Archive for the '19' Category

tab a

[seg] 19 de março de 2018

começar a semana dormindo duas horas é animador. ir para aula sem ler os textos… desafiador. gramática criativa… interessante, e cantigas de amor e de amigo… preciso voltar e reler…

e para os textos de literatura… comprei cachaça para joder com a autocensura/superego… mas disto nada adiantará se não dedicar um punhado de tempo para as leituras dos textos base e textos extras…

ou jogo a toalha. e vou dormir.

saldo do dia: segundo texto não enviado para a disciplina. mas tive um insight para o artigo final… “Soneto”

e o tab a chegou.

***

ENTRE LO QUE VEO Y DIGO… /  A Roman Jakobson / 1 / Entre lo que veo y digo, / entre lo que digo y callo, / entre lo que callo y sueño, / entre lo que sueño y olvido, / la poesía. / Se desliza / entre el sí y el no: / dice / lo que callo, / calla / lo que digo, / sueña / lo que olvido. / No es un decir: / es un hacer. / Es un hacer / que es un decir. / La poesía / se dice y se oye: / es real. / Y apenas digo / es real, / se disipa. / ¿Así es más real? / 2 / Idea palpable, / palabra / impalpable: / la poesía / va y viene / entre lo que es / y lo que no es. / Teje reflejos / y los desteje. / La poesía / siembra ojos en la página, / siembra palabras en los ojos. / Los ojos hablan, / las palabras miran, / las miradas piensan. / Oír / los pensamientos, / ver / lo que decimos, / tocar / el cuerpo de la idea. / Los ojos / se / cierran, / las palabras se abren. / Octavio Paz.

***

Madredeus – O pastor – 0:03 // Composição: Pedro Ayres Magalhães // Ai que ninguém volta / Ao que já deixou / Ninguém larga a grande roda / Ninguém sabe onde é que andou / Ai que ninguém lembra / Nem o que sonhou / (E) aquele menino canta / A cantiga do pastor / Ao largo / Ainda arde / A barca / Da fantasia / E o meu sonho acaba tarde / Deixa a alma de vigia / Ao largo / Ainda arde / A barca / Da fantasia / E o meu sonho acaba tarde / Acordar é que eu não queria.

Madredeus – A vaca de fogo – 3:28 // Composição: Pedro Ayres Magalhães / Gabriel Gomes // À porta daquela igreja / Vai um grande corrupio (2x) / Às voltas de uma coisa velha / Reina grande confusão (2x) / Os putos já fogem dela / Deitam fogo a rebentar (2x) / Soltaram uma vaca em chamas / Com um homem a guiar (2x) / São voltas / Ai, amor, são voltas / São as voltas / São as voltas da maralha / Ai, são voltas / Ai, amor, são voltas / São as voltas da canalha / Ai, são voltas, sete voltas / São as voltas da maralha / Ai, são voltas, sete voltas / São as voltas da canalha (refrão) / À porta daquela igreja / Vive o ser tradicional (2x) / Às voltas de uma coisa velha / E não muda a condição (2x) / À porta daquela igreja / Vai um grande corrupio (2x) / Às voltas de uma coisa velha / Reina grande confusão (2x).

Madredeus – Os senhores da guerra – 7:38 // Composição: Pedro Ayres Magalhães / Francisco Ribeiro // Lá fora estão os Senhores da guerra / E cantam já hinos de vitória / Qual é a história desta terra? / É o medo / Ali mesmo / Cá dentro estão os homens à espera / Unidos no destino da terra / Já não há memória de paz na / Terra / E o medo / Ali mesmo / Ó terra / Mais um dia a nascer / Ai, é menos um dia a perder / É tão pouca a glória duma guerra / E os homens que fazem as vitórias / Já não há memória de paz na terra / E o medo.

***

e que venha a noite.

matéria escura

[seg] 19 de fevereiro de 2018

https_images.genius.com970babc11d5e75dfb28574efabc0f98d.600x594x1Worry worry worry / Worry is all I can do / Oh worry worry worry baby / Worry is all I can do / Oh my life is so miserable baby / Baby, and its all on account of you // You hurt me so bad baby / When you said we were through / Oh you hurt me / You know you hurt me so bad baby / When you said we were through / Oh but I would rather be dead baby / Then to be here so alone and blue // Someday baby / Oh someday baby / Oh! someday baby / Oh! oh! oh oh yes / Oh! someday baby // Yes someday, baby / When the blood runs cold in my veins / Someday, baby / When the blood runs cold in my veins / You know you won’t be able to hurt me no more baby / ‘Cause my heart won’t feel no pain // BB King

https://www.youtube.com/watch?v=ZeL0_srvtsA

Dark Matter / When your eyesPause on the ballThat hangs on the third branch from a starYou remember why it got darkAnd why it is getting light againThe Earth (like the heart) leans back in it’s seatAnd, like that, it travels along an orbitDrawn in the darknessUnpolished pearl In sky-blackPalm of handsFlickering sun-flameYou rememberThat you are yourself a light-bearerWho receives her radiance from others // Björk

caminho da gurita

[sex] 19 de janeiro de 2018

a memória enganava… a ultima vez que estive lá foi em dezembro de 2007. P_20180119_122704_PN pouco mais de dez anos depois volto… a trilha é leve-moderada, bonita e pelas chuvas em demasia das ultimas semanas… muita lama havia. mas valeu a tarde com a filha, com a sobrinha e com os colegas e amiga sabrina. 26814936_10156033036047354_2538898356258334410_n

 

you really think you’re in control. well, i think you’re crazy

[ter] 19 de dezembro de 2017

10h38. garoa lá fora. a casa uma bagunça… dormi mal. e há algumas poucas coisas por fechar  no professor online. youtube no modo aleátorio:

« Às vezes » por Tulipa Ruiz

Às vezes quando eu vou à Augusta / O que mais me assusta é o teu jeito de olhar / De me ignorar / Toda em tons de azul // Teu ar displicente invade meu espaço / E eu caio no laço exatamente do jeito / Um crime perfeito / It’s all right, baby blue // Garupa de moto, a quina da loto saiu pra você / Sem nome e o endereço é de hotel, eu mereço / Até outra vez // Às vezes quando eu chego em casa / O silêncio me arrasa e eu ligo logo a TV / Só então eu ligo pr’ocê, descubro que já sumiu // Não sei em qual festa que eu te garimpei / Cantanto “lay mister lay”, será que foi no meu tio? / Ou em algum bar do Brasil… / Sei lá, eu fui mais de mil // Cheguei bem tarde, o vinho estava no fim / E alguém passou o chapéu pra mim e gritou / É grana pra mais bebum e eu não paguei // Às vezes quando eu vou ao shopping / Escuto “Money for Nothing” e então começo a lembrar / Que eu tocava num bar e que uma corda quebrou // Foi um deus-nos-acuda, eu apelei pro meu Buda / Te peguei pelo braço e nós fomos embora / Eu disse: Baby, não chora, amor de primeira hora // A vida é chata, mas ser platéia é pior / E que papel o meu / Chá quente na cama, sorvete, torta, banana, lua de mel // Às vezes quando eu vou ao centro da cidade / Evito, mas entro no mesmo bar que você / Nem imagino o porquê, se eu nem queria beber // Reparo em sua roupa, na loira ao seu lado / No seu ar cansado que nem mesmo me vê / Olhando pr’ocê, pedindo outro “fernet” // Será que não chega, já estou me repetindo / Eu vivo mentindo pra mim / Outro sim, outra “trip”, outro tchau / Outro caso banal, tão normal, tão chinfrim // Às vezes eu até pego uma estrada / E a cada belo horizonte eu diviso o seu rosto / A face oculta da lua soprando ainda sou sua // Compositores: Gustavo Roiz Chagas e Tulipa Roiz Chagas

