Archive for the '24' Category

só, somente só.

[seg] 24 de abril de 2017

 

“Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só! “Só! Só! Somente Só!

só porque passei 5 aulas (a noite toda) com esse refrão grudado na cabeça… e não conseguia lembrar do restante da música… nem de quem era. até que em um momento de lucidez… desbloquei e reconheci… moraes moreira… novos baianos… e ai…

Por minha cabeça não passava…
Só! Somente Só!
Assim vou lhe chamar
Assim você vai ser

ps: aleatoriedades… talvez porque dias atrás eu tenha passado um tanto perdido na bicondicionalidade lógica do “se e somente se”.

teoria geral do esquecimento

[ter] 24 de janeiro de 2017

primeiro livro do ano completado. teoria geral do esquecimento. do escritor angolano josé eduardo agualusa.

[colocar notas e comentários]

nos altos e baixos da vida

[seg] 24 de outubro de 2016

9:25 acordei. mais um dia com dores.

10:54 repleto de pontas soltas para amarrar hoje. ponta número um: o cara resolveu trocar a cozinha de lugar… até sábado, um microreforma ocorrerá. ponta dois: contatos passados pelo cazé e pelo douglas (do ps do rio vermelho) para finalizar as atividade de terça, antes do meio dia enviar mensagem/convite. ponta numero três: por em dia as duas ultimas semanas de aulas dadas no professor online. ponta numero três, finalizar organização das aulas de hoje.

maratonas…

[dom] 24 de abril de 2016

maratonas… provas; fechar notas; alimentar professor online; bórgias no netflix; got no hbo; e família… a saga mais complicada de todas.

makita em ação…

[qui] 24 de dezembro de 2015

mudando as paredes de lugar… ampliando os horizontes enquanto a grana segue curta e a obra não avança. amanhã é trocar portas, janelas… e terminar a faxina. vai ser um natal agitado.

the leafless orchard

[qui] 24 de setembro de 2015

uma tradução para o inglês de um poema de Mehdi Akhavan Saless

My Orchard
The cloud with its cold and damp skin
Has embraced the heaven tightly;

The leafless orchard
Is alone day and night
With his pure and sad silence.

His lyre is rain and his song is wind,
His garment is of nudity cloak,
And if another garment it must wear,
Let his Warf and woof be woven by golden ray.

It can grow or not grow, wherever he wants or doesn’t want;
There is neither a gardener nor a passerby.
The depressed orchard
Expects no spring.

If his eye sheds no warm luster
And on his face no leaf of smile grows,
Who says the leafless orchard is not beautiful?
It relates the tale of fruits raising their heads to the heaven, and now lying in the base coffin in earth.

The leafless orchard,
His laughter is tearful blood,
Mounted for ever on his wild yellow stallion,
It roams in autumn, the king of seasons.

extraído do filme de hoje: a cópia fiel.

hoje tem assembleia na escola… devia estar preparando os slides para apresentar para os pais e estudantes… mas estou aqui… pesquisando sobre um poeta iraniano. este sou eu.

nada, isso não vale nada.

[sex] 24 de julho de 2015

PALAVRAS VIRTUAIS DE CLEITON.

«E se hoje for seu último dia, e de que valeu tanta correria. Nada, isso não vale nada.
Para que tanto dinheiro, não adianta por no bolso do terno eles não aceitam isso lá no inferno. Nada, isso não vale nada.»

É MOTE PARA UM POEMA…

***

CHOVE O CÉU INTEIRO. NÃO GOSTO DE TANTA CHUVA. ESTOU SEM VOZ.

E ALGO ME CONSOME NESTAS DUAS SEMANAS: O QUE FAZER COM MEU HÓSPEDE/PRIMO? OU MELHOR… A INTENÇÃO É DAR UM SUPORTE – ATIVO E INTROMETIDO – NA SUA ‘LUTA’ CONTRA/COM A COCAÍNA. MAS COMO FAZÊ-LO? UM ULTIMATO NESTE MOMENTO É NECESSÁRIO… ENVOLVER A MÃE DOS FILHOS DELE TAMBÉM, TALVEZ. FAMÍLIA… SÃO TANTOS PROBLEMAS E DILEMAS… ESSE NEGÓCIO DE ACOLHER  (E ‘SER’ MAIS OU MENOS RESPONSÁVEL PEL)OS OUTROS É TÃO DESGASTANTE…

E TENS AS AULAS DE RECUPERAÇÃO E A QUESTÃO ÉTICA…

O DESCONTO IRREGULAR DO GOVERNO…

É… ESTÁ TUDO MEIO ASSIM CINZA.

E EM CAIXA ALTA.

amanheço na cidade….

[dom] 24 de maio de 2015

virando a madrugada na vigília… agora 7h04. escrevo desde alesc – assembleia legislativa do estado de santa catarina, na ocupa alesc pelos professores em greve. essa foi uma semana onde ocupei direto – dando apenas dois pulos em casa bem rápidos. foi uma semana bem intensa. desde as visitas nas escolas pelo comando de greve, pela febre que tive, passando por uma assembleia, num dia, e ato, noutro, na escola… e tantas reuniões, algumas lúdicas, outras tensas. e lá fora os carros passam… lá fora os pássaros cantam… lá fora, desta caverna, o dia começa.

e a greve continua.

ps: não venci uma partida de war na ocupa. mas de catan e castels já. sinto uma gratidão e uma prazer imenso por conhecer tantos lutadores… cada dia é uma nova pessoa… os dias são intensos. eu cresço. aberto as organizações e ao movimento. é bonito ver o amadurecimento dos sujeitos… é complexo observar o processo de luta.

ps: voltando para casa, pela tarde, pensei… nas pessoas e relações cá fora… vou dormir um pouco e quem sabe seja a hora de reatar contatos.

bola de nieve… (pernambuco, moreno e uma odisseia sonora…)

[sex] 24 de abril de 2015
Orquestra Afro-Brasileira - Obaluayê! (1957)
Ataulfo Alves por Itamar Assumpção - Pra Sempre Agora (1996)
Banda Eddie - Carnaval no inferno
Siba - Avante
Curumin - Arrocha
Tiberio Azul - Bandarra
Odisséia em Construção - Eva
Nomade Orquestra
Rocartê - Lua de Tambor
Moreno+2 - Máquina de Escrever Música
+2 Moreno Domenico Kassin - Imã
Moreno Veloso - Solo in Tokyo
Kassin+2 - Futurismo
Moreno Veloso - Coisa Boa
Baleia - Quebra Azul
Metá Metá - Metá Metá (2011)
Bixiga 70 (2013)
Juçara Marçal - Encarnado (2014)
Cátia de França - 20 Palavras ao Redor do Sol (1979)
Orquestra Contemporânea de Olinda - Pra ficar (2012)
Juçara Marçal & Kiko Dinucci - Padê (2008)
Phillip Long - Sobre Estar Vivo (2012)
Ellen Oléria (2013)
Siba e a Fuloresta - Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar
Kiko Dinucci - Na Boca dos Outros (2009)
Leminskanções- Estrelinski e/os Paulera
Quinteto Armorial (1978)
Quinteto Armorial - Aralume (1976)
The Ballad of Nina Simone
Bola de Nieve- Vete de mí
Bola de Nieve - Drume Negrita
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

o ornitorrinco e a frau holle

[sáb] 24 de janeiro de 2015

o txt:

fiz uma lista de coisa inúteis. ou pouco úteis. ou aquelas coisas necessárias do cotidiano… ler jornal, estudar, cortar grama, lavar louça, roupa… enfim, fiz uma lista para não me esquecer que estou aqui e que algo precisa ser feito. estou aqui observando as crianças e árvores crescerem, mas a cabeça está em outro lugar. que é no fundo um não lugar. é como se ali atrás, antes do lance de hoje, eu tivesse jogado um lance errado e agora é assim: esse sufoco, esse tédio morno… esse arrastar lento, esses dias de espera… a espera de eu chegar. será que um dia chego lá?

e lá é o destino que só se atinge quando se chega aqui, dentro.

lá é aqui.

e eu sou este paradoxo.

*

joguei a lista fora – a dialética da vida cambia tudo. quem sabe um dia muda esse meu jeito torto de ser. ia ser eu outro ser ia.

**

e anoto duas coisas interessantes vistas por estes dias: frau holle, conto dos irmãos grimm. pensei em izabel. mas também pensei em mim.

e de gabriel pardal o vídeo-poema carta de amor enviada num canhão

***

e durante esta postagem: um plus – o ornitorrinco. não, espera… é este ornitorrinco;

e este: criolo: a certeza na quebrada é que você vai ser nada;

e de fundo: caetano veloso: menino deus.

 

está se sentindo normal hoje?

[qua] 24 de setembro de 2014

«Na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camilie Claudel a Rodín, em 1886. Daquela casa, dizia aplaca, Camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. Perdida de amor, de talento e de loucura.» — Caio Fernando Abreu. Existe sempre alguma coisa ausente, in: Pequenas Epifanias

***

muquém as escuras. 10 horas sem energia e nada por parte do estado… no fim… alunos e professores para casa. escola fechada. e posso rever um vídeo sobre caio fernando abreu.

***

isto foi ontem. hoje… Texto/poema do camarada Fábio Aquino, que traduz esse sensação aqui dentro que tenho

«Ai você acorda e olha para os lados, é o momento em que nota que é o ultimo passageiro (consideravelmente embriagado) a descer do ônibus madrugadão norte numa terça-feira.
De qualquer modo a noite borrará algumas memórias
O dia seguinte jogará de novo o peso da vida em suas costas.
Como se fosse normal
O sol se levantará e homens e mulheres despertarão com apitos de relógios e irão trabalhar fora como se fosse normal.
Tomarão o transporte público como se fosse normal
Crianças irão para a escola como se fosse normal
Pessoas tomarão decisões por você como se fosse normal
Você não pensará nisso como se fosse normal
Você tentará ser normal
Desejará a normalidade
Rir, amar, odiar e transar sendo normal
Irá fugir como se fosse normal
E a violência será normal
O desprezo, a indiferença
A polícia, os juízes, os senhores
O ódio normal, o medo normal
E por fim
Sem que ninguém note
Morreremos todos
Afogados no mar da normalidade

Está se sentindo normal hoje?»

***

compilação de intuições… ando com uma dificuldade tremenda em escrever poesia. tudo é um tanto insuficiente. como falar da beleza ou da coragem se não sinto-me tão pouco bonito ou nenhum pouco corajoso. e como falar do amor… se exausto e descrente não me permito ousar? e amar-te… e como falar da revolta… que não materializada em ação coerente torna-se impotente, cínica, queixa… lamúria… lamento. e neste pântano putrefato da vida nenhuma poesia brota… elas apodrecem cá dentro antes de sentirem o sol. ontem, quase… quase… tentava versar sobre esse sensação de não ser um bom moço, um homem respeitável, um pai de família, um cidadão bem sucedido… e que só há um revolta cega e louca que me devora por dentro… como se eu precisasse não me prender a ninguém e vomitar minha existência disforme, errante, precária na normalidade alheia. normalidade tão estúpida e violenta. então sinto-me profundamente conectado com todos os que são marginalizados, violentados, invisibilizados, alienados cotidianamente… mas o poema/revolução não sai. estou trancado.

fábio traduziu com sua narrativa esse espírito presente de estranhamento e e necessária desnaturalização da nossa barbárie cotidiana, essa normalidade a que estamos submetidos.

círculos de estudo…

[dom] 24 de agosto de 2014

notas: meu corpo dói. ontem foi puxado o trabalho concreto de concretar uma laje. hoje, há quilos de páginas para devorar… e visita de crianças na casa, como equacionar necessária paz para ler e convivência com essa gente pequena?!

abaixo uma síntese de uma das leituras do momento (por curiosidade, por necessidade)

Escola da Ponte: formação e transformação da educação.

