Arame

arame

Arames farpados sempre me incomodaram. Sinto um desconforto tremendo. É como se carregasse eles envoltos, cravados, em minha carne.

Mas nesta pesquisa encontrei este poema:

Vá, até partir
o arame farpado,
até a noite cair.
Voe, bico fechado,
até o mourão florir
Leve esse recado,
corra, por favor.
Sílabas de chuva,
língua do meu amor.
Vá bem ligeirinho
sem rima nem dor
Ande, passarinho!

A imagem não sei de quem é e de onde saiu, mas quando a vi, lembrei disto aqui. O poema é daqui As Histórias Saltitantes da Cabra Amaltéia.

E isto, de prisão e liberdade, me remete a isto [poema de pedro casaldáliga], que vi há alguns anos. e/ou a estas ideias aula-linguagem ou emaranhado, entre outros textos poéticos qu

confissoes_do_latifundio

e desenvolvi ao longo do blogue.

Este boníssimo trabalho de Walmir Teixeira para a capa do disco não menos boníssimo de tom zé também é um referência bacana.

corda

publicado. dez 27, 2013 @ 7:55. capa anterior: a canoa e o apego.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: