procura-se um amigo para o fim do mundo

[dom] 11 de setembro de 2016

 

envelopes vermelhos.

como um espectador projeta-se nas emoções alheias, aquelas de cinema. tudo que pensa é na sua contradição. como é sentir todas as emoções, por extensão, compartilhar os encontros e desencontros de cada personagem… ele ri, ele, as vezes, chora. na fantasia sente-se como um personagem cinematrográfico. mas o mundo interno é um caos, um sobrevivente… e o exterior uma procrastinação, aleatoriedades… uma couraça.

tem andando muito tempo noutra dimensão. mas não está triste, apesar de um tristeza recorrente, aparecer dia sim dia não. encarar o mundo, as vezes é pesado… é dificil sair desse local. desse ponto que ninguém além dele mesmo tem acesso. ás vezes na solidão há uma segurança, uma certa paz.

mas, compartilhando esse universo de emoções alheias, há um gosto doce.. ele gosta de filmes doces. mas, as vezes há um amargo… uma melancolia.

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‘bora começar um dia, além do filme matinal. sem sonhos hoje, apenas um dia solitário, e grato, pelas companhias que o dia me dará, apenas por hoje.

«Sometimes, all I need is the air that I breathe»

 

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«Quem pode ser alguém neste vazio funcional? Quantos salários vão calar a sua opinião? Normas de conduta, sem respirar… Acomode a angústia só mais uma vez. Quando controlado, esconde a frustração, Mas em controle impõe as mesmas condições» Dead Fish

«…instituição como órgão regulador, que canaliza as ações humanas quase da mesma forma como os instintos canalizam o comportamento animal. Em outras palavras, as instituições proporcionam métodos pelos quais a conduta humana é padronizada, obrigada a seguir por caminhos considerados desejáveis pela sociedade. E o truque é executado ao se fazer com que esses caminhos pareçam ao indivíduo como os únicos possíveis.» (BERGER, Peter; A perspectiva sociológica – A sociedade no homem; p. 96; 1976). citações extraídas de MOSTRA DE PROTOCOLOS VERBO-IMAGÉTICOS

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