Exemplo de síntese de reflexão em círculo:
O círculo de estudo aproxima-se da ideia de projeto coletivo. Está implícito o princípio do paralelismo entre desenvolvimento pessoal e profissional, a harmonização entre o individual e o coletivo. Basta a afinidade com um problema comum a outros professores: as dificuldades sentidas na concretização de um projeto, a prática de uma ‘nova avaliação’ etc. Basta disponibilidade, cooperação, vontade de ajudar a abertura para ser ajudado. Basta poder recorrer, se necessário, a alguém que saiba integrar-se no grupo e apontar pistas de solução, alguém que apoie professores na síntese entre teoria e prática, que viabilize mudanças na prática pedagógica. O objetivo é o bem-estar no grupo, a melhoria das condições de trabalho do professor, que o mesmo é dizer dos alunos que ajudamos a crescer e a formar-se.

A experiência pioneira de formação protagonizada pela Escola da Ponte assumia que, para criar um tipo de relação social entre indivíduos em pé de igualdade e não uma situação hierárquica, a organização deve ser tal que permita uma relação direta entre todos os participantes, os quais, exprimindo-se e agindo diversamente, constituem uma comunidade de adultos em autoformação, que surge por princípios democráticos e não autoritários.
O quadro seguinte apresenta uma síntese dos contrastes entre o conceito de círculo e a formação de modelo escolar:

Em vez de:
. Professor (formador externo)
. Aluno
. Lição
. Ensino
. Livro didáticos
. Currículos
. Período
Utiliza-se:
. Coordenador de círculo (monitor interno)
. Participante
. Reunião (encontro)
. Estudo
. Material de estudo (centro de recursos e núcleo documental)
. Planos de estudo
. Época de estudo

Os grupos humanos transformam-se em inter-relação com os contextos físico e culturais, nos quais e com os quais se relacionam. O círculo será, nesta asserção, o que a escola é para um projeto político-pedagógico: uma organização com uma cultura própria. O percurso pessoal e coletivo de formação pressupõe dinâmicas de reconstrução da cultura pessoal, profissional e organizacional, alterações significativas nos sistemas de valores. Esta transformação dificilmente se concretiza confinada aos limites dos conteúdos e tempo de um curso. Envolvidos num processo contínuo e significativo, os professores poderão concordar com a compreensão do tipo de racionalidade que molda suas pressuposições e compreender de que modo essa racionalidade é mediadora da cultura dominante.
Passar da formação individual à formação em equipe é um processo cultural de difícil concretização, que fomenta dilemas perante os quais os professores acabam, inexoravelmente, por tomar posição. São imensos os riscos nesse processo, em que mecanismos formais de controle individual e preocupações relacionadas com a regulação do mercado de formação conflituam com a cultura de formação em circulo. A modernidade confirmou o triunfo da razão sobre a tradição e do universal sobre o particular mas, no auge do conflito de valores que herdamos, sobrevivem culturas intersticiais de curto prazo, movimentos precários, mas vitais para que a ciência compendiada ceda algum lugar a uma criatividade prospectiva.
Como condições potencializadoras de novas culturas, Maisonneuve refere ‘a interações dos processos sociais e psicológicos, no nível das condutas concretas, e as interações das pessoas e grupos no âmbito da vida quotidiana‘. No cruzamento destas interações emergem ‘círculos de cultura’, nos quais a cultura como ‘sal de formação’ será ‘a aquisição sistemática da experiência humana […] uma incorporação crítica e criadora e não uma justaposição de informes ou prescrições doadas’.
Dizia Paulo Freire que ‘temos que assumir o projeto do nosso sonho’ para obstar aos efeitos de uma modernidade que nos projetou para umaética individualista, uma macroética que nos impele de pedir, ou sequer pensar, responsabilidades por acontecimentos globais’. Para elaboração cultural desse ‘projeto do nosso sonho‘ justificar-se-á a construção de uma síntese comparativa entre valores e modos de pensamento que atravessam o contexto de elaboração. Três valores fundamentais norteiam a elaboração cultural nos círculos: o mutualismo (cooperação, solidariedade e interajuda, que são obstáculos à autonomia isolacionista e competitiva), autonomia crítica e transformadora (criatividade, senso crítico e responsabilidade, que conferem ao indivíduo a possibilidade de existir com os outros como pessoa livre e consciente) e democraticidade (pluralismo, participação social e assunção de cidadania, que definem o homem como interveniente e confirmam a transformação da substância e das estruturas da comunicação).

No círculo, a reflexividade concretiza-se em ciclos recursivos, que se desdobram em dois momentos: o momento do fazer, onde o saber se investe nas atividades, e o momento do saber, onde este, que é já conhecido na prática, se reelabora a um nível superior de formalização. A reflexividade não pode, porém, ser reduzida a esta alternância. No círculo, ela é um movimento protocolar entre formador interno e formador externo, no qual este toma, fundamentalmente, o desempenho de uma função de consultoria, a que círculo se abre por reconhecer indispensável a reflexividade externa.

Não existe um conhecimento profissional para cada caso-problema, que teria uma única solução correta. O profissional competente, que teria uma única solução correta. O profissional competente atua refletindo na ação, criando uma nova realidade, experimentando, corrigindo e inventando através do diálogo que estabelece com essa mesma realidade. Por isso, o conhecimento que o professor deve adquirir vai mais longe do que as regras, fatos, procedimentos e teorias estabelecidas pela investigação científica’. Como profissionais, os professores não só dispõem de um corpo sistemático de conhecimentos básicos, mas também de uma cultura comum: ‘sem sair do processo de produção real (como contraponto a uma alternância de situações de formação/situações de trabalho de eficácia discutível) e com o auxílio de dispositivos pensados, preparados e organizados, a pessoa em formação pode apropriar-se com força e pertinência dos saberes e dos saberes-fazer necessários à compreensão, conduta e acompanhamento dos processos profissionais ligados à sua função’. A formação, como processo complexo de apropriação crítica e criativa de elementos científicos, culturais e técnicos, implica a descentralização do sujeito-agente de autonomias vividas na resolução de problemas comuns. Nesta alquimia coletiva se engendram, estudam e solucionam problemas sociais e comunitários.  (p. 44 até p. 47)

hac hora

[ter] 24 de junho de 2014

lançamentos na conta corrente: dois gestos solidários, uma imprudência e uma omissão. e para débito futuro: cuidar-se mais, e ser mais solidário. saldo: adiando o inevitável – reproduzindo o mesmo padrão emocional de negligência, não realização e vitimização – todavia sem o foda-se em modo on ainda… há um fio finíssimo de esperança em voltar a respirar. mas por hora é juntar esse ar mínimo e começar esse trabalho colossal AGORA. porque já é terça e a madrugada é rápida, logo amanhecerá.

ps: pesquisar: inteligência emocional; registrar passagens do texto de saramago, de sahlins, e de clastres; estabelecer roteiros de metas para junho/julho.

ps2: balanço para o fluxo do caixa não zerar: menos madrugadas solitárias e mais manhãs esportivas/estudantes. menos prostração e mais jardinagem. menos repressão/depressão e mais coragem/paciência [velhos lemas mirados, agora só falta realizá-los]

o maestro

[seg] 24 de março de 2014

e que dia longo e exaustivo de trabalho foi hoje… oxalá tenha valido a pena.

notícias

[seg] 24 de fevereiro de 2014

notícias de além mar…
e os dias sumiram… todas aquelas coisas que eu ia fazer… cadê?

sendo que aulas continuam atrasadas. a dor nas costas está mais presente por eu estar tanto tempo sentado e/ou a carregar a mochila cheia para lá e para cá nestas esperas intermináveis. a dívida vai astronômica, que o salário que vai entrar no final do mês já não cabe no buraco em que me enfiei… já tá faltando antes de chegar – tenso. e a visita do japonês acabou, mas rendeu uma praia… só o japonês para conseguir me tirar de casa e/ou dessa rotina. e aluguei quarto laranja para o primo… vamos ver como funciona. e meu teto continua sem forro, meu colchão é tão fino e tão duro que parece que durmo no chão e aquelas melhorias na casa que eu ia fazer… eu iria.
enfim… o poema (rabiscado e não terminado) segue na folha… quem sabe o carnaval me ajuda a por em dia estes dias. porque agora eu só quero dormir. segunda foi assim: já acordei cansado e nada melhorou.

nuvem negra e roja

[ter] 24 de dezembro de 2013

http://www.youtube.com/watch?v=RkzwNOTkGOs

http://www.youtube.com/watch?v=tT5htaK9DSQ ¹

http://www.youtube.com/watch?v=OTHsAeo66a0

http://www.youtube.com/watch?v=EkqXB8kumHY

um poema para a posteridade e o exercício transitivo sobre a intransitividade

[dom] 24 de novembro de 2013

uma breve introdução do porque desta postagem hoje caríssimxs leitorxs e três poesias (a que motivou esta postagem, a que saiu no processo e a que encontrei depois de tudo escrito mas ainda não publicado):

*****

#1. no filme sobre Lacan (RENDEZ-VOUS CHEZ LACAN, 2011) terminava com este poema de Queneau, que é genial,

#2 Ce soir, / Si j’écrivais un poème  pour la postérité ? / fichtre / la belle idée // je me sens sûr de moi / j’y vas / et à la postérité / j’y dis merde et remerde / et reremerde / drôlement feintée / la postérité / qui attendait son poème // ah mais /// Raymond Queneau – Poème pour la postérité (1948)
“Esta noite, / e se eu escrevesse um poema para a posteridade? / Droga! / Que grande ideia // Me sinto confiante / Lá vou eu! / E, para a posteridade, eu digo: / Merda! Merda de novo! / Merda 3 vezes! / Sem dúvida, enganei a posteridade, / que esperava seu poema. // Então, acabou”.
[tanto o poema quanto a tradução encontrei aqui: http://devaneiosinconscientes.blogspot.com.br/2013/03/raymond-queneau-poeme-pour-la-posterite.html]
************
#3 e mais um exercício que faço… vou chamá-lo de exercício transitivo sobre a intransitividade

nem lá nem cá nem ali nem amanhã não aqui nenhum e não mais não agora a não hora de ir ou ficar embora emborcar o vazio deste não rio não rio não choro não colo não amolo endureço sem nenhum preço made in nem lá nem cá nem ali o não aqui o cá dentro de dentro todo pra fora em dente tento troco mordo a hora no vento oco morno que se enrola em si sem ser sim ou saber-se não só um tremendo nó que se ata e não se mata se morre num porre vazio

Sambaqui/Florianópolis. 2013.

****************

#4 nota de roda-pé: vale uma visita nisto aqui para ler um poema sobre a intransitividade da vida por renan carletti.

oblivion

[sáb] 24 de agosto de 2013
***
***
nessa semana:

Não fosse isso
e era menos
Não fosse tanto 
e era quase

Paulo Leminski

***
meu nome deriva do indo-europeu wegh (ir, transportar), passando pelo alemão wagen (carroça, vagão); e finaliza com o plural de bonus (bom).
***
hoje foi um dia de discussões políticas, brincadeiras infantis, filmes distópicos pela madrugada, chuva.
***
sexta-feira, foi um dia de fazer exercícios matemáticos com izabel, descansar e recarregar baterias e solar
***
quinta-feira, foi intenso, tenso e senti aquela sensação da impotência por não poder ser mais e melhor, por não poder sanar o sofrimento alheio… professor devia ser superhomem.
***
quarta-feira, fiz 31.
***
terça, editei o zinedosalunos.

xiva

[qua] 24 de abril de 2013

era para briga. assim eu precisava… brigar, discutir, atacar… destruir. destruir e ser shiva de mim. mas esse sangue quente, esse pavio curto, esse destempero alheio manipulo, doso, trabalho – mas a que custo?

se não respiro, se não medito… me destruo.

mas o que é aqui de dentro é mais arduo, é mais profundo… é desconhecer propriamente como se instala e como se destempera. no fundo… há muita dor.

e eu não sei lidar tão facilmente com esses sentimentos todos, tão contraditórios, tão complexos… e tudo o que é certo não é tão certo assim – mudamos, como as mudas que crescem insuspeitamente na inércia, no movimento, no equilíbrio imperceptível.

e eu nem quero explicar realmente. eu fico ali até pararem de berrar, em silêncio. até vencermos e o transtorno evaporar. o outro abrir a guarda, as gavetas do medo e ouvir o que seria tão simples se todos soubessem. mas nem eu sei. desculpo-me e pondero profundamente acerca disto tudo. e de tudo mais que não entrou [aparentemente] nisto tudo.

cima, cima, baixo, baixo, esquerda, direita, esquerda, direita, a, b, entre!

