ha maz an

[ter] 9 de agosto de 2016

dos interesses aleatórios de hoje, quando eu deveria estar remontando uma aula de direitos humanos, que darei hoje… estou aqui pesquisando sobre as amazonas aos citas, do budismo ao hiragana e katakana, sem esquecer os kanjis.

abaixo um texto [para ler, estudar, meditar e não esquecer] extraído de um sítio excelente: PortaldoBudismo.org

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Doze princípios básicos do Budismo

1 – A auto-salvação é uma tarefa urgente para qualquer homem. Se um homem cai ferido por uma flecha envenenada, ele não atrasará a sua extracção para pedir detalhes a respeito de quem a atirou ou do comprimento e fabrico da flecha. Haverá tempo para um entendimento crescente do ensinamento. Por enquanto, comecemos encarando a vida como ela é, aprendendo sempre pela experiência directa e pessoal.

2 – O primeiro facto da existência é a lei da mudança ou impermanencia. Tudo o que existe, de uma mancha a uma montanha, de um pensamento a um império, passa pelo mesmo ciclo de existência; a saber: nascimento, crescimento, decadência e morte. só a vida é continua, ainda que buscando auto-expressão em novas formas. “A vida é uma ponte, não construas casas sobre ela”. A vida é um processo de fluxo e aquele que apega-se a qualquer forma, por mais esplêndida que seja, irá sofrer por estar resistindo ao fluxo.

3 – A lei da mudança aplica-se igualmente a “alma”. Não existe nenhum principio nos indivíduos que seja imortal e imutável. somente “Aquilo que não tem nome”, a Realidade Última, está alem da mudança e todas as formas de vida, o homem inclusive, são manifestações dessa Realidade. Ninguém é nunca o dono da vida que flui em si, assim como a lâmpada eléctrica não é dona da corrente que a faz brilhar.

4 – O Universo é a expressão da lei. todos os efeitos tem causas e a alma ou o carácter do homem é a soma total dos seus pensamentos e acções anteriores. O Karma, que significa acção e reacção, governa toda a existência e o homem é o único criador de suas circunstâncias: A sua reacção a elas, cria a sua condição futura e o seu destino final. Através do pensamento e da acção correctos, ele pode gradualmente purificar a sua natureza interior e assim, através da auto-realização, atingir em tempo a libertação.

5 – A vida é una e indivisível, ainda que as suas formas que sempre mudam sejam inumeráveis e perecíveis. Na realidade não há morte, embora todas as formas devam morrer. Do entendimento da unidade da vida brota a compaixão, um sentimento de identidade com a vida em outras formas, a compaixão é descrita como a “lei das Leis – eterna harmonia”, e aquele que quebra essa harmonia sofrerá proporcionalmente a sua acção e retardará a sua iluminação.

6 – Sendo a vida Una, os interesses da parte serão os interesses do todo. Em sua ignorância, o homem pensa poder batalhar com sucesso pelos seus próprios interesses e essa energia de egoísmo, voltada para a direcção errada, produz o sofrimento. A parte do seu sofrimento, ele aprende a reduzir e finalmente a eliminar a sua causa. Buda ensinou as quatro Nobres Verdade: a) A Omnipresença do sofrimento; b) A sua causa, o desejo voltando para a direcção errada; c) A sua cura, a remoção da causa; d) o Nobre Óctuplo Caminho de auto-desenvolvimento, que conduz ao fim do sofrimento.

7 – O Caminho Óctuplo consiste em: Visão Correcta ou compreensão preliminar, Objectivos ou Motivos Correctos, Palavras Correctas, Acções Correctas, Vida Correcta, Esforço Correcto, Concentração ou Desenvolvimento Mental Correcto e, finalmente, “Samandhi” (Meditação) Correcto, que conduz a Iluminação completa. Assim como o Budismo é um Caminho de vida e não meramente uma teoria da vida, o percorrr desse Caminho é essencial para a auto-libertação “Cessar de fazer o mal, aprender a fazer o bem, purificar a sua própria mente: esse é o ensinamento dos Budas”.

8 – A Realidade é indescritível e um deus com atributos não é a Realidade final. Mas o Buda, um ser humano, tornou-se o Totalmente Iluminado, e o propósito da vida é o atingido da Iluminação. Esse estado de Consciência, o Nirvana, a extinção das limitações do ego, é atingível na terra. Todos os homens e todas as outras formas de vida contem a potencialidade da Iluminação e o processo consiste, portanto, em tornar-se naquilo que é: “Olha para dentro: tu és Buda”.

9 – Entre a Iluminação potencial e a verdadeira fica o “Caminho do Meio, o Caminho Óctuplo” do desejo à paz, um processo de auto-desenvolvimento entre os “opostos”, evitando os extremos. Buda percorreu esse caminho até o fim e a única fé requerida no Budismo é a crença razoável de que houve um Guia que fez esse Caminho e que vale a pena que nós o façamos. O Caminho deve ser feito pelo homem inteiro e não apenas pelo que há de melhor nele. Coração e mente devem ser igualmente desenvolvidos. Buda foi o Todo Compassivo, ao mesmo tempo que foi o Iluminado.

10 – O Budismo insiste grandemente na necessidade da concentração e da meditação interiores, que conduzem em tempo ao desenvolvimento das faculdades espirituais interiores. A vida interior é tão importante quanto o corre-corre quotidiano e períodos de quietude para a actividade interior são essenciais para uma vida equilibrada. O Budista deve estar atento e consciente de si em todas as horas, guardando-se do apego mental e emocional ao “espectáculo que passa”. Esta vigilante e crescente atitude em relação às circunstancias, que ele sabe serem a sua própria criação, ajuda-o a manter sua reacção a elas sempre sob controlo.

11 – Buda disse: “Trabalha para a tua própria salvação, com diligência”. O Budismo não conhece qualquer autoridade, salvo a intuição do indivíduo e essa autoridade é apenas para esse indivíduo sozinho. Cada homem sofre as consequências dos seus próprios actos e com isso aprende, enquanto ajuda o seu semelhante, a alcançar a mesma libertação. Não se reza ao Buda ou a qualquer deus para impedir que efeito se produza a partir de determinadas causas. Os monges Budistas são mestres e exemplos, e de nenhuma maneira intermediários entre a Realidade e o indivíduo. A máxima tolerância é praticada em relação à todas as religiões e filosofias, pois nenhum homem tem o direito de interferir na caminhada do seu vizinho para a Meta.

12 – O budismo não é nem pessimista nem “escapista”, nem nega a existência de Deus e da alma, embora ele empreste um significado especial a esses termos. Ele é, pelo contrário, um sistema de pensamento, uma religião, uma ciência espiritual e um caminho de vida, que é razoável, pratico e abrange todas as coisas. Por mais de dois milénios satisfez as necessidades espirituais de cerca de um terço da humanidade. Atrai o Ocidente porque não tem dogmas, satisfaz igualmente a razão e o coração, insiste na auto-confiança aliada à tolerância para com outros pontos de vista, abrange ciência, religião, filosofia, psicologia, ética e arte, e insiste no homem sozinho como único criador da sua vida presente e determinante para o seu destino.

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