Archive for the '03' Category

a verdade é uma metáfora

[dom] 3 de dezembro de 2017

diogo chegou. conversamos sobre coisas do chile, seu mestrado em estudos internacionais, no Instituto de Estudios Internacionales e coisas mais.

***

quase tudo ok, com os diários… só faltam as atividades de rec de nota.

***

uma citação

“O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas, e obrigatórias: as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tornaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram em consideração como metal, não mais como moedas”

Referências

Nietzsche. Sobre verdade e mentira. Hedra, 2008, 94 pgs. Trad. de Fernando de Moraes Barros.

mona lisa smile

[ter] 3 de outubro de 2017

8h55 > com exceção para algumas notas sobre o livro que estou a ler… e aguardam publicação por cá, em alguma postagem atrasada… no geral está difícil levantar da cama e fazer o básico – talvez a chuva, talvez o frio, talvez a fuga para a netflix desse final de semana, mas enfim… hoje tenho que digitar as notas, no mínimo, de todas as turmas. e até agora… nada – vontade zero. faltam três horas para sair de casa…

9h11 > …

9h34> izabel chegou… não queria estar só. ontem ela passou mal. ser pai é uma aventura… as vezes uma desventura.

23h11> sopa gelada e pão. janta ok. lembrar de registrar isto no app de planejamento alimentar. estava anotando tudo bonitinho até sexta… sábado estourei, domingo explodi… engordei um cinco quilo no final de semana (cama, pc e netflix… e comida). mas mudando de assunto… hoje, estava numa angustia danada… a obrigação/dever e a vontade… ou a falta de vontade, e aquela angustia paralisante… mas consegui, digitei tudo que tinha para digitar, e corrigi um pouco que faltava, agora só tenho alguns trabalhos de umas cinco turmas ainda e amanhã cedo termino, e se der, já digito tudo pela tarde. conselho é pela noite. mas o mote para fechar essa postagem é o filme que estou passando para as/os estudantes… o sorriso de monalisa. e a trilha…

O Sorriso de Mona Lisa

(Mona Lisa Smile, 2003)
1. Lift Thine Eyes de “Elijah” (Letra por Felix Mendelssohn-Bartholdy / Interpretada por Wellesley College Chamber Singers)

2. For the Splendor of Creation – Adaptada de “The Planets” / (Letra por Gustav Holst e Carl P. Daw, Jr. / Interpretada por Wellesley College Choir)

3. I Love Lucy  (Letra por Harold Adamson e Eliot Daniel)

4. Secret Love
(Letra por Sammy Fain e Paul Francis Webster /Interpretada por Doris Day

5. How High the Moon  (Letra por Nancy Hamilton e Morgan Lewis /Interpretada por Les Paul & Mary Ford)

6. Hoop-De-Doo  (Letra por Frank Loesser e Milton DeLugg /Interpretada por Perry Como)

7. Trio for 2 Flutes and Harp de “L’Enfance du Christ” (Letra por Hector Berlioz)

8. Would I Mind (Letra por Joe Candullo, Jack Little e Eddie Snyder / Interpretada por Steve Gibson’s Red Caps)

9. Bewitched (Letra por Richard Rodgers e Lorenz Hart / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por Celine Dion)

10. Jesu, Joy of Man’s Desiring (Letra por Johann Sebastian Bach / Interpretada por Scottish Chamber Orchestra / Conducted by Raymond Leppard)

11. Trumpet Voluntary in D, Op. 6, No. 5 (Andante Largo) (Letra por John Stanley)

12. ‘S Wonderful (Letra por George Gershwin e Ira Gershwin / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por The Trevor Horn Orchestra)

13. Mona Lisa (Letra por Ray Evans e Jay Livingston / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por Seal)

14. Besame Mucho (Letra por Consuelo Velázquez / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por Chris Isaak)

15. Murder He Says (Letra por Frank Loesser e Jimmy McHugh / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por Tori Amos)

16. You Belong to Me (Letra por Pee Wee King, Chilton Price e Redd Stewart / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por Tori Amos)

17. The Swan (de “Carnival of the Animals” / Letra por Camille Saint-Saens)

18. Santa Baby (Letra por Joan Javits, Phil Springer e Tony Springer / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por Macy Gray)

19. I’ve Got a Crush on You (Letra por George Gershwin e Ira Gershwin / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por Seal)

20. The Glow Worm (Letra por Paul Lincke, Johnny Mercer e Lilla C. Robinson / Interpretada por The Mills Brothers)

21. I’m Sitting on Top of the World (Letra por Ray Henderson, Sam Lewis e Joe Young / Interpretada por Les Paul & Mary Ford)

22. Tea for Two (Letra por Irving Caesar e Vincent Youmans / Interpretada por Doris Day)

23. Walkin’ My Baby Back Home (Letra por Fred E. Ahlert e Roy Turk / Interpretada por Nat King Cole)

24. I’m Beginning to See the Light (Letra por Duke Ellington, Don George, Johnny Hodges e Harry James / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por Kelly Rowland)

25. No Moon at All (Letra por Dave Mann e Redd Evans / Interpretada por Brad Mehldau e Larry Grenadier)

26. By the Light of the Silvery Moon (Letra por Gus Edwards e Edward Madden / Interpretada por Doris Day)

27. Istanbul (Not Constantinople) (Letra por Jimmy Kennedy e Nat Simon / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por The Trevor Horn Orchestra)

28. Sh-Boom (Life Could Be a Dream) (Letra por James C. Keyes, Carl Feaster, Floyd McRae, Claude Feaster e James W. Edwards / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por The Trevor Horn Orchestra)

29. Flying Home (Letra por Benny Goodman e Lionel Hampton / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por The Trevor Horn Orchestra)

30. The Continental (Letra por Con Conrad e Herbert Magidson / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por The Trevor Horn Orchestra)

31. What’ll I Do (Letra por Irving Berlin / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por Alison Krauss)

32. I’ve Got the World on a String (Letra por Harold Arlen e Ted Koehler / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por Lisa Stansfield)

33. The Heart of Every Girl (Letra por Elton John e Bernie Taupin / Produzida por Trevor Horn / Interpretada por Elton John)

34. Smile (Letra por Charles Chaplin, John Turner e Geoffrey Parsons / Interpretada por Barbra Streisand)

exercício sobre o delírio

[qui] 3 de agosto de 2017

quando meu ser ecoa
noutros seres, sinto-me
rebelde com’o vento que vem do sul,
e crespo como esse mar ao sabor da viração.
tenho os lábios roxos como as flores do ipê
que tingem o jardim terroso.
e tal qual um gato que mira
borboletas amarelas,
estou com olhos atentos,
ao riscos de aguarela
no papiro, nas cascas da árvore,
no plástico ou couro ou tela.
eu risco os muros da cidadela
e ando soltando delírios pela boca.
faminto.
desafiando a gravidade…
dando leves saltos
acima do chão duro da normalidade.
estou como as nuvens de chumbo
que se desmancham ao sabor do sol
vermelho e dourado gravitando a terra.
sou o arco-íris vergando o espaço,
sendo ponte entre o sonho e o sonho,
aproximando olhares, sendo desejo…
de ser gente com a gente.
e desintegrar-se estando em todos,
e neste instante e lugar
e livre,
com asas em rimas
grafites e verbos.
delirando os verbos…

***

andei uns dias olhando a paisagem. tudo lindo, fantástico, belo. e eu seco. e do nada brota esse poema ai… um imagem-síntese do que vi e vivi nestes últimos dias.

um leão por dia

[seg] 3 de julho de 2017

Matando um leão por dia… O de hoje foi.

o muro – the reflect an intimate part of the red

[sáb] 3 de junho de 2017

Não se mate. Vocês não é/são confusos. Passa por reformas. E a vida como um emaranhado de clichês… Esperar, respirar… Encontrar a ponta solta deste emaranhado, seguir a linha… Desfazer os muros, Ficar nu. Atingir a parte íntima do vermelho…

a minha vida de rascunhos: ou o que era para ser da solitude à solidão

[qua] 3 de maio de 2017

4h15. Acordei. A casa parece viva… As luzes acessas… O computador ligado… A janela abertaNo meu corpo a roupa do dia anterior e na boca o gosto da comida de ontem. Como vim parar aqui? Não sei. A mente exausta desligou o corpo. Tenho me sentido cansado, quase de forma ininterrupta, nos últimos tempos.

Quem sabe um chá de canela? Quem sabe transcrever as notas que fiz no caderno, ontem? Que sabe te escrever? Ou publicar o rascunho de anteontem? Quem sabe pesquisar algo pra aula de hoje?

O preço do amanhã…. Alguma crítica ou sugestão pedagógica. O ideal era passar todo filme é ter mais alguns dias para costurar as ideias. Sei o que quero visitar… Mas o itinerário não está claro. E isso fará diferença lá na frente.

 

5h59. Reescrevi, perdendo algumas partes, porque, como meu corpo, o PC tem se desligado sozinho. Viver nesse mundo tem sido over para nos. Desliguei tudo, quase tudo… Estou aqui, no telefone, digitando isto.

11h45. on pc. que liga e desliga. acordei agora. exausto. sair correndo. muito chato tudo isso.

e sobre o título… escrever o que foi anotado.

 

ato v, cena v

[seg] 3 de abril de 2017

ok, é o cansaço. é como uma neblina, uma névoa, um película nebular entre meus olhos e a tela. segunda foi de moer… e a semana promete.

são 13 primeiros anos… vezes 35 alunos por turma, vezes 3 avaliações….

e tem mais 3 segundos e 5 terceiros…

se eu conseguir sobreviver até semana que vem. e ainda tem essa inflamação na face esquerda… doendo ouvido, as vezes o dente. e o dedo que parece uma brasa no meu pé, inflamado, encravado… e pra começar, a grana entrou dia 31 e dia primeiro já tinha sumido e começo o mês devendo… mas hoje é segunda e logo mais é terça. tudo vai dar certo.

fiz homus e babaganoush. que perdição.

e no domingo, acordei com as lembranças de um sonho. você me habitava.

***

e citando João Neto Pitta

 
Viver é ter de carregar nas costas os cadáveres de nosso passado: as inúmeras pessoas que já fomos e que hoje se perderam em uma memória cada vez mais escassa, aqueles amigos que foram e nunca mais voltaram, os que morreram biologicamente e os que morreram pra dar lugar a outro ser completamente diferente. Ficar sozinho é acender uma vela a cada um destes seres moribundos, que balbuciam em nossas costas, pedindo misericórdia e rezando para que tudo volte a ser como era antes. Não há mais volta, e nós dois sabemos disso, caro leitor. (…) Talvez isso revele o porquê de querermos ficar sempre em multidões , temos medo do que podemos encontrar dentro de nós, medo desses cadáveres do passado. E, assim, nos tornamos uma presa fácil a um mundo de fingimento.
 

Falar muito de si mesmo também pode ser uma forma de ocultar-se, a frase é do Filósofo Bigodudo (Nietzsche) 

os pés de café e outras notas

[sex] 3 de março de 2017
a vida é assim: notas mínimas de um dia
acordar cansado as 8h30.
e no meio de um sonho – fragmentos/reminiscências: uma trupe de clown portenha adentrando um busão pela porta traseira… já não era um ônibus… era um teatro móvel… eu era a primeira plateia…
cavar a terra, plantar seis pés de café. regar, proteger do sol e esperar que vingue a vida.
e aquela sensação recorrente de ter perdido um pensamento [importante?!]
relembrar: a troca de memórias queridas… o bom de ter amigos é a amizade de hoje, de ontem… é o privilégio de ter compartilhado uma história coletiva.
da tarde
sair encharcado na primeira aula do dia/tarde – a sala é um inferno, não as pessoas… é esse infernal calor, essa arquitetura de bosta do estado, essa rotineira e desumana falta de respeito com qualquer processo pedagógico… 50 alunos num cubículo que mais parece uma sauna.
pior do que isso só aquelas plaquinhas informativas da quantidade passageiros que cabem dentro do ônibus… sentadas e em pé. há um erro… pessoas amontadas nas escadas (o que é proibido), e socadas ao longo do corredor… não cabe ninguém, mas a placa segue afirmando que caberiam mais dez…
filas e esses trens superlotados. outro inferno.
passar o resto do dia molhado e fedendo a suor.
da noite:
escrever /ou apenas ter uma inspiração compulsiva para o começo de/ um poema:
piernas flacas.
ojos redondos.
pelos de flor.
hermosa hernanda.

rudbeckia maxima

[sáb] 3 de setembro de 2016

e aquele cara que ia dormir meia noite… vara a madrugada.

okay… amanhã eu pago a conta.

mas a melodia, a fotografia… e a fatia de melancia que comi não me deixaram.

e na conta, dois gostosos filmes de woody allen, e outro de john turturro (com woody allen no elenco).

 

(Blue Jasmine, 2013) woody allen

(Magic in the Moonlight, 2014) woody allen

(Fading Gigolo, 2014)  john turturro

 

notas soltas, das falas meio bizarras de fiovarante, em fading gigolo:

“un boccone da re” – “festina lente” – “donde hay amor, hay dolor”

e a tal: rudbeckia maxima.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

***

agora é tentar dormir um bocado. que logo mais será um longo dia.

o buraco do espelho está fechado

[qua] 3 de agosto de 2016

Transcrição/legenda de um fragmento do filme de Laís Bodanzky

O bicho de 7 cabeças.

00:44:06,115 –> 00:44:11,951
É preciso fingir. Quem é que
não finge neste mundo, quem?

467
00:44:12,455 –> 00:44:16,186
É preciso dizer que tá bem disposto,
que não tá com fome…

468
00:44:16,392 –> 00:44:20,454
é preciso dizer que não tá com
dor de dente, que não tá com medo…

469
00:44:20,664 –> 00:44:22,963
senão não dá, não dá.

470
00:44:23,201 –> 00:44:26,932
Nenhum médico jamais me disse
que a fome e a pobreza…

471
00:44:27,138 –> 00:44:29,664
podem levar a um distúrbio mental.

472
00:44:29,875 –> 00:44:34,038
Mas quem não come fica nervoso,
quem não come…

473
00:44:34,245 –> 00:44:37,409
e vê seus parentes sem comer
pode chegar à loucura.

474
00:44:37,616 –> 00:44:43,419
Um desgosto pode levar à loucura,
uma morte na família…

475
00:44:43,623 –> 00:44:46,717
o abandono do grande amor.

476
00:44:47,994 –> 00:44:52,591
A gente até precisa fingir
que é louco sendo louco…

477
00:44:52,800 –> 00:44:57,135
fingir que é poeta sendo poeta.

478
00:44:57,339 –> 00:45:00,172
Vai até ali e leia.

479
00:45:12,388 –> 00:45:16,587
O buraco do espelho está fechado

480
00:45:16,794 –> 00:45:20,696
Agora eu tenho que ficar aqui

481
00:45:20,898 –> 00:45:24,733
Com um olho aberto, o outro acordado

482
00:45:24,936 –> 00:45:28,429
No lado de lá onde eu caí

483
00:45:29,174 –> 00:45:32,439
Pro lado de cá não tem acesso

484
00:45:33,111 –> 00:45:37,105
Mesmo que me chamem pelo nome

485
00:45:37,316 –> 00:45:41,116
Mesmo que admitam meu regresso

486
00:45:41,321 –> 00:45:45,348
Toda vez que eu vou a porta some

487
00:45:45,559 –> 00:45:48,723
A janela some na parede

488
00:45:49,364 –> 00:45:53,061
A palavra de água se dissolve

489
00:45:53,434 –> 00:45:57,700
Na palavra sede a boca cede

490
00:45:57,939 –> 00:46:01,671
Antes de falar e não se ouve

491
00:46:01,911 –> 00:46:05,677
Já tentei dormir a noite inteira

492
00:46:05,881 –> 00:46:09,750
Quatro, cinco, seis da madrugada

493
00:46:09,953 –> 00:46:13,890
Vou ficar ali nessa cadeira

494
00:46:14,091 –> 00:46:17,492
Uma orelha alerta, outra ligada

495
00:46:17,695 –> 00:46:21,792
O buraco do espelho está fechado

496
00:46:22,000 –> 00:46:25,867
Agora eu tenho que ficar agora

497
00:46:26,103 –> 00:46:29,938
Fui pelo abandono abandonado

498
00:46:30,175 –> 00:46:33,771
Aqui dentro do lado de fora

***

yo tuve un sueño

[sex] 3 de junho de 2016

 

expresso 222

[ter] 3 de maio de 2016

e viva o expresso 222, direto do sambaqui até pra lá da barra do aririú… uma semana indo pra palhoça… fora o sono… pela longa viagem… a quebra na rotina de aula vem para dar um respiro.

ou sufocar tudo.

***
e a mulher de vermelho…

E você? Eu preciso de uma…, Você precisa de uma declaração de amor, professor.

exercício à paris, hong kong, berlin, barcelona e moscow

[ter] 3 de maio de 2016

exercício à paris, hong kong, berlin, barcelona e moscow

uma taça tinta
uma gata mourisca,
uma parede de concreto armado,

e foi naquela miragem no meio das dunas
ou naquele instante em que a onda do mar
de encontro a areia partia-se
em som, água, sal,
partículas minerais
e espuma…

na memória,
paz, e uma imagem
dessa saudade agridoce,
de quando éramos,
um encontro pela tarde do mundo,
sem pressa de amanhãs
sem as dores de ontem,
sem a secura dos dias frios.

éramos amantes.

cul-de-sac

[ter] 3 de novembro de 2015

um estalo.

é hora de voltar… estou há dez dias… e principalmente nestes últimos três dias e meio indo em direção a lugar nenhum… apenas um corpo em movimento¹, no ponto-morto, ladeira abaixo… mas ali na frente há um cul-de-sac e há de ser fazer um balão, engrenar qualquer marcha, e voltar..

mas voltar pra onde meu bem?!

¹  e isto de movimento depende de onde você está olhando.

do jeito que o mundo anda… ele precisa de fé, ouve o grito da umbanda e também do candomblé

[seg] 3 de agosto de 2015

«minhas lágrimas se acabaram, mas não a vontade de chorar.»

estou exausto. descrente de qualquer coisa. deve ser o sono precário, o excesso de trabalho inútil, a auto-solidão-imposta. e isto é um desabafo… minha língua me corta. eu apenas não sei chegar…

e perdi, perdendo o tempo e as lotações… pus me a ir e passei de carona pela moça da bicicleta enquanto os cães e o carros de polícia ocupavam o trânsito inteiro. eu não estava ali, era apenas silêncio, incógnita, erro. indo sem saber porque ia… eu não cheguei lá… e todo mundo percebe que estou perdido nestes papéis que não são meus… eu passei e não cheguei. melhor seria ter ido à pé… lento, sem pressa… pela estrada até se acabar, quem sabe eu chegasse…

fonte panfletos da nova era.

«Te amei no dia em que te vi domando um bando de leões. Domando aquelas feras, conquistando os corações… Dizendo que o amor nunca morre porque tem ressurreições.»

«É um rock romântico. Ela foi composta depois de uma longa conversa com Nelson Jacobina sobre Aracy de Almeida e Janis Joplin. Tem um tom heróico, aonde a dor é tamanha que emudece, as lágrimas que são palavras que não podemos pronunciar, segundo mestre Freud, não conseguem brotar dos olhos de quem quer chorar. Existem quartos secretos que guardam segredos, leões, tem um tom de ‘estrada afora’, uma dor que é transfigurada pela eterna esperança das ressurreições do amor.» (fonte: http://www.jorgemautner.com.br)

ocupa alesc

[dom] 3 de maio de 2015

desde dia 29 estou ocupado na #ocupaalesc

e que saudade danada andava eu destes momentos intensos de luta e resistência coletiva. me sinto outro. um ser coletivo.

ainda há tempo

[ter] 3 de fevereiro de 2015

e antes que o dia vire e um novo brote no fundo da noite…

entre a montanha de papéis que se acumulam cá… as canções do dia [aleatórias… excetuando-se a do criolo, as demais foram registradas pela sonoridade]

Criolo Doido - Ainda Há Tempo
Angus & Julia Stone - Just A Boy
Jack johnson - Questions
Cake - Got To Move
FM Laeti - It Will All Come Around
Marisa Monte - Na Estrada
Cassia Eller - Try a Little Tenderness
Silvio Rodriguez - Quien Fuera
Elis Regina - O Mestre-Sala dos Mares 

e para fechar expus algumas palavras tortas nesta página: https://www.facebook.com/garapuvu

e amanhã o dia será imenso.

por sempre andar

[seg] 3 de novembro de 2014

sábado levantei uma parede de tijolos. sou um lento pedreiro. domingo… preparei um pedaço do jardim e deixei um pedaço do terreno cheio de buracos. sou um humano-topeira lento. segunda… vontade de não fazer quase nada… de ficar ali só olhando os brotos, as flores, as lagartas e as borboletas e deixar o templo deslizar…

e é bom ter as coisas mais ou menos encaminhada para hoje na escola, porque não me peçam nada hoje, nenhum compromisso… só me deixem estar. agora… a trilha dessa minha bagunça diária:

Por Sempre Andar // Composição: Herbert Vianna // Os Paralamas do Sucesso // Por sempre andar, andar / Sem nunca parar / Pequenas coisas vão ficando pra trás / O desejo de aprender ficou na segunda escola / O seda da pele numa mesa de trabalho / A inocência para amar na terceira desilusão / A melodia das palavras no ruído do avião / O brilho do olhar em algum ponto do caminho / A vontade de abraçar no vício de ficar sozinho / Solitário desde então / Por sempre andar, andar sem nunca parar / Pequenas coisas vão ficando pra trás / Tudo foi se desprendendo levado pelo vento / Eu sou o que chegou ao fim / É assim que eu me apresento / Com o que sobrou de mim

 

***

notas do dia:

#pesquisar mais sobre: ¡PODEMOS!

#pesquisas sobre hey na na:

Katie Herzig - Hey Na Na;
Pearl Jam - State Of Love And Trust;
Banda do Mar - Hey Nana


 

as desgraças de ser docente numa escola doente.

[qua] 3 de setembro de 2014

Não vamos reinventar a roda… mas segue um inventário das desgraças de ser docente numa escola doente.

30 minutos por aula é um absurdo…
Salas sem recursos além de um quadro e giz. Salas apertadas, mal iluminadas… feias.
Dificuldades no agendamento de data-show, tv e sala informatizada – poucos, precários e altamente concorridos os equipamentos e horários. Além de serem em salas desconfortáveis e nos locais mais distante da escola…
Alunos desmotivados por n motivos: defasagem, cansaço, descaso, aulas tumultuadas, excesso de faltas…

E minhas aulas para os primeiros estão uma bosta. Não é isso que eu quero…

Já para os segundos… Lancei, vamos ver o que sai desse desafio. Aula com tema livre, autogerida pelos estudantes… Parte de mim diz que vai virar uma bosta… Outra diz que pode sair algo muito interessante. Estou otimista, vou na segunda sensação.

[qua] 3 de setembro de 2014

sei não. é tarde? é cedo?
http://sociologiab.tumblr.com/

pensar a escola… é necessário pensar a organização (e a desorganização, antes)… dos professores… dos estudantes… da comunidade… do sindicato… da sociedade… pois se não nos reinventarmos… tudo tornar-se um lendo e constante suicídio:

«quanto mais se enfraqueçam os grupos sociais a que ele pertence, menos ele dependerá deles e cada vez mais, por conseguinte, dependerá apenas de si mesmo para reconhecer como regras de conduta tão somente as que se calquem nos seus interesses particulares. Se, pois, concordamos em chamar de egoísmo a esta situação em que o ego individual se afirma com excesso diante do eu social e em detrimento deste último, poderemos designar de egoísta o tipo particular de suicídio que resulta de uma individuação descomedida» émile durkheim

fim do dia

[dom] 3 de agosto de 2014

das coisas pensadas ontem/hoje

#1 enquanto o urso impera, o homem dorme… o tempo hiberna. espero-me no tempo.

#2 meu corpo gesta a revolta – na estética do contra… falo por não-palavras.
#3 um urso: peludo, pesado e selvagem. moi
#4 rastreei o caminho, ele vai dar em algum lugar… um livro, talvez.

#5 “não há o que lamentar… ”

e agora mudando de assunto, ou de plano, da reflexão para a ação.

#6 eu aqui tranquilo anotando tudo isto e bah, o japonês, amigo-visitante, chegou bêbado. vamos lá… cuidar do rapaz. afinal… quem diante das desgraças e desilusões desse mundo já não encheu a cara…

resolução 110/2013… ou madera de deriva

[ter] 1 de outubro de 2013

RESOLUÇÃO: Este blogue está chato demais. mas bem na verdade devo ser eu que estou chateado/r. lembrete/resolução: ESCREVER POST NOVO AQUI SÓ QUANDO TIVER COISAS GENIAIS E INTERESSANTES (ou quase). ‘té.

As rotinas seguem cá para te perderes enquanto me procuro:

Dia #1 a origem da palavra; madera de deriva, sala de aula me anima; Dia #2 letra bastão, faço uso dela desde 1995, guardando a cursiva para dias de provas de concursos/vestibulares apenas – e repara que minha letra cursiva não tão feia não; estou [quase] de veisalgia, ontem foi uma sobredose de the pillars of the earth; Dia #3 “é muito provável que o patronímico ibérico -ez seja um fóssil lingüístico.”; Dia #4 após um dia inteiro dormindo… um chá de camomila e mais um pouco de word without end… um mergulho na inglaterra do séc. xiv – guildas, peste negra e guerra dos cem anos… “quão amabilíssimo me eras mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres“; e pela noite, batendo ponto, em reunião com o professorado sobre os alunos, a avaliação dos educandos é uníssono: “ele é legal [eu], mas é difícil acompanhar o seu raciocínio… muita coisa ao mesmo tempo”, ou seja, traduzo aqui: “está uma zona”, usando uma expressão apropriada – mas essa bagunça na exposição dos temas, na organização deles, da sala já é sabida e digo mais… é da vida, da casa, da rotina, do próprio ser… esse cara que muda de ideia a cada dez minuto, não se decide nunca e tudo o cansa muito rápido.  e no final da noite eu não sabia bem o que me abatia, se era estar no meio das pessoas – e festas são rituais que me deixam desconfortável – ou estar sem rumo e ao lado de pessoas estranhas – porque insisto em mantê-las estranhas. Enfim… volto sozinho sempre porque é difícil abrir este peito repleto de cicatrizes profundas. Dia #5 foi assim assim… livre para lavar louça, roupa e fabricar um canteiro, transplantar grama e construir uma escadinha com pedras. Dia #6 O texto é esse: “Certamente a gente só encanta quando se encanta. Se eu não estiver encantado com o meu objeto de conhecimento, eu não posso encantar o outro. No sentido não de fetiche, mas de sedução gnoseológica. Há um jogo de sedução, mas só é sedutor quem já está seduzido. Ou seja, há tanto mais charme quanto mais charme eu achar que há.”  de Mario Sergio Cortella – Nos labirintos da Moral. e cá… Indeciso. Dia #7 Sol da porra, dia lindo, e eu dormindo até o meio-dia. Ouço mais música… tom zé, cartola, jorge drexler, manel, orquestra che são as vozes ecoando neste crânio… Não recebo bem críticas, racionalmente as entendo, mas emocionalmente é mais difícil de lidar com elas, de um lado a compreensão, a analise, do outro o medo e revolta nas entranhas. E hoje, recebo um retorno positivo, um elogio, de um texto que sei que ficou assim assim por ter deixando para o ultimo segundo do ultimo tempo da prorrogação. Talvez meus padrões sejam exagerados e meu animo diminuto… Mas animou-me, o retorno, e é como se precisasse ainda de um reforço externo que chancelasse o meu potencial. Potência ignorada por estar tão descrente de mim e de tudo. É nisto que tenho pensado muito ultimamente… E cambiando de assunto totalmente pergunto como é possível que eu escreva aislado num texto em português, que mania essa de inventar leis próprias e desconsiderar convenções? E cambiando mais e mais… isto aqui é bacana e isto também. 8 horas e 43 minutos para entregar (segundo prazo) a tarefa… e eu nem li nada, vou sair e volto só lá pela oito, vai ser corrido. Hein? /// Ela disse nego / Nunca me deixe só / Mas eu fiz de conta / Que não ouvi, Hein? // Ela disse: – orgulhoso / Tu inda vai virar pó / Mais eu insisti / Dizendo Hein? // Ela arrepiou / E pulou e gritou / Este teu – Hein? – moleque / Já me deu – Hein? – desgosto / Odioso – Hein? com jeito / Eu te pego – Ui! bem feito / Prá rua – sai! – sujeito / Que eu não quero mais te ver // Eu dei casa e comida / O nego ficou besta / Tá querendo explorar / Quer me judiar / Me desacatar /// Compositor: Tom Zé – Vicente Barreto.  Agora são 21:32 e faltam apenas 2 horas e 22 minutos – contagem regressiva – prazo final… E depois narro os encontros-desencontros de hoje, com direito a abraços e olhares, e do final de tarde bonito demais, e da lua nova no céu aberto, e dos olhares – quase – constrangidos, em fuga, e dos olhos perscrutadores. E Ufa [23:54’46]! menos 14 segundos e eu não conseguiria entregar… Dia #8 eu gosto de horóscopo. eu não narrarei os encontros-desencontros de ontem, apenas digo que foi um dia bonito. E as segundas eram de Maiakovski, é bom reencontra-lo. [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado];  [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado];  [editado]; [editado]; [editado]; [editado diariamente com anotações diversas – cumprindo assim sua função de ser um weblog, um caderno de apuntamentos, um bloco de notas – enquanto aguardo o momento…]; …

cartas ao mar

[qua] 3 de abril de 2013

Chove muito.

 

Diz assim na agenda. 02 de abril, terça.
é um doce nome de filha, é um belo nome de amada, lembra um pedaço de ilha, surgindo de madrugada.” Vinicius de Moraes.

E na vitrola toca cartola, 70 anos.
Eu iria escrever ontem, mas o tempo passou e ficou só o rascunho, que dizia assim…

Seg. 1/4. Indo para aula, ouvindo Karina Buhr. Dia medicado ainda.

“E a falta de imaginação me fez lembrar de você
De tarde, se anoitecer, tudo se acaba
E aí crio asas
E aí elas querem voar

Aqui é assim
O que a gente inventa a gente tem

E aí crio asas e aí elas querem voar”

Dom. 31/3. Dia dormido, e depois ouvindo Cartola, Calle 13, Buena Vista Social Club… A medicação me deixa sonolento. A canção tema do texto que comecei a escrever e não envie… nem terminei, seria “Não me ame tanto
Eu tenho algum problema com amor demais
Eu jogo tudo no lixo sempre

Não me ame tanto
não posso suportar um amor que é mais do que
o que eu sinto por dentro
penso”

O poema é confuso, mas tem o rosto da história brasileira: tisnado de sol, cavado de aflições, e no fundo do olhar, guarda um lampejo – um diamante duro como um homem e isso que obriga o exército a se manter de prontidão.” Ferreira Gullar.

Sab. 30/3. Dia de dona Izabel. Estudamos juntos, brincamos juntos e como é bonito vê-la crescer. A canção que tocou na vitrolinha como um mantra foi… (Com direito a Izabel imitando o sotaque delicioso de Karina)  Eu sou uma pessoa má. Eu menti pra você. 

Sex. 29/3. Cinema sozinho.  e a. Foi dia de ficar só. Trilha do dia… a boa e profunda levada de Karina… 

Qui. 28/3. Ufa, feriado. . Cinema para fazer companhia ao Japonês, que ‘tá meio na fossa com seu amor que não dá certo pela moça gaucha. E fazer valer a carterinha de sócio do cineclube. Trilha do dia foi  A pessoa morre depois de tanto verbo
A pessoa morre de fome
Depois de tanto verbo a pessoa morre
A pessoa morre
A pessoa morre

Qua. 27/3. “Há o homem no ar! Suspenso por fio transparente, pendendo entre o amor e o ódio, querendo a chave de si próprio.” Carla Dias.

Tive aulas boas. Estou trabalhando com os estudantes a questão de gênero dentro do sistema capitalista e movimentos sociais no terceiro ano; Poder, estado e capitalismo nos segundos anos; e a imaginação sociológica nos primeiros… Aulas boas. O rosto ainda está inchado, dolorido e estou bem cansado.

Ter. 26/3. Zero grana. Cirurgia. Colirio nos olhos e ao fundo, na via cortando o deserto ao meio, um balão laranja – a visão ‘tá perfeita, mas a boca meio desdentada ainda. Um pouco de dor e bem cansativo o dia. Devia ter pego um atestado e ter ido descançar.

Seg. 25/3. Dia mexendo na terra, podando, fazendo caminhos, plantando grama. e lá pelas 20h dar aula lá no centro.

Dom. 24/3. Dia de maratona, de ver arte, de mergulhar nos sonhos.

Sáb. 23/3. Seu baldecir, Edgar e Karina, Pi, Velha guarda da sociais, Murilo… Tantos abraços, tanta sensação boa. Dia bom – é bom saber que se é querido por tanta gente, mesmo quando ‘cê some e se esconde no meio do mato e não dá sinal de vida, do que sente por dentro, do que espera da vida. O que você espera da vida?

Sex. 22/3… Fica para uma outra vida.

 

Trilha sonora deste posto: CARTOLA 70 ANOS.

el otro engranaje

[sáb] 3 de novembro de 2012

14:50 pego minha canoa e vou navegar pela tarde…

14:51 sou filho de um forasteiro…

14:53 jorge declama…

Es cierto que no hay arte sin emoción, y que no hay precisión sin artesania. Como tampoco hay guitarras sin tecnología. Tecnología del nylon para las primas, tecnología del metal para el clavijero. La prensa, la gubia y el barniz: Las herramientas de un carpintero. (…) La maquina la hace el hombre… Y es lo que el hombre hace con ella. El arado, la rueda, el molino, la mesa en que apoyo el vaso de vino, las curvas de la montaña rusa, la semicorchea y hasta la semifusa, el té, los ordenadores y los espejos, los lentes para ver de cerca y de lejos, la cucha del perro, la mantequilla, la yerba, el mate y la bombilla. (…) Hay manos capaces de fabricar herramientas con las que se hacen máquinas para hacer ordenadores que a su vez diseñan máquinas que hacen herramientas para que las use la mano. Hay escritas infinitas palabras: Zen, gol, bang, rap, Dios, fin… Hay tantas cosas yo sólo preciso dos: …”

15:05 em 2013 realizar projeto de pesquisa na escola onde for trabalhar. conhecer os pais, aplicar questionários, entrevistar. o sentido da escola e do ensino de sociologia para a comunidade {recortar melhor isto aqui: estudantes, pais, famílias, etc.)

15:12 Organizando o amontado de texto (para ver o que fica e o que vai embora) em uma lista de textos. (links para os textos ou resenhas – as resenhas não são de minha autoria)

RESENHA DO LIVRO: A ESCOLA BÁSICA NA VIRADA DO SÉCULO: Cultura, política e currículo/ Marisa Varraber Costa(organizadora).3.ed.-São Paulo:Cortez,2002

SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. 156 p. [Resenha]

PRESTES, Anita Leocádia. A que herança os comunistas devem renunciar. (Caderno). s. d.

STRAUSS, Claude Lévi-. “O futuro da etnologia”. In: Minhas palavras. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. Ed. Brasiliense, 1986.

A SOCIOLOGIA EM ESCOLAS DE SANTA CATARINA. Nise Maria Tavares Jinkings (UFSC)

Capitalismo Dependente, Autocracia Burguesa e Revolução Social em Florestan Fernandes. Miriam Limoeiro-Cardoso. Texto disponível em www.iea.usp.br/artigos

Para uma História da Sociologia no Brasil: a Obra Sociológica de Florestan Fernandes Algumas Questões Preliminares.
Miriam Limoeiro-Cardoso. Texto disponível em www.iea.usp.br/artigos.

RICHARDSON, R. Epistemologia do Trabalho Científico. In: RICHARDSON, R. Pesquisa Social: métodos
e técnicas. 3ed. São Paulo: Atlas, 1999.

BORÓN, Atílio. “O Manifesto: relíquia histórica ou documento atual?“. In: Crítica marxista : v. 1, tomo 6 /São Paulo : Xamã, 1998.

Arnold VAN GENNEP, Os ritos de passagem (Apresentação de Roberto da Matta), Petrópolis:
Vozes, 1978.

RODOLPHO, Adriane Luisa. “Rituais, ritos de passagem e de iniciação: uma revisão da bibliografia antropológica”. In: Estudos Teológicos, v. 44, n. 2, p. 138-146, 2004

FERNANDES, Florestan. “A educação numa sociedade tribal”. In: FORACCHI, Marialice M., PEREIRA, Luiz. Educação e Sociedade. Companhia editorial nacional.

MAZZA, Débora. A produção sociolóoica de florestan fernandes e suas interfaces com a Sociologia da Educação.

BENEDICT, Ruth, “A Ciência do Costume” in: Benedict, Ruth Padrões de Cultura. Lisboa: Livros

Florestan Fernandes – Memória Roda Viva. Entrevista concedida em 05/12/1994.

Carta de definição para Escritórios Modelo de Arquitetura e Urbanismo

Senso Comum – FeNEA – Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil

Reforma Urbana – FeNEA – Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil

16:51……………..

“…porque te vas a disgustar se piensas que voy a mirar a la que pase por ahi no seas tonta se so lo te quiero a ti la vista mia eres tu no tengo ojos para más me quedo cego se no estás mas que tonta ya no puedo amarte más tan linda como estas tan linda como estas mi ojos veen com claridad toda tu alma y sensibilidad…  tan linda como estas  tan linda como estas  mi ojos veen com claridad toda tu alma y sensibilidad… porque la amor tiene de todo un poco porque la amor tiene de todo un poco porque la amor tiene de todo un poco porque la amor tiene de todo un poco tiene belleza tiene alegria que bonito es amar que bonito es querer porque la amor tiene de todo un poco yo no puedo viver se no tengo tu amor tan linda como estas…” Havana Social Club. De todo um poco.

17:18 el otro engranaje

17:21 (…) la yerba, el mate y la bombilla (…) una canción que dice que uno sólo conserva lo que no amarra (…)

18:02 A la molina no voy mas porque echan azote sin cesar…

18:12 o gato dorme. o mate aquece. a tarde amansa. o sol doura.

18:37                                  “Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio…” (Dostoiévski)

x

19:00 no pienses demás….

 

 

 

 

tetã paraguái

[ter] 3 de janeiro de 2012

Antes de 2006 não sabia nada sobre o Paraguay. Nada além do futebol e do que os livros didáticos de história contavam. Em setembro de 2006 iniciei como bolsista no Laboratório de Etnologia Indígena. Entre setembro de 2006 até final de 2007 aprendi muito sobre o povo Guarany. Em 2009 estive no Paraguai, e com o povo paraguaio aprendi muito mais sobre a nossa história.

As imensas terras dos jesuítas, que após sua expulsão, em meados do século XVIII, haviam passado para as mãos do Estado espanhol, foram arrendadas por baixo preço a camponeses livres. (…) “El Supremo” apoiou-se exclusivamente nos camponeses mestiços e índios. (…) preocupou-se muito com a educação primária dos mestiços: defensor do ensino obrigatório e gratuito, atacou o analfabetismo; ao morrer, em 1840, não existia um só analfabeto no Paraguai, caso único em toda a América Latina.”[21]

E em casa, agora, na madrugada, enquanto espero a polícia chegar para acalmar os vizinhos fogueteiros da madrugada, e zapeando a tv para encontrar algo bom encontro na tv camara este documentário do paraguaio marcelo martinessi realizado pela TAL. Já o tinha visto, mas fez tanto sentido… Tantas falas e imagens que fazem parte de mim. Sem falar na canção que é linda… Veja o Vídeo, Ouça a Música e sinta.

los paraguayos

che pykasumi 

músicas paraguaias

dicionário áudio visual guarani

Che Pykasumi (*) 

Che pykasumi reveve va’ekue chehegui rehóvo / oúva ne angue cada pyhare che kéra jopy / rohayhúgui aî ajepy’apýva che nera’arôvo / michînte jepépa ndaivevuivéi che mba’e mbyasy. // Ne añaitégui nde aikóva ko’âicha aikove asy / jaikóma rire ku juayhu porâme oñondivete / reveve reho che reja rei chemotyre’ŷ / aiko aiko rei ndavy’amivéi upete guive. // Veces ndakevéi, pyhare entero nderehe apensa / akéta mo’â chembojepoyhu nema’ê asy / nde resa rory rojuru pyte rohêtûrôygua / apáy roheka ku ndorojuhúi haime che tavy. // Ma’erâve nipo aikove ko’âicha ambotuichaite / la nepore’ŷ nde upe mombyry che tupâsymi / chénte rohayhúgui aikóva ahasa desprecio mante / ha nde rehoite nderejukuaavéi che pykasumi. // Ku amáske ko’ê rohayhu asy narremediavéi / ñaimo’â voi ku itavymíva mba’e aiko / ama’ê asy ku nde rogamíre ha nde nereiméi / korasô rasy chembotarova chembojahe’o. // Resêva’ekue chehegui rehóvo che pykasumi / reipotave’ŷgui rohavi’ûmi ni rojavyky / ejumi jevyna ikatumiháicha che consolami / ta’ivevuive che jopy asyva che mba’e mbyasy.

Letra: Cecilio Valiente
Música : Eladio Martínez / José Asunción Flores
Escrito en 1928
(*) Esta es la versión completa de la poesía.
Las estrofas 3ª y 4ª no suelen cantarse.

que fazer?

[dom] 3 de abril de 2011

É preciso sonhar,
mas com a condição de crer em nosso sonho,
em observar com atenção a vida real,
de confrontar a observação com nosso sonho,
de realizar escrupulosamente nossas fantasias.
Sonhos: acredite neles”.
[Vladimir Ilich Ulyanov,
Lênine]

em pleno verão

[sex] 3 de dezembro de 2010

hoje. sentindo-me. fazendo arte e estando. enviei minha parte para o zine. faltam tão poucas linhas para a minha conclusão da licenciatura. e certas experiências do dia-a-dia são intraduzíveis. o perfume da dama da noite. a sinfonia de mil sapos coachando em noite de primavera. um fim de tarde em sambaqui. uma tarde inteira no bosque do cfh, em boas, sonoras e poéticas companhias. as sutilezas de todos os flertes. o jogo dos cães. e a mais honesta das entrega entre dois estranhos: eu e um cão qualquer, destes do cfh. as horas tentando entender a fala de um joão de barro. o debate sobre um texto de illich. o papo no ru. o abraço nos amigos…

quarta-feira, e quinta-feira. um mergulho na casa, na sua arrumação. e um disco de elis. em pleno verão [1970]. e muito caetano, chico, bethânia, gal, lenine, lupicínio

Elis Regina – Em Pleno Verão (1970)

1. Vou deitar e rolar // Não venha querer se consolar / Que agora não dá mais pé / Nem nunca mais vai dar / Também, quem mandou se levantar? / Quem levantou pra sair / Perde o lugar // E agora, cadê teu novo amor? / Cadê, que ele nunca funcionou? / Cadê, que ele nada resolveu? // Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu // Ainda sou mais eu // Você já entrou na de voltar / Agora fica na tua / Que é melhor ficar / Porque vai ser fogo me aturar / Quem cai na chuva / Só tem que se molhar // E agora cadê, cadê você? / Cadê que eu não vejo mais, cadê? / Pois é, quem te viu e quem te vê // Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Todo mundo se admira da mancada que a / Terezinha deu / Que deu no pira / E ficou sem nada ter de seu / Ela não quis levar fé / Na virada da maré // Breque // Mas que malandro sou eu / Pra ficar dando colher de chá / Se eu não tiver colher? / Vou deitar e rolar // Você já entrou na de voltar / Agora fica na tua / Que é melhor ficar / Porque vai ser fogo me aturar / Quem cai na chuva / Só tem que se molhar // E agora cadê, cadê você? / Cadê que eu não vejo mais, cadê? / Pois é, quem te viu e quem te vê // Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu // O vento que venta aqui / É o mesmo que venta lá / E volta pro mandingueiro / A mandinga de quem mandingar // Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu /// Baden Powell e Paulo César Pinheiro //// 2. Bicho do mato // Bicho do mato / Nego teve aí / Bicho do mato / Devagar pra não cair / Bicho do mato / Bicho bonito danado / Bicho do mato / Nego teve aí / E disse assim: / Bicho do mato / Quero você para mim / Eu só vou embora / Mas eu só ponho o meu boné / Onde eu posso apanhar / Devagar se vai ao longe / Devagar eu chego lá / Bicho do mato / Nego teve aí / Bicho do mato / Devagar pra não cair // Jorge Ben Jor //// 3. Verão vermelho [instrumental] //// 4. Até aí morreu Neves // Pa, pa, pa, ra pa pa pa pa pa ra pa pa pa ra / Se segura malandro pois malandro que é malandro / Não se estoura / Se segura malandro / Pois um dia há de chegar a sua hora / Vai cantar vai brincar sem fantasia / Você vai chorar de alegria pois ela vai voltar / Pra alegrar o seu coração / Malandro que é malandro não se estoura não / Pa pa pa ra pa pa pa pa pa ra pa pa pa ra / Pois um dia há de chegar a sua hora / Vai cantar vai brincar sem fantasia / Você vai chorar de alegria pois ela vai voltar / Prá alegrar o seu coração / Malandro que é malandro não se estoura não / Porque até aí morreu Neves, até aí morreu / Neves até aí morreu Neves / Até aí morreu Neves / Devagar malandro devagar cuidado / Afobado come crú devagar se vai ao longe / Devagar se vai ao longe devagar também é pressa / Afobado come crú / Devagar se vai ao longe // Jorge Ben //// 5. Frevo // Vem / Vamos dançar ao sol / Vem / Que a banda vai passar / Vem / Ouvir o toque dos clarins / Anunciando o carnaval / E vão brilhando os seus metais / Por entre cores mil / Verde mar, céu de anil / Nunca se viu tanta beleza / Ai, meu Deus / Que lindo o meu Brasil // Tom Jobim e Vinicius de Moraes //// 6. As curvas da estrada de Santos // Se você pretende saber quem eu sou / Eu posso lhe dizer / Entre no meu carro e na estrada de santos / Você vai me conhecer, “é vai me conhecer” / Vai pensar até que eu não gosto nem mesmo de mim // E que na minha idade só a velocidade / Anda junto a mim / Eu só ando sozinho / E no meu caminho o tempo é cada vez menor / A eu Preciso de ajuda // Por favor me acuda, eu preciso de ajuda / Eu vivo muito só, eu me sinto muito só… / Mais se acaso numa curva eu me lembro do meu rumo / eu piso mas fundo, corrijo num segundo não posso parar // Eu prefiro as curvas, as curvas da estrada de santos / Onde eu tento esquecer / Um amor que eu tive / E vi pelo espelho na distância se perder // Mas se o amor que eu perdi eu novamente encontrar / As curvas se acabam / E na estrada de santos eu não vou mais passar / Não, não eu não vou mais passar // Roberto Carlos e Erasmo Carlos //// 7. Fechado pra balanço // Tô fechado pra balanço / Meu saldo deve ser bom / Tô fechado pra balanço / Meu saldo deve ser bom / Deve ser bom // Um samba de roda, um coco / Um xaxado bem guardado / E mais algum trocado / Se tiver gingado, eu tô, eu tô / Eu tô de corpo fechado, eu tô, eu tô // Eu tô fechado pra balanço / Meu saldo deve ser bom / Tô fechado pra balanço / Meu saldo deve ser bom / Deve ser bom // Um pouco da minha grana / Gasto em saudade baiana / Ponho sempre por semana / Cinco cartas no correio // Gasto sola de sapato / Mas aqui custa barato / Cada sola de sapato / Custa um samba, um samba e meio // E o resto? // O resto não dá despesa / Viver não me custa nada / Viver só me custa a vida / A minha vida contada // Gilberto Gil //// 8. Não tenha medo // Tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não. / Nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo. / Nem um não, nem um sinal, nem um ladrão, nem uma escuridão, nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo… / Tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo. / Nem um cão, nem um dragão, nem um avião, nenhuma assombração. / Nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo… / Tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não. / Nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo. / Nem um chão, nem um porão, nem uma prisão, nem uma solidão… / Nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo… / Tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo… / Não tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo… / Não tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo… // Caetano Veloso //// 9. These are the songs / Participação: Tim Maia // These are the songs / I want to sing / These are the songs / I want to play / I will sing it every day / These are the songs / I want to sing and play // Essa é a canção que eu vou ouvir / Essa é a canção que eu vou cantar / Fala de você, meu bem / E do nosso amor, também / Sei que você vai gostar // Tim Maia //// 10. Comunicação // Sigo o anúncio e vejo / Em forma de desejo o sabonete / Em forma de sorvete acordo e durmo / Na televisão / Creme dental, saúde, vivo num sorriso o paraíso / Quase que jogado, impulsionado no comercial / Só tomava chá / Quase que forçado vou tomar café / Ligo o aparelho vejo o Rei Pelé / Vamos então repetir o gol / E na rua sou mais um cosmonauta patrocinador / Chego atrasado, perco o meu amor / Mais um anúncio sensacional / Ponho um aditivo dentro da panela, a gasolina / Passo na janela, na cozinha tem mais um fogão / Tocam a campainha, mais uma pesquisa e eu respondo / que enlouquecendo já sou fã do comercial // Edson Alencar e Hélio Matheus //// 11. Copacabana velha de guerra // Nós estamos por aí sem medo, / nós sem medo estamos por aí. / Nós estamos por aí sem medo, nós sem medo estamos por aí… / Qualquer sorte me espera, e a tarde talvez vai me mostrar. / Presiventos na janela e as praças do mundo a me chamar. / Sou mais um na multidão, nas vitrines dos magazans, procurando uma camisa da cor do mar. / Mão no bolso riso lendo e a tarde passando devagar. / Não me encontro na vitrine, não ligo é dificil me encontrar. / Sou só eu na multidão, e eu queria me ver passar / desfilando com a camisa da cor do mar… / Olha eu lá… / Nós estamos por aí sem medo, nós sem medo estamos por aí. / Nós estamos por aí sem medo,nós sem medo estamos por aí… / Qualquer sorte me espera e a tarde talvez vai me mostrar, presiventos na janela e as praças do mundo a me chamar. / Sou mais um na multidão, nas vitrines dos magazans, procurando uma camisa da cor do mar. / Mão no bolso riso lento e a tarde passando devagar, nao me encontro na vitrine, nao ligo é dificil me encontrar, sou só eu na multidão e eu queria me ver passar desfilando com a camisa da cor do mar… Olha eu lá… // Joyce e Sérgio Flaksman ////

(irn)preciso

[qua] 3 de março de 2010

vou reclamar e depois vou dormir. esqueci o telefone, logo hoje – mas agora sei que tu às vezes me atende. e me escondi o dia todo (de mim) – e será que é certa paura dessa gente toda? sei que muito sem saco ando para esse  negócio de universidade e isto é perigoso. não toquei numa linha sequer do texto que já deveria ter escrito há uns dois meses atrás e tenho até quinta –  queria tanto acordar cedo com aquela coragem maior que a gente sabe… só sei que preciso acordar cedo e sair dessa zona horária zuada que me fode todo. preciso resolver aquelas coisas burocráticas que venho adiando por dias porque não consigo apaziguar coisas não-burocráticas, porque já estou a perder pacotes e  nacos de mim. e preciso muito… muito de um sorriso, destes de espelho sabe?!

queria me ver sociólogo, ou poeta, ou professor… mas vejo pouco ultimamente, e nada faz muito sentido. isso passa. passamos e vou dormir.

pedra do sono

[qua] 3 de fevereiro de 2010

***

e sobre o tumulto aqui de dentro e essa insatisfação não clara, mas que sei que nessa casa não consigo dormir, nem estudar, nem emagrecer, nem sentir-me bem mas talvez nem seja a casa nem as pessoas e sim outras coisas. estou pensando em passos maiores… quartos menores… lonjura. quem sabe assim arranque de mim esse medo danado de ser quem sou e vase despudoradamente com todos os pudores que forem necessários e os que não forem que fiquem por ai sem mim.

pensando também em enterrar esse blogue, criar outros projetos… começar a escrever cartas para o futuro, ensaios para o presente e poemas para outrora. mas vai saber né!

hoje a aurora parece que virá de rosa, novamente.

e alguma coisa tem me incomodado muito nestes dias, é uma certa ansiedade de algo que eu não sei ao certo o que é. o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é… “O fato dos americanos desrespeitarem os direitos humanos em solo cubano é por demais forte  simbolicamente  para eu não me abalar (…)”

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

***

poucos minutos atrás vi no “Especial Cultura” o filme “Leituras Do Brasil – Duas Águas” sobre João Cabral de Melo Neto. [“não é preciso poetizar o poema”; diz o mestre].

Trecho do poema
ALGUNS TOUREIROS
(Paisagem com Figuras – 1954 – 1955)
Eu vi Manolo González
E Pepe Luís, de Sevilha:
precisão doce de flor,
graciosa, porém precisa.Vi também Julio Aparício,
de Madrid, como Parrita:
ciência fácil de flor,
espontânea, porém estrita.Vi Miguel Báez, Litri,
dos confins da Andaluzia,
que cultiva uma outra flor:
angustiosa de explosiva.

Mas eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais deserto,
o toureiro mais agudo,
mais mineral e desperto,

o de nervos de madeira,
de punhos secos de fibra,
o de figura de lenha,
lenha seca de caatinga,
sim, eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete
, o mais asceta,
não só cultivar sua flor
mas demonstrar aos poetas:

como domar a explosão
com mão serena e contida,
sem deixar que se derrame
a flor que traz escondida,

e como, então, trabalhá-la
com mão certa, pouca e extrema:
sem perfumar sua flor,
sem poetizar seu poema.

Ouça o poema interpretado
por João Cabral
Como ouvir?

matadeiro

[dom] 3 de janeiro de 2010

água quente, tarde que arde. preguiça à dois.

%d blogueiros gostam disto: