Archive for the '31' Category

rrreconfiguranndoo

[qua] 31 de maio de 2017

em processo de reconfiguração…

pronto.  vamos morrer… mas há a possibilidade de tentar fazer bem feito. de fazer sentido. e não se deixar vencer pelo próprio medo. tática de guerrilha, combater todo e qualquer pensamento negativo… acreditar em si assim como os outros acreditam

paul gauguin é feliz, afinal. também nós o seremos uma vez.

[sex] 31 de março de 2017

DO QUE É ATEMPORAL

«Amanhã,
talvez depois
de amanhã,
quando for
o que for
acontecer;
talvez
a cada manhã,
o suor
do trabalho
e do prazer.» Vitor Ramil

«De toute cette jeunesse, de cette parfaite harmonie avec la nature qui nous entourait il se dégageait une beauté, un parfum (noa noa) qui enchantaient mon âme d’artiste.»

56-204004-gauguin-noa-noa

11h37 antes que a manhã acabe. notas soltas.

acordei sentindo aquela dor urgente. recorro a drogas paliativas que destroem meu estômago. meu corpo parece que vai explodir por dentro. sinto como se meu rosto estivesse inchado.

tarefa da manhã: produzir 3 fichas de avaliação para entregar aos alunos, como subsídio para a apresentação do dia 10.

18h35 ainda não desisti… mas algo diz que não vai dar pé.

não terminei as fichas em casa, não deu tempo… ou eu me perco demais… ou esse tal de tempo é muito apressado. enfim, corri, ao menos não perdi o busão. mas deixei pra fazer na escola… não fiz.

e entre uma escola e outra, entre a tarde e a noite, um papo interessante no busão valeram a meia hora de viagem. florência, e seu nome uruguayo. fomos conversando… a coincidência de ter duas alunas chamadas florência, uma em cada escola, de ter mais uma meia de duzia de alunos uruguaios e argentinos. conversamos sobre as turmas, sobre ser professor, sobre referências uruguaias… galeano, benedetti, drexler… sobre sotaques… lembrei de karina buhr (como eu amo esse sotaque), e sobre poesia e tatuagem… e outros coisas aleatórias…

essas parcerias de busão deixam o tempo mais fluido.

23h32 se tem um coisa que tem me deixado revoltado… e até me vejo dias desse dando uma de michael douglas (falling down)… é essa empresa de transporte público que tira onda da nossa cara na cara dura… o busão atrasado, e se não vou falar nada, o fiscal ia fazer de conta que nada tava rolando… se fosse uma vez ou outra, mas é todo dia, ou na ida ou na volta. sem falar na viagem enlatada como sardinha. isso me estressa. um dia desses faço merda.

e das aulas da noite:

e do filme que comentei hoje, mas não lembrava o nome https://www.youtube.com/watch?v=JKXs9ib90mk

e o nome do livro que li há 20 anos (lá pelos meus 14 anos) e me marcou profundamente). não vi o filme, mas listo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=b7Wz_rY2S38

http://www.saraiva.com.br/o-sol-e-para-todos-1563761.html… “Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto forte, melodramático, sutil, cômico (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações”

https://www.youtube.com/watch?v=3_P–6uis4Q E para quem quiser ver o filme inteiro além dos 5 minutos que recortei e mostrei em sala…

e compartilhei isso… porque há cinco anos atrás estava em compartilhando isto aqui: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2010/11/olhos-azuis-dor-do-preconceito.html

***

notas:

***

fiquei pensando sobre as graviolas… qual será o gosto, a textura, da carne?

 

lapsos de memória

[qui] 30 de março de 2017

é grave. a imagem dela vem… mas qual é mesmo o nome? ok, isto acontece. mas ultimamente tem acontecido demais… não lembrar o nome. nem quando eu fumava dois ou três finos por dia era assim. é recorrente e cada vez mais forte, assustadoramente, como aquela vez que a pessoa me cumprimentou, ela me conhecia, sabia meu nome, tinha algo de íntimo nela… como ela me tratou, calorosamente e de forma franca, aberta… devíamos nos conhecer e ter uma certa intimidade (o que é um tanto quanto lento comigo e isto me levou a crer que nossa relação não era curta) ou não (e esse ar de intimidade era apenas o jeito dela caso ela fosse do tipo de pessoa que diz oi e já é tua amiga de infância), mas isto não vem ao caso, porque ela me conhecia, sabia meu nome. e eu não, não sabia quem ela era. era pra mim uma pessoa estranha. apesar de toda cortesia, algo em mim foi frio, não me conectei, não refiz nos fios da memória o nosso laço… eu ignorava ela. eu apaguei, deletei. o assustador era eu.

esqueço diariamente os horários das aulas, a sequência da turmas… esqueço o dia da semana e/ou do mês. anoto no quadro, saio de sala, entre noutra, esqueço tudo de novo… esqueço o número do telefone de casa…

digo que minha memória é seletiva… o que é um tanto verdade, porque algumas coisas quando resolvo gravar mentalmente… eu não esqueço. mas o nome dela eu esqueci, será que é porque eu não optei por gravar? e deixei ali naquela zona aberta à desmemória?

dez horas depois tu lembra. e pensa… puta merda, era isso, na cara, tão fácil.

***

o editor diz que há dez rascunhos abandonados… esperando por edição.

isto sem contar as notas soltas no pc e no celular.

***

estou lendo: “O dilema de Hamlet: O ser e não ser da consciência” – Mauro Iasi – Ed. Viramundo

“Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre/ Em nosso espírito sofrer pedras e setas/ Com que a Fortuna, enfurecida nos alveja/ Ou insurgir-nos contra um mar de provações;/ E em luta pôr-lhes fim?”

images (2)

André Kertész – Bathing, Dunaharaszti

 

dia nacional da poesia

[seg] 31 de outubro de 2016
das coisas cotidianas - e um exercício sobre as raízes.

minha agenda reclamava, havia uma reunião de formação com articuladores… ofertada pela sed [secretaria de educação]… mas eu precisava de um tempo só. precisava me demorar fazendo quase nada… dentro de mim, todo o meu ser alertava: hoje não é dia pra se correr. e talvez o nariz trancado, a dificuldade alérgica de respirar… talvez a falta das horas adequadas de sono… ou mesmo por segunda-feira, o dia mais dificil de todos. mandei um recado à direção avisando que não poderia ir. e voltei a dormir.

hoje, é o dia nacional da poesia¹, e não há melhor momento para começar uma ideia²

#umpoetaumpoemapordia

Hoje comemora-se o aniversário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, e é dele o poema que colo abaixo

Sentimento do mundo

Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microcopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer.

Esse amanhecer
mais noite que a noite.

***

e agora algumas palavras minhas…

exercício sobre as raízes

por vezes eu preciso de gente.
por vezes eu preciso de solidão.
por vezes solitudo soliente,

noutras gentidão,

vasto, do maior que o ão.

 

 

notas de rodapé
1. DIA NACIONAL DA POESIA
Lei 13.131/2015, que criou oficialmente o Dia Nacional da Poesia.
Dia 31/10 é data de aniversário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade.
Até 2015 extraoficialmente era comemorado no dia 14 de março.
Era uma homenagem ao Castro Alves.]

2. UM POEMA POR DIA
inspirada num blogue que encontrei pela rede há um tempo... 
http://poemadia.blogspot.com.br/
e outros espaços como este
https://www.facebook.com/um-poema-por-dia-195108683859502/ 
mas, sobretudo, para alimentar minha página de poemas,
já que não escrevo um poema por dia...
e ainda fazer o exercício de ler
e pesquisar mais sobre poesia.

o homem irracional

[qua] 31 de agosto de 2016

«essa chuva, esse chumbo, essa vida acinzentada. que agonia é se perde de si… não há nada no horizonte.»

 

e haviam outras palavras e imagens naquele fichamento, eram fragmentos de poesia coletados ao longo de dias, e que agora estão perdidos em alguma parte desta pilha de livros e folhas sobre a mesa – uma hipótese. e repito aqui o que disse noutro dia, quanto mais sozinho fico mais dificuldade tenho em voltar ao contado de outras pessoas… e há um tempo atrás, mesmo a rotina do trabalho, me ajudava a levar a vida em frente, mas por essa semana… tá tenso, pesado demais… animo zero. e preciso arrumar os diários, os planos de aula, os fragmentos de poesia… minha rotina. essa semana a vida anda um bocado monotona e vazia, demais… perigosamente vazia demais.

busão-sala de aula-busão-quarto-busão…

ps1: apenas algumas risadas na maratona woody allen dos ultimos dias. o filme de hoje foi irracional man, leia aqui a resenha de marcelo hessel sobre o filme.

