Archive for the '18' Category

tudo é sistemático

[ter] 18 de abril de 2017

notas de terça-feira. estou destruido. ps: é apenas a manhã de uma terça-feira.

odeio esses dias em que não se pode respirar.

tudo é sistemático, os horários, das datas, as cobranças, o alarme do dispertador…  os pensamentos obsessivos… a compulsão. mas teu corpo não. tampouco o tempo para isto aqui. escrever é uma fuga, a unica fuga possível.

a ideia de…

e eis que o sistema volta te engolir e teus pensamentos estão arquitetando os minutos para isto e para aquilo e há as zonas esquecidas, aqueles documentos perdidos… aquilo que não se dará contaa: s suas pequenas mortes na guerra, os corpos que ficam, seminus, semicorpos… destroçados. tudo é sistemático. o entulho, os destroços, os estilhaços e cacos do tempo… até tua dificuldade de respirar. tua falta de tempo… tudo é sistemático.

e do fragmento de leitura desta manhã

“augusto, que tolice augusto. mas o homem é assim. ele ficou perturbado com as palavras de alice. incomodava-o aquelas vozes que lhe mostravam o óbvio ou que traziam algo novo, estranho, desconfortável para a narrativa. fatos, ou discursos, que contradiziam a sua autoimagem… ”

 

 

 

 

 

as camadas da poesia

[sáb] 18 de fevereiro de 2017

«Talvez não fosse melhor nem pior, mas tinha uma coisa atrás daquilo, uma autoridade na voz do Vinicius de Moraes, por exemplo, que me dava uma sensação: “Ele sabe uma coisa que eu não sei e está aqui numa generosidade, partilhando isso”. Tudo isto era uma sensação. E enfim, ficava ali grudada.

(…)

Não, nunca houve um lado estritamente musical. É uma pena, porque eu não me dediquei assim ao acabamento musical. Não tinha paciência, eu queria veicular o texto. Eu queria transmitir aquela sensação. Achava que se uma pessoa sentisse aquilo que eu senti, a minha vida teria sentido, teria sido útil. » Adriana Calcanhotto

trecho extraído daqui: http://www.dn.pt/

***

Adriana Calcanchotto – Parangolé Pamplona

EXPERIÊNCIA N. 01 PARANGOLÉ OITICICA

Hélio Oiticica – Porta Curtas 1979

 

offline

[sex] 18 de novembro de 2016

depois de 20 horas sem eletricidade, e sem internet (porque acabou a bateria do celular)…

as 19h50 caiu um árvore sobre a rede elétrica e rompeu os fios.

as 15h50 enfim, a cia elética trocou os fios e restabeleceu a rede.

dormi até as 1h30… acordei e me pus a ler, com uma lanterna… 60 páginas devoradas… li um capítulo inteiro de memória coletiva.

[anotar aqui as passagens]

burn burn burn

[dom] 18 de setembro de 2016

sugestões e citações d@s camaradas

«Interessante passagem de Angela Davis, em seu livro “Mulheres, raça e classe” (Boitempo), na qual ela mostra como desde o nascimento do capitalismo, nos EUA, as questões de gênero, escravidão e classe se misturam de forma contraditória.

“Na época em que começaram as primeiras tentativas de industrialização no Sul, antes da Guerra Civil, o trabalho escravo complementava o trabalho livre – e frequentemente competia com ele. Industriais que possuíam escravos empregavam homens, mulheres e crianças da mesma maneira, e quando os proprietários de terras e fazendeiros arrendavam a força de trabalho de suas escravas e escravos, percebiam que as mulheres e as crianças eram tão solicitadas quanto os homens.

As mulheres não eram ‘femininas’ demais para o trabalho nas minas de carvão e nas fundições de ferro, tampouco para o corte de lenha e a abertura de valas. (…) [p. 22-23]

Quando as tentativas pré-Guerra Civil de estabelecer o sistema fabril nos Estados Unidos deram espaço a uma aposta agressiva na industrialização, a experiência de realizar um trabalho produtivo foi roubada de muitas mulheres brancas. As fábricas têxteis tornaram obsoletas suas máquinas de fiar. A parafernália que usavam para fazer velas se tornou acervo de museu, assim como várias outras ferramentas que as ajudavam a produzir os artigos necessários à sobrevivência de sua família. À medida que a ideologia da feminilidade – um subproduto da industrialização – se popularizou e se disseminou por meio das novas revistas femininas e dos romances, as mulheres brancas passaram a ser vistas como habitantes de uma esfera totalmente separada do mundo do trabalho produtivo. A clivagem entre economia doméstica e economia pública, provocada pelo capitalismo industrial, instituiu a inferioridade das mulheres com mais força do que nunca. Na propaganda vigente, ‘mulher’ se tornou sinônimo de ‘mãe’ e ‘dona de casa’, termos que carregavam a marca fatal da inferioridade. Mas, entre as mulheres negras escravas, esse vocabulário não se fazia presente. Os arranjos econômicos da escravidão contradiziam os papéis sexuais hierárquicos incorporados na nova ideologia. Em consequência disso, as relações homem-mulher no interior da comunidade escrava não podiam corresponder aos padrões da ideologia dominante.” [p. 24-25].»

Sugestão de filme:

***

filmes vistos no final de semana:

domingo

Burn, Burn, Burn  (2015) Direção: Chanya Button

sábado

The Words (2012) Direção: Brian Klugman , Lee Sternthal

Six Degrees of Separation (1993) Direção: Fred Schepisi
Thanks for Sharing (2012) Direção: Stuart Blumberg

In My Dreams  (2014) Direção: Kenny Leon

 

e dia 13/9 – terça-feira

Up in the Air (2014) Direção: Jason Reitman

 

pro-drop

[sáb] 18 de junho de 2016

 

sobre as leituras:

«O Brasileiro e o seu ego-carro: uma visão sociológica européia sobre o ato de dirigir em um “país do futuro”», de Martin Gegner.

«O Português Afro-Brasileiro», dos pesquisadores Dante Lucchesi, Alan Baxter e Ilza Ribeiro.

«O Brasil no interregno de Gramsci», por Célio Turino.

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http://bioliva.utad.pt/plantas/Raphanus_raphanistrum.htm

6 anos da partida de saramago.

exercício sobre uma palavra-ônibus (ou sobre o abraço de despedida que não te dei)

[sex] 18 de março de 2016

exercício sobre uma palavra-ônibus (ou sobre o abraço de despedida que não te dei)

bacana
me transportas para outro lugar

me chamas.
irás partir.
te despedes deste ser
que não sabe se despir
dessa formalidade –
armadura de resistir ao existir.
que dos laços ao deslaço…
prende-se em nó
um ser sem abraços
que não sabe dizer
que tua partida,
fara-me sentir
uma falta desmedida…

***

apenas te digo
és uma pessoa bacana
e me despeço
te desejando sucesso

***

mas guardo um poema
que narrará, absorto, entre os sentidos metafóricos
da lunfarda palavra-ônibus: bacana
e o abraço de despedida que em ti
não dei
e extrañarei.

aririúúú ú

[qui] 18 de fevereiro de 2016

 

uma procissão. escolha de vaga… kobrasol, peguei 24 aulas do serafim lá no aririú formiga… na palhoça.

é até junho. pra não surtar. vou me destruir trabalhando… ou melhor, não dormindo direito. meta é juntar grana… mexer-me. porque se eu ficar parado… não saio do lugar.

aririú é longe pra caramba… tô fudido.

procurando dinossauros

[dom] 18 de outubro de 2015

escrever poema.

professor on-line… nobody told me.

[ter] 18 de agosto de 2015

dia de trabalho árduo.

deixando para trás as avaliações e faltas do primeiro e segundo bimestre desse ano.

ouvindo itapema fm… destaques do setlist:

«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»
«vintage trouble – nobody told me»

el triángulo de las bermudas…

[sáb] 18 de julho de 2015

«El Triángulo de Las Bermudas

Volviste como si nada
Como si el tiempo no fuera
Más que una incierta quimera
Una red deshilachada

Cruzaste de una zancada
Tantos años de distancia
En completa discordancia
Con todo lo establecido

Como vuelve un barco hundido
En extrañas circunstancias

Te hice un sitio en mi mesa
Con una calma impostada
Te sostuve la mirada
Aparentando entereza

Me volví perro de presa

Del perfume de tu pelo
Disimulando el anhelo
Mirando hablar a tu boca

Todas mis brújulas locas
Cambiándome el plan de vuelo

Y ahora que todo lo triste
Con el tiempo se deshizo
Yo me pregunto
Por qué desapareciste
Sin el más mínimo aviso

Y aunque todo haya pasado
No me dejes con la duda
Como si en un momento dado
Te hubiera tragado
El triángulo de la bermudas
El triángulo de la bermudas
El triángulo de la bermudas»

Jorge Drexler.

porque voltei a ouvir muita música… e que hegemoniza o meu hd é drexler. um vício.

e porque voltei agora da aula de sábado. e estou cheio de questões: qual é o sentido de tudo isto? da vida?

o lembrete mais importante – sobre maria izabel e eu

[sáb] 18 de abril de 2015

lembrete: em qualquer jogo [xadrez, war, cartas, futebol… etc.] ou atividade com maria izabel não cair em discussão. se ela não consegue ouvir, cabe a você ficar em silêncio. ou nem jogue. pois é para brincar e não para brigar.

vagabundo não é fácil

[qua] 18 de março de 2015

Música: Vagabundo Não é Fácil
Composição: Galvão – Moraes Moreira
Banda: Novos Baianos

***

fui na sorte. demorei quase duas horas entre esperas [em] terminais. você dormia, a janela não atendia e/ou eu batia na parede errada… e entre latidos e zunidos, adormeci na rede, sob a vigília de tieta e das estrelas. me senti numa roubada, mas por dentro estava tudo tão bem… feliz por teres me aceito, feliz por ter me jogado… e amanheci nos teus braços – ou quase, já que foi tieta que veio me lamber a fuça, abraçar com suas patas enormes e querer jogar bola, seu olhar pedia parceria. e você acordou… e pude em silêncio dizer que te amava. e ao sair, para trabalhar… pensei… adoraria passar uma tarde, um dia inteiro… uma vida contigo. sei que há arestas para apararmos… que o tempo dá suas voltas… que o passado nos marca… e de tudo que dividimos e compartilhamos… do prazer e da dor… estar contigo, pensar em ti, mirar teus olhos, velar teu sono, abraçar teu corpo… confesso que me dá um frio na barriga danado pois há uma imensidão e uma inexplicabilidade nesse encanto que provocas… te quero tanto. tu me arde. e vamos mansamente, sem o apego cego e seus medos… quero nutrir o que há de bom em nós e na vida, morena.

 

***

e enquanto bebo meu mate… entre um texto e outro… lembrei disto aqui: Guimarães Rosa: O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.

 

 

está tudo ácido… ou «o encargo da compreensão»

[dom] 18 de janeiro de 2015

e o sábado com um final de tarde e noite sem energia elétrica pelas bandas de cá passou e o saldo ficou assim:

14h20′ domingo cedo enrolando e pela tarde, enfim o dia da tarefa – primeiro e último dia (espero). é ler 55 páginas e desenvolver um texto-resposta… – é essa mania deixar tudo para ultima hora. e não é que me apareceu também um inflamação na gengiva – no dente que tratei quarta-feira –  que terei que resolver amanhã… enfim, tudo isto já deixa minha tarde super animada. e na piscina as crianças [porque na sala brincam minha filha izabel e os filhos de meu primo hospedado cá em casa] não podem ir porque não filtrei o suficiente (faltou energia) e está cheia de folhas (pelo vendaval) e o ph baixo (pelo excesso de chuva).

e estudar está difícil…

14h22′ LDB : Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional : lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional

15h27′ Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica

15h38′ “Para ela:

Se as humanidades têm um futuro, […], será um futuro que envolve retornar ao passado e habitar esse momento interdisciplinar pré-disciplinário. Não para se afastar da história, do contexto e da cultura; mas para, ao contrário disso, fazer justamente o oposto: concluir que Freud estava mais certo do que ele próprio poderia supor quando imaginou a mente humana como sendo uma cidade tal como Roma, camada sobre camada, não substituindo umas às outras, mas coabitando com o passado.[…] Neste momento, enquanto estudiosos, nossa tarefa é reimaginar as fronteiras do que chegamos a acreditar serem as disciplinas e ter a coragem para repensá-las (GARBER, 2001, p. 95-96).”

 16h13′ Da seção Saiba Mais de alguma página do caderno 2 da etapa 2 do pnem:

http://bancodeteses.capes.gov.br/ – Destaquem temas e títulos que mais lhes interessarem. Se for o caso, selecionem trabalhos que possam ser alvo de um grupo de estudo.”

16h33′ “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova de 1932 e do Manifesto dos Educadores de 1959. Disponível na Coleção Educadores do MEC”: Domínio Público.

17h08′ “Visite a comunidade Espaços que Ensinam do Portal Ensino Médio EMdiálogo e se inscreva.” (…) Esta comunidade hospeda os conteúdos produzidos e disponibilizados pelo Portal, dentre os quais destacamos as questões de interesse dos jovens como a violência nas proximidades e nos ambientes escolares, a ausência de novas tecnologias em sala de aula, atos preconceituosos, tensões nos relacionamentos sociais e o distanciamento entre professores e estudantes. Acesse a comunidade, compartilhe os conteúdos com seus colegas da escola e participe das discussões. p. 23

17h16′ “Mas como reconhecer e aceitar a diversidade e a realidade concreta dos sujeitos do processo educativo se, em várias ocasiões, não estabelecemos diálogos abertos e democráticos com os sujeitos desse processo? Antes de reinventarmos a escola na companhia dos nossos jovens estudantes, propomos algumas perguntas aos professores e professoras que são chamados a participar desse processo educativo:
1. Podemos afirmar que, efetivamente, conhecemos nossos jovens estudantes do Ensino Médio?
2. Quando e onde eles nasceram? Com quem vivem? Como gostariam de viver? Qual é o valor da família e dos amigos para esses jovens?” p. 20

17h19′ e na itapema tocando agora… Lady Linn And Her Magnificent Seven – I Don’t Wanna Dance.

17h27′ “As práticas de ensino alheias à realidade social da comunidade, o incentivo à competitividade entre os estudantes, a ausência de debates, de espaços de negociação e de participação democrática na gestão escolar apenas concorrem para o desencantamento com a instituição escolar.” p. 21

17h34′ “Em outras palavras: É importante lembrar que as Ciências Humanas, conforme dissemos na unidade 2, precisa realizar, para todos os conteúdos trabalhados, os processos investigativos ou as perspectivas que levem à desnaturalização, ao estranhamento e à sensibilização. Um exemplo disso pode ser dado quando se desnaturaliza a desigualdade social, contextualizando-a no processo de formação da sociedade brasileira, comparando-a com a realidade de países com baixas desigualdades e causando, dessa forma, o estranhamento. O debate sobre as formas de reverter a desigualdade pode levar à sensibilização para a atuação cidadã.” p. 22

18h12′ “Vejamos cada uma delas. A desnaturalização significa, justamente, o oposto daquela atitude de achar que tudo na vida é “natural”, como se a “realidade” correspondesse exatamente às representações que fazemos dela. Ou seja, o procedimento da desnaturalização consiste em interpretar e reinterpretar o mundo, construir novas explicações para além daquelas mais recorrentes, usuais, rotineiras, banais ou simplistas, existentes em nossas vivências cotidianas e no que chamamos de “senso comum”. Não se trata simples ou exclusivamente de desprezar explicações consideradas “simplistas”, mas concebê-las como explicações e representações que foram construídas em algum momento, num passado remoto ou mesmo no presente, e difundidas a tal ponto que, para muitos, se tornam explicações naturalizadas de como “as coisas realmente funcionam”. Romper com a atitude de achar tudo “natural” implica, portanto, em estranhar esse próprio mundo, nosso cotidiano, nossas rotinas mais usuais. Assim, a perspectiva do estranhamento requer certo reencantamento do mundo, isto é, uma atitude de voltar a admirá-lo e de não achá-lo “normal”. Implica também em não nos deixarmos levar por aquilo que usualmente conhecemos como “conformismo” e “resignação”. Ou seja, sentir-se insatisfeito ou incomodado com a “vida como ela é” nos conduz a formular perguntas, sugerir hipóteses, questionar portanto os próprios “fatos”, tais como eles se nos apresentam. Por fim, a sensibilização pode ser entendida como a possibilidade de percepção atenta das vivências e experiências individuais e coletivas, rompendo-se assim com atitudes de indiferença e incompreensão na relação com o outro e com os problemas que afetam comunidades, povos e sociedades.” p. 22-23

18h17′ “Como afirma Theodor Adorno (2003), “a educação tem sentido unicamente como educação dirigida a uma auto-reflexão crítica” (ADORNO, 2003, p. 121), reflexão essa que busque superar aquilo que o autor designa como “tabus”. Isto é, representações inconscientes ou pré-conscientes, preconceitos psicológicos e sociais que se conservam no discurso do senso comum e que, a despeito de em grande parte perderem sua base real, sedimentam-se de forma coletiva e se convertem em “forças reais” que moldam a forma como enxergamos o mundo. Theodor Adorno (2003), ao posicionar-se publicamente ao longo dos anos 1960 em torno de temas relacionados à educação, a partir da crítica que fazia aos meios de comunicação de massa e, de modo geral, à “indústria cultural”, estava convicto de que a educação não era, necessariamente, um fator de emancipação. Ao contrário, englobada como estava – e ainda está –, em processos de desumanização e reificação típicos da contemporaneidade capitalista (o que implica na naturalização do mundo, das relações sociais e da própria humanidade a partir da mercantilização da vida), poderia reproduzir o horror e a barbárie em nome da Razão ou da Modernidade. Nesse sentido, o objetivo da escola deveria ser a “desbarbarização da humanidade”, por mais restritos que pudessem ser o alcance e as possibilidades atribuídas à escola.” p. 23

18h19′ “O sentido da escola deixa de ser dado de antemão para ser, ao contrário, construído pelos atores, pelos sujeitos, por suas experiências individuais e coletivas. Em outras palavras, a escola fabrica ou contribui para fabricar, atores e sujeitos de naturezas diferentes. As reflexões de Charlot e Dubet nos conduzem a pensar melhor a principal questão que norteia esta unidade, qual seja, os sujeitos da aprendizagem: “a experiência escolar”, afirma Charlot, “é a de um sujeito e uma sociologia da experiência escolar deve ser uma sociologia do sujeito”. (CHARLOT, 2000, p. 38)” p. 23-24

18h24′ “Por outro lado, os conceitos de que tais ciências se utilizam, muitas vezes confundem-se com a linguagem cotidiana, expressão deste mesmo mundo que as Ciências Humanas investigam. Então, como poderíamos romper com o “senso comum”? Desnaturalizar, estranhar e sensibilizar implicam, em termos práticos, em um exercício de pôr em relação aquilo que conhecemos como evidências empíricas, inquestionáveis, existentes por si sós. Uma atitude cara à Sociologia, mas não exclusiva dela, consiste em, nas palavras de Pierre Bourdieu, “tomar para objeto o trabalho social de construção do objeto pré-construído: é aí que está o verdadeiro ponto de ruptura”. (BOURDIEU, 1998, p. 28).” p. 25

18h50′ e pinta mais uma tempestade de verão…. tudo escuro e o céu começou a rufar…

azul nu

[qui] 18 de dezembro de 2014

#12:47′ noutro dia cantarolava… «confunde o azul com azul» e hoje, por acaso, quando já estava cansado encontrei a canção na rede…  Canção Da Natureza do Grupo Gente da Terra.

«Canoa, eu vi o pescador voltar
Eu vi voltar pro mar
Canoa, o pescador voltar pro mar».

#14:27′ a expressão do dia: i’m so tired. para tudo e todos.

#14:42′ por que o céu é azul? ver dispersão de Rayleigh.

#15:14′ repleto de estupor. transbordo estupidez neste dia. dias assim são frágeis.

#16:36′ Nós da Educação. «Neste episódio, o programa Nós da Educação recebe o professor Miguel Gonzalez Arroyo, Pós-Doutor em Educação, para falar sobre Educação e Diversidade.» Diversidade não é inclusão/exclusão… É abordar a questão da Injustiça/Justiça.

#16:42′ «Etnocentrismo, estereótipo, preconceito e discriminação são ideias e comportamentos que negam humanidade àqueles e àquelas que são suas vítimas. O etnocentrismo consiste em julgar, a partir de padrões culturais próprios, como “certo” ou “errado”, “feio” ou “bonito”, “normal” ou “anormal” os comportamentos e as formas de ver o mundo dos outros povos, desqualificando suas práticas e até negando sua humanidade. Os estereótipos são uma maneira de “biologizar” as características de um grupo, isto é, considerá-las como fruto exclusivo da biologia, da anatomia. O processo de naturalização ou biologização das diferenças étnico-raciais, de gênero ou de orientação sexual, que marcou os séculos XIX e XX, vinculou-se à restrição da cidadania a negros, mulheres e homossexuais. O estereótipo funciona como um carimbo que alimenta os preconceitos ao definir a priori quem são e como são as pessoas. Sendo assim, o etnocentrismo se aproxima também do preconceito que, como diz a palavra, é algo que vem antes (pré) do conhecimento (conceito), ou seja, antes de conhecer já defino “o lugar” daquela pessoa ou grupo. Um outro significado da palavra “conceito” é “juízo” e, assim sendo, preconceito seria um “prejuízo” para quem o sofre, mas também para quem o exerce, pois não entra em contato com o outro e/ou a outra. O preconceito relativo às práticas religiosas afro-brasileiras está profundamente arraigado na sociedade brasileira por essas práticas estarem associadas a negros e negras, grupo historicamente estigmatizado e excluído […] Além das práticas religiosas, em nossa sociedade, existem práticas que sofrem um profundo preconceito por parte dos setores hegemônicos […]. Seguindo essa lógica, as práticas homossexuais e homoafetivas, são condenadas, vistas como transtorno, perturbação ou desvio à “normal e natural” heterossexualidade.  (BRASIL/MEC/SEPPIR, 2009, p. 23-27)»

o hemisfério direito do córtex

[ter] 18 de novembro de 2014

na superfície lógica deposito aleatoriedades a 40 bits por segundo (enquanto isto no consciente primitivo e submerso voamos sinapticamente a 10 milhões de bits por segundo):

*

o primitivo é criativo.

*

a manhã nasce dourada. enquanto aqui dentro da montanha… tudo ainda dorme.

*

é preciso esquecer um bocado, rememorar um mínimo passado e jogar-se ao mar. é preciso remar…

***

hoje o meu tempo foi de outros… da filha, da sobrinha, do pai, dos alunos.. mas continuo naquele movimento interno que leva a essa sensação de querer uma brecha no espaço/tempo e suspender esses compromissos todos. ou seja, não queria nada não.

**

as vezes sinto-me chovendo no deserto.
noutras… quantas vezes fui eu o deserto?

*

escola deve ser um espaço privilegiado para a subversão… para causar.

e eu causei um pouco hoje.

**

e esse ano foi um ano cheio de ideias… ideias do que não fazer, do que funciona… do que ficaria incrível se eu tivesse feito um pouco diferente.. se eu tivesse ousado… enfim, foi um ano cheio de angústias, de alguns experimentos… e de aprendizado, afinal… nem tudo está perdido, estamos a caminho de algum lugar.

*

e se me vires muito calado… é porque aprendo quando observo, me experimento internamente. me calculo… medro silenciosamente.

mas quando me vires falando do que sei… ah, é como se eu fosse outro porque cada poro, pelo, cada mínima extensão da pele é experimento vivo, repleto… e encantadoramente me desconheço… transbordo e sou outro. isto é sublime.

chô, chuá…

[sáb] 18 de outubro de 2014

chô, chuá

*

nada do que eu possa dizer agora deve permanecer… tudo é assombro, desgosto e melancolia. que fiquemos com as profundas palavras de caetano e gil no disco Tropicália 2.

**

HAITI // Compositor: Caetano Veloso e Gilberto Gil // Quando você for convidado pra subir no adro / Da fundação casa de Jorge Amado / Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos / Dando porrada na nuca de malandros pretos / De ladrões mulatos e outros quase brancos / Tratados como pretos / Só pra mostrar aos outros quase pretos / (E são quase todos pretos) / Como é que pretos, pobres e mulatos / E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados / E não importa se os olhos do mundo inteiro / Possam estar por um momento voltados para o largo / Onde os escravos eram castigados / E hoje um batuque, um batuque / Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária / Em dia de parada / E a grandeza épica de um povo em formação / Nos atrai, nos deslumbra e estimula / Não importa nada: / Nem o traço do sobrado / Nem a lente do fantástico, / Nem o disco de Paul Simon / Ninguém, ninguém é cidadão / Se você for ver a festa do pelô, e se você não for / Pense no Haiti, reze pelo… / O Haiti é aqui / O Haiti não é aqui / E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado / Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer / Plano de educação que pareça fácil / Que pareça fácil e rápido / E vá representar uma ameaça de democratização / Do ensino de primeiro grau / E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital / E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto / E nenhum no marginal / E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual / Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco / Brilhante de lixo do Leblon / E ao ouvir o silêncio sorridente de São Paulo / Diante da chacina / 111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos / Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres / E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos / E quando você for dar uma volta no Caribe / E quando for trepar sem camisinha / E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba / Pense no Haiti, reze pelo / O Haiti é aqui / O Haiti não é aqui .//

CINEMA NOVO // Compositor: Caetano Veloso e Gilberto Gil // O filme quis dizer  / “Eu sou o samba” / A voz do morro rasgou a tela do cinema / E começaram a se configurar / Visões das coisas grandes e pequenas / Que nos formaram e estão a nos formar / Todas e muitas: Deus e o diabo, vidas secas, os fuzis / Os cafajestes, o padre e a moça, a grande feira, o desafio / Outras conversas, outras conversas sobre os jeitos do Brasil / Outras conversas sobre os jeitos do Brasil / A bossa nova passou na prova / Nos salvou na dimensão da eternidade / Porém aqui embaixo “A vida mera metade de nada” / Nem morria nem enfrentava o problema / Pedia soluções e explicações / E foi por isso que as imagens do país desse cinema / Entraram nas palavras das canções / Entraram nas palavras das canções / Primeiro foram aquelas que explicavam / E a música parava pra pensar / Mas era tão bonito que parece / Que a gente nem queria reclamar / Depois foram as imagens que assombravam / E outras palavras já queriam se cantar / De ordem e desordem de loucura / De alma a meia-noite e de indústria / E a Terra entrou em transe / E no sertão de Ipanema / Em transe é, no mar de monte santo / E a luz do nosso canto e as vozes do poema / Necessitaram transformar-se tanto / Que o samba quis dizer / O samba quis dizer: eu sou cinema / O samba quis dizer: eu sou cinema / Aí o anjo nasceu, veio o bandido meter o rango / Hitler terceiro mundo, sem essa aranha, fome de amor / E o filme disse: Eu quero ser poema / Ou mais: Quero ser filme e filme-filme / Acossado no limite da garganta do diabo / Voltar a Atlântida e ultrapassar o eclipse / Matar o ovo e ver a vera cruz / E o samba agora diz: Eu sou a luz / Da lira do delírio, da alforria de Xica / De toda a nudez de índia / De flor de macabéia, de asa branca / Meu nome é Stelinha é Inocência / Meu nome é Orson Antonio Vieira conselheiro de pixote / Superoutro / Quero ser velho de novo eterno, quero ser novo de novo / Quero ser Ganga bruta e clara gema / Eu sou o samba / viva o cinema. //

NOSSA GENTE (AVISA LÁ) // Compositor: Roque Carvalho // Avisa lá que eu vou chegar mais tarde, o yê / Vou me juntar ao Olodum que é da alegria / É denominado de vulcão / O estampido ecoou nos quatro cantos do mundo / Em menos de um minuto, em segundos / Nossa gente é quem bem diz é quem mais dança / Os gringos se afinavam na folia / Os deuses igualando todo o encanto toda a transa / Os rataplans dos tambores gratificam / Quem fica não pensa em voltar / Afeição a primeira vista / O beijo-batom que não vai mais soltar / A expressão do rosto identifica / Avisa lá, avisa lá, avisa lá ô ô / Avisa lá que eu vou / Avisa lá, avisa lá, avisa lá ô ô / Avisa lá que eu vou / Avisa lá que eu vou chegar mais tarde, o yê / Vou me juntar ao Olodum que é da alegria / É denominado de vulcão / O estampido ecoou nos quatro cantos do mundo / Em menos de um minuto, em segundos / Nossa gente é quem bem diz é quem mais dança / Os gringos se afinavam na folia / Os deuses igualando todo o encanto toda a transa / Os rataplans dos tambores gratificam / Quem fica não pensa em voltar / Afeição a primeira vista / O beijo-batom que não vai mais soltar / A expressão do rosto identifica / Avisa lá, avisa lá, avisa lá ô ô / Avisa lá que eu vou / Avisa lá, avisa lá, avisa lá ô ô //

RAP POP CONCRETO  // Compositor: Caetano Veloso // Quem? //

WAIT UNTIL TOMORROW // Compositor: Jimi Hendrix // Well, I’m standing here, freezing, inside your golden garden / Uh got my ladder, leaned up against your wall / Tonight’s the night we planned to run away together / Come on Dolly Mae, there’s no time to stall / But now you’re telling me… / I think we better wait till tomorrow / Hey, yeah, hey / (I think we better wait till tomorrow) / Girl, what ‘chu talkin’ ‘bout ? / (I think we better wait till tomorrow) / Yeah, yeah, yeah / Got to make sure it’s right, so until tomorrow, goodnight. / Oh, what a drag. /  Oh, Dolly Mae, how can you hang me up this way ? / Oh, on the phone you said you wanted to run off with me today / Now I’m standing here like some turned down serenading fool / Hearing strange words stutter from the mixed mind of you / And you keep tellin’ me that ah… /  I think we better wait till tomorrow / What are you talkin’ ‘bout ? / (I think we better wait till tomorrow) / No, can’t wait that long / (I think we better wait till tomorrow) / Oh, no / Got to make sure it’s right, until tomorrow, goodnight, oh. / Let’s see if I can talk to this girl a little bit here… /  Ow ! Dolly Mae, girl, you must be insane / So unsure of yourself leaning from your unsure window pane / Do I see a silhouette of somebody pointing something from a tree ? / Click bang, oh what a hang, your daddy just shot poor me / And I hear you say, as I fade away… / We don’t have to wait till tomorrow / Hey ! / We don’t have to wait till tomorrow / What you say ? / (We don’t have to wait till tomorrow) / It must have been right, so forever, goodnight, listen at ‘cha. / (We don’t have to wait till tomorrow) / Ah ! Do I have to wait ? Don’t have to wait / (We don’t have to wait till tomorrow) / It’s a drag on my part / (We don’t have to wait till tomorrow) Don’t have to wait, uh, hmm ! Ah, no ! / (We don’t have to wait till tomorrow) / Don’t have to wait, don’t have to wait, yeah ! / (We don’t have to wait till tomorrow) / Don’t have to wait, don’t have to wait / (We don’t have to wait till tomorrow) / Oh, oh / I won’t be around tomorrow, yeah ! / (We don’t have to wait till tomorrow) / Don’t have to wait / (We don’t have to wait till tomorrow) / Goodbye, bye bye ! / (We don’t have to wait till tomorrow) / Oh, what a mix up / Oh, you gotta be crazy, hey, ow! / Don’t have to wait till tomorrow //

TRADIÇÃO // Compositor: Gilberto Gil // Conheci uma garota que era do Barbalho / Uma garota do barulho / Namorava um rapaz que era muito inteligente / Um rapaz muito diferente / Inteligente no jeito de pongar no bonde / E diferente pelo tipo / De camisa aberta e certa calça americana / Arranjada de contrabando / E sair do banco e, desbancando, despongar do bonde / Sempre rindo e sempre cantando / Sempre lindo e sempre, sempre, sempre, sempre, sempre / Sempre rindo e sempre cantando / Conheci essa garota que era do Barbalho / Essa garota do barulho / No tempo que Lessa era goleiro do Bahia / Um goleiro, uma garantia / No tempo que a turma ia procurar porrada / Na base da vã valentia / No tempo que preto não entrava no Bahiano / Nem pela porta da cozinha / Conheci essa garota que era do Barbalho / No lotação de Liberdade / Que passava pelo ponto dos Quinze Mistérios / Indo do bairro pra cidade / Pra cidade, quer dizer, pro Largo do Terreiro / Pra onde todo mundo ia / Todo dia, todo dia, todo santo dia / Eu, minha irmã e minha tia / No tempo quem governava era Antonio Balbino / No tempo que eu era menino / Menino que eu era e veja que eu já reparava / Numa garota do Barbalho / Reparava tanto que acabei já reparando / No rapaz que ela namorava / Reparei que o rapaz era muito inteligente / Um rapaz muito diferente / Inteligente no jeito de pongar no bonde / E diferente pelo tipo / De camisa aberta e certa calça americana / Arranjada de contrabando / E sair do banco e, desbancando, despongar do bonde / Sempre rindo e sempre cantando / Sempre lindo e sempre, sempre, sempre, sempre, sempre / Sempre rindo e sempre cantando //

AS COISAS // Compositores: Arnaldo Antunes e Gilberto Gil //  As coisas têm peso  / Massa, volume, tamanho / Tempo, forma, cor / Posição, textura, duração / Densidade, cheiro, valor / Consistência, profundidade / Contorno, temperatura / Função, aparência, preço / Destino, idade, sentido / As coisas não têm paz / As coisas não têm paz / As coisas não têm paz / As coisas não têm paz / As coisas têm peso / Massa, volume, tamanho / Tempo, forma, cor / Posição, textura, duração / Densidade, cheiro, valor / Consistência, profundidade / Contorno, temperatura / Função, aparência, preço / Destino, idade, sentido / As coisas não têm paz / As coisas não têm paz / As coisas não têm paz / As coisas não têm paz /

ABOIO // Compositor: Caetano Veloso // Urba imensa / Pensa o que é e será e foi / Pensa no boi / Enigmática máscara boi / Tem piedade / Megacidade / Conta teus meninos / Canta com teus sinos / A felicidade intensa / Que se perde e encontra em ti / Luz dilui-se e adensa-se / Pensa-te //

DADA // Compositor: Caetano Veloso e Gilberto Gil // A Deus / Deus a / A…fro…di…te /De ti / Ti ve / Vi da / Da da / A Deus / A Deus / A Deus / Deus a / A…fro…di…te / De ti / Ti ve / Vi da / Da da / A Deus / A Deus / A Deus / Deus a / A…..fro…..di…..te /De ti / Ti ve / Vida / Da da / A Deus /

CADA MACACO NO SEU GALHO (CHÔ, CHUÁ)  // Compositor: Riachão (Clementino Rodrigues) // Cada macaco no seu galho / Chô, Chuá / Eu não me canso de falar / Chô, Chuá / O meu galho é na Bahia / Chô, Chuá / O seu é em outro lugar / Chô, Chuá / Cada macaco no seu galho / Chô, Chuá / Eu não me canso de falar / Chô, Chuá / O meu galho é na Bahia /Chô, Chuá / O seu é em outro lugar / Não se aborreça moço da cabeça grande / Você vem não sei de onde / Fica aqui não vai pra lá / Esse negócio da mãe preta ser leiteira / Já encheu sua mamadeira / Vá mamar noutro lugar / Chô, Chua / Cada macaco no seu galho / Chô, Chuá / Eu não me canso de falar / Chô, Chuá / O meu galho é na Bahia / Chô, Chua / O seu é em outro lugar / Não se aborreça moço da cabeça grande / Você vem não sei de onde / Fica aqui não vai pra lá / Esse negócio da mãe preta ser leiteira / Já encheu sua mamadeira / Vá mamar noutro lugar / Chô, Chua / Cada macaco no seu galho / Chô, Chuá /Eu não me canso de falar / Chô, Chuá / O meu galho é na Bahia / Chô, Chua / O seu é em outro lugar / Chô, Chuá /Cada macaco no seu galho / Chô, Chuá / Eu não me canso de falar / Chô, Chua / O meu galho é na Bahia / Chô, Chuá /

BAIÃO ATEMPORAL // Compositor: Gilberto Gil // No último pau de arara de ira…rá / Um da família Santana viajará / No último pau de arara de ira…rá / Um da família Santana viajará / Levará uma semana até chegar / Junto com mais dois ou três outros cabras que / Estarão lá / No último pau de arara de ira…rá / Se essa viagem comprida fosse um cordel / Seria boa saída acabar no céu / Se essa viagem comprida fosse um cordel / Seria boa saída acabar no céu / Só que este conto que eu canto é pra lá de zen / Não tem sentido, não serve pra nada e é /Pra ninguém / Pra ninguém botar defeito e não ter porém / Basta pensar que irará poderá não ser / Que os paus de arara de lá já não tem porque / Basta pensar que irará poderá não ser / Que os paus de arara de lá já não tem porque / Porque os tempos passaram e passarão / Tudo que começa acaba e outros cabras seguirão / Cruzando o atemporal do tão do baião //

DESDE QUE O SAMBA É SAMBA // Compositor: Caetano Veloso // A tristeza é senhora,  / Desde que o samba é samba é assim  / A lágrima clara sobre a pele escura,  / a noite e a chuva que cai lá fora  / Solidão apavora,  / tudo demorando em ser tão ruim  / Mas alguma coisa acontece,  / no quando agora em mim  / Cantando eu mando a tristeza embora  / (Repete tudo acima)  / O samba ainda vai nascer,  / O samba ainda não chegou  / O samba não vai morrer,  / veja o dia ainda não raiou  / O samba é o pai do prazer,  / o samba é o filho da dor  / O grande poder transformador.

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vertigens incidentais: #1 beba coca, cloaca. #2 um bate papo com o luis antônio… preciso disso, conversar com gente bacana; e deixar a casa mais arrumada… meu barraco é uma bagunça. #3 pesquisar mais sobre o novo cinema pernambucano. #4 floripa teatro – 21º festival isnard azevedo

ps: #1 se amanhã fizer um dia bonito vou mexer na terra. #2 e das leituras e conversas de hoje: Abayomis, a boneca negra; Für Elise, de Beethoven; e “macacos me mordam, batman…“, porque há muito fascismo ali do lado… #AécioNever

pé que não anda não dá topada

[seg] 18 de agosto de 2014

4:28. pé que não anda não dá topada. salve caymmi.

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5:05 Ianques, Sunitas, Xiitas, Curdos, IazidisIsis... Exôdos… O sangue é preto.

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23:55 e o dia foi tão atípico. cansei. mas ficou aquele gostinho de gratidão, pelas gentilezas, pelo esforço, pelo passo concreto dado. agora foco…

dordalma

[ter] 18 de fevereiro de 2014

teu atropelo
e ela agoniza.
um suspiro e
a morte é um vazio.

teu olhar mergulha
e nunca encontra mais 
os olhos bem abertos dela são um vazio profundo.

tua estupidez mutila os teus…
tua lágrima não derramada é tua marca…
tua casca grossa encobre isto que vazas por dentro
gélido e cálido – morte e matador.

ela é um corpo vazio.
tu, dordalma.

descanse em paz

[ter] 18 de fevereiro de 2014

relatos do cotidiano:

e mais um dia termina/começa. fiz lista… preparei aula… sai mais cedo (16:45), esperei ônibus (sambaqui), cheguei ao terminal, esperei mais ônibus (qualquer canas sentido tican)… cheguei ao segundo terminal… e esperei mais ônibus (rio vermelho). constatação 1ª: passei quase mais tempo esperando (50 minutos) do que propriamente dentro deles (50 minutos) somados; constatação 2ª: se eu sair meia hora depois (17:15), e tudo correr bem, consigo pegar o mesmo rio vermelho (17h45)… e ai é torcer para que não haja engarrafamento entre tican e  ingleses – fator que motivou-me a sair mais cedo hoje. Fato este que não resultou em nada além de espera.. e pelo tanto que esperei… Se houvesse engarrafamento… Tudo estaria perdido, independente se eu tivesse saído as quatro e quarenta ou cinco e dez. preciso viabilizar a bike.

e as aulas… não gostei. mas as turmas… gostei. ou eu estava muito enferrujado… mas para aquela história de primeiro dia… não é um nervosismo paralisante, porque eu gosto de estar em sala – a sala é uma vertigem, um barato… poder mediar e dialogar assuntos que me interessam muito me anima e excita -, mas é um nervosismo ansioso por ser tudo novo… amanhã  ou semana que vem tudo já estará, como naquelas estradas de chão, onde a poeira depois de um tempo assenta. o primeiro passo é o mais difícil. enfim… adrenalina mil… e só faltam agora 199 dias letivos e a concretização de vários planos, desejos e projetos. vamos que vamos… 2014.

e para fechar a noite… ainda dolorido pela noite de ontem e pelo dia de hoje… uma lágrima e acompanho o último suspiro da velha labradora nikita (2000-17.02.2014), a querida ‘queijo gouda’ – trocadilho que  gostava de usar ao chamá-la quando ela estava jovem e forte, quase gorda, e pelo tom da pelagem, creme. a velhinha, já andava meio surda, não caminhava direito, vivia caindo sozinha, já sinalizava que o fim da estrada estava próximo… e foi hoje, abreviado, acidentalmente, pela aceleração desenfreada de meu irmão, seu ‘dono’, que entrou como sempre, dirigindo perigosamente, e passou sobre ela esmagando seu peito e patas – ela agonizou e faleceu em poucos minutos. ele já havia pago, uns anos atrás, uma fortuna para reconstruir parte da boca dela, fruto de um outro acidente entre os dois… que desta morte, além da dor, ele aprenda a ter paciência nessa vida.

a morte é um vazio. a estupidez é uma mutilação.

 

dez dias

[qua] 18 de dezembro de 2013

«Reed percebeu que o mundo estava se transformando e engajou-se, não no compromisso com um ideal ou com um sonho, mas no compromisso com as classes que se empenhavam em mudar o mundo e em provar que, não obstante serem enormes as dificuldades, aquela era uma tarefa que podia ser realizada.

Hoje [1967], em que a cultura americana mergulha nas sombras de um gélido desespero e se vê ameaçada de apodrecer pela corrupção e pelo colapso dos valores morais, a experiência de Reed serve para dar aos conceitos de alienação e engajamento seu verdadeiro significado histórico e contemporâneo.
Marx encarou a alienação como manifestação específica da situação real e do prisma mental dos operários sob o regime do capitalismo; neste, o esforço do operário resulta, todo, em proveito particular do capitalista, não tendo aquele nenhum interesse humano ou criativo no produto que faz. O mesmo é válido dizer das classes dos profissionais liberais e dos intelectuais.
Mas, no discurso moderno, o conceito de alienação foi separado da conotação de classe que possuía, e tornou-se a descrição ambígua de um descontentamento sem vinculações com essa ou aquela classe, e, portanto, incurável. Ora, por curioso paradoxo, tal ponto de vista que assim se desinteressa das implicações de classe vem a ser exatamente a expressão de uma consciência de classe das mais agudas: o homem de classe média, e especialmente o intelectual, frustando porque não consegue se livrar da dependência em que se encontra dos patrões da sociedade, com sentimento de culpa por não poder mudar um mundo que não foi feito por ele, evolui da autocontemplação para o auto-desprezo. Reduziu o seu mundo a proporções não maiores que as de um espelho… »

(pp. 18-19, excerto da introdução feita por John Howard Lawson para o livro Dez dias que abalaram o mundo, de John Reed.
Edição Record, ano de 1967. Tradução de Carlos Sussekind)

revolução

papel paraná

[sex] 18 de outubro de 2013

ando numa de ficar mirando a ponta do dedo mindinho do pé e a cabeça gira… vejo nada, tudo me é um saco, ou para ser mais preciso… tudo é impreciso, vago, sem sabor, monótono… mais do mesmo, o mesmo dedo, a mesma dor, o mesmo distraído, a mesma dolor… tão minha, tão minima.

é preciso mudar de ideias
é preciso mudar as mudas/ideias
é preciso mudar
preciso mudar

porque esse negócio de ficar cavando buraco no chão é meio sem pé nem cabeça, mas como fazer outra coisa se tudo ao redor parece enorme demais, chato demais, monstruoso demais, entediante demais, cruel demais, estúpido demais, doloroso demais… e mais a mais, creio eu que é tudo questão de fase, como diz aquela canção… “And I don’t know where I’m going, I guess it’s just a phase”.

a embriaguez do futuro-passado

[dom] 18 de agosto de 2013

Impressões de um dia de ressaca. referências. Haviam outras, mas se perderam no dia baleado. O livro não anda. O vômito era violáceo e espesso. As garrafas de vinho vazias, os amigos-velhos, as risadas… coisas tão raras. 99% dos convites eu digo não, talvez… Mas as vezes, vamos lá. Reencontros são assim: 50% sessão revival, 50% sessão novidades, e vai girando de grupinho em grupinho no mesmo movimento. Eu mudei, e foi bárbaro o que vivi entre 2005-2010. Mas eu mudei. Agora ando mudo.

citações:

“A pele endureceu e fendeu-se, gretada como couro velho, mas o sorriso da boca e dos olhos guardou sua luz. Apesar dos desmentidos do álbum de fotografias, sua jovem figura se curva ante seu rosto de hoje: meu olhar não lhe reconheceu idade. Uma longa vida com risos, lágrimas, cóleras, abraços, confissões, silêncios, impulsos, e parece, às vezes, que o tempo não passou. O futuro se esconde, ainda até o infinito.” {p. 10}
TRECHO DA OBRA A MULHER DESILUDIDA DE SIMONE BEAUVOIR.

{01:16:15,943 –> 01:17:02,208}
– Não é o único motivo de estar aqui.
– Eu quero lembrar.
– Por quê?
– Para poder ser eu mesmo. Ser quem eu era.
– A busca de todo homem é descobrir quem ele de fato é, mas a resposta está no presente, não no passado. Isso vale para todos nós.
– Mas o passado diz quem nos tornamos.
– O passado é uma construção da mente. Nos cega e nos engana a acreditar nele. Mas o coração quer viver no presente. Procure nele. Encontrará sua resposta.
TRECHO FILME TOTAL RECALL

“porque unindo pedaços de palavras
aos poucos vai unindo argila e orvalho,
tristeza e pão, cambão e beija-flor,
e acaba por unir a própria vida
no seu peito partida e repartida
quando afinal descobre num clarão
que o mundo é seu também, que o seu trabalho
não é a pena que paga por ser homem,
mas o modo de amar – e de ajudar
o mundo a ser melhor. ”
TRECHO DO POEMA CANÇÃO PARA OS FONEMAS DA ALEGRIA DE THIAGO DE MELLO

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CANÇÃO PARA OS FONEMAS DA ALEGRIA DE THIAGO DE MELLO

De Thiago de Mello a Paulo Freire
Peço licença para algumas coisas.
Primeiramente para desfraldar
este canto de amor publicamente.

Sucede que só sei dizer amor
quando reparto o ramo azul de estrelas
que em meu peito floresce de menino.

Peço licença para soletrar,
no alfabeto do sol pernambucano
a palavra ti-jo-lo, por exemplo,
e poder ver que dentro dela vivem
paredes, aconchegos e janelas,
e descobrir que todos os fonemas
são mágicos sinais que vão se abrindo
constelação de girassóis girando
em círculos de amor que de repente
estalam como flor no chão da casa.

Às vezes nem há casa: é só o chão.
Mas sobre o chão quem reina agora é um homem
diferente, que acaba de nascer:

porque unindo pedaços de palavras
aos poucos vai unindo argila e orvalho,
tristeza e pão, cambão e beija-flor,
e acaba por unir a própria vida
no seu peito partida e repartida
quando afinal descobre num clarão
que o mundo é seu também, que o seu trabalho
não é a pena que paga por ser homem,
mas o modo de amar – e de ajudar
o mundo a ser melhor.
Peço licença
para avisar que, ao gosto de Jesus,
este homem renascido é um homem novo:

ele atravessa os campos espalhando
a boa-nova, e chama os companheiros
a pelejar no limpo, fronte a fronte
contra o bicho de quatrocentos anos,
mas cujo fel espesso não resiste
a quarenta horas de total ternura.

Peço licença para terminar
soletrando a canção de rebeldia
que existe nos fonemas da alegria:

canção de amor geral que eu vi crescer
nos olhos do homem que aprendeu a ler.

MELLO, Thiago de. Faz escuro mas eu canto: porque a manhã vai chegar. 23. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009. p. 35-36

isto não é correto

[qui] 18 de julho de 2013

mais uma madrugada virada fechando corrigindo atividades e fechando nota.

e a firme convicção que preciso modificar esta prática… de deixar tudo pra véspera. Pois isto vira um ciclo vicioso… já que fico cansado e na sexta a primeira atividade é não mexer em nada, e assim vai o sábado e quando vejo foi o domingo e já é segunda começo da tarde quando preciso acessar os papéis da semana passada para pensar a aula da noite, e assim na terça pelo final da tarde com as da terça à noite, com as de quarta-feira é idêntico. e quinta-feira que tudo começa cedo e a carga horária é maior e o número de aulas concentra metade da carga horária total. é passar madrugada acordado mexendo… e isto não é correto.

minha casa ‘tá uma bagunça, minha cabeça ‘tá um bagunça… e agora preciso voltar para os papéis.

[qui] 18 de abril de 2013

“Eu tô te explicando pra te confundir, 
Eu tô te confundindo pra te esclarecer”

maratona de trinta e oito horas acordado. as aulas foram um barato. e eu me diverti. quase tudo certinho neste final de bimestre e sexta vou dormir bastante. livre, leve e solto.

podes crer

[seg] 18 de março de 2013

“o que é, meu irmão
eu sei o que te agrada
e o que te dói, e o que te dói
é preciso estar tranqüilo
pra se olhar dentro do espelho
refletir”
o que é?

Segunda, 18.

apaguei o texto. quinta-feira foi um dia difícil emocionalmente… sexta, sábado, domingo e hoje sinto-me numa ressaca emocional, ainda sem clareza de como tocar o barco. mas a conclusão parcial é que há um elemento repressivo muito forte internamente que sem perceber nestes começos de anos letivos com toda a ansiedade e cobrança interna e externa eu sou engolido por isto, por esta repressão a mim mesmo e aos outros. não quero isto… e a pegunta é…. Qual é a realidade deles? Quem são eles? O que eles fazem? O que eles gostam? O que dói… O que faz sentido… E o que podemos cambiar.

uma reflexão, um jornal, um coletivo, um movimento, uma vida…

eu tocaria…

[ter] 18 de dezembro de 2012

Para registrar que:

Joguei o armário pela janela. Zerei a cabeça. Cortei a barba. Fui sozinho ao teatro. O botão da calça saltou. Engordei 20 quilos. O professor tem emprego para 2013. Quase de férias estou (estou?). Dormi uma semana na sala (porque o quarto virou depósito). E não sei o que te dizer (o que te dizer?!)… Tenho conselho de classe em sete horas e muitas coisas para rever.  E é como se fosse necessário me desfazer de algumas coisas (limpar os armários, a casa, o pelo) antes… Numa mania dos planos milimetricamente calculados balizando cada gesto, cada passo, cada momento. E aquele cara (opoetaproletaerevolucionarioamadoamanteamadorquesonhavaacordadoerealizava) ainda vai mais um tempo em modo de espera, enquanto sigo no piloto automático… rumo ao destino ignorado – ou até a cordilheira alcançar este monoplano.

da peça. dearaquecia. M – Você me abraçaria? H – Eu tocaria a tua mão. M – Eu ficaria nua. H – Eu tocaria a tua mão.

Fim do registro.

Das coisas avulsas: Recado aos Amigos Distantes

Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.

Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.

Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.

Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.

Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.

Cecília Meireles, in ‘Poemas (1951)’

subi na árvore

[dom] 18 de novembro de 2012

resumo:

erva-mate e brasil no sofá da manhã;

garapuvus e jabuticabas no passeio da tarde;

pitanga (é pitanga?) no meu portão, na noite;

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e pensando na segunda-feira me dá aquela vontade danada de dizer: quero férias [e terminar tudo isto… para começar tudo novamente: novos projetos, novas pesquisas, novos saltos]. esse ano foi exaustivo por um lado, mas mágico por outro. aprendi a cuidar um pouco…

trishula e outras ideias

[sex] 18 de maio de 2012

coleção da tarde:

Enquanto no mundo real eu vacilo alimentando com minha media mediocridade todas as formas de corrupção…. Pablo no! Que sua voz ecoe muito nesta minha cuca tão nova e já… Tão contaminada pelo que é velho e caduco neste mundo: O medo da luta/Essas correntes que prendem nossos corações, peitos, mentes, olhos, punhos… nossa vida!
Pablo Hasél,,, No soy otro mediocre

O tridente que aparece nas ilustrações de Shiva é o trishula. É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. Suas três pontas representam as três qualidades dos fenômenos: tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio). wikipédia

http://www.youtube.com/watch?v=RkxCFjzWtuk

vai ser…

[sex] 18 de março de 2011
cedo, e o corpo pede descanso. tarde, o corpo pede rua.
Ilex Paraguariensis
Chão de Estrelas

pequenos burgueses…

[ter] 18 de janeiro de 2011

e voltei hoje. balzac já terminou, gorki vai pela metade. zeca canta cá, e algumas palavras fazem sentido posto que sinto… e desenho nas paredes sonhos, angústias e delírios… só a cachaça me consola.

e agora, izabel perâmbula pela casa, envolta nas invenções dos infantes. e rigoberta, essa gata velha, vem exigir sua ração diária. e desde ontem o trabalho alienado devora menos dias na semana… mas entrar ai já é uma longa história e agora vou desenhar cores na casa e etc.

e quem sabe um dia eu mostre pra ti tudo isto que transborda de mim.

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