Archive for the '25' Category

dora

[sex] 25 de agosto de 2017

notas da manhã:

as manhãs são de dora.

notas da tarde:

as tardes são de aulas… Mais-valia e ética protestante.

notas da noite:

hip hop e mais-valia. [improvisei uma dinâmica… ficou interessante, formular melhor]

 

 

disciplina zero

[dom] 25 de junho de 2017

é assim. há dias em que a gente ganha. noutros a gente perde. perdi meu dia… minha semana. apenas bati o ponto… burocraticamente cumpri a tabela. não houve paixão ou encantamento.

é difícil segurar a onda. disciplina zero. tédio monstro. angústia cotidiana. tudo ficou pra amanhã.

mas logo mais será um dia melhor.

dor

[sáb] 25 de março de 2017

dor,

apenas isto.

e o resto: …

máscara negra

[sáb] 25 de fevereiro de 2017

«Quanto riso, oh, quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando
Pelo amor da Colombina
No meio da multidão» Zé Keti.

bloco dos sujos. não fui. relaxei a tarde inteira. sem aquele frissom de cair na folia. aproveitei para contempar, caminhar… tomar meu mate em paz. fazer as coisas sem pressa, sem pressão. lavar roupa amanhã. comida, só mais tarde. peladar, quem sabe. escrever ou planear as aulas… pra outro dia. olhei pra casa e pensei, comprar nada mais, apenas guardar um graninha para terminá-la.

dia da democracia

[ter] 25 de outubro de 2016

e quando o sono não vem?

e seus horários estão desregulados?

e seu humor instável?

***

hoje, mais tarde rola na escola o seminário proposto… debatendo democracia, direitos e participação…

dia da democracia… homenagem a herzog.

***

citações aleatórias

[qui] 25 de agosto de 2016

“A enorme capacidade, própria do sistema fabril, de expandir-se aos saltos e sua dependência do mercado mundial geram necessariamente uma produção em ritmo febril e a consequente saturação dos mercados, cuja contração acarreta um período de estagnação. A VIDA DA INDÚSTRIA SE CONVERTE NUMA SEQUÊNCIA DE PERÍODOS DE VITALIDADE MEDIANA, PROSPERIDADE, SUPERPRODUÇÃO, CRISE E ESTAGNAÇÃO. A insegurança e a instabilidade a que a indústria mecanizada submete a ocupação e, com isso, a condição de vida do trabalhador tornam-se normais com a ocorrência dessas oscilações periódicas do ciclo industrial.” (K. Marx, O Capital, Livro I, Seção IV, Cap. 13, p.524-525)

“A acusação de que o marxismo não tem tido nada a dizer sobre raça, nação, colonialismo ou etnicidade é igualmente falsa. Na verdade, o movimento comunista foi o único lugar, no início do século XX, onde as questões de nacionalismo e colonialismo – junto com a questão de gênero – foram sistematicamente levantadas e debatidas. Como escreveu Robert J. C. Young: ‘O comunismo foi o primeiro e único programa político a reconhecer a inter-relação dessas diferentes formas de dominação e exploração (classe, gênero e colonialismo) e a necessidade de abolir todas elas como base fundamental para a realização bem-sucedida da liberação de cada um.’” (Terry Eagleton. Depois da teoria: Um olhar sobre os Estudos Culturais e o pós-modernismo)

“Tanto a evolução das ciências humanas quanto a das físico-naturais (em especial a biologia) tendeu a criar uma ponte entre esses domínios aparentemente opostos. Uma zona fundamental de ligação entre as ciências da natureza e as do homem é constituída pelo intercâmbio dos métodos. A identidade parcial entre sujeito e objeto do conhecimento, por outro lado, não constitui uma exclusividade das ciências humanas, pois essa mesma identidade irrompeu também nas ciências físico-naturais. Ela sublinha, por sua dificuldade própria, a centralidade das humanidades como locus de conhecimento analítico, sintético e crítico”. (Osvaldo Coggiola. As humanidades na encruzilhada do século 21)

mais um foda-se

[sáb] 25 de junho de 2016

duas coisas… uma, fica para mais tarde. a segunda é: foda-se, faltarei ao trabalho amanhã e vou ficar de boas em casa fazendo nada ou qualquer coisa que não seja cumprir horários.

a revolta dos dândis

[qua] 25 de maio de 2016

essa canção me ocupa desde quinta-feira e/ou sexta-feira.

«Entre um rosto e um retrato, o real e o abstrato
Entre a loucura e a lucidez
Entre o uniforme e a nudez
Entre o fim do mundo e o fim do mês
Entre a verdade e o rock inglês
Entre os outros e vocês
(…)
Entre mortos e feridos, entre gritos e gemidos
(A mentira e a verdade, a solidão e a cidade)
Entre um copo e outro da mesma bebida
Entre tantos corpos com a mesma ferida
(…)
Entre americanos e soviéticos, gregos e troianos
Entra ano e sai ano, sempre os mesmos planos
Entre a minha boca e a tua, há tanto tempo, há tantos planos
Mas eu nunca sei pra onde vamos
Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão»
Humberto Gessinger

e outras de Gessinger e cia.

***

e algo de hoje:

nota #1

O remédio para todas as feridas é a compreensão do porque você precisou passar por uma determinada situação que te machucou. As feridas emocionais são como espinhos cravados na carne – às vezes infecciona. Essa infecção é o desenvolvimento de uma amargura, um ceticismo em relação à possibilidade de ser feliz. E essa amargura às vezes se transforma em vingança e aciona círculos viciosos que agem de diferentes maneiras, mas sempre gerando sofrimento e destruição. Porém, a ferida deve ser compreendida como uma professora, pois ela está sempre te ensinando sobre o mistério da vida – ela está te ensinando a perdoar.Sri Prem Baba

nota #2

«A minha opinião é esta: não ensinamos nada. Nós não ensinamos física e nós sequer ensinamos os alunos (uso a física meramente como exemplo). O que é a mesma coisa que dizer: ninguém foi ensinado de nada! Aqui reside a loucura deste negócio. Tentamos ensinar, a alguém, nada. Este é um esforço colossal já que não se pode ensinar algo a alguém.
O que fazemos, se formos bem sucedidos, é atiçar o interesse no assunto em questão, despertar entusiasmo por ele, despertar a curiosidade, acender um sentimento, acender o fogo da imaginação. Para os meus próprios professores que me trataram desta maneira, tenho uma grande e duradoura dívida.» Julius Sumner Miller

***

ps: Humberto: “Às vezes, a citação não precisa ser entendida. No mundo de hoje não tem diferença entre Albert Camus e Mike Tyson. São dois produtos de consumo. Eu saboreio Camus como saboreio Mike Tyson. A maioria do povo brasileiro entende mais de existencialismo do que de boxe. Cito Camus porque está mais próximo de mim. Acho que as pessoas entendem o que é ‘dândi’, pelo menos tanto quanto eu. A “obra aberta” possibilita que uma música seja entendida em todos os níveis. Os Titãs conseguem isso. Caetano, o mais genial de todos, não consegue. Talvez nem a gente consiga. A nível de “intelectuália” citar Camus é kitsch e demodé. Pra agradar a crítica eu citaria Levi Strauss na baía de Guanabara”. Disponível em: http://whiplash.net/materias/biografias/038524-engenheirosdohawaii.html

carma

[seg] 25 de abril de 2016

de tempos em tempos nos vemos capturados por sentimentos que não sabemos distinguir exatamente o que são eou de onde vem eou como agem, e apenas sentimos um certo desconforto – que as vezes beira ao assustadoramente insuportável até uma angustia latente.

vontade berrar ou sumir.

ou de ver ninguém.

«a alma revolucionária…»

[qui] 25 de junho de 2015

«Quando se discute a reformulação da esquerda, quando se pondera o sentido do engajamento institucional, seja sob a forma de movimentos sociais e partidos, seja sob a forma governo, devíamos ter em conta dois fenômenos: nosso ‘cansaço com a representação’ e nosso ‘complexo de inautenticidade’.»

o texto é excelente e vale a leitura. mas o fator chave que motivou esse compartilhamento foi essa expressão aqui: complexo de inautenticidade…

ps: muitas das coisas que aparecem por cá, ou seja, neste blogue, são frutos desse estranhamento, desse primeiro contato com algo ainda novo no meu repertório e que causa, que instiga, e que preciso registrar, de forma urgente e imprescindível, nem que seja como uma nota neste caderno de anotações para leituras e releituras noutros momentos.

é o caso deste texto e, principalmente, desta expressão.

abaixo segue o excelente texto de Christian Ingo Lenz Dunker.

Blog da Boitempo

Christian Dunker_A alma revolucionáriaPor Christian Ingo Lenz Dunker.

Tenho recebido objeções de que minhas ideias em torno da emergência de uma lógica de condomínio no Brasil são aplicadas de modo exclusivo aos condomínios de direita. Aceito parcialmente a crítica de que minha anatomia, ainda em curso, dos pensadores liberais, mesmo os liberais por subtração, deixa de lado os condomínios de esquerda.

Para entender o funcionamento da lógica segregatória na esquerda seria preciso renunciar, ainda que por um instante, ao bestiário atualmente disponível sobre a matéria. Suspender, mesmo que por caridade metodológica, a geografia liberal que postula que a própria divisão entre esquerda e direita é coisa da esquerda anacrônica, pois a validade deste plano “ideológico” foi desativada com queda do muro de Berlim, em 1989. Pois para muitos incautos, a divisão correta se daria entre os de esquerda e as “pessoas de bem”, ou melhor, entre os que “se metem…

Ver o post original 1.826 mais palavras

ven, cura esta herida, este blues de incierto final

[qui] 25 de junho de 2015

o tempo do ponteiro gira…
drexler repete-se indefinidamente na vitrola.
é vício, esse cara.
e já não me impaciento por supostamente perder meu tempo.

almocei com minha filha ontem. relaxei, entre um berro e outro, pela tarde. me diverti nas aulas… como eu me divirto em sala. e na ida diante da incapacidade de continuar a leitura, e preso em mais um dia nos intermináveis engarrafamentos da sc-403, me pus a atentar a poesia…

na ida foi um exercício:

exercício sob o que há para além dos olhos de um cão

da profundidade
do olhar canino
me crava uma ideia
para além da carne
e dos ossos:

como deixar o coração latir
se estou aqui
já pensando em partir?

***

na volta, um fragmento… reelaborado neste começo de madrugada:

exercício sobre o transeunte

na primeira cena,
a pele dele
seca como o vento
confunde-se no azul
do lápis-lazúli.

na segunda,
a barba rala
é áspera e ao mesmo tempo morna
como o vapor da terra.

na terceira,
a solidão em suas mãos
presente e dura
como um meteoroide.

na quarta,
os pés, semi-nus,
tão velozes
que ultrapassam o tempo.

na quinta,
o olhar distante
como uma árvore
ou uma montanha.

na sexta,
um corpo estranho
entre os pensamentos.

na sétima arte,
apenas mais um que passa,
mudo, na noite interminável,
decupando-se¹,

em terminais
rodoviários.

e para fechar a noite, exercício de juntar palavras

a noite
alinegra
uma epítome
poética.

__________________________________

e para ter uma noção, porque eu ri de mim mesmo quando percebi em que caos estou: ontem, quarta-feira, um colega me avisou que perdi o segundo encontro do curso de formação. estranhei, estava eu crente que seria hoje, quinta-feira, o terceiro encontro. que para mim eu já havia perdido esse segundo encontro na quarta-feira passada… e para surpresa minha quando chego em casa e vou olhar o cronograma… caio no riso, o foda-se eu já tinha dado na semana passada. e o que sobra para hoje é saber que não vou ter que acordar as 5 da manhã e passar o dia inteiro fora de casa, ufa. mas a ideia de ir ao centro, e de quebra comprar um quilo de erva, miou.

e chego a conclusão que eu estou só um pouco perdido… só um pouco. um pouco menos do que isso eu diria que é normal: a minha normalidade é este estado entre o precário, o provisório, o imperfeito, o falível… sempre inacabado, inconcluso…

por isso que eu digo: tudo é mais caótico do que podemos imaginar.

_________________________________________________________________–

notas de rodapé:

¹ permito-me aqui esse transbordar do verbo. Faço ele delirar e o resignifico.

Citando coisas…

#1

«Justamente aqueles produtos da atividade humana que não podem ser apreendidos enquanto tais sem que haja uma peculiar cooperação do receptor (intérprete), cooperação tornada possível apenas porque há uma anterior conexão que liga o fruidor (intérprete) e a obra.”(GOMES,1996,p.102)

Talvez com certa folga possamos propor o entendimento desta dimensão larga, e quase arqueológica, do termo poesia como criação que faz, produz, alguma coisa.

Numa nota de pé de página, Gomes (108), nos traz a definição de poiesis, do Banquete, de Platão: “Sabes que poiesis é algo múltiplo; pois toda causa de qualquer coisa passar do não-ser ao ser é poiesis. De modo que as confecções de todas as artes são poiesis e todos seus artesãos, poetas…» Extraído daqui ó. Por Roberto Lyrio Duarte Guimarães.

***

#2

«Ven, cura esta pena, quítame estas ganas de ti. Ven, que está frío fuera y hace tanto calor aquí.  Te ví
cruzar la calle y algo crujió dentro de mí…  Ven, que ya se hace tarde y este tren se está por ir.  Muy señora mía ten piedad de un simple mortal. Ven, cura esta herida, este blues de incierto final.  Tu piel
traerá perfumes, reflejos de estrella fugáz…  Ven, ya no lo dudes, no hará falta nada más.  Tan sólo: uuu nosotros dos…» Jorge Drexler.

 

 

poltergeist

[seg] 25 de maio de 2015

do resto de domingo: dormi pela tarde inteira e lavei roupa pela noite.

da segunda-feira: não acordei com o despertador às quatro horas e perdi o primeiro ônibus. acordei as sete e me dei conta que não iria para lages. resolvi dormir mais. e pela tarde sai com izabel… fomos ao centro, comprei-lhe um tênis e visitamos a ocupação… apresentei ela ao professores e professoras que lá estão ocupando. depois fomos ao cinema. foi um dia bonito… matamos a saudade de nós.

e eu que não gosto de filme de terror…

efeito ideomotor

[sáb] 25 de abril de 2015

voltar ao tempo…

perdido. sem sentido. ilhado. trocando horários… já não se sabe o que é a noite e o dia. escondido do mundo. alguém fala comigo? eu já nem sei o que penso. ando a entorpecer-me no vazio. zapeando os canais da tv, na natgeo, encontro isto aqui: efeito ideomotor… e lembrei do fábio “abelha” da psicologia, 2007, eleição dce, comissão eleitoral… ufsc.

e do teste no laboratório de psicologia, sob convite do abelha, ao qual fui cobaia… uma grande lição. por onde andará o abelha. há dez anos atrás em entrava no curso de cs. como essa vida voa…

e sobre o bicho gente é preciso ter cuidado com a mente… muitas coisas passam na esfera do inconsciente. e dos textos que falam do efeito ideomotor, que não vou explicar aqui, recomendo visitar este aqui: o poço e o pêndulo, de carlos orsi. ps: isto aqui também é interessante: o cérebro – cuidados a ter na sua utilização, de cláudio tereso.

*

hoje, vi o filme Milk: A Voz da Igualdade; com sean penn. excelente filme.

*

ps: e as cinzas de calbuco, o vulcão chileno, deixaram o final de tarde mais belo.

***

e ouvindo todas estas músicas  de fundo… eu percebo algo em mim que diz que eu parei no tempo.

*

músicas de fundo desta postagem:

metá metá

Obatalá (instrumental) – Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França

baleia

Furo / Composição: Gabriel Vaz // Se perdeu numa poça / E caiu em um furo de céu / Refletido / Seu rosto no abismo / Tão azul quanto seu umbigo. // Escondeu-se no escuro / Dei um beijo, virou susto / E correu pro espelho, mas não há luz / Que cubra o seu custo / Se perdeu numa poça e caiu em um furo de céu. // Desencontra rio e mar. / Diz que é ferida sarada, / Mas não vai parar de assoprar. / Doce voz, velada e só, / À deriva entre o ar e o pó // Ria antes que o medo divida / Não se perca na multidão / Grita / E antes que eu perca de vista / Incendeia as mãos.

Jiraya / Composição: Cairê Rego // Máquina de escrever / Boneca velha lembra a plástica / De remendar/colar o braço do jiraiya. / Dá carrinho e é vermelho // Como o peito do jiraiya. / Sai a nota e é vermelha / Cai o braço do jiraiya. // Me desculpe essa dor do encanto, / Pois encanto é alucinação. / Trocaria figuras colantes por comandos em ação, / Que me calem com um bombardeio.. // Trágica / Feição que hoje encarno, e solta toda lágrima / O desespero de ser nada além de mim // Que se basta em canção rota, / Minimiza o que é o fim / Que se faz de maltratado / Maldizendo o querubim.. // Me desculpe essa dor do encanto, / Meu encanto é alucinação. / Trocaria figuras colantes por comandos em ação.

greve!

[qua] 25 de março de 2015

nota síntese destes últimos dias.

«Dividir a casa com outras pessoas pode nos dar certas alegrias, um conforto pelo calor de rebanho. Mas é também uma perturbação contí­nua. Nada mais explosivo do que ter um ser humano por perto com suas emanações, seus medos, e desejos que nem sempre entendemos.» do filme, como esquecer.

*

e eu estou em greve.

e isto é grave.

eu grito!

VAMOS POR AREIA NA ENGRENAGEM!

rise in the sun…

[qua] 25 de fevereiro de 2015

8h27 ontem não aguentei e dei o cano. não fui lá. não apareci. insolentemente faltei… e fiquei dormindo no sofá. mas isto foi só uma fração do dia. foi só no finalzinho da noite… porque o dia foi longo e exaustivo. foi o dia de dona maria izabel.

canção de fundo: rise in the sun, cantanda por fm laeti

***

8h42 essa semana comecei cheio de dúvidas. as dúvidas continuam aqui. mas vou indo fazendo o que acredito que deve/preciso/quero fazer. resolvendo as questões… me resolvendo. me clareando como um dia de sol… porque eu preciso me alinhar com o universo e observar.

canção de fundo: mona gadelha cantando felicidade pra mim (de álvaro fernando)

***

8h51. era oito e cinco, havia um caminhão buzinando no portão. chegava a matéria prima para um pedaço de minha construção. é, chegou a hora de permitir que os outros possam entrar…

e começo a tocar na rádio essa canção… outro lugar, milton nascimento.

penso em ti.

irresistivelmente acordei pensando tanto em ti. com ganas de estar frente a frente, olho no olho, lábios nos lábios… como se não houvesse mais nada além do que este instante contínuo no universo onde de dois se forjasse um. mas fazer o que, estamos tão longe agora. que é preciso lentamente percorrer o tempo e os quilômetros…

entre o sonho e a realidade

[dom] 25 de janeiro de 2015

os fatos do dia: invertendo horários. dormindo pela manhã e acordando pela tarde. e antes de levantar fui acordado duas vez:

#1 uma foi com izabel me acordando para perguntar sobre alguns brinquedos seus… e eu não sei se arbitrariamente os joguei fora ou se estão encaixotados na acumulação de trecos da mãe dela [lembrete: importante recordar que os adultos não são superpoderosos que podem mandar isto ou aquilo ou dar fim as coisas dos outros. é necessário respeitar o tempo alheio…]

#2 a outra é que a gata deu de dormir nos meus pés para ter certeza que a primeira coisa que eu faça quando acordar é dar ração nova para ela… já que a mesma anda a escolher qual parte da ração vai comer. ela até desenvolveu uma técnica terrível… começa com um chamego nos meus pés até o ponto que inavisadamente crava suas unhas. lembrete: não chutá-la.

***

e foi um dia de ócio. ler jornal, ver tevê e comer. eis um dia ganho.

dois programas vistos

black in latin america, cuba: the next revolutionno canal futura;

che, um hombre nuevo, no canal brasil;

e um texto lido, de braulio tavares, e extraído do jornal brasil de fato:

medo de errar

«Zé de Cazuza conta no livro Poetas Encantadores que encontrou com Pinto do Monteiro e na conversa Pinto falou que tinha feito uma cantoria dias atrás com Dimas Batista. Zé de Cazuza perguntou como tinha sido, e Pinto respondeu: “Uma merda. O homem tá com medo de errar”. E Zé de Cazuza: “Ah, sim. Ele formou-se em Direito.”

Dimas foi um dos primeiros cantadores de viola a ter curso superior. O episódio narrado por Zé mostra a falta de cerimônia entre esses grandes poetas, que conviveram durante a vida inteira, e mostra essa fase de transição entre os cantadores totalmente intuitivos, como Pinto, e os que começaram a se valer de estudo, erudição, educação formal. É a velha oposição entre Romano do Teixeira e Inácio da Catingueira: o desafio estava empatado até que Romano puxou o assunto de Mitologia Grega, coisa que o ex-escravo Inácio não tinha leitura para acompanhar.

É engraçado, mas isso me lembra Vanderlei Luxemburgo, o polêmico técnico atualmente no Flamengo. Ele diz: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”. Vanderlei tem uma porção de defeitos, mas ele usa para o futebol um raciocínio bastante correto. Diz ele que se um time empata 5 jogos ganha 5 pontos, sem ter perdido nenhum jogo; mas se ganha 2 jogos e perde 3, ganha 6 pontos. Melhor, portanto, partir pra cima sem medo de perder. Aliás, foi para incentivar essa busca pela vitória que a Fifa decidiu atribuir 3 pontos por vitória, fato relativamente recente, de 1994. (Até uns 20 anos atrás, em competições oficiais, uma vitória dava apenas 2 pontos.)

Voltando à história inicial. Eu não diria que Dimas (a acreditar na versão de Pinto) estava com medo de errar porque se formou em Direito. Acho mais possível que ele tenha se formado em Direito porque tinha medo de errar, e aí não falo daquela cantoria específica, mas do estilo de cada cantador. Existem cantadores reflexivos, que gostam de pensar as coisas bem direitinho, o que em princípio parece ser o contrário da cantoria. Dimas, pelo que já ouvi em gravações, era um daqueles poetas de cantoria lenta, cadenciada, mantendo sempre o embalo sob controle, escandindo as palavras com precisão. O contrário daqueles repentistas que pensam e cantam com tal rapidez que chegam a atropelar as palavras. São dois modos de pensar, dois perfis mentais diferentes, que se refletem no estilo do improviso. Perfeccionismo e cantoria não combinam. Gosto do jeitão de Dimas, que é o de Oliveira de Panelas, de Diniz Vitorino; e gosto de cantador arrojado, acelerado, que parece estar cantando sem pensar, como Louro Branco. Mas são estilos pessoais. Um não conseguiria cantar como o outro, mesmo que quisesse.»

 

jogos para atores e não-atores

[sáb] 25 de outubro de 2014

bom dia. vamos lá… que a reunião de hoje valha… porque há tempos ando…

«… Sem tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em lugares onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte… Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.». Fragmento de texto de Ricardo Gondim.

***

enquanto uns primam pelo  fetiche da nota… eu tento me desfazer de todos os instintos autoritários na busca do diálogo. e a pergunta é: avaliar quando? o quê? quem? como? e para quê?

***

formação de professores e um grupo de teatro dos alunos… preciso aprender mais.

https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/18696/000731986.pdf?sequence=1

http://web2.ufes.br/arteeducadores/relatos/medio_2009_2/m9_2_002.pdf
http://www.uel.br/revistas/lenpes-pibid/pages/arquivos/1%20Edicao/1%C2%AA%20Edi%C3%A7%C3%A3o_%20Artigo%20OLIVEIRA,%20D_%20A_%20S.pdf
música de fundo… afinal eu tenho pressa.

então, a culpa é de quem?

[qui] 25 de setembro de 2014

antes de qualquer coisa preciso explicar-me. narrar que como escrevo tarde, ou para ser mais preciso, no virar das horas quando o relógio diz que já é outro dia este dia que emocionalmente ainda é o mesmo dia. então que seja ontem/hoje e vice-versa.
lembrando daquele texto que fala sobre as três caixas para guardar humor que toda pessoa deve ter. o da caixa grande para o humor barato estou mais ou menos abastecido… e gastando um cadinho. mas o da caixa média e o da caixinha preciosa… ah… esses estão escassos… há dias em que quase enlouqueço.

e no mais foi um dia bom. e na volta… não saía de minha cabeça as frases a seguir: «quero me encontrar, mas não sei onde estou… vem comigo procurar algum lugar mais calmo, longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita. tenho quase certeza que eu não sou daqui (…) vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre, vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente... estou cansado de bater e ninguém abrir, você me deixou sentindo tanto frio, não sei mais o que dizer (…) não é a vida como está, e sim as coisas como são. você não quis tentar me ajudar. então, a culpa é de quem? a culpa é de quem? eu canto em português errado, acho que o imperfeito não participa do passado, troco as pessoas, troco os pronomes… preciso de oxigênio, preciso ter amigos, preciso ter dinheiro, preciso de carinho…» renato russo.

***

um tópico interessante de estudo é: machado de assis e o estudo da loucura.

oh! oh! oh! oh! oh! santa clara…

[seg] 25 de agosto de 2014

não sei se é a dor, se é o sono, se é porque tudo é mais lento do que prevíamos… ou se é esse tumulto espiritual que certas pessoas provocam [um terror constante], mas o fato é que hoje eu estou à flor da pele, num grau de irritabilidade altíssimo.

Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
-Hora de Santa Clara!

onde está você santa clara?

porque hoje é dia vai triste demais.

