Archive for the 'Belchior – Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes' Category

gallos, noches y quintales

[seg] 1 de maio de 2017

. palavras desconectadas, lamento… um canto torto.

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não terminei o que deveria ter terminado sábado. eu não fiz nada. qualquer coisa pesa demais. me sinto esmagado.

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tentei traduzir, porque não encontrei a tradução. há alguns erros, mas que fique ai, para registro e para quando tiver tempo e estiver mais afiado:

No cante victoria tan trempano, no. / No mande flores al lugar de lo enemigo, / las lágrimas de los jóvenes / Son fuertes como un secreto: / Se puede resucitar un mal antiguo. // Y todo debería haber cambiado, sí, / Por el trabajo que hicimos tú y yo. / Mas el dinero es cruel y un viento fuerte / llevo los amigos muy lejos de las marchas y de las ruedas de boliche / y aquella esperanza de jóvenes no se cumplio, / y aquella esperanza de jóvenes no se cumplio, no, no. // Nuestra cancion aun siegue siendo nuestro modo de vivir / Y el destino se ha hecho siempre por mi mano. / Te vi, converse con amigos alrededor de mi mesa / sin dejar que a mi cigarro lo apagara la tristeza. / – Siempre día de ironia en mi corazón. / – Siempre día de ironia en mi corazón. // Estuvo conversando com mi novia e dije así: / – Dificil de saber qué va a pasar. / Doi gracias a la vida / A lo enemigo lo conozco ./ Sé su nombre, su ……., se donde vive, su residencia / La voz resiste. El canto insiste: Usted escucharan / La voz resiste. El canto insiste: que viven lo verá¹

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ESCREVER MAIS AQUI. EDITAR.

_________________________________________________________notas de rodapé.

¹O Disco Eldorado foi gravado em 1992 com Eduardo Larbanois e Mario Carrero, dois grandes músicos da Música Popular Uruguaia.

01 – La vida es sueño
02 – 1992
03 – No lleve flores
04 – Donde esta mi corazón
05 – Gallos, noches y quintales
06 – La hora del almuerzo
07 – Como nuestros padres
08 – Ouro de tolo
09 – Ploft
10 – Beijo molhado
11 – Tudo outra vez
12 – Comentário a respeito de Jhon
13 – A palo seco
14 – Apenaz um rapaz latino americano

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e quanto mais ouço belchior…

mas minha dor fica grave…

Eu tenho medo e medo está por fora / O medo anda por dentro do teu coração / Eu tenho medo de que chegue a hora / Em que eu precise entrar no avião / Eu tenho medo de abrir a porta / Que dá pro sertão da minha solidão / Apertar o botão: cidade morta / Placa torta indicando a contramão / Faca de ponta e meu punhal que corta / E o fantasma escondido no porão / Medo, medo. medo, medo, medo, medo. // Pequeno Mapa do Tempo // Belchior

 

reengenharia

[dom] 30 de abril de 2017

aqui fazendo anotações nas avaliações do estudantes… e as músicas no aleatório… de repente… reengenharia, itamar assumpção, genial.

Reengenharia – Itamar Assumpção (Música do disco “Pretobras – Por que não pensei nisso antes”, de 1998)

«Meu amor eu tive uma idéia genial / Que tal inserir nosso lar na economia global / É muito simples não tem filosofia / É só fazer a tal reengenharia / No mundo todo vai que é uma beleza / Por que não fazer igualzinho lá em casa, hein princesa / É só jogar no lixo o que não precisa / A tua mãe, por exemplo, a gente terceiriza / Não se preocupe com a culinária / Agora ficou chique comer porcaria / Ter urticária o que que há de mal afinal / É só um bocadinho de mesquinharia / Meu bem não vejo a hora de fazer economia de escala / O mala do nosso vizinho pegamos botamos fora / A mulher dele a gente incorpora / Vamos acabar com todo desperdício / Afinal qual é o mal é só a beira do precipício / Os amigos a gente elimina / E traz só de brinquedinho baratinho lá da China / Vamos criar um lar bem competitivo / Um lar que seja voltado só para um objetivo / Ente o ativo e o passivo / Vamos ver qual de nós dois ainda continua vivo / Vamos cair de boca no pragmatismo / Afinal qual é o mal, é só a beira do abismo / Querida vamos acabar com todo sossego / Dar um basta nos sentimentos e nos momentos de aconchego / Pulmão otimizado coração desativado no seguro desemprego / Nosso lar vai virar uma operação enxuta / Com muito mais inveja, com muito mais disputa / Afinal qual é o mal em ser só um tiquinho filho da puta / Vamos concentrar nossa vocação meu bem / Ficar querendo o que a gente não tem / Oh! Meu amor eu quero detonar o quarteirão o mundo o bairro / Só pra comprar nosso segundo carro / Oh! Meu amor quando tudo der certo / Ficaremos só nós dois num lindo deserto / Vai ser legal ser moderno aqui no meio do inferno / Poderemos gravar tudo isso em vídeo / Afinal qual é o mal é só um pouquinho de suicídio / Teu irmão eu aniquilo teu pai jogamos no asilo / É, só vamos comer por quilo»

e ao ligar o computador e adentrar a rede… todo mundo me dizendo que belchior morreu.

Belchior nos deixou.
Esse que foi um cantor e pensador da realidade brasileira, comprometido com o povo pobre e massacrado pelo capital, porque “amar e mudar as coisas nos interessa mais”.

Essa entrevista é preciosa: Belchior – MPB Especial (02/10/1974)

Durante a trabalhosa tentativa de emplacar seu primeiro LP, umas das várias aparições de Belchior foi no programa intimista “MPB Especial”, da TV Cultura, em 02 de Outubro de 1974. Nele, um Belchior ainda muito novo, aberto e relativamente zangado (como no depoimento ao fim do programa), se apresentava ao público através de um diálogo autobiográfico, provando que o novo sempre vem. Imagem e som restaurados. 720p e 60fps. TV Cultura, 1974.

 

todo carnaval tem seu fim

[seg] 14 de março de 2011

Sai, que já não te quero mais / Sai, porque hoje eu descobri / Que posso viver sem ti / Que posso viver em paz / Muito bem sem teu amor / Sai, porque agora eu sou / Um homem bem mais feliz / Um homem bem mais feliz // Vai, que hoje a lágrima não cai / Sei agora o mal que faz / Dar amor a quem não ama / Dar amor a quem só traz / Ódio e desilusão / Que maltrata um coração / Precisando de carinho / Precisando de carinho // Minha amada / Não consigo mais viver ao lado teu / Não consigo mais te dar o meu amor / Hoje vivo muito bem sem tua boca / E sozinho não conheço mais a dor /// 1. DESCOBERTA /// LOS HERMANOS luau mtv // Composição: Marcelo Camelo.

Iaiá, se eu peco é na vontade / de ter um amor de verdade. / Pois é que assim, em ti, eu me atirei / e fui te encontrar / pra ver que eu me enganei. // Depois de ter vivido o óbvio utópico / te beijar / e de ter brincado sobre a sinceridade / e dizer quase tudo quanto fosse  natural / Eu fui praí te ver, te dizer: // Deixa ser. / Como será quando a gente se encontrar ? / No pé, o céu de um parque a nos testemunhar. / Deixa ser como será! / Eu vou sem me preocupar. / E crer pra ver o quanto eu posso adivinhar. // De perto eu não quis ver / que toda a anunciação era vã. / Fui saber tão longe / mesmo você viu antes de mim / que eu te olhando via uma outra mulher. / E agora o que sobrou: / Um filme no close pro fim. // Num retrato-falado eu fichado / exposto em diagnóstico. / Especialistas analisam e sentenciam: / Oh, não! // Deixa ser como será. / Tudo posto em seu lugar. / Então tentar prever serviu pra eu me enganar. / Deixa ser. // Como será. / Eu já posto em meu lugar / Num continente ao revés, / em preto e branco, em hotéis. / Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê. /// 2. RETRATO PRA IAIÁ /// LOS HERMANOS luau mtv /// Composição: Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante.

[…]

Todo dia um ninguém josé acorda já deitado / Todo dia ainda de pé o zé dorme acordado / Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia / Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado / De que o dia insiste em nascer / Mas o dia insiste em nascer / Pra ver deitar o novo // Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada / Toda Bossa é nova e você não liga se é usada / Todo o carnaval tem seu fim / Todo carnaval tem seu fim / E é o fim, e é o fim // Deixa eu brincar de ser feliz, / Deixa eu pintar o meu nariz // Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco / Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco / Toda escolha é feita por quem acorda já deitado / Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado / E pinta o estandarte de azul / E põe suas estrelas no azul / Pra que mudar? // Deixa eu brincar de ser feliz, / Deixa eu pintar o meu nariz /// 8. TODO CARNAVAL TEM SEU FIM /// LOS HERMANOS luau mtv /// Composição: Marcelo Camelo.

Adeus você / Eu hoje vou pro lado de lá / Eu tô levando tudo de mim / Que é pra não ter razão pra chorar / Vê se te alimenta / E não pensa que eu fui por não te amar // Cuida do teu / Pra que ninguém te jogue no chão / Procure dividir-se em alguém / Procure-me em qualquer confusão / Levanta e te sustenta / E não pensa que eu fui por não te amar // Quero ver você maior, meu bem / Pra que minha vida siga adiante // Adeus você / Não venha mais me negacear / Teu choro não me faz desistir / Teu riso não me faz reclinar / Acalma essa tormenta / E se agüenta, que eu vou pro meu lugar // É bom… / Às vezes se perder / Sem ter porque / Sem ter razão / É um dom… / Saber envaidecer // Por si / Saber mudar de tom / Quero não saber de cor, também / Pra que minha vida siga adiante /// 9. ADEUS VOCÊ /// LOS HERMANOS luau mtv /// Composição: Marcelo Camelo.

Se você vier me perguntar por onde andei / No tempo em que você sonhava / De olhos abertos lhe direi / Amigo, eu me desesperava // Sei que assim falando pensas / Que esse desespero é moda em 73 / Mas ando mesmo descontente / Desesperadamente eu grito em português // Tenho 25 anos de sonho e de sangue / E de América do Sul / Por força desse destino / O tango argentino me vai bem melhor que o  blues // Sei que assim falando pensas / Que esse desespero é moda em 73 / Eu quero que esse canto torto / Feito faca corte a carne de vocês /// 10. À PALO SECO /// LOS HERMANOS luau mtv /// Composição: Belchior

[…]

Abre os teus armários, eu estou a te esperar / Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos / Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar / E fazer do teu sorriso um abrigo // Canta que é no canto que eu vou chegar / Canta o teu encanto que é pra me encantar / Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você // Que explique a minha paz / Tristeza nunca mais // Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão / Nessa espera o mundo gira em linhas tortas / Abre essa janela, a primavera quer entrar / Pra fazer da nossa voz uma só nota // Canto que é de canto que eu vou chegar / Canto e toco um tanto que é pra te encantar / Canto para mim qualquer coisa assim sobre você / Que explique a minha paz / Tristeza nunca mais /// 12. CASA PRÉ-FABRICADA /// LOS HERMANOS // Composição: Marcelo Camelo.

hoje é dia de mudança. paulo chegou para ficar. não fui à aula. passei o dia mexendo aqui e ali. lavei roupa e não fiz quase nada mais. mofei. o que fica martelando aqui é o que eu realmente quero para este ano… o que eu quero?

NADANADANADANADA

NADANADANADANADA

NADANADANADANADA

NADANADANADANADA

NADANADANADANADA

NADANADANADANADA

NADANADANADANADA

NADAMUDO

MUDOMUDOMUDOMUDO

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MUDOMUDOMUDOMUDO

MUDOMUDOMUDOMUDO

MUDOMUDOMUDOMUDO

MUDOMUDOMUDOMUDO

MUDOMUDOMUDOMUDO

 

 

 

daniela

[dom] 14 de fevereiro de 2010

em daniela compartilhando o ar, sentindo nossos risos, nossos acordes, nossos banhos de mar, nossa pelada na areia… nosso sal e nosso sol. ao gosto da pitanga, do limão e da água de cana. ouvindo sobre reich, e cuba, e o amor livre… e a nota dez coletiva no quesito revelação bloco dos sujos. é, foi isto, apenas um breve relato destes de todos nós.

e no fim do dia choveu muito… e sentiu-se a falta de alguns.

Se você vier me perguntar por onde andei no tempo em que você sonhava. De olhos abertos, lhe direi: amigo, eu me desesperava. Sei que, assim falando, pensas que esse desespero é moda em 73. Mas ando mesmo descontente. Desesperadamente eu grito em português: tenho vinte e cinco anos de sonho e de sangue e de América do Sul. Por força deste destino, um tango argentino me vai bem melhor que um blues. Sei, que assim falando, pensas que esse desespero é moda em 73. E eu quero é que esse canto torto, feito faca, corte a carne de vocês. Belchior. À Palo Seco.

Tu subias desde el cono sur y venias desde antes con el amor al mundo bien adentro. Fue una estrella quien te puso aqui y te hizo de este pueblo de gratitud nacieron muchos hombres que igual que tu no querian que te fueras y son otros desde entonces… Despues de tanto tiempo y tanta tempestad seguimos para siempre este camino largo, largo por donde tu vas, por donde tu vas. El fin de siglo anuncia una vieja verdad los buenos y los malos tiempos hacen una parte de la realidad, de la realidad,ohohohohoh… Yo sabia bien , que ivas a volver, que ivas a volver de cualquier lugar porque el dolor no ha matado la utopia porque el amor es eterno y la gente que te ama no te olvida… Yo sabia bien ,desde aquella vez que ivas a crecer, que ivas a quedar porque la fe clara limpia las heridas porque tu espiritu es humilde y reencarnas en los pobres y en sus vidas… Son los sueños todavia, los que tiran de la gente como un iman que los une cada dia no se trata de molinos, no se trata de quijotes algo se templa en el alma de los hombres una virtud que se eleva por encima de los titulos y nombres. Gerardo Alfonso. Son los Sueños todavia.

o cante a palo seco não é um cante a esmo: exige ser cantado com todo o ser aberto…

[dom] 23 de agosto de 2009

e é assim… um rapaz mais velho e sem telefone. um rapaz vindo do interior e sem dinheiro no banco. um rapaz latino americano e sem parentes importantes. enfim, apenas um rapaz ordinário e sem muitas pretensões além de revolucionar o mundo! um rapaz entre tantos e tantas compartilhando o mesmo ar e sem medo, de comunamente, buscar ir além de todo o silêncio!!

(…) e se você vier me perguntar por onde andei no tempo em que você sonhava… de olhos abertos lhe direi… amigo eu me desesperava… sei que  assim falando pensas que este desespero é moda em 73… mas ando mesmo descontente… desesperadamente eu grito em português… tenho 27 anos de sonho e de sangue e de américa de sul… com força deste destino um tango argentino me vai bem melhor que um blues…  sei que assim falando pensas que este desespero é moda em 73… e eu quero que este canto torto feito faca corte a carne de você (…)”

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1.1. / Se diz a palo seco / o cante sem guitarra; / o cante sem; o cante; / o cante sem mais nada; / se diz a palo seco / a esse cante despido: /ao cante que se canta / sob o silêncio a pino. // 1.2. / O cante a palo seco / é o cante mais só: / é cantar num deserto / devassado de sol; / é o mesmo que cantar / num deserto sem sombra / em que a voz só dispõe / do que ela mesma ponha. // 1.3. / O cante a palo seco / é um cante desarmado: / só a lâmina da voz / sem a arma do braço; / que o cante a palo seco / sem tempero ou ajuda / tem de abrir o silêncio / com sua chama nua. // 1.4. / O cante a palo seco / não é um cante a esmo: / exige ser cantado / com todo o ser aberto; / é um cante que exige / o ser-se ao meio-dia, / que é quando a sombra foge / e não medra a magia. /// 2.1. / O silêncio é um metal / de epiderme gelada, / sempre incapaz das ondas / imediatas da água; / A pele do silêncio / pouca coisa arrepia: / o cante a palo seco / de diamante precisa. // 2.2. / Ou o silêncio é pesado, / é um líquido denso, / que jamais colabora / nem ajuda com ecos; /mais bem, esmaga o cante / e afoga-o, se indefeso: / a palo seco é um cante / submarino ao silêncio. // 2.3. / Ou o silêncio é levíssimo, / é líquido e sutil /que se ecoa nas frestas / que no cante sentiu; / o silêncio paciente / vagaroso se infiltra,  / apodrecendo o cante / de dentro, pela espinha. // 2.4. / Ou o silêncio é uma tela / que difícil se rasga / e que quando se rasga / não demora rasgada; / quando a voz cessa, a tela / se apressa em se emendar: / tela que fosse de água, / ou como tela de ar. /// 3.1.  / A palo seco é o cante / de todos mais lacônico, / mesmo quando pareça / estirar-se um quilômetro: / enfrentar o silêncio / assim despido e pouco / tem de forçosamente / deixar mais curto o fôlego. // 3.2. / A palo seco é o cante / de grito mais extremo: / tem de subir mais alto / que onde sobe o silêncio; / é cantar contra a queda, / é um cante para cima, / em que se há de subir / cortando, e contra a fibra. // 3.3. / A palo seco é o cante / de caminhar mais lento: / por ser a contra-pelo, / por ser a contra-vento; / é cante que caminha / com passo paciente: / o vento do silêncio / tem a fibra de dente.  // 3.4. / A palo seco é o cante  / que mostra mais soberba; / e que não se oferece: / que se toma ou se deixa; / cante que não se enfeita, / que tanto se lhe dá; / é cante que não canta, / cante que aí está. /// 4.1. / A palo seco canta / o pássaro sem bosque, / por exemplo: pousado / sobre um fio de cobre; / a palo seco canta / ainda melhor esse fio / quando sem qualquer pássaro / dá o seu assovio. // 4.2. / A palo seco cantam / a bigorna e o martelo, / o ferro sobre a pedra / o ferro contra o ferro; / a palo seco canta / aquele outro ferreiro: / o pássaro araponga / que inventa o próprio ferro. // 4.3. / A palo seco existem / situações e objetos: / Graciliano Ramos, / desenho de arquiteto, / as paredes caiadas, / a elegância dos pregos, / a cidade de Córdoba, / o arame dos insetos. // 4.4 /  Eis uns poucos exemplos / de ser a palo seco, / dos quais se retirar / higiene ou conselho: / não o de aceitar o seco / por resignadamente, / mas de empregar o seco / porque é mais contundente.  /// João Cabral de Melo Neto / Quaderna. In: Poesias Completas,1975, p.160

 

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