Archive for the '17' Category

protocolos, máscaras e papéis

[ter] 17 de outubro de 2017

trilha de fundo: sinfonias #1, #2 e #3 de beethoven.

notas feitas: do seriado de sábado/domingo/ontem (mindhunter), a seguinte passagem…

«goffman viu a conexão entre os tipos de atos ou máscaras que as pessoas usam em suas vidas ou em apresentações teatrais. na interação social ou teatral há uma área no palco onde indivíduos ou atores, conforme o caso, aparecem perante a plateia. mas tem de existir os bastidores, um lugar escondido, onde os indivíduos podem ser eles mesmos.»

e para reavivar as leituras de e. goffman… entre as várias buscas, essa nota é muito interessante, vale a leitura> «as muitas faces de uma máscara: erving goffman» de leonardo m. alves

notas da manhã: professor online em dia até que enfim (ops quase… faltam 201/202 e 203). e zerando os rascunhos neste blogue (publicando o que der e o que não der… vai para o lixo. agora, contando com este, são 1.680 entradas, desde 1999).

notas da tarde… organizar as aulas dessa semana. e a dificuldade em manter o foco. pequenos movimentos de ansiedade. não passeei com dora desde quinta-feira. não vi minha filha desde sábado.

***

‘‘Uma pessoa não pode ser humana sozinha e, aparentemente, não pode apegar-se a qualquer identidade sem o amparo da sociedade.’’ A perspectiva Sociológica – A Sociedade no Homem; BERGER, Peter.(1976,p.108)

tetração

[dom] 17 de setembro de 2017
e no fim… não era nada disso, essas coisas abaixo, mas as escrevi e são algumas linhas. e ao cabo de escrevê-las, se me sinto melhor? não. há um aperto no peito. um desconforto.

nada claro. há um desconforto, mas não sei exatamente como ordená-lo.

#1 estresse com a mãe de minha filha. quarta-feira tem audiência de conciliação. alguns anos atrás entrei com um pedido de inclusão de paternidade. e a figura, toda enrolada, está pensando em não ir na audiência. eu fico pensando… que porra de karma é esse. minha filha é uma das coisas mais importantes que ocorreram na minha vida, a presença dela, me fez sofrer muito, reorganizar planos, reestruturar uma vida, mas me fez crescer muito. sou um cara melhor, sendo pai. mas a mãe dela… é um peso.

#2 fiz um empréstimo… atrelado ao desconto em folha, mas para um salário de 40 horas. não é garantido que eu tenha 40 horas ano que vem. no sábado acordei estressado, tive um pesadelo. que puta sufoco… pelo próximo 5 anos sou obrigado a trabalhar 40 horas. e segurança é tudo que não tenho sendo funcionário público.

#3 na semana passada um maluco na minha aula resolver fechar uma baseado em sala. tive que tirar ele de sala… na sexta-feira, ouvi coisas que não gostei, fiquei mordido. preciso mentalizar coisas positivas para não perder o controle. não sou pago para certas coisas…

#4 bimestre acabando e preciso fechar as notas e digitar tudo no professor online… venho adiando tudo faz quase um mês. não dá para enrolar. tenho que resolver tudo hoje. mas a vontade que tenho é sumir.

#5 minha gata velha, a princesa, que vivia conosco desde 2006, sumiu faz 4 dias. tomara que nada tenha acontecido com ela, mas com a quantidade de cães pela rua, e pelo estado avançado dela… e pela demora em retornar… ela ia longe, mas sempre voltava toda noite. tenho medo que coisas ruins tenham acontecido com ela.

#6 vou começar a reforma na casa… finalizar a casa… certa ansiedade.

#7 meu dente tem me incomodado por estes dias.

#8 minha barriga está enorme. me pesei quinta-feira passada e estava com 108,800 kg. preciso perder 18 quilos.

#9 minha unha ainda está encravada. preciso marcar podólogo.

#10 preciso marcar médico, dentista… perdi o prazo do concurso. andei com uma vontade danada de chorar. apenas comi. e ai… tudo para dar certo e eu perdido em mim mesmo.

ps.: hoje izabel faz 13 anos. há 7 anos temos convido diariamente – é bonito ver nela alguns detalhes meus, é bonito tê-la como amiga. e já não me incomoda ver nela detalhes da mãe dela – mas se eu pudesse não precisar entrar em contato com a mãe dela, seria bem mais saudável para todo mundo. nessa próxima semana saberemos quanto tempo demorará para eu poder formalmente e legalmente chamá-la de filha.

ps2: «Em matemática, Tetração (também conhecida como hiper-4) é uma exponencial iterada»

ps3.: preciso ouvir mais músicas. preciso ver os filmes:

Uma Mulher Fantástica. Direção: Sebastián Lelio
Seven Up! Direção: Michael Apted, Paul Almond

primeiro dia de dora

[qui] 17 de agosto de 2017

não é a dora aventureira…  mas ela gosta de explorar. e como ela é grande, fiquei impressionado, mas seus olhos… ela percorre os poucos metros quadrados de minha casinha sentindo os odores. e os gatos se exilaram na parte superior… ela quase latiu pra eles. não houve sintonia… todos estranhos.

mas exceto os gatos… nos demos bem com dora

a dama de cílios da cor do corvo e olhos de luto dos sonetos de shakespeare

[ter] 17 de janeiro de 2017

 

fragmentos e citações do dia

nota #1. ele não olhou pra ela. não há como saber se os olhos dela procuraram os deles. se percorreram suas pernas, sua boca, sua testa, seu queixo, sua pele ressecada. ele não olhou pra ela. seus olhos estavam fixos em cada letra, em cada fonema, em cada verbo daquele livro que o transportava para luanda. mas nesta viagem, ora em luanda, ora ali, no meio do nada, imaginando quem seria ela… ele via o céu negro de africa, ele olhava com os olhos de ludo. ele sentia a substância do medo. e o sol o lembrou, abruptamente quase cegou-o ao refletir intensamente nas páginas brancas. ele pôs as mãos aos olhos, fechou o livro. ela estava ali, ao seu lado.

feita no busão, quando voltava para casa.

 

***

«the dark woman of raven brows and mournful eyes of Shakespeare’s Sonnets.» The Perfect Mate. By René Echevarria and Gary Perconte. Perf. Patrick Stewart, Jonathan Frakes, LeVar Burton, Michael Dorn, Gates McFadden, Brent Spiner, and Famke Janssen. Dir. Cliff Bole. Star Trek: The Next Generation. Season 5, episode 21. Syndicated television. 27 April 1992. DVD. Paramount, 2002.

 

sonnet cxxvii

in the old age black was not counted fair,
or if it were, it bore not beauty’s name;
but now is black beauty’s successive heir,
and beauty slandered with a bastard shame:

for since each hand hath put on Nature’s power,
fairing the foul with art’s false borrowed face,
sweet beauty hath no name, no holy bower,
but is profaned, if not lives in disgrace.

therefore my mistress’ eyes are raven black,
her eyes so suited, and they mourners seem
at such who, not born fair, no beauty lack,

sland’ring creation with a false esteem:
yet so they mourn becoming of their woe,
that every tongue says beauty should look so.

willian shakespeare

soneto 127

o tempo antigo a negro cor não preza
ou, quando o faz, de bela não a chama;
mas hoje é sucessora da beleza
a cor que de bastarda tinha fama.

da natureza usando-se o atributo
tanto o feio alindou-se com disfarce
que o belo já não tem nome, ou reduto,
mas vive na desgraça, a profanar-se.

dizem que olhos de luto a minha amada
sob uns cílios da cor do corvo tem
as famas que de belo não tem nada

e esta falta compensam com desdém.
mas tal luto só faz por convencer
que o belo assim é que devia ser.

50 sonetos: ed. especial. Tradução Ivo Barroso

***

Pete Seeger ///  Down by the Riverside /// I’m gonna lay down my sword and shield / Down by the riverside / Down by the riverside / Down by the riverside / I’m gonna lay down my sword and shield / Down by the riverside / Study war no more /  I ain’t gonna study war no more / Ain’t gonna study war no more / Ain’t gonna study war no more / I ain’t gonna study war no more / Ain’t gonna study war no more / Ain’t gonna study war no more

Louis Armstrong /// When The Saints Go Marching In ///  Oh, when the Saints go marching in, / Oh, when the Saints go marching in, / Oh, Lord I want to be in that number / When the Saints go marching in. / Oh, when the sun refuse to shine, / Oh, when the sun refuse to shine, / Oh Lord I want to be in that number / When the sun refuse to shine. / Oh, when they crown Him Lord of all, / Oh, when they crown Him Lord of all, / Oh Lord I want to be in that number / When they crown Him Lord of shine. / Oh when they gather round the throne, / Oh when they gather round the throne, / Oh Lord I want to be in that number / When they gather round the throne. // Compositor: Katherine E. Purvis / James M. Black

 

a viagem do elefante pelo rio chamado tempo até a casa chamada terra no atlas de nuvens

[sáb] 17 de setembro de 2016
04h03 num ato impulsivo… ATLAS DE NUVENS (por apareceu na minha linha do tempoo… e eu esperava há um tempo já pelo lançamento porque quero muito ler este livro.  e eu até achei interessante o filme; IDEOLOGIA E CONTRAIDEOLOGIA (porque ando as voltas com o tema e com o autor, alfredo bosi); A VIAGEM DO ELEFANTE (e porque é preciso um de literatura… e não li todos os saramagos… que é um autor que me mobiliza) e UM RIO CHAMADO TEMPO – UMA CASA CHAMADA TERRA (porque é mia couto…
e a fnac me acusa… POESIA RUSSA MODERNA foi minha ultima compra na loja (06/09/2013 21:24).
os russos chegaram no dia 17. três anos atrás.
ps: só publico isto aqui pois há uma coincidência, uma curiosidade.
04h07 minha filha faz doze anos anos. eu já tenho trinta e quatro. minha mãe cinquenta e dois e meu pai cinquenta e sete. as árvores estão crescendo…
04h11 e eu resolvi aumentar a casa. uma forturna para erguer a cozinha… e nessa grana não entra mão de obra, acabamentos e mobiliário da mesma… é só teto em concreto e parede armada.
04h12 e ainda tenho que inscrever-me no vestibular… letras? será… mas essa vida de professor é bem insegura… ministro golpista querendo acabar com sociologia no ensino médio… e ai? o que eu vou fazer? mas no calculo de agora são 125 conto de inscrição.
e este texto continuará…

la yerba, el mate y la bombilla.

[qua] 17 de agosto de 2016

acordei cedo, não tão cedo como esperava.

abri a casa, alimentei os gatos.

apreciei o vento de leste.

e fechei a casa, porque a vizinhaça resolveu fazer fumaça…

e troquei algumas ideias, as vezes sinto-me como andando em círculos nestas minhas reflexões…

 

e ontem, perdi o ônibus, andei dois quilometros, apreciei o por do sol, e quando constatei que chegaria atrasado para a segunda aula, mandei um zap para direção confirmando que eu não iria, e se fosse possível, faria reposição, quarta ou quinta.

borboletas negras

[dom] 17 de julho de 2016

«O filme conta a trajetória da poetisa sul-africana Ingrid Jonker que lutou, sem apoio de seu pai que era responsável pela censura do que era publicado na época, contra a desigualdade racial em pleno Apartheid, e que após sua morte teve seu poema “The Dead Child of Nyanga” lido e apontado por Nelson Mandela como um poema de uma das melhores poetisas sul-africanas em seu primeiro discurso ao Parlamento Sul-Africano. Dirigido por Paula van der Oest, estrelado por Carice van Houten, Rutger Hauer, Liam Cunningham e Grant Swanby»

 

*leituras adicionais: O HOMEM E SUA CIRCUNSTÂNCIA: INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE ORTEGA Y GASSET

e no meio do caminho: BORBOLETAS NEGRAS, O FILME (EU SOU EU E MINHAS CIRCUNSTÂNCIAS?)

e o poema: THE CHILD WHO WAS SHOT DEAD BY SOLDIERS IN NYANGA

a song to play when i’m lonely

[dom] 17 de abril de 2016

trilha

texto

enquanto alguns tentam mais um golpe contra parte do mundo. ontem levei dois socos no estômago, que me fizeram olhar a lona lá embaixo. mas o que me mais me faz sangrar são essas socos que insisto em dar nesta parede invisível… tentando ir para algum lugar que não dá… há cordas que te prendem neste jogo.

cambio, fim da manhã de domingo.

***

fragmento de poesia

“palavras fluem sob a gélida e silenciosa camada limite que é a superfície de um corpo”

fragmentar essas sessões de elefante

[qui] 17 de março de 2016

1h48

madrugada. cabeça doendo… garganta inflamada… e aquela vontade de não ir trabalhar amanhã. o tico e o teco estão confabulando e, fora a ressaca moral que virá no pós falta, está quase decidido que não me submeterei a essa privação de sono que é ir dormir as 2h, se tudo der certo, e acordar as 4h30, para finalizar todas as aulas de amanhã… e ir para uma jornada de 15 aulas, das 7h50 até 22h05. e retornando para casa quase sexta-feira lá pelas bandas da meia noite e pouco.

o que me ferra é esse improviso. nada fica do jeito que deve ser e fico me achando uma fraude… mas é preciso tempo para organizar… e, sobretudo, tempo para respirar.

pontos para ponderação: ontem, quando ia para escola, o sentimento era uma alternância frenética de frustração, raiva, apatia, exaustão – uma vontade de não ir. e pela noite, quando voltava, após a reunião… havia uma certa luz no fim do túnel… mas no pisca a sinalização que para as coisas fazerem sentido é preciso organizar, e para organizar é preciso tempo… tempo de agir e tempo de relaxar.

 

2h19 relendo o texto acima… e aquela conclusão: minha vida virou isto? trabalho-rotina. a escola-prisão e pequenas fugas sem sentido? cadê o amor? a paixão? os sonhos? sim… há projetos e para atingir esses projetos é necessário certos sacrifícios… mas será só sacrifício essa vida? porque esse auto-exílio? essa autoflagelação?

2h39 pensei em você, e tive medo de mim. melhor ir dormir…

 

escola: mais do mesmo

[qua] 17 de fevereiro de 2016

 

escola… falta alguém. as pessoas são amigáveis… mãos não me dão tesão. escola burocrática… sem sonhos. estou sem animo…

 

 

tribunal do juri

[qui] 17 de dezembro de 2015

um dia cívico.

e eu durmo no tribunal, no ônibus, no sofá pela tarde, na escola…. o dia inteiro em cochilos. e nada resolvo.

ponto, linha, plano…

[sáb] 17 de outubro de 2015

rever vídeo e escrever poema. o azul…. improvisações wassily kandinsky

nota mental.

efeito bruce lee

[qua] 17 de junho de 2015

a top list do momento:

acetilcisteína
cloridrato de fenilefrina
paracetamol
maleato de clorfeniramina
ácido ascórbico
cloridrato de benzidamina
levomentol
cânfora
óleo de eucalipto
alguns chás
mel
e própolis.

o efeito bruce lee é só para zoar… não tive esse efeito, até porque no momento sem condições de qualquer bebida alcoólica. mas toda essa medicação tem feito um estrago danado. mas a febre, a tosse, a dificuldade de respirar e falar tem diminuído.
segunda-feira até fui para escola, mas sem condições de dar aula, apenas deixei eles desenvolvendo uma lista de exercícios. terça tirei para dormir muito. e quarta-feira, hoje… pela primeira vez, faltei, ao trabalho.

e descobri esse caminho aqui para tornar meu pc um ponto de wifi para o zenfone.

netsh wlan set hostednetwork mode=allow ssid=[nome da sua rede] key=[senha da rede]
netsh wlan start hostednetwork

sistema estuupido

[sex] 17 de abril de 2015

17h07 o monitor deu pau. afundei a porta do carro. o governo descontou dez dias jaa. o teclado insiste em n’ao acentuar as palavras deste ubuntu utopic unicorn. os dias soo chovem. estou devendo para o banco, para mãe e agora para meu irmão.

e ainda assim vocce olha para o lado e v”e como ha tanta miseeria neste mundo e como ha mais gente estupida ainda e como o sistema [e t’ao violento… ele, o sistema engendra relacoes assim. e voce não deveria ter tantos motivos para ficar chateado, sua vida atee que n’ao vai t’ao mal… ee  boa se tomarmos em rela;’ao a vida de muitiissima gente pelo mundo e ao nosso redor. vocee tem motivos sim [e par ficar muito indignado… mas isto tudo ainda n’ao deixa de ser triste. por que somos assim:

passo essa canção pra te acalmar

[ter] 17 de março de 2015

2:54

eu tinha um plano.
quinta eu tinha – eu iria…
sexta tbm – eu ficava.
sábado ok – fui
domingo mudou tudo… – fiquei
segunda não deu. não fui…
e terça… inesperar.
pois são quase três…
e as seis tem que levantar…

e será que vai dar?
o jeito é listar
e ver o quê o corpo
tem a dizer:

da fila para marcar dentista,
do ato/vigília na assembleia,
de passar no armazém de secos e molhados…
de fechar aulas/notas…

e estar aberto ao inesperado…

e, todo acabado, ir numa reunião à noite
com mães e pais.
e de uma terça de folga, eu me lotei.
mas será que vai dar?

esperando o sono chegar
vou ouvir camelo e acalmar…

«Paper clips and crayons in my bed Everybody thinks that I’m sad I take my ride in melodies And bees and birds Will hear my words Will be both us and you and them together I can forget about myself trying to be everybody else I feel allright that we can go away And please my day I’ll let you stay with me if you surrender»

**

e para dormir bem, meu bem:

o nosso bloco é desse jeito

[ter] 17 de fevereiro de 2015

não sei.
deu erro.
eu desandei.
como se isto fosse novidade…
ando a desandar nesta vida.

e nos três quilometros –
a volta para casa…
na rua quase deserta,
de janelas ao léu…
eu, como um cão sem dono,
que tenta morder seu próprio rabo,
mantenho um pensamento latente,
que vai latindo… solitário.

e não senti inveja da garrafa de vinho sobre a mesa,
e duma taça, na vazia sala,
que a janela aberta mostrava pelo caminho.

sua solidão não me faria companhia.

senti, sim, um cadinho,
das mãos de namorados
que seguiram entrelaçadas…
por todo o caminho,
enquanto eu voltava, sozinho.

***

mas vamos pensar positivo:

#1. você é um cara bacana – mesmo que você esqueça e/ou não acredite nisto quase o tempo todo. preste atenção nas pessoas que diariamente insistem em dizer isto. deve ter um quê de verdade… se o que marca nos outros é algo positivo, e todos (ou quase todos) te guardam em boa estima… como alguém querido, é porque deves ser um pouco disto.

#2. você é um cara bonito – mesmo que você não repare e/ou ingenuamente não se dê conta dos olhares.

#3. o carnaval foi bom… já houve melhores, mas também já houveram piores. o corpo está exausto e fechou mais um dia.

#4. você pulou? cantou alto? encharcou a camisa de suor de tanta folia? seus pés e pernas estão cansados? você está rouco de tanto cantar? decorou um bom pedaço do samba? sim… sim… sim para tudo. ou quase tudo.

#5. você é um cara torto. mas desejar que as coisas se desentortem do dia para noite é ilusão e trás sofrimento. aprenda a lidar com tua tortuosidade… se ela é teu lado feio? tua feiura é parte fundamental de tua beleza. aprenda a lidar com tua ingenuidade, com tua timidez, com teus engasgos… com tuas atravessadas no samba… com tuas demoras, com teus silêncios… com tua falta de gingado… com teus desencontros… com teus amores, desamores, malamores desta vida… e com o teu caminhar sozinho. humildemente aprenda… porque deve ter algum sentido… e mesmo se não houver sentido algum. isto é parte de ti… esse processo torto forjado neste mundo caduco.

#6. e todos tem medo. e a gente se enrola tanto por ter medo. e por isto mesmo não façamos pouco caso dos medos dos outros… os medos estão ai para conhecermos e aprendermos a lidar com eles, porque eles continuam nos marcando mesmo quando vamos tentando superá-los. cada um tem seu medo, e cada medo sua história. e é no tempo que forjaremos a chave da porta que abre o peito, e manda embora um medo… e assim um e outro de cada vez. e não se esqueças.. não tome o medo do outro por ti. medos são impares, e cada qual há de encontrar a sua chave.

#7. amanhã é outro dia? não é?

#8. e se você está pensando em vomitar… você já está em casa e é só fazer um chá.

#9. e se você está pensando em chorar… vai fundo. não há ninguém aqui para te segurar.

 

ps: letra do samba de hoje:

Compositores: Álvaro Guimarães, Denilson Machado, Jackson Cardoso, Júlio Black, Reizinho Silva, Marco Antônio Mello, Nestor Habkost, Severo Cruz.   / Baiacu anunciou: é Carnaval  / Com liberdade, vem sambar  / Com liberdade, vem sambar / Com gente daqui de todo lugar / Que vem por terra e d´além mar / Acende / Acende as luzes dessa passarela / Hoje o Baiacu vai desfilar / Pode vir, / Vem sambar   / A ordem é não discriminar / Diversidade, Di – ver – si – da – de / E felicidade pra brincar / Em Santo Antônio / Vem que vamos todos te abraçar / Desfilando nessa aquarela todas as cores da nação / O nosso bloco é desse jeito / Tira da tua vida o preconceito / Sou brasileiro e estamos juntos / Não tenho desprezo por ninguém / “ Pópará ! ” / “ Pópará ! ” / Sou manezinho / Sou do mundo / Sou BAIACU DE ALGUÉM!

day off

[qua] 17 de dezembro de 2014

e o 17 veio e passou.

e acabou o embargo político [o econômico ainda não] dos eua em relação a cuba [que rolava desde 7 de fevereiro de 1962].

tudo isto acontecia enquanto eu dormia, jardinava, pegava as avaliações da filha na escola… e passava uma tarde à toa. só a inflamação não passava… não passou. sigo cá entre comprimidos, chateações, mate, sucos e chás, jardinagem, sonecas, compromissos escolares e aleatoriedades… um dia de folga.

 

a barca sob a bruma

[seg] 17 de novembro de 2014

ali fora, ao relento, uma obra me espera… e é uma espera entre jovens árvores que crescem milimetricamente por dia… é uma espera em um cenário de pós-guerra. eu habito ruínas, ainda.

e os materiais da escola também esperam algo de mim… e a janela para fechar todas essas notas e tudo mais que é necessário está fechando-se, absurdamente rápida. segunda-feira será um dia bem puxado.

e cá dentro, sob o teto da casa, tento extrair toda a poeira da sala, dos livros amontoados, da televisão abandonada… mas a vontade, cá dentro, sob o teto da casa, é de fazer nada – suspender o tempo e só ficar mofando… mas, qualquer coisa alheia – compromissos? deveres? expectativas? – me anima o suficiente para não entrar em estado de decomposição acelerado. mantenho-me lentamente…

e deixo o rádio tocar aleatoriamente qualquer coisa para que haja alguma voz humana, ou qualquer ruído mesmo, a me fazer companhia. e movimento-me entre a poeira pelo canto, uma vida sem sentido e a vontade de nada da tarde.

e agora, cá dentro, sob o teto, no universo virtual, limpo as palavras do computador… como se eu precisasse desmemoriar-me ao rememorar… deleto-me, aos pouco.

e lá na sala a rádio toca: «(…) a barca segue seu rumo lenta como quem já não quer mais chegar, como quem se acostumou no canto das águas, como quem já não quer mais voltar (…)»

lenine é um nome bonito…

[qua] 17 de setembro de 2014

“enquanto o tempo acelera e pede pressa / eu me recuso faço hora vou na valsa / a vida é tão rara”

caótico e precário não consigo fazer nem a nem b e me enrolo nesse novelo. a novela é que estou perdido, repleto de dúvidas e medos… e cegamente tateando esse mundo, sentindo a revolta no estômago, o pulsar tímido do peito, a vontade dar a volta e dizer adeus a esse mundo… enfim… mais um perdido perguntando-se se há ou se é necessário se achar. educo-me neste mundo caduco.

izabel aniversaria agora. ouço lenine agora.

«Em quais aspectos Marx supera e conserva a filosofia de Hegel, pensador que o influenciou decisivamente?
Gláucia Campregher
– A dialética marxiana é materialista, em oposição à dialética hegeliana, que é idealista. Em Hegel,  o mundo todo que existe só é bem pensado, bem compreendido, se capturado em sua verdade, o que significa ser capturado em sua concreticidade. Isso já confere alguma preocupação com a materialidade das idéias. Foi Hegel quem disse “o concreto é a síntese de muitas determinações”, frase que Marx gostava de citar. Mas é que todo esse trabalho de compreensão e síntese, todo o trabalho do pensamento, da ideia, da razão que pensa a si mesma, é que encanta Hegel, enquanto, para Marx, a compreensão pela compreensão não é nada. Daí ele acusar a filosofia de só ter pensado o mundo, quando o necessário era transformá-lo. O trabalho da ideia que compreende o mundo não é mais interessante para o Marx que todos os outros que fazem o mundo. Daí Marx sair da filosofia (como já tinha saído do direito) e passar à economia e à necessidade de compreender como, ao longo da história, os homens produziram sua vida material em sentido largo – todas as coisas e idéias!» LEIA MAIS AQUI

depois dos parabéns, das meninas irem para escola… e eu aqui tentando ler sobre as juventudes e a escola… ouvindo louis e ella… pensando na questão que a aluna me fez… e no presente de izabel.

e para construir uma cultura de paz é necessário ir a luta… contra esse mundo violento demais. não posso, nem devo, me contentar, “com a boca escancarada cheia de dentes[, ficar] esperando a morte chegar”.

«O Andarilho “Quem chegou, ainda que apenas em certa medida, à liberdade da razão, não pode sentir-se sobre a terra senão como andarilho – embora não como viajante em direção a um alvo último: pois este não há. Mas bem que ele quer ver e ter os olhos abertos para tudo que propriamente se passa no mundo; por isso não pode prender seu coração com demasiada firmeza a nada de singular; tem de haver nele próprio algo de errante, que encontra sua alegria na mudança e na transitoriedade”. Humano Demasiado Humano – Nietzsche»

 

estrofes do solitário

[dom] 17 de agosto de 2014

o sol queima a pele. entardeço. a primeira canção do dia, da tarde jorra o sangue latino nos meus ouvidos… há um latido no peito:

«Jurei mentiras / E sigo sozinho / Assumo os pecados / Os ventos do norte / Não movem moinhos / E o que me resta / É só um gemido // Minha vida, meus mortos /Meus caminhos tortos / Meu sangue latino / Minh’alma cativa // Rompi tratados / Traí os ritos / Quebrei a lança / Lancei no espaço / Um grito, um desabafo / E o que me importa / É não estar vencido //  João Ricardo e Paulinho Mendonça ».

***

uma, duas citações de entrada da leitura iniciada do dia: ‘onda negra, medo branco: o negro no imaginário das elites do século xix’ de celia maria marinho de azevedo

«Articular o passado historicamente não significa conhecê-lo ‘tal como ele propriamente foi’. Significa apoderar-se de uma lembrança tal qual ela cintilou no instante de um perigo. »Walter Benjamin.

*

«Homens! Esta lufada que rebenta
É o furor da mais lôbrega tormenta…
– Ruge a revolução

E vós cruzais os braços… Covardia!
E murmurais com fera hipocrisia:
– É preciso esperar…

Esperar? Mas o quê? Que a populaça,
Este vento que os tronos despedaça,
Venha abismos cavar?»

Castro Alves,
Estrofes do Solitário

***

e para fechar… logo mais haverá concreto. logo mais… agora a dificuldade é organizar a semana, a casa, a vida. só não pode faltar o sonho e o caminhar… avante! cambiar as coisas, organizar esse mundo… mesma que a tarefa seja árdua, aos poucos, lentamente, prosseguir, entre os acertos e os erros… logo mais… concretar-me mais um cadinho…

 

 

sobre a educação diária

[qui] 17 de julho de 2014

10h49′ «foco bicho… foco. agora o inverso – tentando interpretar o caminho percorrido pelo piloto automático…»

11h22′ ler isto, e isto e isto também.

17h30′ o demolidor. uma marreta e um cortador de ferro. e o que era uma caixa de concreto velha e abandonada virará em breve um tanque de peixes.

eldorado

[qui] 17 de abril de 2014

Copiado e colado aqui:

Hoje, 17 de abril, completam-se 18 anos desde o Massacre de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, ocorrido em 17/04/1996, em que a polícia matou 19 pessoas e feriu outras 60. Relembre no vídeo aqui compartilhado – um trecho do documentário “Nas Terras do Bem-Virá” – este episódio sangrento da história brasileira, em que as autoridades defensoras do agronegócio e do latifúndio utilizaram métodos genocidas para lidar com as demandas do MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.

Saiba mais: http://www.mst.org.br/taxonomy/term/897

menos é mais

[seg] 17 de fevereiro de 2014

uma intoxicação e eu quase morro. brincadeira, não foi tão trágico assim… mas passar mal, vomitar tudo, e depois ainda aguentar as sequelas (as dores diversas) é muito chato. lembrete: cuide de sua alimentação. enfim, o que era para ter sido escrito cá e preparado ontem ficou assim… na fila de espera de coisas que um dia publicarei por cá.

agora finalizar as aulas introdutórias. hoje começa mais um ano letivo em sala.

Оркестр Че – Маяковский

[ter] 17 de setembro de 2013

Оркестр Че – Маяковский

МАЯКОВСКИЙ
Гутен морген, Маяковский
Зря ты так дыра в груди
Гутен морген, Маяковский
Придти уйти
Гутен морген, Маяковский
Помнишь, виделись во снах
Гутен морген, Маяковский
Облако в штанах

Гутен морген, Маяковский
В 31-й не успеть
Гутен морген, Маяковский
За тебя допеть
Гутен морген, Маяковский
Не нашлось свободных ниш
Гутен морген, Маяковский
Куда летишь?…

Гутен морген, Маяковский
До свиданья Лиля Брик
Гутен морген, Маяковский
Проглоти свой крик
Гутен морген, Маяковский
Зазвучал небесный альт
Гутен морген, Маяковский
…хальт…

http://translit.ru/

________—

E os russos chegaram. Tenho em mãos a Poesia Moderna Russa – saudade deste livro. Agora é reencontrar estes poetas. E quem sabe reencontrar-me…

E baixei todos os álbuns do Orquestra Che. 

e a clareza repentina de estar na solidão…

[qua] 17 de abril de 2013

“Cada passo
Cada mágoa
Cada lágrima somada
Cada ponto do tricô
Seu silêncio de aranha
Vomitando paciência
Prá tecer o seu destino

Cada beijo irresponsável
Cada marca do ciúme
Cada noite de perdão
O futuro na esquina
E a clareza repentina
De estar na solidão

Os vizinhos e parentes
A sociedade atenta
A moral com suas lentes
Com desesperada calma
Sua dor calada e muda
Cada ânsia foi juntando

Preparando a armadilha
Teias, linhas e agulhas
Tudo contra a solidão
Prá poder trazer um filho
Cuja mãe são seus pavores
E o pai sua coragem

Dorme dorme
Meu pecado
Minha culpa
Minha salvação”

Letra da canção “Mãe (Mãe Solteira)” de Élton Medeiros e Tom Zé. Gravada no álbum Estudando o Samba [1976] de Tom Zé.

____

E das coisas aqui do cotidiano… A cabeça anda pesada demais, é pra mais de cinco quilos. E se o esqueleto não encontrar o equilíbrio ela vai levando o corpo todo pr’o chão.

É fácil se perder nessa pressão toda de horários, notas, prazos, projetos, planos, orientações, acompanhamentos… Ser engolido pela alienação de todo santo dia!

E as coisas divertidas e prazerosas? Aquelas que dão sentido?

Mas é assim… Se deparando com algo que não é como imaginará que você precisa de adaptar, se refazer… [Aqui, não no sentido de se conformar ao sistema – coisa difícil pra dedéu, mas sim de se reinventar como consciência e postura crítica] e isto é lento e doloroso, ou melhor… é angustiante e exaustivo. Mas assim se cresce, assim se nasce… Afinal é morrendo trigo que nasce pão. Mas eu bem que queria trabalhar um tiquinho menos, para poder lidar melhor com toda essa pressão, mas então falta grana e dai o buraco é do outro lado… sobra tempo para o ócio, para poesia, mas falta para o pão, para o concreto da casa.

Mas porra, chega de reclamar, vou curtir tom zé e pensar nas aulas que preciso desenvolver.

1989

[sáb] 17 de novembro de 2012

Tinha água de bica, sem caixa e torneira
Desagua rica, lá da cachoeira, límpida
E os paralelepípedo a trepidar
Na madeira da roda das carroça,
Barulheira (nossa)
Sombra de laranjeira’qui
Mangueira pé de caqui,
Caixa de feira e mulequi
Coro de lavadeira, na trilha
Mulher’qui, é pilar da família
Sem pé de bréqui
Beira de brejo, rego, tinha
Nego quietim pescando manjubinha
Criame de porco, matadô de galinha
Caçador de preá, teú, ranzinha
Todo dia paz, gritaria, caminhão do gás
Pré escola, meu bom, crepom e tenaz,
Máquinas de costura, chita e zaz-tráz
Puramente, pura gente, jura, quente, ai, ai, ai,

Hoje veio progresso, pode olhar
Asfalto e som alto, pode olhar
Fumaça e concreto, pode olhar
Antena e contrato, pode olhar

As Kombi trocava garrafa por doce
Qualquer que fosse, é, gibi de amendoim, oxi!
Paçoca, quindim
Imagina o enxame de vasilhame ao toque das buzina
Catequese, comunhão, salve Cosme e Damião
Oxalá, Jesus, despacho, oração
Sonho era pião, bola de capotão
E nóis barrigudim, atrás dos caminhão
Arame farpado, caco de vidro no muro
Colocado, deixava seguro
Colchas de fuxico, flores, muito rico
Cores e o sonho: descer de barco o velho chico
Home, conheço todo mundo de nome
São leis de onde crime era roubar frutas lá no japonês
Te falar rapaz
Chamam de cidade grande, mas antes parecia mais…

Hoje veio progresso, pode olhar
Asfalto e som alto, pode olhar
Fumaça e concreto, pode olhar
Antena e contrato, pode olhar

Eles me oferecem contratos de milhão
Pra mim, sozinho
Eu penso e digo não
Porque meu sonho é tudo baratinho…

quem vem lá.

[seg] 17 de setembro de 2012

Preta…

Quem vem lá?

Dragão Azul

Sementes de Garapuvu.

Trabalho nos domingos e agora deu vontade de deixar tudo para lá… Amanhã dirá: é vontade assim de improviso.

E ninguém faz ideia.

Sou um bruxo (um tanto udo, barrig’e’barb

SEGUNDO TEMPO:

“Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa.

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa.”

e vai chover o céu todo! ‘bora dormir que as cinco preciso estar de pé.

bastardos…

[qui] 17 de maio de 2012

uma garrafa de vinho. uns pedaços de tardes dormidas. sonhos, angustias.

e duas aulas surpreendentes, uma de cada, hoje. filosofia e sociologia.

professor e precariamente trabalhando 50 horas. imerso em leituras e aulas. aprendendo bastante com os alunos… e improvisando (com ônus e bônus) mais como professor. mas algumas questões ainda estão no ar…

 

e ouvindo http://www.youtube.com/watch?v=wyvIQrJsgGg&feature=relmfu

cerca del mar

[ter] 17 de janeiro de 2012
1. LUNA NEGRA /// Jorge Drexler // Quatro estrellas blancas sobre fondo negro es la Cruz del Sur / Quatro estrellas blancas sobre fondo negro es la Cruz del Sur / Una luna negra sobre fondo blanco es tu lunar y yo / No puedo ni mirar el cielo sin nombrarte, / No puedo ver anochecer sin recordarte // Tres Marías blancas van cruzando un cielo color carbón / Tres Marías blancas van cruzando un cielo color carbón / Tus ojos negros dieron en el blanco de mi corazón y yo // Tocando el cielo cada vez que te miraba, / tocando esta canción mientras te recordaba. // Ue le le, ue le la… // Vuela en el viento esta canción, / vuela cruzando la noche, cruzando camino de tu corazón // 2. CERCA DEL MAR /// Jorge Drexler // Cerca del mar, cerca del mar. (…) Cerca del mar, cerca del mar // Una vez se fueron hasta la playa, una noche antes de Carnaval, una vez se pasaron de la raya, todo el año para rememorar. // (El viento llevaba una guitarra lejos en la noche). // Cerca del mar, cerca del mar, / cerca del mar, cerca del mar. // Una sombra crece en el horizonte, una carpavuela en el temporal, los bañistas como pueden se esconden, cargan con lo que pudieron salvar. // (Ese mar no es agua y sal, es sangre verde y desbocada). // Cerca del mar, cerca del mar (…) /// 3. TU // Jorge Drexler // Onda de mar en que flota este blues, tu… / Toma este vals que no supe esconder, tu… / Tienes la culpa de este bolero que se ha adueñado de mí… / No he visto azul más azul que cuando miras tu… / Esta canción quiere estár donde estés tu… /  Y si es necesario la canto en inglés, you… / You are to blame for this bolero that has gone right to my head… / No he visto blue más azul que cuando miras tu… /// 4. ERA DE AMAR // Era una noche común, era en una mesa de bar, era Enero en aquel lugar, y ella me miro de un manera: agua de mar. // Era de fumar y reir, era de saber esperar, era de salir a buscar, no era una mirada cualquiera: era de amar. // Voy caminando por el fondo del mar, voy caminando por el fondo del mar. // Una gota puede tener todos los secretos del mar, todo lo que pueda contar, todo lo que vino después era de imaginar. // Voy caminando por el fondo del mar, voy caminando por el fondo del mar. /// 5. 730 DÍAS // Jorge Drexler // No hay rincón en esta casa que no te haga regresar. Cada grano de memoria, y la casa es un arenal. // Fuí a tus playas por el día y allí me quedé dos años. Fuí lamiendo tus heridas, fuiste dándome un remanso. // A la sombra de tu luna se acunó mi corazón, se borraron mis arrugas, mi casa se iluminó. // Germinaron mis canciónes de las que yo merecía, se paró el reloj de arena, 730 días. /// 6. GANAS DE TI // Jorge Drexler // Ven, cura esta pena, quítame estas ganas de ti. Ven, que está frío fuera y hace tanto calor aquí. // Te ví cruzar la calle y algo crujió dentro de mí… // Ven, que ya se hace tarde y este tren se está por ir. // Muy señora mía ten piedad de un simple mortal. // Ven, cura esta herida, este blues de incierto final. // Tu piel traerá perfumes, reflejos de estrella fugáz… // Ven, ya no lo dudes, no hará falta nada más. // Tan sólo: uuu nosotros dos… /// 7. ZAMBA DEL OLVIDO // Jorge Drexler // Olvídame, esta zamba te lo pide. Te pide mi corazón que no me olvides, que no me olvides // Deja el recuerdo caer como un fruto por su peso. Yo sé bien que no hay olvido que pueda más que tus besos. // Yo digo que el tiempo borra la huella de una mirada, mi zamba dice: no hay huella que dure más en el alma /// 8. UN LUGAR EN TU ALMOHADA // Jorge Drexler // Hazme un lugar en tu almohada, / Junto a tu pecho me calmaré.  / Hazme un lugar en tu almohada, / Para que duermas te cantaré. / Hazme un lugar en tu almohada, / Junto a tu pecho descansaré. / Hazme un lugar en tu almohada, / Para que duermas yo te cantaré. / Una canción de cuna, / Un valsecito de tacuarembó / Te ira llevando en una nube / Si no me duermo antes yo. / Hay un rincón de tu pelo / En el que yo me perfumaré. / Hay un rincón de tu pelo / Sobre la almohada esperándome. / Hay un rincón de tu pelo / En el que me perfumaré. / Hay un rincón de tu pelo / Sobre la almohada esperándome. / Una cascada azul / Como la sombra de un jacarandá. / Me iré acercando a tu mejilla / Para escucharte respirar. /// 9. LA LUNA DE ESPEJOS // Jorge Drexler // Mabel, dejó el bolso con unas amigas y salió a bailar, las luces violetas la protegían. / Mintió la edad cruzando la pista vacía, y lo abrazó, sonaban las lentas, lo permitían. / Y la música siguió, y la pista se llenó. / Giraba conversando con él. / Se habían visto alguna vez, un baile en el club de Salinas, los comentarios de rigor, y la mano en la espalda la sostenía. / Un mostrador de mesas de salón de clase. / La multitud. / La luna de espejos giraba en el aire. / Y la música ayudó, vio la pista oscurecer. / Su cuerpo recostándose en él. / Mabel dudó, pero no movió la mejilla, y besó también, fingiendo saber mientras aprendía. / Y la música cambió,  y la pista despertándose, y aquel perfume nuevo en la piel. /// 10. TU VOYEUR // Jorge Drexler // Cuando la noche pasea más allá de mi pretil / yo puedo ver para afuera sin que me veas a mí. / Yo puedo ver la luz,  yo puedo ver tu piel, yo puedo ver tu ropa caer. / Yo puedo adivinar  la nube de vapor  que tiene el aire a tu alrededor. / Yo tengo un vicio barato y antes que nada, legal, gozo del anonimato que me da la oscuridad. / Y no voy a interferir con tu respiración no voy a entrar en tu corazón, no te quiero tocar, no te puedo querer, yo te diré lo que quiero ser: tu voyeur. / Tu voyeur, tu voyeur, tu voyeur… / Ya me aprendí tus horarios y el orden de tu placard. Ya te crucé por el barrio, no pude más que recordar (mirándote al espejo, la toalla en el sofá, peinándote con tranquilidad sin sospechar que yo del otro lado de la calle estaba muriéndome). / Cuando la noche pasea más allá de mi pretil yo puedo ver para afuera sin que me veas a mí. Yo soy tu voyeur, tu voyeur, tu voyeur… /// 11. DOS COLORES: BLANCO Y NEGRO // Jorge Drexler // Nuestra primera intención era hacerlo en colores: Una acuarela que hablara de nuestros amores. / Un colibrí polícromo parado en el viento, una canción arcoiris durando en el tiempo. / El director de la banda silbando bajito pensaba azules y rojos para el valsecito. / Pero ustedes saben, señores, muy bien cómo es esto; no nos falló la intención, pero sí el presupuesto… // En blanco y negro esta canción / Quedó en blanco y negro con el corazón, / En blanco y negro, nieve y carbón, en blanco y negro, en technicolor, pero en blanco y negro… // Fuimos quitando primero de nuestra paleta una mirada turquesa de marco violeta. / Luego el carmín de las flores encima del piano, una caída de sol cuando empieza el verano. / Todo los tipos de verde de una enredadera… Ya ni quedaban colores Para las banderas. / Nuestra intención ya no fué más que un viejo recuerdo y esta canción al final se quedó en blanco y negro. / En blanco y negro esta canción / Quedó en blanco y negro con el corazón, en blanco y negro, nieve y carbón, en blanco y negro, en technicolor, pero en blanco y negro.. ///
***
o mate acabou agora. a chuva passou não faz muito.
o branco e o cinza estão por ai, mas tudo quedou-se verde então.
e tuas palavras me aqueceram,
iluminam-me…
acendem assim esse todo a arder-te
[desta vida.
nos aguardo
(nos tendo)
cá nesta vida…

O QUE É BONITO? // Lenine // O que é bonito / É o que persegue o infinito / Mas eu não sou / Eu não sou, não… / Eu gosto é do inacabado / O imperfeito, o estragado que dançou / O que dançou… / Eu quero mais erosão / Menos granito / Namorar o zero e o não / Escrever tudo o que desprezo / E desprezar tudo o que acredito / Eu não quero a gravação, não / Eu quero o grito / Que a gente vai, a gente vai / E fica a obra / Mas eu persigo o que falta / Não o que sobra / Eu quero tudo / Que dá e passa / Quero tudo que se despe / Se despede e despedaça / O que é bonito…

.. el disfraz, el mate, la piedra y el polvo de estrellas…

[sáb] 17 de dezembro de 2011

“Te vi llegar y así sin mas desatar mi antifaz. Dejé el disfraz en un rincón. Se acabó la función. Mi corazón se dejó ser y el telón caer… Mientras tanto en algún otro lugar dos hilos cruzan juntos otro telar”. Jorge Drexler

Hoje acordei irritado. Dormi irritado ontem. Cansado estava pela manhã. Cheio das pequenas amarguras e dos sentimentos tristes e raivosos. Nestes dias mergulho na certeza de que não são tão bom assim… E todo aquele medo, aquela mágoa, aquele nó no peito que nunca desata e sempre aperta cedo ou tarde e sufoca e dá vontade de desistir seja lá o que for que se tem pela frente…

E dizia mais ou menos assim: as limitações nossas não são para nos deixar tristes ou angustiados com o não-avanço, e sim para demonstrar que em certos momentos é necessário recuar e observar que certos métodos não necessariamente são os melhores ou mais indicados para tal situação e que muitas vezes é vital encontrar novo método. recuar é bom. observar atentamente “a vida real… confrontar a observação com nosso sonho”, e seguir… para “realizar escrupulosamente nossas fantasias“.

recuo. peço desculpas a quem for, e a mim. não posso e nem devo exigir demais. vamos de leve, de passo. e carrego cá minha disfraz, só, enquanto o sol se esvai entre as nuvens neste poente dourado quase rosicler. e sem mais… mais calmo, termino este apontamento e este mate ouvindo coisas boas

“Con el anhelo dirigido hacia ti yo estaba sólo, en un rincón del café cuando de pronto oí unas alas batir, como si un peso comenzara a ceder, se va, se va, se fue… Tal vez fue algo de la puesta de sol, o algún efecto secundario del té, pero lo cierto es que la pena voló y no importó ya ni siquiera porqué, se va, se va, se fue… Algunas veces, mejor no preguntar, por una vez que algo sale bien, si todo empieza y todo tiene un final, hay que pensar que la tristeza también se va, se va, se fue… Jorge Drexler

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