Hendrix // Well, I’m standing here, freezing, inside your golden garden / Uh got my ladder, leaned up against your wall / Tonight’s the night we planned to run away together / Come on Dolly Mae, there’s no time to stall / But now you’re telling me… / I think we better wait till tomorrow / Hey, yeah, hey / (I think we better wait till tomorrow) / Girl, what ‘chu talkin’ ‘bout ? / (I think we better wait till tomorrow) / Yeah, yeah, yeah / Got to make sure it’s right, so until tomorrow, goodnight. / Oh, what a drag. /  Oh, Dolly Mae, how can you hang me up this way ? / Oh, on the phone you said you wanted to run off with me today / Now I’m standing here like some turned down serenading fool / Hearing strange words stutter from the mixed mind of you / And you keep tellin’ me that ah… /  I think we better wait till tomorrow / What are you talkin’ ‘bout ? / (I think we better wait till tomorrow) / No, can’t wait that long / (I think we better wait till tomorrow) / Oh, no / Got to make sure it’s right, until tomorrow, goodnight, oh. / Let’s see if I can talk to this girl a little bit here… /  Ow ! Dolly Mae, girl, you must be insane / So unsure of yourself leaning from your unsure window pane / Do I see a silhouette of somebody pointing something from a tree ? / Click bang, oh what a hang, your daddy just shot poor me / And I hear you say, as I fade away… / We don’t have to wait till tomorrow / Hey ! / We don’t have to wait till tomorrow / What you say ? / (We don’t have to wait till tomorrow) / It must have been right, so forever, goodnight, listen at ‘cha. / (We don’t have to wait till tomorrow) / Ah ! Do I have to wait ? Don’t have to wait / (We don’t have to wait till tomorrow) / It’s a drag on my part / (We don’t have to wait till tomorrow) Don’t have to wait, uh, hmm ! Ah, no ! / (We don’t have to wait till tomorrow) / Don’t have to wait, don’t have to wait, yeah ! / (We don’t have to wait till tomorrow) / Don’t have to wait, don’t have to wait / (We don’t have to wait till tomorrow) / Oh, oh / I won’t be around tomorrow, yeah ! / (We don’t have to wait till tomorrow) / Don’t have to wait / (We don’t have to wait till tomorrow) / Goodbye, bye bye ! / (We don’t have to wait till tomorrow) / Oh, what a mix up / Oh, you gotta be crazy, hey, ow! / Don’t have to wait till tomorrow //

TRADIÇÃO // Compositor: Gilberto Gil // Conheci uma garota que era do Barbalho / Uma garota do barulho / Namorava um rapaz que era muito inteligente / Um rapaz muito diferente / Inteligente no jeito de pongar no bonde / E diferente pelo tipo / De camisa aberta e certa calça americana / Arranjada de contrabando / E sair do banco e, desbancando, despongar do bonde / Sempre rindo e sempre cantando / Sempre lindo e sempre, sempre, sempre, sempre, sempre / Sempre rindo e sempre cantando / Conheci essa garota que era do Barbalho / Essa garota do barulho / No tempo que Lessa era goleiro do Bahia / Um goleiro, uma garantia / No tempo que a turma ia procurar porrada / Na base da vã valentia / No tempo que preto não entrava no Bahiano / Nem pela porta da cozinha / Conheci essa garota que era do Barbalho / No lotação de Liberdade / Que passava pelo ponto dos Quinze Mistérios / Indo do bairro pra cidade / Pra cidade, quer dizer, pro Largo do Terreiro / Pra onde todo mundo ia / Todo dia, todo dia, todo santo dia / Eu, minha irmã e minha tia / No tempo quem governava era Antonio Balbino / No tempo que eu era menino / Menino que eu era e veja que eu já reparava / Numa garota do Barbalho / Reparava tanto que acabei já reparando / No rapaz que ela namorava / Reparei que o rapaz era muito inteligente / Um rapaz muito diferente / Inteligente no jeito de pongar no bonde / E diferente pelo tipo / De camisa aberta e certa calça americana / Arranjada de contrabando / E sair do banco e, desbancando, despongar do bonde / Sempre rindo e sempre cantando / Sempre lindo e sempre, sempre, sempre, sempre, sempre / Sempre rindo e sempre cantando //

AS COISAS // Compositores: Arnaldo Antunes e Gilberto Gil //  As coisas têm peso  / Massa, volume, tamanho / Tempo, forma, cor / Posição, textura, duração / Densidade, cheiro, valor / Consistência, profundidade / Contorno, temperatura / Função, aparência, preço / Destino, idade, sentido / As coisas não têm paz / As coisas não têm paz / As coisas não têm paz / As coisas não têm paz / As coisas têm peso / Massa, volume, tamanho / Tempo, forma, cor / Posição, textura, duração / Densidade, cheiro, valor / Consistência, profundidade / Contorno, temperatura / Função, aparência, preço / Destino, idade, sentido / As coisas não têm paz / As coisas não têm paz / As coisas não têm paz / As coisas não têm paz /

ABOIO // Compositor: Caetano Veloso // Urba imensa / Pensa o que é e será e foi / Pensa no boi / Enigmática máscara boi / Tem piedade / Megacidade / Conta teus meninos / Canta com teus sinos / A felicidade intensa / Que se perde e encontra em ti / Luz dilui-se e adensa-se / Pensa-te //

DADA // Compositor: Caetano Veloso e Gilberto Gil // A Deus / Deus a / A…fro…di…te /De ti / Ti ve / Vi da / Da da / A Deus / A Deus / A Deus / Deus a / A…fro…di…te / De ti / Ti ve / Vi da / Da da / A Deus / A Deus / A Deus / Deus a / A…..fro…..di…..te /De ti / Ti ve / Vida / Da da / A Deus /

CADA MACACO NO SEU GALHO (CHÔ, CHUÁ)  // Compositor: Riachão (Clementino Rodrigues) // Cada macaco no seu galho / Chô, Chuá / Eu não me canso de falar / Chô, Chuá / O meu galho é na Bahia / Chô, Chuá / O seu é em outro lugar / Chô, Chuá / Cada macaco no seu galho / Chô, Chuá / Eu não me canso de falar / Chô, Chuá / O meu galho é na Bahia /Chô, Chuá / O seu é em outro lugar / Não se aborreça moço da cabeça grande / Você vem não sei de onde / Fica aqui não vai pra lá / Esse negócio da mãe preta ser leiteira / Já encheu sua mamadeira / Vá mamar noutro lugar / Chô, Chua / Cada macaco no seu galho / Chô, Chuá / Eu não me canso de falar / Chô, Chuá / O meu galho é na Bahia / Chô, Chua / O seu é em outro lugar / Não se aborreça moço da cabeça grande / Você vem não sei de onde / Fica aqui não vai pra lá / Esse negócio da mãe preta ser leiteira / Já encheu sua mamadeira / Vá mamar noutro lugar / Chô, Chua / Cada macaco no seu galho / Chô, Chuá /Eu não me canso de falar / Chô, Chuá / O meu galho é na Bahia / Chô, Chua / O seu é em outro lugar / Chô, Chuá /Cada macaco no seu galho / Chô, Chuá / Eu não me canso de falar / Chô, Chua / O meu galho é na Bahia / Chô, Chuá /

BAIÃO ATEMPORAL // Compositor: Gilberto Gil // No último pau de arara de ira…rá / Um da família Santana viajará / No último pau de arara de ira…rá / Um da família Santana viajará / Levará uma semana até chegar / Junto com mais dois ou três outros cabras que / Estarão lá / No último pau de arara de ira…rá / Se essa viagem comprida fosse um cordel / Seria boa saída acabar no céu / Se essa viagem comprida fosse um cordel / Seria boa saída acabar no céu / Só que este conto que eu canto é pra lá de zen / Não tem sentido, não serve pra nada e é /Pra ninguém / Pra ninguém botar defeito e não ter porém / Basta pensar que irará poderá não ser / Que os paus de arara de lá já não tem porque / Basta pensar que irará poderá não ser / Que os paus de arara de lá já não tem porque / Porque os tempos passaram e passarão / Tudo que começa acaba e outros cabras seguirão / Cruzando o atemporal do tão do baião //

DESDE QUE O SAMBA É SAMBA // Compositor: Caetano Veloso // A tristeza é senhora,  / Desde que o samba é samba é assim  / A lágrima clara sobre a pele escura,  / a noite e a chuva que cai lá fora  / Solidão apavora,  / tudo demorando em ser tão ruim  / Mas alguma coisa acontece,  / no quando agora em mim  / Cantando eu mando a tristeza embora  / (Repete tudo acima)  / O samba ainda vai nascer,  / O samba ainda não chegou  / O samba não vai morrer,  / veja o dia ainda não raiou  / O samba é o pai do prazer,  / o samba é o filho da dor  / O grande poder transformador.

***

vertigens incidentais: #1 beba coca, cloaca. #2 um bate papo com o luis antônio… preciso disso, conversar com gente bacana; e deixar a casa mais arrumada… meu barraco é uma bagunça. #3 pesquisar mais sobre o novo cinema pernambucano. #4 floripa teatro – 21º festival isnard azevedo

ps: #1 se amanhã fizer um dia bonito vou mexer na terra. #2 e das leituras e conversas de hoje: Abayomis, a boneca negra; Für Elise, de Beethoven; e “macacos me mordam, batman…“, porque há muito fascismo ali do lado… #AécioNever

um breve pulsar… um silêncio antigo… calma!

[qua] 20 de agosto de 2014

Susana Félix e Jorge Drexler – A Idade do Céu

«Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu

Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu

Calma!»

***

calma! não vamos atropelar os bois. relaxe, planeje, organize… faça, aos poucos, pelas beiras… semeando diariamente… vai que um dia desses tu brotas novamente por outras bandas. e ai morres neste pântano débil que te enfiastes e nasces, broto, numa nova terra… terra de coragem e luta. tua semente é bela… calma! hás de germinar… mas não te olvides… «tem que morrer pra germinar»!

bossa vinte… vinte e nove!

[qui] 25 de agosto de 2011

em certos dias tudo parece sem sentido e é como se estivéssemos suspensos ou submersos ou apenas perdidos no meio disto tudo. disto tudo. parece sem sentido.

mas agora não. hoje não. não sei o peso. mais ou menos o diâmetro e a idade… a idade é vinte e nove.

hoje há uma certeza que tudo vai melhorar e as poças, o atoleiro, as goteiras, as cadeiras, os cursos, os planos, os pesos, as metas, o amor, a poesia, a poesia vai ser melhor e que agora se faz o que se pode e se está bem na medida do possível. do possível.

quando tinha dezessete cantarolava outra, mas agora é mais ou menos assim:

Perdi vinte em vinte e nove amizades / Por conta de uma pedra em minhas mãos / Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes / Estou aprendendo a viver sem você / (Já que você não me quer mais) // Passei vinte e nove meses num navio / E vinte e nove dias na prisão / E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno / Decidi começar a viver. / Quando você deixou de me amar / Aprendi a perdoar / E a pedir perdão. / (E vinte e nove anjos me saudaram / E tive vinte e nove amigos outra vez) // renato russo.
 

penso que ainda não cheguei lá e apenas improviso. e sabe-se lá que já não é chegada a hora da morte, ó drão.

Drão! / O amor da gente / É como um grão / Uma semente de ilusão / Tem que morrer pra germinar / Plantar nalgum lugar / Ressuscitar no chão / Nossa semeadura / Quem poderá fazer / Aquele amor morrer / Nossa caminhadura / Dura caminhada / Pela estrada escura… // Drão! / Não pense na separação / Não despedace o coração / O verdadeiro amor é vão / Estende-se infinito / Imenso monolito / Nossa arquitetura / Quem poderá fazer / Aquele amor morrer / Nossa caminhadura / Cama de tatame / Pela vida afora // Drão! / Os meninos são todos sãos / Os pecados são todos meus / Deus sabe a minha confissão / Não há o que perdoar / Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão / Quem poderá fazer / Aquele amor morrer / Se o amor é como um grão / Morre, nasce trigo / Vive, morre pão / drão! / drão! // gilberto gil.

e fechando a página, não sou tão mal quanto a falta de amor faz crer.

1800 Colinas

[seg] 11 de abril de 2011

Sometimes I don’t speak too bright / but yet I know what I’m talking about. WAR

 

Why can’t we be friends? / I seen you ‘round for a long long time / I really ‘membered you when you drink my wine / Why can’t we be friends? / I seen you walkin’ down in Chinatown / I called you but you could not look around / Why can’t we be friends? / I bring my money to the welfare line / I see you standing in it every time / Why can’t we be friends? / The color of your skin don’t matter to me / As long as we can live in harmony / Why can’t we be friends? / I’d kinda like to be the President / so I can show you how your money’s spent / Why can’t we be friends? / Sometimes I don’t speak too bright / but yet I know what I’m talking about / Why can’t we be friends? / I know you’re working for the CIA / they wouldn’t have you in the Mafia / Why can’t we be friends? / Why can’t we be friends? / Why can’t we be friends? / Why can’t we be friends? / WAR.

Cio da Terra Milton Nascimento Pena Branca e Xavantinho

Parabolicamará / Antes mundo era pequeno / Porque Terra era grande / Hoje mundo é muito grande / Porque Terra é pequena / Do tamanho da antena parabolicamará / Ê, volta do mundo, camará / Ê, ê, mundo dá volta, camará // Antes longe era distante / Perto, só quando dava / Quando muito, ali defronte / E o horizonte acabava / Hoje lá trás dos montes, den de casa, camará / Ê, volta do mundo, camará / Ê, ê, mundo dá volta, camará // De jangada leva uma eternidade / De saveiro leva uma encarnação // Pela onda luminosa / Leva o tempo de um raio / Tempo que levava Rosa / Pra aprumar o balaio / Quando sentia que o balaio ia escorregar / Ê, volta do mundo, camará / Ê, ê, mundo dá volta, camará // Esse tempo nunca passa / Não é de ontem nem de hoje / Mora no som da cabaça / Nem tá preso nem foge / No instante que tange o berimbau, meu camará / Ê, volta do mundo, camará / Ê, ê, mundo da volta, camará // De jangada leva uma eternidade  / De saveiro leva uma encarnação / De avião, o tempo de uma saudade // Esse tempo não tem rédea / Vem nas asas do vento / O momento da tragédia / Chico, Ferreira e Bento / Só souberam na hora do destino apresentar / Ê, volta do mundo, camará / Ê, ê, mundo dá volta, camará / GILBERTO GIL

1800 Colinas / Subi mais de 1800 colinas / Não vi nem a sombra / De quem eu desejo encontrar / Ó Deus eu preciso encontrar meu amor, ôôôô / Pra matar a saudade que quer me matar // Eu queria dar sossego ao meu coração / Mas fui infeliz no amor / Fui gostar de quem não gosta de ninguém / E hoje só me resta a dor / Por isso eu subi / BETH CARVALHO / Composição: Gracia do Salgueiro

em pleno verão

[sex] 3 de dezembro de 2010

hoje. sentindo-me. fazendo arte e estando. enviei minha parte para o zine. faltam tão poucas linhas para a minha conclusão da licenciatura. e certas experiências do dia-a-dia são intraduzíveis. o perfume da dama da noite. a sinfonia de mil sapos coachando em noite de primavera. um fim de tarde em sambaqui. uma tarde inteira no bosque do cfh, em boas, sonoras e poéticas companhias. as sutilezas de todos os flertes. o jogo dos cães. e a mais honesta das entrega entre dois estranhos: eu e um cão qualquer, destes do cfh. as horas tentando entender a fala de um joão de barro. o debate sobre um texto de illich. o papo no ru. o abraço nos amigos…

quarta-feira, e quinta-feira. um mergulho na casa, na sua arrumação. e um disco de elis. em pleno verão [1970]. e muito caetano, chico, bethânia, gal, lenine, lupicínio

Elis Regina – Em Pleno Verão (1970)

1. Vou deitar e rolar // Não venha querer se consolar / Que agora não dá mais pé / Nem nunca mais vai dar / Também, quem mandou se levantar? / Quem levantou pra sair / Perde o lugar // E agora, cadê teu novo amor? / Cadê, que ele nunca funcionou? / Cadê, que ele nada resolveu? // Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu // Ainda sou mais eu // Você já entrou na de voltar / Agora fica na tua / Que é melhor ficar / Porque vai ser fogo me aturar / Quem cai na chuva / Só tem que se molhar // E agora cadê, cadê você? / Cadê que eu não vejo mais, cadê? / Pois é, quem te viu e quem te vê // Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Todo mundo se admira da mancada que a / Terezinha deu / Que deu no pira / E ficou sem nada ter de seu / Ela não quis levar fé / Na virada da maré // Breque // Mas que malandro sou eu / Pra ficar dando colher de chá / Se eu não tiver colher? / Vou deitar e rolar // Você já entrou na de voltar / Agora fica na tua / Que é melhor ficar / Porque vai ser fogo me aturar / Quem cai na chuva / Só tem que se molhar // E agora cadê, cadê você? / Cadê que eu não vejo mais, cadê? / Pois é, quem te viu e quem te vê // Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu // O vento que venta aqui / É o mesmo que venta lá / E volta pro mandingueiro / A mandinga de quem mandingar // Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu /// Baden Powell e Paulo César Pinheiro //// 2. Bicho do mato // Bicho do mato / Nego teve aí / Bicho do mato / Devagar pra não cair / Bicho do mato / Bicho bonito danado / Bicho do mato / Nego teve aí / E disse assim: / Bicho do mato / Quero você para mim / Eu só vou embora / Mas eu só ponho o meu boné / Onde eu posso apanhar / Devagar se vai ao longe / Devagar eu chego lá / Bicho do mato / Nego teve aí / Bicho do mato / Devagar pra não cair // Jorge Ben Jor //// 3. Verão vermelho [instrumental] //// 4. Até aí morreu Neves // Pa, pa, pa, ra pa pa pa pa pa ra pa pa pa ra / Se segura malandro pois malandro que é malandro / Não se estoura / Se segura malandro / Pois um dia há de chegar a sua hora / Vai cantar vai brincar sem fantasia / Você vai chorar de alegria pois ela vai voltar / Pra alegrar o seu coração / Malandro que é malandro não se estoura não / Pa pa pa ra pa pa pa pa pa ra pa pa pa ra / Pois um dia há de chegar a sua hora / Vai cantar vai brincar sem fantasia / Você vai chorar de alegria pois ela vai voltar / Prá alegrar o seu coração / Malandro que é malandro não se estoura não / Porque até aí morreu Neves, até aí morreu / Neves até aí morreu Neves / Até aí morreu Neves / Devagar malandro devagar cuidado / Afobado come crú devagar se vai ao longe / Devagar se vai ao longe devagar também é pressa / Afobado come crú / Devagar se vai ao longe // Jorge Ben //// 5. Frevo // Vem / Vamos dançar ao sol / Vem / Que a banda vai passar / Vem / Ouvir o toque dos clarins / Anunciando o carnaval / E vão brilhando os seus metais / Por entre cores mil / Verde mar, céu de anil / Nunca se viu tanta beleza / Ai, meu Deus / Que lindo o meu Brasil // Tom Jobim e Vinicius de Moraes //// 6. As curvas da estrada de Santos // Se você pretende saber quem eu sou / Eu posso lhe dizer / Entre no meu carro e na estrada de santos / Você vai me conhecer, “é vai me conhecer” / Vai pensar até que eu não gosto nem mesmo de mim // E que na minha idade só a velocidade / Anda junto a mim / Eu só ando sozinho / E no meu caminho o tempo é cada vez menor / A eu Preciso de ajuda // Por favor me acuda, eu preciso de ajuda / Eu vivo muito só, eu me sinto muito só… / Mais se acaso numa curva eu me lembro do meu rumo / eu piso mas fundo, corrijo num segundo não posso parar // Eu prefiro as curvas, as curvas da estrada de santos / Onde eu tento esquecer / Um amor que eu tive / E vi pelo espelho na distância se perder // Mas se o amor que eu perdi eu novamente encontrar / As curvas se acabam / E na estrada de santos eu não vou mais passar / Não, não eu não vou mais passar // Roberto Carlos e Erasmo Carlos //// 7. Fechado pra balanço // Tô fechado pra balanço / Meu saldo deve ser bom / Tô fechado pra balanço / Meu saldo deve ser bom / Deve ser bom // Um samba de roda, um coco / Um xaxado bem guardado / E mais algum trocado / Se tiver gingado, eu tô, eu tô / Eu tô de corpo fechado, eu tô, eu tô // Eu tô fechado pra balanço / Meu saldo deve ser bom / Tô fechado pra balanço / Meu saldo deve ser bom / Deve ser bom // Um pouco da minha grana / Gasto em saudade baiana / Ponho sempre por semana / Cinco cartas no correio // Gasto sola de sapato / Mas aqui custa barato / Cada sola de sapato / Custa um samba, um samba e meio // E o resto? // O resto não dá despesa / Viver não me custa nada / Viver só me custa a vida / A minha vida contada // Gilberto Gil //// 8. Não tenha medo // Tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não. / Nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo. / Nem um não, nem um sinal, nem um ladrão, nem uma escuridão, nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo… / Tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo. / Nem um cão, nem um dragão, nem um avião, nenhuma assombração. / Nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo… / Tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não. / Nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo. / Nem um chão, nem um porão, nem uma prisão, nem uma solidão… / Nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo… / Tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo… / Não tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo… / Não tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo… // Caetano Veloso //// 9. These are the songs / Participação: Tim Maia // These are the songs / I want to sing / These are the songs / I want to play / I will sing it every day / These are the songs / I want to sing and play // Essa é a canção que eu vou ouvir / Essa é a canção que eu vou cantar / Fala de você, meu bem / E do nosso amor, também / Sei que você vai gostar // Tim Maia //// 10. Comunicação // Sigo o anúncio e vejo / Em forma de desejo o sabonete / Em forma de sorvete acordo e durmo / Na televisão / Creme dental, saúde, vivo num sorriso o paraíso / Quase que jogado, impulsionado no comercial / Só tomava chá / Quase que forçado vou tomar café / Ligo o aparelho vejo o Rei Pelé / Vamos então repetir o gol / E na rua sou mais um cosmonauta patrocinador / Chego atrasado, perco o meu amor / Mais um anúncio sensacional / Ponho um aditivo dentro da panela, a gasolina / Passo na janela, na cozinha tem mais um fogão / Tocam a campainha, mais uma pesquisa e eu respondo / que enlouquecendo já sou fã do comercial // Edson Alencar e Hélio Matheus //// 11. Copacabana velha de guerra // Nós estamos por aí sem medo, / nós sem medo estamos por aí. / Nós estamos por aí sem medo, nós sem medo estamos por aí… / Qualquer sorte me espera, e a tarde talvez vai me mostrar. / Presiventos na janela e as praças do mundo a me chamar. / Sou mais um na multidão, nas vitrines dos magazans, procurando uma camisa da cor do mar. / Mão no bolso riso lendo e a tarde passando devagar. / Não me encontro na vitrine, não ligo é dificil me encontrar. / Sou só eu na multidão, e eu queria me ver passar / desfilando com a camisa da cor do mar… / Olha eu lá… / Nós estamos por aí sem medo, nós sem medo estamos por aí. / Nós estamos por aí sem medo,nós sem medo estamos por aí… / Qualquer sorte me espera e a tarde talvez vai me mostrar, presiventos na janela e as praças do mundo a me chamar. / Sou mais um na multidão, nas vitrines dos magazans, procurando uma camisa da cor do mar. / Mão no bolso riso lento e a tarde passando devagar, nao me encontro na vitrine, nao ligo é dificil me encontrar, sou só eu na multidão e eu queria me ver passar desfilando com a camisa da cor do mar… Olha eu lá… // Joyce e Sérgio Flaksman ////

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