« Crazy » Glass Animals (cover)

 

« Crazy » Gnarls Barkley

I remember when, I remember, I remember when I lost my mind / There was something so pleasant about that place / Even your emotions had an echo / In so much space // And when you’re out there, without care / Yeah, I was out of touch / But it wasn’t because I didn’t know enough / I just knew too much // Does that make me crazy? / Does that make me crazy? / Does that make me crazy? / Possibly // And I hope that you are having the time of your life / But think twice, that’s my only advice / Come on now, who do you, who do you, who do you / Who do you think you are? / Ha, ha, ha, bless your soul / You really think you’re in control // Well, I think you’re crazy / I think you’re crazy / I think you’re crazy / Just like me // My heroes had the heart to lose their lives out on a limb / And all I remember is thinking, “I want to be like them” / Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun / And it’s no coincidence I’ve come / And I can die when I’m done // Maybe I’m crazy / Maybe you’re crazy / Maybe we’re crazy / Probably / Composição: Brian Burton / Gian Piero Reverberi / Gianfranco Reverberi / Thomas Callaway

« Cinco Minutos » Ellen Oléria, Walmir Borges e Alma Thomas (cover)

Nã, nã, nã, nã, nã, na / Pedi você / Prá esperar 5 minutos só / Você foi embora sem me atender / Não sabe o que perdeu / Pois você não viu, você não viu… / Como eu fiquei / Pedi você prá esperar 5 minutos só / Você foi embora, embora, embora / Sem me atender… / Pois você não viu… / Não sabe o que perdeu / Pois você não viu, não viu, não viu / Como eu fiquei / Dizem que foi chorando, sorrindo, cantando / Os meus amigos, meus amigos, até disseram / Que foi amando, amando / Pois você não sabe, você não sabe / E nunca, e nunca, e nunca, e nunca, / E nunca, e nunca, e nunca vai saber porque / Pois você não sabe quanto vale 5 minutos, 5 minutos na vida / Pois você não sabe e nunca vai saber porque / Pois você não sabe quanto valem 5 minutos na vida // Composição: Jorge Ben Jor

«  Tigresa » Caetano Veloso e Ney Matogrosso

Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel / Uma mulher, uma beleza que me aconteceu / Esfregando a pele de ouro marrom do seu corpo contra o meu / Me falou que o mal é bom e o bem cruel // Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu / Ela me conta, sem certeza, tudo o que viveu / Que gostava de política em 1966 / E hoje dança no Frenetic Dancing Days // Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair / Com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher / Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor / E espalhado muito prazer e muita dor // Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar / Porque ela vai ser o que quis, inventando um lugar / Onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão / E a tigresa possa mais do que o leão // As garras da felina me marcaram o coração / Mas as besteiras de menina que ela disse, não / E eu corri pra o violão num lamento, e a manhã nasceu azul / Como é bom poder tocar um instrumento // Composição: Caetano Veloso

 « Zero » Liniker
« Preciso Me Encontrar » Cartola

Deixe-me ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar / Deixe-me ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar // Quero assistir ao sol nascer / Ver as águas dos rios correr / Ouvir os pássaros cantar / Eu quero nascer / Quero viver // Deixe-me ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar / Se alguém por mim perguntar / Diga que eu só vou voltar / Depois que me encontrar // Quero assistir ao sol nascer / Ver as águas dos rios correr / Ouvir os pássaros cantar / Eu quero nascer / Quero viver // Deixe-me ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar // Deixe-me ir preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar / Deixe-me ir preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar // Composição: Candeia

« Apenas Mais Uma de Amor » Lulu Santos e Tulipa Ruiz

Eu gosto tanto de você / Que até prefiro esconder / Deixo assim ficar / Subentendido // Como uma ideia que existe na cabeça / E não tem a menor pretensão de acontecer // Eu acho isso tão bonito / de ser abstrato, baby / A beleza é mesmo tão fugaz // É uma ideia que existe na cabeça / E não tem a menor pretensão de acontecer // Pode até parecer fraqueza / Pois que seja fraqueza então / A alegria que me dá / Isso vai sem eu dizer // Se amanhã não for nada disso / Caberá só a mim esquecer / O que eu ganho, o que eu perco / Ninguém precisa saber // Composição: Lulu Santos

« Muderno » Diego Moraes

Eu olho muito pro céu / É que eu ando de ônibus / Bebo no copo de requeijão / Combino terno e chinelo / Gasto tudo que ganho / Com farrinha barata / Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana / Não dá nem pro cheiro // Eu olho muito pro céu / É que eu ando de ônibus / Bebo no copo de requeijão / Combino terno e chinelo / Gasto tudo que ganho / Com farrinha barata / Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana / Não dá nem pro cheiro // Quando minha mãe me liga / Digo que está tudo bem / E diante da rotina / Que você nunca vem / Volto pra casa / Desarrumada / Nada tem pra fazer / Vou pra cozinha / Puto da vida / E um miojo vai bem // Eu olho muito pro céu / É que eu ando de ônibus / Bebo no copo de requeijão / Combino terno e chinelo / Gasto tudo que ganho / Com farrinha barata / Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana / Não dá nem // Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana / Não dá nem pro cheiro / Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana… // Composição: Diego Moraes

***

to be continued… pois agora vou por em dia, as coisas do dia.

recuerda

[dom] 19 de novembro de 2017

Da manhã:

Recuerda
(Tesis)


que piensas que a los hombres
hay que juzgarlos por lo que hacen
y no por lo que dicen
piensas bien
pero
recuerda
que hay algunos hombres
que lo que hacen
es decir QUÉ HACER.

Roque Dalton

Da tarde:

Da noite:

dora sonha

[qui] 19 de outubro de 2017

1h27 dora sonha agora sobre o tapete do quarto, enquanto ouço mikannn e gabriel gaspar falar sobre filmes e animes.

jeder für sich und gott gegen alle

[seg] 19 de junho de 2017

Referências… De um dia longo. As pedras dormem. Ninguém as equilibra. O frio da manhã me corta a cara. Eu me atraso pra vida. Dia pós dia cogito dexistir… Essa dor do lado esquerdo deforma meu rosto. Os ossos se movimentam. O corpo degenera por dentro. Falta pouco pra noite chegar. Mais um dia inteiro. Encerrou. O sal áspero e a espuma bruta lambem o vidro. Me envolvem como um manto. Sou a ilusão que me mira no reflexo da noite. A solidão louca dos barcos nos dias de ressaca. A solidão do homem que aprendeu poucas palavras e ainda não sabe poesia.

Ao fundo a rouquidão do mar agitado. A alegria fria das árvores em movimento. E no oco de cá dentro… O eco doutra língua: Guten morgen, Маяковский

il dolce far niente… e os antiinflamatórios

[seg] 19 de setembro de 2016

«A desumanização implantada pelo processo capitalista de produção negou aos trabalhadores todos os pressupostos para a formação e, acima de tudo, o ócio (Adorno, 2003, p. 06).»

“ocupar os sentidos dos homens da saída da fábrica, à noitinha, até a chegada ao relógio do ponto na manhã seguinte (1986, p. 123)”

metapropósito

[sex] 19 de agosto de 2016

coisas para se pesquisar:

em busca de um metapropósito.

 

não ganhar por ganhar… ter um meta proposito para sua vitória.

 

 

meta propósito um talismã auschwitz viktor frankl

http://gropius.awardspace.com/ebooks/frankl.pdf

Оркестр Чё – Guten morgen, Маяковский

[ter] 19 de julho de 2016
Текст песни Оркестр Чё – Guten morgen, Маяковский
Гутен морген, Маяковский
Зря ты так дыра в груди
Гутен морген, Маяковский
Придти уйти
Гутен морген, Маяковский
Помнишь, виделись во снах
Гутен морген, Маяковский
Облако в штанах
Гутен морген, Маяковский
В 31-й не успеть
Гутен морген, Маяковский
За тебя допеть
Гутен морген, Маяковский
Не нашлось свободных ниш
Гутен морген, Маяковский
Куда летишь?…
Гутен морген, Маяковский
До свиданья Лиля Брик
Гутен морген, Маяковский
Проглоти свой крик
Гутен морген, Маяковский
Зазвучал небесный альт
Гутен морген, Маяковский
…хальт…

the elephant never forgets

[dom] 19 de junho de 2016

 

«El Chavo — por ser um menino orfão, criado na rua, que não sabe quem são seus pais, e por isso mesmo, não sabe a existência do seu nome — Bolaños preferiu apenas deixá-lo conhecido como “O Garoto”. A tradução para El Chavo no Brasil poderia seguir vários adjetivos como menino, garoto, guri, muleque, piá, manezinho, pivete, neguinho, etc.., haveriam tantas significações e possibilidades dentro da nossa própria cultura, dentro de cada estado brasileiro, que ficaria difícil atribuir uma única gíria, um único adjetivo para o personagem, e que desse um significado ao telespectador brasileiro. Sendo assim, Chaves, entra no contexto de nome, de realmente um apelido. O povo brasileiro adora apelidar as pessoas pelo fato de torná-las mais próximas de sua relação. Além disso, atribuo também o nome Chaves, a sincronização labial por parte do dublador, que dará uma maior credibilidade ao telespectador que irá perceber pelo sync da voz com o lábio do ator original. A palavra que dá sequência ao nome do seriado, ocho, poderia ser traduzida de duas maneiras no México, já que Bolaños usou o recurso do duplo sentido. O Garoto do Oito ou O Garoto do Barril. Assim como brasileiros se referem ao número seis através da palavra “meia”, e americanos se referem ao número zero a letra “o”, ocho representa tanto o número oito quanto o barril. A referência do número oito tem ligação ao primeiro canal de TV que foi exibido o programa, o canal 8 TIM — Televisión Independiente del México — e que , em 1975, a Televisa comprou. Chespirito continuou usando o oito no nome do seriado, mesmo a Televisa sendo do canal 5, e criou uma nova explicação dentro da história, que o garoto teoricamente morava na casa 8 da vila, mas preferia passar a maior parte do seu tempo dentro de um barril. » Em “O significado das palavras: El Chavo del Ocho e Chaves“, de Michael Bahr

ilhas perdem o homem

[qui] 19 de maio de 2016

nessa terra gelada…

de fusos aleatórios…

meu corpo paga pela cansaço.

e eu não consigo produzir nenhuma apresentação para as aulas. só sei do improviso… que é correr com os olhos vendados sobre uma corda bamba no trigésimo terceiro andar de edifício.

e porque em plena madrugada, ela, em minha timeline, me rememora:

Ilhas perdem o homem.
Ilhas perdem o homem.
Ilhas perdem o homem.
Ilhas perdem o homem.
Ilhas perdem o homem.
Ilhas perdem o homem.

E do indizível, você falou, Drummond?

 

ou o próprio drummond

0:00 Infância 2:47 Quadrilha 3:17 Os Ombros Suportam o Mundo 4:46 Mãos Dadas 5:47 Mundo Grande 8:29 José 10:19 Viajem na Família 14:10 Procura da Poesia 17:33 O Mito 24:56 O Lutador 27:36 Memória 28:05 Morte do Leiteiro 31:15 Confissão 32:13 Consolo na Praia 33:27 Oficina Irritada 34:19 Fazenda 35:05 Caso do Vestido 41:19 Estrambote Melancólico 42:11 O Enterrado Vivo 43:09 Destruição 44:00 Intimação 45:06 Alta Cirurgia 46:48 Para Sempre 47:40 Canto do Rio em Sol 50:54 Boitempo 52:16 Os Pacifistas 54:23 Cultura Francesa 55:02 Falta um Disco 57:54 Amor e Seu Tempo 58:45 Obrigado 1:00:08 Lira Romantiquinha 1:01:04 O Homem as Viagens 1:03:35 Essas Coisas 1:04:20 Parolagem da Vida 1:06:19 Declaração de Amor

adeus sorvete

[sex] 19 de fevereiro de 2016

 

as aulas nem começaram e já estou cansado.

roteiro: ir na escola da filha, no banco me endividar, e na nova escola (lá na palhoça) e depois ainda no red river…

mas cheguei em casa 20h30 em casa – porque resolvei me dar folga e não fui no rio vermelho.

notícia chata do dia foi a morte da sorvete, a gatinha, pelo nero, cachorro da vizinha.

machucou… não terei mais a companhia dela para, enquanto eu tomo meu mate, ela admirar as saracuras passearem pelo quintal.

dois meses de companhia.sorvete 4 sorvete 5 sorvete 6sorvete 3 sorvete sorvete2

a coleira do cão

[sáb] 19 de setembro de 2015

um sábado diferente. um bom café, um papo e um planejamento matutino. um almoço delicioso no parque, com fundo de maracatu… e contatos com a cepagro e chuva para fechar o dia.

o título é do livro do rubem fonseca. emprestado e lendo. e o barato foi que ele me remeteu ao poema que fiz na semana passada…

notas:

“eu vou para luanda… vou quebrar saramuná!”

http://blocodepedra.maracatu.org.br/noticias/vocabulario-de-maracatu/

http://quebrabaque.blogspot.com.br/p/nossas-loas.html

as vezes é preciso sair da zona de conforto e peregrinar. narrar as dores… e ver que o mundo tem mais cores. mas eu me sinto ainda uma criatura muito triste. um ser só, porque a solidão é algo lá do fundo… imensurável.

profe on line II – o melhor de wagner

[qua] 19 de agosto de 2015

1h32… depois de um semestre… acabei de encerrar a 101. notas, diário e faltas. ufa. agora vou para a 102

na trilha sonora: o melhor de wagner.

