Archive for the '27' Category

seres extraños

[ter] 27 de março de 2018

«Você vai encher os vazios com as suas peraltagens.
E algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos.»
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— Manoel de Barros, no livro “Poesia completa”. São Paulo: Leya, 2010

hoje pensei tantas coisas… no pouco tempo em que me mantive acordado. ontem, enquanto ela falava, eu mentalizava que aquilo era o tema da aula, não era diretamente para mim, e que a minha escolha por começar a minha fala daquela forma incompreensível foi só o acaso, fruto de uma leitura equivocada do momento… de ter tentado improvisar e não ter seguido o script que eu mesmo havia preparado… mas cada fala dela era um puta soco, porque fazia sentido, eu estava me enxergando no texto, minha nudez ali… senti-me como se tivesse levando uma surra e estava nu e ensanguentado bem na frente de todos aqueles calouros, e isto ficou martelando minha cabeça… o que (e para quem, e por que e se) estou tentando provar?… qual é o meu lugar? sei que é assim quase o tempo todo… nos envolvimentos amorosos, no trabalho, na primeira e nessa segunda graduação… por que existo?

há uma vontade enorme de quedar por cá, mas isto aqui não tem peso literário. são apenas recortes, de um sujeito obscuro e fantasioso. e por falar em sujeito, um aluno, ex-aluno, hoje, fazendo cinema, me convidou para participar do filme que o grupo dele está preparando em uma disciplina, para contar alguma história minha… ser um sujeito, um dos sujeitos no filme. e bem na verdade, é o segundo convite que recebo, via ex-alunos. e alguns alunos me fazem olhar de forma diferente para mim mesmo… principalmente estes que encontro depois de um tempo, distantes do território escolar… já seguindo suas vidas noutros campos, e posso redimensionar o impacto [mútuo] causado. no fim, todo os humanos valem, e como humano, eu valho algo, muitas vezes mais do que imagino. mas o que valho? por que outros percebem coisas em mim que eu insisto em não perceber. quase sempre vejo a parte obscura… essa que dialogo todo instante… essa que está aqui… e me faz neste instante um pouco suicida, não letal (neste momento), mas moral… pensando seriamente em não ir pra aula amanhã, em dar um foda-se em tudo… e nem fiz nada que deveria ter feito (obrigatórias, ou mínimas… eram quatro: corrigir os trabalhos dos alunos, preparar o roteiro das aulas de amanhã; ler o texto para teoria literária e fazer o exercício de linguística)…eu não fiz nada. estou cansado… e ainda há toda uma quarta-feira e uma quinta-feira pela frente. e ainda sobre o quanto valho, me recordo dos papos da outra semana… no bar, eu com um puta tesão, mas me segurando… contendo meus demônios, porque o sexo, o prazer é libertador… mas eu sou uma caixa de pandora… melhor estar só, deixar fluir, seguir, aparentemente, calmo. não me machucar e nem machucar ninguém. e isto é uma das vantagens da solidão… mas como é bom expressar isto, na mesa… não abertamente esse lance do sexo, mas falar sobre outros sentimentos, como estar só, de ter medo de ir afrente nas relações (amorosas e outras), medo de voltar atrás, de ser contraditório e imperfeito, de ser frágil, ansioso…

ir se desnudando na mesa do bar é gostoso. queria beber agora, alguém?

queria sentir qual é o meu aroma?

e antes de ir dormir… porque estou cansado demais e para lembrar depois… e  estudar um pouco mais… e quem sabe aprender

***

bora montar a trilha sonora do dia:

Y empezar a ver mejor que están buscando esos seres extraños

Caetano Veloso – Um ComunistaCaetano Veloso – Milagres Do PovoBomba Estereo – Pa’ RespirarBomba Estéreo – El Alma y el CuerpoCaetano Veloso – TigresaBob Dylan – Mr Tambourine ManPerotá Chingó – Seres ExtrañosPerota Chingo – El tiempo está despuésPerota chingo – Ando Ganas;

***

um sítio de livros e um cartão… minha obsessão:

Os Meios de Comunicação Como Extensões do Homem – Marshall McLuhan
Lógica do Sentido – Col. Estudos 35 – Gilles Deleuze
Mimesis – Col. Estudos 002 – Erich Auerbach
Cinematógrafo de Letras – Literatura , Técnica e Modernização no Brasil – Flora Süssekind
A Amiga Genial – Série Napolitana – Elena Ferrante
História de Quem Foge e Quem Fica – Elena Ferrante
Cosmos – Carl Sagan

 

***

ps: alguns notas que estavam nos rascunho

12h00 nota #1. ressaca, física e moral. estou desorientado.

tenho que sair já. tenho um monte de coisas por fazer. se não der… não deu bicho. take easy.

faltei hoje.

coletei isto – de Rupi Kaur

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e o oráculo (vênus na casa doze) está dizendo para eu sumir… e me amar.

e outra citação para fechar [ou iniciar] a jornada

«No soy pobre, soy sobrio, liviano de equipaje, vivir con lo justo para que las cosas no me roben la libertad.» Pepe Mujica

 

 

