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sem controle

[sáb] 1 de julho de 2017

Quando ela disse aquilo, pensei comigo… Estamos mais ou menos no mesmo fosso. Por que somos assim?

Parte de mim quis buscar abrigo, desaguar toda minha correnteza na profundidade daquele ser imenso, apesar de sua pequenez, ali diante de mim. Quis estender a mão, perdido que estava… Quem sabe sair da escuridão.

Parte queria apenas um corpo quente, um pouco de pele, o sal do suor na língua, sentir o abraço de alguém querendo me engolir, me devorar, me mastigar inteiro… E os espasmos…

Mas uma voz gritava lá de dentro: tu é a escuridão sem fim…

Escapei. Em silêncio. Não disse palavra alguma, apenas sangrei em silêncio. Sou esse homem duro. Sem laço. Sem afeto. Sou a noite. Fui embora, só.

Não misture sua solidão com a solidão nos olhos dos outros. Pois na sua loucura há dor demais. E ela sempre machucará alguém. Esteja só. Siga sua jornada no exílio.

Vi o filme

Sem Controle

2007 ‧ Thriller/Drama ‧ 1h 30m

gallos, noches y quintales

[seg] 1 de maio de 2017

. palavras desconectadas, lamento… um canto torto.

***

não terminei o que deveria ter terminado sábado. eu não fiz nada. qualquer coisa pesa demais. me sinto esmagado.

***

tentei traduzir, porque não encontrei a tradução. há alguns erros, mas que fique ai, para registro e para quando tiver tempo e estiver mais afiado:

No cante victoria tan trempano, no. / No mande flores al lugar de lo enemigo, / las lágrimas de los jóvenes / Son fuertes como un secreto: / Se puede resucitar un mal antiguo. // Y todo debería haber cambiado, sí, / Por el trabajo que hicimos tú y yo. / Mas el dinero es cruel y un viento fuerte / llevo los amigos muy lejos de las marchas y de las ruedas de boliche / y aquella esperanza de jóvenes no se cumplio, / y aquella esperanza de jóvenes no se cumplio, no, no. // Nuestra cancion aun siegue siendo nuestro modo de vivir / Y el destino se ha hecho siempre por mi mano. / Te vi, converse con amigos alrededor de mi mesa / sin dejar que a mi cigarro lo apagara la tristeza. / – Siempre día de ironia en mi corazón. / – Siempre día de ironia en mi corazón. // Estuvo conversando com mi novia e dije así: / – Dificil de saber qué va a pasar. / Doi gracias a la vida / A lo enemigo lo conozco ./ Sé su nombre, su ……., se donde vive, su residencia / La voz resiste. El canto insiste: Usted escucharan / La voz resiste. El canto insiste: que viven lo verá¹

***

ESCREVER MAIS AQUI. EDITAR.

_________________________________________________________notas de rodapé.

¹O Disco Eldorado foi gravado em 1992 com Eduardo Larbanois e Mario Carrero, dois grandes músicos da Música Popular Uruguaia.

01 – La vida es sueño
02 – 1992
03 – No lleve flores
04 – Donde esta mi corazón
05 – Gallos, noches y quintales
06 – La hora del almuerzo
07 – Como nuestros padres
08 – Ouro de tolo
09 – Ploft
10 – Beijo molhado
11 – Tudo outra vez
12 – Comentário a respeito de Jhon
13 – A palo seco
14 – Apenaz um rapaz latino americano

***

e quanto mais ouço belchior…

mas minha dor fica grave…

Eu tenho medo e medo está por fora / O medo anda por dentro do teu coração / Eu tenho medo de que chegue a hora / Em que eu precise entrar no avião / Eu tenho medo de abrir a porta / Que dá pro sertão da minha solidão / Apertar o botão: cidade morta / Placa torta indicando a contramão / Faca de ponta e meu punhal que corta / E o fantasma escondido no porão / Medo, medo. medo, medo, medo, medo. // Pequeno Mapa do Tempo // Belchior

 

sobre exílios íntimos e outras ideias

[qua] 1 de março de 2017

a água do mate esquentou.

a arrumação de ontem trouxe uma inesgotável ranheira…

dormi as 4h30 (ou algo assim, porque acordei no meio disso com um grilo alucinando dentro do meu ouvido, literalmente). acordei era quase 8hoo. assim, pra começar o ano bem.

colo passagens minhas e alheias:

«Um homem que não teve seus silêncios,
o que teve na vida? É preciso
ter estado entre os outros, sozinho.» —  Geraldino Brasil

«Sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na idéia, querendo e ajudando, mas quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só facear com as surpresas. Amor desse, cresce primeiro; brota é depois.”  — João Guimarães Rosa, no livro “Grande Sertão: veredas» . Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988

***

«No piloto automático… olheiras nas aulas… dormindo em qualquer ônibus… precisando respirar… isso de 5 terceiros anos, 6 segundos e 11 primeiros vai me exigir um bocado. E a segunda semana de aula nem começou direito ainda…»   — Eu, há exatos um ano.

***

«O território é primeiramente a distância crítica entre dois seres de mesma espécie: marcar suas distâncias. O que é meu é primeiramente minha distância. Não possuo senão distâncias. Não quero que me toquem, vou grunhir se entrarem em meu território, coloco placas. A distância crítica é uma relação que decorre das matérias de expressão. Trata-se de manter à distância as forças do caos que batem à porta.»   — (DELEUZE, p. 127, 1997)

***

«Fixou o olhar em uma diminuta mancha escura na ponta dos dedos que tesouravam um cigarro. Deu um generoso trago aspirando a fumaça para os pulmões e lentamente a expirou, ainda olhando para os dedos: – Se vai continuar fotografando a minha vida, é preciso saber que eu estava feliz naquele quartinho. Porque, na verdade, eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder as minhas coisas.»  (Mario Quintana em entrevista)

***

tarefas para logo mais: fixar porta e janela, limpar o outro quarto. // dar fim nos resíduos não orgânicos // peladar // preparar as aulas de logo mais // preencher professoronline? // …

qual avezinha no ar…

[qui] 1 de dezembro de 2016

atividade do dia: reunião dos articuladores – consciência negra. local iee.

muita coisa para ser feita ainda. muito para se pensar…

duas canções:

Banzo negro /
Negro clama liberdade,
Negro clama liberdade,
Negro clama liberdade,
Negro não sabe o que é dor!
Negro não tem alma não,
Assim, dizia o feitor…
Com seu chicote na mão,
Malvado banzo me mata,
Quero a Pátria voltar,
Na minha terra sou livre,
Qual avezinha no ar.
Negro, negrooooooo!

Negro, negrooooooo!

Terra Seca / Composição: Ary Barroso
O nêgo tá, moiado de suó
Trabáia, trabáia, nêgo Trábaia, trabáia nêgo
As mãos do nêgo tá que é calo só
Trabáia, trabáia nêgo Trabáia, trabáia, nêgo
Ai “meu sinhô”nêgo tá véio
Não agüenta !
Essa terra tão dura, tão seca, poeirenta…
Trabáia, trabáia nêgo Trabáia, trabáia, nêgo
O nêgo pede licença prá falá
Trabáia, trabáia, nêgo
O nêgo não pode mais trabaiá
Quando o nêgo chegou por aqui
Era mais vivo e ligeiro que o saci
Varava estes rios, estas matas, estes campos sem fim
Nêgo era moço, e a vida, um brinquedo prá mim
Mas o tempo passou
Essa terra secou …ô ô
A velhice chegou e o brinquedo quebrou ….
Sinhô, nêgo véio tem pena de têr-se acabado
Sinhô, nêgo véio carrega este
corpo cansado

i have seen their smiles full of teeth

[ter] 1 de novembro de 2016
nas contradições da vida…
e pra deixar o dia mais boni.to e elegante…
deixa itamar cantarolar solto na vitrola…
 
***

#umpoetaumpoemapordia #002
Ezra Pound (1885-1972)*

SALUTATION

O generation of the thoroughly smug
and thoroughly uncomfortable,
I have seen fishermen picnicking in the sun,
I have seen them with untidy families,
I have seen their smiles full of teeth
and heard ungainly laughter.
And I am happier than you are,
And they were happier than I am;
And the fish swim in the lake
and do not even own clothing.

e duas traduções, a primeira de Marina Della Valle e a segunda de Mário Faustino

SAUDAÇÃO

Ó geração de afetados completos
e completamente deslocados,
Eu vi pescadores em piqueniques ao sol,
Eu os vi com suas famílias em farrapos,
Eu vi seus sorrisos cheios de dentes
e ouvi gargalhadas infrenes.
E eu sou mais feliz do que vocês,
E eles eram mais felizes do que eu;
E os peixes nadam no lago

(tradução de Marina Della Valle)

**
SAUDAÇÃO

Oh geração dos afetados consumados
e consumadamente deslocados,
Tenho visto pescadores em piqueniques ao sol,
Tenho-os visto, com suas famílias mal-amanhadas,
Tenho visto seus sorrisos transbordantes de dentes
e escutado seus risos desengraçados.
E eu sou mais feliz que vós,
E eles eram mais felizes do que eu;
E os peixes nadam no lago
e não possuem nem o que vestir.
(tradução de Mário Faustino)

*Ezra Pound (Hailey, 30 de outubro de 1885 — Veneza, 1 de novembro de 1972).

referências: http://www.culturapara.art.br/opoema/ezrapound/ezrapound.htm

http://acervo.revistabula.com/posts/traducao/a-entrevista-historica-de-ezra-pound

https://laboratoriodesensibilidades.wordpress.com/2013/12/19/pasoline-entrevista-ezra-pound-e-le-o-poema-abaixo-7-minutos-com-legendas/

https://pedroluso-decarvalho.blogspot.com.br/2010/04/sobre-o-poeta-ezra-pound.html

enquanto somos jovens…

[qui] 1 de setembro de 2016

notas do dia:

#dialivre

#metas #acordarcedo #atividadefisica #respirar #novarotina

#citação 1 – manhã – extraída do filme: While We’re Young [ps: ultima cena é interessantíssima, escrever sobre isto. a citação abaixo é a intro do filme, lembrar de ver o filme/peça]

«SOLNESS: The funny thing is that I’ve become so disturbed by younger people! HILDE: What? Younger people? SOLNESS: Yes, they upset me so much that I’ve sort of closed my doors here and locked myself in. Because I’m afraid they’re going to come here, and they’re going to knock on the door, and then they’re going to break in. HILDE: Well, I think maybe you should open the door and let them in. SOLNESS: Open the door? HILDE: Yes – so that they can just gently and quietly come inside, and it can be something good for you. . . SOLNESS: Open the door? — from Wallace Shawn’s adaptation of Henrik Ibsen’s “The Master Builder”»

#citação 2 – tarde

«O golpe de Estado é uma prática regular exercida por meio de institucionalização de exceções. O impeachment da presidente eleita é um golpe de Estado. E é legal. O Estado cria a devida exceção quando as forças dominantes do jogo político o desejam e querem. O Estado é o golpe full time sobre qualquer pessoa livre. O Estado é golpe.» flecheira libertária, n. 447, 30 de agosto de 2016

vivre et laisser vivre

[seg] 1 de agosto de 2016

22h02… uma coisa é certa, quanto mais longe das coisas mundo… mais vontade tenho de ficar comigo mesmo. fora do mundo.

abaixo citações que não li e expressões que nunca usei.

 

“Estou tão determinado a viver depressa e intensamente que não tenho tempo de escrever nem essas notas fragmentadas” – Henry Miller, Trópico de Câncer

“Qual é, então, a ‘saída sutil’? Acreditar, não em outro mundo, mas no liame do homem e do mundo, no amor ou na vida, acreditar nisso como no impossível, no impensável, que, no entanto, só pode ser pensado: ‘algo possível, senão sufoco'” – Deleuze, A Imagem-Tempo, p. 221

“Talvez acreditar no mundo, nesta vida, tenha devindo nossa tarefa mais difícil, ou a tarefa de um modo de existência por descobrir” – Deleuze, O que é a Filosofia, p. 73

“Se sou inumano é porque meu mundo transbordou das fronteiras humanas, porque ser humano parece uma coisa pobre, triste, miserável, limitada pelos sentidos, restrita pela moral e a lei, definida pelos lugares-comuns e pelos ismos” – Henry Miller, Trópico de Câncer, p. 236

“por ser capaz de entender seus afetos, o homem é capaz de uma existência ética. Espinosa procura pequenos pontos de apoio, pequenos pontos minimamente fixos para dar um norte, para garantir um empuxo. Por que o homem luta por sua servidão imaginando lutar por sua liberdade? Pergunta clínica, resposta espinosista: porque não conhece de quais afetos é capaz, porque faz escolhas confusas, porque não se conhece, o conhecimento é o mais potente dos afetos!” – Espinosa – o que é psicologia?

“Quanto mais cada um busca o que lhe é útil, isto é, quanto mais se esforça por conservar o seu ser, e é capaz disso, tanto mais é dotado de virtude; e, inversamente, à medida que se descuida de conservar o seu ser, é impotente” – Espinosa, Ética IV, prop. 20

“Mas se uma formiga, se uma abelha – pelo milagre de uma ideia ou por uma tentação de singularidade – se isolasse do formigueiro ou do enxame, se contemplasse de fora o espetáculo de suas penas, persistiria ainda em seu trabalho?” – Breviário da Decomposição (Emil M. Cioran)

“Ich wünschte sehr der Menge zu behagen, Besonders weil sie lebt und leben läßt”. Johann Wolfgang von Goethe. Faust – Vorspiel auf dem Theater

ragnarr loðbrók

[seg] 1 de agosto de 2016

ooh42 há duas horas entre episódios de vikings… e digitando notas e faltas lá do segundo bimestre no prof. online.

série interessantíssima, por sinal.

20h59 em casa. não fui pra escola, fui pra upa. amanhã é encaminhar de vez e marcar logo essa cantoplastia. não terminei de corrigir todas as avaliações dos primeiros, segundos e terceiros. a ideia é fazer isto agora.

durante o dia, dormi pouco. agendei veterinário para o gato preto. ajudei a limpar o quarto que o edson estava alugando. mandei ele embora na semana passada… volto novamente a morar sozinha nessa casa, sem inquilinos. pensei em escrever sobre isso, hoje.

foi um dia estressante. permaneci irritado, quase o dia inteiro. não sei bem ao certo de onde em essa sensação angustiante. refletir e refletir mais sobre…

aprendi um pouco mais sobre os sete reinos, os normandos, os bretões, os anglo-saxões… os daneses…

e nessas viagens de busão… twilight struggle.

 

what’s up? what’s going on?

[qua] 1 de junho de 2016

5h07min

twenty-five years and my life is still / trying to get up that great big hill of hopefor a destination / i realized quickly when i knew i should / that the world was made up of this / brotherhood of man / for whatever that means / and so i cry sometimeswhen i’m lying in bed just to get it all out / what’s in my head / and i, i am feeling a little peculiar / and so iwake in the morning / and i step outside / and i take a deep breath and i get real high / and i scream from the top of my lungswhat’s going on? / and i say: hey! yeah yeaah, hey yeah yea / i said hey, what’s going on? /and i try, oh my god do i try / i try all the time, in these institution / and i pray, oh my god do i pray / i pray every single day / for a revolution /// what’s up // four non blondes

**

5h36 «a impossibilidade está a um beijo da realidade»

8h30 e eu que deveria estar dormindo e acordando por agora, ainda aqui imerso nessa maratona estou… e

«no final, todos sermos julgados pela coragem de nossos corações – é uma fala idiota de um filme idiota. hernando, por favor!».

os quatros episódios da primeira temporada ficaram para outro dia.

18h44. fiz o desenho base para montar o material de apoio para a aula, pesquisa teórica e iconográfica… agora só falta montar. mas cadê o animo? resolvi procrastinar e mergulhar nos quatro últimos episódio de sense8. que puta seriado… curtindo. ps1: vontade que a greve do transporte público dure mais um dia. ps2: ver até quando vai o meu contrato das 22 aulas na escola dois… se é começo de junho ou vai até o final do ano.

são tantas cenas profundas… e derramei lágrimas em várias… assim como nessa fala de nomi para lito – no museu diego rivera:

 «i quit trying to fit in, trying to be one of them. i knew i never would be. but more importantly, i didn’t want to be. their violence… was petty and ignorant, but ultimately, it was tru to who they were. the real violence… the violence that i realized was unforgivable… is the violence that we do to ourselves, whe we’re too afraid to be who we really are. »

**

20h47 Episódio 10 – S01E10 – What Is Human? Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73 -“Emperor”: I. Allegro – Alfred Brendel, Bernard Haitink & London Philharmonic Orchestra 

 21h31 The Who – Baba O’Riley
https://www.youtube.com/watch?v=gY5rztWa1TM

«… / Don’t cry / Don’t raise your eye / It’s only teenage wasteland / Sally, take my hand / Travel south cross land / Put out the fire / And don’t look past my shoulder / The exodus is here / The happy ones are near / Let’s get together / Before we get much older / Teenage wasteland / It’s only teenage wasteland / … » Pete Townshend

primeiro de maio

[dom] 1 de maio de 2016

Sem trabalho eu não sou nada / Não tenho dignidade / Não sinto o meu valor / Não tenho identidade / Mas o que eu tenho / É só um emprego / E um salário miserável / Eu tenho o meu ofício / Que me cansa de verdade / Tem gente que não tem nada / E outros que tem mais do que precisam / Tem gente que não quer saber de trabalhar / E quando chega o fim do dia / Eu só penso em descansar / E voltar pra casa pros teus braços / Quem sabe esquecer um pouco / De todo o meu cansaço / Nossa vida não é boa / E nem podemos reclamar / Sei que existe injustiça / Eu sei o que acontece / Tenho medo da polícia / Eu sei o que acontece / Se você não segue as ordens / Se você não obedece / E não suporta o sofrimento / Está destinado a miséria / Mas isso eu não aceito / Eu sei o que acontece / Mas isso eu não aceito / Eu sei o que acontece / E quando chega o fim do dia / Eu só penso em descansar / E voltar pra casa pros teus braços / Quem sabe esquecer um pouco / Do pouco que não temos / Quem sabe esquecer um pouco / De tudo que não sabemos

e a segunda semana de aula nem começou direito ainda

[ter] 1 de março de 2016

em algum terminal, via facebook, um inofensivo depoimento (que estranhamente rendeu 134 curtidas, gentis 18 comentários e bizarramente um compartilhamento):

no piloto automático… olheiras nas aulas… dormindo em qualquer ônibus… precisando respirar… isso de 5 terceiros anos, 6 segundos e 11 primeiros vai me exigir um bocado. E a segunda semana de aula nem começou direito ainda…

warhol, basquiat e abe lincoln

[sex] 1 de janeiro de 2016

dois fragmentos do documentário visto warhol, basquiat and me – a primeira e a última frase. e um excerto de um seriado, citando abraham lincoln.

e que o ano comece…

«não tenho memória. cada dia é um novo dia, pois não me lembro do dia anterior. e cada minuto é como o primeiro minuto da minha vida. tento lembrar, mas não consigo. por isso casei com meu gravador. por isso ando com pessoas que tem mente de gravador.» Andy Warhol, 1978.

«alguns críticos me chamam de ‘o nada me pessoa’, e isso não ajudou minha noção de existência. então percebi que a existência em si não é nada, e me senti melhor. mas continuo obcecado com a ideia de me olhar no espelho e não ver ninguém. nada.» Andy Warhol, sem data.

e

«as empresas tem sido entronizadas e uma era de corrupção nos lugares mais altos se seguirá. o poder monetário do país se esforçará para prolongar o seu reinado, manipulando os preconceitos do povo, até que toda a riqueza esteja agregada nas mãos de poucos e a república esteja destruída.» Abraham Lincoln

mitológicas… o fetiche.

[ter] 1 de dezembro de 2015

#1 por estes dias vários textos quase vazaram por cá… foram pensados, rascunhados em algum outro lugar, mas nenhum teve a consistência ou o mobilizou-me o suficiente para fazê-lo brotar desta terra arrasada rumando para o ar sem fim. meus dias vão puxados… entre a pressão da responsa e o vicio cego quase insano de fuga… ontem quase joguei a toalha… pois esse negócio de ser responsável, às vezes, cansa. eu vivo cansado…

#2 noutro dia o japonês me disse algo que faz sentido – ou ao menos me fez ficar pensando uma cara… até agora – eu não tenho foco. porra… eu não tenho foco. tudo ao meu redor é uma bagunça… e eu vivo bagunçando…

#3 os poemas me escapam… não há dor ou paixão ou contemplação suficiente para encontrá-los… meus últimos cinco poemas perderam-se em algum canto da casa… dessa minha casa abandonada. eu vivo abandonando os mais belos poemas pelos cantos do meu mundo…

***

#4 queria um tempo dessa família, mãe, pai, filha… e pessoas aqui dessa família-comunidade. queria dar um tempo nessa rotina… queria era apenas viajar e ler… ler os tantos livros que me esperam na estante. queria parar o mundo e só ficar suspenso, sem nada pesar. eu vivo nesse sufoco entre altos e baixos e só queria um dia sem sentido…

#5 comprei mais um peso para estante (vol. 1 e vol. 4). mas sabe… nem vou pensar que devo um ano de trabalho, que meus planos para casa não se realizam, ou são no modo conta gotas! mas apenas que tenho mais um peso para estante! 🙂 realizo esse processo alienante! [ps: emoticon é uma ‘autoironia’?

***

[editado às 16h22min.] #6 tudo que foi escrito antes era madrugada. agora é tarde… e eu não fiz nada do que eu pensei pra hoje… joguei pra amanhã.

e me pus a matear e admirar as lagartas que giram incessantes na base da parreira…

vampiro

[ter] 1 de setembro de 2015

Eu uso óculos escuros pras minhas lágrimas esconder / E quando você vem para o meu lado, ai, as lágrimas começam a correr / E eu sinto aquela coisa no meu peito / Eu sinto aquela grande confusão / Eu sei que eu sou um vampiro que nunca vai ter paz no coração / Às vezes eu fico pensando porque é que eu faço as coisas assim / E a noite de verão ela vai passando, com aquele seu cheiro louco de jasmim / E eu fico embriagado de você / Eu fico embriagado de paixão / No meu corpo o sangue não corre, não, corre fogo e lava de vulcão / Eu fiz uma canção cantando todo o amor que eu sinto por você / Você ficava escutando impassível e eu cantando do teu lado a morrer / E ainda teve a cara de pau / De dizer naquele tom tão educado / “Oh! pero que letra más hermosa, que habla de un corazón apasionado” /  Por isso é que eu sou um vampiro e com meu cavalo negro eu apronto / E vou sugando o sangue dos meninos e das meninas que eu encontro / Por isso é bom não se aproximar / Muito perto dos meus olhos / Senão eu te dou uma mordida que deixa na sua carne aquela ferida / Na minha boca eu sinto a saliva que já secou / De tanto esperar aquele beijo, ai, aquele beijo que nunca chegou / Você é uma loucura em minha vida / Você é uma navalha para os meus olhos / Você é o estandarte da agonia que tem a lua e o sol do meio-dia / Jorge Mautner  // Vampiro.

E lontano, lontano nel tempo / Qualche cosa negli occhi di un altro / Ti far… ripensare ai miei occhi, / I miei occhi che t’amavano tanto. / E lontano, lontano nel mondo / In un sorriso sulle labbra di un altro / Troverai questa mia timidezza / Per cui tu mi prendevi un po’ in giro / E lontano lontano nel tempo / L’espressione di un volto per caso / Ti far… ricordare il mio volto, / L’aria triste che tu amavi tanto. / E lontano, lontano nel mondo / Una sera sarai con un altro / E ad un tratto chiss… come e perchè / Ti troverai a parlargli di me / Di un amore ormai troppo lontano // Luigi Tenco // Lontano Lontano.

***

e eu aqui com essa vontade de… esconder-me. com infecção nas cordas vocais, dor na testa e desanimo existencial. arghh… tudo passa. tudo passará e nossa…

quadro crônico

[ter] 1 de setembro de 2015

notas do dia:

quadro crônico (desde ocupação) de catarro. urgente ir ao médico.

no tecido do hipertexto… uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos.

[qua] 1 de julho de 2015

quarta-feira,

esse dia que me escapa. é dia de bolo de rolo de goiaba direto de recife. é dia de adiar tudo… até o horário do despertador. e ando sentindo um desejo de escrever. abaixo, dois exercícios (o primeiro, feito de madrugada para apresentar o blogue – é, não ficou tudo aquilo… vou guardá-lo e dia desses volto para ver se ele ainda sobrevive. o segundo me levou mais de quatro horas de fabrico; o mote que nasceu nestas viagens intermináveis pela ilha tinha o seguinte fundo: ‘os cabelos vermelhos da moça que ficou me olhando um bom pedaço’; e foi este: “teu pelo de cobre derrete meus nervos de aço”. e gostei do resultado final… e da grata surpresa de encontrar-me com joão cabral e fernando.

Exercício sobre o blogue 

garapuvu, uma árvore de grande porte,
fabaceae cheia de história,
ficheira, semente da memória…
das aulas de antropologia,
o saber ameríndio,
que traduz sua morte
em nova via,
da árvore viva
nasce a nau da poesia.
é árvore símbolo desta ilha,
desterro, minha terra,
de onde parto, na palavra-canoa…
eu, poeta, minha própria ilha,
e tu, estranha/estranho, outra terra,
e entre nós, a nau da tradução,
a árvore que brota do chão,
a palavra-canoa,
a metáfora, o discurso,
a árvore, o curso…
o blogue,
o fragmento do texto
a identidade,
os apontamentos,
os pretextos,
a poesia.

Exercício de mineração

Mina,
Teu pelo de cobre
Derrete meus nervos de aço
E ardo.
Metal fluido,
Vazo dessa fundição!

E dessa liga
Grafito o teu fito
Rubro,
E feito ferro forjado
De nossos pelos e nervos faço
Poema encarnado.

 

*

«Existe a grande diferença
do ferro forjado ao fundido:
é uma distância tão enorme
que não pode medir-se a gritos.» Fragmento de “O ferrageiro de Carmona”, poema de João Cabral de Melo Neto

**

«Fito-te
E o teu silêncio é uma cegueira minha…» Fragmento de “HORA ABSURDA”, poema de Fernando Pessoa.

****

zett2

Zett, Victor Vasarely

texto:

Configurando uma “outra” textualidade, por Maria Helena Pereira Dias

«Vale salientar, também, que, para a história da escrita e conseqüentemente para a história da leitura, o relacionamento entre os conjuntos de mutações ocorridos nas técnicas de produzir textos como a passagem da forma manuscrita para a impressa, a substituição do livro em rolo (volumen) pelo livro em cadernos (codex), por exemplo, tem se mostrado fundamental para o entendimento do significado da expressão “cultura”, tanto no sentido de “obras e gestos que numa dada sociedade justificam a apreensão estética e intelectual” como no sentido de “práticas comuns que exprimem a maneira através da qual uma comunidade vive e pensa a sua relação com o mundo, com os outros e com ela mesma”(Chartier, 1998, pág. 9).»

 

onda vaga…

[seg] 1 de junho de 2015

04:28 primeira intervenção do dia: Onda Vaga – Rendición

[editar aqui ao longo do dia para acrescentar coisas…]

23:22 o dia não foi nada do esperado. me atravessei… dormi muito, joguei war com as marias… vi tevê. e só.

latitutes: https://youtu.be/muCcy4nSO4c?t=3396

estou irritadiço hoje.

duas conclusões: sou muito enrolado. e um tanto conciliador…

devastado

[qua] 1 de abril de 2015

cambio. sigo vivo.

e escrevo

só porque acordei agora assim no meio do nada.

só porque o wi fi resolveu fluir

só porque passei quase 36 horas offline.

e eu sinto tanta saudade do futuro.

e não é que as coisas deram certo na segunda-feira (30/3)… liguei para um monte de gente pela tarde, pintei um faixa gigante [e eu não pintava faixas já faziam uns bons seis anos], falei em público e comandei parte da assembleia [é como se eu tivesse voltado lá para 2007, 2008… de intensa articulação e crescimento político e moral] e foi tudo “tranquilo”.

exceto por estar sentindo fisicamente que o corpo diante de tanto estresse cansou… garganta, nariz e cabeça em colapso. dor em tudo.

e o dia 31 foi de cama, chá e remédios. dormi muito e dei tempo ao corpo… afinal vários dias dormindo bem pouco, muita chuva, e essa absurda ansiedade… afetiva e política. como será que está o mundo ali fora? para onde é a esquerda? como está pi? como estamos? como foi na alesc hoje? e na escola, após a assembleia? tantas questões.. e logo mais, se o corpo permitir: ato no centro – é o que nos dizem os últimos informes.

ps: pensar a proposta da aluna sobre o grupo/oficina de rap na escola. ver como é possível articular com o professor de artes para pensar no grafite/muros da escola… e quando a gente pensa que a escola é árida… surge vida no meio de tantos escombros. cambio. desligo.

convoque seu buda

[dom] 1 de fevereiro de 2015

1h46′ e… criolo é interessante. já havia ouvido falar do seu álbum novo, mas não havia tirado um tempo para ouvi-lo. ao ler esta entrevista: convoque seu buda! – deu vontade de conhecer esse novo de criolo.

um excerto: «Criolo: Você falar, isso é um soco na cabeça, porque joga uma leveza, mas também uma responsabilidade do que faz com seu tempo. Você deu um belo ippon (golpe perfeito, nas artes marciais japonesas). Mas tem outro lado: a gente tá ficando e o tempo tá indo e rindo da nossa cara… Não estamos indo junto com a natureza porque a nossa soberba não deixa.
Monja Coen: O tempo rapidamente se vai e a oportunidade se perde. Cada um de nós deve se esforçar para o acordar e despertar. Isso a gente fala antes de dormir. O tempo da vida humana é limitado. Não aproveitar o potencial é desperdiçar a vida.
Criolo: É, quem está em movimento não vai acumular a poeira. Está tudo em movimento
Monja Coen: A vida assim como ela é. E não é! Vamos melhorando devagarinho.
Criolo: Para fazer o chá tem que esquentar a água. Vamos tomar um chá?
Monja Coen: Vamos!»

então vamos ouvir: convoque seu buda!

***

encerro a noite esperando um chá, um almoço talvez…. um café da tarde. algo novo. encerro por enquanto este texto, e espero.

para meditar: não fique ansioso demais.

***

8h30′. o mate acabou ontem. dormi pouco, após ver o ufc. o despertador, a vontade de acordar e as visitas em casa – e crianças são crianças – não me permitem ficar deitado no meu tatame. levanto, enrolo, guardo-o. é preciso tirar o pó da casa, o que falta, e preparar café… enfim… o mundo é bão sebastião. o mundo é vasto raimundo...

trilha itapema da manhã:

a primeira canção é: u2 – every breaking wave e aleatoriamente a voz envolvente de george ezra (que desconhecia) em  listen to the man;

20:47. esperei, cochilei, vi casa por casa serem invadidas por muita gente… e não sobrou nenhum espaço para eu ficar sozinho, mas sozinho ou em silêncio esperei. lutei para não ficar ansioso. até pensei em ligar, mas no novo celular não há número. optei por não deixar mensagem alguma… e quando chegares esterei. mas o bom dessa espera, é que se pensa muito, e avancei um bocado de páginas de ‘os prêmios’. cortázar é incrível…

e entre espaços descansei o corpo… curti o documentário dirigido por eduardo escorel: paulo moura – alma brasileira; adormeci no sofá quando havia sofá, e na cadeira de leitura quando já não havia sofá… e quando cansei-me de estar aislado, brinquei com as crianças… e mesmo assim, depois, quando estar ali com aquelas pessoas já não fazia sentido… eu, apenas fui… andei, avistei um belo final de dia numa praia distante… e um passo após outro fiz um caminho diferente.

e entre tantos pensamentos, destaco dois, quando voltava, o primeiro fruto de um confronto com um gato e outro não me recordo o estalo sináptico:

o exercício sobre os gatos amarelos

os gatos amarelos são todos iguais
espreitam, interrogam, perscrutam-nos:

como será o nosso peso?
e quais seriam nossos gestos?
e quanto temos deste odor marinho?

*

os gatos amarelos são todos amarelos
de mesma calda, de mesmo pelo,
de mesma barba, de um mesmo novelo.

**

os gatos amarelos me lembram
daquele gato amarelo…

o único gato amarelo,

que houve.

**

e faz uns cinco anos que não choro… aquele choro convulso onde nos viramos ao avesso. é como se a dor houvesse secado as lágrimas. e se entristeço, me calo mais ainda, emudeço. é preciso qualquer coisa profunda que rompa essa armadura.. porque no fundo não são as pessoas que faltam ou que estão. talvez seja o modo como nos distanciamos delas…

***

e apaziguei meu espírito – ou o que foi possível. pois se é o que sé. mas há que se caminhar um trecho novo por cada dia e, as vezes, voltar é necessário e percorrer o mesmo caminho até uma nova oportunidade de trilhar um novo caminho. mas tudo isto não é muito claro.

e para fechar a noite: belas ideias as do ator e diretor ricardo darín no programa sangue latino do canal brasil. especial, 18’18”.

e de juan gelman

poema xxxiii

basta
no quiero más de muerte
no quiero más de dolor o sombras basta
mi corazón es espléndido como la palabra

mi corazón se ha vuelto bello como el sol
que sale vuela canta mi corazón
es de temprano un pajarito
y después es tu nombre

tu nombre sube todas las mañanas
calienta el mundo y se pone
solo en mi corazón
sol en mi corazón

***

corpo cansado, cama, cambio, fim.

mude, mas mude devagar…

[seg] 1 de setembro de 2014

AS 3:36 ESTUDANDO… e é como se o mundo brotasse diante de mim… há um frio danado na barriga… mas é preciso se reinventar. Há um caminhão de ideias, mas é preciso ir devagar… devagarinho.

Jorge Ben - Negro É Lindo

piscine molitor patel

[sex] 1 de agosto de 2014

monótonos e intensos são os dias. tudo é cotidiano. há menos de uma hora atrás estava dormindo no sofá… agora aqui, escrevendo. passos curtos, passos diários… hoje foi dia de limpeza e poda, ontem foi dia de sessão cinema com as marias e hospital pela noite – mais uma queda/convulsão de meu irmão – e a vida é tão frágil…

nesta semana minha mãe viajou para cuidar de sua irmã, que está no hospital. e eu tenho feito almoço e cuidado das meninas (filha e sobrinha)… e foram dias tão puxados – essa história de ser pai, adulto responsável, etc. – mas tão bons. e isto, de família é uma dádiva desta vida tão torta… mas ainda me faltam palavras, certas coragens… ainda necessito crescer mais antes de partir.

e repartir-me. por cá tudo é ainda porto seguro – destes que anestesiam a consciência sobre a dor/delícia de se ser o que se é.

*

ps: e foram vários os filmes. mas o mais bonito e triste foi este do título desta postagem.

[ter] 1 de abril de 2014

acordei mal. estou mal há dias. não sei se é essa inflamação, se esse cansaço, se essa rotina, se são estas pessoas e este mundo. mas eu ando numa profunda irritação que a sensação é que estou um suicida ambulante. sãos essas minhas inconstâncias que me ferram… e para arrematar, acabou-se erva antes do dia primeiro, ontem, assim como o salário que recebi anteontem. fim.

estou naqueles dias em que eu choro por nada e sozinho. se eu fosse uma mulher, poderia até entender e atribuir à tpm esse humores. mas… quem sabe drexler me acalme, porque preciso trabalhar e não machucar os poucos que ainda se importam comigo.

**

e da rápida zapeada pelas redes sociais alguns coisas pescadas:

“Sou composta por urgências:
minhas alegrias são intensas;
minhas tristezas, absolutas.
Entupo-me de ausências,
Esvazio-me de excessos. 
Eu não caibo no estreito,
eu só vivo nos extremos.

Pouco não me serve,
médio não me satisfaz,
metades nunca foram meu forte!

Todos os grandes e pequenos momentos,
feitos com amor e com carinho,
são pra mim recordações eternas.
Palavras até me conquistam temporariamente…
Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre.

Suponho que me entender
não é uma questão de inteligência
e sim de sentir,
de entrar em contato…
Ou toca, ou não toca.”

Clarisse Lispector

*

Billie Holiday : Fine and mellow (1957)

*

“Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo”.( Hermann Hesse)

*

Para entender o Golpe, vale dar uma olhada na cronologia produzida pela EBC…

Por memória, verdade e justiça!

don’t worry

[sex] 1 de novembro de 2013

sonhava e acordei imerso em tantos delírios, fragmentos de sonhos, tentando me desvencilhar do que era fantasia e do que era real – mas a conclusão deste momento é que tanto o mais real da lucidez quanto o mais fantástico de nossos sonhos são conexões aleatórias, fragmentos deste delírio de estar vivo e [aparentemente] consciente.

hoje é dia de mudança – alguns dias sem internet e longos dias sem tv. anoto e listo todas as tarefas pra logo mais deixa-las listas, prontas. faço inscrições, planejo, e surpreendentemente sinto-me aberto para dar um passo fora da dança monótona – mas sempre provocado pelo outro. pondero, e pondero, e sinto que devo agir, mas esse sentir não tem o peso de um sentir imperativo e heroico, apenas sinto, consciente da contradição entre o sentir e agir, mas talvez a contradição seja o imperativo trágico. alienado.

sei lá… não vejo profundidade nesta filosofia e decupando a cena, toda e qualquer posição que tome dentro de qualquer projeto ainda e sempre será apenas uma variável aleatória dentro do plano maior do qual me escapa.

enquanto isto…

«rise up this mornin’, smiled with the risin’ sun, three little birds pitch by my doorstep singin’ sweet songs»… «everybody’s got a thing but some don’t know how to handle it always reachin’ out in vain just taking the things not worth havin’»… «when you’re worried your face will frown, and that will bring everybody down. don’t worry, be happy»… «don’t worry about a thing ‘cause nothing’s gonna be alright… nothing’s gonna be alright»

 

resolução 110/2013… ou madera de deriva

[ter] 1 de outubro de 2013

RESOLUÇÃO: Este blogue está chato demais. mas bem na verdade devo ser eu que estou chateado/r. lembrete/resolução: ESCREVER POST NOVO AQUI SÓ QUANDO TIVER COISAS GENIAIS E INTERESSANTES (ou quase). ‘té.

As rotinas seguem cá para te perderes enquanto me procuro:

Dia #1 a origem da palavra; madera de deriva, sala de aula me anima; Dia #2 letra bastão, faço uso dela desde 1995, guardando a cursiva para dias de provas de concursos/vestibulares apenas – e repara que minha letra cursiva não tão feia não; estou [quase] de veisalgia, ontem foi uma sobredose de the pillars of the earth; Dia #3 “é muito provável que o patronímico ibérico -ez seja um fóssil lingüístico.”; Dia #4 após um dia inteiro dormindo… um chá de camomila e mais um pouco de word without end… um mergulho na inglaterra do séc. xiv – guildas, peste negra e guerra dos cem anos… “quão amabilíssimo me eras mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres“; e pela noite, batendo ponto, em reunião com o professorado sobre os alunos, a avaliação dos educandos é uníssono: “ele é legal [eu], mas é difícil acompanhar o seu raciocínio… muita coisa ao mesmo tempo”, ou seja, traduzo aqui: “está uma zona”, usando uma expressão apropriada – mas essa bagunça na exposição dos temas, na organização deles, da sala já é sabida e digo mais… é da vida, da casa, da rotina, do próprio ser… esse cara que muda de ideia a cada dez minuto, não se decide nunca e tudo o cansa muito rápido.  e no final da noite eu não sabia bem o que me abatia, se era estar no meio das pessoas – e festas são rituais que me deixam desconfortável – ou estar sem rumo e ao lado de pessoas estranhas – porque insisto em mantê-las estranhas. Enfim… volto sozinho sempre porque é difícil abrir este peito repleto de cicatrizes profundas. Dia #5 foi assim assim… livre para lavar louça, roupa e fabricar um canteiro, transplantar grama e construir uma escadinha com pedras. Dia #6 O texto é esse: “Certamente a gente só encanta quando se encanta. Se eu não estiver encantado com o meu objeto de conhecimento, eu não posso encantar o outro. No sentido não de fetiche, mas de sedução gnoseológica. Há um jogo de sedução, mas só é sedutor quem já está seduzido. Ou seja, há tanto mais charme quanto mais charme eu achar que há.”  de Mario Sergio Cortella – Nos labirintos da Moral. e cá… Indeciso. Dia #7 Sol da porra, dia lindo, e eu dormindo até o meio-dia. Ouço mais música… tom zé, cartola, jorge drexler, manel, orquestra che são as vozes ecoando neste crânio… Não recebo bem críticas, racionalmente as entendo, mas emocionalmente é mais difícil de lidar com elas, de um lado a compreensão, a analise, do outro o medo e revolta nas entranhas. E hoje, recebo um retorno positivo, um elogio, de um texto que sei que ficou assim assim por ter deixando para o ultimo segundo do ultimo tempo da prorrogação. Talvez meus padrões sejam exagerados e meu animo diminuto… Mas animou-me, o retorno, e é como se precisasse ainda de um reforço externo que chancelasse o meu potencial. Potência ignorada por estar tão descrente de mim e de tudo. É nisto que tenho pensado muito ultimamente… E cambiando de assunto totalmente pergunto como é possível que eu escreva aislado num texto em português, que mania essa de inventar leis próprias e desconsiderar convenções? E cambiando mais e mais… isto aqui é bacana e isto também. 8 horas e 43 minutos para entregar (segundo prazo) a tarefa… e eu nem li nada, vou sair e volto só lá pela oito, vai ser corrido. Hein? /// Ela disse nego / Nunca me deixe só / Mas eu fiz de conta / Que não ouvi, Hein? // Ela disse: – orgulhoso / Tu inda vai virar pó / Mais eu insisti / Dizendo Hein? // Ela arrepiou / E pulou e gritou / Este teu – Hein? – moleque / Já me deu – Hein? – desgosto / Odioso – Hein? com jeito / Eu te pego – Ui! bem feito / Prá rua – sai! – sujeito / Que eu não quero mais te ver // Eu dei casa e comida / O nego ficou besta / Tá querendo explorar / Quer me judiar / Me desacatar /// Compositor: Tom Zé – Vicente Barreto.  Agora são 21:32 e faltam apenas 2 horas e 22 minutos – contagem regressiva – prazo final… E depois narro os encontros-desencontros de hoje, com direito a abraços e olhares, e do final de tarde bonito demais, e da lua nova no céu aberto, e dos olhares – quase – constrangidos, em fuga, e dos olhos perscrutadores. E Ufa [23:54’46]! menos 14 segundos e eu não conseguiria entregar… Dia #8 eu gosto de horóscopo. eu não narrarei os encontros-desencontros de ontem, apenas digo que foi um dia bonito. E as segundas eram de Maiakovski, é bom reencontra-lo. [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado];  [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado];  [editado]; [editado]; [editado]; [editado diariamente com anotações diversas – cumprindo assim sua função de ser um weblog, um caderno de apuntamentos, um bloco de notas – enquanto aguardo o momento…]; …

o tempo em que ele era capaz de andar dez milhas para apreciar uma boa armadura

[dom] 1 de setembro de 2013

hoje encontrei papéis de 2000. como eu era tão tolo e infantil. não mudei quase nada. entre a estupidez apaixonada e problemática do momento juvenil alterno com momentos senis de apatia e indiferença. estou mais velho que todos os velhos deste mundo – enrodilhado nas minhas minúsculas seguranças imobilizadoras. na vitrola, ouço mordida, beirut e manel. hoje mais manel que qualquer outra coisa. e minha visão periférica vê vultos, coisas se deslocando no ambiente. por vezes levo sustos, fico apreensivo, e quando busco identificar o que seria, percebo que são apenas meus olhos atraiçoando-me. meus olhos fingem. o ambiente é sempre vazio.

[e suprimi um bocado de texto que escrevi por aqui pois entendi que muitas vezes sem perceber meu umbigo fica maior que o universo. e isto é triste. inventar devaneios não adianta. é sempre apenas um solidário medo de se ir…].

citações da leitura diária [andré me soa familiar]: 

“Durante o dia todo pensei em André e, por momentos, qualquer coisa vacilava em minha cabeça. Como quando se recebe um choque no crânio, que a visão fica turva e que o mundo aparece em duas imagens, com alturas diferentes, sem se poder situar a de cima e a debaixo. As duas imagens que eu tinha de André, a do passado e a do presente não se ajustavam. Algo estava errado. Este instante mentia: não era ele, não era eu, essa história se desenrolava em outro lugar. Ou então, o passado era miragem, eu me enganara sobre André. Nem uma coisa nem outra, eu me dizia quando via claro. A verdade é que ele tinha mudado. Envelhecido. Não dava mais muita importância às coisas. (…) Antes, ele não teria manobrado às minhas costas, não me teria mentido. Sua sensibilidade, sua moral, se embotaram. Vai prosseguir nessa descida? Cada vez mais indiferente… Eu não quero. Eles chamam indulgência, sabedoria, a essa inércia do coração: é a morte que se instala. “ p. 33-34. A mulher desiludida. Simone Beauvoir.

Passado o primeiro espanto eu me senti leve. A vida a dois exige decisões. “A que hora a refeição? O que desejaria comer?” Os projetos se formulam. Na solidão, os atos se sucedem sem premeditação, é repousante. Eu me levantava tarde, ficava enrodilhada na mornidão das cobertas, tentando apanhar em seu voo fiapos de meus sonhos. (…) Entre minhas horas de trabalho, vadiava.”  p. 42. A mulher desiludida. Simone Beauvoir.

___

drão.

 

errare humanum est

[seg] 1 de julho de 2013

nota um: jorge ben. nota dois: o provérbio. dias frios. os livros estão fechados. a tv lá na sala segue sozinha falando ao vento. cá, submerso nas redes sociais navego à deriva. e sei lá… chega de ficar enrolando e vamos começar a trabalhar porque logo mais tem aula.

inti illimani e quilapayun

[qua] 1 de maio de 2013

INTI ILLIMANI + QUILAPAYUN MUSICA EN LA MEMORIA.  Invitados especiales: Los Bunkers / Chancho en Piedra / Mecánica Popular / Pancho Sazo de Congreso // Trabajo, que recoge en 19 temas lo que fueron las intensas e históricas jornadas de música en el Estadio Víctor Jara el 20, 21 y 22 de Agosto de 2004. // setlist: 1. Palimpsesto. Huelga deciros que yo os quiero más / en la profunda pulpa de antesueño, /  cuando el glacial se reconvierte en sol  / y se nos va la esperma en el empeño,   / y se nos cuaja el ceño de cenizas  / ávidas de hendir el cavilar de leño.  // Huelga deciros, libertad os una,   / que os sueño arando en hierro y sabio azote,  / volviendo a errar y a errar sin miramientos   / sobre un caballo y sobre un brioso brote,  / que es una forma de entender amar  / y otra jornada que vencéis al trote  / con ansia de echar la tierra a mugir, la luz a rodar.// Huelga dudar que libertad amando  / me vuelva a herir  / la gana regresando.// Qué hambre tener qué libertad os una  / os una en la memoria del ultraje,  / os rememore y os despierte al vuelo,  / os calce el corazón con los corajes,  / os arremeta, sin parar, la estancia  / oscura en que bebéis  / la injuria y su brebaje.// Qué hombre volver para que os una libre  / libre su nombre y su veloz corpiño,  / su vientre cuarzo y su agonía historia,  / y sus cadenas, su reloj, su niño.  / Y os avecine, os una, y os ausculte  / con sus dos manos y sus tres cariños,  / y su refulgir  / su oficio de herir  / la luz por venir. // Si nos va a arder la gana en toda luna  / y hemos de andarla junto tierra a tierra  / que en las raíces libertad nos una /// 2. El tinku. Sisi machai cuni ñañitai / Machai cuya nila / Sisi machai cuni ñañitai / Machai cuya nila  // Machai cuna nila ñañitai / Matayahuan quita / Machai cuna nila ñañitai / Matayahuan quita // Sisi tusi situ ñañitai / Matusiki situ / Sisi tusi situ ñañitai / Matusiki situ // Matusiki situ ñañitai / Eso si axi tu / Matusiki situ ñañitai / Eso si axi tu // Ay tunitai tuna ñañitai / Tucu yucui tuna / Ay tunitai tuna ñañitai / Tucu yucui tuna // Tucu yucui tuna ñañitai / Amke tuyai tuna / Tucu yucui tuna ñañitai / Amke tuyai tuna  /// 3. Tatati (instrumental)///4. Simón Bolívar. Simón Bolívar, Simón, / caraqueño americano, / el suelo venezolano / le dio la fuerza a tu voz. / Simón Bolívar, Simón, / nació de tu Venezuela / y por todo el tiempo vuela / como candela tu voz. / Como candela que va / señalando un rumbo cierto / en este suelo cubierto / de muertos con dignidad // Simón bolívar, Simón, / revivido en las memorias / que abrió otro tiempo la historia, / te espera el tiempo Simón. / Simón Bolívar, razón, / razón del pueblo profunda, / antes que todo se hunda / vamos de nuevo Simón. / Simón Bolívar, Simón, / en el sur la voz amiga, / es la voz de José Artigas / que también tenía razón /// 5. Cándidos. Rompió el ávido su cántaro / Y no hay médico en lo póstumo, / Impondrán célebre los cándidos, / Su vorágine más poética, / Su vorágine. // Vive esta plebe autóctona / Como un desolado páramo, / ´Viéndose tan mísera y decrépita / Sin un santo fiel en la cúspide, / Sin un santo fiel. / Sufriendo leyes maléficas / No hay más que subir los ánimos / Al compás de un danzar telúrico, / Al cielo gritar nuestros cánticos, / Al cielo gritar: / Presiento que por lo empírico / Se ha enloquecido la brújula, / El clamor que tuerce los estómagos / Va azuzando al fin los espíritus / Va azuzando al fin. // Cándido, libera tu rabia, cándido, / Tu vieja ternura o, úsala / Para revertir tu lóbrega vida de / Lázaro. / Cándidos, con tanta esperanza / cósmica, / Venid porque al fin / El ávido rompe su cántaro. // Antes que morir famélico / Mártir de un destino trágico, / Más valdrá reconquistar por último / El honor de ser pueblo intrépido, / El honor de ser: // Cándido, libera tu rabia… /// 6. Danza di calaluna. (instrumental)/// 7. Medianoche. Ven a beber conmigo en doce copas / doce campanas esta medianoche / escucharás el bronce congelado / tañendo nuestro adiós en doce copas. // Ven a besar conmigo en doce copos / la nieve amarga que fundió el invierno / sobre la altura de mis sienes y este / desamparado corazón que tengo. // Ven a morder conmigo en doce gritos / los labios de un dolor ya redoblado / será la última boca que tú beses / cuando vayas camino del ocaso. // No bien bebas conmigo el sorbo amargo / en la voz gris de los metales ciegos / vendrá esta medianoche repicando / la eternidad de nuestros dos destierros /// 8. La exiliada del sur. Un ojo dejé en los lagos / por un descuido casual, / el otro quedó en parral / en un boliche de tragos, / recuerdo que mucho estrago / de niña vio el alma mía, / miserias y alevosías / anudan mis pensamientos, / entre las aguas y el viento / me pierdo en la lejanía. / Mi brazo derecho en buín / quedó, señores oyentes, / el otro en san vicente / quedó, no sé con qué fin; / mi pecho en curacautín / lo veo en un jardincillo, / mis manos en maitencillo / saludan en pelequén, / mi falda en perilauquén / recoge unos pececillos. / Se m’enredó en san rosendo / un pie el cruzar una esquina, / el otro en la quiriquina / se me hunde mares adentro, / mi corazón descontento / latió con pena en temuco / y me ha llorado en calchuco, / de frío por una escarcha, / voy y enderezo mi marcha / a la cuesta ‘e chacabuco. / Mis nervios dejo en granero, / la sangr’en san sebastián, / y en la ciudad de chillán / la calma me bajó a cero, / mi riñonada en cabrero / destruye una caminata / y en una calle de itata / se me rompió el estrumento, / y endilgo pa nacimiento / una mañana de plata. / Desembarcando en riñihue / se vio a la violeta parra, / sin cuerdas en la guitarra, / sin hojas en el colihue; / una banda de chirigües / le vino a dar un concierto; / con su hermanito roberto / y cochepe forman un trío / que cant’al orilla del río / y en el vaivén de los puertos. /// 9. El arado. Aprieto firme mi mano / Y hundo el arado en la tierra / Hace años que llevo en ella / ¿cómo no estar agotado? // Vuelan mariposas, cantan grillos, / La piel se me pone negra / Y el sol brilla, brilla, brilla. / El sudor me hace surcos, / Yo hago surcos a la tierra / Sin parar. // Afirmo bien la esperanza / Cuando pienso en la otra estrella; / Nunca es tarde me dice ella / La paloma volará. // Vuelan mariposas, cantan grillos, / La piel se me pone negra / Y el sol brilla, brilla, brilla. / Y en la tarde cuando vuelvo / En el cielo apareciendo / Una estrella. // Nunca es tarde, me dice ella, / La paloma volará, volará, volará, / Como el yugo de apretado / Tengo el puño esperanzado / Porque todo / Cambiará. /// 10. Canto negro. Ooooooo / o yambambó yambambó yambambé. // Repica el congo solongo / repica el negro bien negro / congo solongo del songo / baila yambó sobre un pie. // Mamatomba mamatomba / serembe cuseremba. // Ooooooo / o yambambó yambambó yambambé. // El negro canta y se ajuma / el negro se ajuma y canta / el negro canta y se ajuma / el negro canta y se va. // Acuememe serembó / ae / acuememe serembó / aé / yambó ae, yambó ae, yambó. // Tamba tamba tamba tamba / tamba del negro que tumba / tumba del negro caramba / carba que el negro tumba / yamba yambó yambambé / ae / yamba yambó yambambé / ae yamba ae yambó ae / yambambó ae yambambé ae… /// 11. Premonición a la muerte de Murieta. (Pablo Neruda – Eduardo Carrasco)  Escucha la arena  / que mueve el desierto  / escucha el reloj  / que entierra a los muertos.  / Atrás bandolero  / la muerte te aguarda,  / llegaron los galgos,  / murió una guitarra,  / tu sangre invisible  / será derramada.  / ¿Oíste Murieta? // Ya no montarás,  / ya no correrás,  / ya no vengarás,  / ya no vivirás. // La tierra te advierte  / se cumple el destino,  / los galgos te acechan,  / termina tu suerte,  / te siguen las huellas,  / no traigas la rosa,  / el llanto en la luna  / la lluvia prepara,  / se acerca la muerte  /  te aguarda la fosa.  / ¡Murieta deténte! /// 12. Oguere. Oguere Oguere. / La campana a la sei’ / ta’ resona’ batei. / Y lo’negro’ e dotacio’ / va’ a reza’ la oracio’. / Oguere Oguere. / Oguere drume ri’ / que yo’ tie’ que surci’ / y ripue’ hacer eco’ / pa’ compra’ barraco’. /// 13. Entre morir y no morir.Entre morir y no morir   / me decidí por la guitarra   / y en esta intensa profesión   / mi corazón no tiene tregua.  // Porque donde menos me esperan   / yo llegaré con mi equipaje   / a cosechar el primer vino   / en los sombreros del otoño.  // Entre mourir, ne pas mourir,   / j’ai pris parti pour la guitare   / et cette intense profession   / m’a fait battre le coeur sans cesse.  // Car là où m’attend le moins   / j’arrive avec mon équipage   / pour récolter le premier vin   / dans le grand chapeau de l’automne. /// 14. Ventolera.  (instrumental) /// 15. La vida total. La vida es un espacio entre dos muertes  / La muerte es un silencio del amor  / El amor es un orgasmo entre dos lágrimas  / La lágrima es un lago sin su canto  / El canto es un misterio de la boca  / La boca es un abismo antes del pecho  / El pecho es otro abismo entre dos sangres  / La sangre es el motor que nutre el acto  / El acto es una danza contra el tiempo  / Y el tiempo es lo que mide los espacios  / hasta aquí enumerados. // La selva es el ancestro del desierto  / El desierto es un cuerpo ya bebido  / Beber no amaga el fuego en la conciencia  / La conciencia es un reloj de arena antiguo  / Lo antiguo nos modela como a un niño  / Un niño es el pasado de los cuerpos  / El cuerpo es un combate que se pierde  / Se pierde sin retorno a lo increíble  / Lo increíble será lo que no podemos  /  Y lo que no podemos será lo que siempre queramos. /// 16. El canto de la cúculi.  (instrumental) /// 17. La muralla. Para hacer esta muralla,   / tráiganme todas las manos   / los negros, sus manos negras   / los blancos, sus blancas manos.  // Una muralla que vaya   / desde la playa hasta el monte   / desde el monte hasta la playa,   / allá sobre el horizonte.  // —¡Tun, tun!   / —¿Quién es?   / —Una rosa y un clavel…   / —¡Abre la muralla!   / —¡Tun, tun!   / —¿Quién es?   / —El sable del coronel…   / —¡Cierra la muralla!   / —¡Tun, tun!   / —¿Quién es?   / —La paloma y el laurel…   / —¡Abre la muralla!   / —¡Tun, tun!   / —¿Quién es?   / —El gusano y el ciempiés…   / —¡Cierra la muralla!  // Al corazón del amigo:   / abre la muralla;   / al veneno y al puñal:   / cierra la muralla;   / al mirto y la yerbabuena:   / abre la muralla;   / al diente de la serpiente:   / cierra la muralla;   / al corazón del amigo:   / abre la muralla;   / al ruiseñor en la flor…  // Alcemos esta muralla   / juntando todas las manos;   / los negros, sus manos negras   / los blancos, sus blancas manos.  // Una muralla que vaya   / desde la playa hasta el monte   / desde el monte hasta la playa,   / allá sobre el horizonte.  // Al corazón del amigo:   / abre la muralla;   / al veneno y al puñal:   / cierra la muralla;   / al mirto y la yerbabuena:   / abre la muralla;   / al diente de la serpiente:   / cierra la muralla;   / al corazón del amigo:   / abre la muralla;   / al ruiseñor en la flor…ABRE LA MURALLA! /// 18. El aparecido. Abre sendas por los cerros,   / Deja su huella en el viento,   / El águila le da el vuelo   / Y lo cobija el silencio.  // Nunca se quejó del frío,   / Nunca se quejó del sueño,   / El pobre siente su paso   / Y lo sigue como ciego.  // Correlé, correlé, correlá   / Por aquí, por allí, por allá,   / Correlé, correlé, correlá,   / Correlé que te van a matar,   / Correlé, correlé, correlá.  // Su cabeza es rematada   / Por cuervos con garra de oro   / Como lo ha crucificado   / La furia del poderoso.  // Hijo de la rebeldía   / Lo siguen veinte más veinte,   / Porque regala su vida   / Ellos le quieren dar muerte. /// 19. Canción final. Me falta la compresión  / para explicar el grandioso  / momento tan venturoso  / que dentra por mi razón.  / Se embarga mi corazón  / en este siglo moderno  / veo que aflojan los cuernos,  / los toros quedan sin astas  / y el pueblo diciendo basta  / pa’l pobre ya los infiernos. // América aquí presente  / con sus hermanos de clase  / que empiece la fiesta grande  / de corazones ardientes.  / Se abracen los continentes  / por este momento cumbre  / que surja una perdidumbre  / de lágrimas de alegría.  / Se baile y cante a porfía  / se acaben las pesadumbres. // Entremos en la columna  / humana de este desfile.  / Miles y miles de miles  / de voces fundida en una.  / De todas partes los hurra,  / aquí todos son hermanos  / y así estarán: de la mano  / como formando cadena  / porque la sangre en las venas  / fluirá de amor sobrehumano. // Todo estará en armonía  / el pan con el instrumento  / el beso y el pensamiento  / la pena con la alegría  / la música se desliza  / como cariño de madre  / que se embelezcan los aires  / desparramando esperanzas.  / El pueblo tendrá mudanza  / lo digo con gran donaire. /// Faltou tempo de cada canção, e autoria de cada letra. Outro dia coloco. Show monumental. Salve Inti e Quilapayun!

instruções para Chorar

[sex] 1 de fevereiro de 2013

Não terminei o cubo mágico. Há uns cinco posts aguardado serem publicados. Uma cigarra canta muito alto agora pela manhã na minha janela. Meus olhos estão vermelhos. E tenho consulta médica daqui a pouco, as 11. E há uma rede preguiçosa e camuflada no meio de minha sala… É pra lá que eu vou agora.

E assim, parece nada, mas é muito… As tardes têm sido boas. Há papos sérios e  brincadeiras bem divertidas, leituras e artes e traquinagens… até praticamos as instruções para chorar (segundo julio cortázar) com izabel (8) e luiza (7)… E há a prosa e o mate com a dona maria, senhora minha avó tão pequenina…

e os afazeres… pintar a casa, limpar a casa, ler, ir ao dentista, marcar médico, pagar contas, ver tv, cortar a grama, cuidar dos pés… enfim. os dias são cheios e bons. e segunda agora volto a trabalhar.

isso aqui voltou para o ar http://boni.wordpress.com/.

e nem sei mais… só sei que o facebook me bloqueou por vinte e quatro horas. mas há dias que nem chego a ligar o pc ou a tv.

até voltei a escrever (são quase poemas… é preciso exercitá-los mais, lapidá-los, mas a inspiração é boa).

e que bom que a viola alegra os dias.

Abaixo, extraído daqui ó: http://carlostonet.wordpress.com/2010/07/10/instrucoes-para-chorar-cortazar-1-de-7/

Instruções para Chorar – Cortázar (1 de 7)

  • Deixando de lado os motivos, atenhamo-nos à maneira correta de chorar, entendendo por isto um choro que não penetre no escândalo, que não insulte o sorriso com sua semelhança desajeitada e paralela. O choro médio ou comum consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e muco, este no fim, pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa energicamente.
  • Para chorar, dirija a imaginação a você mesmo, e se isto lhe for impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior, pense num pato coberto de formigas e nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais não entra ninguém, nunca.
  • Quando o choro chegar, você cobrirá o rosto com delicadeza, usando ambas as mãos com a palma para dentro. As crianças chorarão esfregando a manga do casaco. Na cara, e de preferência num canto do quarto. Duração média do choro, três minutos.

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Extraído do conto Manual de Instruções, do livro Histórias de Cronópios e Famas, de Julio Cortázar. Tradução de Gloria Rodrigues em Os 100 Melhores Contos de Humor da Literatura Universal, organizado por Flávio Moreira da Costa, Ediouro, 7ª Edição, 2001.

combate rock

[dom] 1 de julho de 2012

20:42 Estou aqui enrolando… Final do bimestre… trocentas turmas para fechar nota, finalizar aulas… O mundo inteiro pela frente… Vontade de dar um tempo, só um tempo.

E reencontro este troço aqui que procurava faz tempo…

gravatá

[qua] 1 de fevereiro de 2012

exausto. uma mistura grande de sensações. ontem fiz isto aqui: Trilhas do Gravatá e da Galheta até a Barra

ontem tomei meu primeiro banho de mar em 2012. e foi no Gravatá. Hoje dormi bastante para recuperar o corpo.

mas o que importa dizer aqui é que ando um pouco sensível e até meio irritadiço. tempo ao tempo rapaz. relaxa. tudo dará certo. não adianta nada ficar em nervos.

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