KPM Philharmonic Orchestra – The Best of Wagner

The Mastersingers of Nuremberg, I: “Overture”
The Mastersingers of Nuremberg, Act III: “Prelude” ( 10:44 )
The Mastersingers of Nuremberg, Act III: “Dance of the Apprentices” ( 16:37 )
Lohengrin, WWV 75, I: “Prelude” ( 19:00 )
Lohengrin, III: “Prelude” ( 27:57 )
The Valkyrie, WWV 86B, III: “The Ride of the Valkyries” ( 30:21 )
The Valkyrie, III: “Magic Fire Music” ( 36:20 )
Parsifal, WWV 111: “Overture” ( 39:52 )
Parsifal, III: “Good Friday Spell” ( 42:02 )
Rienzi, the Last of the Tribunes, WWV 49, I: “Overture” ( 46:00 )
Tannhäuser, WWV 70, I: “Overture” ( 51:17 )
The Flying Dutchman, WWV 63, I: “Overture” ( 1:06:22 )
Tristan and Isolde, WWV 90, I: “Prelude” ( 1:16:53 )

the computer is thinking…

[seg] 19 de janeiro de 2015

diário da manhã:

11:07′ e está infernalmente quente como todos os dias. e bebo meu mate, solito, pela manhã como faço quase todos os dias. mas por hoje não parece aqueles dias todos de férias… onde posso aleatoriamente fazer o que quiser ou não fazer nada útil ou obrigatório. hoje duas coisas me preocupam… #1. entregar dois textos que sejam minimamente aceitáveis (um a partir da leitura de ontem… e o outro da leitura do mês passado) até as 23:59′ de hoje, e #2 ir ao dentista.

e enquanto as demandas vão se avolumando no horizonte como uma catástrofe… eu busco pontos de fuga. mas vamos lá encarar este paquiderme antes que ele se transforme num godzilla.

ps: o título vem do passatempo destes dias… pentobi: um jogo linux baseado no jogo de tabuleiro blokus.

diário da tarde:

14:51′ escrever e reescrever e enviar. agora é ir lá pintar… o quarto de izabel está quase pronto.

diário da noite:

18:00 na itapema toca agora… zélia duncan: «se você vai por muito tempo… você nunca volta (…) a estrada te sopra pro alto pra outro lado enquanto aquele tempo vai mudando… aí, de quando em quando você lembra aquele beijo, aquele medo (…) e você não volta (…) não existe pretexto, o dia mudou, o carteiro não veio (…)»

e pintura segue, a tempestade chega e cai… é tanta chuva. e lá pelas dez e meia mais um texto devo finalizar… e mesmo tendo mais uns dez dias de férias, algo me diz que as férias se foram e o novo ano começou.

e o dentista ficou para amanhã, muito cedo.

agora preciso tirar toda esta tinta verde sobre a pele que não me deixa amadurecer e me esconde, como camaleão, nesta mata distante.

marte na casa oito

[dom] 19 de outubro de 2014

horário de verão começou… e dormir cedo que é bom, neca de pitibiriba, ou seja… nadica de nada.

***

criando a tag/categoria conselho de classe… observo uma constante na avaliações dos alunos, seja no bate papo, nas avaliações deles sobre as aulas ou nos pré-conselhos… tenho dificuldades com a didática posto que segunda as falas deles “eu falo muita coisa ao mesmo tempo e isto os deixa confusos”. é essa minha ansiedade… preciso encontrar o tempo.

***

marte na casa oito*

«De todo modo, evite se estressar por conta de situações corriqueiras: neste período, pequenas coisas poderão lhe parecer mais chatas do que nunca, e você estará com uma tendência maior a reclamar. Na verdade, Vagner, você está com uma predisposição maior a discutir.» ou «Marte ‘faz transbordar’ os sentimentos e emoções que estavam ocultos na sua alma, Vagner. É possível, neste período, que você venha a ter que lidar com a parte mais sombria de sua própria natureza, tendo que encarar seus próprios sentimentos negativos de raiva, inveja, frustração, ressentimentos, etc. Todo ser humano tem estes sentimentos em algum momento, e encará-los de frente demanda muito mais coragem e dignidade do que escondê-los. Isso não significa que você deva “soltar tudo” neste momento, a ideia é encarar este lado menos “bonitinho” de sua personalidade, a fim de transformá-lo.»

*ps: lembrei-me da tia nadir, que faleceu, agora, dia 14, terça passada. lá pelas idos de 2000 ela vinha visitar a casa de minha mãe, quando eu ainda mora na mesma casa de meus pais, e uma das atividades obrigatória que fazíamos juntos era acessar a internet, eu como navegador, em busca do oráculo… ela adora essas consultas aos horóscopos, às runas e ao tarot, e tudo mais neste sítios oraculares.

***

penso em cortar o cabelo e a barba. e emagrecer… e fazer atividades físicas… e penso… e jogo 2048.

escovar a contra pelo…

[sex] 19 de setembro de 2014

alguns contrapontos para a tarde:

#1. o silêncio afetivo de meu pai me é estranho. e tão familiar. onde os gestos de afeto, quando veem, muitas vez por serem provocados, estão misturados ao terror e ao horror. a indiferença é a constante. o familiar, e o que me embrulha o estômago, quando vejo esse terror e horror transportado dele em mim – pelos anos de convívio -; e me angustia o espírito, quando me percebo tão indiferente ao outros, e sobretudo, a mim mesmo. e sou, espelhando, essa disputa entre este homem e este anti-homem. essa busca por um mundo diferente… ali fora, mas sobretudo… aqui dentro, no peito.

#2.  «os vencedores de hoje caminham sobre os corpos dos vencidos de hoje (tese vii)». walter benjamin.

#3. reflexões: objetividade, ciência, ideologia, religião…

#4. vivo as dores de um resfriado.

#5.  https://www.youtube.com/watch?v=w4ldfmoMoZk&list=RDw4ldfmoMoZk

Quem Me Leva Os Meus Fantasmas /// Aquele era o tempo / Em que as mãos se fechavam / E nas noites brilhantes as palavras voavam / E eu via que o céu me nascia dos dedos / E a ursa maior eram ferros acesos / Marinheiros perdidos em portos distantes / Em bares escondidos / Em sonhos gigantes / E a cidade vazia / Da cor do asfalto / E alguém me pedia que cantasse mais alto // Quem me leva os meus fantasmas? / Quem me salva desta espada? Quem me diz onde é a estrada? / Quem me leva os meus fantasmas? / Quem me leva os meus fantasmas? / Quem me salva desta espada? / E me diz onde é a estrada // Aquele era o tempo / Em que as sombras se abriam / Em que homens negavam / O que outros erguiam / E eu bebia da vida em goles pequenos / Tropeçava no riso, abraçava venenos / De costas voltadas não se vê o futuro / Nem o rumo da bala / Nem a falha no muro / E alguém me gritava / Com voz de profeta / Que o caminho se faz / Entre o alvo e a seta // Quem me leva os meus fantasmas? / Quem me salva desta espada? Quem me diz onde é a estrada? / Quem me leva os meus fantasmas? / Quem me leva os meus fantasmas? / Quem me salva desta espada? / E me diz onde é a estrada // De que serve ter o mapa / Se o fim está traçado / De que serve a terra à vista / Se o barco está parado / De que serve ter a chave / Se a porta está aberta / De que servem as palavras / Se a casa está deserta? // Quem me leva os meus fantasmas? / Quem me salva desta espada? Quem me diz onde é a estrada? / Quem me leva os meus fantasmas? / Quem me leva os meus fantasmas? / Quem me salva desta espada? / E me diz onde é a estrada /// Composição: Pedro Abrunhosa // Interpretação: Maria Bethânia.

 

o que faz falta é animar a malta

[ter] 19 de agosto de 2014

Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta

O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta

Se o patrão não vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é dar poder a malta
O que faz falta

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (ZECA AFONSO).

PS: http://www.priberam.pt/dlpo/MALTAhttp://mocambicanismos.blogspot.com.br/2009/01/m.html

**

E mais umas páginas avançadas de ‘A sociedade contra o Estado’ (Pierre Clastres)

**

Harald Schultz – Olhar Antropológico

el triángulo de la bermudas

[seg] 19 de maio de 2014
«Meu coração não sabe. Estúpido, ridículo e frágil é meu coração. Só agora descubro como é triste ignorar certas coisas. (Na solidão de indivíduo desaprendi a linguagem com que homens se comunicam.)» Carlos Drummond de Andrade.

.
como é difícil romper essas amarras. barco ancorado no meio do nada. a tendência é ilhar-me, náufrago neste mundo, nesta canoa velha, distanciar-me destes territórios humanizados, destes seres tão queridos, contemplar o sofrimento humano diário, sofrer mudo, iludido que somente só não hemos de causar dano alheio. passei mais de dez dias mergulhado em planos suicidas, ignorando minha humanidade… e duas ou três palavras me revoltaram, provocaram profunda contradição: não sei se me mato por ser tão assim ou se durmo e nada me entorpece mais que a ausência de coragem. emaranho-me anhelado…

 

«Depois que atravessarem o muro e a tarde os caracóis cessarão. Às vezes cessam ao meio. Cessam de repente, porque lhes acaba por dentro a gosma com que sagram os seus caminhos. Vêm os meninos e os arrancam da parede ocos E com formigas por dentro passeando em seus restos de carne. Essas formigas são indóceis de ocos. Ah, como serão ardentes nos caracóis os desejos de voar! P.S.: Caracol é uma solidão que anda na parede.» Manoel de Barros

contra-senha sem senha

[qua] 19 de março de 2014

Hoje é apenas quarta-feira… E toda aquela tranquilidade gostosa do domingo evaporou-se já na segunda cedo. Segunda-feira foi um dia lotado de atividades, e foi exaustivo e um pouco tenso. Terça idem – entre obrigações familiares e atividades de militância social e sindical. Quarta… sou  acordado cedo, e estou com um mal-jeito nas costas e, sobretudo, irritado. tenho um pilha de atividades para corrigir e a vontade…

A vontade é ficar quieto em casa. Mas…

‘bora começar porque em duas horas é necessário partir rumo à escola.

o ano um da revolução russa – excerto

[qui] 19 de dezembro de 2013

Das leituras… Grifos deste que vos escreve.

Abaixo seguem excertos extraídos entre páginas 135 e 139 do livro ‘O Ano 1 da Revolução Russa’ editado pela boitempo, do historiador e militante comunista, Victor Serge.

«REALISMO PROLETÁRIO E RETÓRICA ‘REVOLUCIONÁRIA’

[…]

O realismo proletário se consolida nessas discussões frente a frente com o fraseado ‘revolucionário’ dos socialistas-revolucionários de esquerda, excelentes revolucionários pelo sincero desejo que têm de servir ao socialismo, por sua coragem e por sua probidade, porém, como toda a burguesia radical de que representam o elemento mais avançado, escravizados às grandes palavras a que se reduz a ideologia da democracia burguesa.

É incessante o apelo de Lenin à iniciativa das massas. A espontaneidade das massas lhe parece a condição necessária do êxito da ação organizada do partido. A 5 de novembro, assina um apelo à população, convocada a combater a sabotagem. A maioria do povo está conosco, nossa vitória é certa:

Camaradas, trabalhadores! Lembrem-se que são vocês mesmos que, a partir de agora, administram o Estado. Ninguém virá em seu socorro se vocês mesmos não se unirem, se vocês não tomarem em suas mãos todos os negócios do Estado […]. Reúnam-se em torno de seus sovietes. Consolidem-nos. Mãos à obra, de baixo para cima, sem esperar nenhum sinal. Instituam a ordem revolucionária mais severa, reprimam impiedosamente os excessos anárquicos dos bêbados, vadios, dos junkers contra-revolucionários, dos seguidores de Kornilov etc. Instituam o mais rigoroso controle de produção e o recenseamento dos produtos. Detenham e entreguem ao tribunal do povo revolucionário todo aquele que ouse prejudicar a causa do povo […].

Os camponeses são convocados a ‘tomar por si mesmos, no ato, a plenitude do poder’. Iniciativa, mais uma vez iniciativa, sempre iniciativa!, essa palavra de ordem que Lenin lança às massas em 5 de novembro, dez dias depois da insurreição vitoriosa.

AS CLASSES MÉDIAS DAS CIDADES E A REVOLUÇÃO

Dois grandes fatos gerais caracterizam os primeiros dias logo após a revolução.
1. As classes médias das cidades (o decreto sobre a terra satisfaz as classes médias do campo, que somente bem mais tarde irão se sublevar) aderem interamente à contra-revolução. São elas que lhe fornecem as forças vivas, os batalhões de choque. Nas batalhas de rua de Moscou e de Petrogrado, como nas encostas de Pulkovo, a burguesia certamente não se defende ela mesma, como também não dispõe de corpos organizados de mercenários. Quais são seus derradeiros defensores? Os oficiais, os cossacos – voltaremos a fala dos cossacos -, os alunos das escolas militares, a juventude das escolas superiores, os funcionários públicos, os empregadores de maior categoria, os técnicos, os intelectuais, os socialistas, todos gente de condição média, mais ou menos explorados, porém nitidamente privilegiados no seio da exploração e participantes da exploração. A inteligência técnica organizada, a uma só vez, a produção e a exploração; ela é, desse modo, levada a se identificar com o próprio sistema e a conceber o modo capitalista de produção como o único possível. A pequena-burguesia, instruída, remediada, mantida sob tutela pela burguesia, muitas vezes ameaçada de pauperização e, assim, próxima do proletariado – daí sua inclinação para o socialismo – é propensa às mais nefastas ilusões. Muito mais culta que o proletariado, muito mais numerosa e avançada do que a burguesia propriamente dita, julga-se convocada a dirigir a sociedade. As ilusões democráticas do último século, nascidas em parte desse estado de espírito, tem, por sua vez, contribuído para mantê-lo. O socialismo da pequena-burguesia é capitalista, consequentemente orientada para a defesa da velha ordem e da educação das massas, em conformidade com os interesses dos ricos; a mentalidade pequena burguesa tende a separar, sobretudo em política, a ação da palavra, sendo esta considerada um derivativo da ação, ou um substituto enganador da ação (recordem-se os ‘gestos simbólicos’ do radicalismo francês). Os melhores espíritos das classes médias russas simpáticas à revolução muito antes que esta se tornasse realidade julgavam necessário limitar-se a uma revolução que teria dado início a uma era de sábias reformas. A revolução proletária lhes parecia uma ascensão de bárbaros, uma queda na anarquia, uma profanação da ideia mesma de revolução. Esse ponto  de vista foi expresso vigorosamente por Máximo Górki, em suas ‘Considerações inatuais’, que publicadas pela Novaia Jizn. As classes médias queriam que a revolução burguesa instituísse em república democrática, em que elas fossem as classes dirigentes e em que o desenvolvimento capitalista prosseguisse sem entraves: concepção basante nítida nos mencheviques e nos socialistas-revolucionários que, naquele momento, foram os ideólogos mais clarividentes da pequena-burguesia.

Além disso, seu utopismo sentia-se chocado com a realidade da revolução: como era grande a diferença entre o idílio romântico sonhado por tantas vezes e a dura e sangrenta realidade! Habituados a viver em meio a realidade dura e sangrentas, a sofrer necessidades indisfarçadas, formados na escola da repressão e da guerra imperialista, os operários e os soldados tinha mentalidade totalmente diferente.

Às classes médias esclarecidas, a Revolução de Outubro parecia o golpe de força de um punhado de doutrinários fanáticos, apoiados por terrível movimento do população ignorante. Veremos que Górki emprega exatamente esses termos. O problema da guerra e da paz, atingido-as em seu patriotismo (o patriotismo é produto seu por excelência; o proletariado é internacionalista; a burguesia professa senão um patriotismo de negócios composto com um cosmopolitismo financeiro), do mesmo modo que atingia os revolucionários pequeno-burgueses em seu romantismo, aprofundou o fosso existente entre a revolução e aquilo a que se denominava erradamente – ‘a democracia’.

Prever antecipadamente que a democracia pequeno burguesa, toda ela, com a energia do desespero, cerraria fileiras ao lado da contra-revolução, a ponto de seguir os generais monarquistas, a ponto de sonhar com um Galliffet, a ponto de proceder a execuções em massa de insurretos – isso não era possível. E essa impossibilidade explica os erros de alguns bolcheviques: até os fuzilamentos do Kremlin, o Comitê Revolucionário Militar de Moscou parece haver nutrido a esperança de que os socialistas-revolucionários e os mencheviques não iriam muito longe contra a revolução operária: o erro da minoria do Comitê Central do PCR e do Conselho dos Comissários do Povo foi admitir a possibilidade de uma concentração socialista, isto é, de um retorno da pequena-burguesia socializante ao proletariado. Na verdade, a atitude contra-revolucionária das classes médias não era rigorosamente determinada por seus interesses de classe: percebemos hoje que eles teriam tido toda vantagem em submeter-se ao regime dos sovietes; sua pouca importância numérica, sua falta de homogeneidade e a formidável superioridade de organização, de valor moral e de pensamento do proletariado (o partido, o espírito de classe, o marxismo), a adesão das massas da pequena-burguesia rural à revolução, tudo as destinava a uma cruel derrota: pior do que isso, a um desbaratamento total; sua resistência, porém, devia tornar maior a ruína, devastar o país. Fossem elas um pouco mais clarividentes na avaliação das forças em presença e se teriam poupado – e poupado o país – de muitas calamidades. Sem dúvida, as classes médias não terão sempre essa atitude diante da revolução proletária; é bem provável que o poderio e o espírito de decisão do proletariado venham a conseguir, nas batalhas sociais do futuro, induzi-las a se manter neutras no início e, em seguida, a aderir a ele. Decididamente, elas acompanham e acompanharão os mais fortes; quando perceberem que as classes operária é a mais forte, elas acompanharão. Na Russia, em outubro de 1917, as classes médias se enganaram: a vitória do proletariado lhes pareceu impossível. Por muito tempo, não acreditaram nisso, esperando, dias após dia, semana após semana, o desmoronamento do bolchevismo. De fato, para crer na vitória de uma classe, que até então jamais havia vencido na História, que não tinha sequer experiência do poder, ou competência, ou riqueza, ou instituições próprias – exceto algumas formações de combate, seria preciso estar tão profundamente penetrado pela missão histórica do proletariado quando os bolcheviques o estavam; uma palavra, era preciso ser marxista revolucionário. A anulação desse móvel psicológico da atitude contra-revolucionária da pequena-burguesia russa é um dos importantes resultados históricos da Revolução de Outubro.

AS ‘LEIS DE GUERRA’ NÃO SE APLICAM À GUERRA CIVIL

2. Essas jornadas se caracterizam, também, pela forma de que, nelas se reveste a guerra civil. Os vermelhos, não sabendo ainda empregar repressões, praticamente ignorando a necessidade das repressões, propensos a se deixar enganar quanto à democracia socialista, mostram-se de uma deplorável mansidão. Comprarem-se as condições impostas pelo CRM vitorioso de Moscou ao Comitê de Salvação Pública e as que esse comitê branco, longe de ser vencedor, tentara impor ao CRM. Nessa caso, os brancos massacram os operários do Arsenal do Kremlin; naquele, os vermelhos libertam, condicionalmente, seu inimigo mortal, o general Krasnov. Aqui, os brancos conspiram para o restabelecimento implacável da ordem; ali, os vermelhos hesitam em suprimir a imprensa reacionária. A inexperiência era, seguramente, uma das causas profundas dessa perigosa mansidão dos vermelhos.

Em contraposição, a contra-revolução, logo de saída, empenhou-se a fundo, irrefletidamente. Não há dúvida de que a guerra civil só iria se tornar violenta com o passar do tempo, com a ajuda estrangeira; porém, desde 26 de outubro, a luta foi muito mais cruel que as guerras entre Estados diferentes. Estas geralmente se submetem a certas leis; existe um direito de guerra; na guerra entre classes, não existe direito, não há ‘convenções de Genebra‘, não há costumes cavalheirescos, não há não-beligerantes. A burguesia e a pequena-burguesia recorreram, de saída, à greve e à sabotagem de todas as empresas de utilidade pública, de todas as instituições, uma arma interdita pelos costumes de guerra. Em parte alguma, na Bélgica ou na França invadida, os técnicos se puseram em greve com a chegado do inimigo. A sabotagem foi uma tentativa de organizar a fome, isto é, de atingir a população operária, sem distinção entre combatentes e não-combatentes. A utilização feita do álcool é igualmente significativa. E toda a conspiração contra-revolucionária foi uma preparação para o terror branco.

O que aconteceu é que as guerras entre Estados são, habitualmente, guerras intestinas entre ricos, que professam uma mesma ética de classes, uma mesma concepção do direito. Tem sido mesmo muito forte, em certas épocas, a tendência de reduzir a arte da guerra a um jogo bastante convencional. A arte moderna da guerra data da Revolução Francesa que, opondo uma nação burguesa em armas ao exército das antigas monarquias, exércitos profissionais, baseados no recrutamento compulsório e nos mercenários, e comandados por nobres, anulou de um só golpe as convenções antiguadas de tática e de estratégia anteriores. Os europeus só se afastam das regras atuais da guerra com respeito a povo que consideram inferiores*; do mesmo modo, na guerra entre classes, as classes dirigentes, convencidas de estar defendendo a ‘civilização’ contra a ‘barbárie’ operária, acreditam que todos os meios são lícitos. Estão em jogo interesses demasiado grandes, todas as convenções são abolidas e como a ética – não existe uma ética humana, só existem éticas de classes ou de grupos sociais – deixa de exercer sobre os combatentes sua ação moderadora, as classes exploradas rebeladas são declaradas pela contra-revolução ‘indignas da humanidade’. Essas verdades podia ser entrevistas, nitidamente, ao final da primeira semana do regime dos sovietes. Veremos, mais adiante, o massacre dos prisioneiros torna-se regra na guerra civil, e os Estados capitalistas, durante muitos anos, tratarem a Rússia comunista como um país fora da lei.

nota de rodapé: * Os franceses, algumas vezes, durante a conquista da Argélia. Lembremo-nos também, os métodos de guerra e de dominação dos ingleses na Índia; o saque do palácio de Pequim pelas tropas europeias, em 1900; as atrocidades dos italianos na Tripolitania; dos franceses na Indochina e no Marrocos; dos britânicos no Sudão. Em nenhuma guerra dos tempos modernos os vencidos foram tratados com tanta ferocidade quanto os da Comuna de Paris, em 1871.»

três mil dias e o centenário do poetinha

[sáb] 19 de outubro de 2013

O centenário do Poeta. De todas e todos, foste o primeiro. Aquele que me cruzou o caminho, perpassou este peito que sangra(va) enquanto amava e desamava e amava mais e desamava mais e sofria. Sofria tanto, porque amar não é algo assim tão simples… Principalmente quando és iniciante nesta arte… Sofres bocados. Mas entre a apatia e o sofrimento lá estavas tu, dizendo-me: “soframos… (…) posto que é chama”… O poeta repleto de desencontros e encontros ensinava ao rapaz estes novos caminhos. O poeta e o rapaz, e ainda faltavam 15 anos para este centenário, o primeiro poeta. Foi mergulhando em tua poesia que meus versos infantes nasceram qual um fluxo incontrolável ou uma fenda por onde desaguava no exterior as águas de um oceano profundo e interior todos os sonhos e toda a solidão emergiam, brotavam, sangravam, ganhavam sons, tornavam-se imensos… Era eu-poeta gente posto que sentia e soltava ao mundo meu mundo e cada palavra toscamente grafada era uma barra a menos na prisão do poeta nascente… Na poesia eu encontrava-me no mundo… Sem ela, o mundo me era estranho e violento por demais. Desde então, sem perceber o ponto de transição transmutei-me neste, nem sempre, doloroso verso.

Depois de ti poeta, tantas e tantos, e todos estas e estes me marcaram a carne profundamente, apreendi um tanto com cada – e de cada verso-poesia-poetas eu irmanava.

Mas hoje, poeta, vagando, e pensando, que talvez seja a secura ou uma terra maltratada, mas tenho abandonado a lição que compartilhaste… E não escrevo mais, desaprendo a poesia, mudo o poema…

Sei, apesar de tudo, sabemos: só a poesia é a brecha, a fenda… A forma mais próxima do encontro, neste oceano de desencontros. Sem poesia, tudo é [  vazio  ] demais.

***

Ontem, pela tarde, enquanto reencontrava, nas leituras semanais, outro poeta e pensava sobre a situação que me enfiei, nestes velhos e sujos hábitos, emaranhado-me em nós que imobilizam, sufocam, asfixiam o poeta-poema-poesia e só me sobra o inverso de ti, primeiro poetinha, de tua lição… pelo amor (mas acho que isto não é bem amor) ao medo e pelo medo do amor (e de toda o sofrimento que vem no seu bojo) desamo tudo em mim e a poesia torna-se impossível… não posso (ainda, quem sabe…).

Anotei as palavras sobre o poeta comfus… “Esse ‘quartinho-barquinho’ num apartamento comunal, onde residiam mais cinco famílias e no qual o poeta ‘navegou’ três mil dias’, seria seu último abrigo antes do fatídico tiro no coração.” p. 251

E por agora conto meus pequenos e enfadonhos contos, aguardo a poesia que me libertará… mas dia desse, quando não houverem mais crianças nem cachorros, quem sabe me saco disto tudo, e num tiro tudo desmancharia-se no ar… assim será – mais cedo ou mais tarde.

a condição humana – total

[seg] 19 de agosto de 2013

as coisas morrem. as pessoas morrem. alguém de casa morreu.  há um lamento no ar e uma mancha rubra nos olhares. a dor no peito é imensurável, tal qual a distância que de um instante para outro se fez.

morte e vida. instantes do mesmo processo. cessa-se o sofrimento, os dilemas… as contradições. o que se perde é distinto do que se foi. o que se perde é uma certa certeza do outro ali, não importando se são centenas de quilômetros que nos separam… o outro está ali, dentro de nós – e ele se reafirma em cada vão contato, em cada efêmera relação. o outro continua ali, dentro de nós. mas o contato não há. apenas nossa solidão, nossa absurda e imutável solidão. e ida do outro trás à pele a flor das impotências, do cessar das possibilidades, o não dito ou feito, o não comunicado. e pouco a pouco tudo borra-se. o mundo fica distinto. o que se foi, foi, só. o que se perde, perde, nó não mais desatado.

e cada um carrega sua dor, tão sua, que ser e doer são instantes do mesmo processo. da mesma condição humana, mutante, total.

se houvessem mundos outros, haveria um reencontro. mas creio que nada foi perdido, da matéria nada se perde, da lembrança há  ad infinita relembrança, de nós, apenas a condição mais humana.

que fiquemos em paz, tio.

plano ordinário

[sáb] 19 de janeiro de 2013

Carrego um corte novo. O pé dói. Não sei quando e nem como, por descuido ou desatenção, e creio ter sido bem mais do que uma vez apenas, numa sucessão de descuidos e desatenções… que levaram-me inadvertidamente a este corte no peito do pé. Um corte raso, mas dolorido… Um corte como estes que você nem sabe quando nem sabe como vai realizando todo dia quando deixa uma coisa para trás, quando não cuida de outra, quando esquece a navalha no quintal, quando deixa de realizar alguma coisa importante… Até um momento onde o sangue jorra e te mostra o quanto tudo é precário, tudo é provisório, tudo é falível, tudo é muito mais caótico e aos mesmo tempo encadeado… E neste momento apenas, o que é uma pena, você percebe que quase sempre é um tolo: por tanto descuido, pela desatenção, pelo esquecer-se de que há vida lá fora…

Carrego uns tantos cortes. Não sei quando e nem como…

filosofant

[seg] 19 de dezembro de 2011

18.12

7:16 Ah! Vamos lá…  Banhar-me, desjejuar e ir-se.

8:13. E quem diria que já estou aqui…

8:17. Vou caminhar até lá…

8:35. Invisto-me nesta armadura de ignorância e atravesso todo este caminho repleto de tranquilidade.

10:00

“(…) O documento é monumento. Resulta do esforço das sociedades históricas para impor ao futuro – voluntária ou involuntariamente – determinada imagem de si próprias. No limite, não existe um documento-verdade. (…) Cabe ao historiador não fazer papel de ingênuo. (…) é preciso começar por desmontar, demolir esta montagem, desestruturar esta construção e analisar as condições de produção dos documentos-monumentos.” Jacques Le Goff. Em “História e Memória”.

11:06

“(…) Um verdadeiro estímulo da vida humana é a alegria do amanhã. Na técnica pedagógica esta alegria do amanhã é um dos objetos mais importante do trabalho. Primeiro, é preciso organizar a própria alegria, fazê-la viver e convertê-la em realidade. Em segundo lugar, é necessário ir transformando insistentemente os tipos mais simples de alegria em tipos mais complexos e humanamente significativos. Aqui existe uma linha muito interessante: da satisfação mais simples até o mais profundo sentimento do dever. (…) O mais importante que nos habituamos a valorizar no ser humano é a força e a beleza. Tanto uma coisa quanto a outra determina-se na pessoa exclusivamente pelo tipo de atitude que ela assume em relação ao futuro. A pessoa que determina seu comportamento em relação ao futuro mais imediato é a pessoa mais fraca. Se ela se satisfaz só com a sua própria perspectiva, ainda que seja em longo prazo, é capaz de ser forte, mas não nos despertará a sensação de beleza de personalidade e do seu verdadeiro valor. Quanto mais ampla é a coletividade cujas perspectivas se identificam com as perspectiva pessoais do indivíduo tanto mais nobre e belo é este último. (…) Educar um ser humano significa formas nele capacidade que possa escolher vias com perspectivas. A metodologia deste trabalho consiste em organizar novas perspectivas, em utilizar as existentes, em colocar, pouco a pouco, outras mais elevadas. (…) Pode-se começar com um bom almoço e com uma ida ao circo, mas é preciso sempre animar toda a coletividade pela vida e gradualmente alargar as suas perspectivas, enaltecê-las até o nível dos objetivos de todo o país. (…) Os fracassos em muitas instituições infantis se devem às perspectivas fracas e mal definidas. Mesmo em instituições infantis bem equipadas não se conseguirá um bom trabalho e disciplinas se não traçarem perspectivas claras. Anton Semionovich Makarenko. Em “Metodologia para a organização do processo educativo”.

21:33 De trinta pontos possíveis fiz dezoito. Eram dezenove, mas errei a notação no gabarito na questão vinte e um. Agora é esperar dia vinte e nove e descobrir se estou entre os vinte e quatro ou os trinta e quatro. Se é que entre este cinquenta e oito alguém não tenha faltado e esteja entre os dezoito por cento de abstenção.

19.12

11:44 Fiz matricula. Plano A é dar aulas, quarenta horas talvez; Plano B é o curso técnico; Plano C é retorno à graduação para estruturar projeto para pós. Nenhum exclui os demais, é apenas ordem de foco.

12:07 Mate, e um passeio cerro acima com as cãs.

13:50 Encontro um filho que não sabe voar ainda. Pegamos para cuidar já que o ninho é muito alto e há gatos cá. Que aflição, que fragilidade.

14:23 Subo na árvore.

20:52 Não terminei a obra, amanhã cedo continuo a serrar e pregar.

21:49 Uma árvore enorme caiu. Que susto.

23:30 Os Cães da Catalunha. Gossos cantados por Jorge Drexler. Não encontrei a versão original cantada pelos Gossos. Drexçer não sai de minha lista sonora.  Club Tonight /// Aquesta vegada no puc més i he deixat de treballar. / M’he passat tota la vida escombrant milers de carrers / i avui no puc més i he deixat de treballar.No em fa falta cap motiu, avui ho he vist molt clar / el meu temps ja ha arribat després de seixanta anys. / Jo vull dir-te que nena, quedem-nos en el Club Tonight / que et canto una canció d’amor… // Jo vull dir-te que nena, quedem-nos en el Club Tonight / que demà es Festa Major, per tu i per jo… // Invertiré tota la pensió un fons de benestar personal / me’n vull anar a fer-te una visita. / El mar i el cel per fi, potser no lluny d’aquí trobaré els amor perduts / que han inspirat tantes cançons genials. // Jo vull dir-te que nena, quedem-nos en el Club Tonight / que et canto una canció d’amor… / Jo vull dir-te que nena, quedem-nos en el  Club Tonight / que demà es Festa Major, per tu i per jo…

23:44 Esta anotação ainda não existe. É apenas uma idéia. Um rascunho… Esta canção, aleatoriamente me leva a recorda um filme visto por estes últimos dias. mammuth.

illusiones ópticas

[seg] 19 de setembro de 2011

insistimos nestes olhares que não percebem que a vida não é linear, progressiva… ou que nem sempre melhora.

porque a vida é qualquer coisa assim:

«Precário, provisório, perecível; Falível, transitório, transitivo; Efêmero, fugaz e passageiro; Impuro, imperfeito, impermanente; Incerto, incompleto, inconstante; Instável, variável, defectivo;»

«E apesar… Do tráfico, do tráfego equívoco; Do tóxico, do trânsito nocivo; Da droga, do indigesto digestivo; Do câncer vil, do servo e do servil; Da mente o mal doente coletivo; Do sangue o mal do soro positivo; E apesar dessas e outras… O vivo afirma firme afirmativo O que mais vale a pena é estar vivo! É estar vivo»

«Não feito, não perfeito, não completo; Não satisfeito nunca, não contente; Não acabado, não definitivo; Eis aqui um vivo, eis-me aqui.» Lenine

VIVO.

ps: referência incidental:

Стачка

[ter] 19 de abril de 2011

à toa. aproveitando-me. e cá poderia bem por alguma brevíssima crônica sobre o luar cheio deste final de domingo passado ou sobre a rotina de viver no meio do mato e limpar peixes para o assado ou ainda sobre todas as canções de drexler que inspiram os dias… mas agora só posso fragmentos relacionados ao que tenho estudado por esses dias. estudos livres. sem pressa. sem data. O poeta é um fingidor. / Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente // E os que lêem o que escreve, / Na dor lida sentem bem, / Não as duas que ele teve, / Mas só a que eles não têm. // E assim nas calhas de roda / Gira, a entreter a razão, / Esse comboio de corda / Que se chama coração. // FERNANDO PESSOA / Autopsicografia.

e leio esse cara ai de baixo – fruto das poucas aulas que tenho acompanhado de antropologia visual.

todos a sus puestos

[sáb] 19 de março de 2011

uma noite com jorgeclaudionor e paulo. é bom filosofar, contar histórias e curtir boa música. é bom não morar sozinho.

e a lua vai cheia e linda.

tome nota… um punhado de secos e molhados.

[sáb] 19 de fevereiro de 2011

uma seleção de secos e molhados {um presente de eduardo perondi, desde 2007}:
1. Sangue Latino
2. Prece Cósmica
3. Rondo do Capitão
4. As Andorinhas
5. Fala
6. Tercer Mundo
7. Flores Astrais
8. Não: não digas nada!
9. Medo Mulato
10. Oh! Mulher Infiel
11. Vôo
12. O Vira
13. Angústia
14. O Hierofante
15. Caixinha de Música do João
16. O Doce e o Amargo
17. Preto Velho
18. Delírios
19. Toada & Rock & Mambo & Tango & etc.
20. O Patrão Nosso de Cada Dia
21. Amor
22. Primavera Nos Dentes
23. Assim Assado
24. Mulher Barriguda
25. El Rey
26. Rosa de Hiroshima

***
[coleciona] o homem precisa ter graça, precisa ter força. o homem é feito por suas ações. e é preciso ter coragem. […] a lua, pela porta do quarto, me acompanha madrugada dentro. […] ela, mulher desconhecida, me chama de meu amor. […] vontade danada de só ficar ali olhando por horas e horas aquela beleza toda – que é um mar espelhando esse luar, que é uma mulher. ou uma noite tranquila […] é preciso ter paciência – pois somos esses destroços, essas ruínas. […] e rio porque é tudo muito triste. é muito o que pouco podemos fazer. […]

Precisamos estar livres primeiro pra chegar mais perto do que somos. depois existirá uma maneira da intenção virar coisa da vida real. Se não exatamente aquilo, algo no caminho do ser inteiro. Que flua o sonho, adaptações sempre ocorrerão!

%d blogueiros gostam disto: