Archive for the 'Boaventura de Sousa Santos' Category

você tem a alma de um colecionador

[qua] 9 de agosto de 2017

“Seu cérebro não armazena memória. Seu cérebro é memória. São as experiências, segundo cientistas, que disparam mudanças nas moléculas dos neurônios e redefinem a maneira como eles se conectam. A memória, portanto, forma e reforma o cérebro continuamente, definição corrente na ciência há décadas. Agora, um novo estudo vai além. Afirma que as células cerebrais ‘quebram’ experiências e as distribuem em diferentes ‘janelas de tempo’. Transitando entre elas, os neurônios seriam como viajantes que voltam ao passado e, simultaneamente, exploram-no para ajustes futuros de comportamento. Os cientistas, enfim, propõem que o grande trunfo não está no armazenamento de memórias, mas, sim, na capacidade do cérebro de ‘dominar’ o conceito de tempo”. www.canalmeio.com.br

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“O relativismo cultural é, antes de mais nada e sobretudo, um procedimento antropológico interpretativo – ou seja, metodológico. Ele não consiste no argumento moral de que qualquer cultura ou costume é tão bom quanto qualquer outro, se não melhor. O relativismo é simples prescrição de que, para que possam tornar-se inteligíveis, as práticas e ideais de outras pessoas devem ser ressituadas em seus contextos históricos e compreendidas como valores posicionais no campo de suas próprias relações culturais, antes de serem submetidas a juízos morais e categóricos de nossa própria lavra. A relatividade é a suspensão provisória dos próprios juízos de modo a situar as práticas em pauta na ordem cultural e histórica que as tornou possíveis. Afora isso, não se trata de forma alguma de uma questão de advocacia.”
Marshall Sahlins, Esperando Foucault, ainda. São Paulo: Cosac Naif, 2004.

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Boaventura de Sousa Santos Direitos Humanos ou Democratizar a Democracia

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gastei 4 horas ontem percorrendo as publicações de @hirodots e hoje mais umas duas.

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recebi declaração de admiração inesperada na sexta. respondi hoje, com o que pude: contente pelo recado, e sem palavras. admiração recíproca.

é… as vezes eu não me reconheço.

sábado, mordi duas pessoas. voltei dez anos atrás. vou aturar zoeira até final do ano…

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Lua em Virgem, na Casa IV. 24° 52′.

Aspectos da lua
Lua Conjunção Mercúrio orbe + 4 ° 29 ‘
Quadrado lua de Netuno orbe -0 ° 31 ‘
Lua Sextil esfera Urano + 5 ° 4

On the day and at the time of your birth, the Moon was in the sign of Virgo. You have a strong need for security and your constant concern is to keep your intimate environment under control. You treasure and you protect all the things that make you feel comfortable. You have no exaggerated ambitions, no grandiose and boundless dreams. You only strive to organize all the elements of your everyday life, to find a place for each thing and to improve yourself. You can relax only if your habits are not disturbed by external events. You are selective in your intimate sphere and with your attachments, you are perfectly organized and in line with the self-set rules you establish as time goes by. For you, life is a puzzle composed of human pieces, a chessboard where you move according to an obvious logic. Daily landmarks and well-known items are important to you. You have the soul of a collector.
Moon in House IV
The Moon is in the 4th House. Feeling fine means enjoying at will the privacy of your family cell, your clan, or a protective world. Your intense desire for tranquillity often prompts you to escape the world, and to let your imagination wander without having your well-being disturbed by external issues. Your family, or the few close friends who make up your second family, if any, constitutes the haven which is necessary for your balance.

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buguei.

to fudido… pegar busão as 7h…  para 3 aulas (das 8h até 10h15) + mais 4 (das 13h30 até 17h30) + ainda mais 4 na maratona tripla (das 19h até 22h20), chegar em casa 23h30…

mas para isto acordar as 6h. e agora são 3h10. vai ser longo e exaustivo.

pantograficamente

[qua] 8 de outubro de 2014

O poema não é meu. Ele é de uma Educadora em crise. Ele foi retirado de seu diário. Que encontrei nas derivações da leitura/pesquisa para aula de hoje sobre democracia, reforma política e eleições. Segue abaixo o poema:

Pantograficamente

Há pessoas que resumem sua vida ao emprego.
Há pessoas que resumem sua vida ao relacionamento.
Há pessoas que resumem sua vida ao time favorito.
Há pessoas que resumem sua vida a igreja que frequentam.
Há pessoas que resumem sua vida ao partido que seguem.

Ou seja,

Há pessoas que resumem a vida.
Há pessoas que se resumem, diante da vida,
Esse inteiro recheado de mistérios e multiplicidades.

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A canção não é minha. Ela foi descoberta em algum momento desta nossa vida… É de Lenine. Ela, a canção, tem andado a rodar ininterruptamente, repetindo-se, durante este três últimos dias…

Todos Os Caminhos // Intérprete: Lenine // Compositor: Lenine – Dudu Falcão  // Eu já me perguntei / Se o tempo poderá / Realizar meus sonhos e desejos / Será que eu já não sei / Por onde procurar / Ou todos os caminhos dão no mesmo / E o certo é que eu não sei o que virá / Só posso te pedir que nunca / Se leve tão a sério, nunca / Se deixe levar, que a vida / É parte do mistério / É tanta coisa pra se desvendar / Por tudo que eu andei / E o tanto que faltar / Não dá pra se prever nem o futuro / O escuro que se vê / Quem sabe pode iluminar / Os corações perdidos sobre o muro / E o certo que eu não sei o que virá / Só posso te pedir que nunca / Se leve tão a sério, nunca / Se deixe levar que a vida / A nossa vida passa / E não há tempo pra desperdiçar.

 

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a argumento não é meu. Ele foi lido de forma fragmentada entre tantas leituras…

O princípio da comunidade é “o mais bem colocado para instaurar uma dialética positiva com o pilar da emancipação” (Santos, 2000, p. 75). Duas são as dimensões fundamentais deste princípio: participação e solidariedade. Em função da colonização através do princípio científico, a participação ficou restrita a uma noção de esfera política entendida a partir da concepção hegemônica da democracia: a democracia representativa liberal. O welfare state foi o resultado da colonização do princípio da solidariedade.

A racionalidade estético-expressiva foi a que mais ficou fora do alcance da colonização. Assim como a colonização do prazer se deu através do controle das formas de lazer e dos tempos livres, o autor sustenta que:

“fora do alcance da colonização, manteve-se a irredutível individualidade intersubjetiva do homo ludens, capaz daquilo a que Barthes chamou jouissance, o prazer que resiste ao enclausuramento e difunde o jogo entre os seres humanos. Foi no campo da racionalidade estético-expressiva que o prazer, apesar de semi-enclausurado, se pode imaginar utopicamente mais do que semiliberto”(Santos, 2000, p. 76).

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e o que se é… é dúbio, turvo, precário, estorvo… é um dedo sangrando pela batida na quina da parede na noite escura.

 

 

democratizar a democracia

[sáb] 6 de setembro de 2014

http://www.ces.uc.pt/publicacoes/res/1/1.php

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