paul gauguin é feliz, afinal. também nós o seremos uma vez.

[sex] 31 de março de 2017

DO QUE É ATEMPORAL

«Amanhã,
talvez depois
de amanhã,
quando for
o que for
acontecer;
talvez
a cada manhã,
o suor
do trabalho
e do prazer.» Vitor Ramil

«De toute cette jeunesse, de cette parfaite harmonie avec la nature qui nous entourait il se dégageait une beauté, un parfum (noa noa) qui enchantaient mon âme d’artiste.»

56-204004-gauguin-noa-noa

11h37 antes que a manhã acabe. notas soltas.

acordei sentindo aquela dor urgente. recorro a drogas paliativas que destroem meu estômago. meu corpo parece que vai explodir por dentro. sinto como se meu rosto estivesse inchado.

tarefa da manhã: produzir 3 fichas de avaliação para entregar aos alunos, como subsídio para a apresentação do dia 10.

18h35 ainda não desisti… mas algo diz que não vai dar pé.

não terminei as fichas em casa, não deu tempo… ou eu me perco demais… ou esse tal de tempo é muito apressado. enfim, corri, ao menos não perdi o busão. mas deixei pra fazer na escola… não fiz.

e entre uma escola e outra, entre a tarde e a noite, um papo interessante no busão valeram a meia hora de viagem. florência, e seu nome uruguayo. fomos conversando… a coincidência de ter duas alunas chamadas florência, uma em cada escola, de ter mais uma meia de duzia de alunos uruguaios e argentinos. conversamos sobre as turmas, sobre ser professor, sobre referências uruguaias… galeano, benedetti, drexler… sobre sotaques… lembrei de karina buhr (como eu amo esse sotaque), e sobre poesia e tatuagem… e outros coisas aleatórias…

essas parcerias de busão deixam o tempo mais fluido.

23h32 se tem um coisa que tem me deixado revoltado… e até me vejo dias desse dando uma de michael douglas (falling down)… é essa empresa de transporte público que tira onda da nossa cara na cara dura… o busão atrasado, e se não vou falar nada, o fiscal ia fazer de conta que nada tava rolando… se fosse uma vez ou outra, mas é todo dia, ou na ida ou na volta. sem falar na viagem enlatada como sardinha. isso me estressa. um dia desses faço merda.

e das aulas da noite:

e do filme que comentei hoje, mas não lembrava o nome https://www.youtube.com/watch?v=JKXs9ib90mk

e o nome do livro que li há 20 anos (lá pelos meus 14 anos) e me marcou profundamente). não vi o filme, mas listo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=b7Wz_rY2S38

http://www.saraiva.com.br/o-sol-e-para-todos-1563761.html… “Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto forte, melodramático, sutil, cômico (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações”

https://www.youtube.com/watch?v=3_P–6uis4Q E para quem quiser ver o filme inteiro além dos 5 minutos que recortei e mostrei em sala…

e compartilhei isso… porque há cinco anos atrás estava em compartilhando isto aqui: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2010/11/olhos-azuis-dor-do-preconceito.html

***

notas:

***

fiquei pensando sobre as graviolas… qual será o gosto, a textura, da carne?

 

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