Archive for the '…' Category

síndrome das pernas inquietas

[ter] 27 de junho de 2017

Bateria baixa. 10%. 22h e estou exausto. Pensando em dormir. Acordei cedo e ainda não terminei de avaliar os trabalhos…. Amanha será longo o dia. Minha cabeça dói. Ontem estava eufórico. Hoje triste e irritado. Essa história de construir autobiografias me trouxe outro olhar sobre vários alunos. Entre as poucas conversas do dia… Conversava hoje com um estudante sobre terapia, contava ele sobre suas angústias. Eu preciso também. E a minha louça toda pra lavar. Uma casa por fazer… Minha solidão e horas de burocracias. Não sou o professor que deveria e gostaria de ser. 8%. última baldeação. Penso em raspar o cabelo, a barba… Quem sabe eu mude. Me sinto patético. Sinto dor.  23h… Em casa. Vazio. Falta música. 

Sobrou apenas esse tic de sorrir, piscar e dizer que tudo está bem. E as minhas pernas inquietas, enquanto mantenho meu corpo como uma pedra…

disciplina zero

[dom] 25 de junho de 2017

é assim. há dias em que a gente ganha. noutros a gente perde. perdi meu dia… minha semana. apenas bati o ponto… burocraticamente cumpri a tabela. não houve paixão ou encantamento.

é difícil segurar a onda. disciplina zero. tédio monstro. angústia cotidiana. tudo ficou pra amanhã.

mas logo mais será um dia melhor.

jeder für sich und gott gegen alle

[seg] 19 de junho de 2017

Referências… De um dia longo. As pedras dormem. Ninguém as equilibra. O frio da manhã me corta a cara. Eu me atraso pra vida. Dia pós dia cogito dexistir… Essa dor do lado esquerdo deforma meu rosto. Os ossos se movimentam. O corpo degenera por dentro. Falta pouco pra noite chegar. Mais um dia inteiro. Encerrou. O sal áspero e a espuma bruta lambem o vidro. Me envolvem como um manto. Sou a ilusão que me mira no reflexo da noite. A solidão louca dos barcos nos dias de ressaca. A solidão do homem que aprendeu poucas palavras e ainda não sabe poesia.

Ao fundo a rouquidão do mar agitado. A alegria fria das árvores em movimento. E no oco de cá dentro… O eco doutra língua: Guten morgen, Маяковский

sonata n° 3 de beethoven

[dom] 18 de junho de 2017

O feriado passou e eu não corri nada. Será uma semana pesada.

Tampouco corrigi qualquer atividade da estudantada.. Será uma semana atropelada.

o muro – the reflect an intimate part of the red

[sáb] 3 de junho de 2017

Não se mate. Vocês não é/são confusos. Passa por reformas. E a vida como um emaranhado de clichês… Esperar, respirar… Encontrar a ponta solta deste emaranhado, seguir a linha… Desfazer os muros, Ficar nu. Atingir a parte íntima do vermelho… 

rrreconfiguranndoo

[qua] 31 de maio de 2017

em processo de reconfiguração…

pronto.  vamos morrer… mas há a possibilidade de tentar fazer bem feito. de fazer sentido. e não se deixar vencer pelo próprio medo. tática de guerrilha, combater todo e qualquer pensamento negativo… acreditar em si assim como os outros acreditam

de jeux et novalistés

[sáb] 20 de maio de 2017

Há rachaduras. Há frestas. Há risos. Há brechas.

Entre O fato e o fado, há os dados…

O tempo, o corpo e a queda. E na memória do futuro, apenas palavras dispersas. Não há sentido.

Perdido. Nenhum poema vai sair. Ando a pensar sobre a ansiedade. E a tristeza cotidiana. E neste exílio. E a dificuldade em escrever (concreta e metafórica…) me encerra aqui, do outro lado da tela.

 

na medida do impossível tá dando pra se viver

[ter] 16 de maio de 2017

Uma colagem e um lamento

A colagem

“De resto, há de se entender o nosso 1nundo, o do pesquisador, co1110 se1Jdo ocidental, cons-

Lituído n1ini1na1nente pela sobreposição de duas subculturas: a brasileira,
no caso de todos nós en1 particular; e a antropológica, aquela na qual fo-
n1os treinados co1T10 antropólogos e/ou cientistas sociais. E é o confronto
entre esses dois rnundos que constitui o contexto no qual ocorre a entre-
vista. É, portanto, nu111 contexto essencialrnente problemático que te1n lu-
gar o nosso Ouvir. Co1no poderemos, então, questionar as possibilidades
da entrevista nessas condições tão delicadas?
Penso que esse questiona1nento começa cotn a pergunta sobre qual a
natureza da relação entre entrevistador e entrevistado. Sabe1nos que há tnna
longa e arraigada tradição na literatura etnológ ica sobre a relação. Se to-
rnannos a clássica obra de Mali nowski como referência, vemos como essa
tradição se consolida e, pratica1nente, trivializa-se na realização da entrevis-
ta. No ato de ouvir o “infonnante”, o etnólogo exerce u111 “poder” extraor-
dinário sobre o 1nes1no, ainda que ele pretenda se posicionar co1110 sendo o
observador 1nais neutro possível, co1no quer o objeti visn10 mais radical. Esse
poder, subjacente às rei ações hu tTianas – que autores co1110 Foucau I t j a-
1nais se cansara1T1 de denunciar-, j á na relação pesquisador/informante vai
dese111penhar u1na função profunda1nente empobrecedora do ato cognitivo:
as perguntas, feitas e1T1 busca de respostas pontuais lado a lado da autoridade
de quern as faz ( co1n ou se1n autoritaris1no ), cria1n un1 campo ilusório de
interação. A rigor, não há verdadeira interação entre nativo e pesquisador ,
porquanto na utilização daquele co1no infonnante o etnólogo não cria con-
dições de efetivo “diálogo”. A relação não é dialógica. Ao passo que, trans-
fonnando esse infonnante e1n “interlocutor”, uma nova 111oda1idade de rela-
ciona1T1en to pode ( e deve) ter I ugar. 3
Essa relação dialógica, cujas conseqüências episte1nológicas, todavia,
não cabe1n aqui desenvolver, guarda pelo 1nenos u1na grande superiori-
dade sobre os procedi1nentos tradic ionais de entrevist”

