Archive for the '16' Category

malvavisco

[qui] 16 de novembro de 2017

ok, estou ansioso, com tudo isto… com o final do ano letivo, do bimestre… dessa obra, dos projetos em que me meti…

e mais um dia que não pus as coisas do profonline em dia… e as coisas se acumulam… mas em compensação, fiz uma limpeza (poda) grande nos malvaviscos (hibisco colibri) da vizinha que invadiam a lateral do terreno. e plantei umas plantinhas…

coisas por fazer: rematricula da filha. enviar tema pelo email ao grupo de alunos. organizar as aulas de hoje. arrumar a cama e por roupas ao sol. enfim…

transfererir fotos do flickr para o google photos.

e lá sigo eu arrumando trocentas coisas por fazer para não fazer o que tenho/devo fazer pra ontem.

 

11h25. fiz quase nada disso acima…

citações/notas aleatórias

«As areias finas da praia do Pântano do Sul, formadas por grãos de quartzo, ao serem varridas pelo constante vento, abrem espaço para uma camada mais inferior, rica em óxido de titanio, colorindo o chão com manchas escuras (ROHR, 1977).»

ROHR, J. A. Sítios arqueológicos de Santa Catarina. Anais do Museu de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina, n. 17. Florianópolis: Imprensa Universitária, 1984.

***

matei a tarde. faltei deliberadamente.

mas fui pela noite. com direito a caminha na orla… lista de exercício pra todo mundo dos segundos, e apresentações para os primeiros… com direto a debates acalorados… e comprei mangas, mamão, morangos, maçãs, laranjas e bananas. tomei um banho de chuva.

estou cansado.

e fiz dois rascunhos/poemas…

absenteísmo

[seg] 16 de outubro de 2017

por que as pessoas faltam?

chá, cama e repouso.

na medida do impossível tá dando pra se viver

[ter] 16 de maio de 2017

Uma colagem e um lamento

A colagem

“De resto, há de se entender o nosso 1nundo, o do pesquisador, co1110 se1Jdo ocidental, cons-

Lituído n1ini1na1nente pela sobreposição de duas subculturas: a brasileira,
no caso de todos nós en1 particular; e a antropológica, aquela na qual fo-
n1os treinados co1T10 antropólogos e/ou cientistas sociais. E é o confronto
entre esses dois rnundos que constitui o contexto no qual ocorre a entre-
vista. É, portanto, nu111 contexto essencialrnente problemático que te1n lu-
gar o nosso Ouvir. Co1no poderemos, então, questionar as possibilidades
da entrevista nessas condições tão delicadas?
Penso que esse questiona1nento começa cotn a pergunta sobre qual a
natureza da relação entre entrevistador e entrevistado. Sabe1nos que há tnna
longa e arraigada tradição na literatura etnológ ica sobre a relação. Se to-
rnannos a clássica obra de Mali nowski como referência, vemos como essa
tradição se consolida e, pratica1nente, trivializa-se na realização da entrevis-
ta. No ato de ouvir o “infonnante”, o etnólogo exerce u111 “poder” extraor-
dinário sobre o 1nes1no, ainda que ele pretenda se posicionar co1110 sendo o
observador 1nais neutro possível, co1no quer o objeti visn10 mais radical. Esse
poder, subjacente às rei ações hu tTianas – que autores co1110 Foucau I t j a-
1nais se cansara1T1 de denunciar-, j á na relação pesquisador/informante vai
dese111penhar u1na função profunda1nente empobrecedora do ato cognitivo:
as perguntas, feitas e1T1 busca de respostas pontuais lado a lado da autoridade
de quern as faz ( co1n ou se1n autoritaris1no ), cria1n un1 campo ilusório de
interação. A rigor, não há verdadeira interação entre nativo e pesquisador ,
porquanto na utilização daquele co1no infonnante o etnólogo não cria con-
dições de efetivo “diálogo”. A relação não é dialógica. Ao passo que, trans-
fonnando esse infonnante e1n “interlocutor”, uma nova 111oda1idade de rela-
ciona1T1en to pode ( e deve) ter I ugar. 3
Essa relação dialógica, cujas conseqüências episte1nológicas, todavia,
não cabe1n aqui desenvolver, guarda pelo 1nenos u1na grande superiori-
dade sobre os procedi1nentos tradic ionais de entrevist”

O lamento

O mais difícil nesse momento é saber o que é real é o que é imaginário. Porque para questões reais ações concretas devem ser medidas. Já para as imaginárias… não morre basta.

Ontem foi como levar várias ondas pesadas na cabeça. Quando tentei respirar, uma, duas…. avalanches de angústia, males entendidos, sofrimentos.

Você cala para não explodir. Você implode por dentro. E todo edifício visto por fora é um amontoado de destroços por dentro.

Mas como diz a canção “Na medida do impossível tá dando pra se viver”.

campo minado

[seg] 17 de abril de 2017

sinto como se houvesse uma bomba prestes a explodir.

queria que essa semana voasse… queria que essa semana passasse em slow motion. pra terminar, pra encaminhar… para fazer as coisas acontecerem. e rápido, para respirar.

calor calor calor… um inferno

[qui] 16 de fevereiro de 2017

14h48 tem coisas na fila de espera para serem registradas, anotei em alguma folha solta, no celular, no caderno… ou apenas mentalmente. na hora oportuna virá. mas agora, quase quatro, quase hora de sair, hora de revisar… ou de começar?!

na dieta de faça sua própria comida de forma balanceada e nutritiva, hoje almoçamos e filosofamos, eu e izabel. é uma boa parceira intelectual, um amiga honesta. e minha filha.

mas sobre ontem… foi o primeiro dia na escola nova. gostei, mais leve estava eu depois da estreia de terça. tinha esquecido que além de toda aquela angústia e ansiedade das estréias… elas no fundo são boas, pessoas novas e a oportunidade de me apresentar. é o primeiro encontro, e eu gosto de ser o professor no primeiro encontro.

***

18h30 calor calor calor… um inferno. sensação de 50 graus. olho para os lados as pessoas mais ou menos apresentáveis. e eu encharcado. ensopado.

eu gosto do sol, mas entre calor e frio, que saudade do inverno.

 

 

if you ever have a world, plan ahead. don’t eat it.

[seg] 16 de janeiro de 2017

[lwaxana troi, 10’39”] now, if we’re to be real friends, we’ve got to share only the truth.

[[alexander rozhenko, 11’04”] why?

[lwaxana troi, 11’05”] well, for one thing, it’s easier. when you tell the truth, you never have to remember later what you lied about. but mostly, a true friend is a person you can always tell the truth to without worrying about it.

***

[malabarista, 13’52”] hello. a few of us are just gathering together for our laughing hour. would you care to come laugh with us?

***

[alexander rozhenko, 14’17”] do you ever drop one?

[malabarista, 14’24”] oh, no. no, no, these are my worlds. i protect them. i am a master of worlds, and they fly only as i wish.

***

[lwaxana troi, 17’00”] every one of us has a thousand different kinds of… of little people inside of us. and some of them want to get out and be wild, and some want to be sad or happy or inventive or… or even just go dancing. that’s why we all have so many different urges at different times. and all those different little people inside of us… we must never be afraid to take them with us, wherever we go. i mean, who knows when we may need one of them to pop up and rescue us from ourselves?

***

[lwaxana troi, 17’37”] the great secret is not the variety of life, it’s the variety of us.

***

[lwaxana troi, 24’23] i’m alone, alex. and when you do get older and can no longer pick and choose from whatever may come your way… the you, uh, then you do what we call a compromise. it keeps you from being afraid.

***

[alexander rozhenko, 34’22”] what happened?

[malabarista, 34’25”] well, i was just juggling, and i happened to… catch one in my mouth. it tasted goog, so i ate it. before i knew it i’d eaten up every one of my worlds. it never occured to me that onde they were gone, i’d have nothing left to juggle. if you ever have a world, plan ahead. don’t eat it.

***

[43’43” lwaxana troi] isn’t it wonderful how things worked out, alexander? i wanted to teach you how to grab the joys of living. and then you turned around and… uh… and taught me to not let go of them. how very mutual.”

[44’10” deanna troi] we still have to learn how to live in the real world, mother. all of us.

[44’14” lwaxana troi] she’s absolutely right, alexander, but only when necessary.

Cost of Living” é o 12oº episódio de Star Trek: The Next Generation. É o 2oº episódio da quinta temporada. Dirigido por Winrich Kolbe e escrito por Peter Allan Fields

a pré-história da sociedade humana

[sex] 16 de setembro de 2016

 

Notas de rodapé do dia:

#

«O resultado geral a que cheguei e que, uma vez obtido, serviu de fio condutor aos meus estudos, pode resumir-se assim: na produção social da sua vida, os homens contraem determinadas relações necessárias e independentes da sua vontade, relações de produção que correspondem a uma determinada fase de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais. O conjunto dessas relações de produção forma a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se levanta a superestrutura jurídica e política e à qual correspondem determinadas formas de consciência social. O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e espiritual em geral. Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, pelo contrário, o seu ser social é que determina a sua consciência. Ao chegar a uma determinada fase de desenvolvimento, as forças produtivas materiais da sociedade se chocam com as relações de produção existentes, ou, o que não é senão a sua expressão jurídica, com as relações de propriedade dentro das quais se desenvolveram até ali. De formas de desenvolvimento das forças produtivas, estas relações se convertem em obstáculos a elas. E se abre, assim, uma época de revolução social. Ao mudar a base econômica, revoluciona-se, mais ou menos rapidamente, toda a imensa superestrutura erigida sobre ela. […] E do mesmo modo que não podemos julgar um indivíduo pelo que ele pensa de si mesmo, não podemos tampouco julgar estas épocas de revolução pela sua consciência, mas, pelo contrário, é necessário explicar esta consciência pelas contradições da vida material, pelo conflito existente entre as forças produtivas sociais e as relações de produção. […] A grandes traços podemos designar como outras tantas épocas de progresso, na formação econômica da sociedade, o modo de produção asiático, o antigo, o feudal e o moderno burguês. As relações burguesas de produção são a última forma antagônica do processo social de produção, antagônica, não no sentido de um antagonismo individual, mas de um antagonismo que provém das condições sociais de vida dos indivíduos. As forças produtivas, porém, que se desenvolvem no selo da sociedade burguesa criam, ao mesmo tempo, as condições materiais para a solução desse antagonismo. Com esta formação social se encerra, portanto, a pré-história da sociedade humana.» Karl Marx, Prefácio – Introdução à Contribuição para a Crítica da Economia Política

y una sed de ilusiones infinita

[ter] 16 de agosto de 2016

Ama tu ritmo – Rubén Darío

Ama tu ritmo y ritma tus acciones
Bajo su ley, así como tus versos;
Eres un universo de universos
Y tu alma una fuente de canciones.

La celeste unidad que presupones
Hará brotar en ti mundos diversos,
Y al resonar tus números dispersos
Pitagoriza en tus constelaciones.

Escucha la retórica divina
Del pájaro, del aire y la nocturna
Irradiación geométrica adivina;

Mata la indiferencia taciturna
Y engarza perla y perla cristalina
En donde la verdad vuelca su urna.

DARIO, Rubén. Y una sed de ilusiones infinita. Edición e introducción de Alberto Acereda. Barcelona: Lumen, 2000.

***

e uma tradução de Antonio Cicero para o poema, acima, de Rubén Dario, neste sítio cá: http://antoniocicero.blogspot.com.br

***

e de onde descobri o poema de Rubén Darío

Jorge Drexler – Mi guitarra y vos (extra) – Encuentro en el Estudio – Temporada 7

e la nave va

[sáb] 16 de julho de 2016

um filme, um café.

uma tarde a toa, um mate.

e a solidão.

«o navio está seguro, quando está no porto. mas não é para isto que os navio são feitos».

diário: narrativas curtas. amídala ou ouvido, algo está inflamado… ou é caxumba? dedo inflamado, deixar de molho na água morna. três horas de fellini, socialização de fotos no instagram, no facebook. alunos no whats silenciados. e uma conversa com meu pai. e são oito horas já.

vou começar a finalizar correções? fechar o professor online? ou vou me perder fazendo qualquer coisa inútil?

a identidade, o indivíduo e a sociedade: ou sweet leaf e a prática do improviso

[seg] 16 de maio de 2016

uma semana apenas pensando que em algum momento devo começar (e dormi bem, e organizei a casa, as finanças, a mesa de estudo… mas as aulas…

comecei não faz uma hora.

faltam quarenta e um minutos para a primeira janela de retorna à terra. obrigações; lavar roupas, estender no varal, lavar-se e vestir-se, almoçar e ainda finalizar a aula e preparar a apresentação em slide…

ps: ou o que der.

P. S. — meia hora depois e a primeira janela perdeu-se no espaço-tempo. há uma segunda em sessenta minutos. fim.

***

«Assim, a diferenciação entre o social e o individual, tantas vezes valorizada pelas ciências sociais, perde sentido porque o indivíduo será sempre o produto estrutural da sua história social face ao estado conjuntural presente das relações de poder (p. 167; p. 178)» Bourdieu, Pierre. In: ‘O CONCEITO DE PRÁTICA EM BOURDIEU E A PESQUISA EM EDUCAÇÃO’, de Telmo Humberto Lapa Caria.

música de fundo – sweet leaf do black sabbath – https://www.youtube.com/watch?v=rYvn9LLDWb0

tudo em volta está deserto… tudo certo

[sáb] 16 de abril de 2016

grandes demais para aqueles sonhos loucos lindos e dolorosos da juventude tudo cheio de incertezas e melancolia… ela me chamou e perguntou estás vivo disse que não sei às vezes penso que sim noutras nem sei muita coisa disse ela ou falta algo completou meu silêncio será uma resposta e logo antes mais cedo naquelas reuniões onde as pessoas ficam duas horas esperando o tempo passar para irem embora porque ali não há nada ou o que há se ignora conversávamos eramos adultos narrávamos nossa jornada até aquele ponto quais os prognósticos para o futuro externalizando nossa desilusão e eu em silêncio constatava… parte de mim ainda é rebelde e não aceita o mundo como ele vai quer mudar sonha com coisas melhores com algo mais humanizante mas há outra parte que aceita que se submete que acomoda-se ao silêncio dos vencidos dos que perderam a capacidade de falar por anos de mudez não sei eu disse pra ela hoje acordei duvidando de mim e deste mundo e mesmo que o dia vá bonito acho que é isso são coisas demais e ao mesmo tempo falta algo

ouvia john frusciante… i am central to nowhere thinking of sweeping it clean when we choose to go were losing more… mas pensava em caetano… tudo vai mal, tudo tudo é igual quando eu canto e sou mudo mas eu não minto não minto.

***

você está preso em sua mente.

sentimento do mundo

[qua] 16 de março de 2016

há um cansaço indizível.

uma vontade de fuga…

nem as janelas da semana me libertam. nem os planos traçados… pois isto que sinto é de outra ordem… mistura a dor do corpo inflamado e doente ao sonho dilacerado e impotente. estou quase triste, meio morto: exausto.

apenas colo um poema do camarada drummond,

de carlos drummond de andrade, sentimento do mundo, poema homônimo ao seu livro de 1940.

«Sentimento do mundo Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo, mas estou cheio de escravos, minhas lembranças escorrem e o corpo transige na confluência do amor. Quando me levantar, o céu estará morto e saqueado, eu mesmo estarei morto, morto meu desejo, morto o pântano sem acordes. Os camaradas não disseram que havia uma guerra e era necessário trazer fogo e alimento. Sinto-me disperso, anterior a fronteiras, humildemente vos peço que me perdoeis. Quando os corpos passarem, eu ficarei sozinho desafiando a recordação do sineiro, da viúva e do microscopista que habitavam a barraca e não foram encontrados ao amanhecer esse amanhecer mais que a noite.»

 

e as férias acabaram…

[ter] 16 de fevereiro de 2016

financiamento não rola.

fukuta chegou. até domingo.

ultimo dia das férias.

tudo vai ficar da cor que você quiser

[sáb] 16 de janeiro de 2016

«TUDO É PEQUENO
A fama
A lama
O lince hipnotizando a iguana

O que é grande
É a arte
Há vida em Marte.»
Poema de Rodrigo de Souza Leão

mais sobre rodrigo>> Sossega, Leão, por Ronaldo Bressane; ou no próprio documentário de Letícia Simões [por onde cheguei no Rodrigo], Tudo vai ficar da cor que você quiser

happy end… se o caso é chorar

[qua] 16 de dezembro de 2015

A boa lembrança de Mirian Carla Barbosa para o dia que o magistério catarinense foi destruído.

De: trabalhadoras da educação
Para: Sindicato governista

Você fala que sim / que me compreende / você fala que não / que não me entrega / que não me vende / que não me deixa / que não me larga. / Mas você deixa tudo deixou / você deixa mágoa deixou / você deixa frio deixou /  e me deixa na rua deixou.Você jura, jura, / jurou, / você me despreza / prezou, / você vira a esquina / esquinou / e me deixa à toa / tô, tô, to. /Você passa mal / toma Sonrisal / se engana, mas vai em frente / pra mim não tem jeito / não tem beijo final / e não vai ter happy end / e não vai ter happy end / e não vai ter happy. / Composição: (Tom Zé – Antonio Pádua) // Album: Se o Caso é Chorar // 1972

***

Senhor cidadão / senhor cidadão / Me diga, por quê / me diga por quê / você anda tão triste? / tão triste / Não pode ter nenhum amigo / senhor cidadão / na briga eterna do teu mundo / senhor cidadão / tem que ferir ou ser ferido / senhor cidadão / O cidadão, que vida amarga / que vida amarga. // Oh senhor cidadão, / eu quero saber, eu quero saber / com quantos quilos de medo, / com quantos quilos de medo / se faz uma tradição? // Oh senhor cidadão, / eu quero saber, eu quero saber / com quantas mortes no peito, / com quantas mortes no peito / se faz a seriedade? / /Senhor cidadão / senhor cidadão / eu e você / eu e você / temos coisas até parecidas / parecidas: / por exemplo, nossos dentes / senhor cidadão / da mesma cor, do mesmo barro / senhor cidadão / enquanto os meus guardam sorrisos / senhor cidadão / os teus não sabem senão morder / que vida amarga // Oh senhor cidadão, / eu quero saber, eu quero saber / com quantos quilos de medo, / com quantos quilos de medo / se faz uma tradição? / /Oh senhor cidadão, / eu quero saber, eu quero saber / se a tesoura do cabelo / se a tesoura do cabelo / também corta a crueldade / /Senhor cidadão / senhor cidadão / Me diga por que / me diga por que / Me diga por que / me diga porque Composição: (Tom Zé) – Poema / Senhor Cidadão // // Album: Se o Caso é Chorar // 1972

https://www.youtube.com/watch?v=zLTMM3r8wYI

Atrocaducapacaustiduplielastifeliferofugahistoriloqualubrimendimultipliorganiperiodiplastipublirapareciprorustisagasiimplitenaveloveravivaunivoracidade
city
cite

(CAMPOS, Augusto, 2000)

 ***
ps: vale a leitura da dissertação de demétrio panaroto, não se morre mais, cambada... sobre o tom zé.

hushpuppy

[qua] 16 de setembro de 2015

sem palavras.

considerare

[seg] 17 de agosto de 2015

considerare, “olhar atentamente, observar”… origem da palavra.

***

“sabe aquele homem problema?. esse é corvão.” essa é uma frase, ou mais ou menos essa, que surgiu no meio do bate-papo das meninas, na nossa reunião de reencontro da turma de 2005. e ai fiquei fazendo um levantamento de todos os homens problemas que encontrei pelo caminho, e suas companheiras… o primeiro foi meu pai. homem problema… eu sou um dos tipos de homem problema, talvez não o clássico, mas sou. sou um ser humano problema. mas até quando? até quando sofrer e continuar causando sofrimento neste mundo. e não é a fuga [uma resposta imatura na minha avaliação] que vai resolver a situação. é preciso se reinventar… é preciso substituir parte da estrutura. é preciso ir de encontro com aquilo que é necessário. e talvez…

voltar a pedalar, a participar de espaços políticos de forma organizada, a ler mais sobre filosofia e espiritualidade, estudar o marxismo, sair mais e encontrar as pessoas… voltar a respirar, porque este auto-exílio é apenas manter o coração na solidão, e os temores nascem do cansaço e da solidão. e do temor nasce um conservador proto-fascista… porque do que adiante ter um discurso se na prática não realizas… e ai tu viras um cínico oportunista. e ai é a morte…

assim, mesmo cansado e depois de ter dormido pouco… e com izabel incentivando… acordei, levantei e me fui.

sábado… foi dia de encontros [como se eu tivesse voltado dez anos no tempo]. e domingo foi dia de passear.

e essa semana que passou (ou dois meses) foi de mergulho na escuridão, na tristeza… mas ‘bum’… os problemas continuam aqui, mas sei lá… quem sabe se eu parar de ficar pensando “que merda, não consigo fazer nada diferente e tudo está tudo errado e/ou não vai dar certo” e tentar. sei lá… ficar aqui no fundo do poço lamentando a queda não vai me levar muito longe. ‘bora escalar este mundo obscuro.

***

«Um homem embriagado foi expulso de um bar. Este homem vagou sem rumo e acabou encontrando outra porta aberta. Mal entrou, o dono do bar o expulsa aos gritos: eu já te mandei embora, não adianta voltar aqui! O confuso homem voltou a perambular aqui e ali, encontrando outra porta aberta, resolve entrar. Havia retornado ao mesmo lugar, e novamente foi expulso.» Osho.

***

escrevi assim para izabel: “desculpa! te amo e só queria tua atenção, dividir contigo algo que acho bacana”.

[ter] 16 de junho de 2015

esse frio… e meu corpo está louco. febre, dor… dificuldade de respirar… como se lugar nenhum no mundo fizesse sentido.

mas vamos lá: tarefas do dia. adquirir um sim. feito. ok. instalar virtual wi-fi router…

porecatu

[sáb] 16 de maio de 2015

Faz uma semana que estou doente. Partes podres de mim saem em quantidade absurda diariamente. Ainda estou ocupando a ALESC (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina) como professor grevista. Não estou dormindo todos os dias por lá, pela minha condição física. Mas a cada dia por lá posso dizer que me aproximo e conheço um pessoa nova, um professor ou professora, que está em luta. E isto tudo… Tem me tornado um pessoa melhor. Mais corajosa. O poder do coletivo.

Houveram vários eventos importantes: uma assembleia estadual, que vencemos. E ontem, na escola, uma reunião com os professores… que perdemos. Onde a maioria dos professores, na escola, por omissão ou por convicção se posicionaram por ignorar a greve e voltar a sala, como se não houvesse greve ou problema alguma com a escola. Mas isto não desanima… Só dá mais convicção de que é necessário lutar. É necessário se organizar e lutar!