[qui] 24 de janeiro de 2013

Antes que o sono tome conta… ma’rápido vo’screve’ algumas linhas.

#1 este texto poderia ser divido em vários… e alguém me liga agora: podê sê… bicho do mato, pego violão e vou, me jogo…

Mas antes para não esquecer detona ralph e izabel e Julio Cortázar falando sobre os Cronópios e as Famas e as Esperanças e já esqueci… fui.

afrosambas…

[sáb] 24 de novembro de 2012

08:32 Berimbau. Baben Powel e Vinicius de Moraes

Quem é homem de bem não trai
O amor que lhe quer seu bem
Quem diz muito que vai, não vai
Assim como não vai, não vem
Quem de dentro de si não sai
Vai morrer sem amar ninguém
O dinheiro de quem não dá
É o trabalho de quem não tem

Capoeira que é bom não cai
Mas se um dia ele cai, cai bem
Capoeira me mandou dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou vai ter briga de amor
Tristeza, camará

Se não tivesse o amor
Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o chorar
Melhor era tudo se acabar

Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa de amor ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei é que ninguém nunca teve mais, mais do que eu

Capoeira me mandou dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou vai ter briga de amor
Tristeza camará

8:42 “Escrever é fugir da emoção”. de T. S. Eliot, segundo Ferreira Gullar, no documentário Vinicius de Moraes.

8:53 sei lá... toquinho e vinicius

Tem dias que eu fico pensando na vida 
E sinceramente não vejo saída. 
Como é, por exemplo, que dá pra entender: 
A gente mal nasce, começa a morrer.

Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação. 
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão. 
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.

A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer 
Que nada renasce antes que se acabe, 
E o sol que desponta tem que anoitecer.

De nada adianta ficar-se de fora. 
A hora do sim é o descuido do não. 
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão. 
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.

9:30 Dona Izabel narrava seus amores, eu lhe contava dos meus.

9:50 (…) A la Molina no voy más porque echan azote’ sin cesar (…)

10:00 Mateava e proseava, descobria os primeiros amores de dona maria, a vó; e redescobria que a primeira garota, ela com 6 e eu com 4, a me namorar fora a sidania.

11:50 teve berinjela recheada no almoço

13:00 estudando

17:00 internet, fiquei em 7º classificação para ACT no ensino regular, 5º no ACT para CEJA, e entre os 30 melhores no Concurso público (apenas 7 vagas na primeira chamada).

17:34 editando este post aqui.

de vagar desde o dia da criação

[sáb] 24 de novembro de 2012

depois das 07:04 sinto como se precisasse me reinventar… recriar… fazer algo importante… fazer algo. [é que resolvi me guardar na estante nestes últimos anos como um livro velho e inacabado e esquecido, aguardando a hora de recomeçar a escrita… um limbo entre todas as projeções não realizadas e todas as precariedades cotidianas… um esconder a matéria atrás do véu da ilusão quando só há ideias… dualista, idealista, trágico, fugitivo da vida… mas é um vício tremendo  ao qual de tempos em tempos me rendo… me afastando… ficando distante… sem sal… sem poesia… e ai… como voltar?]

07:04. Acordo cedo. Tenho adormecido no sofá. E não quero mais ir à cama… Porque ontem foi um tédio, porque hoje tem muito trabalho necessário e acumulado sempre para a última hora do último dia possível, e porque amanhã é o futuro…

antes das 07:04 …

I

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

(…)

III

Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens, ó Sexto Dia da Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade, o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal dona do abismo, que queres como as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas em queda invisível na terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda e missa de sétimo dia,
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.

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ps: ao publicar isto, numa busca voltei por cá e aproveito e atualizo o link para o documentário de Miguel Faria Jr., do ano de 2005 sobre o Vinicius de Moraes. Lembro que a primeira vez que vi este documentário foi na ufsc, no auditório do ced, e se não falhe a memória no cine ced.

04:46

[seg] 24 de setembro de 2012

04:46. o mate é amargo.

sempre na ultima hora. hoje é dia de fechar notas e conselho de classe. madrugada sem dormir… mais uma.

ouço drexler, jara e havana social club.

 

esse tempo voa.

vergel

[qui] 24 de novembro de 2011

se fosse falar dos dias diria que eles repetem-se. repito. mas eles não repetem-se. dos dias diria que eles movem-se. movo. mas eles não movem-se. dos dias diria que eles… crescem. crescem, eles, tal qual as flores ordinárias, as bromélias, as orquídeas, a izabel, a grama, as bananeiras, o ipê, as pitangueiras, os livros lidos, a lida realizada… dos dias diria que estes estão sendo bons para mim.

mammuth

[seg] 24 de outubro de 2011

Mammuth, no cine paradigma.

“abra sua boca, abra seus olhos, abra seu nariz, abra seus braços, abra sua bunda…”

blue shade

[dom] 24 de julho de 2011

In my blue shade
My tears dry on their own.

us and them

[ter] 24 de maio de 2011

23:42 começo este post.

23:31 qual é a pior repressão? a ignorância. [roda viva com ney matogrosso]

17:26 que fila!

21:09 faço anotações.

21:20 repasso o dia neste instante numa sequencia de planos pictóricos e odores e sabores. e só faltou um bom e demorado abraço. daqueles sabe!?

23:45 a rosa e chico, na itapema fm.

12:25 se descansarmos à sombra o sol não arderá tanto. e com seis anos meninas e meninos não têm muita diferença assim – ou têm? ela derreteu ao sol, mas não tirou a camiseta.

17:55 que bom é chegar atrasado quando estamos uma hora adiantados. enganos são importantes. e posso ler algumas páginas de victor serge ao som desta água corrente.

21:06 o onibus ao acaso partiu. não vi gabi mais. sobrou só esse gosto de mais nessa parada de estação.

15:30 fazer deveres com izabel. e ela aprendeu como se escreve paulo.

12:03 semana passada havia um certo gosto de «deixa prá lá ou será que é possível?». hoje acordei com essa sensação de que tudo é possível e que eu vou fazer.

20:52 imerso em pensamento profundos. e livres. patrik 1.5 é um belíssimo filme.

20:48 os créditos sobem e tenho cá uma lágrima querendo desabar e um engasgo na garganta.

00:01 us and them – pink floyd.

debaixo d’agua

[dom] 24 de abril de 2011

e os dias passam…

e por uns breves instantes penso em anotar algo neste emaranhado de notas da memória. mas todas as anotações se quedam aí ou aqui e ou o que sobra é o latido do peito por algum lugar… latido disperso em alguma transitiva realidade. e pensando sobre os discursos e as performances onde tudo é um pouco verdade e um pouco ilusão – caos, ruínas, explotação, atenção, aceitação, reconhecimento, transformação – e quebramos a cabeça nestas infindáveis peças do cotidiano. voilá… não estamos sós.

e um último registro porque ouvi outro dia e anotei cá nos rascunhos: Debaixo d’água tudo era mais bonito / Mais azul, mais colorido / Só faltava respirar / Mas tinha que respirar // Debaixo d’água se formando como um feto / Sereno, confortável, amado, completo / Sem / chão, sem teto, sem contato com o ar / Mas tinha que respirar / Todo dia / Todo dia, todo dia / Todo dia / Todo dia, todo dia // Debaixo d’água por encanto sem sorriso e sem pranto / Sem lamento e sem saber o quanto / Esse momento poderia durar // Mas tinha que respirar / Debaixo d’água ficaria para sempre, ficaria contente / Longe de toda gente, para sempre no fundo do mar / Mas tinha que respirar / Todo dia / Todo dia, todo dia / todo dia / Todo dia, todo dia // Debaixo d’água, protegido, salvo, fora de perigo / Aliviado, sem perdão e sem pecado / Sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar / Mas tinha que respirar / Debaixo d’água tudo era mais bonito / Mais azul, mais colorido / Só faltava respirar / Mas tinha que respirar / Todo dia / Agora que agora é nunca / Agora posso recuar / Agora sinto minha tumba / Agora o peito a retumbar / Agora a última resposta / Agora quartos de hospitais / Agora abrem uma porta / Agora não se chora mais / Agora a chuva evapora / Agora ainda não choveu / Agora tenho mais memória / Agora tenho o que foi meu / Agora passa a paisagem / Agora não me despedi / Agora compro uma passagem / Agora ainda estou aqui / Agora sinto muita sede / Agora já é madrugada / Agora diante da parede / Agora falta uma palavra / Agora o vento no cabelo / Agora toda minha roupa / Agora volta pro novelo / Agora a língua em minha boca / Agora meu avô já vive / Agora meu filho nasceu / Agora o filho que não tive / Agora a criança sou eu / Agora sinto um gosto doce / Agora vejo a cor azul / Agora a mão de quem me trouxe / Agora é só meu corpo nu / Agora eu nasco lá de fora / Agora minha mãe é o ar / Agora eu vivo na barriga / Agora eu brigo pra voltar / Agora / Agora / Agora //// ARNALDO ANTUNES.

em xanadu…

[qui] 24 de fevereiro de 2011

coisas para logo mais quando eu acordar, se estiver chovendo:

porque é mais ou menos assim…

“Sou dos escritores que não sabem dizer coisas inteligentes sobre seus personagens, suas técnicas ou seus recursos. Naturalmente, tudo que faço hoje é fruto de minha experiência de ontem: na vida, na maneira de me vestir e me portar, no meu trabalho e na minha arte/ Não escrevo muito sobre a morte: na verdade ela é que escreve sobre nós – desde que nascemos vai elaborando o roteiro de nossa vida/ O medo de perder o que se ama faz com que avaliemos melhor muitas coisas. Assim como a doença nos leva a apreciar o que antes achávamos banal e desimportante, diante de uma dor pessoal compreendemos o valor de afetos e interesses que até então pareciam apenas naturais: nós os merecíamos, só isso. Eram parte de nós./ O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim – que é dor – complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância./ Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes./ A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura./ Às vezes é preciso recolher-se”. (Lya Luft)

1. fotos da trilha de terça / 2. reflexões de quarta [conversas, filme e o som do cavaquinho – desencantamento do mundo, senso comum acadêmico, pudor, cientistas sociais etc.] / 3. página 295 até a página 302 – gorki. / 4. letras dos secos e molhados / 5. distribuir currículo pelas escolas / 6. talvez uma matine com izabel / 7. e o que mais pintar…

ps 1: senti uma inveja boa do meu irmão hoje. ele foi selecionado para o curso de formação de condutores ambientais das trilhas e parques de florianópolis. de 25 vagas fiquei em 88.

ps 2: eu adoro escrever tudo em letras minúsculas neste blog – talvez seja um contraponto para minha letra caixa alta [remeter a trecho do texto de balzac que ele explica isto] e a la doctor.

ps: e como já registrei as pretenções, talvez não faça nada disto acima e fique o dia mofando. agora vou dormir que o dia foi longo e estou em paz.

***

kubla  khan de samuel taylor coleridge

In Xanadu did Kubla Khan
A stately pleasure-dome decree:
Where Alph, the sacred river, ran
Through caverns measureless to man
Down to a sunless sea.

So twice five miles of fertile ground
With walls and towers were girdled round:
And there were gardens bright with sinuous rills,
Where blossomed many an incense-bearing tree;
And here were forests ancient as the hills,
Enfolding sunny spots of greenery.

But oh! that deep romantic chasm which slanted
Down the green hill athwart a cedarn cover!
A savage place! as holy and enchanted
As e’er beneath a waning moon was haunted
By woman wailing for her demon-lover!
And from this chasm, with ceaseless turmoil seething,
As if this earth in fast thick pants were breathing,
A mighty fountain momently was forced:
Amid whose swift half-intermitted burst
Huge fragments vaulted like rebounding hail,
Or chaffy grain beneath the thresher’s flail:
And ‘mid these dancing rocks at once and ever
It flung up momently the sacred river.
Five miles meandering with a mazy motion
Through wood and dale the sacred river ran,
Then reached the caverns measureless to man,
And sank in tumult to a lifeless ocean:
And ‘mid this tumult Kubla heard from far
Ancestral voices prophesying war!

