Archive for the '04' Category

mr. do pandeiro… «o cansaço me atordoa enquanto eu ando para o além…»

[qua] 4 de outubro de 2017

..

dia longo. carona de fábio. conselho de classe. avaliando e digitando notas ainda…

 »

Zé Ramalho – Canta Bob Dylan

01 – Wigwam / Para Dylan – 00:00 02 – O Homem Deu Nome a Todos Animais – 5:05 03 – Tá Tudo Mudando – 10:35 04 – Como Uma Pedra a Rolar – 14:48 05 – Negro Amor – 21:13 06 – Não Pense Duas Vezes, Tá Tudo Bem – 26:16 07 – Rock Feeling Good – 30:49 08 – O Vento Vai Responder – 35:06 09 – Mr. Do Pandeiro – 39:12 10 – O Amanhã é Distante – 45:57 11 – If Not For You – 50:49 12 – Batendo Na Porta Do Céu II – 53:56

ウオリアーズ

[seg] 4 de setembro de 2017

da manhã: me demorei. corpo exausto por mexer na terra ontem.

da tarde: chegaram as estampas da printerama e numa delas a palavra guerreiros [ウオリアーズ] em katakana (ps: as caixinhas de embalagem… lindas. e há botons) chegou também o ultimo livro da amazon… cultura e personalidade. meu pc tem travado demais… em modo desinstalação e limpeza. contas pagas, eou agendamento feito, e agora falta dindin. não digitei as notas, e os diários… e nem corrigi as avaliações. e já são 13h35. e eu mó querendo ficar em casa… a toa… argh. não fui ver o empréstimo, resolver isso logo. nem comprei a bota/calça para trilha… ver isso até quinta-feira. a

da noite: por editar. tesão e papo sobre loucuras. aulas monótonas. cabeça inflamada, e ínguas na nuca?!

 

para quando o arco íris encontrar…

[ter] 4 de julho de 2017

não há pote de ouro. Há muito trabalho pela frente… E uma grande ilusão de ótica.

[editado e acrescido]


>A lição de Richard Dawkins
>”Nós vamos morrer, e isso nos torna afortunados. A maioria das pessoas nunca vai morrer, porque nunca vai nascer. As pessoas potenciais que poderiam estar no meu lugar, mas que jamais verão a luz o dia, são mais numerosas que os grãos de areia da Arábia. Certamente esses fantasmas não nascidos incluem poetas maiores que Keats, cientistas maiores que Newton. Sabemos disso porque o conjunto das pessoas possíveis permitidas pelo nosso DNA excede em muito o conjunto de pessoas reais. Apesar dessas probabilidades assombrosas, somos eu e você, com toda a nossa banalidade, que aqui estamos…
>Nós, uns poucos privilegiados que ganharam na loteria do nascimento, contrariando todas as probabilidades, como nos atrevemos a choramingar por causa do retorno inevitável àquele estado anterior, do qual a enorme maioria jamais nem saiu?”
“>Trecho extraído de http://catarsenoturna.blogspot.com.br/2011/01/richard-dawkins.html?m=1

insista… persista…

[qui] 4 de maio de 2017

Nuestra primera intención era hacer en colores… Pero. As coisas são mais complicadas. Meu computador morreu. Derrubei o celular e a tela trincou em mil pedaços. Mudaram os horários das aulas na escola e o meu horário ficou uma bosta…

Mas ainda consigo escrever.

E agora José?
A lista das coisas que não saíram como esperado é grande. Não cabem nessa página. Fazer o quê josé… zé… Wake up dead man. E como dizia a pichação na escola, ontem, “estude, persista, não desista”.

Se adapte. As coisas vão se encaixar.

 

pergunte pro seu orixá / amor só é bom se doer

[ter] 4 de abril de 2017

exercício noturno (enantiomorfo)

por um truque de luz
na noite longa
pela janela do trem
olho nos olhos
daquele que sente dor

e a sua dor, ali, exposta,
diante de mim, refletida,
é tão nua, é tão minha.

minha dor, meus olhos,
minha jornada adentro
num estranhamento poético.

quiserá que fora só dele,
do homem de olhos castanhos,
essa dor d’alma
essa dor de dente
essa dor do peito
essa dor de se ser gente…

e saber que o outro,
é a dor que tu sentes

Santo Antônio de Lisboa/TISAN. 4 ABRIL.

***

 

exercícios sobre a percepção

I
o poeta contempla poemas
uns grafitados na pedra,
no papel, na parede
outros ainda na fluidez
de sua mente
e uns tantos ainda
não descobertos,
não inventados,
alheios ao letramento

*
II
o poeta, às vezes,
é como um desses
zumbis do cotidiano

o corpo está ali,
quase inerte,
enquanto a mente…

essa viaja
e conecta-se…
presa na rede
imaginária.

Vargem Grande/TICAN – Santo Antônio de Lisboa/TISAN. 4 ABRIL.

***

dessas aleatórias, que alguém canta no busão… e ainda indica para xs amigxs. eu só escuto… e penso: há vida no busão, saravá.

“Pergunte pro seu Orixá / Amor só é bom se doer”

CANTO DE OSSANHA / Vinicius de Moraes, Baden Powell

O homem que diz “dou” não dá
Porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz “vou” não vai
Porque quando foi já não quis
O homem que diz “sou” não é
Porque quem é mesmo é “não sou”
O homem que diz “estou” não está
Porque ninguém está quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha, traidor
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amorVai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amorAmigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha, não vá
Que muito vai se arrepender
Pergunte pro seu Orixá
Amor só é bom se doerVai, vai, vai, vai amar
Vai, vai, vai, vai sofrer
Vai, vai, vai, vai chorar
Vai, vai, vai, vai dizer
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor

sobre Os afro-sambas de Baden e Vinicius: É, não sou: “Canto de Ossanha” e a Dialética em Forma de Canção, de Isabela Morais
Dialética
É claro que a vida é boa / E a alegria, a única indizível emoção / É claro que te acho linda / Em ti bendigo o amor das coisas simples / É claro que te amo / E tenho tudo para ser feliz / Mas acontece que eu sou triste… (Vinicius de Moraes)
e essa passagem citada em texto de Túlio Ceci Villaça,

Vale conhecer um mito yorubá, contado pelo historiador Reginaldo Prandi, que explica e motiva a afirmação se é canto de Ossanha não vá, que muito vai se arrepender:

Um rei decidiu casar a sua filha mais velha. Dá-la-ia em casamento ao pretendente que adivinhasse o nome de suas três filhas. Ossaim aceitou o desafio. À tarde, Ossaim saiu sorrateiro por trás do palácio. Subiu no pé de obi [nogueira] e se escondeu entre seus galhos. Quando as três princesinhas saíram para brincar, foram surpreendidas por um canto que vinha daquela árvore. Era o canto de pássaro irresistível, de um passarinho das matas de Ossaim. Mas o canto era de Ossaim, imitando o pássaro. O passarinho brincou com as três princesas e conseguiu saber o nome delas: Aio Delê, Omi Delê e Onã Iná, eram estes os nomes das filhas do rei. Sua esperteza havia dado certo. No dia seguinte Ossaim foi ao rei e declamou a ele o nome das princesas. Ossaim, então, casou-se com a mais velha. Sua esperteza havia dado certo. Ossaim desde então é identificado com o pássaro.

o ciclone, a aroeira e a pitangueira

[dom] 4 de dezembro de 2016

e um ciclone passou sobre nossas cabeças, nesse domingo, na madrugada.

telhas voaram, árvores aos montes… fiações elétricas partiram-se ou foram ao chão. ao lado de minha casa, o que me amendrontava era uma gigantesca árvore… a mesma que me protegeu do vento.

mas uma árvore caiu no terreno.  e na tarde de domingo, plantei duas (uma aroeira e uma pitangueira).

***

o que pensei pela manhã, enquanto tomava meu mate e caminha pela rua, observando a devastação…

as árvores nascem antes das cercas / as árvores não respeitam as cercas / as árvores morrem rompendo as cercas.

 

requisitos para ser una persona normal

[ter] 4 de outubro de 2016

dolores. por 3 semanas.

pelos blancos. na barba…

cocina hecha. ou ao menos a parte estrutural.

são dez dias sem escrever aqui. são dez dias submersos em algum outro ponto. outras rotinas, projetos diferentes, e de dor nas costas – o que me leva a menos tempo sentado diante do pc. caminhadas com izabel…

nota do mês que passou: «Relator do caso, ministro Luiz Fux votou em favor de ‘dupla paternidade’. Corte permitiu mudar documento após reconhecimento de vínculo genético.» olha o stf estabelecendo jurisprudência e indo de encontro ao meu pedido… que continua na vara da família.

nota da semana: dia 28 narrei minha vida pra izabel… ou parte significativa, meus relacionamentos amorosos… e combinei, daqui 20 anos, quando ela tiver mais ou menos a minha idade, sentamos novamente e ela narra a vida dela.

nota do dia: comprar guarda-chuva

filmes vistos nestes ultimos dias:

28/09/16 The Pill
25/09/16 Na Estrada
23/09/16 A Grande Aposta

 

manhattan

[dom] 4 de setembro de 2016

00h39

O estudo da ideologia é, entre outras coisas, um exame das formas pelas quais as pessoas podem chegar a investir em sua própria infelicidade. A condição de ser oprimido tem algumas pequenas compensações, e é por isso que às vezes estamos dispostos a tolerá-la. O opressor mais eficiente é aquele que persuade seus subalternos a amar, desejar e identificar-se com seu poder; e qualquer prática de emancipação política envolve portanto a mais difícil de todas as formas de liberação, o libertar-nos de nós mesmos.
Terry Eagleton, Ideologia: uma introdução.

 

Ellis

 

***

e a maratona da madrugada.

(Annie Hall, 1977) woody allen

(Manhattan, 1980) woody allen

(Hollywood Ending, 2002) woody allen

os dois primeiros excelentes.

l’albatros

[qui] 4 de agosto de 2016

Do poema que recebi, terça-feira ou quarta-feira, de presente.

e das pesquisas…

Silviano Santiago, em seus Ensaios Antológicos, diz, a propósito de Triste Fim de Policarpo Quaresma: “O romance de Lima Barreto se encontra aqui devidamente delimitado por toda uma postura idealista e idealizante do intelectual, de que é exemplo no século XX o poema L’ALBATROS, de Charles Baudelaire. Esta ave, nas profundezas do azul, plana como um pássaro sublime; no convés do navio, aprisionada pelos marinheiros terríveis, parece um pequeno monstro desengonçado que se enrosca pelas próprias patas gigantescas, incapaz de dar um passo gracioso.”

 

L’albatros – Charles Baudelaire

Souvent, pour s’amuser, les hommes d’équipage
Prennent des albatros, vastes oiseaux des mers,
Qui suivent, indolents compagnons de voyage,
Le navire glissant sur les gouffres amers.

A peine les ont-ils déposés sur les planches,
Que ces rois de l’azur, maladroits et honteux,
Laissent piteusement leurs grandes ailes blanches
Comme des avirons traîner à côté d’eux.

Ce voyageur ailé, comme il est gauche et veule!
Lui, naguère si beau, qu’il est comique et laid!
L’un agace son bec avec un brûle-gueule,
L’autre mime, en boitant, l’infirme qui volait!

Le Poète est semblable au prince des nuées
Qui hante la tempête et se rit de l’archer;
Exilé sur le sol au milieu des huées,
Ses ailes de géant l’empêchent de marcher

 

traduções de Delfim Guimarães, Guilherme de Almeida, Onestaldo de Pennafort, Jamil Almansur Haddad, Ivan Junqueira e Fernando Ribeiro

 

descargar

[sáb] 4 de junho de 2016

2h14

sabadão chegou. meu dedo dói e a inflamação não passa.

estou a repovoar meus OS com programas e arquivos… perota chingó, drexler…

e eu revirando nerd, vamos conhecer ghost in the shell…

exercício em movimento

[seg] 4 de abril de 2016

pedra sobre pedra / palavra após palavra / algumas são postas pelas mãos / outras estão ali antes da história // pelo caminho da vida / por vezes tão veloz / noutras lentamente / observando o tempo / no bebe sonolento / que se rende, entregue / indefeso ao deus do sono / ou na criança ligeira / que se desprende do real / e percorre a viva arte de deliberar / ou na mulher que sorri para o vidro / ou simula o sorriso não sorrido em plena escada / pronta para partir / ou nos humanos que se amontoam em vagões enlatados / na juventude que se beija alheia / ao mundo estranho / no muro pichado que nos demarca / enquanto propriedade de algo e/ou alguém / ou mesmo neste poema esvaziando-se  / que disfarça o que se sente… / essa obscura capacidade de ainda ser gente / ou na coleira do cão que o asfixia em plena corrida… ou no hábito das pessoas que pintam os cabelos / que raspam os pelos / que adormecem entre outras gentes / que não esperam mais / quando isto é em vão.

pedra sobre pedra / palavra após palavra / a vida segue sua lavra / no labirinto dos corpos e mentes / sentidos em movimento / registro do efêmero / tão permanente

 

ingleses do rio vermelho, fpolis.

oração subordinada substantiva objetiva direta

[sex] 4 de março de 2016

para o mundo inteiro… o ritmo dessa semana vai assim:

“deixe-me em paz”

 

o homem que não foi

[qui] 4 de fevereiro de 2016

Texto que havia aqui sumiu. Mas ele dizia basicamente o seguinte dois pontos eu não fui na complementação da carga horária ponto estou utilizando o Google Now para escrever Este texto pelo smartphone tou sem monitor estou sem grana. E com preguiça de digitar e até que o Google Now funciona certinho

Cessando a expectativa sobre ampliação da carga horária agora é pensar no ano letivo que começa daqui 10 dias câmbio desligo

la medianera

[seg] 4 de janeiro de 2016

«Todos los edificios, absolutamente todos tienen una cara inútil, inservible, que no da ni al frente ni al contrafrente, la medianera. Superficies enormes, que nos dividen y nos recuerdan el paso del tiempo, el smog y la mugre de la ciudad. Las medianeras muestran nuestro costado más miserable, reflejan la inconstancia, las grietas, las soluciones provisorias. Es la basura que escondemos debajo de la alfombra, solo nos acordamos de ella excepcionalmente, cuando vulneradas por las inclemencias del tiempo dejan infiltrar sus reclamos. Las medianeras se han convertido en un medio mas de la publicidad, que en raras excepciones han logrado embellecerlas. Por lo general, son dudosas indicaciones que nos separan de los grandes supermercados o de las comidas rápidas, anuncios de lotería que nos prometen mucho a cambio de casi nada, etc etc etc. Aunque últimamente nos recuerdan la terrible crisis que nos dejo así, desocupados. Los aire acondicionados son unas erupciones irregulares que padecen las medianeras producto de la antigüedad de los edificios que no contemplaban sistemas de refrigeración adecuados para una ciudad cada vez más calurosa. Contra toda la opresión que significa vivir en estas cajas de zapatos, existe una salida, una vía de escape, ilegal, como todas las vías de escape. En clara contravención al código de planificación urbana, se abren unas minúsculas, irregulares e irresponsables ventanas que permiten que unos milagrosos rayos de luz iluminen la oscuridad en la que vivimos. Este es mi dúplex, esta soy yo, MARIANA. Avenida Santa Fé. 1107. 8vo. 810.»

extraído daqui, que por sua vez extraiu do belo filme medianeiras.

e essa outra passagem de outro filme visto hoje mais cedo…

«No templo há uma poesia chamada “A Perda”, entalhada na pedra.
Ela consiste de 3 palavras que foram rasuradas pelo poeta.
Não se pode ler “A Perda”.
Só senti-la.»

os rascunhos… e o trânsito.

[sex] 4 de dezembro de 2015

pela madrugada:

dias de despedida…  encerrando uma jornada.

cortei cabelo terça para ficar quase nu na quarta-feira lá do outro lado da ilha. era um exame médico… e ai fiquei pensando, ainda bem que eu não moro no sul da ilha… é muita fila nesses ônibus lotados… e ai eu fiquei pensando, há quantos tempo eu não fico nu na frente de outra pessoa… esse meu celibato…. e ai eu fiquei pensando… esse negócio de dormir tarde e acordar cedo não fez para a minha saúde, é preciso mudar.

e na quinta-feira… mais um dia madrugar para tirar sangue e toda sorte de exames… e pela noite descobrir que terei mais dois sábados para repor… argh.

e agora, sexta-feira, de madrugada…  teimando em não ir dormir, publico os rascunhos publicáveis:

pela tarde:

mudei as mudas. podei os arbustos. pus varal, arrumei a tela dos coelhos… plantei.

a linha fria do horizonte

[qua] 4 de novembro de 2015

2h44 depois de três dias sem fazer absolutamente nada. deixando o tempo se amontoar pelos papeis no chão, sobre a mesa, na pilha de roupa suja, no desarrumar da cama, na solidão diária das madrugadas sem dormir e dos dias dormidos que passam diretos… eu não fiz nada, nem sequer cogitei pensar – vegetei, da cama para tv para o pc para cama. e agora, ouvindo victor ramil e marcos suzano, e diante de mais uma madrugada acordado… já pressentindo aquela pressão que amanhã chegara com aquela angustia de sentir que falta tempo para fazer tudo que é preciso… eu anoto qualquer coisa aqui… porque do silêncio, em que vivi, e vivo, é necessário fazer um tempo e logo mais será preciso falar qualquer coisas que faça sentido… mas sabe, disso tudo… a constatação que oscilo, assustadoramente, entre crer na possibilidade de mudar o mundo, e, sobretudo, a mim mesmo… amar, lutar, resistir… e estes dias assim… que não creio em nada… e a gente pergunta: por que se vive? para quê? nestes dias o mundo é pesado demais que nem consigo respirar. meu silêncio vem dessa impotência.

e a poesia minha dessa era glacial, congela(-me)-se.

ouço victor ramil.

01 – Livro Aberto (00:00)
02 – Invento (04:58)
03 – Viajei (08:15)
04 – Que Horas Não São? (12:43)
05 – O Copo e a Tempestade (16:33)
06 – A Zero por Hora (18:41)
07 – 12 Segundos de Oscuridad (22:25)
08 – A Ilusão da Casa (25:43)
09 – Café da Manhã (29:58)
10 – A Word Is Dead (34:52)
11 – Astronauta Lírico (36:23)

14h36 Acordei as 10h… Não levantei. Esperei Izabel aparecer, levantei, fiz almoço… Almoçamos, eu e minha filha. Ela foi para escola e voltei para cama. As duas tomei coragem e levantei… Fiz meu mate e agora, relutante, tomo coragem para começar a preparar as aulas e materiais de hoje. Paulo falou que vem de visita, talvez hoje… Preciso limpar isto aqui… E essa chuva… E esses dias. E, veio um pensamento positivo… Em vários momentos, depois de dias assim de tédio, a escola me anima… É só sair, movimentar, andar, encontrar pessoas, trocar ideias… As coisas melhoram. E esse cinza não fica tão cinza assim. E agora um canção de Lenine para refletir sobre a vida:

Do alto da arrogância qualquer homem
Se imagina muito mais do que consegue ser
É que vendo lá de cima, ilusão que lhe domina
Diz que pode muito antes de querer
Querer não é questão, não justifica o fim
Pra quê complicação, é simples assim

Focado no seu mundo qualquer homem
Imagina muito menos do que pode ver
No escuro do seu quarto ignoro o céu lá fora
E fica claro que ele não quer perceber
Viver é uma questão de inicio, meio e fim
Pra quê a solidão, é simples assim

É, eu ando em busca dessa tal simplicidade
É, não deve ser tão complicado assim
É, se eu acredito, é minha verdade
É simples assim
E a vida continua surpreendentemente bela
Mesmo quando nada nos sorri
E a gente ainda insiste em ter alguma confiança
Num futuro que ainda está por vir
Viver é uma paixão do inicio, meio ao fim

Pra quê complicação, é simples assim
É, eu ando em busca dessa tal simplicidade
É, não deve ser tão complicado assim
É, se eu acredito, é minha verdade
Eu vivo essa paixão do inicio, meio ao fim
Pra quê a solidão, é simples assim
Eu vivo essa paixão do inicio, meio ao fim
Pra quê complicação, é simples assim

Compositor: Lenine, Dudu Falcão

16h05 … a vida bruxólica…

montevideo

[seg] 5 de outubro de 2015

e disto tudo abaixo: eu não me sinto saudável. há dias de profunda melancolia, que não me deixa levantar. há dias de raiva do mundo… ai é uma vontade danada de matar ou morrer. e entre eles, há alguns instantes… que tento resistir.

hoje eu tive medo. ontem eu chorei.

***

«El mar que me trajo hasta aquí,
el puerto en que habré de zarpar,
un día pensando en volver,
un día volviendo a escapar.

Un día cualquiera me iré
dejando su lágrima atrás
la pena que me haga partir
la misma me hará regresar.» Jorge Drexler

***

e se eu te pedir desculpa, será que alivia minha dor?
e se eu disser me perdoa, será que espia minha culpa?

e se eu disser: não deu?

o que eu era já não sou eu.

ou o que sempre fui foi só essa dor?

e este meu monstro, que cala a boca – que se esconde, mas está aqui, vivo.

ou esse bicho acoado sem saber ser.

e assim, algumas torturas são tão profundas que te tornam o sujeito/objeto reprodutor de todas estas formas de estupidez.

e as vezes não cabe falar nada… porque não tem como apagar o erro de se ser quem se é. e mesmo que eu esqueça, ou ouse, dedicar minha jornada nesta vida em busca de um mundo melhor, e sobretudo, eu ser um ser melhor… viver é só uma desculpa para fugir deste monstro que encontro diariamente.

hoje tive tanto medo, que não consegui nem pensar. apenas arranquei um pedaço grande de mim… misturei tudo: sangue, lágrimas e aquela baba quem vem quando temos muita raiva.

***

algumas lágrimas, olhos vermelhos… ontem, sábado, lá pelas seis e pouco da manhã, perdido em um terminal gelado, enquanto tocava aquela canção:

uma renite renitente

[sex] 4 de setembro de 2015

cinco minutos vendo telejornal.. e sinto uma terrível frustração e nojo dessa burguesia e do escroto pensamento fascista da classe média.

me dá um tristeza desse mundo.

estou sensível demais hoje.

e o óraculo diz: deixe tudo para depois.

e do rolê de ontem… atendimento no posto de saúde… (e o médico não me deu atestado, mas em compensação deu-me um belo receituário de antialérgicos. parece que o meu negócio é renite alérgica.

que merda eu estou fazendo?

[sáb] 4 de julho de 2015

ontem dormi mais ou menos três horas…
hoje, cochilei por mais ou menos uma hora.
e a grande questão: que merda eu estou fazendo?

***

sabe aquele momento em que você está exausto, podre de sono e descrente da humanidade, e precisa fazer, partindo do zero, algo, que era para ontem, em menos de duas horas para apresentar logo mais. e ai você se pergunta: para que isso? dá uma puta vontade de mandar tudo à merda…

mas vamos lá. parte da responsabilidade é tua, e preste atenção: na hora que é para lutar… não aceite fácil e mansamente a imposição dos outros, lute! luta de forma clara e inteligente. e na hora que é para aguentar a pressão… resista! não se entregue, mantenha o foco… RESISTA!

ps: logo logo são três da tarde tudo terá cessado. e ai poderás arremessar esse corpo dolorido em algum canto e apagar.

mas agora ‘bora criar… parir algo, qualquer coisa que faça sentido. porque o que incomoda não a pressão por produzir – porque produzir merda é muito fácil, muita gente faz muito disso todo dia.

mas produzir algo que seja socialmente relevante nessa busca por construir saltos qualitativos na comunidade de seres humanos que nos rodeiam, isto exige muito. e é o que mais angustia… porque a vida não foi feita para se passar em branco… é preciso causar, tocar corações, desconcentrar, tirar do eixo, provocar, instigar… tirar da caixa, fazer o outro parar e pensar. é preciso traduzir essa dor do mundo em inquietação criativa…

****
dois links:
#1. “a través de esa apropiación violenta

#2. Voy con una trayectoria lenta”

leituras cotidianas

[ter] 4 de novembro de 2014

«Não é favor algum ao povo propor-lhe uma literatura assimilável sem esforço, passivamente, como quem vai ao cinema ver filmes de caubóis. O que se deve fazer é educá-lo, e isto numa primeira etapa é tarefa pedagógica e não literária. Para mim, foi uma experiência reconfortante ver em Cuba como os escritores que mais admiro participavam da revolução dando o melhor de si sem cercear parte de suas possibilidades em prol de uma suposta arte popular que não será útil a ninguém. Um dia Cuba contará com um acervo de contos e romances que conterá, transmutada ao plano estético, eternizada na dimensão atemporal da arte, sido escritas por obrigação, por palavras de ordem do momento. Seus temas nascerão quando chegar a hora, quando o escritor sentir que deve plasmá-los em contos ou romances ou peças de teatro ou poemas. Seus temas conterão uma mensagem autêntica e profunda, por que não terão sido escolhidas por um imperativo de caráter didático ou proselitista, mas por uma força irresistível que se imporá ao autor, e que este, lançando mão de todos os recursos de sua arte e de sua técnica, sem sacrificar nada a ninguém, haverá de transmitir ao leitor como se transmitem as coisas fundamentais: de sangue a sangue, de mão a mão, de homem a homem.» ‘Alguns aspectos do conto’, de Júlio Cortázar, em Obra crítica/2, organizada por Jaime Alazraki, nas páginas 362-363. Editora Civilização Brasileira. 1999

*

«A análise de um romance – o literário por excelência a partir do século XIX – mostra que, se reduzirmos o alcance do termo a instâncias verbais, de linguagem, o estilo romanesco consiste num compromisso do romancista com dois usos idiomáticos peculiares: o científico e o poético. Rigorosamente falando, não existe linguagem romanesca pura, porque não existe romance puro. O romance é um monstro, um desses monstros que o homem aceita, alenta, mantém ao seu lado; mistura de heterogeneidades, grifo transformado em animal doméstico.Toda narração comporta o emprego de uma linguagem científica, nominativa, com a qual se alterna, imbricando-se inextricavelmente, uma linguagem poética, simbólica, produto intuitivo em que a palavra, a frase, a pausa e o silêncio transcendem a sua significação idiomática direta. O estilo de um romancista (considerando-o ainda deste ponto de vista apenas verbal) decorre da dosificação entre os dois usos da linguagem, da alternância entre sentido direto e indireto que ele dê às estruturas verbais no curso de sua narração.  Prefiro qualificar aqui de enunciativo o uso científico, lógico, se quiserem, do idioma. Um romance comportará então uma associação simbiótica do verbo enunciativo com o verbo poético, ou melhor, uma simbiose dos modos enunciativos e poéticos do idioma.» ‘Notas sobre o romance contemporâneo (1948), de Júlio Cortázar, em Obra crítica/2, organizada por Jaime Alazraki, na página 133. Editora Civilização Brasileira. 1999

 

***

diário: minha cabeça está se descolando dos meus pés… a vontade é voar enquanto meus pés de chumbo me puxam para dentro da terra, para o estômago do vulcão. há um descompasso entre desejo e ação. e tudo oscila… há coisas concretas a serem feitas. é preciso objetivar essas ideias… mas em derivações vou liquidamente deslizando num reguero de cabos sueltos… 

normalmente evito estabelecer metas a serem atingidas… sonho, mas metas são coisas que exigem investimentos de ordem mental e emocional – e há uma resistência absurda em investir-me em algo ou alguém. o hábito é recuar-me até um porto de segurança e aguardar os barcos do imponderável chegarem e partirem-se. sonhando-se com o mar enquanto molha-se os pés na água fria e salgada na beira do abismo – algo como morrer na praia sem ter ido ao mar, morre-se antes de partir. mas sonha-se… quereria algo assim: «O primeiro homem a pisar no sol… só pra ver o gelo da dor derreter». a crônica nativa narra o desejo transcendente, a viagem que parte do ordinário ao extra-ordinário… o além-mar, o sonho, essa extra-ordem…  e neste movimento o naufrago percebe-se: chegar e partir são coisas da ordem do imponderável, no sentido do imprevisível.

mas enquanto etnógrafo, é preciso atentar-se à cotidianidade e seus acontecimentos, como o cozer, as refeições, os confrontos, os laços e as disputas, os dramas e as trivialidades, a doença e os medos. é preciso mergulhar no imaginário nativo para entender este movimento, suas contradições e seus significados. é preciso  atentar-se aos imponderáveis da vida

***

O sentido não nasce da vontade repentina de um sujeito enunciador. O discurso tem uma memória, ou seja, ele nasce de um trabalho sobre outros discursos que ele repete, ou modifica. Essa repetição ou modificação não é necessariamente intencional, consciente, nem imediata […] Ao contrário, pode ser oculta ao sujeito enunciador. (MITTMANN, 1999, p. 272)

O curso de um rio, seu discurso-rio, chegararamente a se reatar de vez; um rio precisa de muito fio de água para refazer o fio antigo que o fez.
(MELO NETO, [1975])

***

«Proust disse: “Nesse nosso mundo onde tudo fenece, tudo perece, há uma coisa que se deteriora, que se desfaz em pó até de forma mais completa, deixando para trás ainda menos traços de si do que a beleza: a saber, a dor”.»

***

interesssante: http://cargocollective.com/xilocoletivo

por vezes, o nosso destino parece uma árvore de fruto no inverno…

[sáb] 4 de outubro de 2014

As inserções no ‘uma natureza indócil‘ deveriam ter sido continuadas… mas o dia foi cheio e depois surgiram tantas coisas…

Acordei cedo hoje… E tive tempo para pensar. Eu, um mate e o tempo livre.

Faço esse registro – enquanto aguardo Izabel – com algumas citações que venho adiando e ponderações outras. Só por fazer… Só para não deixar o registro para algum outro dia. Essa semana foi tão agitada, com atentados ao estado policialesco e horário reduzido no transporte público. Foi uma semana sem aula… Para ser exato, apenas as três primeiras de segunda-feira. Foi, logo, uma semana de respiro. O acumulado virá semana próxima. Mas isto é próxima semana. E cadernos e leituras me dedicarei somente amanhã. Hoje é dar uma volta e jardinar – as preocupações são práticas e instantâneas.

A primeira citação era essa – uma citação feita por uma aluno na avaliação, de um texto do livro didático que menciona algumas ideias de Émile Durkheim, o sociólogo francês, um dos clássicos da sociologia:

«O mercado, adverte Durkheim, precisa de um ética que deverá ser mais forte do que a pura lógica econômica. Deixado sem freio, sem regra, sem norma, o mercado não tem limite. Tudo se vende e tudo se compra, se houver quem compre”»

***

Outra citação que faço é na verdade duas citações de outros e um fragmento de texto do próprio autor retiradas da leitura do livro – mencionado nesta postagem aqui: PACHECO, José. Escola da Ponte: Formação e transformação na educação. Petrópolis, RJ: 3ª ed. Vozes, 2010.

«E o desencanto, que começava a fazer-se sentir, atenuou-se, dissipou-se […] Por vezes, o nosso destino parece uma árvore de fruto no inverno. Ninguém diria que aqueles ramos hão de ficar verdes e florir novamente, mas nós temos confiança, nós sabemo-lo […] mas, juntamente, podemos refletir melhor e com mais profundidade. É preciso não estar sozinho.

Poder-se-á considerar sinal seguro do que além dos esquemas positivistas, ou mecanicistas, a circulação dos afetos […] constitui uma consolidação eficaz da estruturação social’; Esta poderá vir a ser, no futuro, menos dominada pela estreiteza racionalizadora das análises de circuitos de solidariedade, testemunhando um querer viver coletivo.
[…] A partilha mais profunda é aquela em que cada partilhante continua, o mais possível, ele próprio; na qual cada um possibilita rumos seguros a outras vidas, inventando sua própria existência no seio de práticas quotidianas tão seguras quanto incertas.

Talvez seja uma utopia, mas os professores estão precisando de construir novas utopias para a escola… A utopia é uma meta, é um desafio que obriga a grandes debates e a uma nova postura na profissão. Uma maneira de estar não-acomodada, como crítica e aberta… É preciso repensar tudo isto e por em causa o sistema: o que existe não funciona.»

***

E a canção de fundo: Ya estoy en la mitad de esta carretera / Tantas encrucijadas quedan detrás / Ya está en el aire girando mi moneda /Y que sea lo que /Sea / Todos los altibajos de la marea / Todos los sarampiones que ya pasé / Yo llevo tu sonrisa como bandera / Y que sea lo que / Sea / Lo que tenga que ser, que sea / Y lo que no por algo será / No creo en la eternidad de las peleas / Ni en las recetas de la felicidad / Cuando pasen recibo mis primaveras / Y la suerte este echada a descansar / Yo miraré tu foto en mi billetera / Y que sea lo que / Sea / Y el que quiera creer que crea / Y el que no, su razón tendrá / Yo suelto mi canción en la ventolera / Y que la escuche quien la quiera escuchar / Ya esta en el aire girando mi moneda / Y que sea lo que / Sea // Jorge Drexler.

Uma receita de felicidade [Rir muito e com frequência; ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças…] e Notas sobre utopia.

audições incidentais:

Sea - Pilar Cabrera
Sea - Jorge Drexler e Mercedes Sosa
Nowhere Man - Beatles


***
dos fragmentos pensados dias desses… motes para futuras poesias: #estou descascando como cobra; #um amor à prova de vento; #a história não é uma linha reta…

vida loka

[qui] 4 de setembro de 2014

charge27 imagem extraída daqui: omnibiociencia

abaixo o resumo e um excerto do trabalho ‘Como é bom ser vida loka’ de Liana Roxoa Vieira. Vale leitura integral. Excelente texto

«Como é bom ser vida loka: Juventude, escola e o consumo musical do funk – Liana Roxoa Vieira
O trabalho constitui-se em uma pesquisa sobre juventude e consumo musical do estilo funk. Analisa como os jovens significam o consumo de tal estilo em suas vidas e principalmente como percebem a relação da escola com esse gênero musical. Tem como objetivo compreender o que o funk representa para os jovens pesquisados e problematizar os aspectos do consumo desse estilo musical dentro da escola. A pesquisa é do tipo qualitativa com características de estudo de caso e teve como instrumentos de análise observações e entrevistas realizadas com jovens alunos em idades entre 12 e 16 anos de uma escola pública de Porto Alegre/RS. As análises dos dados estão ancoradas nos estudos de Dayrell (2002; 2007), Giroux (2009), entre outros. A partir da interação com os jovens foi possível identificar que consumo, sexualidade, pertencimento, entre outros temas estão presentes na cultura do funk. A pesquisa também identificou que o consumo do estilo musical funk é marginalizado na escola, sendo inclusive ponto de conflito entre alunos e professores. Ou seja, essa cultura juvenil não é bem vinda na escola.»

.

«3 ESCOLA, JUVENTUDE E O CONSUMO DO FUNK
A escola, desde sua criação, teve papel fundamental no campo histórico e político do país. Os múltiplos aspectos e funções colocados sobre ela: moralizadora, socializadora, transmissora de conhecimentos, têm sido centrais nos debates e estudos produzidos por teóricos educacionais. Segundo Silva, Silva e Freitas

a instituição escolar configura-se, na atualidade, como um locus primordial na educação dos indivíduos, além de ser, ela mesma, um espaço sociocultural onde convivem grupos em um processo contínuo de construção e reconstrução de suas identidades. Em outras palavras, a escola não apenas transmite conhecimentos historicamente acumulados, ela também produz identidades culturais
(SILVA, SILVA e FREITAS, 2012, p. 3).

As identidades produzidas pela escola não são quaisquer identidades, o que a teoria educacional tem apontado é que tais identidades são marcadas pela seleção de determinados valores e saberes, de acordo com padrões e normas relacionados à classe social, ao gênero e a raça/etnia, entre outros
marcadores sociais. De acordo com Meyer e Soares (2012):

Desde sua constituição, a escola moderna é marcada por diferenças e está implicada, também, com a produção dessas diferenças. Embora não seja possível atribuir a ela toda a responsabilidade pela construção das identidades sociais, ela continua sendo, para crianças e jovens, um local importante de vivências cotidianas específicas e, ao mesmo tempo, plurais. (MEYER e SOARES, 2012, p.43).

Apesar desses temas não serem recentes não significa que sejam temas fáceis. Ao contrário, operar com a diversidade cultural é cada vez mais umtema que se complexifica no decorrer da história. Por diversos motivos, a escola encontra dificuldades em integrar suas práticas educativas cotidianas com a diversidade cultural trazida por seus alunos. Louro (1995) aponta que as práticas educativas e de poder que se desenvolvem em nossa sociedade se dão também entre gerações: adultos e crianças, jovens e velhos. Porém, a cultura juvenil é outro aspecto que parece não ser bem-vindo à escola. As condições culturais em que vivem os jovens, como coloca Giroux (1996), são  quase totalmente ignoradas por professores e professoras.

Nesse sentido, incorporar essas diversas culturas e acima de tudo, respeitá-las torna-se um desafio para a escola que “ainda domina uma determinada concepção de aluno gestada na sociedade moderna” (DAYRELL, 2007, p. 1119).
A cultura juvenil, vista pela escola como uma ameaça à ordem, muitas vezes é caracterizada como perigosa, tornando-se um problema social.uma tendência de se realizar um controle moral, uma repressão preventiva e uma interminável vigilância para amenizar os possíveis estragos cometidos pela juventude. Há também a tentativa de cuidá-los e mantê-los sempre ocupados para que não se desviem daquilo que lhes é imposto. Green e Bigum (1995) trazem um retrospecto da visão de juventude:

a juventude era, antes, vista como algo do qual, ao final, a pessoa acabava se livrando, como um estágio temporário no movimento em direção à normalidade, a ser superado na totalidade, na completude da fase adulta. Essa passagem tornou-se agora carregada de uma incerteza arbitrária. Cada vez mais alienados/as, no sentido clássico, os/as jovens são também cada vez mais alienígenas, cada vez mais vistos como diferentemente motivados/as, desenhados/as e construídos/as (GREEN e BIGUM, 1995, p. 212).

Desde a época em que eu lecionava para esses jovens, algo me inquietava. Era nítido que a escola reprimia o funk, proibindo que os alunos escutassem esse gênero musical na escola, argumentando que as letras das músicas eram “indecentes”. Eu ficava pensando como a escola legitima certas atitudes, preferências e hábitos e exclui outros, nesse caso, o funk. Por que “menosprezar” um estilo musical apreciado pelos jovens? Por que tentar evitar que o funk seja consumido pelos jovens? Por que não incorporar a cultura popular dos jovens na escola a fim de viabilizar um planejamento contextualizado e significativo aos alunos? Por que reprimir ao invés de compreender os fatores culturais que os levaram a consumir esse estilo musical?

A escola deveria ser um espaço de liberdade de expressão, de trocas de idéias, de debates de assuntos pertinentes aos alunos, mas “é comum que a realidade cultural desses alunos seja invisibilizada pelas práticas educativas” (SILVA, SILVA e FREITAS, 2012, p.2). Tais práticas esquecem o “jovem” existente no aluno, como se os alunos fossem seres sem cultura, sem um tempo histórico, sem um contexto de vida. Cada vez mais se torna necessário a imersão do professor na vida do aluno, a fim de estimulá-lo a sentir prazer de estudar, buscar conhecimento e ver a escola como significativa e parte constituinte de sua vida, mas o que percebemos é que

para os jovens, a escola se mostra distante dos seus interesses, reduzida a um cotidiano enfadonho, com professores que pouco acrescentam à sua formação, tornando se cada vez mais uma “obrigação” necessária, tendo em vista a necessidade dos diplomas
(DAYRELL, 2007, p. 1106). »

***

continuará.

continuou: avatar_02c44bc586e6_128

a quinta criança da casa

[seg] 4 de agosto de 2014

e as aulas voltam hoje. logo mais…

e da estética fui à estática. prêmio do dia – após a faxina: descobrir que no desenho de alguma das crianças sobre as crianças num dia de brincadeira fui elencado como uma delas – a quinta criança da casa.

saldo: casa mais ou menos limpa e uma dificuldade de respirar.

 

agora pelo restim da tarde simbora terminar as aulas de hoje à noite.

trilha sonora da manhã solar:

«Ganhar todo mundo sabe, sorrir e sente prazer
Mas o bonito é saber perder…»

a linguagem indireta e as vozes do silêncio

[sex] 4 de julho de 2014

«O primeiro desenho nas paredes das cavernas fundava uma tradição porque recolhia uma outra: a da percepção. A quase eternidade da arte confunde-se com a quase eternidade da existência humana encarnada e por isso temos, no exercício de nosso corpo e de nossos sentidos, com que compreender nossa gesticulação, que nos insere no tempo.» Merleau-Ponty.

«A criatividade nasce de ações inseguras. Na insegurança máxima, você consegue atingir o máximo criatividado. Se ficar na esfera do seguro, fará mediocridades. (…) Trabalho para ser livre. E, para ser livro preciso me envolver em um projeto. Aí me libero do quê? Dos meus complexos, da minha preguiça, das minhas dúvidas de ser ou não criativo, inteligente o suficiente para fazer determinado trabalho. Temos que nos livrar dos complexos. Não é como dizer: vou sair de férias para ficar livre… De férias você não é livre! Você volta com ainda mais raiva do que antes, porque tem tempo para refletir sobre a falta de tempo livre. »
Oliviero Toscani.

e este: Sobre sete ondas verdes espumantes, de Bruno Polidoro e Cacá Nazario.

E o Brasil passou.

as minúsculas

[seg] 5 de maio de 2014

ps:

há contradições entre as minúsculas.

há contradições inúmeras nesta vida.

neste músculo há contrações ainda…

_________________________________________

os horários caducam… os dias caducam. hoje descobri valter hugo mae, um dos tantos outros como eu que vão de minúsculas. e foi cá, esta descoberta que gerou a vontade de escrever aqui… e assim, minha loucura não é só minha. nas nossas solidões há mais sintonia que consigamos imaginar. as letras minúsculas de valter também serão o presente à minha mãe. que em uma de suas falas aleatórias sobre o porquê de ler livros me fez recorda disto cá: socorro. agora, um breve relato dos dias: ,,,, domingo foi um dia solitário… deste que nos matam de fome, nos desnutrem, nos deixam em fastio – me sinto meio entediado e solitário, sem vontade de fazer o que tenho que fazer e sem coragem de movimentar-me… talvez voltar à terapia, talvez yoga, talvez… e dos poucos contatos humanos que tive posso dizer que foram raivosos, tensos, com uma certa agressividade – sou rodeado por, e imitador desta, família frustada. domingo foi a antítese do sábado. este foi um dia carinhoso, pacífico… um tanto resignado pelo desencontro de sexta, mas liberto por ter por ter tido a coragem de ir de peito aberto. pois sexta foi um dia daqueles que nos jogamos para a vida sem saber ou esperar o que virá… ingênuos, libertos. sexta foi o inverso de quinta, que foi um dia para arrumar a casa (física e simbolicamente), dia de ficar só, berrar ao volume máximo do som de alguma banda de rock bacana. dia só… dia de alimentar-se de solidão.

hoje também foi dia descoberta disto: marx selvagem.

e agora já é quase outro dia… dia de trabalho.

segunda-feira de carnaval

[ter] 4 de março de 2014

quando desci as escadarias da igreja, cansado por estar tanto tempo em pé, pensava… vou escrever sobre isto e registrar a marcha do remador, composição de antônio almeida e oldemar magalhães, como mote do meu texto… a letra é a seguinte: Se a canoa não virar, Olê olê olê olá Eu chego lá (2x). Rema, rema, rema, remador. Quero ver depressa o meu amor. Se eu chegar depois do sol raiar Ela bota outro em meu lugar. Se a canoa não virar, Olê olê olê olá Eu chego lá (2x). Rema, rema, rema, remador. Quero ver depressa o meu amor. Se eu chegar depois do sol raiar Ela bota outro em meu lugar. Se a canoa não virar, Olê olê olê olá Eu chego lá (2x). Carnaval é marchinha, marcha rancho, samba…

mas, e a vida… essa vida… «e se, insuspeitos, no meio do mundo, nos encontrássemos, tu, com os pés repletos de areia, e eu, com minhas dores na batata da perna esquerda, naquela lado da rua, sob aquele pé de flamboiã, tu com sombra azul nos olhos e eu com minha cabeleira, e ali, tête-à-tête, olho no olho, soubéssemos que todas as complicações deste mundo e todas as coisas vãs não detém sentido algum diante do que é tão absurdamente sentido pelo coração. e… se sob tantos desencontros nos reencontrássemos, e mesmo sem entender os ‘porquês’ apenas nos gostássemos… como se lá no fundo, intacta, uma semente de amor, mesmo diante dos silêncios e das distâncias, dos meus longos e complicados invernos, diante do teu verão intenso, se nutrisse, e essa flor do paraíso que um dia sem saberes como e quando plantaste dentro do meu coração voltasse a germinar tomando meu corpo arenoso, me animando com sua seiva viva…»

quero te ligar, mas acho que não tenho teu número. quero dizer que deixaste meu cabelo em pé e um contentamento tão intenso… que eu tão velho e descrente deste mundo senti-me com um jovem tomado de paixão.

dessa vez

[qua] 4 de dezembro de 2013

5h33. ‘cê sabe o que deve fazer… mas você não quer fazer agora. dorme desgraçado.

11h28. se foi. e brotam do vazio um turbilhão de pensamentos desencadeando questões como: e agora josé?

12h35. um mate, mas antes lavar a louça, pois o moço é uma confusão danada, mas ele é só e algum dia tem que lavar a louça.

13h45. paciência por mais quinze minutos porque procrastinar é o ó.

14h11. esse texto “toma” consciência de si e se auto-esclarece sobre o sentir das coisas quando se tem que fazer algo e não se faz e ai se calcula e vê-se que os prazos são curtos e bate aquele desespero sem tamanho como se tudo estivesse perdido e você tivesse jogado tudo fora e ai você lembra… respira, toma fôlego, bota o nando (http://www.radio.uol.com.br/#/volume/nando-reis/para-quando-o-arco-iris-encontrar-o-pote-de-ouro/18498) para cantar (uma, duas, três vezes… – naquela tua mania monotemática de ouvir a mesma música ou disco o dia inteiro), solta o medo e toda essa confusão ai de dentro através deste teu canto torto, desafinado, esgoeladamente profundo… e chega lá naquela zona calma… “o que é feito é feito, o que faço é agora e o que farei é amanhã. agora rema porque são só teus braços que te vão tirar desta e d’outras…

14h40. um chá de alecrim e esta postagem por enquanto.

14h59. ps: esta postagem já é a 1008 (é, eu publico coisas ai no meio, neste labirinto do tempo. é que exclui a minha conta no orkut e anotei por cá recados/depoimentos bacaninhas para não esquecer… porque eu esqueço tanto nesta vida)… e é na narrativa do outro (o eu de outro tempo ou tu ai mesmo que me lê e tece uma narrativa a partir do que faço, escrevo, demonstro, e/ou escondo) que delimito o que sou/estou agora… essa coisa precária, provisória, imperfeita…

resolução 110/2013… ou madera de deriva

[ter] 1 de outubro de 2013

RESOLUÇÃO: Este blogue está chato demais. mas bem na verdade devo ser eu que estou chateado/r. lembrete/resolução: ESCREVER POST NOVO AQUI SÓ QUANDO TIVER COISAS GENIAIS E INTERESSANTES (ou quase). ‘té.

As rotinas seguem cá para te perderes enquanto me procuro:

Dia #1 a origem da palavra; madera de deriva, sala de aula me anima; Dia #2 letra bastão, faço uso dela desde 1995, guardando a cursiva para dias de provas de concursos/vestibulares apenas – e repara que minha letra cursiva não tão feia não; estou [quase] de veisalgia, ontem foi uma sobredose de the pillars of the earth; Dia #3 “é muito provável que o patronímico ibérico -ez seja um fóssil lingüístico.”; Dia #4 após um dia inteiro dormindo… um chá de camomila e mais um pouco de word without end… um mergulho na inglaterra do séc. xiv – guildas, peste negra e guerra dos cem anos… “quão amabilíssimo me eras mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres“; e pela noite, batendo ponto, em reunião com o professorado sobre os alunos, a avaliação dos educandos é uníssono: “ele é legal [eu], mas é difícil acompanhar o seu raciocínio… muita coisa ao mesmo tempo”, ou seja, traduzo aqui: “está uma zona”, usando uma expressão apropriada – mas essa bagunça na exposição dos temas, na organização deles, da sala já é sabida e digo mais… é da vida, da casa, da rotina, do próprio ser… esse cara que muda de ideia a cada dez minuto, não se decide nunca e tudo o cansa muito rápido.  e no final da noite eu não sabia bem o que me abatia, se era estar no meio das pessoas – e festas são rituais que me deixam desconfortável – ou estar sem rumo e ao lado de pessoas estranhas – porque insisto em mantê-las estranhas. Enfim… volto sozinho sempre porque é difícil abrir este peito repleto de cicatrizes profundas. Dia #5 foi assim assim… livre para lavar louça, roupa e fabricar um canteiro, transplantar grama e construir uma escadinha com pedras. Dia #6 O texto é esse: “Certamente a gente só encanta quando se encanta. Se eu não estiver encantado com o meu objeto de conhecimento, eu não posso encantar o outro. No sentido não de fetiche, mas de sedução gnoseológica. Há um jogo de sedução, mas só é sedutor quem já está seduzido. Ou seja, há tanto mais charme quanto mais charme eu achar que há.”  de Mario Sergio Cortella – Nos labirintos da Moral. e cá… Indeciso. Dia #7 Sol da porra, dia lindo, e eu dormindo até o meio-dia. Ouço mais música… tom zé, cartola, jorge drexler, manel, orquestra che são as vozes ecoando neste crânio… Não recebo bem críticas, racionalmente as entendo, mas emocionalmente é mais difícil de lidar com elas, de um lado a compreensão, a analise, do outro o medo e revolta nas entranhas. E hoje, recebo um retorno positivo, um elogio, de um texto que sei que ficou assim assim por ter deixando para o ultimo segundo do ultimo tempo da prorrogação. Talvez meus padrões sejam exagerados e meu animo diminuto… Mas animou-me, o retorno, e é como se precisasse ainda de um reforço externo que chancelasse o meu potencial. Potência ignorada por estar tão descrente de mim e de tudo. É nisto que tenho pensado muito ultimamente… E cambiando de assunto totalmente pergunto como é possível que eu escreva aislado num texto em português, que mania essa de inventar leis próprias e desconsiderar convenções? E cambiando mais e mais… isto aqui é bacana e isto também. 8 horas e 43 minutos para entregar (segundo prazo) a tarefa… e eu nem li nada, vou sair e volto só lá pela oito, vai ser corrido. Hein? /// Ela disse nego / Nunca me deixe só / Mas eu fiz de conta / Que não ouvi, Hein? // Ela disse: – orgulhoso / Tu inda vai virar pó / Mais eu insisti / Dizendo Hein? // Ela arrepiou / E pulou e gritou / Este teu – Hein? – moleque / Já me deu – Hein? – desgosto / Odioso – Hein? com jeito / Eu te pego – Ui! bem feito / Prá rua – sai! – sujeito / Que eu não quero mais te ver // Eu dei casa e comida / O nego ficou besta / Tá querendo explorar / Quer me judiar / Me desacatar /// Compositor: Tom Zé – Vicente Barreto.  Agora são 21:32 e faltam apenas 2 horas e 22 minutos – contagem regressiva – prazo final… E depois narro os encontros-desencontros de hoje, com direito a abraços e olhares, e do final de tarde bonito demais, e da lua nova no céu aberto, e dos olhares – quase – constrangidos, em fuga, e dos olhos perscrutadores. E Ufa [23:54’46]! menos 14 segundos e eu não conseguiria entregar… Dia #8 eu gosto de horóscopo. eu não narrarei os encontros-desencontros de ontem, apenas digo que foi um dia bonito. E as segundas eram de Maiakovski, é bom reencontra-lo. [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado];  [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado];  [editado]; [editado]; [editado]; [editado diariamente com anotações diversas – cumprindo assim sua função de ser um weblog, um caderno de apuntamentos, um bloco de notas – enquanto aguardo o momento…]; …

um chá de alecrim e um plano quinquenal

[qua] 4 de setembro de 2013

frio. mesa de trabalho organizada (mais ou menos). aulas de hoje encaminhadas (falta apenas avaliar o material produzido pela garotada do terceiro ano). aulas de quinta, também encaminhadas. aulas da semana que vem também. tudo está aparentemente calmo. acordei cedo hoje, estranhamente (acho que esse resfriado ou é uma renite alérgica). três horas e dois litros de água quente (um mate, de corrientes), e chazinho de alecrim, ali do quintal, agora.

é isso. lentamente tudo passa.

Pla Quinquenal – Manel

Ha sonat un clàxon de cotxe encallat
Has obert un ull mandrós i callat
I has tornat al teu somni privat
Pujava el cafè i ens he recordat
Ballant a una platja amb barrets mexicans
La cara que feies al anar girant
Crec que era de felicitat
Crec que era de felicitat

De moment no et riuré més les gràcies
Per una vegada he entès el que cal
Passi-ho bé, que m’esborro del mapa
Per preparar a l’ombra un gran pla quinquennal

Sento que et despertes, et vinc a buscar
Nena tens cafè, vols que torri pa?
Al diari rés massa estimulant
Mica en mica ja et vas despertant
I fumes mirant els cotxes passar
T’entregues a l’aire dens del veïnat
Penso proposar que baixem al far
Jo que mai he estat home de mar
Jo que mai he estat home de mar

El primer any compraré una corbata
ben llarga estampada de colors crus
I, el segon, els millors professors europeus
m’ensenyaran a fer el nus
Pel tercer guardo l’antologia dels grans octosíl·labs
que parlen de tu
I, pel quart, l’edició limitada folrada en vellut
I el cinquè ens creuarem per
l’Eixample i demanarem taula en un bar de menús
Trauré pit, ensenyaré la corbata, i llavors, bonica
Dependrà de tu

pedaço de mim

[sáb] 4 de maio de 2013

os cães ladram… e os carros noturnos passam – faltei ao cine varilux.

mas num era isto, não foi este o fato que motivou abrir essa página agora e começar a datilografar estes caracteres. tão pouco foi o fato de ter rido bastante ontem, sexta-feira. e ter brincado um pouco, tido conversas sociológicas, e ter feito passeios… é, o tempo passou tranquilo, leve – como se eu fosse criança em dia de férias.

até ouvi antigas palavras de sérgio ferro.

e por acaso, agora, zapeando… caio nisto aqui: http://www.ascaniommm.com/. e ouço essas palavras que me encantam… quais são:

consciência arquitetônica” e “consciência de abrigo” – pesquisa-las preciso, pois a ideia que veio com elas, de o arquiteto, e todos nós, termos uma consciência arquitetônica vinculada a esta consciência do que é abrigo.

PROJETO: “disciplina é liberdade” – organizar meus horários livres para estudar coisas necessárias à docência [para ir pouco-a-pouco deixando de ser professor e tornar-me um educador] e coisas necessárias à existência deste poeta [que anda tão afastado me mim].

PÓSPROJETOoucousasqueanotoaaquiparanãoesquecerqueprecisofazeroucontinuarfazendo. voltar à acadêmica para alguma letra ou arte é algo vital que preciso fazer. literatura, como disse o escritor, exige disciplina – preciso treinar isto. e para atingir esse plano de voo é necessário paciência e as pessoas me escreveram bastante nesta última semana e eu não respondi quase ninguém, será que respondo?

e ouço chico.

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