Abaixo, o poema, da contracapa do livro “Porecatu, a guerrilha que os comunistas esqueceram“, de Marcelo Oikawa. Presente que ganhei do Jornal Brasil de Fato.

«Quem se lembrará dos vencidos
que perderam a razão
e para quem a memória
não amima, nem distrai
ou consola?
E para quem as palavras só acodem
quando tudo é morto
ou mente.
Quem erguerá sua voz por eles,
quando nada mais é promessa:
tudo é urgência?

Poema intitulado “natal”, o livro “A Estrela Fria” de José Almino, poeta pernambucano.»

cousas que vem em silêncio…

[qui] 16 de abril de 2015

low profile. uma incógnita, uma variável invariável, irracional. e longarinas. mas eu queria tanto uma daquelas canções de belchior, mas não está dando… parece que o inverno chegou cedo e estamos escondidos, meu canto não é torto e corta só a mim. por isto, amigo manoel, «ando muito completo de vazios / meu órgão de morrer me predomina, estou sem eternidades / não posso mais saber quando amanheço ontem (…) / enfiei o que pude dentro de um grilo o meu destino / essas coisas me mudam para cisco. a minha independência tem algemas». pessoa… «seja o que for, é o que tenho. tudo mais é tudo só» e deve ser porque eu não ando bem da cabeça… deve ser porque «éblouie par la nuit à coup de lumière mortelle… faut-il aimer la vie ou la regarder juste passer?»

*

 

notas offline de um carnaval ilhado

[seg] 16 de fevereiro de 2015

nota do dia:

16/2 segunda-feira de carnaval… o acesso à internet voltou. e preciso por em dia coisas atrasadas – professor.online… fazer almoço para as marias e lavar a minha roupa. e tentar ser um adulto responsável. e ir ao carnaval em santo antônio.

notas no papel

15/2 domingo, sem internet ainda. ir ao mercado fazer compras. ir ao carnaval com as marias e dona ica, minha mãe. notas mentais durante o carnaval: a falta de animo folião de marias reflete um pouco a criação familiar… essa gente meio gente do mato; minha família não tem o hábito do festivo – somos todos um tanto tristes e arredios. e elas vieram cedo. e eu até tentei ficar um pouco mais. mas carnaval sozinho é triste demais. e fiquei pensando há quanto anos eu não vinha no carnaval daqui… e lá se vai quase meia década; constato que vai tudo menor, sem cor. e o mais estranho é que revi pessoas estranhas que deveriam ser conhecidas – ao menos ela me conheciam, me chamaram pelo nome. cumprimentei-as, mas até agora não me recorde de onde e de quando as conheço. eu e essa minha mania de circular pelo mundo sem me prender…

14/2 sábado. dia de chuva. dia enfiado na terra cavando e arrumando estragos. carnaval com chuva não vai rolar.

13/2 sexta-feira de carnaval. sem internet. telefone não funciona… e a NET me deu o cano. dia de escola, e me preparo para quando voltar ficar no carnaval… coloco a camisa mais bonita… e… mas então começa a chover o céu inteiro…. e chove tanto, como não chovia há anos. e falta luz… e entra água na casa, alaga… e viver em área de risco é meio estressante. uma madrugada acordado monitorando…

12/2 quinta-feira… a primeira semana de aula me deixa um pouco estressado… conhecer as turmas, definir horários, entrar no ritmo… organizar as aulas, ver se funcionam… até esquentar demora alguns dias. passo um dia focado na organizar didática. e amanhã minha mãe faz aniversário. e ontem não fui enterrar a tristeza. preciso encontrar paula.

viajo porque preciso…

[sex] 16 de janeiro de 2015

de repente em frente ao espelho raspei o bigode, e no mesmo movimento arranquei parte do cabelo, fiz um moicano. e a bateria do aparelho acabou. parei… deixa o moicano estar… vamos ver até que dia dura. e bem na verdade, é uma vontade, muda, de mudar…

e li jornal pela tarde inteira, ou quase. pois foi dia de lavar roupa, arrumar o cabo da internet… limpar o quintal e assistir ao filme de karim ainouz e marcelo gomes. ver aqui: viajo porque preciso, volto porque te amo.

e no mais… enquanto testava o cabo encontrei isto que trás referências a isto.

iso-butil-propanóico-fenólico

[ter] 16 de dezembro de 2014

e depois do último texto tudo piorou. a inflamação na garganta, a bagunça da casa, o cansaço, a dor no corpo, a quantidade de ibuprofeno que os rins precisam aturar… enfim… nível ]quase] zero de ânimo.

e o saldo da semana é: obrigações morais e técnicas executadas, restando apenas assinar o livro ponto e confraternizar. mas sinto que falta tanta coisa que é quase como se eu estivesse soterrado, e tão só, por toneladas de coisas incumpridas… como se eu estivesse milhares de qualquer medida de distância do que penso/gostaria/consigo/ ser…

apenas um grão neste deserto de escombros e ruínas…

***

e desta tarde onde o mar numa brecha entre as árvores cega meu olho refletindo o sol sob/sobre* as nuvens… é lindo, até o vidro quebrado da janela colado com papel-contact** transparente que borra o céu, o sol e as folhas. ouço caetano, mateio e ingiro outro dose de ibuprofeno.

nota de roda pé, no céu da página *sob/sobre depende do ponto de referência… onde a terra firme é apenas um ponto no vasto universo em expansão… **que nem é papel… ***ps: o sol se foi nesta uma hora ouvindo caetano e organizando isto cá:

***

O ESTRANGEIRO (1989) estrangeiro 001

#1. O Estrangeiro // Composição: Caetano Veloso // O pintor Paul Gauguin amou a luz na Baía de Guanabara / O compositor Cole Porter adorou as luzes na noite dela / A Baía de Guanabara / O antropólogo Claude Levy-strauss detestou a Baía de Guanabara: / Pareceu-lhe uma boca banguela. / E eu menos a conhecera mais a amara? / Sou cego de tanto vê-la, te tanto tê-la estrela / O que é uma coisa bela? / O amor é cego / Ray Charles é cego / Stevie Wonder é cego / E o albino Hermeto não enxerga mesmo muito bem / Uma baleia, uma telenovela, um alaúde, um trem? / Uma arara? / Mas era ao mesmo tempo bela e banguela a Guanabara / Em que se passara passa passará o raro pesadelo / Que aqui começo a construir sempre buscando o belo e o amaro / Eu não sonhei que a praia de Botafogo era uma esteira rolante deareia brancae de óleo diesel / Sob meus tênis / E o Pão de Açucar menos óbvio possível / À minha frente / Um Pão de Açucar com umas arestas insuspeitadas / À áspera luz laranja contra a quase não luz quase não púrpura / Do branco das areias e das espumas / Que era tudo quanto havia então de aurora / Estão às minhas costas um velho com cabelos nas narinas / E uma menina ainda adolescente e muito linda / Não olho pra trás mas sei de tudo / Cego às avessas, como nos sonhos, vejo o que desejo / Mas eu não desejo ver o terno negro do velho / Nem os dentes quase não púrpura da menina / (pense Seurat e pense impressionista / Essa coisa de luz nos brancos dentes e onda / Mas não pense surrealista que é outra onda) / E ouço as vozes / Os dois me dizem / Num duplo som / Como que sampleados num sinclavier: / “É chegada a hora da reeducação de alguém / Do Pai do Filho do espirito Santo amém / O certo é louco tomar eletrochoque / O certo é saber que o certo é certo / O macho adulto branco sempre no comando / E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo / Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita / Riscar os índios, nada esperar dos pretos” / E eu, menos estrangeiro no lugar que no momento / Sigo mais sozinho caminhando contra o vento / E entendo o centro do que estão dizendo / Aquele cara e aquela: / É um desmascaro / Singelo grito: / “O rei está nu” / Mas eu desperto porque tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito nú / E eu vou e amo o azul, o púrpura e o amarelo / E entre o meu ir e o do sol, um aro, um elo. / (“Some may like a soft brazilian singer / but i’ve given up all attempts at perfection”). // #2. Rai das Cores // Composição: Caetano Veloso // Para a folha: verdePara o céu: azulPara a rosa: rosaPara o mar: azul / Para a cinza: cinzaPara a areia: ouroPara a terra: pardoPara a terra: azul / (quais são as cores que são suas cores de predileção?) / Para a chuva: prataPara o sol: laranjaPara o carro: negroPara a pluma: azul / Para a nuvem: brancoPara a duna: brancoPara a espuma: brancoPara o ar: azul / (quais são as cores que são suas cores de predileção?) / Para o bicho: verdePara o bicho: brancoPara o bicho: pardoPara o homem: azul / Para o homem: negroPara o homem: rosaPara o homem: ouroPara o anjo: azul / (quais são as cores que são suas cores de predileção?) / Para a folha: rubroPara a rosa: palhaPara o ocaso: verdePara o mar: cinzento / Para o fogo: azulPara o fumo: azulPara a pedra: azulPara tudo: azul / (quais são as cores que são suas cores de predileção?) // #3. Branquinha // Composição: Caetano Veloso // Eu sou apenas um velho baiano / Um fulano, um caetano, um mano qualquer / Vou contra a via, canto contra a melodia / Nado contra a maré / Que é que tu vê, que é que tu quer, / Tu que é tão rainha? / Branquinha / Carioca de luz própria, luz / Só minha / Quando todos os seus rosas nus / Todinha / Carnação da canção que compus / Quem conduz / Vem, seduz / Este mulato franzino, menino / Destino de nunca ser homem, não / Este macaco complexo / Este sexo equívoco / Este mico-leão / Namorando a lua e repetindo: / A lua é minha / Branquinha / Pororoquinha, guerreiro é / Rainha / De janeiro, do Rio, do onde é / Sozinha / Mão no leme, pé no furacão / Meu irmão / Neste mundo vão / Mão no leme, pé no carnaval / Meu igual / Neste mundo mau // #4.  Os outros românticos // Composição: Caetano Veloso // Eram os outros românticos, no escuro / Cultuavam outra idade média, situada no futuro / Não no passado / Sendo incapazes de acompanhar / A baba Babel de economias / As mil teorias da economia / Recitadas na televisão / Tais irredutíveis ateus / Simularam uma religião / E o espírito era o sexo de Pixote, então / Na voz de algum cantor de rock alemão / Com o ódio aos que mataram Pixote a mão / Nutriam a rebeldia e a revolução / E os trinta milhões de meninos abandonados do Brasil / Com seus peitos crescendo, seus paus crescendo / E os primeiros mênstruos / Compunham as visões dos seus vitrais / E seus apocalipses mais totais / E suas utopias radicais / Anjos sobre Berlim / “O mundo desde o fim” / E no entanto era um SIM / E foi e era e é e será sim // #5.  Jasper // Composição: Arto Lindsay / Caetano Veloso / Peter Scherer // Time is as weak as water / I’m kneeling on the shore / Showers, palmfronds / Cross me spilling / Silver, sidewalks / Lips so red world so wide / Around my head / Waiting / Time is as weak as water / I taught myself a lesson / I put myself to sleep / Sirens, jasmin / Jasper, flagpole / Tree top, sidewalk / Thursday night, magnolia / Along my street / Later / I taught myself a lesson // #6. Este amor // Composição: Brian Howe // Se alguém pudesse ser um siboney / Boiando à flor do sol / Se alguém, seu arquipélago, seu rei / Seu golfo e seu farol / Captasse a cor das cores da razão do sal da vida / Talvez chegasse a ler / O que este amor tem como lei / Se alguém, judeu, iorubá, nissei, bundo, / Rei na diáspora / Abrisse as suas asas sobre o mundo / Sem ter nem precisar / E o mundo abrisse já, por sua vez, / Asas e pétalas / Não é bem, talvez, em flor / Que se desvela o que este amor / (Tua boca brilhando, boca de mulher, / Nem mel, nem mentira, / O que ela me fez sofrer, o que ela me deu de prazer, / O que de mim ninguém tira / Carne da palavra, carne do silêncio, / Minha paz e minha ira / Boca, tua boca, boca, tua boca, cala minha boca) / Se alguém, cantasse mais do que ninguém / Do que o silêncio e o grito / Mais íntimo e remoto, perto além / Mais feio e mais bonito / Se alguém pudesse erguer o seu Gilgal em Bethania… / Que anjo exterminador tem como guia o deste amor? / Se alguém, nalgum bolero, nalgum som / Perdesse a máscara / E achasse verdadeiro e muito bom / O que não passará / Dindinha lua brilharia mais no céu da ilha / E a luz da maravilha / E a luz do amor / Sobre este amor // #7. Outro retrato // Composição: Caetano Veloso // Minha música vem da / Música da poesia de um poeta João que / Não gosta de música / Minha poesia vem / Da poesia da música de um João músico que / Não gosta de poesia / O dado de Cabral / A descoberta de Donato / O fato, o sinal / O sal, o ato, o salto: / Meu outro retrato // #8. Etc. // Composição: Caetano Veloso // Estou sozinho, estou triste, etc. / Quem virá com a nova brisa que penetra? / Pelas frestas do meu ninho. / Quem insiste em anunciar-se no desejo. / Quem tanto não vejo ainda / Vem, pessoa secreta. Vem, te chamo. / Vem / Etc. // #9. Meia Lua Inteira. // Composição: Carlinhos Brown // Meia Lua Inteira sopapo / Na cara do fraco / Estrangeiro gozador / Cocar de coqueiro baixo / Quando engano se enganou… / São dim, dão, dão / São Bento / Grande homem de movimento / Martelo do tribunal / Sumiu na mata adentro / Foi pego sem documento / No terreiro regional… / Uera rá rá rá / Uera rá rá rá / Terça-Feira / Capoeira rá rá rá / Tô no pé de onde der / Rá rá rá rá / Verdadeiro rá rá rá / Derradeiro rá rá rá / Não me impede de cantar / Rá rá rá rá / Tô no pé de onde der / Rá rá rá rá… / Bimba birimba a mim que diga / Taco de arame, cabaça, barriga / São dim, dão, dão / São Bento / Grande homem de movimento / Nunca foi um marginal / Sumiu na praça a tempo / Caminhando contra o vento / Sobre a prata capital… / Uera rá rá rá / Uera rá rá rá / Terça-Feira / Capoeira rá rá rá / Tô no pé de onde der / Rá rá rá rá / Derradeiro rá rá rá / Verdadeiro rá rá rá / Não me impede de cantar / Rá rá rá rá / Tô no pé de onde der / Rá rá rá rá… / Uera rá rá rá / Uera rá rá rá / Terça-Feira / Capoeira rá rá rá / Tô no pé de onde der / Rá rá rá rá / Verdadeiro rá rá rá / Derradeiro rá rá rá / Não me impede de cantar / Rá rá rá rá / Tô no pé de onde der / Rá rá rá rá… // #10. Genipapo Absoluto // Composição: Caetano Veloso // Como será pois se ardiam fogueiras / Com olhos de areia quem viu / Praias, paixões fevereiras / Não dizem o que junhos de fumaça e frio / Onde e quando é genipapo absoluto / Meu pai, seu tanino, seu mel / Prensa, esperança, sofrer prazeria / Promessa, poesia, Mabel / Cantar é mais do que lembrar / É mais do que ter tido aquilo então / Mais do que viver do que sonhar / É ter o coração daquilo / Tudo são trechos que escuto – vêm dela / Pois minha mãe é minha voz / Como será que isso era este som / Que hoje sim, gera sóis, dói em dós / “Aquele que considera” / A saudade de uma mera contraluz que vem / Do que deixou pra trás / Não, esse só desfaz o signo / E a “rosa também” /// ***

e na virada do disco… Outro álbum de caetano… Fina Estampa:

#1. Rumba Azul // Composição: Armando Oréfiche // A la rumba azul / Vamos / Llega chique… / A mi corazón… !ay,ay,ay,ay! / Es su canto azul, sensual / Con su tique… / Ya llegó el amor / !ay,ay,ay,ay! / Madame / Trilirutiru…… / Dulce es mi cantar / !oh rumba azul! / Madame / Uricutricu…. / Ilusión azul / !oh rumba azul! // …

ps: mas este disco fica para outro dia…

fortuna imperatrix mundi

[dom] 16 de novembro de 2014

de Carmina Burana, o poema musicado por Carl Orff – fortuna

perguntar incomoda…

[qui] 16 de outubro de 2014

Gosto amargo ainda pela estupidez humana… [e essa sensação que a tua presença causa desconforto e incomoda os outros… A tua simples existência provoca o outro e não há como conciliar isto].

Ponho-me a remendar o forro feito… E tudo é precário e provisório, e agora só falta pintar. mas isto é para outro dia [há tantas coisas para outros dias… essa vida toda para outros dias as vezes cansa]. Agora é terminar de limpar e trabalhar nas notas, nos diários… que o tempo voa e amanhã há escola.

E de Ivo Tonet, para pensar esse dia dos professores, “Em uma sociedade de classes, não basta exercer com dedicação e seriedade a atividade educativa. É preciso perguntar: a quem ela serve?”

‘Bora trabalhar para transformar essa revolta em ação coletiva autoconsciente e, sobretudo, crítica. Os fascistas não passarão.

la vida es mas compleja de lo que parece…

[ter] 16 de setembro de 2014

drexler me acalma. depois de uma conversa séria com izabel sobre o seu comportamento, a vida vai menos pesada.

este texto diz tudo o que eu queria dizer hoje.

as políticas públicas e a desigualdade racial no Brasil 120 anos após a abolição

[sáb] 16 de agosto de 2014

as políticas públicas e a desigualdade racial no Brasil 120 anos após a abolição

http://www.ipea.gov.br/agencia/images/stories/Livro_desigualdadesraciais.pdf

el infranqueable cerrojo

[seg] 16 de junho de 2014

#11:28

de repente acordo
emaranhado sob os tentáculos
dos pensamentos pesados e sombrios.

a consciência armada e emaranhada,
a contrastar com o solito que se vai a brilhar ali fora.

e quando o dia tende a esquentar…
mergulho mais e mais na profundidade gélida
de minha obscuridade

permaneço inerte –
neste movimento uniforme.

como se a força gravitacional
deste buraco negro em meu peito
fosse maior que este úni(co)verso.

e fim.

a quinta criança e a rota do indivíduo

[dom] 16 de março de 2014

domingo. cedo. o sol a raiar. um sinal, um nos conectar.

pulando no tempo, na quinta chuvosa saí… e testei a minha mansidão… sou tão manso, mas quando o pelo arrepia e brota lá das entranhas aquela gana de liberta-se… é como  sentir a pele transvirar e tu fica assim de carne crua, nu, ao relento… pleno de indignação, trêmulo. havia assembleia da categoria e anotei tudo atentamente, reencontrei velhos camaradas e colegas. o desafio é grande, mas não é hora que quedar solo. e em dia de chuva passei para uma visita à casa cerrada. em sexta fui fazer fala, mobilizar professores, alunos… isto me dá um reanimo – o sentido de pertencimento… a algo maior que a solidão do ofício docente diário, que no fundo é uma resistência cotidiana ao peso do sistema que nos sufoca. e todo suado, pós noite de trabalho e com alguma esperança de encontrar… chego, no fim da noite, chamo, atiro pedra na janela, transpasso o portão – com seu barulho e seu peso próprio – bato na porta e só me encontro com tieta preta mais mansa do que eu. ela doente ainda, trocamos olhares e carinhos, e vou-me embora sem encontrar quem eu vim buscar. e já no sábado chego em casa… durmo no inicio da madrugada e acordo antes do dia raiar com a casa cheia de crianças… é lucas, é thiago – filhos do meu primo, ao qual eu aluguei – simbolicamente – um dos quartos do meu barraquinho. com crianças em casa o dia começa cedo… e logo depois chegaram maria izabel (a filha) e maria luiza (a sobrinha)… e a manhã estava feita, era eu a quinta criança. e entre crianças e árvores me pus a plantar brincadeiras e mudas. cavei, aterrei, jardinei, fiz escadas e comecei caminhos. e agora há azaleias, um jovem flamboaiã e uma jabuticabeira hibrida no acidentado quintal.e exausto dormi tão cedo.

e assim, esse domingo, de agora, veio cedo, ao raiar do sol… e na ânsia de encontrar-me ao teu encontro.

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A rota do indivíduo /// Mera luz / Que invade a tarde cinzenta / E algumas folhas deitam sobre a estrada / O frio é o agasalho / Que esquenta / O coração gelado / Quando venta / Movendo a água abandonada / Restos de sonho / Sobre um novo dia / Amores nos vagões / Vagões nos trilhos / Parece que quem parte é a ferrovia / Que mesmo não te vendo te vigia / Como mãe, como mãe / Que dorme olhando os filhos / Com os olhos na estrada / E no mistério solitário da penugem / Vejo a vida correndo parada / Como se não existisse chegada / Na tarde distante / Ferrugem ou nada /// © 1991 Luanda Edições Musicais Ltda. / GPA Edições Musicais LTDA // Compositores: Djavan e Orlando Moraes / Intérprete: Djavan.

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depois de andar 6km sob a lua cheia… para fechar a noite. para fechar a noite brandamente… em ritmo de carnaval. https://www.youtube.com/watch?v=StxDbnx8KgI

e para planos futuros tão distantes que nos haja tempo… para crescer e florescer… mais. e antes das novas podas que precederam as futuras florações…

exercícios sob a trilha sonora vespertina

[qui] 16 de janeiro de 2014

DOS ELEFANTES

Não começar pelo que lhe é fácil. Lembre-se. Assim morrem os elefantes. Na tarde azul há um branco em forma de balão e o preto em forma de luto ou luta. Há toda uma solidão e um silêncio só. Há o sono acidentado e a dor cinzenta… Dor que um dia cairá tal qual a tempestade. E lá, onde for, longe do que é fácil, emerge no fio sonoro do trompete uma lembrança do que fora uma juventude ou sonhos verdes. E explode – sem poder iniciar – o poema vermelho, o desconforto agudo, o fim crônico. Solitário, como a ilusão tão real que este mundo azul é triste e seco. Seco é o som. É a orquestra em silêncio. Lá longe é tão cá dentro e é tão imenso como o nó da madeira e a dor do músculo esquerdo. Mas aquieta. Espera. Não começar pelo que é fácil… E vem em gritos, entra, atravessa, preenche todos os cantos com este som inteiro. Há tempo e tudo crescerá. Após a chuva cerrar e após o sol – que um dia chegará. E assim, repara o trilho sonoro que comporá o caminho que os teus pés e ouvidos farão. Orquestrarás o esquecimento… Morrerás, frente a frente, como todos os elefantes – imensos e terminais.

[nota – quando conclui isto hoje pela tarde lembrei disto aqui]

DO MAR

Não se caminha sobre o mar à tarde. Voa-se – como só os peixes sabem, refletidos, sobre os fragmentos estelares, estes milhares de brilhos solares, tão filhos do vento e dos meus olhos vespertinos.

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