O lamento

O mais difícil nesse momento é saber o que é real é o que é imaginário. Porque para questões reais ações concretas devem ser medidas. Já para as imaginárias… não morre basta.

Ontem foi como levar várias ondas pesadas na cabeça. Quando tentei respirar, uma, duas…. avalanches de angústia, males entendidos, sofrimentos.

Você cala para não explodir. Você implode por dentro. E todo edifício visto por fora é um amontoado de destroços por dentro.

Mas como diz a canção “Na medida do impossível tá dando pra se viver”.

…-

[ter] 9 de maio de 2017

Concisão. Ontem… Do papo e da sensação: mais um dia dolorido (corpo e mente). Mais um dia perdido…

De hoje, sem tempo pra respirar. Como se a vida fosse cumprir horários.

Pra quê tudo isso? (Opss… Não há tempo para pensar… Há perigo na esquina, posso perder o trem…

a minha vida de rascunhos: ou o que era para ser da solitude à solidão

[qua] 3 de maio de 2017

4h15. Acordei. A casa parece viva… As luzes acessas… O computador ligado… A janela abertaNo meu corpo a roupa do dia anterior e na boca o gosto da comida de ontem. Como vim parar aqui? Não sei. A mente exausta desligou o corpo. Tenho me sentido cansado, quase de forma ininterrupta, nos últimos tempos.

Quem sabe um chá de canela? Quem sabe transcrever as notas que fiz no caderno, ontem? Que sabe te escrever? Ou publicar o rascunho de anteontem? Quem sabe pesquisar algo pra aula de hoje?

O preço do amanhã…. Alguma crítica ou sugestão pedagógica. O ideal era passar todo filme é ter mais alguns dias para costurar as ideias. Sei o que quero visitar… Mas o itinerário não está claro. E isso fará diferença lá na frente.

 

5h59. Reescrevi, perdendo algumas partes, porque, como meu corpo, o PC tem se desligado sozinho. Viver nesse mundo tem sido over para nos. Desliguei tudo, quase tudo… Estou aqui, no telefone, digitando isto.

11h45. on pc. que liga e desliga. acordei agora. exausto. sair correndo. muito chato tudo isso.

e sobre o título… escrever o que foi anotado.

 

as notas do dia (do papier ao conselho)

[ter] 2 de maio de 2017
anoto no papier.
terça em modo GAME OVER…
 
em modo repetição: dos colores blanco y negro. drexler e moska.
 
1h00. conclui todas as turmas do primeiro bimestre do jacó anderle.
 
agora falta… corrigir provas e redações das duas turmas de terceiros do apóstolo, e digitar as notas. expectativa de duas horas para essa função.listar os conteúdos e digitar as notas das três turmas de segundo ano. previsão de uma hora nessa função.
refazer a listagem dos conteúdos, criar as avaliações e digitar as notas dos cinco primeiros anos. mais um hora e meia…. 
2h49 e estou indo para a 104…
3h56. acabei todos os primeiros.
5h51 terminei os segundos.
agora só falta corrigir as provas dos terceiros e digitar as notas. e dormir. e te responder. e não esquecer de pagar as contas: iptu, cartão, luz. agendar dentista, urgente. quarta-feira ir no posto. comprar ração para os gatos. e granola pra mim. e sentar para pensar bem as atividades do segundo bimestre. comprar caderno novo e registrar tudo. nunca mais deixar assim.
***
POST PUBLICO, MAS EM MODO DE EDIÇÃO AINDA…
EDITAR AQUI E TRANSCREVER AS ANOTAÇÕES FEITAS NO CADERNO (TARDE DE AULAS E NOITE DE CONSELHO DE CLASSE)
PS: A GRANDE IRONIA DO DIA – TRABALHAR COM O FILME IN TIME, TRADUZIDO PARA O PORTUGUÊS COMO O PREÇO DO AMANHÃ. E SER UM DIA QUE TUDO QUE FALTOU FOI TEMPO… TEMPO PARA SER. SEGUNDA, TERÇA…

monsters against empire

[sáb] 29 de abril de 2017

Meta do dia… finalizar correções, e digitar notas. encerrar o prof. online.

mas uma ansiedade absurda… não consigo sentar e terminar. procrastinação nível assustador.

tenho andado um bocado triste nas ultimas semanas.

***

das citações:

“Como se comportam nessa companhia os personagens de Walser? E de onde vêm eles? Sabemos de onde vem o “homem que não servia para nada”. Ele vem dos bosques e vales da Alemanha romântica. O Zundelfrieder vem da pequena burguesia das cidades renanas, na virada do século. Os personagens de Hamsun vêm do mundo primitivo dos fjords: homens que se tornam andarilhos por nostalgia. E os de Walser? Talvez das montanhas de Glarner? Dos prados de Appenzel, onde nasceu? Não. Eles vêm da noite, quando ela está mais escura, uma noite veneziana, se se quiser, iluminada pelos precários lampiões da esperança, com um certo brilho festivo no olhar, mas confusos e tristes a ponto de chorar. Seu choro é prosa. O soluço é a melodia das tagarelices de Walser. O soluço nos mostra de onde vêm os seus amores. Eles vêm da loucura, e de nenhum outro lugar. São personagens que têm a loucura atrás de si, e por isso sobrevivem numa superficialidade tão despedaçadora, tão desumana tão imperturbável. Podemos resumir numa palavra tudo o que neles se traduz em alegria e inquietação: todos eles estão curados.”

Walter Benjamin, “Robert Walser” In: Mágia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura, vol. I, 1994 [1929], p. 52.

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***

Domsch, Sebastian: “Monsters against Empire. The Politics and Poetics of Neo-Victorian Metafiction in The League of Extraordinary Gentlemen.” In: Marie-Luise Kohlke und Christian Gutleben (Hrsg.): Neo-Victorian Gothic. Horror, Violence and Degeneration in the Re-Imagined Nineteenth Century. (Neo-Victorian Series, 3.) Amsterdam [etc.]: Rodopi, 2012, S. 97–122.

***

Canal EntrePlanos. um dos melhores canais do youtube. Max Valarezo: Roteiro, direção e apresentação

a morte do velho garapuvu e outras notas aleatórias de um dia dolorido

[ter] 25 de abril de 2017

notas curtas e aleatórias.

nota #1 um exercício poético sobre um velho garapuvu arrancado da terra e maré que avança sobre a areia e as rochas.

a maré é cheia / a árvore desabou / sinto-me / raízes pra fora / canoa sobre rochas / não há vento / não há areia / não há como respirar // e a rainha do mar vem buscar / a velha árvore morta / futura canoa ainda sobre a terra… / aguardando / germinando / escavando / o homem a ser navegado.

nota #2 pensamentos da tarde. observe a dor alheia, para não enlouquecer com a sua própria dor. observe a tua dor no tempo, para não enlouquecer aqui e agora.

nota #3 dor absurda na cabeça pela tarde. dor aguda no peito pela noite.

nota #4 cuidado para não caires naquela sensação de odiar todos e tudo o tempo todo. cuidado.

nota #5 esqueci meu guarda-chuva no ônibus/linha 267.

nota #6 chá de camomila e refresco de maracujá. só assim pra aguentar a dor de existir. só assim para respirar.

só, somente só.

[seg] 24 de abril de 2017

 

“Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só!

só porque passei 5 aulas (a noite toda) com esse refrão grudado na cabeça… e não conseguia lembrar do restante da música… nem de quem era. até que em um momento de lucidez… desbloquei e reconheci… moraes moreira… novos baianos… e ai…

Por minha cabeça não passava…
Só! Somente Só!
Assim vou lhe chamar
Assim você vai ser

ps: aleatoriedades… talvez porque dias atrás eu tenha passado um tanto perdido na bicondicionalidade lógica do “se e somente se”.

se e somente se

[sáb] 22 de abril de 2017

se somente se…

p ↔ q
(p → q ) e (q → p)
p se e somente se q.
p se e só se q.
se p então q e se q então p.
p somente se q e q somente se p.
p é condição suficiente para q e q é condição suficiente para p.
q é condição necessária para p e p é condição necessária para q.
todo p é q e todo q é p.
todo p é q e reciprocamente.

 

das coisas que pensei ontem, ou… sobre o médico e o monstro.

[qui] 20 de abril de 2017

sabe quando você começa
a entrar para dentro de si
como se tentesse encontrar
o fundo da caverna
e você se pega indo
até onde já não há mais luz natural
e a única coisa que alumia
é essa luzinha interior.

o caminho da escuridão é perigoso.do

é preciso respirar fundo, para não entrar em desespero.

***
transgressões.
a coisa mais dificil pra mim é a transgressão
sou cheio de cicatrizes pelos cortes da adestração
cada ato de ruptura, cada ato de fuga,
cada ato de subversão, cada ato de confrontação
vem acompanhado de um dor bestial¹
a dor do bicho domado,
do homem feito menos homem
do humano disciplinado, coisificado…

hoje faltei aos compromissos. precisava muito de mim.
as notas, o estado, os outros, essa vida de bosta que se foda.

**

de hoje:
velhos pensamentos….
é preciso acreditar no que você está fazendo
porque só assim os outros acreditarão.

isso eu pensei ano passado. essas 40 horas em sala me cansam. 20 até vai. mas quarenta… mas com vinte não pago as contas, não me aposento…

mas calma… talvez este não seja o único caminho.

veja essas inflamações no seu corpo. uma fortuna para pagar, risco de morte… é, o tédio mata. o estresse mata aos poucos e pode matar de uma hora para outra. e você como uma mula de carga desiste do amor, da vida, dos sonhos… desiste de arriscar-se e encontrar todas as confusões de sentimentos. você se resigna a cumprir uma função, a dar o melhor que tens nessa função, mas sempre falta algo de ti ali… você se acostuma demais com pouco.

**

lá, quando criança, ou garoto, quantas vezes você pensou na morte. na sua morte… quantas vezes você desejou. você quase foi algumas vezes… e depois mais velhos, quantas vezes você voltou nesse caminho. não é uma opção lógica. mas talvez a falta de ferramentas para lidar com situações. de tempos em tempos me vejo nesses buracos, sem saber lidar… racionalmente sei, mas emocionalmente preso não sei sair e fazer o que a razão diz que deve ser feito. é tipo o pânico que tenho de cobra, e que outras pessoas tem… se você dominar as ferramentas e técnicas, se você lidar corretamente com a situação, tudo é inofensivo. mas se você entra em pânico… ratos se tornam elefantes. coisas simples se arrastam e se tornam monstruosamente incompreensíveis e inatingíveis.

eu preciso de terapia. preciso voltar. sozinho tá foda. ando querendo fugir dia desses…

**

pensamento a. ficar só me deixaria imune ao sofrimento (o tempo todo ando idealizando o mundo e a mim mesmo) pensamento b. falácia (a concretude do mundo, os outros e seus sentimentos, as relações, tudo continua ali, como um vendaval soprando sobre o teu castelo de cartas), e é preciso lidar com o sofrimento como algo inevitável. ele continua ali, com ou sem companhias. ele é parte significativa de você. vocé o médico e você é o monstro

**

¹ sou eu literalmente, ou simbolicamente, arrancando parte de mim – desse homem manso. mas as podas são necessárias para brotar coisa nova.

 

 

tudo é sistemático

[ter] 18 de abril de 2017

notas de terça-feira. estou destruido. ps: é apenas a manhã de uma terça-feira.

odeio esses dias em que não se pode respirar.

tudo é sistemático, os horários, das datas, as cobranças, o alarme do dispertador…  os pensamentos obsessivos… a compulsão. mas teu corpo não. tampouco o tempo para isto aqui. escrever é uma fuga, a unica fuga possível.

a ideia de…

e eis que o sistema volta te engolir e teus pensamentos estão arquitetando os minutos para isto e para aquilo e há as zonas esquecidas, aqueles documentos perdidos… aquilo que não se dará contaa: s suas pequenas mortes na guerra, os corpos que ficam, seminus, semicorpos… destroçados. tudo é sistemático. o entulho, os destroços, os estilhaços e cacos do tempo… até tua dificuldade de respirar. tua falta de tempo… tudo é sistemático.

e do fragmento de leitura desta manhã

“augusto, que tolice augusto. mas o homem é assim. ele ficou perturbado com as palavras de alice. incomodava-o aquelas vozes que lhe mostravam o óbvio ou que traziam algo novo, estranho, desconfortável para a narrativa. fatos, ou discursos, que contradiziam a sua autoimagem… ”

 

 

 

 

 

efeito werther

[sáb] 15 de abril de 2017

Como isto tem o caráter de um bloco de notas. Segue abaixo, mais um nota, copiada e cola aqui. A autoria de é de Allan Kenji.

«Em 2000, a OMS publicou um documento orientando jornalistas sobre como noticiar os suicídios. Esse documento é intitulado “Prevenir o Suicídio: um guia para profissionais da mídia” (OMS, Genebra, 2000). Desde então, tornou-se senso comum que qualquer tratamento não eufemista para o suicídio seria responsável pelo “efeito Werther”.

O “efeito Werther” seria a imitação de uma cena suicida no interior de uma narrativa romantizada sobre esse tipo de morte.

A expressão foi cunhada por David Phillips em um artigo para a American Sociological Review, em 1974, intitulado “The influence os suggestion on suicide: substantive and theoretical implications of the Werther Effect”.

Esse artigo, de 15 páginas, descreve a elevação das taxas de suicídio em diversos países após a publicação de “Os sofrimentos do jovem Werther” (Goethe, 1774). Argumentando que essa obra romantizou a morte da personagem e ofereceu uma saída fácil e covarde.

O artigo é uma peça cômica de estatística, mas não bastasse isso, ignora que a juventude europeia está massacrada pela ausência de perspectivas.

Se, em 1974, houvesse Wikipédia, Phillips saberia, por exemplo, que a revolução francesa ocorre 15 anos depois da primeira publicação da obra de Goethe.

Em 1846, a obra de Goethe já estava publicada há 72 anos e a já existia uma versão censurada desde 1787. Marx, que tinha 28 anos, publicou um pequeno texto chamado “Sobre o suicídio”, no qual, através das palavras de Jacques Peuchet diz o seguinte:

“Tudo o que se disse contra o suicídio gira em torno do mesmo círculo de ideias. Contra ele são postos os desígnios da Providência, mas a própria existência do suicídio é um notório protesto contra esses desígnios ininteligíveis. Falam-nos de nossos deveres para com a sociedade, sem que, no entanto, nossos direitos em relação a essa sociedade sejam esclarecidos e efetivados, e termina-se por exaltar a façanha mil vezes maior de dominar a dor ao invés de sucumbir a ela, uma façanha tão lúgubre quanto a perspectiva que ela inaugura. Em poucas palavras, faz-se do suicídio um ato de covardia, um crime contra as leis, a sociedade e a honra. Como se explica que, apesar de tantos anátemas, o homem se mate? [..] O que dizer da indignidade de um estigma lançado a pessoas que não estão mais aqui para advogar suas causas? […] As medidas infantis e atrozes que foram inventadas conseguiram combater vitoriosamente as tentações do desespero? Que importam à criatura que deseja escapar do mundo as injúrias que o mundo promete a seu cadáver? Ela vê nisso apenas uma covardia a mais da parte dos vivos. Que tipo de sociedade é esta, em que se encontra a mais profunda solidão no seio de tantos milhões; em que se pode ser tomado por um desejo implacável de matar a si mesmo, sem que ninguém possa prevê-lo? Tal sociedade não é uma sociedade; ela é, como diz Rousseau, uma selva, habitada por feras selvagens.” (Boitempo, 2006).

Jacques Peuchet não era revolucionário, muito menos socialista, mas trabalhando como diretor dos arquivos da polícia realizou um levantamento censitário na França e teceu duras críticas – ainda que românticas – à sociedade europeia.

Nós não temos censos confiáveis sobre o número de pessoas que se suicidam e o suicídio infantil é proibido de ser registrado como tal até mesmo nos atestados de óbitos, muito embora seja um sintoma dos mais duros sobre a irracionalidade de nosso modo de vida.

Por outro lado, não existe igualmente nenhum estudo substantivo sobre os efeitos da publicização do suicídio. Nós apenas ficamos proibidos de falar sobre isso. Talvez porque se nós soubéssemos quantos de nós adoece e morre em função das desgraças subjetivas inerentes ao capitalismo, a coisa ficaria feia.

Eu tenho a hipótese de que a ausência de debates sinceros sobre nossos pensamentos suicidas é uma das principais vias pelas quais eles são vividos subjetivamente como processos absolutamente individuais.

“[…] o suicídio não é mais do que um entre os mil e um sintomas da luta social geral, sempre percebida em fatos recentes, da qual tantos combatentes se retiram porque estão cansados de serem contados entre as vítimas ou porque se insurgem contra a ideia de assumir um lugar honroso entre os carrascos.” (MARX, 2006, p. 29)

Nós achamos patético que uma fábrica chinesa instale grades nas janelas para evitar que seus funcionários se matem durante a jornada de trabalho, e enquanto isso, evitamos nos perguntar sobre quantas pessoas se suicidaram em nosso campus apenas no último ano.

Não é porque algo é o sintoma da doença de uma sociedade, que seja sinal de doença do indivíduo. Eu trabalho muito todos os dias, desde a hora em que acordo até quase o momento de dormir. Fico feliz com as pequenas conquistas. Mas desde as férias escolares da oitava série, eu nunca mais me senti feliz por uma semana inteira. Desde então, todos os dias há esse dilema sobre “ganhar a vida” e esse sentimento permanente de despossessão. Acho que eu não conheço nenhuma pessoa da minha idade que se sinta agarrada verdadeiramente à vida sequer por uma dúzia dias. Acho que está na hora de nós nos reunirmos no mesmo dia, na mesma hora, e quebrar tudo. Allan Kenji»»

 
 
 

docente efetivo?

[sex] 14 de abril de 2017
Tempo de serviço líquido: 03 anos.
Tempo de serviço descontado: 02 meses 10 dias (esses são as cicatrizes da guerra!)
e na virada do mês (2/5)… faço cinco anos de magistério, na função docente (somando com meus 1 ano e nove mês e um dia de act).
*
meta do feriado: tomar no horário os antibióticos (próximo horário – 5h00). não morrer.
*
corrigir todas as avaliações.
por em dia o professor online.
*
fukuta está visitando a casa.
*
rascunhos esperam edição/publicação.

o sol é uma estrela como as outras!

[seg] 10 de abril de 2017

ponderando. sábado da família na escola… oficina de war… para todar o dia menos pesado. domingo… vegentando no prof. online e nas pencas de papeis… produzindo notas, dados… segunda-feira cedo… 3 aulas sobre escola sem partido, um júri simulado… que não funcionou direito em duas turmas.

estou exausto… e tem mais uma penca de aula pela noite. e papeis… malditos papeis. e sigo intrigado com coisas assim:

«”A ciência não é apenas um saco de truques úteis para compreender a física ou a biologia, mas sim um método mais geral e uma atitude racional baseada no modesto princípio de que as afirmações empíricas devem ser sustentadas por provas empíricas”, resume.

“Toda a autoridade das religiões em termos éticos depende da verdade de suas doutrinas sobre os fatos”

Pergunta. Quais são os principais inimigos de uma forma de ver o mundo em que os fatos sejam importantes?

Resposta. Começando pelos mais inofensivos, eu diria que são os acadêmicos pós-modernos, os que defendem que o conhecimento é uma construção social. Em segundo lugar, os entusiastas da pseudociência, e há muitos – por exemplo, as terapias alternativas ou complementares à Medicina. A homeopatia é um exemplo que contradiz tudo o que sabemos de física ou química. Em terceiro lugar, há pseudociências piores, como a negação a evolução biológica, que está na intersecção entre política e religião.

Existe uma oposição fundamental e inevitável entre a ciência e a religião. Nem tanto por sua discrepância sobre teorias concretas como o heliocentrismo desde há quatro séculos, ou o evolucionismo. Na verdade, trata-se de uma contradição fundamental sobre os métodos que os seres humanos deveriam seguir para ter um conhecimento confiável sobre o mundo.

P. Ciência e religião não são compatíveis?

R. Para mim, a ideia de Steve Jay Gould, que diz que a ciência e a religião são dois caminhos que não se sobrepõe, que a ciência limita-se a falar de fatos e a religião a falar de ética, é insustentável. Em primeiro lugar, porque os fiéis não podem assumir a sugestão de Jay Gould e não falar sobre fatos. Um cristão não pode dizer que Deus não existe, nem que Jesus não era seu filho. Além disso, se a religião não falasse de fatos, que autoridade ela teria para falar de ética? A única razão para prestar atenção ao que uma religião diz é ver se suas doutrinas sobre os fatos são verdadeiras. Se Deus realmente existe, devemos adaptar nossas nossa ética ao que Deus quiser. Toda a autoridade das religiões em matéria ética depende da veracidade de suas doutrinas sobre os fatos. Por isso, existe uma colisão inevitável entre ciência e religião sobre os fatos. A religião não pode abster-se de fazer afirmações sobre a história do universo e a história humana.

“O pior adversário da ciência são os agentes de relações públicas, os políticos e as empresas que os empregam”

Há um conflito fundamental sobre os métodos que os seres humanos devem usar para chegar a um conhecimento confiável. As ciências usam as observações, os experimentos e a reflexão racional sobre dados empíricos. As religiões aceitam a validez deste procedimento, mas sustentam que existem outros métodos también confiáveis, como a intuição, a revelação ou a interpretação de textos sagrados. Nós devemos nos perguntar se os métodos propostos pelas religiões també têm tantos testes de confiabilidade, e a resposta é “não”. Quando entramos no âmbito dos métodos, a religião fracassa completamente.» disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2017/04/05/ciencia/1491416759_691895.html&gt;

***

#umpoetaumpoemapordia #162 (10/4)
POEMA – O SONHO

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

– Partimos. Vamos. Somos.

POETA – SEBASTIÃO DA GAMA

pergunte pro seu orixá / amor só é bom se doer

[ter] 4 de abril de 2017

exercício noturno (enantiomorfo)

por um truque de luz
na noite longa
pela janela do trem
olho nos olhos
daquele que sente dor

e a sua dor, ali, exposta,
diante de mim, refletida,
é tão nua, é tão minha.

minha dor, meus olhos,
minha jornada adentro
num estranhamento poético.

quiserá que fora só dele,
do homem de olhos castanhos,
essa dor d’alma
essa dor de dente
essa dor do peito
essa dor de se ser gente…

e saber que o outro,
é a dor que tu sentes

Santo Antônio de Lisboa/TISAN. 4 ABRIL.

***

 

exercícios sobre a percepção

I
o poeta contempla poemas
uns grafitados na pedra,
no papel, na parede
outros ainda na fluidez
de sua mente
e uns tantos ainda
não descobertos,
não inventados,
alheios ao letramento

*
II
o poeta, às vezes,
é como um desses
zumbis do cotidiano

o corpo está ali,
quase inerte,
enquanto a mente…

essa viaja
e conecta-se…
presa na rede
imaginária.

Vargem Grande/TICAN – Santo Antônio de Lisboa/TISAN. 4 ABRIL.

***

dessas aleatórias, que alguém canta no busão… e ainda indica para xs amigxs. eu só escuto… e penso: há vida no busão, saravá.

“Pergunte pro seu Orixá / Amor só é bom se doer”

CANTO DE OSSANHA / Vinicius de Moraes, Baden Powell

O homem que diz “dou” não dá
Porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz “vou” não vai
Porque quando foi já não quis
O homem que diz “sou” não é
Porque quem é mesmo é “não sou”
O homem que diz “estou” não está
Porque ninguém está quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha, traidor
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amorVai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor

Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha, não vá
Que muito vai se arrepender
Pergunte pro seu Orixá
Amor só é bom se doer

Vai, vai, vai, vai amar
Vai, vai, vai, vai sofrer
Vai, vai, vai, vai chorar
Vai, vai, vai, vai dizer
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor

sobre Os afro-sambas de Baden e Vinicius: É, não sou: “Canto de Ossanha” e a Dialética em Forma de Canção, de Isabela Morais
Dialética
É claro que a vida é boa / E a alegria, a única indizível emoção / É claro que te acho linda / Em ti bendigo o amor das coisas simples / É claro que te amo / E tenho tudo para ser feliz / Mas acontece que eu sou triste… (Vinicius de Moraes)
e essa passagem citada em texto de Túlio Ceci Villaça,

Vale conhecer um mito yorubá, contado pelo historiador Reginaldo Prandi, que explica e motiva a afirmação se é canto de Ossanha não vá, que muito vai se arrepender:

Um rei decidiu casar a sua filha mais velha. Dá-la-ia em casamento ao pretendente que adivinhasse o nome de suas três filhas. Ossaim aceitou o desafio. À tarde, Ossaim saiu sorrateiro por trás do palácio. Subiu no pé de obi [nogueira] e se escondeu entre seus galhos. Quando as três princesinhas saíram para brincar, foram surpreendidas por um canto que vinha daquela árvore. Era o canto de pássaro irresistível, de um passarinho das matas de Ossaim. Mas o canto era de Ossaim, imitando o pássaro. O passarinho brincou com as três princesas e conseguiu saber o nome delas: Aio Delê, Omi Delê e Onã Iná, eram estes os nomes das filhas do rei. Sua esperteza havia dado certo. No dia seguinte Ossaim foi ao rei e declamou a ele o nome das princesas. Ossaim, então, casou-se com a mais velha. Sua esperteza havia dado certo. Ossaim desde então é identificado com o pássaro.

ato v, cena v

[seg] 3 de abril de 2017

ok, é o cansaço. é como uma neblina, uma névoa, um película nebular entre meus olhos e a tela. segunda foi de moer… e a semana promete.

são 13 primeiros anos… vezes 35 alunos por turma, vezes 3 avaliações….

e tem mais 3 segundos e 5 terceiros…

se eu conseguir sobreviver até semana que vem. e ainda tem essa inflamação na face esquerda… doendo ouvido, as vezes o dente. e o dedo que parece uma brasa no meu pé, inflamado, encravado… e pra começar, a grana entrou dia 31 e dia primeiro já tinha sumido e começo o mês devendo… mas hoje é segunda e logo mais é terça. tudo vai dar certo.

fiz homus e babaganoush. que perdição.

e no domingo, acordei com as lembranças de um sonho. você me habitava.

***

e citando João Neto Pitta

 
Viver é ter de carregar nas costas os cadáveres de nosso passado: as inúmeras pessoas que já fomos e que hoje se perderam em uma memória cada vez mais escassa, aqueles amigos que foram e nunca mais voltaram, os que morreram biologicamente e os que morreram pra dar lugar a outro ser completamente diferente. Ficar sozinho é acender uma vela a cada um destes seres moribundos, que balbuciam em nossas costas, pedindo misericórdia e rezando para que tudo volte a ser como era antes. Não há mais volta, e nós dois sabemos disso, caro leitor. (…) Talvez isso revele o porquê de querermos ficar sempre em multidões , temos medo do que podemos encontrar dentro de nós, medo desses cadáveres do passado. E, assim, nos tornamos uma presa fácil a um mundo de fingimento.
 
Falar muito de si mesmo também pode ser uma forma de ocultar-se, a frase é do Filósofo Bigodudo (Nietzsche) 

esperando o dia vinte e três…

[qui] 2 de março de 2017

checklist de quinta.

cedo – dentista ok.

tarde – pedal ok.

noite – aula ok.

mas nesse interim, não sei se é a visita (paulo de passagem até sábado/domingo) ou o fato de eu ter dormido tarde e ter acordado cedo, e ainda passar o dia na função de ir até o centro, num calor infernal, e ter aula pela noite… foi um dia longo e quente, e cansou.

e senti aquela sensação de que precisando parar e respirar porque março parece estar alucinando já. coisas importantes pra ontem: planos de aula mais detalhados e com dinâmicas (principalmente os segundos anos – estou um tanto frustado com o caminho que as aulas tem tomado), diário online em dia (não deixa acumular… aplicativo funcionando, adeus diário de papel), plano de ensino para escolas (a data limite é dia 3, sexta-feira… não vou conseguir entregar), e as eleições para conselho deliberativo… calma, respira, vai dar tudo certo. 23 é feriado.

há grilos no carnaval

[seg] 27 de fevereiro de 2017

há grilos no carnaval…

e eles cricrilam demais.

é quase ensurdecedor.

da rotina: pequenas melhorias na cozinha ok. faxina no quarto de visita, nope – tarefa de hoje à tarde. organização dos livros – nope. montar o rolo para bike… nope. por diário online em dia e montar o planejamento para entregar… não. e o que fiz até agora?

sábado e domingo, quarta temporada de vikings, listo.

guillemet

[dom] 5 de fevereiro de 2017

domingo. último dia.

dia de arrumar tudo que não arrumei até agora.

e a jornada começou… tenho planos, tenhos sonhos.

e para mentalizar “paciência e coragem”.

***

fiz horta. podei planta. plantei algumas. organizar as categorias/tags deste blogue. coloquei em dia #umpoetaumpoemapordia. reavivei blogues e páginas que andavam soltas. visitei meus poemas. conheci novos poetas.

***

lista do que foi visto: wbqbr9rrhfs033isu4dudvdpv64-zebzous6wpxzl31

05/02/17 Até o Fim (2013 ‧ Drama/Ação ‧ 1h 47m – Direção: J.C. Chandor). aquele filme que você vai vendo enquanto faz outras coisas… mas em algumas momentos te dá uma agonia profunda.
01/02/17 Adaptação (2002 ‧ Filme policial/Drama ‧ 1h 54m – Direção: Spike Jonze e Roteiro: Charlie Kaufman). Que puta filme. Dez. Daqueles que dá vontade ver mais de uma vez.
31/01/17 La Vida Inmoral de la Pareja Ideal (2016 ‧ Comédia/Drama/Romance ‧ 1h 31min – Direção: Manolo Caro). Película mexicana interessante, levemente engraçada e um pouquinho sedutora.
31/01/17 iBOY  (2017 ‧ Sci-Fi/Ação/Crime ‧  1h 30min – Direção: Adam Randall). Uma bosta.  Perdi meu tempo.

***

trilha de fundo: Jason Mraz – 93 Million Miles

«Every road is a slippery slope / But there is always a hand that you can hold on to / Looking deeper through the telescope / You can see that your home’s inside of you / Just know, that wherever you go / No, you’re never alone / You will always get back home / Home…»

***

pesquisa derivada – guillemets ‹ ›  « »

In Windows: 
« Alt + 0171 Alt + 7598 Alt + 174 Alt + 686
» Alt + 0187 Alt + 7599 Alt + 175 Alt + 687

indie…

[dom] 20 de novembro de 2016

não arrumei nada em casa… fisicamente não mexi em nada.

aproveitei o banho de sol da tarde,

o mate

caminhei entre as árvores,

pelo quintal.

e o resto do tempo:

#youtube #setlistaleatório #músicaindie

e me pus a mexer nos meus blogues (é, há tempos em que mal mexo neste aqui… os outros dois, iam bem abandonados (um sobre sociologia, a disciplina que leciono; e o outro é tipo um portfólio/index para não perder o primeiro endereço que registrei no wordpress – era o endereço de boa parte deste blogue)… tudo isto porque decidi criar um quarto blogue para publicar os poemas que (raramente) faço (sim, eu publico eles por cá também, mas aqui eles vão meio misturado com outras coisas), mas de uma forma mais visual… a ideia surgiu depois que comecei a publicá-los na página do facebook…

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ps: lá em 2005, quando me registrei pela primeira vez no wordpress, esse foi o segundo layout adotado. de tempos em tempos, eu troco, mas sempre acabo voltando pra ele.

requisitos para ser una persona normal

[ter] 4 de outubro de 2016

dolores. por 3 semanas.

pelos blancos. na barba…

cocina hecha. ou ao menos a parte estrutural.

são dez dias sem escrever aqui. são dez dias submersos em algum outro ponto. outras rotinas, projetos diferentes, e de dor nas costas – o que me leva a menos tempo sentado diante do pc. caminhadas com izabel…

nota do mês que passou: «Relator do caso, ministro Luiz Fux votou em favor de ‘dupla paternidade’. Corte permitiu mudar documento após reconhecimento de vínculo genético.» olha o stf estabelecendo jurisprudência e indo de encontro ao meu pedido… que continua na vara da família.

nota da semana: dia 28 narrei minha vida pra izabel… ou parte significativa, meus relacionamentos amorosos… e combinei, daqui 20 anos, quando ela tiver mais ou menos a minha idade, sentamos novamente e ela narra a vida dela.

nota do dia: comprar guarda-chuva

filmes vistos nestes ultimos dias:

28/09/16 The Pill
25/09/16 Na Estrada
23/09/16 A Grande Aposta

 

rudbeckia maxima

[sáb] 3 de setembro de 2016

e aquele cara que ia dormir meia noite… vara a madrugada.

okay… amanhã eu pago a conta.

mas a melodia, a fotografia… e a fatia de melancia que comi não me deixaram.

e na conta, dois gostosos filmes de woody allen, e outro de john turturro (com woody allen no elenco).

 

(Blue Jasmine, 2013) woody allen

(Magic in the Moonlight, 2014) woody allen

(Fading Gigolo, 2014)  john turturro

 

notas soltas, das falas meio bizarras de fiovarante, em fading gigolo:

“un boccone da re” – “festina lente” – “donde hay amor, hay dolor”

e a tal: rudbeckia maxima.

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***

agora é tentar dormir um bocado. que logo mais será um longo dia.

ceci n’est pas un coup d’état

[ter] 30 de agosto de 2016

e mais um golpe na democracia brasileira… e se pá, termina hoje.

abaixo textos para uma leitura

https://rsf.org/es/noticias/o-pais-dos-trinta-berlusconis-os-desequilibrios-mediaticos-do-gigante-sul-americano

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/04/le-monde-reconhece-equivoco-em-cobertura-do-impeachment-no-brasil.html

http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/o_pais_dos_trinta_berlusconis/

 

***

e a tracklist de xoxo:

1. Galantis and East & Young, “Make Me Feel
2. Michael Brun, “All I Ever Wanted” [feat. Louie]
3. Yotto, “Song From The Sun”
4. Mambo Brothers, “Momento”
5. Zaxx, “Signal”
6. Alok, “Me & You” [feat. Iro]
7. graves & Dreamer, “im friends w 25 letters of the alphabet, i dont know y”
8. Skrillex & Diplo, “Beats Knockin” [feat. Fly Boi Keno]
9. Grandtheft & Keys N Krates, “Keep It 100 (Keys N Krates Live Version)”
10. Hitchhiker, “Ding Dong”
11. Jai Wolf, “Indian Summer”
12. Disclosure, “You & Me (Flume Remix)” [feat. Eliza Doolittle]
13. Galantis, “Gold Dust”
14. Hayden James, “Something About You (ODESZA Remix)”
15. Dada Life, “One Last Night On Earth”
16. Icarus, “Home (Lane 8 Remix)” [feat. Aurora]

***

e há dias não consigo escrever.

***

e da madrugada de domingo… https://youtu.be/YmN9oHa3ZIQ / https://youtu.be/WY-Z6wm6TMQ

 

citações aleatórias

[qui] 25 de agosto de 2016

“A enorme capacidade, própria do sistema fabril, de expandir-se aos saltos e sua dependência do mercado mundial geram necessariamente uma produção em ritmo febril e a consequente saturação dos mercados, cuja contração acarreta um período de estagnação. A VIDA DA INDÚSTRIA SE CONVERTE NUMA SEQUÊNCIA DE PERÍODOS DE VITALIDADE MEDIANA, PROSPERIDADE, SUPERPRODUÇÃO, CRISE E ESTAGNAÇÃO. A insegurança e a instabilidade a que a indústria mecanizada submete a ocupação e, com isso, a condição de vida do trabalhador tornam-se normais com a ocorrência dessas oscilações periódicas do ciclo industrial.” (K. Marx, O Capital, Livro I, Seção IV, Cap. 13, p.524-525)

“A acusação de que o marxismo não tem tido nada a dizer sobre raça, nação, colonialismo ou etnicidade é igualmente falsa. Na verdade, o movimento comunista foi o único lugar, no início do século XX, onde as questões de nacionalismo e colonialismo – junto com a questão de gênero – foram sistematicamente levantadas e debatidas. Como escreveu Robert J. C. Young: ‘O comunismo foi o primeiro e único programa político a reconhecer a inter-relação dessas diferentes formas de dominação e exploração (classe, gênero e colonialismo) e a necessidade de abolir todas elas como base fundamental para a realização bem-sucedida da liberação de cada um.’” (Terry Eagleton. Depois da teoria: Um olhar sobre os Estudos Culturais e o pós-modernismo)

“Tanto a evolução das ciências humanas quanto a das físico-naturais (em especial a biologia) tendeu a criar uma ponte entre esses domínios aparentemente opostos. Uma zona fundamental de ligação entre as ciências da natureza e as do homem é constituída pelo intercâmbio dos métodos. A identidade parcial entre sujeito e objeto do conhecimento, por outro lado, não constitui uma exclusividade das ciências humanas, pois essa mesma identidade irrompeu também nas ciências físico-naturais. Ela sublinha, por sua dificuldade própria, a centralidade das humanidades como locus de conhecimento analítico, sintético e crítico”. (Osvaldo Coggiola. As humanidades na encruzilhada do século 21)

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