 

[dom] 31 de julho de 2016

e chegou o domingo, último dia das férias. e é preciso terminar as pendengas do segundo bimestre e já pensar o terceiro. e os planos de sair e andar e fazer as coisas aleatórias resumiram-se em jogar, comer, assistir e dormir. terminei a maratona da segunda temporada de marco polo, e duas temporadas de vikings, sem falar nas trocentas coisas de got que vi. é de mikannn a voz que mais ouço por estes dias.

 

lavrador da escuridão

[seg] 31 de agosto de 2015

notas {dispesas} do dia:

#quadro crônico (desde a ocupação) de catarro e este peso no peito. vai e volta. pneumonia? urgente ir ao médico. hoje fiquei sem voz mais uma vez.

#e buscar apoio terapêutico para essas dores da alma. wake up dead man!

#reordenei o poema dessa semana em quatro partes, ficou assim (ainda não me agradou)

I

lavrador da escuridão,
minerador de pensamentos,
cava o fragmento,
na busca do gozo
no silêncio
no tumulto interno…
e o que explode
feito dinamite
é a vontade daquela mina,
em toda sua profundidade de carvão.

II

lavrador da escuridão,
minerador de pensamentos,
por dentro não
há claro-escuro,
por dentro não se
sabe pedra ou suor.

III

lavrador da escuridão,
minerador de pensamentos,
no subterrâneo
defronta-se com
o minério do não,
e toda saliva,
e todo verbo,
e toda língua,
e todo atrito,
cruzam a noite,
trepam delírios,
mas não suportam
os olhos vazios
que não se tocam
na luz

IV

lavrador da escuridão,
minerador de pensamentos,
escava o homem nu,
esse bicho oco,
de coração opaco,
boca morna e muda,
e o profundo sexo dela
deseja o gosto que transcende
a superfície rochosa,
isto que existe, e exige
que tua picareta pudesse
lavrar o sol,
a luz e o carvão.

concierto de aranjuez, segundo movimento.

[sex] 31 de julho de 2015

Concierto de Aranjuez (1939) – Joaquín Rodrigo – DRSO – Pepe Romero – Rafael Frühbeck de Burgos
1 Allegro con spirito
2 Adagio
3 Allegro gentile

***

no wikipédia diz-se sobre um adágio o seguinte:

Adágio (do italiano Adagio) é um andamento musical lento, por consequência composições musicais com esse tempo são conhecidas como adágios. O termo deriva de “ad agio” (comodamente). Costuma situar-se entre 66 e 76 batidas por minuto em um metrônomo tradicional, sendo, portanto, mais rápido que o Lento e mais lento que o Adagietto e o Andante. São comumente adágios o segundo movimento de um concerto e o segundo ou terceiro movimento de uma sinfonia.

Para saber mais do Concierto de Aranjuez e de Joaquín Rodrigo acessar seu sítio.

 

 

 

para amanhã logo mais…

[dom] 31 de maio de 2015

resoluções para depois de acordar:

#lembrar de não ordená-las.

#não entrar em contato contigo. mesmo que eu pense nisto todos os dias. eu sempre em algum momento importante terei medo e vacilarei, com ciúmes ou descrença da força que o amor tem de iluminar os caminhos escuros.

#realizar trabalhos manuais e domésticos. desimpregnar este cheiro de abandono e habitar-me mais nesta casa. traduzindo… podar plantas, limpar terreno e a casa… e lavar roupas.

#não viajar para campos novos, para não perder o horário e o ônibus e ficar sentido-me mal por não cumprir aquilo que eu acho que deveria ter cumprido. pois eu furo compromissos… eu sempre me muito sinto mal por isto. e isto é muito mais constante do que eu gostaria… não ir e não estar, e deixar isto de forma resoluta, ainda é o melhor antídoto para a dor de querer ir e não ter ido.

#ter/fazer um dia bonito.

#terminar a leitura do livro do valter hugo mãe.

ps: e a pessoa bonita, disse que curtiu minha página de poemas. e fui rele-los… meus poemas são tristes.eu me sinto triste, mesmo quando estou feliz. e lembrei de marcello, que me presenteou com um livro de poemas… e receberá o meu primeiro livro, quando eu publicar em papel e tinta… ainda este ano.

 

devemos tomar consciência do processo…

[sáb] 31 de janeiro de 2015

ei rapaz, ouça: eu sou você. e eu achei que tivesse um plano. eu não tenho um plano. eu estou completamente perdido. todos os planos até agora apenas tentam camuflar essa minha cronica falta de planos. e se tivesse que começar do zero hoje, eu começava. sinto tremores no meu estômago, daqueles quando estamos profundamente nervosos de ansiedade diante de algo novo e grande. eu tenho pensado em não fugir de ninguém mais… as vezes você se afasta, física e/ou emocionalmente, de todo mundo pensando que assim será mais fácil… que controlando e/ou catatonicamente levando a vida é possível viver. aí você acorda e percebe, que o seus medos sempre vão estar ali, que as feridas só aumentam, que a distância borra os sonhos e o real… que tuas palavras não fazem sentido, que só te sobra o vazio da insignificância. e o mais perigoso é quando você não significa nada para você – é como olhar no espelho e não haver ninguém. não há como escrever poemas de amor ou sobre a dor. as palavras calam. você seca por dentro, e só te sobre aquela aparência plástica por fora. você se torna um manneken.

e voltar é difícil. reatar ou cicatrizar feridas não é algo que se faz por decreto… você precisa aprender a se reconhecer e como uma criança que começa a andar… corre o risco de cair. mas você precisa levantar agora, secar esse pranto e ir-se… e, mesmo que as vezes a gente acha que sabe o mapa, quando se coloca a ir… o caminho vai se refazendo e nada é como a um instante antes. a vida cambia. e ficar preso na terra pode nos fazer apodrecer. é preciso ir. pois dias desses você faz trinta e três e mirando tudo podes ver que você aprendeu tanto… você viu, viveu e fez coisas tão bonitas. e você teve medo demais e fugiu tanto sem saber para onde e porque. você caiu aqui, neste ponto, neste monólogo. você precisa reaprender a não ser mais só… você precisa aprender a vomitar todas essas dores e esses medos engasgados e reatar vínculos… buscar amigos, coisas novas, aquecer seu coração e sentir tremores no estômago e os pelos arrepiarem-se e aquela sensação de transbordar o peito de forma incontida e descontrolada… você precisa abrir uma fresta, a janela, a porta, as paredes e teto todo para a vida… você não pode ter medo de ter medo… e mesmo com medo, se jogue… você precisa permitir-se…

permita-se rapaz.

***

trilha de fundo: drexler e seu álbum: amar la trama.

corporate head

[sex] 31 de outubro de 2014

1990, Terry Allen (artist) and Philip Levine (poet). 5’3″h x 2’1″w x 2’2″d. 725 South Figueroa Street (Poet’s Walk)

They said
I had a head
for business.
The said
to get ahead
I had to lose
my head.
They said
be concrete
& I became
concrete.
They said
go, my son,
multiply,
divide, conquer.
I did my best.

 

 Corporate Head, 1990, by Terry Allen e Philip Levine

Corporate Head by Terry Allen

algumas doses

[dom] 31 de agosto de 2014

algumas doses de solidão.

TRADUZIR-SE de Ferreira Gullar

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte –
será arte?

***

If you hold a stone, hold it in your hand
If you feel the weight, you’ll never be late
To understand
But if you hold the stone, hold it in your hand
If you feel the weight, you’ll never be late
To understand

If you hold a stone, marinheiro só
Hold it in your hand, marinheiro só
If you feel the weight, marinheiro só
you’ll never be late, marinheiro só
To understand…

Ô, marinheiro marinheiro
Marinheiro só
Ô, quem te ensinou a nadar
Marinheiro só
Ou foi o tombo do navio
Marinheiro só
Ou foi o balanço do mar
Marinheiro só

Caetano Veloso/Domínio Público

***

Aqui me tenho
Como não me conheço
nem me quis

sem começo
nem fim

          aqui me tenho
sem mim

nada lembro
nem sei

à luz presente
sou apenas um bicho
transparente

Ferreira Gullar

***

palavras-chaves: autonomia (e escola da ponte… ) e insonia.

achar a saída…

[seg] 31 de março de 2014

é como se houvesse uma montanha sobre mim. é um peso enorme… aquela ansiedade por não saber se está tudo bem, e suspeitar que quanto mais estudo e busco referências mais percebo que sou todo atravessado e confuso… estou num impasse com minhas aulas, no meu planejamento… e enquanto não encontrar a saída, principalmente agora, no final do bimestre, continuarei nesta angústia danada.

mas ou menos eu sei para onde estou indo… só não sei te terei tempo para tudo que pensei lá no inicio. porque o tempo é mais curto do que eu imaginava e eu sou mais lento do que eu supunha ser. enfim… tenho 1 hora e meia para achar a saída…

quin dia feia, amics

[qui] 31 de outubro de 2013

ruídos…

“DROGA! DOEU? SIM NÃO SEI TE EXPLICAR MAS VOLTANDO E OUVINDO AQUELA CANÇÃO AH VOCÊ NÃO OUVIU AINDA NÉ MAS ERA ASSIM CADA PASSO BROTAVA UM PENSAMENTO MAS NÃO ERA BEM BROTAR ERA MAIS UM LANÇAR COMO AQUELAS ESTRELAS CADENTES QUE CÊ VÊ E CÊ JÁ NÃO VÊ FOI-SE NASCER E MORRER NUMA FRAÇÃO DE TEMPO CURTÍSSIMO ISSO ENTENDESTE BEM MAS DIZIA ELE OU MELHOR PENSAVA ELE VOCÊ CHEGOU NA HORA ERRADA HÁ ALGUMA HORA CERTA É A PERGUNTA QUE FICA NO AR EU JÁ HAVIA VESTIDO MINHA CASACA SABE?! INFANTIL ISTO É CONCORDO MAS SABE A CASACA É ALGO COMO AQUELA QUE TRANSPORTA PARA O MUNDO DE ERA UMA VEZ SACAS?! COMPLICADO ISTO MAS É ELE NARRANDO OU MELHOR PENSANDO OU SEJA NARRANDO MENTALMENTE PARA SI ESSAS HISTÓRIAS TODAS E ME DIZ O QUE ACHAS DISTO TUDO JÁ DISSE É CONCORDO AH LEMBREI DE OUTRA ELE ESTAVA DEITADO INVERTENDO O TEMPO E UMA VOZ NÃO DELE MESMO MAS DE OUTRA PESSOA MAS DENTRO DA CABEÇA DELE DISSE ESSA BELA SACADA AS PESSOAS QUEREM MUDAR O MUNDO E NÃO A SI PRÓPRIAS ELE NÃO SOUBE PARA QUEM OU O QUE ERA DIRIGIDO A IDEIA CONTRADITÓRIA MAS FICOU MATUTANDO COMO SE APLICA A ELE OU ELE APLICAVA EM SI NUMA AUTO CENSURA MAS VOLTA LÁ ESTAVA INTERESSANTE AQUELA HISTÓRIA DOS DESENCONTROS CADENTES AH NÃO OUTRA HORA TE FALO ESPERAREI CERTO E AGORA SILÊNCIO ESTRANHO NÉ SOBRE O QUE FALAR AH FALAR SOBRE O FALAR NÉ É MAS VOLTANDO AQUELA CANÇÃO QUE EU IA TE FALANDO ERA ASSIM:

Quin dia feia, amics
Quin dia feia, amics
La dolça adela va venir amb el mapa d’un lloc nou per descobrir
Amb les claus d’una moto que ens deixava el seu veí
Quin dia feia, amics
L’adela deia “sóc aquí per rodolar entre la civada
I tocar-nos fort en el molí, contant ocells que emigren, fugint d’un país trist”
Quin dia feia, amics
No n’heu vist molts així
I l’adela volia passar-lo amb mi
I vaig girar-me I li vaig dir que seria divertit
I vaig girar-me I li vaig dir que bucòlic I bonic
I vaig girar-me I li vaig dir “la propera clar que vinc”
I vaig girar-me I li vaig dir, I vaig girar-me I li vaig dir
Ara no, no, no! No m’interrompis
No veus que estava inspiradíssim escrivint-te una cançó?
Ja s’aclarien els contorns d’un gran tema pop folk
Que congelarà per sempre això tan especial que hi ha entre els dos.
Que hi ha entre els dos
Ara no, no, no! No m’interrompis
No veus que estava inspiradíssim escrivint-te una cançó?
Ara que em quedava un vers per rimar amb els teus cabells
Ara que quasi es pot sentir l’olor de la teva pell en el paper
En el paper

É MANEL, UM GRUPO CATALÃO. ÓTIMA.

fim dos ruídos. inicio do sussurros…

querido velho oeste

[sáb] 31 de agosto de 2013

Que ilusão desconfiar das flores Fugir da sorte pra não se arranhar. Você que quis inventar o tédio Como um remédio pro mundo rodar.” ou “Você tinha razão em quase tudo Eu estava cego, eu estava mudo Você tinha razão em quase tudo Eu era um cara de mal com o mundo.” MORDIDA. som no máximo, e repetindo sem parar na vitrola.

sei lá. Antes que eu esqueça, quinta foi um dia gostoso, daqueles que a gente não esquece. o sorriso daquela pequena que ‘cê nunca viu, e só por ter trocado três minutos de conversa, ela atravessa a rua para te dar um abraço [ que tu sem jeito transforma num simples aperto de mão ], animada por ter te conhecido. [ crianças tem disto, destes gestos inesperados, espontâneos, que nós adultos aprendemos a reprimir. dela esqueci o nome, e acho que devia ter seus 7 anos ].

ob portus

[qua] 31 de outubro de 2012

14:11 esqueci a senha e fui lá no gmail buscar e acabei caindo cá novamente e me pus a ler os últimos meses… e como andei enrolado, caótico, angustiado… argh.

título 1. qual é a tua obra? /título 2. vento oportuno

texto do Cortella de hoje:

“Aí eu entro em pânico. Atenção: a coragem não é ausência de medo. A coragem é o enfrentamento do medo. Corajoso é aquele que enfrenta o medo e não admite que este sentimento se transforme em pânico ou inação, em imobilidade. Mudar é complicado, sem dúvida, mas acomodar é perecer. (…) de onde vem a palavra oportunidade? Vem do nome de um vento. Os romanos tinham hábito na Antiguidade de dar nome aos ventos. E um vento que eles apreciavam imensamente, que levava o navio em direção ao porto, era chamado de ob portus, o vento oportuno. (…) O porto ou a porta impede que eu fique isolado, que eu fique ilhado, sem alternativa. Por isso a oportunidade é aquilo que nos tira do mesmo porque o porto ou uma porta é, antes de mais nada, uma saída. Como é saída em grego? Exodus. (…) Para ir da oportunidade ao êxito é preciso enfrentar os medos de mudança, romper com esse sentimento e ir atrás do vento oportuno. Para isso, é preciso mudar a mentalidade. (…) Uma característica central de quem não perde oportunidade é a capacidade de ter audácia. Não confunda audácia com aventura. A mudança se faz com audaciosos, não com os aventureiros. O grande pensador alemão Immanuel Kant, no século XVIII, dizia: ‘Avalia-se a inteligência de um indivíduo pela quantidade de incertezas que ele é capaz de suportar”. Suportar não significa sucumbir, mas resistir às incertezas e continuar…”

 

15:04 foco… voltar a estudar e…

as coisas seguem inconclusas

o tempo voa

[ter] 31 de janeiro de 2012

palavras-chaves – mais da semana que passou e menos da que virá [aleatoriamente]: trilha; gravata; galheta-barra da lagoa; harley, fukuta; caim; visita; diogo e veri; ernst götsch; sistema agroflorestal; professor act; maria izabel; south american way; tabebuia heptaphylla ou tabebuia avellanedae; o cio da terra; saudade do frio na barriga e de sentir a pele arrepiar e dos olhos marejar; paz; atenção; coragem; manoel de barros

A maior riqueza do homem é a sua incompletude
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito.
Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva, etc, etc.
Perdoai.
Mas eu preciso ser Outros
Eu penso renovar o mundo usando borboletas.

a noite mais linda do mundo

[sáb] 31 de dezembro de 2011

A Noite Mais Linda do Mundo

uma folga entre projetos…

[seg] 31 de janeiro de 2011

registro as pessoas e a terra. para depois mexer na terra e rememorar as pessoas.

encontro

[dom] 31 de janeiro de 2010
Encontro - Maria Gadú

Sai de si / Vem curar teu mal / Te transbordo em som / Poe juizo em mim / Teu olhar me tirou daqui / Ampliou meu ser / Quero um pouco mais / Não tudo / Pra gente não perder a graça no escuro / No fundo / Pode ser até pouquinho / Sendo só pra mim sim // Olhe só / Como a noite cresce em glória / E a distância traz / Nosso amanhecer / Deixa estar que o que for pra ser vigora / Eu sou tão feliz / Vamos dividir // Os sonhos / Que podem transformar o rumo da história / Vem logo / Que o tempo voa como eu / Quando penso em você /// Encontro / Maria Gadú

para descansar do "mundo paralelo"

[qui] 31 de dezembro de 2009

acordamos tarde. tu não vai embora, anoitecemos juntos [e isto é bonito]. livres e vermelhos para o novo ano, para a vida toda!

notas sobre sociologia crítica

[dom] 31 de maio de 2009

1. O QUE É A SOCIOLOGIA CRÍTICA

A sociologia crítica é a ciência que estuda, do ponto de vista da classe em ascensão, a estrutura da sociedade, com o objetivo da sua transformação racional. Esta sociologia ainda não existe. A sociologia corrente, aquela que se pratica comumente no Ocidente como no Oriente, é uma sociologia concebida como técnica essencialmente intermutável, boa para todos os usos, indiferente quando aos fins, considerada, por definição, apolítica, praticada por profissionais atentos a servir responsalvemente os seus clientes, entidades privadas ou públicas que sejam,  com um evidente cuidado muito particular para os clientes sérios, isto é, os que pagam. A transformação racional da estrutura social, e a revolução da mesma, não pode ser senão o fruto de uma escolha política precisa. Mas o caráter operativo a pesquisa sociológica não é opcional, não depende, por outras palavras, da vontade dos investigadores individuais, não corresponde a um propósito de ordem técnica. É um puro, necessitante corolário de toda a empresa científica. Uma investigação põe sempre, inevitavelmente, um problema político. Toda a análise sociológica implica a modificação do objeto a que se dirige. Esta modificação pode vir silenciada, mistifica, ocultada ou utilizada para os fins particulares dos grupos econômicos, sociais, políticos dominantes.
A sociologia crítica funda-se no reconhecimento do caráter operativo do conhecimento sociológico, aceita-lhe totalmente as conseqüências políticas, escolhe submeter a inquérito racional a situação existente, acusa as instituições que servem de apoio às classes no poder, liga-se ao empenho político de uma análise rigorosa dos mecanismos e das forças que regulam o funcionamento da sociedade
. p. 7-8

Ferrarotti, Franco. Uma Sociologia Alternativa. Da sociologia como Técnica do Conformismo à Sociologia Crítica, Porto, Afrontamento. 1972.

em laboratório.

[ter] 31 de março de 2009

teu joelho, nesta cruzada de pernas, me chamou atenção.

e esse povo que me liga tanto!
e essa transcrição que não anda.
e eu que me disperso tanto.

e teu desenho que me provoca, parado.
e essa vontade danada de não sei bem o quê, sacas?

ao mar um poetema!

[qua] 31 de dezembro de 2008

as vezes falta sentido.
as palavras simplesmente não dizem
não dizem o que sinto
então, me calo,
apenas sinto…

com estes olhos cerrados e bem abertos
com este pele em neve e ardendo em fogo
com estes dentes cravados e rindo-se..
com este corpo de leve, ao cair do sol, e firme, em pé, ao nascer do dia…

as vezes falta sentido,
e zarpo às ondas,
ao azul
e me levo,
faço-me da poesia sentida,

cheia de azul.

Sambaqui (Florianópolis), 31.12.2008.

o todo/as partes disto vivido.

[qua] 31 de dezembro de 2008


partir.
re-partir.
partir o repartir
indelevelmente partir.

do que é composto cada ser?
por onde partem suas direções?
qual o propulsor disto que somos e já éramos?

se tu desperta teu olhar de atenção nesta direção que caminho e por um instante entrecruza, e caminhamos os dois juntos, por entre infinitas possibilidades de passado e futuro. é isto que te leva ao novo horizonte… a outra paisagem (nova ou não, dialeticamente sempre nova! sempre outra).

tudo se parte.
há partidas.
partirei isto que agora
um passo e dele virão outros pensados
e impensáveis até então,
más de cá,
assim como cheguei de outros
momentos, que parto para
lá, sejá lá onde isso for…
partiremos por um tempo
e quando regressarmos aos outros
horizontes, aos outros
humanos, aos outros

un poco de mário

[dom] 31 de agosto de 2008

[O INVENTÁRIO] Não sei ao certo o que me fez contar, e há inúmeros blocos anotados espalhados pelas pilhas de papel neste quarta, nesta casa e que ainda aguardam seu momento de adentrar este inventário precário… Na linha do tempo, contém este blog cerca de nove anos, neste momento uns trezentos rabiscos (aproximadamente um por dia)… O doido é ler e sentir abrir portas, gavetas, sorrisos e dores… coisas que vivi ontem e sobrevivem aqui, em mim, em alguma parte.
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[O POEMÁRIO]

TE QUIERO

Tus manos son mi caricia
mis acordes cotidianos
te quiero porque tus manos
trabajan por la justicia

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

tus ojos son mi conjuro
contra la mala jornada
te quiero por tu mirada
que mira y siembra futuro

tu boca que es tuya y mía
tu boca no se equivoca
te quiero porque tu boca
sabe gritar rebeldía

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

y por tu rostro sincero
y tu paso vagabundo
y tu llanto por el mundo
porque sos pueblo te quiero

y porque amor no es aureola
ni cándida moraleja
y porque somos pareja
que sabe que no está sola

te quiero en mi paraíso
es decir que en mi país
la gente vive feliz
aunque no tenga permiso

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos.

(Mario Benedetti)

meu verso é sangue

[seg] 31 de março de 2008

Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento… de desencanto…
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente…
Tristeza esparsa… remorso vão…
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

Eu faço versos como quem morre..
Manuel Bandeira.

meus dedos pesam toneladas…

[qua] 31 de maio de 2006

‘tô um trapo, mas um trapo feliz!

beta, betinha… Debutei no RU, eta comida boa… preciso dormir.

não é um adeus… é um até logo.

[seg] 30 de setembro de 2002

GENTE
(A. Valsiglio / Cheope / M. Marati)

Si sbaglia sai quasi continuamente / sperando di non farsi mai troppo male / ma quante volte si cade. / La vita sai é un filo in equilibrio / e prima o poi ci ritroviamo distanti / davanti a un bivio. / Ed ogni giorno insieme per fare solo un metro in piú / Ci vuole tutto il bene che riusciremo a trovare in ognuno di noi / Ma a volte poi basta un sorriso solo / a sciogliere in noi anche un inverno di gelo / e ripartire da zero / Perché non c’ e un limite per nessuno / che dentro sá(?) abbia un amore sincero solo un respiro / Non siamo angeli in volo venuti dal cielo / Ma gente comune che ama davvero / gente che vuole un mondo pi? vero / la gente che incontri per strada in cittá / Prova e vedrai ci sará sempre un modo / dentro di noi per poi riprendere il volo / verso il sereno / Non siamo angeli in volo venuti dal cielo / ma gente comune che ama davvero / gente che vuole un mondo piú vero / la gente che insieme lo cambierá / Gente che vuole un mondo piú vero / la gente che insieme lo cambierá.

Renato Russo – voce, chitarre acustiche, basso, tastiere / Carlos Trilha – tastiere, programmazione / Eduardo Constant – batteria.
Equilíbrio Distante.

Não é um adeus… É um até logo.

analise e resulte

[sáb] 31 de agosto de 2002

Analisando, agora, com um certo distanciamento, não o ideal, mas o suficiente para perceber que a abordagem utilizada foi um tanto quanto equivocada, muito abrupta… faltou um pouco de tato, de habilidade diplomática, igualmente faltou um planejamento adequado… Logo a ação foi deficiente ao propósito utopicamente pretendido.

É.. Fiz merda, como sempre.

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