The shadow of the dome of pleasure
Floated midway on the waves;
Where was heard the mingled measure
From the fountain and the caves.
It was a miracle of rare device,
A sunny pleasure-dome with caves of ice!

A damsel with a dulcimer
In a vision once I saw:
It was an Abyssinian maid,
And on her dulcimer she played,
Singing of Mount Abora.
Could I revive within me
Her symphony and song,
To such a deep delight ‘twould win me
That with music loud and long
I would build that dome in air,
That sunny dome! those caves of ice!
And all who heard should see them there,
And all should cry, Beware! Beware!
His flashing eyes, his floating hair!
Weave a circle round him thrice,
And close your eyes with holy dread,
For he on honey-dew hath fed
And drunk the milk of Paradise.

euforia

[seg] 24 de janeiro de 2011

um dia bom. preguiçoso. com direito a um mate; morangos e ameixas; bailar com izabel; ouvir histórias de dona maria; cavocar a terra e cultivar o prazer; ouvir boa música; e sentir-se contente… e amado. e até começo a sonhar alto novamente…

euforia. 1997. FITO PAEZ. 1. Y DALE ALEGRÍA A MI CORAZÓN /// Y dale alegría, alegría a mi corazon / Es lo único que te pido al menos hoy / Y dale alegría, alegría a mi corazon / Afuera se irán la pena y el dolor // Y ya veras, las sombras que aquí estuvieron no estarán / Y ya, ya veras, bebamos y emborrachemos la ciudad // Y dale alegría, alegría a mi corazon / Es lo único que te pido al menos hoy / Y dale alegría, alegría a mi corazon // Y que se enciendan las luces de este amor // Y ya veras, como se transforma el aire del lugar / Y ya veras, que no necesitaremos nada mas // Y dale alegría, alegría a mi corazon / Que ayer no tuve un buen día, por favor / Y dale alegría, alegría a mi corazon / Que si me das alegría estoy mejor // Y ya veras, las sombras que aquí estuvieron no estarán / Y ya veras, que no necesitaremos nada mas // Y dale alegría, alegría a mi corazon / Es lo único que te pido al menos hoy / Y dale alegría, alegría a mi corazon / Afuera se irán la pena y el dolor / Y dale alegría, alegría a mi corazon / Y dale alegría, alegría a mi corazon /// 2. CADAVER EXQUISITO // Comienza el día y una luz sentimental / nos envuelve, vuelve, se va. / La fabulosa sinfonía universal / nos envuelve, vuelve, se va. // Tango, sexo, sexo y amor, / tanto tango, tanto dolor. // Mi vida gira en contradicción, / jamás conquiste mi corazón. / Mas donde estaba cuando pasó lo que pasó? / Hablandome al espejo solo. // Vengo de un barrio tan mezquino y criminal / quizás te queme, queme, quizás. / Vengo de un barrio / siempre a punto de estallar / quizás te queme, queme, quizás. // Si de nada sirve vivir / buscas algo porque morir. // El tiempo me ha enseñado a mirar, / Y a veces me ha enseñado a callar. / Donde estabas cuando pasó lo que pasó? / Hablándote al espejo sola. // Es tanta la tristeza y es tan ruin / Celebro la experiencia feliz. / La estupidez del mundo nunca pudo y nunca podrá / Arrebatar la sensualidad. // Busco mi piedra filosofal / en los siete locos, en el mar, / en el cadáver exquisito al no tener piedad, / en la quinta esencia de la música. // Dentro mio, en el amor y el odio / tener que pensar (que pensar) / preferiría tu sonrisa, toda la verdad, / avanzo un paso, retrocedo, / y vuelvo a preguntar, que no cambie / para no cambiar jamás. // Todo es imperfecto amor y odio. /// 3. 11 Y 6 // En un café, se vieron por casualidad / cansados en el alma de tanto andar, / ella tenía un clavel en la mano. / Él se acercó, le preguntó si andaba bien, / llegaba a la ventana en puntas de pie, / y la llevó a caminar por Corrientes. // Miren todos, ellos solos / pueden más que el amor y son más fuertes que el Olimpo / Se escondieron en el centro y en el baño de un bar, / sellaron todo con un beso. // Durante un mes vendieron rosas en La Paz, / presiento que no importaba nada más / y entre los dos juntaban algo. // No sé por qué, pero jamás los volví a ver. / Él carga con 11 y ella con 6, / y, si reía, le daba la luna. // Miren todos, ellos solos / pueden más que el amor y son más fuertes que el Olimpo / Se escondieron en el centro y en el baño de un bar, / sellaron todo con un beso. /// 4. EL CHICO DE LA TAPA // [hola, hola? cardozo? cuchame acá en villa clara / Principal 4-27 tenemos uno que es de los cabecitas / Negras… {sigue hablando el poli}…] // El chico de la tapa ayer vendía flores en corrientes / Después perdió a su chica en una sala en algún hospital / Y hoy amablemente y con un gran sonrisa en los dientes / Te para en la calle y si no le das te manda a guardar. // Si la policía no lo trata muy decentemente / Si los camioneros no lo llevan hasta donde va / Él se vuelve al docke caminando muy tranquilamente / Con la 22 en el bolsillo del papel de armar // Hace algunos años pateaba la calle / Haciendo “la paz” y vendiendo postales / El mundo está lleno de hijos de puta / Y hoy especialmente está llena la ruta / No voy a morir de amor / El chico de la tapa tiene algunos asuntos pendientes / Su madre está de yiro y sus hermanos bebiendo en el bar / Y el sábado a la tarde en la cancha se oye un solo grito / Dock sud ya tuvo un hijo y lo bautizaron arsenal / Y pasan los barbones, los snobs y los hinchapelotas / Los tanques, las estrellas, las revistas y la federal / Y yo me río de todos en la cara son unos idiotas / Un ángel me vigila y me protege en esta ciudad. // Yo siempre viví en la boca del diablo / Naciendo, muriendo y resucitando. / El mundo está lleno de hijos de puta / Y hoy especialmente está llena la ruta. // No voy a morir de amor. / No voy a morir de amor. / No voy a morir de amor. / No, no, no, no, no, no, no, no, no /// 5. MARIPOSA TECHNICOLOR //Todas las mañanas que viví / todas las calles