 

the blues have run the game

[sáb] 27 de janeiro de 2018

Blues Run The Game // Composição Jackson C. Frank // Catch a boat to England, baby / Maybe to spain / Wherever I have gone / Wherever I’ve been and gone / Wherever I have gone / The blues are all the same // Send out for whisky, baby / Send out for gin / Me and room service, honey / Me and room service, babe / Me and room service / Well, we’re living a life of sin // When I’m not drinking, baby / You are on my mind / When I’m not sleeping, honey / When I ain’t sleeping, mama / When I’m not sleeping / Well you know you’ll find me crying // Try another city, baby / Another town / Wherever I have gone / Wherever I’ve been and gone / Wherever I have gone / The blues come following down // Living is a gamble, baby / Loving’s much the same / Wherever I have played / Wherever I throw them dice / Wherever I have played / The blues have run the game // Maybe tomorrow, honey / Someplace down the line / I’ll wake up older / So much older, mama / Wake up older / And I’ll just stop all my trying // Catch a boat to england, baby / Maybe to spain / Wherever I have gone / Wherever I’ve been and gone / Wherever I have gone / The blues are all the same

***

acordei hoje ainda imerso num sonho. sentia o aconchego de um abraço e era tudo tão calmo e bonito. mas aqui fora arrefeço e sinto a dureza mineral. fiquei calado o dia inteiro. e de noite chorei incontroladamente…

zero

[seg] 27 de novembro de 2017

A gente fica mordido, não fica? / Dente, lábio, teu jeito de olhar / Me lembro do beijo em teu pescoço / Do meu toque grosso, com medo de te transpassar // A gente fica mordido, não fica? / Dente, lábio, teu jeito de olhar / Me lembro do beijo em teu pescoço / Do meu toque grosso, com medo de te transpassar / E transpassei // A gente fica mordido, não fica? / Dente, lábio, teu jeito de olhar / Me lembro do beijo em teu pescoço / Do meu toque grosso, com medo de te transpassar / E transpassei // Peguei até o que era mais normal de nós / E coube tudo na malinha de mão do meu coração / Peguei até o que era mais normal de nós / E coube tudo na malinha de mão do meu coração // Deixa eu bagunçar você, deixa eu bagunçar você… Composição: Liniker Barros

cantei pra todo mundo, a primeira frase… só uma pessoa me retornou. o mundo tem salvação… o negócio lindo demais.

aujourd’hui¹

[sex] 27 de outubro de 2017

aujourd’hui – bigflo & Oli

 

notas de rodapé.

¹ (Adverbe) Agglutination de la locution, autrefois pléonastique au jour d’hui où hui signifiait « en ce jour », comme le latin hodie dont il provient. Intégré dans la langue française approximativement au XVIe siècle. De nos jours, hui a disparu du français et le mot a perdu son caractère pléonastique. via fr.wikitionary.org

síndrome das pernas inquietas

[ter] 27 de junho de 2017

Bateria baixa. 10%. 22h e estou exausto. Pensando em dormir. Acordei cedo e ainda não terminei de avaliar os trabalhos…. Amanha será longo o dia. Minha cabeça dói. Ontem estava eufórico. Hoje triste e irritado. Essa história de construir autobiografias me trouxe outro olhar sobre vários alunos. Entre as poucas conversas do dia… Conversava hoje com um estudante sobre terapia, contava ele sobre suas angústias. Eu preciso também. E a minha louça toda pra lavar. Uma casa por fazer… Minha solidão e horas de burocracias. Não sou o professor que deveria e gostaria de ser. 8%. última baldeação. Penso em raspar o cabelo, a barba… Quem sabe eu mude. Me sinto patético. Sinto dor.  23h… Em casa. Vazio. Falta música.

Sobrou apenas esse tic de sorrir, piscar e dizer que tudo está bem. E as minhas pernas inquietas, enquanto mantenho meu corpo como uma pedra…

loop

[seg] 27 de março de 2017

não se perca nesse emaranhado de medos. em algum ponto há de encontrar a palavra precisa. até lá são seus dentes, seus dedos, sua mente, sua confusão diária, essa espera presente de algo que não se sabe exatamente o que é. aceite o tempo da cura… aceite que as coisas são imponderáveis, apesar dos planos. mas certos dias não é recomendável escrever. há algo de cólera, como o corpo espinhado, um animal acoado e feroz.

***

acalma o peito, inspira, espera, expira…

***

nessas ultimas semanas tenho sentido dores, tanto físicas quanto emocionais.

comecei um poema que fala sobre isso… sobre como o som dos outros são como cortes em mim, como essa pressão do tempo me esgota… como me perco nas brechas, nas pequenas fugas, mas nunca escapo.

***

e sobre a greve, e outras relações, eu andei confuso, a mente racionalizando sobre o distanciamento, sobre como não tocar em certos assuntos, como ficar frio como um caco de gelo… como fazer de conta que não se está ali, não respirar. e ao mesmo tempo, os outros ali, te mostrando como viver, como fazer para ser livre…

andei sentido vergonha de mim, por querer ser tão triste assim… por muitas vezes, mesmo atento, errar e cair nesse looping… nessa tristeza por ser triste.

***

lembrar do mantra: paciência e coragem. paciência para aceitar o que há em você. coragem para acordar, levantar e respirar.

***

mas a tristura de quando o garapuvu partiu-se com a queda do ingá amenizou, porque o garapuvu apesar de ter-se partido ao meio, resolveu brotar… resolveu viver (irromperam três brotos no topo do toco da árvore). ai reside o mistério… o lapso entre a morte e a vida. você pode se partir ao meio, se quebrar todo, mas ainda algo ai dentro de ti, resiste, vive… segue.

***

ainda sigo triste, e confuso, pelo estado das coisas ao meu redor. por esse modo de espera em que me pus. por esse abandono cotidiano. ainda sigo distraído, impaciente e indeciso.

***

mas é daí, deste ponto, de dentro de mim, que a vida deve brotar. porque não importa quantas cores habitem o mundo se eu insisto em ver tudo cinza. mas tão pouco adianta querer me devorar, me cortar, me rasgar por não ter forças para respirar, ao menos agora.

deixa o silêncio do tempo fazer seu caminho, deixa as coisas brotarem em paz…

e te concentra no aqui e agora.

há grilos no carnaval

[seg] 27 de fevereiro de 2017

há grilos no carnaval…

e eles cricrilam demais.

é quase ensurdecedor.

da rotina: pequenas melhorias na cozinha ok. faxina no quarto de visita, nope – tarefa de hoje à tarde. organização dos livros – nope. montar o rolo para bike… nope. por diário online em dia e montar o planejamento para entregar… não. e o que fiz até agora?

sábado e domingo, quarta temporada de vikings, listo.

26

[sex] 27 de janeiro de 2017

Estou a desmontar-me. Sou um homem, ou algo que o valha, ou já nem isto. Mas estou a desmontar-me, como um Gregor Samsa. A pele desprende-se, como uma identidade trocada, outro corpo toma o lugar do animal que sou, vou perdendo partes deste homem, e sob a velha pele morta irrompe, aos poucos e de forma dolorida, um corpo alheio, que não é o meu. Diante do espelho estranho-me. A pele arde ao desmontar-se e há uma dor que vem de algum lugar indecifrável. É uma dor dessas que nascem agudas e, sem percebemos o passar dos dias, tornam-se crônicas.

***

Sou um homem de mil demônios. Quando um homem não cuida de seus demônios de forma apropriada, eles retornam para cobrar seu preço e devorar suas certezas. Esses demônios são visitas recorrentes, constantes. Tê-lhos por perto é como ser um morto-vivo. Eles fazem teu corpo sangrar e tua mente perde-se numa névoa obscura. Tudo que há está ali, a um palmo diante do nariz, mas nada há, as poucas e frageis certezas que há algo ali adiante desfazem-se no ar… É um vazio gelado e solitário.

***

Ele esticou-se todo. Nem recordava mais a última vez que havia se alongado. Sentiu um prazer percorrer cada fibra do seu corpo. Sentiu-se maior e aberto… Sentiu que podia abraçar esse mundo ensolarado. E saiu pela varanda, percorrendo os poucos metros que separam a casa do quintal… Sentou naquela velha cadeira preta, abandonada naquela pequena varanda, e olhou para o sol da tarde, sorriu e deixou-se ficar, sentindo seu corpo tornar-se um vulcão.
Peito aberto, pele ardendo, experimentou a liberdade, sensação essa que o havia abandonado há dias, o useriam anos.

***

Contemplou as árvores, todas ainda jovens. Como crescem, pensou. Fez um esforço e tentou recuperar a imagem anterior mais distante daquela paisagem, sua memória já não conseguia recuperar, trazer novamente o mapa daquela terra antes de sua chegada. O gostoso disto é que agora há árvores, e brotos, e sombra, e flores, e insetos, e pássaros, e toda sorte de vida selvagem interagindo como um grande tecido vivo sendo tramado naquele pedaço do mundo. Há caracóis e formigas. Sorriu, sentindo como se a vida fosse isso, esse abandono intencional e despretensioso… esse ir e vir, essa dormência silênciosa da vida sobre a casca, essa morte cotidiana das velhas folhas, essa voluptuosidade das flores, esse ruído silvestre, essa erupção intensa e avassaladora dos brotos…

o escafandro e a borboleta

[qua] 27 de julho de 2016

maratona de game of thrones finalizada… agora é esperar 2017. vou evoluindo bem no marvel future fight…

os litros de vinho foram rápidos…

e maldita unha continua encravada.

fiz a barba…

e…

me recolho.

***

«através da cortina limitada um tênue brilho anuncia o raiar do dia. meus calcanhares doem, minha cabeça pesa uma tonelada, todo o meu corpo está encerrado em uma espécie de escafandro. minha tarefa agora é escrever as inertes anotações de viagem de um náufrago nas praias da solidão. originalmente este hospital naval foi uma casa para crianças com tuberculose. no corredor principal tem um busto de mármore branco da imperatriz eugénie, esposa de napoleão iii. ela era a patrona do hospital e o visitava com frequência. havia uma vasta fazendo, uma escola, e um lugar onde, supostamente, o grande diaghilev ensaiou seus balés russos. dizem que foi aqui que nijinsky deu seu famoso salto, erguendo-se a 3 metros do chão. ninguém mais salta aqui, hoje em dia, só há velhos e fracos, ou, como eu, estáticos e mudos. um batalhão de aleijados. gosto que me levem a um lugar que apelidei de cinecittà, um terreçao deserto que dá para uma paisagem da qual emana um charme poético e deslocado dos cenários de cinema. embaixo das dunas, algumas construções evocam uma cidade fantasma do velho oeste. eu gosto de ver os subúrbios de berck. parecem a maquete para um trem elétrico. e a espuma do mar é tão branco que parece efeitos especiais. mas a minha visão favorita é o farol. alto, robusto e tranquilizador, com suas listras vermelhas e brancas. eu me coloco sob seu símbolo fraternal, protegendo não só marinheiros, mas os enfermos, cujo destino os deixou à margem da vida.» trecho do filme le scaphandre et le papillon, de 2007, do diretor julian schnabel, que conta a história de jean-dominique bauby.

atlas de nuvens…

[seg] 27 de junho de 2016

enquanto abandono os planos de por em dias as obrigações e mergulho em cloud atlas. é um filme que precisarei revisitar. há tanta coisa para ver em detalhes e mapear.

A Viagem (Cloud Atlas, 2012), Direção de Wachowski Tom Tykwer.

monomito

[sex] 27 de maio de 2016

visita de paulo andré, e conversávamos sobre

«O monomito (às vezes chamado de “Jornada do Herói”) é um conceito de jornada cíclica presente em mitos, de acordo com o antropólogo Joseph Campbell. Como conceito de narratologia, o termo aparece pela primeira vez em 1949, no livro de Campbell The Hero with a Thousand Faces (“O Herói de Mil Faces”).[1] No entanto, Campbell era um conhecido estudioso da obra de James Joyce(em 1944 publicara, em co-autoria com Henry Morton Robinson, a resenha A Skeleton Key to Finnegans Wake, “Uma Chave-Mestra para Finnegan’s Wake”[1]) e tomou emprestado o termo monomyth (monomito) do conto Finnegan’s Wake, do autor irlandês. (…) A ideia de monomito em Campbell explica sua ubiquidade por meio de uma mescla entre o conceito junguiano de arquétipos, forçasinconscientes da concepção freudiana, e a estruturação dos ritos de passagem por Arnold van Gennep. Desde o final dos anos 1960, com o advento do pós-estruturalismo, teorias como as do monomito (que são dependentes de abordagens baseadas noestruturalismo) perderam terreno nos círculos acadêmicos. Este padrão da “jornada do herói” ainda é influente entre artistas e intelectuais mundo afora, no entanto, o que pode indicar a utilidade contínua e a influência ubíqua dos trabalhos de Campbell (e assim como evidência sobre a importância e validade dos modelos psicológicos freudiano e especialmente junguiano).»

plano de ensino e outros fios…

[qua] 27 de abril de 2016

abusado/usado. objeto da loucura alheia.

desconcentrado. descrente desse mundo.

por um fio. amarrado aos laços sociais… alguns nós e tantas pontas soltas… mas por um fio.

faltei segunda, não deu… não consegui ir. terça… dia cheio, vontade zero. quarta… hoje, apenas duas aulas e quase faltei. amanhã… quinta… já começou… de agora, 23h45 até 5h40 produzir um plano de ensino, fechar notas e preparar recuperação para 201, 202, 103 (7h50-11h50) , 107, 206, 306 (13h15-17h15), 111, 211 e 311 (18h30-22h15). e torcer para estar vivo na sexta-feira depois dessa maratona de 13h20 dentro da escola, 4h na estrada… totalizando… 36h acordado…

isso não é algo saudável.

 

mais um sábado

[sáb] 27 de fevereiro de 2016

e se foram o dia três (8 turmas/8 aulas), o dia quatro (11 turmas/15 aulas) e também o dia cinco (5 turmas/5 aulas)… monitor chegou também, as dor nas costas voltou… dormi no ônibus quinta-feira… e apesar do cansaço da primeira semana… senti uma tranquilidade e um contentamento na sexta-feira… pois tudo deu certo e foi bem mais divertido do que eu imaginava. pessoinhas bem bacanas encontrei nestes dias… suspeito que terei um começo de ano letivo, cansativo, mas interessante.

o desafio começou.

e para registro… e descobrimos que sorvete vive.

e eu vou caminhar com maria izabel e maria luiza. para desligar dessa condição workaholic que desenvolvo, às vezes.

 

benjamin, e o eclipse da superlua vermelha

[dom] 27 de setembro de 2015

27/9/1940 – Walter Benjamin.benjamin-cardMemorial_Walter_Benjamin_Portbou_002

Memorial em Portbou] 

 

***  a última combinação de um eclipse lunar e uma superlua foi em 1982.

zera a reza

[qui] 27 de agosto de 2015

coisas em aberto…

«No tengo a quien culpar
Que no sea yo,
Con mi reguero de cabos sueltos.
No me malinterpreten,
Lo llevo bien,o por lo menos
Hago el intento.»

acordei no meio de um pesadelo. acordei cedo, antes das sete. acordei com pensamentos tristes e angustiantes… é triste essa angustia constante.

ontem, antes de dormir, ouvia o dalai lama, sobre várias coisas e entre elas a felicidade: afinal, «Qual é o caminho da felicidade? “Você e eu também fazemos parte da humanidade. Se 6 bilhões de pessoas são felizes, nós dois teremos o máximo de felicidade. Se 6 bilhões sofrem, nós dois sofremos”.»

ontem, antes de dormir, eu tive que parar aquela aula e perguntar “qual é”?

a violência sistemática é de tal ordem e tão presente que as vezes é impossível ‘tocar em frente do jeito que dá’ e se é obrigado a parar e olhá-la de frente. o que estamos todos fazendo aqui? quais são nossos sonhos? e para que pode servir as aulas de sociologia?

***

notas da amanhã, canções na itapema…

Caetano Veloso – Zera a Reza (primeira vez que ouço…)

The Chordettes – Mr. Sandman (a que tocou era interpretado por outro grupo… não anotei aqui. e aquela pesquisa rápida na wiki..)

Ben Harper e Vanessa da Matta – Boa Sorte (Good Luck)

I get along without you very well

***

ashtanga-yantra

Ashtánga Yantra – o símbolo do Swásthya Yôga.  O ashtánga yantra é formado por um círculo de cujo centro centro partem oito raios equidistantes, que ultrapassam a circunferência e terminam em oito trishúlas, símbolos de Shiva.

aegishjalmr

Ægishjálmr” ou em português “Elmo do Terror”, é um símbolo pagão nórdico usado principalmente na magia Seiðr (tradição mágica que tem como principais divindades Odin e Freya.

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Exu, o orixá mensageiro africano da comunicação e do movimento, carrega um tridente, que simboliza o poder, a força e os mistérios. Assim, as três pontas do tridente buscam a evolução espiritual por meio da sabedoria e do equilíbrio, posto que os Exu’s o utilizam a fim de trazer a luz e ademais, dominar os espíritos perdidos. Vale destacar, que nesse contexto, o tridente representa os quatro elementos primordiais: a água, o fogo, o ar (três pontas voltadas para cima) a terra (ponta central voltada para baixo) e, por isso, trata-se de um símbolo da união, do universo, da totalidade.

palavras frias, sem nenhum valor

[seg] 27 de julho de 2015

dos sábados fica o sono e o bate-papo. isto não é reposição… é outra coisa. não sei ainda…

dos dias de semana… fica a exaustão pelo trabalho acumulado, e das pessoas… fica o distanciamento.

e das contradições deste mundo… uma certa perplexidade pelo aceitação do abandono de uma ética humanizadora tão fácil por quase todos ao meu redor. o mundo é um lugar muito estúpido e violento.

sou, sinto-me, um marginal por lutar diariamente contra a opressão internalizada, em mim, e externalizada, pelos outros, nas relações cotidianas. eu luto para sobreviver em meio aos meus buracos, escombros, amputações. eu luto para sobreviver…

e estou num momento de muitas dúvidas.

bike? joinville? pagar contas? estudar?

e o tempo voa.

*

*

*

*

de tudo ficou nada.

apenas dois versos de Lupicínio, extraídos de uma fala de adriana calcanhotto.

«Eu comecei a cantar verso triste
O mesmo verso que até hoje existe
Na boca triste de algum sofredor
Como é que existe alguém
Que ainda tem coragem de dizer
Que os meus versos não contêm mensagem
São palavras frias, sem nenhum valor»

***

 «Ela disse-me assim:
‘Tenha pena de mim. Vá embora!’
E eu não tinha motivo nenhum
Para me recusar,
Mas, aos beijos, caí em seus braços
E pedi para ficar.
(…) E agora
Ela sofre somente por que
Fui fazer o que eu quis
E o remorso está me torturando
Por ter feito a loucura que fiz:
Por um simples prazer
Fui fazer meu amor infeliz.»

gorilla glass…

[sáb] 27 de junho de 2015

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acción poética!

***

quando algo está ruim… pode piorar. lei de murphy.

perdi aula. me irritei. não terminei o preenchimento dos dias de reposição. direção faz de conta e enrola. fico puto. perco o ônibus. fico com fome. chego meia noite em casa. e o celular ainda cai no chão.

nessa hora vi que o gorilla glass funciona. só um risco… e a lei nem sempre é lei. so sorry, murphy!

trilha sonora do caminho de volta tentando me acalmar… estas e outras no aleatório.

No Pienses de Mas // No pienses de más / cuando te quedes sola. / No pienses de más, / no dejes pasar las horas. / La vida es así, / cambia el viento, / cambia la estación, / no siempre se encuentra / una razón.. / No pienses de más / No esperes de mí / que venga y te lleve lejos, / no esperes por mí, / yo no puedo dar consejos. / No me hagas hablar, / no te traigo más / que esta canción, / yo no entiendo / ni a mi corazón.. / No pienses de más / No me escuches / no ves que estoy dolido… / No me sigas, / yo también estoy perdido… / Y no todo se ve / mirando por una lupa, / no todo se ve, / no sé de quien fué la culpa, / nunca lo sabrás, / cambia el viento, / cambia la estación, / no siempre se encuentra / una razón.. / No pienses de más

Organdí / Proyecto de vendaval / Protagonista central / De todas mis pantallas / No sé de dónde vendrás / Pero yo voy de ahora en más / A donde quiera que tú vayas / Inevitablemente / Mi corazón ausente pesa / Por mas inconsistente por mas fugaz que sea / La más fugaz de tus tristezas / Todo se conmocionó / Hay cosas para las que no / Se está nunca preparado / La casa paso a brillar con un amor de organdí / Tan delicado / Mi corazón opaco / Inevitablemente cede / Se mueve a tu vaivén / Queda atrapado en / La trama perfumada de tus redes / La trama perfumada de tu redes / Te miro dormir y te nombro / Te miro y no salgo de mi asombro / Mi aliento te deletrea / Para que mi corazón te lea

trilha sonora desta postagem – ouvindo agora:

01 Intro / do min 00:00 ao 01:36
02 Corpo e Alma part. Emicida / do min 01:36 ao 05:15
03 Pó Esia / do min 05:15 ao 07:42
04 Carrossel part. Alexandre Carlo / do min 07:42 ao 10:46
05 Eu só peço a Deus / do min 10:46 ao 13:31
06 Tristeza / do min 13:31 ao 16:30
07 Versos vegetarianos part. Arnaldo Antunes / do min 16:30 ao 20:02
08 Sonhos part. Kl Jay / do min / do min 20:02 ao 23:25
09 Cidade sem cor part Rael / do min 23:25 ao 27:03
10 18 Quilates de sorriso part. Ellen Oléria / do min 27:03 ao 30:23
11 Rosa do morro part. Roberta Estrela / do min 30:23 ao 34:11
12 Alma lavada / do min 34:11 ao 35:46

 

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e na sequência: criolo…

***

e da reflexão da tarde:

contradição: quando se pensa em algo e faz outra coisa. o que ‘cê pensou é o correto. mas o que você fez não foi. pelo calor da hora você se deixou levar, não refletiu o suficiente, assinou o que não devia e não brigou pelo que é correto.

 

off [on war]

[qua] 27 de maio de 2015

não para de chover lá fora.

dia 27 já – como voa o tempo…

rotina: dormir na maior parte do tempo. para o corpo recuperar o desgaste.

e madrugadas alienando-me no war online

estou sem nenhuma coragem para sair do lugar. morro um bocado por dia, cada dia que passo por casa.

sem vontade de responder ninguém.

off.

configurações de esquecimento

[seg] 27 de abril de 2015

«configurações de esquecimento, memórias alheias…»

quando aquele cara falou isto eu fui obrigado a pegar o pedaço de papel e a caneta mais próxima para anotar. guardei… só não guardei o nome do artista plástico.

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ontem, fiz a poda de algumas plantas. e ganhei um cisco no olho. meu olho vermelho arde.

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trilha de fundo:

e a busca por traduzir isto aqui:

Ô IÊ IÊ XORO ODÔ OLOMI AIÊ feriman
Omanfe xorodô.

talvez isto aqui [Dicionário Yoruba-Portugues – 5a. ed.] me ajude.

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sair de casa é tão difícil. tenho que ir até a escola hoje.

commedia dell’’arte… baticumbum.

[sex] 27 de fevereiro de 2015

energia baixa. estou distraído… a mente não se fixa, vai para n direções. se atropela, entedia-se. e bate aquele desejo de «parem o trem, hoje estou cansado e quero ficar admirando a paisagem. quem sabe amanhã ou depois eu siga o comboio, meu irmão.»

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«a vida é boa, me dê a mão. vamos sair para ver o sol…»

eu vou… / por aí… / eu vou… / vou bater bumbo até cair… // eu vou… / por aí… / eu vou… / vou bater bumbo até cair… // ba ba ba ba ba ba baticumbum… / bum baticumbum baticumbum baticumbum baticum… /  ba ba ba ba ba ba baticumbum… / bum baticumbum baticumbum baticumbum baticum… / (…) /// Compositor: (R. Janotto – E. Cucchi – V. Lo Greco)

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e em mais uma tarde chegou a tempestade, o vento e o cinza. mas, meu irmão, preste atenção e não deixe este estado de hoje te distrair além do possível e necessário… há inúmeros projetos abertos, em varias frentes, esperando o próximo passo. ‘bora, aguentar o trovão, respirar fundo e sigamos logo mais, coisas boas virão.

é preciso romper as cercas da ignorância que produz a intolerância

[qua] 27 de agosto de 2014

http://www.pedromunhoz.mus.br/discografia.html

 

Música: Canção da Terra
CD: Cantigas de Andar Só
Autor: Pedro Munhoz
Tudo aconteceu num certo dia
Hora de Ave Maria
O Universo viu gerar
No princípio, o verbo se fez fogo
Nem Atlas tinha o Globo
Mas tinha nome o lugar
Era Terra, Terra, Terra,Terra
E fez o criador a Natureza
Fez os campos e florestas
Fez os bichos, fez o mar
Fez por fim, então, a rebeldia
Que nos dá a garantia
Que nos leva a lutar
Pela Terra, Terra, Terra, Terra
Madre Terra, nossa esperança
Onde a vida dá seus frutos
O teu filho vem cantar
Ser e ter o sonho por inteiro
Sou Sem Terra, sou guerreiro
Co’a missão de semear
A Terra, Terra, Terra, Terra
Mas, apesar de tudo isso
O latifúndio é feito um inço
Que precisa acabar
Romper as cercas da ignorância
Que produz a intolerância
Terra é de quem plantar
A Terra, Terra, Terra, Terra

mil vezes bosta

[qua] 27 de agosto de 2014

certas famílias são como crack. te destroem emocionalmente, mas ‘cê ainda precisa delas. que bosta. mil vezes bosta.

é uma merda quando o dia não começa bem. e ainda está lotado o dia inteiro.

ó santa clara…

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#1. porque as pessoas se armam contra o que lhes é diferente? cadê o olhar antropológico deste mundo de bosta?

#2. porque as pessoas são guiadas pela força de sua estupidez e esquecem a razão crítica?

o quanto desta estupidez alheia me pertence?

 

UM ANTÍDOTO POSSÍVEL PARA A DOR DO MUNDO É O QUE DIZIA A CANÇÃO QUE HOUVIA ONTEM PELA TARDE… E AGORA, CEDO… «Pois amar é um ato revolucionário E só faz a Revolução quem Souber amar».

EU NÃO SEI AMAR, UM POUCO PORQUE OS DO MEU ENTORNO TAMBÉM NÃO SABEM… NÃO APRENDI COM ELES O QUE É AMAR… ESSE AMOR QUE LIBERTA… ELES, E EU, ESTAMOS TODOS PRESOS EM RELAÇÕES QUE AMORDAÇAM, QUE NOS PRENDEM, QUE NOS CEGAM… QUE NOS ALIENAM E NOS VIOLENTAM COTIDIANAMENTE…

E PARA APRENDER A AMAR É PRECISO REINVENTAR-ME… NÃO SEI O QUANDO DESTE PROCESSO PODERÁ TRANSBORDAR E VOLTAR AOS MEUS, MAS NÃO POSSO FICAR ESPERANDO OUTROS… É PRECISO ME DESTRUIR, ME RECONSTRUIR… ME DESAMARRAR DESTA VIDA BESTA E OCUPAR-ME… OCUPAR A TERRA DO MEU PEITO, HOJE TÃO PRESA NESTES ARAMES FARPADOS DA ESTUPIDEZ LATIFUNDIÁRIA…

PRECISO COLETIVIZAR O PEITO.

fragmento

[ter] 27 de maio de 2014

faço apontamentos para não olvidar: não sou estoico, mas a apatheia é vigente – máxima contradição. e cotidianamente, a olho nu, tomo ciência que as coisas que deveriam ser feitas, e não são, vão avolumando-se… objetivando uma futura avalanche. e assim, no mínimo do mínimo, alimento-me – apenas o necessário; banho-me; durmo o máximo possível e um pouco mais; e assino o ponto necessário para manter o estado aparente, dialogando minimamente sobre temas mínimos. desta forma arrasto-me mecanicamente em idas e vindas ainda necessárias porque não desisti, ainda. é que aqui não há vontade para coisa alguma: nem sonhar, nem amar, nem morrer… apenas tédio existencial. em nada há sentido.

metadodia

[qui] 27 de março de 2014

chove.
e tal qual
os passarim,
aquieto.
descanso e
espero.

***

metadodia-matarcadernosdecampoeorganizarquartocomputadorfinançasplanejamentotarefasatrasadasdocursoeserpaitio.

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á

 

e quando a chuva passa e o sol-entre-nuvens ilumina a tarde abafada… os jovens ocupam a reitoria – viva a ousadia e a luta. e meu estômago fica enojado com as pessoas normais, tão velhas e caducas, e tão fascistas… e meu pelo arrepia e meu sangue ferve junto com a coragem da juventude que diante de um “tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada,” sabe que “nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar“.

E penso em embaubas e carambolas.

 

let it be

[seg] 27 de janeiro de 2014

exceção [este texto é uma…]. talvez porque o povo voltou de suas viagens e todos estão cheios de novidades: são as dores e os humores d’outros de outros lugares e o povo que vai morrendo e parece que o mundo ali fora segue seu curso e eu cá – aparentemente  ilhado neste tempo parado, neste descanso passageiro – apenas observo a paisagem… dou um tempo. eu-recolhido-caracol…

relato – coisas importantes deste janeiro… plantei dois pés de garapuvu – não recordo o dia… a memória anda fraca. estou a ler coisas anarquistas, soviéticas e poéticas. mia couto também está a ser lido…

a última semana foi feita de estar mais só, nas minhas obras e escavações, leituras e solidão pacífica. na semana anterior foi um correr atrás de exames e documentos… ver gentes e esperar… esse meu janeiro passou assim, cheio de preparativos para o devir, desta semana agora. 29 é dia de exame médico na perícia médica do estado. é dia chave. ansioso estou.

mas isto não foi o estarte para este texto curto. é que de tempos em tempos eu faço umas releituras do passado disto cá… (janeiro de 2013, 2012, 2011, 2010… ) porque o tempo voa… porque os pés de ipês estão maiores do que eu já… porque os garapuvus estão crescendo… porque a família está morrendo… porque as crianças já estão grandes… e a minha barba deste tamanho. porque eu estou dando um tempo. e preciso anotar cá esta sensação, neste futuro diálogo – comigo mesmo lá na frente, noutro tempo, noutro lugar.

from behind the wall

[sex] 27 de dezembro de 2013

You don’t know me
Bet you’ll never get to know me

You don’t know me at all
Feel so lonely
The world is spinning round slowly
There’s nothing you can show me
From behind the wall

(…)

Triste, oh, quão dessemelhante

Ê, ô, galo canta

O galo cantou, camará

Ê, cocorocô, ô cocorocô, camará

Ê, vamo-nos embora, ê vamo-nos embora camará 

nada

[dom] 27 de outubro de 2013

as vezes eu me canso de tanta informação.
não porque informações me cansem, adoro, sou meio obssessivo-compulsivo por informação.
mas é porque elas me deixam exausto, imobilizado diante de tanta perplexidade.

então lá vou eu fazer qualquer coisa aparentemente sem sentido, mas que me aliviem e relaxem. é por isto que eu cavo meus buracos.
pensei coisas profundas neste domingo. conclui a leitura de um livro – a mulher desiludida (era a leitura do banheiro… tenho disto, ler vários livros ao mesmo tempo e cada um num local e horário próprio). planejei os próximos (principalmente agora que pretendo ficar sem tevê).

e agora organizo os documentos para quando chegar o final do ano letivo, ficar tudo zen.

duas frases extraídas de um blogue novo (que já adicionei aos links ai do lado) que encontrei (via o japonês que buscava o nome do zine,  já que “nunca mais vimos o zine”):

“Era como se tivesse chegado ao momento, à idade talvez, em que se sabe muito bem o que se perde a cada hora que passa. Mas ainda não se adquiriu a força e a sabedoria necessárias para se parar de vez na estrada do tempo e além do mais em primeiro lugar se parássemos não saberíamos tampouco o que fazer sem essa loucura de avançar que nos domina e que admiramos desde nossa juventude.” – louis-ferdinad céline

“Depois de algum tempo, começo a pensar aonde vou. Quero um emprego? Não. Começo a vida novamente? Não. Quero tirar férias? Não. Não quero nada. Então o que você quer? Pergunto de mim para mim. A resposta é sempre a mesma: Nada.
Bom, pois é exatamente o que você tem: Nada.” – henry miller, sexus

 

mordida

[ter] 27 de agosto de 2013

15:12 acordei com uma puta vontade de ficar deitado. não olhar ninguém. é, talvez essa certeza de não estar sendo certo, de furar com milhares de balas cada palavra lançada… mudar os planos sem aviso, sem placa de retorno ou saída… ir desgovernado penhasco abaixo – eu agora, fica o aviso, eu não pensei nos desdobramentos das palavras, apenas deixei elas deslizarem umas sobre as outras seguindo o seu fluxo, seu ritmo…

acordei com uma puta vontade de ficar fazendo qualquer coisas que não fizesse sentido. o horóscopo diz que há nuvens, eu seria a nuvem?! eu usaria calças?!

estou com um nó.
vontades desencontradas.

16:54 mordida é a trilha. tenho aula logo mais e eu furei meu planejamento… e agora, o que farei hoje?! o que inventarei?!

17:15 tive uma ideia. Pois agora…

morena, bichinha danada, minha camarada do MPLA

[sáb] 27 de abril de 2013

ontem, sexta, ir na escola da filha, fazer deveres, brincar. hoje, sábado, ser pai e tio. fiz castelo de areia enorme, brinquei. foi um puta dia hoje. os sábados de izabel têm sido bons! temos passeado, temos lido, estamos a escrever um livrinho, ensino-lhe(s) sobre minha ateisse, sobre ser elefante ou borboleta, sobre como chorar ou rir até doer a barriga, a peidar, a ser ogrete, e aprendo tudo isto e mais – aprende a perder o medo.

sei que minha vida no quesito relacionamento está meio fechado para balanço, e tenho dedicado todos os meus esforços nessa relação de ser pai. as vezes bate um sozinhez, e questionamentos porque estar só, nesse auto-exílio, longe de todos os movimentos políticos e amorosos. mas sei de minhas dificuldades, de minhas limitações, e há um dois anos tomei a decisão de estar só por um tempo. esperar ela, a filha, e nossa relação, sempre tão delicada e tumultuosa, crescer um pouco, e nesta linha dar uma ordem nas coisas da casa, já que nesse caminho decidi fixar pouso, e depois de tanta terapia aceitei ser filho de quem sou e ser como sou, agora é arrumar a casa, cuidar de minha saúde, no meu amadurecimento profissional… foquei nestes pontos, fechar todo o resto para balanço e lidar com o mínimo para ver se dou conta.

mas talvez seja só medo de mergulhar profundo e embaralhar tudo – como era bom mergulhar e embaralhar tudo, e como doía, às vezes – entregar-se e partir-se, desaprender, voltar a dar-se e fugir, e mergulhar e perder-se. momentos belos vividos… momentos de amadurecimento, que me permitem ser o homem bom, que tenho aprendido a ser, sempre nesse devir cotidiano.

e aprender a ser pai tem sido tão profundo quanto aprender a ser militante/amante foi anos antes! mas que bom seria aprender a ser aprendendo sendo ser tudo isto e mais! poeta, artista, militante, amado-amante, pai, filho, irmão, educador, humano.

e hoje ouvi isto: morena, bichinha danada, minha camarada do MPLA“, com clara e chico.

‘travessa na alegria do seu sorriso

[qua] 27 de junho de 2012

fita. fam. fiz poe… quase. aula boa, filodoc… sofia. para o dia nascer feliz… nas terras do bem virá… a raça humana… no olho da tormenta… uma história de amor. fita. fam. fiz poe… sia… que perdi, assim, num copiar, apertar, apagar, copiar, colar… colar.

‘travessa na alegria do seu sorriso… ‘travessa no sol do meio-dia. ‘travessa.

 

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