Archive for the '12' Category

hard to explain

[dom] 12 de novembro de 2017

«… I say the right things but act the wrong way / I like it right here but I cannot stay / I watch the TV; forget what I’m told / Well, I am too young, and they are too old / Oh, man, can’t you see I’m nervous, so please / Pretend to be nice, so I can be mean / I miss the last bus, we take the next train / I try but you see, it’s hard to explain… / I say the right things, but act the wrong way / I like it right here, but I cannot stay / I watch the TV; forget what I’m told / Well, I am too young, and they are too old / The joke is on you, this place is a zoo / “You’re right it’s true” / Says he can’t decide / I shake my head to say / Everything’s just great / Oh, I just can’t remember / I just can’t remember / Raised in Carolina, she says: / ” I’m not like that” / Trying to remind her / When we go back… »

na sexta-feira bebemos. teve “eleição” do novo grêmio. não dei aula… sábado foi exaustivo, mexendo em casa, na obra… e hoje, tem enem, segundo dia de prova. eu não estudei, mas irei… e tenho que acordar logo mais, daqui a 5 horas. mas é só difícil de explicar…

ruína

[sáb] 12 de agosto de 2017

«Um monge descabelado me disse no caminho: “Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha ideia era de fazer alguma coisa ao jeito de tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque o abandono pode não ser apenas de um homem debaixo da ponte, mas pode ser também de um gato no beco ou de uma criança presa num cubículo. O abandono pode ser também de uma expressão que tenha entrado para o arcaico ou mesmo de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro (O olho do monge estava perto de ser um canto). Continuou: digamos a palavra amor. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode nascer de um monturo”.

E o monge se calou descabelado.»

Manoel de Barros | “Poesia completa”

recovery e translineação

[qui] 12 de janeiro de 2017

 

nota#1

«recovery from a great loss involves a great deal of pain. If we try to avoid that pain, we can make it harder on ourselves in the long run.» Deanna Troi, In: The Loss. Episódio 84º de Star Trek: The Next Generation; 4ª temporada.

nota#2

Composição: Maria Elena Walsh. Como la cigarra

«Después de un año /Bajo la tierra, / Igual que sobreviviente / Que vuelve de la guerra…»

nota#3

Larhyssa deixou recado dizendo que passou no vestibular e agradecendo o meu papel enquanto professor na formação dela. está ai uma coisa bacana dessa profissão… os seres que encontramos nessa jornada.

ps: ela é a moça que me fez essa questão: por que o acento da palavra indivíduo vai ali? e que levou a pesquisar e escrever essa postagem indivíduo: uma proparoxítona aparente

Nota: uma proparoxítona aparente é uma palavra acentuada que, por terminar em ditongo crescente (-ea, -eo, -ia, -ie, -io, -ua, -ue, -uo), tanto pode ser classificada de paroxítona (mais comum no Brasil) como de proparoxítona (mais comum no restante da CPLP). https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/translineacao-proparoxitonas-aparentes/5089

São chamadas proparoxítonas aparentes as palavras que apresentam uma série vocálica pós-tônica considerada como ditongo crescente (-ea. -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo, etc.): náusea, etéreo, níveo, enciclopédia, glória, barbárie, série, lírio, prélio, mágoa, nódoa, exígua, língua, vácuo, amêndoa, argênteo, côdea, Islândia etc. http://www.lpeu.com.br/q/3dch8

