meu querido diário…

[qui] 15 de dezembro de 2016

duas e quarenta e três da madrugada.

vento sul.

gatos dormem sobre minha cama.

luminária clareando a bagunça sobre a mesa…

os livros não lidos, as atividades escolhares não concluidas… as anotações e contas.

segunda até quarta-feira foram dias tranquilos. notas digitadas, atendimento aos estudantes que pegaram exame final… e bate-papo descontraido com os colegas de escola. sentirei saudades de alguns estudantes, de colegas profs que trocaram de escola…

aquela nostalgia antes da partida. eu ficarei.

essas semanas de festividades que se aproximam me deixam um tanto desconfortável. não nasci numa família festiva. são estranhos esses rituais.

das novidades, poucas… não fui fazer a prova do vestibular. desisti antes de começar.

peguei algumas aulas num colégio mais próximo, o jovem. vou encontrar uma velha colega de graduação e centro acadêmico… planejaremos juntos… estava sentido falta dessa parceria intelectual.

meu amigo também veio de visita… de segunda-feira pela tarde até hoje, quinta-feira, pela manhã. as vezes é bom ter companhia para conversar sobre coisas aleatórias, pensamentos, teorias, lembranças… enfim, estava muito afim de receber visita, mas foi bacana. é sempre bacana no fim.

hoje, montar os exames. enviar para escola. aproveitar a quinta-feira.

ps: caminhar, emagrecer vinte quilos. cortar cabelo. consertar bike. estabelecer um projeto pra o próximo ano… nova graduação/ou mestrado na educação [mas dessa vez com rotina, algo sério, viável].

#notas coletadas ao longo do dia

Nestes escassos momentos de recesso, noto quando podemos ser produtivos, ler, imaginar, testar, inovar. A lista de possibilidades de experimentos que tenho na cabeça no momento é gigante e, as vezes, duas horas de boas leituras ou duas horas bem trabalhadas no laboratório me agregam mais que um ano inteiro de aulas. É triste saber que em menos de três meses toda essa fertilidade vai ser sufocada pelo aulismo de 9 disciplinas previstas para que se possa cumprir o curso no tempo esperado, com aulas monótonas, majoritariamente expositivas e que pouco instigam nossa capacidade de pesquisa e desenvolvimento. Faz falta uma academia que nos olhe como agentes criativos e críticos. Faltam projetos, faltam experimentos, faltam viagens, faltam interações com sujeitos fora da bolha acadêmica e, sobretudo, falta tempo para pensar, para crescer e para criar. Patrick Dias Marques

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