donde me escondí / el encantamiento de un amor / el sacrificio de mis madres / los zapatos de charol / los domingos en el club / salvo que cristo sigue allí en la cruz / las columnas de la catedral y la tribuna / grita gol el lunes por la capital // Todos yiran y yiran / todos bajo el sol / se proyecta la vida / Mariposa technicolor / cada vez que me miras / cada sensación / se proyecta la vida / Mariposa technicolor // Vi sus caras de resignación / los vi felices llenos de dolor / ellas cocinaban el arroz / se levantaba sus principios / de sutil emperador // Todo al fin se sucedió / sólo que el tiempo no los esperó / la melancolia de morir en este mundo / y de vivir sin una estúpida razón // Yo te conozco de antes / desde antes del ayer / yo te conozco de antes / cuando me fui / no me alejé / llevo la voz cantante / llevo la luz del tren / llevo un destino errante / llevo tus marcas en mi piel / y hoy solo te vuelvo a ver / y hoy solo te vuelvo a ver / y hoy solo te vuelvo a ver /// 6. CIRCO BEAT // Buenas noches / ladies and gentleman / bon soire / sean bienvenidos a la primera función / del Circo Beat / el circo mas sexy / mas alto / mas tonto del mundo / desde ahora y para siempre / cualquier semejanza con hechos reales / correrá por vuestra propia imaginación / arrivederci é buona  fortuna / queste sono le ultime parole / d’il terzo angelo di Cristo / dopo parlare in l’strad / a con il uomo che non sapeva piú di niente !! // Psicodélica star de la mística de los pobres / de misterio, de amor de dinero y soledad / yo no vine hasta acá ayudarte buscando cobre / mi pasado es real y el futuro libertad. // Circo beat, Circo beat / todo el mundo juega aquí en el circo beat / circo beat, circo beat / rayos y culebras en el circo beat. // Casi todos tendrán un instante en su touch de gloria / Llegaremos en jeep, llegaremos a la ciudad… / no me gustar cantar / yo me muero con Gena Rowlands / y los monos están devastando este lugar. // Un circo vi, un circo vi / cuando yo era pibe algún circo vi / un circo vi, un circo vi / no pasaba nada pero un circo vi / Circo beat. // Circo beat, Circo beat / todo el mundo juega aquí en el circo beat / circo beat, circo beat / rayos y culebras en el circo beat. // Psicodélica star de la mística de los pobres / de misterio, de amor de dinero y soledad / yo no vine hasta acá ayudarte buscando cobre / mi pasado es real y el futuro libertad. / y los monos están devastando este lugar. / Llegaremos en jeep, llegaremos a la ciudad… / no me gustar cantar // Circo beat, Circo beat / Circo beat, Circo beat / Circo beat, Circo beat / Circo beat, Circo beat / Circo beat, Circo beat / Circo beat, Circo beat /// 7. TUS REGALOS DEBERÍAN DE LLEGAR // Epifánico silencio a la hora del amar / Tus ensueños ya se hiceron a la mar / Un extracto del perfume del dolor / Tus muñecas boca arriba y hacia el sol. / Tus regalos deberían de llegar / Los elefantes locos, el vestido, el ajuar. / Caminando en la neblina / Que disipa el corazón / Los milagros en tu cuerpo ya serán / Las violetas de tu sangre vivirán / Sobre un río enamorado y en su andar // Tus regalos debarían de llegar / Las velas, las vajillas y tu felicidad. / Y no sabes si detenerte o llover / Y parada sobre el mundo a tus pies / Tu sonrisa que nos hace temblar. / Tiempla el mundo que no entiende al final / Ese beso de la vida, / La sutil melancolía / El momento cuando piras / Los espacios donde miras / Y las gotas de tu lluvia se irán // Y otra vez en la secuencia / De los pétalos que caen / Se descubren los misterios del azar / Y las manos que se encuentran en la flor, / La bestial naturaleza del amor. / Tus regalos deberían de llegar / Si todo se termina , / Todo vuelve a empezar. / La mañana que se viene / Es una vieja sensación / Que refleja en los espejos del tiempo. / Y la niña acurrucada en el rincón / Es la chica contra la furia de dios. / Tus regalos deberían de llegar / No es mucho lo que tengo para darte, mirá. // Y no sabés si detenerte o llover / Y parada sobre el mundo a tus pies / Tu sonrisa que nos hace temblar / Tiembla el mundo / Que no entiende al final / Ese beso de la vida, la sutil melancolía / El momento cuando piras / Los espacios donde miras / Y las gotas de tu lluvia se irán / Y tus regalos deberían de llegar / Y las gotas de tu lluvia se irán. /// 8. POR SIETE VIDAS (CACERIA) // Soñé que encarnaba en ella / escapando del Zar / un hechizo trajo inmensas comadrejas / desde el fondo del mar / cielos bajo AIDS / no clamaron su sed / sacrificio de sal / siete vidas espero por un taxi boy solo para verme mal // Todo lo que fui fue también ruta libre / si pudiera explicar / en Lisboa, sombras de amor / entre las piedras un rayo de amor / cáliz de amor, cruces de amor / clave de muerte,  clave de sol // Cacería en la ciudad / no hay refugio donde estar / sueño de amor // Rayo de amor, cáliz de amor / entre las piedras solo de amor / hombres de amor, guerras de amor / solo veo locas de amor / cacería en la ciudad / ya no se hasta donde vas, sueño de amor // Sombras de amor, labios de amor / entre la gente, un cable de amor / cáliz de amor / solo veo piernas de amor / Cacería en la ciudad / hasta donde llegaras / sueño de amor, sueño de amor. // Hago religion song / brother, nuestra canción / vas a decir que si / vas a bailar  wiht me // Y digo: / come on y come on y come on / y come and go / con mi religion, religion, religion, religion song // Y digo: / come on y come on y come on / y come and go / con mi religion, religion, religion, religion song // People, people, salvador / cambio un Gaurin y un reloj / San Jacinto ven a mi / que este mundo… / pero hay una ley que yo aprendí en la calle ///…

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