o diálogo comigo mesmo no tempo

[qua] 25 de junho de 2014

ontem. ainda é ontem. da série aprendizado existencial no transporte ‘público’ florianopolitano: #1 às vezes é necessário arriscar-se e descer um ponto antes, mesmo que este seja desértico e escuro; preferir a tranquilidade de um terminal te fará perder o ônibus por menos de um minuto e ficarás em espera… parado na vida. #2 às vezes é melhor arriscar-se e ir a pé para casa, mesmo que seja três quilômetros e meio pela frente, ainda chegarás antes do que se estivesses lá esperando. lição: arrisque-se, é mais saudável. terminais são terminais – morre-se a conta gotas na espera. ps: e na pior das hipóteses terás que caminhar… oxigenar o cérebro, trabalhar a caixa torácica, movimentar estes músculos tão acomodados aos bancos, cadeiras e sofás. e na hipótese mais surpreendente, ganharás uma carona de algum conhecido ou desconhecido. a gentileza de alguém. e sobre a escola: foi um dia horripilante, sem planejamento claro, disperso e confuso… algumas coisas no improviso funcionaram, outras não. repensar… por favor, repense. e melhor, faça alguma coisa. mas o sentimento era: eu não queria estar ali. hoje, ainda é hoje. acordei cedo. o despertador as sete me chamou, e a gata, que pulou a janela, também fez questão de me convencer com sua insistência dramática por um pouco de ração. mas a sonolência e o friozinho da manhã me levaram para o colchão velho estirado ao chão. e havia ainda o recado de izabel, que viria as oito e precisava de ajuda para realizar os deveres. esperei, dormindo, ela chegar. ela chegou eram nove e meia. ajudei-a em sua pesquisa até as onze. ele foi para casa dela e eu voltei a cochilar. até sonhei… e só lá pelas duas da tarde levantei. e estou neste limbo deste então. são três e dez. trilha sonora de ontem: cartola, mordida. trilha sonora de hoje: beirut. lembrete para hoje, para agora [vai que de dentro deste corpo imóvel, moribundo, rasgando todas as amarras, surgirá o cara que vai fazer todo o trabalho que precisa ser feito e vai até sonhar em transformar a si e ao mundo que o cerca]: tenho que fechar notas de pelo menos 3 turmas hoje. finalizar diários de outras 3. e organizar as cinco intervenções de hoje. e ainda sair mais cedo já que haverá conselho deliberativo escolar as 18h. e para um registo meio perdido por cá, mas apenas meio, por é um cadinho motivado por estes pensamentos que me assomam diariamente sobre estas dificuldade de lidar com a docência, com a escolarização, e com o mundo como um todo. e noutro dia vi uma reprise de uma entrevista de ondjaki no entre programa umas palavras do canal futura, que falava sobre sua formação em licenciatura em ciências sociais e o caminho pela literatura. e parafraseando ele, já que não recordo suas palavras precisamente, mas que naquele momento em que ele falava me fizeram pensar em algo que eu já tenho consciência há muito tempo… era algo como: ‘eu não escolhi, não tive a sorte de saber desde pequeno o que queria fazer, apenas fui fazendo o que me aparecia, seguindo o caminho que me aparecia, neste sentido… eu não escolhi, as coisas da vida me escolheram’. e mais algumas coisas tem incomodado neste últimos dias: a falta de grana, a dependência de meus pais ainda, a instabilidade e precariedade… mas algumas coisas eu posso tentar mudar agora – e dai a necessária coragem para cambiar os ritmos –  e outras é necessário mais tempo – e dai a necessária paciência para aguentar a turbulência. enfim… este texto e as demais incursões/reflexões de hoje cessarão porque o que era para hoje, e para agora, já está ficando para amanhã… o dia de hoje se pinta com a tinta de ontem… agora é saber até quando?! até quando este diálogo surdo-mudo comigo mesmo no tempo?!

das coisas não lidas mas que são tão sentidas

[sex] 25 de abril de 2014

Dois movimentos:

1) registro de citações soltas, abaixo:“

lesmas, s.f.

Semente molhada de caracol que se arrasta sobre as pedras, deixando um caminho de gosma escrito com o corpo…”(293) (Manoel de Barros)

“descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco”. (Gabriel García Márquez).

2) registro das coisas – do que eu escreveria ontem e escrevo hoje:

#Al cine – e do cine à dois fui só que nem fui pois demoro para ligar e ela não atende porque está em aula. do cine à dois transformei em dois livros: O CURRÍCULO COMO CRIAÇÃO COTIDIANAPermacultura e as Tecnologias de Convivência. Não os li. Li apenas Saramago na ida e na volta. E, às vezes, falamos em canções, subentendemos, nos narramos na lírica sonora da ideia alheia… Mas nesse caso não. Se a canção fala em despedidas e soluços… Eu digo, vamos ao cinema?! E se há descuido no meu trato não é por não há querer bem… São só o traumas e confusões deste indivíduo, as inabilidades sociais, os hábitos adquiridos de lentos avanços e longos recuos… E como diz o poeta: “É muita paulada na cabeça que a gente fica meio arrisco nesta vida”. Mas vamos ao cine.

#Da letargia das sexta-feiras – hoje não consegui me concentrar em nada. já são 16:00 e não mexi em nenhum papel. Vontade de ficar quieto, escondido… Nesta melancolia solitária. Mas há que se trabalhar… Tenho aulas e alunos esperando nesta noite. cambio, desligo.

universos paralelos

[ter] 25 de março de 2014

mañana:

lembrei de ti. o que é mui bueno!

e um paradinha na correção/organização/preparação de atividades pedagógicas para registrar pensamentos/dias/emoções/instantâneos…

como drexler me acalma. é a trilha sonora perfeita.

e de hoje cedo, universos paralelos.

Mi anhelo no está mi anhelo se fue detrás de ti siguiéndote, / Por la avenida / A vuelto ha pasar / Mi anhelo volvió a tomar su propia decisión / Independiente de la mía / Que le voy hacerse trata de ti y en eso el y yo ya lo sabes / Opinamos diferente. // Yo contigo mantengo las distancias, / Mi anhelo las rompe, alegremente // Llévate del aire el perfume de tu pelo / No ves que yo no sé qué hacer / Con mis dos universos paralelos… //Colapso seguro que colapso  / Cada vez que chocamos un vacío inmediato  / De esta falta de gravedad  / Como un cuerpo flotando en soledad  / Y aquí tu efecto gravitatorio  / Deje girando un desorden notorio  / En mi universo equidistante  / Donde mi amor en órbita cae  / Caen estrellas,  / Caen las estrellas completas el cosmos perdido  / Que busca tu huella  / De esta lazo satelital de esta fuerza universal  / Voy un paso adelante un golpe seguro y un beso distante  / Yo te quiero mi amor de manera de importante  / Y mi puesto va vigilante // Llévate del aire el perfume de tu pelo  / Llévate del aire el perfume de tu pelo  / Llévate del aire el perfume de tu pelo  / No ves que yo no sé qué hacer con mis dos universos paralelos… //Jorge Drexler.

Tenho estado mais calmo, sem aquela angustia de estar perdido. é como se tivesse aberto a porta, descido a montanha e pego a canoa rumando/remando/ em frente… e o que será, não sei… apenas será porque nada é mais simples, não há outra norma… nada se perde, tudo se transforma… 

e só para constar o registro… já que não anotei no domingo, após um dia inteiro jardinando… sentia-me “un don quijote contra las heras“.

la tarde e la noche:

na escola.

 

‘tô no meio da estrada

[ter] 25 de fevereiro de 2014

9:40 meu forro inacabado está cheio de formigas.

9:44 levantei torto. ao abrir, consegui quebrar o vidro de uma janela. quase me irritei, mas estava tão sonolento, e com a pancada na cabeça, que depois do susto e da dor, checando para ver se não havia nada sangrando, sobrou só aquela sensação: vou ter que arrumar isto, e logo mais – que trabalho, que saco. ‘bora abrir a casa… para o novo dia…

9:50 izabel aparece por cá para esquentar seu ‘café matinal’ no microondas – terrível, terrível, mas calma, não vou brigar cedo… a comida está disponível na casa dela (onde ela mora com a mãe dela), se fosse comigo seria tão diferente… se fosse, mas não é. e se a mãe dela fez e faz, não vou ficar o tempo todo fazendo guerra por coisas que escapam ao meu controle. tento ter consciência dos meus atos, tento dar um exemplo (o mais crítico possível e menos moralista) e ela que faça a equação disto. pronto. ‘bora ver as cinco gralhas na janela da cozinha.

9:58 “como quem aquece a água sem deixar ferver…“. mate pronto. ligar pc. anotar coisas/pensamentos. #meu vô, o seu idalino spada boni faleceu dia 20 deste mês quinta-feira) e passou batido o registro por cá – e fico pensando, como meu avô paterno pode ser uma pessoa estranha, como isto pode acontecer? não lembro de nada que não seja uma fotografia ou narrativas da primeira infância que minha mãe contou, e minha solidariedade é com a dor de meu pai (dor tão contida e – mas neste ramo da família as distâncias aumentam não apenas fisicamente (e estas nem são tão grandes assim – exceto meu avô e uma tia no paraná, todos estão no mesmo bairro aqui em santa catarina), mas sobretudo afetivamente… só não são completos estranhos porque sei que há um vínculo, um sobrenome comum, mas afetivamente, são como se fossem estranhos – e isto é uma herança familiar muito forte… carrego dentro de mim essa tendência ao distanciamento. #as leituras matinais em voz alta (por andava eu cá por muito tempo mudo, sem conversar…) pararam… livros que achei que terminaria em janeiro mesmo estão engatilhados nas suas últimas páginas, mas essa vida de trabalho rotinesco não deixa-me animo… falta disciplina camarada.

10:02 desperta o despertador depois de mim.

10:09 as saracuras fazem algazarra no quintal.

10:21 publicar isto… ou começar…

10:54 que cheiro asfixiante de serragem ou pó de madeira.

11:06 ‘bora andar um pouco… respirar o sol lá de fora… e por cá deixo a letra de Ilex Paraguariensis, do Engenheiros do Hawaii  // Hoje eu acordei mais cedo / Tomei sozinho o chimarrão / Procurei a noite na memória / Procurei em vão… // Hoje eu acordei mais leve / Nem li o jornal / Tudo deve estar suspenso / Nada deve pesar // Já vivi tanta coisa / Tenho tantas pra viver / To no meio da estrada / E nenhuma derrota vai me vencer // Hoje eu acordei livre / Não devo nada a ninguém / Não há nada que me prenda aqui // Ainda era noite / Esperei o dia amanhecer / Como quem aquece a água / Sem deixar ferver // Hoje eu acordei / Agora eu sei / Viver no escuro… / Até que a chama se acenda / Verde quente erva ventre dentro entranhas / Mate amargo noite adentro estrada estranha // Nunca me deram mole não / melhor assim / Não sou afim de pactuar / sai pra la (2X) // Se pensam que eu tenho as mãos vazias e frias / melhor assim / Se pensam que as minhas mãos estão presas // Mãos e coração, livres e quentes, chimarrão e leveza (2X) // Illex paraguariensis / Illex paraguariensis

15:30 #partiu #pedal #experimental

23:35 após 1h25 minutos, com os músculos um pouco cansados, e ter percorrido 24 km, chego em casa. ao todo foram… 2h45 minutos e/ou 48 km no itinerário casa-escola-casa. toda aquela minha ansiedade passou. o trecho é tranquilo – apesar de algumas partes em obra. a bicicleta não me deixou na mão, talvez uma calibragem melhor nos pneus e um bagageiro/garupa ajudariam – tornando a viagem mais confortável. e poder tomar banho na escola e ter um local adequado e seguro para guardá-la (a bike) na escola também foram pontos positivos. e apenas o vento que dificultou… mas no final foi prazeroso ter feito isto. primeira de inúmeras. agora é recuperar, descansar, lavar a roupa e sexta-feira pegar estrada novamente…

silentium universi

[dom] 25 de agosto de 2013

coisas do dia: paradoxo de Fermi, e a equação de Drake, em star trek: segredos do universo. que descobri por acaso, zapeando a tv. N = R* x fp x ne x fl x fi x fc x L

PitágorasEratóstenes, Renascença, Carl Friedrich Gauss, e relatividade geral…

e no mais o dia foi chuvoso.

não arrumei o que iria arrumar, não estudei o que iria estudar. e o dia passou…

 

 

el pueblo unido

[qui] 25 de abril de 2013

Paralisado! Em greve!

 

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e para qual surpresa… minha cabeça é maior que a do valdemar!

[dom] 25 de novembro de 2012

anotei (e vivi) muita coisa hoje. mas estou cansado e preciso estar vivo amanhã… lá por quarta ou quinta registro os ventos bons que vem lá…

rascunho

[dom] 25 de novembro de 2012

E a prova era cedo.

E eu mal dormi.

Acordava de hora em hora… era uma, era duas, eram três, eram quatro… lá pelas cinco levantei.

lá pelas sete já estava lá… e era um esperar a hora chegar… chegava nunca, e chegou. e pensei um bocado, rememorando o passado naquelas vias, bancos, praças, rótulas, braços, noites, dores, porres, amores, sonhos, vida vivida…

e senti vontade de verbalizar, rascunhei:

movimento dos barcos

[qui] 25 de outubro de 2012

E no meio de nossa conversa a canção começou a falar assim: “estou cansado e você também, vou sair sem abrir a porta e não voltar nunca mais desculpe a paz que lhe roubei e o futuro esperado que nunca lhe dei é impossível levar um barco sem temporais e suportar a vida como um momento além do cais que passa ao largo do nosso corpo não ficar dando adeus as coisas passando eu quero é passar com elas e não deixar nada mais do que cinzas de um cigarro e a marca de um abraço no seu corpo não, não sou eu quem vai ficar no porto chorando lamentando o eterno movimento dos barcos…

são tantas coisas…

terça, noite, quando o coletivo parou por segundos, sorri. foi como se fossemos cúmplices  tão cúmplices  e que outros jamais saberiam de nossa estranheza, de nosso desconhecimento mútuo, de nosso encontro tão efêmero  e tão cúmplice  sorri e eramos crianças.

e são tantas coisas…

cresço e sinto falta do teu corpo morena…

e são tantas tantas coisas…

http://www.youtube.com/watch?v=qVCL00o-a2I

“Poeta, meu poeta camarada / Poeta da pesada, / Do pagode e do perdão  / Perdoa essa canção improvisada  /Em tua inspiração  /De todo o coração,  / Da moça e do violão, do fundo,  / Poeta, poetinha vagabundo  / Quem dera todo mundo fosse assim feito você  / Que a vida não gosta de esperar  / A vida é pra valer,  / A vida é pra levar,  / Vinícius, velho, saravá   // Poeta, poetinha vagabundo  / Virado, viramundo,  / Vira e mexe, paga e vê  / Que a vida não gosta de esperar  / / A vida é pra valer   / A vida é pra levar  / Vinícius, velho, saravá  / A vida é pra valer / / A vida é pra levar  / Vinícius, velho, saravá

Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, todo Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando, a gente vai dourando essa pílula !
 

bossa vinte… vinte e nove!

[qui] 25 de agosto de 2011

em certos dias tudo parece sem sentido e é como se estivéssemos suspensos ou submersos ou apenas perdidos no meio disto tudo. disto tudo. parece sem sentido.

mas agora não. hoje não. não sei o peso. mais ou menos o diâmetro e a idade… a idade é vinte e nove.

hoje há uma certeza que tudo vai melhorar e as poças, o atoleiro, as goteiras, as cadeiras, os cursos, os planos, os pesos, as metas, o amor, a poesia, a poesia vai ser melhor e que agora se faz o que se pode e se está bem na medida do possível. do possível.

quando tinha dezessete cantarolava outra, mas agora é mais ou menos assim:

Perdi vinte em vinte e nove amizades / Por conta de uma pedra em minhas mãos / Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes / Estou aprendendo a viver sem você / (Já que você não me quer mais) // Passei vinte e nove meses num navio / E vinte e nove dias na prisão / E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno / Decidi começar a viver. / Quando você deixou de me amar / Aprendi a perdoar / E a pedir perdão. / (E vinte e nove anjos me saudaram / E tive vinte e nove amigos outra vez) // renato russo.
 

penso que ainda não cheguei lá e apenas improviso. e sabe-se lá que já não é chegada a hora da morte, ó drão.

Drão! / O amor da gente / É como um grão / Uma semente de ilusão / Tem que morrer pra germinar / Plantar nalgum lugar / Ressuscitar no chão / Nossa semeadura / Quem poderá fazer / Aquele amor morrer / Nossa caminhadura / Dura caminhada / Pela estrada escura… // Drão! / Não pense na separação / Não despedace o coração / O verdadeiro amor é vão / Estende-se infinito / Imenso monolito / Nossa arquitetura / Quem poderá fazer / Aquele amor morrer / Nossa caminhadura / Cama de tatame / Pela vida afora // Drão! / Os meninos são todos sãos / Os pecados são todos meus / Deus sabe a minha confissão / Não há o que perdoar / Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão / Quem poderá fazer / Aquele amor morrer / Se o amor é como um grão / Morre, nasce trigo / Vive, morre pão / drão! / drão! // gilberto gil.

e fechando a página, não sou tão mal quanto a falta de amor faz crer.

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