Tipo de palavra ou sílaba Quando acentuar Exemplos (como eram) Observações (como ficaram)
Proparoxítonas sempre simpática, lúcido, sólido, cômodo Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia. Observe: Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico, fenômeno (Brasil) académico, fenómeno (Portugal).
Paroxítonas Se terminadas em: R, X, N, L, I, IS, UM, UNS, US, PS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS; ditongo oral, seguido ou não de S fácil, táxi, tênis, hífen, próton, álbum(ns), vírus, caráter, látex, bíceps, ímã, órfãs, bênção, órfãos, cárie, árduos, pólen, éden. Continua tudo igual. Observe: 1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens, polens. 2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen, fêmur (Brasil) ou sémen, fémur (Portugal). 3) Não ponha acento nos prefixos paroxítonos que terminam em R nem nos que terminam em I: inter-helênico, super-homem, anti-herói, semi-internato.
Oxítonas Se terminadas em: A, AS, E, ES, O, OS, EM, ENS vatapá, igarapé, avô, avós, refém, parabéns Continua tudo igual. Observe: 1. terminadas em I, IS, U, US não levam acento: tatu, Morumbi, abacaxi. 2. Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé, puré (Portugal).
Monossílabos tônicos (são oxítonas também) terminados em A, AS, E, ES, O,OS vá, pás, pé, mês, pó, pôs Continua tudo igual. Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc.
Í e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato) saída, saúde, miúdo, aí, Araújo, Esaú, Luís, Itaú, baús, Piauí 1. Se o i e u forem seguidos de s, a regra se mantém: balaústre, egoísmo, baús, jacuís. 2. Não se acentuam i e u se depois vier ‘nh’: rainha, tainha, moinho. 3. Esta regra é nova: nas paroxítonas, o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca, bocaiuva, feiura, saiinha (saia pequena), cheiinho (cheio). 4. Mas, se, nas oxítonas, mesmo com ditongo, o i e u estiverem no final, haverá acento: tuiuiú, Piauí, teiú.
Ditongos abertos em palavras paroxítonas EI, OI idéia, colméia, bóia Esta regra desapareceu (para palavras paroxítonas). Escreve-se agora: ideia, colmeia, celuloide, boia. Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. Por exemplo: contêiner, Méier, destróier serão acentuados porque terminam em R.
Ditongos abertos em palavras oxítonas ÉIS, ÉU(S), ÓI(S) papéis, herói, heróis, troféu, céu, mói (moer) Continua tudo igual (mas, cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais sílabas).
Verbos arguir e redarguir (agora sem trema) arguir e redarguir usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo. Esta regra desapareceu. Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gú-o, mas não acentue); ele argui (fale: ar-gúi), mas não acentue.
Verbos terminados em guar, quar e quir aguar enxaguar, averiguar, apaziguar, delinquir, obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo. Esta regra sofreu alteração. Observe:. Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando a ou i tônicos, aí acentuamos estas vogais: eu águo, eles águam e enxáguam a roupa (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (í tônico). Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averi-gú-o, mas não acentue) o caso.
ôo, êe vôo, zôo, enjôo, vêem Esta regra desapareceu. Agora se escreve: zoo, perdoo veem, magoo, voo.
Verbos ter e vir na terceira pessoa do plural do presente do indicativo eles têm, eles vêm Continua tudo igual. Ele vem aqui; eles vêm aqui. Eles têm sede; ela tem sede.
Derivados de ter e vir (obter, manter, intervir) na terceira pessoa do singular leva acento agudo; na terceira pessoa do plural do presente levam circunflexo ele obtém, detém, mantém; eles obtêm, detêm, mantêm Continua tudo igual.
Acento diferencial Esta regra desapareceu, exceto para os verbos: PODER (diferença entre passado e presente. Ele não pôde ir ontem, mas pode ir hoje. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo, então vamos pôr casacos; TER e VIR e seus compostos (ver acima). Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios, para-choque. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional; se possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja forma de pagamento é parcelada.

Dados da tabela acima produzidos pela Márcia Lígia Guidin. Extraído de educacao.uol.com.br

thx 1138

[seg] 12 de dezembro de 2016

«Século XXV. A humanidade vive abaixo da superfície da Terra, em uma sociedade onde os robôs são a força policial e as pessoas se divertem através da TV holográfica. Todas as pessoas tomam drogas diariamente, de forma a controlar as emoções e manter a paz. Além disto, o sexo é proibido por lei. Um dia o trabalhador THX 1138 (Robert Duvall) resolve parar de tomar suas drogas. Ele se apaixona por LUH 3417 (Maggie McOmie), sua colega de quarto, que engravida dele. Ao serem descobertos são enviados à prisão. Lá THX conhece o programador SEN 5241, que o ajuda a escapar. Ele parte então em busca de LUH, para que possam chegar à superfície do planeta.»

sob a pele

[seg] 12 de setembro de 2016

manhãs:

dividido em três momentos (dias… 1/4+1/4+1/2), consegui concluir sob a pele (Under The Skin, 2013) do diretor Jonathan Glazer. O começo não me pegou… Insisti… Desisti, mas ficou ali… Sinalizando que havia um filme por terminar… Insisti novamente, e ai… Fui fisgado. Fotografia, Trilha sonora… E aquela sensação angustiante/excitante de o que será que vai acontecer…

ontem, conclui também Ginger & Rosa (2012), filme de  Sally Potter.

tardes:

ontem jardinei. ouvi caetano.

hoje, tenho que por em dia planos de aulas e atividades. dia de trabalho.

futuro:

lista de coisas para estudar/aprofundar:

Michelangelo Antonioni

Andrei Tarkovsky

Nicolas Roeg

o halux esquerdo

[qui] 12 de maio de 2016

7h45 liga pra escola… irei faltar.

12h17 levanta, e com essa cabeleira vai…

13h05 precisava dormir, precisava respirar… o halux esquerdo, com sua armadura em crosta de sangue e pus veio me salvar. uma falta semi-justificada…

13h59 agora parto em busca do bilhete azul…

 

maratona donwton abbey

[sáb] 12 de março de 2016

para não pensar. apenas vegetar…

sorvete e chips

[sáb] 12 de dezembro de 2015

a sorvete chegou.

ela é maior que o chips. tenho minhas dúvidas se são irmãos e da mesma ninhada. mas ambos estiveram comigo no resgate de ontem – ps: os dois gatos mais quietos que vi até hoje. e me cagaram toda a mochila…

ela, que foi adotada no caminho, foi devolvida hoje.

agora vem os cuidados…

Jpeg

enfezei.

[qui] 12 de novembro de 2015

enfezei.

hoje não foi um bom dia.

enrolei-me e as coisas parecem que empacaram.

senti-me um bosta. as aulas não funcionaram… eu perdi tempo demais fazendo qualquer coisa sem sentido… estou com num misto de cansaço e chateação raivosa. nada faz sentido… estou um tanto chateado comigo por chegar neste estado. devendo muito, ganhando mal… ministrando umas aulas de bosta… vivendo uma vidinha bem mortalmente entediante.

e acho que daqui a pouco, depois desse estresse… vou chorar um bocadinho porque vai, já estou, chegou… aquela tristeza.

***

enquanto isto na sala de papéis amontoados esperam a hora de virarem código binário uma montanha de rabiscos feitos entre os dias quatro e sete. aliás, dias muito produtivos e significantes, em termos de contatos e desenvolvimento de projetos. pena que é assim, cinco dias de produtividade máxima… e uma mês de cansaço, tristeza… procrastinação.

gaia piá e a canoa de guapuruvu

[sáb] 12 de setembro de 2015

madrugada [1h31]

http://educantes.blogspot.com.br/2005/09/eu-gosto-e-no-gosto-da-minha-escola-so.html

manhã [11h48]

atenção para a lição do dia: não se dobre demais… você pode não conseguir levantar depois.

je ne veux pas travailler

[qua] 12 de agosto de 2015

[madrugada, primeiro minuto do dia]

começando a madrugada e eu começando, no último dia, a fazer todo o trabalho acumulado ao longo dos últimos quatro meses. tarefa estressante.

[ps: esta postagem vai ser editada o dia inteiro… a cada novo momento acrescentando um fragmento do dia]

«Je ne veux pas travailler
Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement l’oublier
Et puis je fume»

«Sympathique // Ma chambre a la forme d’une cage / Le soleil passe son bras par la fenêtre / Les chasseurs à ma porte / Comme les p’tits soldats / Qui veulent me prendre / Je ne veux pas travailler / Je ne veux pas déjeuner / Je veux seulement l’oublier / Et puis je fume / Déjà j’ai connu le parfum de l’amour / Un million de roses n’embaumerait pas autant / Maintenant une seule fleur dans mes entourages / Me rend malade / Je ne veux pas travailler / Je ne veux pas déjeuner / Je veux seulement l’oublier / Et puis je fume / Je ne suis pas fière de ça / Vie qui veut me tuer / C’est magnifique être sympathique / Mais je ne le connais jamais / Je ne veux pas travailler / Non / Je ne veux pas déjeuner / Je veux seulement l’oublier / Et puis je fume / Je ne suis pas fière de ça / Vie qui veut me tuer / C’est magnifique être sympathique / Mais je ne le connais jamais / Je ne veux pas travailler / Non / Je ne veux pas déjeuner / Je veux seulement l’oublier / Et puis je fume / “Sympathique” written by Thomas Lauderdale & China Forbes. »

***

[madrugada ainda… uma e quarenta e seis] «No seu ar cansado que nem mesmo me vê, Olhando pr’ocê, pedindo outro “fernet”» Tulipa Ruiz faz a trilha. Som gostoso… Fico pensando em milhões de coisas. Café com bolachas… E a cada minuto busco uma fuga para não digitar tudo que tenho neste professoronline. Merda de professoronline… Merda de deixar trabalho tudo para a ultima hora.

***

[madru… três em ponto] No som mais alto possível dentro do meu ouvido. snow patrol… no aleatório do groove. essa me faz sentir-me com 16 anos.

Snow Patrol – Open Your Eyes

«All this feels strange and untrue / (…) My bones ache, my skin feels cold / And I’m getting so tired and so old / The anger swells in my guts / And I won’t feel these slices and cuts / (…) Tell me that you’ll open your eyes / (…) And we’ll walk from this dark room for the last time / (…) Cause I need you to look into mine // Gary Lightbody, Nathan Connolly,Tom Simpson, Paul Wilson and Jonny Quinn

***

[é madrugada ainda… já que o sol não nasceu e nem o céu azulou] Na trilha sonora enquanto põe em dia os diários e as notas quem canta são caetano e mautner.

«Coisa Assassina // Se tá tudo dominado pelo amor / Então vai tudo bem, agora / Se tá tudo dominado / Quer dizer, drogado / Então vai tudo pro além / Antes da hora / Antes da hora / Maldita seja / Essa coisa assassina / Que se vende / Em quase toda esquina / E que passa por crença / Ideologia, cultura, esporte / E no entanto é só doença / Monotonia da loucura, e morte / Monotonia da loucura e morte // Composição de  Gilberto Gil e Jorge Mautner»

***

[manhã ?]

onde estará…

[sex] 12 de junho de 2015

três minutos para por os pensamentos em dia

lembrete #1: não ser engolido pelo tempo. dar tempo ao tempo.

lembrete #2: «pensamento é um momento que nos leva a emoção. pensamento positivo que faz bem ao coração…»

lembrete #3: «estou pensando em você… onde estará o meu amor?»

e agora é banho, almoço e rua… para as tarefas do dia e buscando o {re}encontro da vida.

 

i’m here

[dom] 12 de abril de 2015

« none of us are the same as we were a moment ago… and we shouldn’t try to be. » (allan watts)”

***

«the past is just a story we tell ourselves.»  (JONZE, 2013).

1. “Sleepwalker” 0:00 2. “Milk & Honey” 3:13 3. “Loneliness #3 (Night Talking)” 4:37 4. “Divorce Papers” 7:53 5. “Morning Talk/Supersymmetry” 11:02 6. “Some Other Place” 15:15 7. “Song on the Beach” 18:40 8. “Loneliness #4 (Other People’s Letters)” 22:10 9. “Owl” 23:03 10. “Photograph” 25:16 11. “Milk & Honey (Alan Watts & 641)” 27:40 12. “We’re All Leaving” 30:56 13. “Dimensions” 33:19.

e outros textos: este «O passado é apenas uma história que contamos a nós mesmos?»; e esta outra citação de Padma Sambhava: «Se o próprio ser que procura, ao procurar-se, não puder ser encontrado, o objetivo e também o próprio fim da busca terão sido atingidos.»; e/ou Swami Prabhavananda: «Quem, o que você pensa que é? Absoluta, básica e fundamentalmen­te, bem lá no fundo?»

_____

ELA. Direção: Spike Jonze. Produção: Megan Ellison; Spike Jonze e Vincent Landay. Intérpretes: Joaquin Phoenix; Amy Adams; Rooney Mara; Olivia Wilde; Scarlett Johansson e outros. Roteiro: Spike Jonze. Sony Pictures, 2013.  (126min), son., color., 35mm.

je ne suis pas charlie

[seg] 12 de janeiro de 2015

7h00… encontrar celular, carregar e pegar estrada.

9h28 voltei e direto do soul vintage itapema… «here comes the sun, here comes the sun and I say it’s all right… sun, sun, sun, here it comes, sun, sun, sun, here it comes…»

e sol chegou ali fora… e cá dentro o calor é infernal. mas antes de ir:

de ontem, meus conhecimentos rudimentares de eletrônica não me ajudaram muita na tentativa de converter um toca-fita em uma saída auxiliar…  e no fim perdi um cabo, algumas horas e ganhei um som ruidoso e o premio de consolação por ter tentado…

**

já hoje, enquanto o povo decide se é je suis charlie ou je ne suis pas charlie, eu coloco as leituras em dia sobre o noticiário.  e, pondero, que intolerância reforça a intolerância, e é necessário viver com as diferenças… e acabar com as desigualdades.

**

mudei a página de abertura: fiz isto ~~~.

11h37. e o mundo lá fora chama… passei do ponto. volto qualquer dia… em qualquer hora.

 

quando vier a primavera

[qua] 12 de novembro de 2014

citações:

Alberto Caeiro // Quando Vier a Primavera

«Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.»

mais trecho do livro do pacheco:

«[…] Fala-se muito de desenvolvimento, de cooperação e de reforço do poder dos professores, as as tendências dominantes continuam a ser a centralização, a uniformização e a racionalização”¹. O discurso da autonomia pode desempenhar uma poderosa função ideológica “estimulando o sentido de eficácia pessoal, mas também promovendo a subordinação do indivíduo ao controle organizativo”². Será necessário, portanto, promover a distinção entre uma autonomia formal e uma concepção democratizante de autonomia geradora de modalidades de intervenção formativa distintas da participação formal de professores em ações condicionadas pela instrumentalidade e a racionalidade técnica. […] No círculo, é essa autonomia de novo tipo que realça a inutilidade de controle exterior. Os professores detêm um efetivo controle sobre o seu próprio trabalho e o entendimento de que a inteligibilidade do real sofre uma erosão constante. […] 

Temos de mudar e a mudança faz-se à custa de sofrimentos e compreensão de nós próprios e dos outros […] precisamos de ser profissionais e não professores em part-time […] ao longo de todo o ano escolar, travei uma luta comigo no sentido de ser diferente, como professor, mais autônomo e mais ativo. Penso que não o consegui totalmente e que ainda estou a aprender a ser autônomo para criar alunos autônomos.»

1. APPLE, M. & JUNGCK. ‘No hay que ser maestro para enseñar esta unidad‘. Revista de educación, 291, 1990, p.149.
2. BALL, A. (1989). ‘La micropolítica de la escuela‘. Apud CORREIA, J. Formatividade e profissionalidade docentes. Porto, 1993, p. 13 [mimeo.].

***

e para fechar… mais um video do projeto “Um Poema por Semana” – é uma ideia de Paula Moura Pinheiro – confira mais em: www.rtp.pt/umpoemaporsemana;

O Sentimento dum Ocidental // Cesário Verde «[...] Nas nossas ruas, ao anoitecer, Há tal soturnidade, há tal melancolia, Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.[...]»

 

 

 

los autenticos decadentes

[dom] 12 de outubro de 2014

I PARTE

de Los Autenticos Decadentes:

Un Osito de Peluche de Taiwan

«La melancolía de la tarde me ha ganado el corazón, y se nubla de dudas… Son esos momentos en que uno se pone a reflexionar y alumbra una tormenta… Todo es tan tranquilo que el silencio anuncia el ruido de la calma que antecede al huracán. De repente no puedo respirar, necesito un poco de libertad, que te alejes por un tiempo de mi lado, que me dejes en paz. Siempre fue mi manera de ser, no me trates de comprender, no hay nada que se pueda hacer, soy un poco paranoico lo siento.»

y otras más…

***

II PARTE

e eu nem sei por onde começar… esse dia assim distante de mim. talvez pelo trabalho… talvez seja este o atalho.

 

 

porque hoje é sábado

[sáb] 12 de julho de 2014

o povo acordou cedo. criança em casa dá nisso [meu primo, colega de casa, recebendo seus filhos]. sete horas e todo mundo está de pé…

porque hoje é sábado.

ps: e fui lá na estante e abri na página 145 da antologia poética, publicada pela companhia das letras, e relendo o poema, lembrei que já anotei ele por cá: o dia da criação.

o tempo passa e algumas coisas parecem não mudar. outras mudam tanto. e enquanto tomo coragem para ir ai fora mexer nas coisas… anoto por cá, porque hoje é sábado.

todos os nomes

[sáb] 12 de abril de 2014

notas do dia.
#1. cedo a criançada estava endiabrada. gustavo – filho de minha prima visitante era o mais afeito aos atentados. lucas – filho de meu primo inquilino-hospede também não perdia no quesito. sobrou para as marias – izabel e luiza a tarefa de [domá-los] domesticá-los.

#2. dona maria [a vó] vai embora. amanhã.

#3. serei pai-tio-babá. os outros pais/mães vão festar – cada um no seu mundo. e o meu programão de sábado é cuidar das marias. elas dormirão no quarto e eu ganharei um colchão na sala.

#4. gostei disto: http://www.youtube.com/watch?v=SvQzAU7Kds0&list=RDSvQzAU7Kds0

#5. minha trilha hoje sonora foi essa… http://www.lisandroaristi.com/discos

#6. no meio do nada, no final da tarde, na solidão ilhada de gente, uma saudação contente e um bonito sorriso. torno-me cada dia mais “o professor”.

#7. «A decisão do Sr. José apareceu dois dias depois. Em geral não se diz que uma decisão nos aparece, as pessoas são tão zelosas da sua identidade, por vaga que seja, e da sua autoridade, por pouca que tenha, que preferem dar-nos a entender que reflectiram antes de dar o último passo, que ponderaram os prós e os contras, que sopesaram as possibilidades e as alternativas, e que, ao cabo de um intenso trabalho mental, tomaram finalmente a decisão. Há que dizer que estas coisas nunca se passaram assim. Decerto não entrará na cabeça de ninguém a ideia de comer sem sentir suficiente apetite, e o apetite não depende da vontade de cada um, forma-se por si mesmo, resulta de objectivas necessidades do corpo, é um problema físico-químico cuja solução, de um modo mais ou menos satisfatório, será encontrada no conteúdo do prato. Mesmo um acto tão simples como é o de descer à rua a comprar o jornal pressupõe, não só um suficiente desejo de receber informação, o qual, esclareça-se, sendo desejo, é necessariamente apetite, efeito de actividades físico-químicas específicas do corpo, ainda que de diferente natureza, como pressupõe também, esse acto rotineiro, por exemplo, a certeza, ou a convicção, ou a esperança, não conscientes, de que a viatura de distribuição não se atrasou ou de que o posto de venda de jornais não está fechado por doença ou ausência voluntária do proprietário. Aliás, se persistíssemos em afirmar que as nossas decisões somos nós que as tomamos, então teríamos de principiar por dilucidar, por discernir, por distinguir, quem é, em nós, aquele que tomou a decisão e aquele que depois a irá cumprir, operações impossíveis, onde as houver. Em rigor, não tomamos decisões, são as decisões que nos tomam a nós. A prova encontramo-la em que, levando a vida a executar sucessivamente os mais diversos actos, não fazemos preceder cada um deles de um período de reflexão, de avaliação, de cálculo, ao fim do qual, e só então, é que nos declararíamos em condições de decidir se iríamos almoçar, ou comprar o jornal, ou procurar a mulher desconhecida. É por estas razões que o Sr. José, mesmo que o submetessem ao mais apertado dos interrogatórios, não saberia dizer como e porquê o tomou a decisão, ouçamos a explicação que daria, Só sei que foi na noite de quarta-feira, estava eu em casa, de tão cansado que me sentia nem tinha querido jantar, ainda tinha a cabeça à roda de ter levado todo o santo dia em cima daquela escada, o chefe devia compreender que já não tenho idade para essas acrobacias, que não sou nenhum rapaz, além do padecimento, Que padecimento, Sofro de tonturas, vertigens, atracção do abismo, ou como quer que lhe queiram chamar, Nunca se queixou, Não gosto de me queixar, É bonito da sua parte, continue, tinha descalçado os sapatos, quando de repente tomei a decisão, Se tomou a decisão, sabe por que a tomou, Acho que não tomei eu, que foi ela a tomar-me a mim, As pessoas normais tomam decisões, não são tomadas por elas, Até à noite de quarta-feira também eu pensava assim, Que foi que sucedeu na noite de quarta-feira, Isto mesmo que lhe estou a contar, tinha o verbete da mulher desconhecida em cima da mesa-de-cabeceira, pus-me a olhar para ele como se fosse a primeira vez, Mas já tinha olhado antes, Desde segunda-feira, em casa, quase não fazia outra coisa, Estava portanto a amadurecer a decisão, Ou ela esteve amadurecer-me a mim, Adiante, adiante, não me venha outra vez com essa, Tomei a calçar os sapatos, vesti o casaco e a gabardina, e saí, nem me lembrei de pôr a gravata, Que horas eram, Aí umas dez e meia, Aonde foi depois, À rua onde a mulher desconhecida nasceu, Com que intenção, Queria ver o sítio, o prédio, a casa, Finalmente está a reconhecer que houve uma decisão e que foi, como teria de ser, tomada por si, Não senhor, simplesmente passei a ter consciência dela…» Saramago. pág. 41. Livro todos os nomes, segundo dia de leitura.

as vezes ainda é cedo.

[qua] 12 de março de 2014

insights matutinos – entre 5:58 e 6:36

o vento agita a árvore
a árvore agita-se ao vento…
o aprendizado, fruto do tempo e da luta,
ensina que não é o confronto, mais ou menos recorrente,
que nos define.
e sim, a resiliência e a solidariedade – comunista.

ontem meu primo desfilou uma camisa bonita
que um dia – há 16 anos –
foi minha segunda pele.
hoje diante do espelho,
com o umbigo visivel,
entendi, não me cabe mais m ou g nessa vida.
agora sou um xgg.
como as árvores… não paro de crescer.
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algumas ponderações, enquanto mateio¹, lá fora- entre 6:40 e 7:44

a erva acabou – última cuia hoje. assim como toda a minha grana, o empréstimos já feitos. devo na praça 2.042,34. e  me sobrem cerca de R$ 20,00 até 31/3. levarei uns cinco meses apertando-me para saldar esse buraco. e a minha casinha é tão malcuidada por fora… pintura por terminar, acabamentos não feitos… olho para ela, que de temporária, já se vão quase dois anos e meio, e os dos meus planos demora mais um par de anos… e sinto vontade de deixá-la mais bonita… mas isto leva tempo e recursos financeiros (que no fundo é tempo… de trabalho). e o muro do vizinho, fronteiriço, vai cair – um dia. e peregrino pelo terreno buscando o canto certo para por o jovem flamboaiã e a pequena jabuticabeira – que vão chegar logo mais… e fazendo um inventário das árvores que habitam a parte que me cabe deste lote² com acentuada inclinação, na parte baixa encontro uma Spathodea campanulata com dois metros de altura, um jovem Schizolobium parahyba com 50 centímetros – cresceu um palmo na última semana, 4 árvores nativas não identificadas, com mais de 10 metros, mais de 10 jovens árvores nativas, também não identificas ainda, entre 1 e 2 metros. uma Roystonea oleracea com 30 centímetros… e eu fui lá fora contar, e ai chegou a entrega das árvores e flores, e os tijolos… e chegaram as marias, e chegaram as tarefas do dia também, e chegou o almoço e esta postagem ficou para mais tarde. o inventário termino outro dia… agora há muito trabalho. fui…

voltei. aqui, 14h07… morrendo de sono, o suco de maracujá tirado do pé estava muito forte… e o mais difícil disto tudo é você ficar fritando a cabeça por não conseguir chegar a uma conclusão no como desenvolver um assunto que você acha importante com garotada de uma forma que eles achem importante… e estar sonolento. aff

NOTAS DE RODAPÉ

¹ “Quando o sol vai despacito / me quedo mateando quieto / no velho ritual campeiro / que faz ausentes de afeto / buscar refúgio no amargo, / vida verde, vida em pó / rico ancestral lenitivo / parceiro dos que andam só. / (…)”. fragmento do poema «Um canto para matear solito» de Moises Silveira de Menezes.

¹ Ou um pouco mais de la origen y la história del “Costumbre de matear” no documentário de Pablo Muir e Matías Fernández

¹ Ou Cómo preparar un mate.

² Dimensões – lote tem aproximadamente 15 metros de frente à leste x 25 metros de comprimento.  como fica em área de encosta, numa linha diagonal, do ponto mais alto, na direção do sol-nascente, ao mais baixo, poente, há  aprox. 15 metros de desnível, ou mais).

lembrete

[qua] 12 de fevereiro de 2014

Mas antes de dormir…

Segunda (10) e terça (11) me animaram. O que na sexta (7), no sábado (8) e no domingo (9) foi apreensão… e na quinta (6) novidade… na quarta (5) confirmação e na semana entre dia 29 e 05 expectativa… As aulas começarão dia 13 e agora já é 12. Lotado com 20 horas, sendo destas 20 em sala… com planos e projetos mais claros que anos anteriores… com sintonia com conhecidos de outros encontros e novos professores (que já me sinto como um velho conhecido… E isto me faz pensar – digredindo um pouco – como o estado de espírito influencia… Capaz de passar dois anos ao lado de pessoas e ainda me sentir estranho, alheio, distante e em menos de 4 dias, com pessoas novas, sentir-me em casa… este sou eu, nos altos e baixos da jornada). Enfim, me sentido animado com este novo (e grande) passo em minha vida. Sem aquela urucubaca das dúvidas mortais, da descrença e do desamor… ando sentindo vontade de dar as caras… acho que já passou aquela necessidade de estar só e em silêncio, com o estoque baixo de coragem, mas suficiente para não desistir de fato da vida, e de paciência para aguentar – o que é duvidoso e solitário – e atingir estes momentos luminosos – oxalá – que se aproximam. E que venha a vida, que meu peito está se abrindo…

e para não esquecer… lembrar de publicar os textos e poesias anotados em floras de dispersas de papéis… noutros dias.

aleluias

[ter] 12 de novembro de 2013

me acostumo

a dormir

com as janelas e portas

todas abertas

nestas madrugadas

quentes e solitárias

já é noite fechada na janela aberta

já é pancada de chuva na porta repleta

já amanhece na casa cheia

já são os grilos…

e as aleluias  acostumando-se

aladas, pelas portas e janelas,

nestas madrugadas abertas,

a serem tantas.

6h00.

***

agora mudando de assunto completamente… como se perder um celular? é fácil. dá pra mim. perco em dois palitos. mais um para a conta de inúmeros celulares e tralhas perdidas… agora estou um projeto de homem assim: sem tv, quase sem internet, sem telefone, logo mais sem trabalho… é o proto-homem civilizado transformando-se em ermitão… o ermitão de sambaqui.

só faltaram os russos…

[qui] 12 de setembro de 2013

dia bom. começou cedo, tenso, pesado e terminou leve, quase tranquilo.

alguns aspectos interessantes: como a nossa mente viaja quando a viagem é tensa. viver dói. “pontinhos” positivos são bons. coloquei em dia coisas que venho adiando há meses. bicicleta chegou e izabel esteve feliz. um vinho para mim, eba. eu acredito desconfiando, sacas? se ela disse que ‘tá tudo okay, okay, mas só fico zen quando sair lá no papel, na burocracia oficial. a cumplicidade com pessoas estranhas em situações estranhas é algo estranho e interessante. e como com alguns é meio tesão-repulsa. e foda-se. amanhã é outro dia e eu estou mais tranquilo, mesmo que tudo termine numa merda.

garoou

[qua] 12 de junho de 2013

Dor, e te pergunto? por que sofres tanto?!. Enrolação diária é alta, muito acima do nível recomendável.  e meta segue, já são 5 dias acordando cedo, um feito. 3 dias de blogue novo, será?!. A greve acabou, ficou só o “estado de greve”, e terei que ir até às escolas nestes dois dias (hoje e amanhã). A vó está doente e fica aquele clima pesado, nublado ou chuvoso. E até garoou, sentou o pó, e agora o sol evapora. o céu é azul e cheio dessas nuvens brancas como pedaços de geleiras penduradas no alto ou sobre o verde da montanha. É um sinal para… largar isto cá e ir trabalhar.

repetir repetir – até ficar diferente.

[ter] 12 de fevereiro de 2013

http://www.letras.ufrj.br/ciencialit/garrafa11/v1/ricardoalexandre.html#_ftn2

***

***

exercício sobre o não

Os traços se desmaterializam diante de mim.
A luz não mais incide e os olhos não mais brilham.
Os ângulos não estão ali.

É só um buraco na paisagem o que restou.

Janeiro, 2013

***

exercício sobre o jovem garapuvu

O jovem garapuvu me olha
trocamos signos – eu, poema
ele, poeta.

Janeiro, 2013

***

exercício sobre a brutalidade

Os pés brutos exibem
assim sem pudor, desnudos,
as rachaduras, os calos,
o descuido, a lida.

E as mãos brutas exibem,
também nuas,
os cortes, as marcas,
a aspereza, a lavra

E os olhos incrédulos,
observam a nudez das coisas,
das gentes, dessa vida
cravada de beleza crua

do próprio corpo forjado
feito de cotidiano operário

do bruto concreto
da poesia bruta

Exercícios incompletos

os olhos
suave
flutuam
os acordes
borbulham
o violão mergulha
a água desliza
e cada novo acorde
é um novo gole
um novo corte
um novo golpe

suave, as ondas flutuam.

***

A Carpa corta
a água que cai
N’água

***

A truta tritura
A água que cai.

25, Janeiro 2013.

exercício sobre os versos [en]cadeados

[ter] 12 de fevereiro de 2013

Exercícios sobre os versos [en]cadeados

I

O verso encadeado é
sobre as coisas formadas
e disformes, sobre o movimento
inerente às coisas, no que vai
e vem, no que volta, no passar
das horas, dos hífens, das faltas

O verso encadeado é
sobre o fluir inesperado
e improvável dos latidos…

II
E das ausências, perdas
de ar, de tardes
deixadas, de reencontros jamais
tidos, de versos exatos
e indolores, das aberturas
incicatrizáveis, e pulsares,
e silêncios, e esperas…

III
No tempo que
borra, esquece assim
imperceptivelmente qual
as pedras inavistadas no
fundo do caminho.. O tempo
borra as formas, os odores,
a textura da derme, dos pelos
soltos, da superfície profunda das
coisas…

Janeiro 2013.

oyendo el tiempo caer en los relojes de arena…

[seg] 12 de novembro de 2012
repeat mode, repeat once… and again! Jorge Drexler
Estaba dejándome estar oyendo el tiempo caer en los relojes de arena.
Mirando un instante partir… y otro llegar… pensando en tu amor.
Tu amor que viene y que va siguiendo las estaciones, tu amor es causa y efecto de mis canciones

La vida cabe en un clic, en un abrir y cerrar, en cualquier copo de avena. Se trata de distinguir lo que vale de lo que no vale la pena. Y a mí me vale con que me des poco más que nada. A mí me basta con una de tus miradas (Pensando, estaba pensando por la ventana de aquel bar mirando a la gente afuera ir y venir y juraría que te vi…)

Estaba dejándome estar oyendo el tiempo caer en los relojes de arena.
Mirando un instante partir… y otro llegar… pensando en tu amor.
Tu amor que viene y que va siguiendo las estaciones, tu amor es causa y efecto de mis canciones  (Pensando, estaba pensando por la ventana de aquel bar mirando a la gente afuera ir y venir y juraría que te vi…) aunque sé que estás a un año luz de mí.
5:45 Saio de casa
6:00 Buzu Sambaca
6:30 Espera sentado o Zanellato por 25 minutos
6:55 Parte para Caxambu
7:25 Chega na Mª do Carmo
7:45 Vai na 12, e ‘bora assistir Quanto Vale ou é por quilo?
8:30 É a vez do 32, com Florestan Fernandes e a Modernização Conservadora
9:15 Agora é a 11, repete a aula da 12.
10:00 intervalo, café com negresco
10:15 Continua sessão cinema com a 12
11:00 Repete sessão com a 11
11:45 devolve a chave e vaza
11:53 corre feito doido e pega buzu na 101
12:25 Tem St. Antônio esperando já
13:10 Chega no ponto certo, agora é a pé
13:20 Sai da padaria
13:35 chega em casa
13:59 escreve isto aqui agora
no intervalo… dormir, tomar banho, tomar mate…
15:50 é hora de retornar…
16:30 pagar Renner no Beiramar
16:50 imprimir provas da 25
17:35 pegar buzu p’rá Caxambu (novamente)
18:20 Chegar lá na Mª do Carmo
18:30 Aplicar prova na 25
19:50 tornare al più presto
20:00 Zanellato centro
20:35 Chega no Ticen – Espera sentado o Stº. Antônio por 25 minutos
20:59 Parte para casa…
21:40 Chega, ufa
22:00 Casa, banho, comer… deu.
Na escola 6h
Na estrada 6h30

amanhã

[sex] 12 de outubro de 2012

caos. bagunça. emaranhado. confusão.

feriado e cá… sei mais ou menos o que quero e devo fazer (escrever), mas…

un instante antes…

[sex] 12 de outubro de 2012

 

 

Me hiciste señales que debí entender
Como aquel gesto nuevo de arreglarte el pelo
Miraste como quien mira llover
Un instante antes de levantar vuelo

Volviste a tu cauce de estrella fugaz
Con tu punto de fuga en el cielo
Creo que ya estabas flotando quizás
Un instante antes de levantar vuelo

Ya te mojabas en otro deshielo
Un instante antes de levantar vuelo

Ni todas las líneas del Ecuador
Ni el temor y sus muchos anzuelos
Todo argumento perdía valor
Un instante antes de levantar vuelo

El río cambia y cambia la sed
Lo habías leído en tu anhelo
Estaba ya escrito mucho antes de
El instante antes de levantar vuelo

Ya me mirabas desde otro cielo
Un instante antes de levantar vuelo

mais estranho que a ficção

[ter] 12 de julho de 2011

há algumas coisas que não poderei escreve cá. o exercício é fixar na memória, filtrar na imaginação e realizar na ação. escrever não tem sido um hábito. ler romances e novelas, estudar filmes e pintar é algo mais comum nestes dias frios.

mas por um momento mais ou menos nesta mesma hora ontem me deparei diante destas coisas que me cercam neste momento: os livros, as roupas, a casa… e até este corpo e estes pensamentos em um dado momento que não sei exatamente quando e como não me pertencerão mais.

e me despedi de todas as coisas… com a honesta humildade de quem sente que tudo é de passagem.

é tempo de estar, e só, observar os movimentos, aprender a respirar, seguir… pois «mal sabia ele de sua morte iminente…»

**

 

¿trabalho decente?

[qui] 12 de maio de 2011

Vito Giannotti

Hoje está na moda empresários e seus executivos organizar seminários, palestras sobre o tal de “trabalho decente”. De repente, até parece que donos e gerentes do capital estão preocupados com os “seus funcionários”. Fiesp, Firjan, Fiemg, Fiergs viraram todas humanistas, uns anjinhos.

O que é trabalho decente? Até os postes sabem que o trabalhador só interessa para o patrão enquanto dá lucro. Esta é a lógica do capital, baseada no máximo da exploração da força de trabalho. A este só interessa a flexibilização de todos os direitos, salários baixos e redução de todos os gastos, da alimentação a saúde, a segurança do trabalho.

Há um exemplo claro nos trabalhadores da alimentação. Estive um dia num abatedouro de frangos em Uberlândia, com centenas de trabalhadores na “linha de montagem”, ou melhor desmontagem dos frangos. Cada trabalhador tinha que dar 60 cortes por minuto. É claro que havia mais de 30% com problemas sérios de LER/DORT, que em dois anos seriam totalmente inutilizados. Em março, me falaram (que tal verificar?) que em matadouros de Erechim/RS e Chapecó/SC, hoje são exigidos 90 movimentos por minuto. Trabalho decentíssimo, não é?

E o trabalho nas grandes obras de construção de usinas ou refinarias? É só relembrar as recentes greves que se transformaram em verdadeiras revoltas operárias. Lembram de Girau, Santo Antônio, Suape e o Porto de Pecém? O que a peãozada queria? Dobrar o vale alimentação de R$ 80 para  R$ 1,60, melhorar as condições de alojamento, melhorar os salários miseráveis e diminuir os acidentes. Que peões exigentes! A resposta das grandes empreiteiras do PAC – financiadíssimas pelo BNDES – foi um seco não. E aí aqueles endiabrados tacaram fogo em ônibus, caminhões e nos chiqueiros chamados alojamentos. Que horror! Estes peões queriam um “trabalho decente”.

Não há trabalho decente no sistema capitalista. Há trabalho mais ou menos indecente. Mais ou menos mortal. Trabalho decente só haverá num outro sistema político-econômico baseado não no lucro mas na solidariedade e justiça. Este é o sistema socialista. Qual modelo? O desafio é pensá-lo e ousar construí-lo. Uma tarefa para décadas e gerações.

Publicado originalmente na edição impressa 426 do Brasil de Fato

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