Archive for the '02' Category

ipê roxo

[qua] 2 de agosto de 2017

uma semana atrás brotava a primeira flor do ipê-roxo [encontrar a postagem de quando plantei esse ipê]… agora eu sei que é roxo.

hoje, cedo, a sensação era… como se eu estivesse num repuxo, ou no meio do turbilhão daquelas vacas de quando eu tentava surfar… enfim… era o mundo me tragando para uma avalanche de atividades sem me dar tempo para respirar. sem tempo para dormir mais e para o ócio e para o tempo de planejamento… bora deixar no piloto automático.

*

segunda e terça foram dias longos e cansativos… temos quarta-feira pela frente ainda.

urgente planejar as demais aulas da semana próxima.

hoje deu-me uma vontade de planejar a minha vida… emagrecer, pós graduação, terminar cozinha e sala… uma moto? só pensei…

tem dado uns dias de cartão postal…

família tem pesado… irmão e pai brigando, mãe doente.

*

e as férias… que férias.

as notas do dia (do papier ao conselho)

[ter] 2 de maio de 2017
anoto no papier.
terça em modo GAME OVER…
 
em modo repetição: dos colores blanco y negro. drexler e moska.
 
1h00. conclui todas as turmas do primeiro bimestre do jacó anderle.
 
agora falta… corrigir provas e redações das duas turmas de terceiros do apóstolo, e digitar as notas. expectativa de duas horas para essa função.listar os conteúdos e digitar as notas das três turmas de segundo ano. previsão de uma hora nessa função.
refazer a listagem dos conteúdos, criar as avaliações e digitar as notas dos cinco primeiros anos. mais um hora e meia…. 
2h49 e estou indo para a 104…
3h56. acabei todos os primeiros.
5h51 terminei os segundos.
agora só falta corrigir as provas dos terceiros e digitar as notas. e dormir. e te responder. e não esquecer de pagar as contas: iptu, cartão, luz. agendar dentista, urgente. quarta-feira ir no posto. comprar ração para os gatos. e granola pra mim. e sentar para pensar bem as atividades do segundo bimestre. comprar caderno novo e registrar tudo. nunca mais deixar assim.
***
POST PUBLICO, MAS EM MODO DE EDIÇÃO AINDA…
EDITAR AQUI E TRANSCREVER AS ANOTAÇÕES FEITAS NO CADERNO (TARDE DE AULAS E NOITE DE CONSELHO DE CLASSE)
PS: A GRANDE IRONIA DO DIA – TRABALHAR COM O FILME IN TIME, TRADUZIDO PARA O PORTUGUÊS COMO O PREÇO DO AMANHÃ. E SER UM DIA QUE TUDO QUE FALTOU FOI TEMPO… TEMPO PARA SER. SEGUNDA, TERÇA…

esperando o dia vinte e três…

[qui] 2 de março de 2017

checklist de quinta.

cedo – dentista ok.

tarde – pedal ok.

noite – aula ok.

mas nesse interim, não sei se é a visita (paulo de passagem até sábado/domingo) ou o fato de eu ter dormido tarde e ter acordado cedo, e ainda passar o dia na função de ir até o centro, num calor infernal, e ter aula pela noite… foi um dia longo e quente, e cansou.

e senti aquela sensação de que precisando parar e respirar porque março parece estar alucinando já. coisas importantes pra ontem: planos de aula mais detalhados e com dinâmicas (principalmente os segundos anos – estou um tanto frustado com o caminho que as aulas tem tomado), diário online em dia (não deixa acumular… aplicativo funcionando, adeus diário de papel), plano de ensino para escolas (a data limite é dia 3, sexta-feira… não vou conseguir entregar), e as eleições para conselho deliberativo… calma, respira, vai dar tudo certo. 23 é feriado.

tout passe, tout casse, tout lasse

[seg] 2 de janeiro de 2017

fora do ar.

todo excesso esconde uma falta.

***

o ano virou. e eu parei. dia vinte e oito dia vinte nove pintei, e finalmente vi stranger thing, dia trinta comecei a maratona de duas temporadas da série pós-apocaliptica the 100; dia trinta e um dormi quase o dia inteiro, e finalizei a maratona. e dia primeiro… li poesias.

hoje, mateei. talvez pinte logo mais. ou faça um poema [fiz uns rascunhos]. amanhã será meu primeiro compromisso exterior, ou seja, fora de casa, do território familiar…

é… o ano já começou.

***

quadro-geral:

falta vitamina d (dessas trocas de horário malucas, se dorme de dia e se acorda de noite). excesso de alimentos oxidantes (do combo: rotina comer-dormir+ festividades de final de ano). dermatite intensa. leve tédio hoje. fim dos dias ociosos… amanhã cessarão os dias inúteis.

***

e porque cansei, segue o rascunho

«ele sofre com a mordida
dada num molde de gesso.»
In O empalhador de cisternas, de José Humberto Silva Henriques.

exercício sobre o incógnito som

Nu e lasso, /descalço, impassível /
Lasso, pelos passos não dados / pelo não-passo
E pelo processo que passa avesso
Num progresso de rima barata

Rumo ao sucesso dessa vida rata
Repleta de abscessos, excessos de nada,
Doses de dor, de silêncio espesso,
De pus, mudez, e moldes de gesso,

No fosso das possibilidades
Um verso, o osso, o erro-crasso
O sussuro incerto, e o incógnito

Fossíl-humano, mas ainda aceso.

que será será

[sex] 2 de dezembro de 2016

Que Será Será (Whatever Will Be, Will Be)

When I was just a little girl / I asked my mother, ‘what will I be? / Will I be pretty? / Will I be rich? / Here’s what she said to me // Que sera sera / What ever will be, will be / The future`s not ours to see / Que sera sera / What will be, will be // When I grew up and fell in love / I asked my sweetheart, what lies ahead / Will we have rainbows / Day after day? / Here´s what my sweetheart said // Que sera, sera / Whatever wil be, will be / The future’s not ours to see / Que sera, sera / What will be; will be // Now I have children of my own / They ask their mother what will I be / Will I be handsome? / Will I be rich? / I tell them tenderly // Que sera, sera / Whatever will be, will be / The future’s not ours to see / Que sera, sera / What will be, will be // Que sera, sera /// autores: Jay Livingston, Nadir Corte Real e Ray Evans

false necessity

[sex] 2 de setembro de 2016

22h30 já em casa. as aulas da noite foram boas hoje. revisão. e na articulação… quem sabe role um evento de humanas na escola… algo como palestra/grupo de discussão/etc. os profs de hst mostraram-se receptivos… agora é jogar a ideia para o de filosofia e de geo.

***

9h22′ citação, extraída do filme ‘meia noite em paris’ de woody allen

“Hemingway: Nunca escreverá bem se tiver medo de morrer.você tem? Gil: Eu diri que é provavelmente… talvez, meu maior medo. Hemingway: É algo que todos fizeram antes de você e todos farão. (…) Acredito que um amor verdadeiro e real cria uma trégua da morte, toda covardia vem de não amar ou não amar bem, o que dá na mesma. Quando um homem corajoso e verdadeiro olha a morte de frente como caçadores de rinoceronte, ou belmonte, que é muito corajoso  é porque ele ama com paixão o suficiente para esquecer completamente a morte… Então ele deve fazer amor de novo…”

[ler mais aqui: ogirassoleoespelho]

***

7h48′ Citação, extraída de uma fala, em um programa de entrevista:

«Nós não somos temidos por qualquer país do mundo. Nós não temos inimigos. Mas nós precisamos repensar nosso papel no mundo, e vou dar o exemplo da relação do Brasil com os Estados Unidos, vamos ver a situação das comunicações no Brasil. Todas as comunicações que ocorrem no Brasil são transparentes ao governo dos Estados Unidos, nosso acesso de internet e telefonia ao mundo passa quase na totalidade pelos Estados Unidos, nossas forças armadas depende do GPS norte americano, se desligassem, teríamos que conduzir nossos navios no escuro, por navegação astronômica. Quer dizer, Brasil é um protetorado dos Estados Unidos, e todas as forças políticas brasileiras aceitam esse protetorado, inclusive a esquerda no seu terceiro mundismo tardio. Eu quero que o Brasil seja um parceiro dos Estados Unidos, mas para ser um parceiro precisa deixar de ser um protetorado. E esse é um outro exemplo de como a reimaginação do nosso lugar no mundo é a contrapartida de um projeto interno forte da nação. (…) Telespectadores, a esperança não é a causa da ação, é a consequência da ação. Atuem para poder esperar. » Roberto Mangabeira Unger

[nota mental – pesquisar sobre roberto m. unger]

os vendedores de bolas de berlim

[ter] 2 de agosto de 2016

essa língua… «os vendedores de bolas de berlim», encontrei por .

o que seriam bolas de berlim?!?

deu até vontade de comer um sonho.

e sobre o trabalho/escola… enfim, retornei. mas parte de mim ainda não quer ir. há um certo desânimo… tudo anda muito pesado e sem sentido.

e sobre morar só, novamente… a casa está vazia de pessoas, móveis… a casa, é menos um lar, mais um dormitório. resume-se a um quarto/escritório.

e sobre companhia e solidão, apenas a gata sorvete não descola de mim.

o congresso futurista

[sáb] 2 de julho de 2016

A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas.

Marx – Manuscritos econômico-filosóficos

 

[menção ao filme] The Congress – adaptação ao cinema de The Futurological Congress, romance do polonês Stanislaw Lem – Roteiro e  direção de Ari Folman (lembrar de ver Valsa com Bashir).

e ao poema [tovarich] que terminarei hoje.

o caracol e a canção para o vento

[qui] 2 de junho de 2016

madrugada virada.

3 horas para sair de casa.

ir trabalhar.

duas semanas e não organizei nada.

na terça pensei sobre isto – parte de mim torce para esse contrato terminar agora em junho e eu poder respirar… outra parte pensa na grana que vai fazer falta… parte morre e outra parte também.

e lá vou eu fugindo de tudo nessa vida. porque a solidão é um vício e quanto mais só, mais vontade tenho de ficar só… e menos vontade tenho de voltar a viver. há algum tipo de lamento profundo dentro do meu peito. e uma dificuldade tremenda em aceitar essa normalidade que paira no ar.

e a trilha sonora… perota chingo.

«Yo era un caracol tranquilo,
Yo era un caracol normal..
Vivía cerca del río, del río de la capital..

 

nuvens imensas encobrem o pico do cambirela. é madrugada quando saio de casa. no caminho descubro que não haverá aula [via whatsapp]. é dia de luto. o companheiro de ana – a diretora, e ambos tem, mais ou menos, a minha idade – faleceu repentinamente. ela gravida de 8 meses e ele se foi assim, inesperadamente. como é frágil a vida, os sonhos, os planos… sinto um falta de ar. tudo ficou nublado.

e eu o que estou fazendo de minha vida?
canções de perita chingo no playlist, e tudo isto…

é um dia triste.

uma separação…

[qua] 2 de setembro de 2015

chegou (o meu autopresente) e estou a utilizar a minha mochila crossbike 18 litros de nome alemão fabricada no vietnã – nem percebi que era nova, o conforto é idêntico a anterior. hoje também foi dia de ‘abya yala para escolas’, projeto de ana rita, que teve a gentileza e coragem de ir até o rio vermelho e encarar cinco horas de apresentação, sem nenhum cafezinho com bolacha. guerreira… uma inspiração.

e na teve… Jodaeiye Nader az Simin.  hoje vi todo o filme. Escrito e dirigido por Asghar Farhadi e estrelado por Leila Hatami, Peyman Moaadi, Shahab Hosseini

fim.

il mondo… ou ninguém se sente um adulto. e esse é o segredo sujo do mundo.

[dom] 2 de agosto de 2015

seriamente pensando em mudar-me… mas as semanas passam e caio na zona de conforto, nos velhos hábitos… nos mesmos pensamentos. e quando vejo o tempo voou. da cama para o sofá, do sofá para a cadeira…

mais uma semana de telecine aberto e não fiz nada… do sofá da sala da casa da mãe para o quarto-escritório jogar war online. chegando ao cúmulo de esgotar os plano ‘b’ e ‘c’ nas aulas de sociologia – aqueles planos tapa-buraco para quando você não tem como seguir o planejamento das aulas porque deixou de fazer um dos movimentos necessários (tipo corrigir avaliações ou preparar o material específico para aquele dia (a ficha, o questionário, o texto de subsídio etc) e precisa improvisar… foi uma semana desleixada. mas tudo vai assim, algo como dois ou três dias empolgado e um mês inteiro no ostracismo. deprê.

algo bom nesta semana foi que passou por cá o camarada fukuta. quando ele avisou que estava chegando, eu fiquei meio contrariado… mas no fim, ele veio de visita, retornou de suas férias em são paulo, e foi bom ele ter passado por cá… ajuda a desanuviar, botar o papo em dia… ter amigos é bom. mas já foi, voltou para laguna e para seu curso de arquitetura… pensando em ir para o cinema – sempre pensando em não terminar e ir para outro lado. somos bem diferentes, mas temos algumas coisas em parecido. é bom recebe-lo e bater um papo. conversar abertamente sobre a vida.

uma coisa que me incomodou profundamente e me tomou uma semana inteira foi que nessa semana que passou tudo foi bem estressante com o meu primo. joguei algumas verdades, fui duro… mas parece que ele baixou a guarda… mas sei não. e também não sei se estou disponível para dar ajuda… para aguentar esse tranco de ter que dar suporte emocional e agir como “pai” ou “mãe” de alguém mais velho do que eu, só porque o cara não está jogado no mundo e se afundando na sua incapacidade de se ligar afetivamente com as pessoas…

e porra, eu não cheiro cocaína e/ou fico bêbado constantemente, mas não estou muito longe dele nesse quesito emocional. talvez viver perto dos parentes (pais e filha) dê essa impressão que as coisas são mais sólidas do que de fato são. as vezes eu me sinto, literalmente, numa ilha. perdido… errando.

e já são quase trinta e três…

mas ninguém se sente adulto, foi o que disseram no filme. faz sentido.

trilha desta postagem (na itapema…):

David Byrne - Neighbourhood
Jorge Drexler - La trama y el desenlace
Arnaldo Antunes e Nando Reis - Não Vou me Adaptar

***

a trilha sonora de um filme de ontem (about time) e outro de hoje.

1. The Luckiest – Ben Folds
2. How Long Will I Love You – Jon Boden, Sam Sweeney, Ben Coleman
3. Mid Air – Paul Buchanan
4. At The River – Groove Armada
5. Friday I’m In Love – The Cure
6. Back To Black – Amy Winehouse
7. Gold In Them Hills – Ron Sexsmith
8. The About Time Theme – Nick Laird-Clowes
9. Into My Arms – Nick Cave & The Bad Seeds
10. Il Mondo – Jimmy Fontana
11. Golborne Road – Nick Laird-Clowes
12. Mr. Brightside – The Killers
13. Push The Button – Sugababes
14. All The Things She Said – T.A.T.U.
15. When I Fall In Love – Barbar Gough, Sagat Guirey, Andy Hamill, Tim Herniman
16. Spiegel Im Spiegel – Arvo Pärt
17. How Long Will I Love You – Ellie Goulding

***

1. Poison Tree – Moby
2. Uh Uh Uh – Hey Willpower
3. Hotter Sweeter – Miss TK & The Revenge
4. Runnin’ Away – Ryan Dilmore
5. In the Moonlight – Dawn Mitschele
6. Beethoven: 1. Erwachen heiterer Empfindungen bei der Ankunft auf dem Lande: Allegro ma non troppo [Symphony No. 6 in F, Op.68 -“Pastoral”] Berliner Philharmoniker, Herbert von Karajan
7. Vedrò con mio diletto – Philippe Jaroussky with Ensemble Matheus
8. Tannhäuser: Overture – Chicago Symphony Orchestra
9. Piano Concerto No. 5: 2nd Movement – The Blainville Symphony Orchestra’
10. Soave sia il vento – Carol Vaness, Delores Ziegler, Claudio Desderi & London Philharmonic Orchestra
11. Médiation – Michel Schwalbe with Berliner Philharmoniker
12. Concerti op.3, No.10 ‘L’estro armonico’: Allegro – Angel Romero, Pepe Romero, Celedonio Romero, Celia Romero, The Academy of St. Martin-in-the-Fields, Iona Brown
13. La scala di seta: Overture – The Academy of St. Martin-in-the-Fields
14. I’ve Got a Right To Lose My Mind – Margo White
15. All the Girls Be Mad At Me – Lippay
16. Lost Dreams – The Soulsations
17. Cali Frame – Medusa
18. Zefiro torna (Ciaccona) – L’Arpeggiata with Philippe Jaroussky, Núria Rial
19. Favorite Song – Kaiser Cartel
20. I Want a Kenyon Man – Calle Voce

o homem que engarrafava nuvens

[ter] 2 de junho de 2015

#1. lembrar transpor notas manuscritas sobre filme supracitado no título. [ps:ficará para quando eu regressar de chapecó]

#2. agora bem rápido… atrasado estou para reunião pela base e há assembleia da categoria em menos de uma hora e meia. o tempo voa… e eu deslizo como um caramujo. e o angustiante disto tudo é saber que a direção sindical cutista já armou o golpe contra a base. até o momento, contra a inúmeras faces do capital, entre elas a direção sindical, conseguimos contra-golpes que tem dado sobrevida a esta greve de resistência, e histórica. mas e agora josé? chapecó é para fud…

#3. corrigir falha da placa mãe – meus estresse da manhã.

#4. e estranhamento hoje estou sentindo-me humano. nem super, nem sub. apenas um sujeito repleto de defeitos que mais erra do que acerta, mas segue vivo, cheio de dúvidas, quase nenhuma certeza e atento aos olhares… e acenos.

#5. ir ao médico para ver essa alergia no nariz… estou a descascar-me.

#6. tomar nota/transcrever passagens das páginas 125 até 135 do livro «a desumanização» [ps:ficará para quando eu regressar de chapecó]

#7. sabe por que meus relacionamentos cedo ou tarde não dão certo?! porque em algum dado momento fecho-me em copas com alguma coisa que não consigo resolver – normalmente vinculado a algum sentimento de inferioridade. que tem sua origem lá na infância… nos abusos, no abandono… na violência física e verbal sofrida. é preciso romper isto que é da ordem do insconsciente trazendo para a ordem do autoconsciente… mas mesmo racionalizando ainda assim não impede-me de mergulhar na minha escuridão abissal.

engraçado como este pensamento hoje me veio de forma tão clara e exata: “eu sou um cara bacana, as pessoas gostam de mim… e eu noiando tudo”.

essa síntese deve-se a retomada da leitura – e abri aqui uma digressão para dizer que gosto e não gosto deste livro… porque me parece absurdo pensamentos tão profundos e complexos, na elaboração de referências e imagens, num ambiente tão esdrúxulo como local e idade dos personagens… mas isto pode ser apenas preconceito cultural. atentei-me para isto hoje. a possibilidade de ser apenas preconceito meu, e relaxei desta encanação…

mas voltando agora da digressão, eu dizia que: – a retomada da leitura e somada ao fato de estar a remoer há dias essa sensação de que… a vida, por mais que seja triste, é ainda absurdamente tão bela e surpreendente… mas eu sempre nessa dificuldade de aceitar… o que vem e, sobretudo, o que posso dar aos outros,

e a mim.

relaxa bicho. se deixe levar… afinal, como pensaste hoje pela manhã: nem super, nem sub.

#8. eu vou para chapecó.

#9. não esquecer do livropoema do gullar: Um gato chamado Gatinho.

***

maria, maria… levante sua voz…

[seg] 2 de março de 2015

questões práticas que me tomam:
sábado foi um dia exaustivo… comecei a reforma em casa.
estou gastando uma grana que eu não tenho.
mas era algo que eu necessitava fazer. ao mesmo passo que a nova casa começa a surgir, resgato um quarto. pois desde que esta casa atual chegou, fui transformando o quarto azul em escritório e o quarto laranja em quarto de aluguel/visita. hoje durmo no quarto azul, no meu duro tatame. mas a vida chega e diz: basta de ser duro para consigo, se permita mais…

domingo vegetei. e assisti um filme que preciso ver outras vezes… porque me provocou demais. árvore da vida.

e hoje, diante da iminência de uma greve do magistério a ser lançada amanhã. eu acordei pensando – e em tantas outras coisas – de onde eu vou tirar dinheiro para pagar as contas e comer? mas respira… lutar é preciso, e comer… a gente dá um jeito.

***

questões poéticas que me tomam:

exercício

hoje amanheci nublado,
e o sol, tímido ou terrificado,
demorou em aparecer
para me aconselhar.

quando chegou,
adentrou aos poucos,
pelas frias frestas, e
iluminou o que pode…

mas as sombras são densas,
e sinto ânsia enorme
a revirar-me o estômago…
é quase uma sensação
como estas que antecedem
o começo da queda…

ânsia da qual só nos libertamos
quando somos capazes de nos atirarmos
rumo ao ser… e ao nada.

***

E A CANÇÃO DO DIA: Maria Maria, composição de Fernando Brant e Milton Nascimento

«Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca»

E AS CITAÇÕES INCIDENTAIS:

Vale ler: Oscilando entre o ser e o nada: a questão do espaço hodológico no pensamento de Sartre, por Adson Cristiano Bozzi Ramatis Lima.

E ver… Levante sua voz, com roteiro, direção e edição de Pedro Ekman. Um bom vídeo para se trabalhar em sala de aula com a garotada.

petricor

[seg] 2 de fevereiro de 2015

hoje não houve petricor.

há inúmeras tarefas para hoje. e pensar que quarta-feira já tem que se apresentar na escola.

e

da sessão ouvir rádio… entre e/ou durante a radio itapema [a primeira música do dia: one lovely day de citizen cope] e a radio saudade [e a última antes de sair de casa: playa girón de silvio rodrigues¹]

escrevo pouco por cá.

salve iemanjá!

e vamos… há muito que se fazer para viver.

_________________ notas de rodapé

#1. e por acaso cheguei aqui e achei isto aqui.

#2. talvez eu volte e acrescente…

 

a gente acorda e não costuma gritar…

[ter] 2 de dezembro de 2014

as flores vermelhas andam a me despertar
por estes dias…
e a gente acorda
e não costuma gritar

apenas extrañamos esta coisa que nos mantém
indo sem saber a que fim…

miro-me, caos-me-fico
e observo esse espaço em mim,
esse invento fora de mim,
e profundamente extraio
do silencioso caminho vegetal
a intuição necessária
que é preciso mudar
algo deste hábito lento
e forasteiro
para poder florar também
e além.

por enquanto, ainda,
gravitamos o redemoinho que suga o sonho humano,
e que dura
ao menos mais
uns tantos dias
de obrigação cotidiana…
mas depois é fincar
lentamente os pés dentro da terra
e germinar…
oxalá, seja eu
uma flor boni… ‘tá.

**
trilha de fundo: vitor ramil

joquin

[ter] 2 de dezembro de 2014

isto vale o registro:

Bonito demais isto (e colo aqui o vídeo quando o wordpress parar de bugar… o link é este aqui: “Chico César canta Vitor Ramil – Joquim

Joquim, Joquim
Nau da loucura no mar das idéias
Joquim, Joquim
Quem eram esses canalhas
Que vieram acabar contigo?

Joquim – Composição: Túlio Mourão / Jacques Levy

mâns… apesar de tudo isto.

[ter] 2 de setembro de 2014

dia x.
ontem foi um dia cansativo.
cheio de expectativas…
e no fim,
como sempre faltou tempo.
ou as expectativas eram além.
o certo é que carreguei peso demais, comi mal, esperei demais, realizei mal…
e no fim…
fiquei exausto.

dia x.
hoje
estou
disperso.
de ressaca…
um pouco descrente deste mundo.

no fim
os dias são assim
inúmeros sonhados,
alguns realizados,
noutros decepcionado
(porque não depende só do sujeito…
é sempre uma relação tu e o mundo)…
e na maioria são dias perdidos
procurando alguma coisa que faça sentido

(neste duelo entre ser artista e burocrata)…

e muitos tantos outros dias cansado, descrente (dias suicidas).

hoje,
agora,
minutos atrás,
enquanto recolhia chuchus no quintal,
recebi a visita no portão da moça de sotaque do nordeste que procurava seu gato.

dois dias na busca…
ela o avistou pelas bandas da rua detrás de cá…
ao menos era um gato amarelo.
era um gato – dela? não sabemos.

já senti este desespero de perder alguém/algo/alguma coisa…
sinto até hoje.
e ontem ganhei carona dela…
a moça de sotaque do nordeste que procurava seu gato.

isto me trás a memória o fato de há quase uma semana e pouco venho perdendo o horário do busão e as caronas aleatórias viraram uma constante – só assim para andar nesta vida sedentária e imóvel que levo.

dia x,
ontem, indo trabalhar,
reencontrei um colega da etfsc, no busão,
da época do núcleo comum…

e foi um momento de nostalgia…
relembrar de momentos e pessoas que se foram – e estão por aí, construindo suas vidas…
era o rapaz gordinho do xadrez,
o magro alto de óculos,
o pessoal de imbituba,
o francês que queria ser padeiro e hoje é arquiteto,
de tanta gente… da moça dos olhos mais belos da escola
(aquela do primeiro beijo e da primeira dor no peito…

ali eu já visualizava, mesmo sem saber,
essa dificuldade de relacionar-me amorosamente…
me faltam algumas peças sociais…
algumas ferramentas…
há uma tristeza e um não pertencimento
que são constantes a me acompanhar…
assim ad eternum.

pensava sobre isto hoje,
pela manhã, nestas dores,
enquanto acordava, e desistia,
voltava a dormir.)

e no correr dos dias meus reencontros com o mundo para além da rotina são assim,
casuais,
por acaso…
os encontro provocados, eu, querendo ou não, acabo faltando…

e ai me pergunto – e porque tudo isto aparece por aqui é, numa clara evidência, que tenho andado só, sem conversas íntimas e profundas…

tudo anda meio raso, eu me afogo no raso –
quando estarei pronto para este mundo?
é possível estar pronto?
sinto-me tão inacabado…

talvez seja esta minha lucidez que não me deixa apaixonar-me…
ou não.

e do sonho da manhã…
a árvore grande aqui perto da casa havia caído,
uma grande copa no ar,
sobre mim,
e um tronco partido suspenso…

mas não havia sofrimento,
só parte do mundo de pernas pro ar,
era um daquelas imagens que ficam quando acordamos
e percebemos que estávamos noutro mundo…
virtual,

mas fica tão forte que é como se tivera sido real.

e para desafazer a tarde cinza… e relembrar gentes:

IJEXÁ - CLARA NUNES

e agora vai chover.

pensamentos vãos na primeira hora da tarde

[qua] 2 de julho de 2014

pensamentos vãos na primeira hora da tarde sobre a dificuldade em viver em uma família comunitária.

as vezes me parece que estou a perder tempo demais com sujeitos que não merecem minha atenção – que me obscurecem, que furtam a potencialidade do meu brilho. e fico cá a perguntar-me, mas que dever moral é este que nos mantém presos a situações tão doentias. neste ir e não ir, ficando sempre a meio termo… não avançando. preso nesta situação estorvante.

todavia, nestes momentos onde a vontade é jogar a toalha, e deixar este ringue cotidiano, dou-me conta que o mundo e as gentes que pululam este vasto mundo andam por demais doentes. não há exclusividade. apenas mais uns entre tantos em tanto tempo…

e uma pulguinha atrás desta orelha fica a me tentar… ‘devia estares era a ganhar tempo com seres que são capazes de libertarem-se pelo amor, do que cá, com estes a prederem-se na dor’. mas até onde difiro destes últimos?

tudo é uma questão da capacidade de transitividade ou intransitividade do verbo, do signo, do significante, do significado.

e na sessão de auto-ajuda: toda conclusão é que não posso desanimar agora. as pessoas crescem, quem sabe eu não cresça algum dia também?

*

‘bora tentar fazer dialogar os teus demônios internos com os demônios alheios, são todos humanos, ou seja, em última instância recursiva são seus parentes.

acorda professor…

[seg] 2 de junho de 2014

depois de uns dias de molho, no fundo do poço, surdo-mudo para o mundo, e enjoado pela medicação, é hora de acordar professor. ‘bora fechar os papéis, entregar os diários e melhorar essas aulas medíocres – se é possível melhorar tal coisa.

fazer sala

[dom] 2 de março de 2014

hoje, cedo. sete e trinta e sete. bebo mate. enquanto penso se leio o livro didático (para recortar o que for interessante e encaixar no meu planejamento) ou esquematizo meus planos de aulas ou finalizo meu plano de ensino ou arrumo a bagunça do meu quarto ou se após o mate vou mexer no jardim em construção enquanto o sol não chega e o clima vai agradavelmente frio. o certo é que neste instante ligo a máquina e me coloco neste diálogo interno-externalizado enquanto bebo meu mate (hecho con la yerba taragui).
meu estômago reclama os embutidos industrializados ingeridos ontem – descobri a fórmula de acordar mais cedo: receber visita em casa – que acorda cedo – e comer porcaria no final da noite. recusei um convite matutino para uma manhã na joaca para ficar aqui, poderia dizer que é para ficar cuidando da minha filha ou da minha vó… mas no fundo é para fugir dos exercícios sociais extra rotina.

não que eles não sejam interessantes se estivermos dispostos, como foi ontem à noite no giro pelo carnaval de rua de santo antônio de lisboa, que começou assim assim, eu apenas “fazendo sala” e depois de encontros e reencontros com ex-alunos, pais de ex-alunos, velhos amigos e ex-colegas de faculdade e, além de sair de casa sem nenhum tostão no bolso e voltar semi-alcoolizado para casa, fiquei satisfeito e tranquilo. é como mergulhar o olhar num caleidoscópio… ser outro ser, diverso do cotidiano solitário, pelo contato com o outro,  reinventar-se… estar no meio das pessoas e socializar é um barato. mas eu fico tão exausto.

esses exercícios sociais, principalmente os que envolvem gente e deslocamentos exigem uma mobilização espiritual tremenda… e eu me agito tanto, que eu começo a acelerar, o que por si só não é ruim e, as vezes, é tão bom… mas eu preciso respirar um bocado. afinal o carnaval passa rápido e tenho um tanto de coisas para colocar em dia – o que seria tranquilo se eu não fosse tão lento e não me distraísse tanto nas coisas vãs… e agora já são oito e dezessete.

poema do dia:

Toda vez que encontro uma parede
ela me entrega às suas lesmas.
Não sei se isso é uma repetição de mim ou das
lesmas.
Não sei se isso é uma repetição das paredes ou
de mim.
Estarei incluído nas lesmas ou nas paredes?
Parece que lesma só é uma divulgação de mim.
Penso que dentro de minha casca
não tem um bicho:
Tem um silêncio feroz.
Estico a timidez da minha lesma até gozar na pedra.

manoel de barros

e agora oito e quarenta e oito.

resolução 110/2013… ou madera de deriva

[ter] 1 de outubro de 2013

RESOLUÇÃO: Este blogue está chato demais. mas bem na verdade devo ser eu que estou chateado/r. lembrete/resolução: ESCREVER POST NOVO AQUI SÓ QUANDO TIVER COISAS GENIAIS E INTERESSANTES (ou quase). ‘té.

As rotinas seguem cá para te perderes enquanto me procuro:

Dia #1 a origem da palavra; madera de deriva, sala de aula me anima; Dia #2 letra bastão, faço uso dela desde 1995, guardando a cursiva para dias de provas de concursos/vestibulares apenas – e repara que minha letra cursiva não tão feia não; estou [quase] de veisalgia, ontem foi uma sobredose de the pillars of the earth; Dia #3 “é muito provável que o patronímico ibérico -ez seja um fóssil lingüístico.”; Dia #4 após um dia inteiro dormindo… um chá de camomila e mais um pouco de word without end… um mergulho na inglaterra do séc. xiv – guildas, peste negra e guerra dos cem anos… “quão amabilíssimo me eras mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres“; e pela noite, batendo ponto, em reunião com o professorado sobre os alunos, a avaliação dos educandos é uníssono: “ele é legal [eu], mas é difícil acompanhar o seu raciocínio… muita coisa ao mesmo tempo”, ou seja, traduzo aqui: “está uma zona”, usando uma expressão apropriada – mas essa bagunça na exposição dos temas, na organização deles, da sala já é sabida e digo mais… é da vida, da casa, da rotina, do próprio ser… esse cara que muda de ideia a cada dez minuto, não se decide nunca e tudo o cansa muito rápido.  e no final da noite eu não sabia bem o que me abatia, se era estar no meio das pessoas – e festas são rituais que me deixam desconfortável – ou estar sem rumo e ao lado de pessoas estranhas – porque insisto em mantê-las estranhas. Enfim… volto sozinho sempre porque é difícil abrir este peito repleto de cicatrizes profundas. Dia #5 foi assim assim… livre para lavar louça, roupa e fabricar um canteiro, transplantar grama e construir uma escadinha com pedras. Dia #6 O texto é esse: “Certamente a gente só encanta quando se encanta. Se eu não estiver encantado com o meu objeto de conhecimento, eu não posso encantar o outro. No sentido não de fetiche, mas de sedução gnoseológica. Há um jogo de sedução, mas só é sedutor quem já está seduzido. Ou seja, há tanto mais charme quanto mais charme eu achar que há.”  de Mario Sergio Cortella – Nos labirintos da Moral. e cá… Indeciso. Dia #7 Sol da porra, dia lindo, e eu dormindo até o meio-dia. Ouço mais música… tom zé, cartola, jorge drexler, manel, orquestra che são as vozes ecoando neste crânio… Não recebo bem críticas, racionalmente as entendo, mas emocionalmente é mais difícil de lidar com elas, de um lado a compreensão, a analise, do outro o medo e revolta nas entranhas. E hoje, recebo um retorno positivo, um elogio, de um texto que sei que ficou assim assim por ter deixando para o ultimo segundo do ultimo tempo da prorrogação. Talvez meus padrões sejam exagerados e meu animo diminuto… Mas animou-me, o retorno, e é como se precisasse ainda de um reforço externo que chancelasse o meu potencial. Potência ignorada por estar tão descrente de mim e de tudo. É nisto que tenho pensado muito ultimamente… E cambiando de assunto totalmente pergunto como é possível que eu escreva aislado num texto em português, que mania essa de inventar leis próprias e desconsiderar convenções? E cambiando mais e mais… isto aqui é bacana e isto também. 8 horas e 43 minutos para entregar (segundo prazo) a tarefa… e eu nem li nada, vou sair e volto só lá pela oito, vai ser corrido. Hein? /// Ela disse nego / Nunca me deixe só / Mas eu fiz de conta / Que não ouvi, Hein? // Ela disse: – orgulhoso / Tu inda vai virar pó / Mais eu insisti / Dizendo Hein? // Ela arrepiou / E pulou e gritou / Este teu – Hein? – moleque / Já me deu – Hein? – desgosto / Odioso – Hein? com jeito / Eu te pego – Ui! bem feito / Prá rua – sai! – sujeito / Que eu não quero mais te ver // Eu dei casa e comida / O nego ficou besta / Tá querendo explorar / Quer me judiar / Me desacatar /// Compositor: Tom Zé – Vicente Barreto.  Agora são 21:32 e faltam apenas 2 horas e 22 minutos – contagem regressiva – prazo final… E depois narro os encontros-desencontros de hoje, com direito a abraços e olhares, e do final de tarde bonito demais, e da lua nova no céu aberto, e dos olhares – quase – constrangidos, em fuga, e dos olhos perscrutadores. E Ufa [23:54’46]! menos 14 segundos e eu não conseguiria entregar… Dia #8 eu gosto de horóscopo. eu não narrarei os encontros-desencontros de ontem, apenas digo que foi um dia bonito. E as segundas eram de Maiakovski, é bom reencontra-lo. [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado];  [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado];  [editado]; [editado]; [editado]; [editado diariamente com anotações diversas – cumprindo assim sua função de ser um weblog, um caderno de apuntamentos, um bloco de notas – enquanto aguardo o momento…]; …

avís per a navegants

[seg] 2 de setembro de 2013

enrola. enrola. enrola. enrola. enrola. enrola. enrola. enrola. espera. espera. espera. espera. espera. espera. esquece. esquece. esquece. esquece. esquece. esconde. esconde. esconde. esconde. esconde.

fiz um poema: tergiverso o trigo / apodreço o pão / que não será sovado / tampouco comido.

sigo adiando não sei o que para não sei quando e o tempo das coisas escapa e falta. tudo torna-se um transtorno, um desconforto, uma pressão, para mais dia menos dia eu começar a deixar  o tempo das coisas escapar e faltar e tudo tornar-se um transtorno, um desconforto, uma pressão, uma fuga postergadora.

chegaram os livros: faltou só aquela lá da poesia russa.

***

“um dia todos morrem, sozinhos”.

 

até o proximo domingo

[dom] 2 de junho de 2013

a vida até parece uma festa.

trinta

[dom] 2 de setembro de 2012

trinta. foi dia vinte um. pc novo quebrado no primeiro dia. espanto-me pensando: sou professor. frusto-me por me sentir um pouco incompetente ainda… gostaria de saber mais, arriscar mais, poder mais. mas o aprendizado é longo e lento. eu e izabel somos mais próximos. as vezes me observo e me sinto tão impotente… dou tão pouco para ela do tanto que gostaria. e esse sentimento é tão geral… sinto que estou dando tão pouco [e que sou tão pouco] perto do tanto que gostaria de dar para todos… trinta, tantas conquistas e tantas por conquistar.

estou um caos, e apesar de já estarmos no segundo semestre e agora sim poder dizer que tenho uma noção mais próxima de como o tempo escorre entre os dedos da mão e do que é necessário (planejar aulas, cuidar da casa, cuidar da saúde, passear para não enlouquecer etc.) ainda continuo um caos… é como se o fluxo do rio me arrastasse correnteza abaixo… vejo as margens e para onde o rio me leva… mas é respirar fundo e continuar remando porque esse rio vai longe. um fim, por enquanto, posto que é tarde e tem muita coisa pela frente neste domingo.

almoçando em casa

[seg] 2 de abril de 2012

Escrevendo pouco por cá. Escrevendo pouco no geral. Estudar e preparar as aulas toma tempo… Corrigir as atividades dos alunos também.

E segunda-feira pela tarde em casa… mas isto me custou incríveis três horas e vinte minutos – uma hora e e vinte na ida, e outras duas horas no retorno… para percorrer apenas 70km. Sendo que fiquei na escola 4 horas e 40 minutos ao todo, entre intervalos e 3 horas e 45 minutos em sala. E terei que percorrer os mesmos 70km para dar duas aulas… Uma canoa e eu chegava mais rápido.

Ainda bem que só falta terça e quarta. Aff.

Preciso aprender a dormir cedo no domingo. Isto de dormir três horas é infernal, e na manhã ter que dar aula…

A vida vai lenta… Seguindo certo ritmo. Já consigo identificar 80% dos meus alunos pelo nome. Não fiz nenhuma prova até agora e em varias turmas nem farei.

Engraçado como bate aquele frio na barriga toda semana… E depois de meia aula ou umas duas aulas… Tudo fica mais claro. É até aquele momento de descobrir como… Você tem uma idéia, uma expectativa… E depois da prática… O dia engrena.

das coisas importantes anotadas por aí…

[sex] 2 de março de 2012

DA SÉRIE… REVISÃO DOS CADERNOS DE SOCIOLOGIA.

Geneologia da CRÍTICA -> hipótese -> Construção da CRÍTICA em MARX -> em Kant antes de Hegel.

«Será que o conceito de CRÍTICA em Marx é uma desmaterialidade da ciência?»

KANT 22/04/1724 – 12/02/1804
KONIGSBER – PRÚSSIA

Crítica da Razão Pura (1781)
Crítica da Razão Prática (1788)

Das formas de conhecimento -> A Posteriori (Empírico) – A Priori (Puro)
Distinções

{ Juízo Analítico

{ Juízo Sintético a posteriori

{ Juízo  Síntético a priori

Síntese => Princípios a priori > duas fontes > Sensibilidade e Entendimento

Dialética transcendental – o COMO e não o OBJETO

***

Século XVIII -> matemática -> Razão -> Esclarecedor (Paradigma Iluminista)

Século XX -> matemática -> Razão -> Instrumentalizador

———————————————————

Entendi também o amarelinho como a flor. A flor é a estrutura reprodutora característica das plantas denominadas espermatófitas ou fanerogâmicas. A função de uma flor é a de produzir sementes através da reprodução sexuada. Para as plantas, as sementes representam a próxima geração e servem como o principal meio através do qual as espécies se perpetuam e se propagam. fonte: wikipédia

pense duas vezes antes de esquecer

[seg] 2 de janeiro de 2012

paris, texas. 8½ novamente. e muita música bacana. é bacana. não errou nenhuma palavra até então. escreveu um poema. há muito não fazia isto. talvez a inspiração de sábado cedo. talvez a vontade de voltar a viver. e limpou a varanda, o banheiro e a sala. o dia passou assim rápido e cheio de sonhos e realizações. somos diferentes e temos todo o direito de sê-lo. vou te responder agora. vou lançar meu endereço para eles. vou começar um canteiro. queria um dia de sol. tenho um frio danado na barriga. a barriga vai grande. vinte quilos acima. e ai, coração? continuo escrevendo sobre… acho que quando o sobre tornar-se não precisarei escrever mais sobre. sabes?

trilhas sonora das últimas semanas: criolo. arnaldo. jeneci. tulipa.

meu maio

[seg] 2 de maio de 2011

NÃO vou comentar sobre política ou sobre literatura ou sobre arte ou sobre história ou sobre educação ou sobre cinema ou sobre a crueldade do mundo. NEM FAREI POESIA NESTE CONCRETO TODO. apenas flanarei… porque deu… não é necessária nenhuma explicação: basta saber que o curso vai ficar em modo de espera. o trampo em modo automático. os planos em modo desligado. e futuro em modo aproveite o que der e o que vir de inesperado no dia de hoje. e o resto é cinema, vinho, estranhamentos, abraços, dores e amores desse mundo, dessa gente sofrida…

CANÇÃO DE SÁBADO

Somos nós que fazemos a vida / Como der, ou puder, ou quiser…

CANÇÕES DE HOJE

Free Blood – Never Hear Surf Music Again A.R. Rahman – The Canyon | A.R. Rahman – Liberation Begins | A.R. Rahman – Touch of the Sun|  Bill Withers – Lovely DayVladimir Ashkenazy – Nocturne No.2 in E flat, Op. 9, No. 2Plastic Bertrand – Ca Plane Pour Moi | A.R. Rahman – Liberation in a Dream | A.R Rahman – Acid DarbariA.R. Rahman – R.I.P.A.R Rahman – Liberation | Sigur Rós – FestivalDido – If I Rise | Esther Phillips – If You Love Me (Really Love Me) |

POEMA DO PRIMEIRO DE MAIO:

Meu Maio

A todos
que saíram às ruas,
de corpo-máquina cansado,
a todos
que imploram feriado
às costas que a terra
extenua
Primeiro de Maio!
O primeiro dos maios:
saudai-o enquanto
harmonizamos voz em
canto.
Sou operário
este é meu maio!
Sou camponês
este é meu mês.
Sou ferro
eis o maio que eu quero!
Sou terra
O maio é minha era!

Vladimir Maiakovski.

plantando hortênsias…

[sáb] 2 de abril de 2011

só porque perdi a hora hoje [ontem] pela tarde e não deu tempo de escrever isto aqui: “para curar esse desassossego planto hortênsias e gerânios e outras tantas mais”.

entre as estrelas e os caminhos tristes

[qua] 2 de março de 2011

estou todo machucado… primeiro escorreguei, depois me cortei e por último cai da escada. sãos os pés, os braços e as mãos que me doem. e o coração e a cabeça doem também, mas é de outro mal…

O TEMPO NÃO PARA /// Disparo contra o sol / sou forte, sou por acaso / minha metralhadora cheia de mágoas / eu sou um cara // cansado de correr / na direção contrária / sem pódio de chegada ou beijo de namorada // eu sou mais um cara // mas se você achar / que eu ‘tô derrotado / saiba que ainda estão rolando os dados / porque o tempo, o tempo não pára // dias sim, dias não / eu vou sobrevivendo sem um arranhão / da caridade de quem me detesta // a tua piscina ‘tá cheia de ratos / tuas idéias não correspondem aos fatos / o tempo não pára // eu vejo o futuro repetir o passado / eu vejo um museu de grandes novidades / o tempo não pára / não pára, não, não pára // eu não tenho data pra comemorar // às vezes os meus dias são de par em par / procurando uma agulha num palheiro / nas noites de frio é melhor nem nascer / nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer / e assim nos tornamos brasileiros / te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro / transformam o país inteiro num puteiro / pois assim se ganha mais dinheiro… //// CAZUZA e ARNALDO BRANDÃO

“Se as coisas são inatingíveis… ora! não é motivo para não quere –las… que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas!”

“Vivência (reação a choques) e experiência (vivido que é pensado, narrado): na vivência, a ação se esgota no momento da sua realização (por isso é finita); na experiência, a ação é contada a um outro, compartilhada, se tornando infinita. Esse caráter histórico, de permanência, de ir alem do tempo vivido e de ser coletiva constitui a experiência.” 2001, p. 106.

“O leitor leva rastros do vivido no momento da leitura para depois ou para fora do momento imediato – isso torna a leitura uma experiência. Sendo mediata ou mediadora, a leitura levada pelo sujeito para além do dado imediato, permite pensar, ser critico da situação, relacionar o antes e o depois, entender a historia, ser parte dela, continua-la, modifica-la. Desvelar.” 2001 p. 107

 

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