Archive for the 'Absens' Category

malvavisco

[qui] 16 de novembro de 2017

ok, estou ansioso, com tudo isto… com o final do ano letivo, do bimestre… dessa obra, dos projetos em que me meti…

e mais um dia que não pus as coisas do profonline em dia… e as coisas se acumulam… mas em compensação, fiz uma limpeza (poda) grande nos malvaviscos (hibisco colibri) da vizinha que invadiam a lateral do terreno. e plantei umas plantinhas…

coisas por fazer: rematricula da filha. enviar tema pelo email ao grupo de alunos. organizar as aulas de hoje. arrumar a cama e por roupas ao sol. enfim…

transfererir fotos do flickr para o google photos.

e lá sigo eu arrumando trocentas coisas por fazer para não fazer o que tenho/devo fazer pra ontem.

 

11h25. fiz quase nada disso acima…

citações/notas aleatórias

«As areias finas da praia do Pântano do Sul, formadas por grãos de quartzo, ao serem varridas pelo constante vento, abrem espaço para uma camada mais inferior, rica em óxido de titanio, colorindo o chão com manchas escuras (ROHR, 1977).»

ROHR, J. A. Sítios arqueológicos de Santa Catarina. Anais do Museu de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina, n. 17. Florianópolis: Imprensa Universitária, 1984.

***

matei a tarde. faltei deliberadamente.

mas fui pela noite. com direito a caminha na orla… lista de exercício pra todo mundo dos segundos, e apresentações para os primeiros… com direto a debates acalorados… e comprei mangas, mamão, morangos, maçãs, laranjas e bananas. tomei um banho de chuva.

estou cansado.

e fiz dois rascunhos/poemas…

absens

[seg] 13 de novembro de 2017

dia cheio… acordei com uma planejamento. não fiz nada… mas trabalhei o dia inteiro na construção da casa… e pela noite, não fui para escola, porque não pus em dia, durante o dia, as tarefas necessárias para a noite, e porque estava exausto.

mas a casa vai ficando com cara de casa…

vou fazer uma lista das vezes que faltei e registrei aqui este ano:

2017/10/16/ *  2017/08/22/  *  2017/04/28/  *  2017/04/20/  *  2017/03/13/

há mais faltas… algumas compensadas, outras não registradas.

absenteísmo

[seg] 16 de outubro de 2017

por que as pessoas faltam?

chá, cama e repouso.

parcas horas [positive life]

[ter] 22 de agosto de 2017

que eu amanheça e o dia durma… achando que teria uma manhã pela frente, lembrei que há uma convocação. terça e quarta-feira serão um inferno. eu todo atravessado sem tempo pra respirar. dormindo poucas horas.

[já que enviei isto as 2h22 acreditando que não ligaria mais o pc até amanhã… e liguei, edito… e deixo o registro. parcas horas, no sentido que são escassas as horas de liberdade. interessante é a etimologia… ou mitologia.

coloquei izabel para passear com o cão.

faltei. dormi mais duas horas.

mas o interessante é o mecanismo da autoflagelação… algo do tipo, faltei, falhei, sou uma bosta, me sinto culpado, vou morrer… brincadeira, mas é um movimento similar, não nessa intensidade, mas próximo [ok, dependendo da bad trip… o movimento é isto ai mesmo, e o primeiro semestre de 2017 foi assim].

sou indisciplinado, muitas vezes displicente… e tal qual meu velho, saio a torto e direito tacando um foda-se. não sou o funcionário do mês, tampouco… o ser humano padrão. mas há sempre um ônus nessa história, há mecanismos internalizados de autocensura… [que as vezes não funcionam, aparentemente, muito bem] mas estão ali atando o nó na sua cabeça, essa noia que o prende como um cão na coleira.

a falta é um vício… meus neurônios se coçando… o que é um peido para quem está cagado?… ops… sai dessa bicho, sai da noia, vai lá e enfrenta a vida, cumpre a porção que te cabe nessa jornada.

mas eu sou uma mula empacada.

***

preciso contribuir com a garotada do projeto… nota mental: faça o favor de ouvir, ler e escrever sobre

Grandmaster Flash & The Furious Five – Superrappin

Love Bug” Starski & The Harlem World Crew – Positive Life (Instrumental)

hiphop

***

 

 

 

greve geral

[sex] 28 de abril de 2017

#GreveGeral

das coisas que pensei ontem, ou… sobre o médico e o monstro.

[qui] 20 de abril de 2017

sabe quando você começa
a entrar para dentro de si
como se tentesse encontrar
o fundo da caverna
e você se pega indo
até onde já não há mais luz natural
e a única coisa que alumia
é essa luzinha interior.

o caminho da escuridão é perigoso.do

é preciso respirar fundo, para não entrar em desespero.

***
transgressões.
a coisa mais dificil pra mim é a transgressão
sou cheio de cicatrizes pelos cortes da adestração
cada ato de ruptura, cada ato de fuga,
cada ato de subversão, cada ato de confrontação
vem acompanhado de um dor bestial¹
a dor do bicho domado,
do homem feito menos homem
do humano disciplinado, coisificado…

hoje faltei aos compromissos. precisava muito de mim.
as notas, o estado, os outros, essa vida de bosta que se foda.

**

de hoje:
velhos pensamentos….
é preciso acreditar no que você está fazendo
porque só assim os outros acreditarão.

isso eu pensei ano passado. essas 40 horas em sala me cansam. 20 até vai. mas quarenta… mas com vinte não pago as contas, não me aposento…

mas calma… talvez este não seja o único caminho.

veja essas inflamações no seu corpo. uma fortuna para pagar, risco de morte… é, o tédio mata. o estresse mata aos poucos e pode matar de uma hora para outra. e você como uma mula de carga desiste do amor, da vida, dos sonhos… desiste de arriscar-se e encontrar todas as confusões de sentimentos. você se resigna a cumprir uma função, a dar o melhor que tens nessa função, mas sempre falta algo de ti ali… você se acostuma demais com pouco.

**

lá, quando criança, ou garoto, quantas vezes você pensou na morte. na sua morte… quantas vezes você desejou. você quase foi algumas vezes… e depois mais velhos, quantas vezes você voltou nesse caminho. não é uma opção lógica. mas talvez a falta de ferramentas para lidar com situações. de tempos em tempos me vejo nesses buracos, sem saber lidar… racionalmente sei, mas emocionalmente preso não sei sair e fazer o que a razão diz que deve ser feito. é tipo o pânico que tenho de cobra, e que outras pessoas tem… se você dominar as ferramentas e técnicas, se você lidar corretamente com a situação, tudo é inofensivo. mas se você entra em pânico… ratos se tornam elefantes. coisas simples se arrastam e se tornam monstruosamente incompreensíveis e inatingíveis.

eu preciso de terapia. preciso voltar. sozinho tá foda. ando querendo fugir dia desses…

**

pensamento a. ficar só me deixaria imune ao sofrimento (o tempo todo ando idealizando o mundo e a mim mesmo) pensamento b. falácia (a concretude do mundo, os outros e seus sentimentos, as relações, tudo continua ali, como um vendaval soprando sobre o teu castelo de cartas), e é preciso lidar com o sofrimento como algo inevitável. ele continua ali, com ou sem companhias. ele é parte significativa de você. vocé o médico e você é o monstro

**

¹ sou eu literalmente, ou simbolicamente, arrancando parte de mim – desse homem manso. mas as podas são necessárias para brotar coisa nova.

 

 

a morte do garapuvu e outras coisas da semana passada

[seg] 13 de março de 2017

e eis que vem a tempestade e faz com que eu sai do lugar.

essa semana foi meio a toque de caixa: depois do meu estresse na segunda… acho que eu joguei a tolha pro resto da semana, cansei de tudo e todos.

terça-feira, fiz um exercício para colocar na roda o debate sobre as entidades democráticas… o calcanhar de aquiles, porque teoria sem prática não funciona… e tem um monte dessas pessoinhas que sacam isto.

na quarta-feira, matei assembleia e matei o pré-acordo feito de pegar as aulas do professor marcos. não fui pra lugar nenhum pela tarde, apenas caminhei com minha mãe, conversamos sobre coisas da vida, tivemos um pouco de paz. e pela noite foi a melhor aula do ano, tema: 8 de março, ou as coisas são o que são porque são naturais/normais ou são socialmente construídas, historicamente estruturadas, cultural e ideologicamente significadas… logo podem ser combatidas, construídas, destruídas… nada é natural.

quinta-feira… foi o dia da espera. 1 aula pela tarde. 1 aula pela noite. e nas duas ultimas assembleia escolar. essa foi boicotada pela direção ao dispensar os estudantes… e até por mim, ao não construir com os pais.

sexta-feira… na sequência de passar atividades e não dar aula expositiva, intuido que é nesses dias que eu mais me estresso, e eu não queria me estressar… já tinha atingido minha cota máxima na segunda-feira. quatro aulas pela tarde e cinco aulas pela noite. passou rápido.

sábado… um filme, NISE. e fiz babaganoush, e passei o dia de boa… me enrolando.

domingo… eu tinha que estudar, preparar as aulas dos terceiros, que é pra segunda-feira cedo, no mínimo. e o que fiz… nada até a tempestade chegar, destelhar minha casa e me obrigar a fazer uma faxina. e a tristeza maior foi que caiu um galho do ingazeiro e o garapuvu foi partido ao meio. morreu meu garapuvu. senti um dor no peito.

segunda-feira… uma da madrugada. organizar o juri simulado, preparar lista de exercício… daqui a 6 horas saio de casa. em 7 estou em sala… mas em compensação 10h30 da manhã já estou liberado. plano do dia: dormir pela tarde. preparar material para tirar líderes de turma, exceto os terceiros.

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