a revolta dos dândis

[qua] 25 de maio de 2016

essa canção me ocupa desde quinta-feira e/ou sexta-feira.

«Entre um rosto e um retrato, o real e o abstrato
Entre a loucura e a lucidez
Entre o uniforme e a nudez
Entre o fim do mundo e o fim do mês
Entre a verdade e o rock inglês
Entre os outros e vocês
(…)
Entre mortos e feridos, entre gritos e gemidos
(A mentira e a verdade, a solidão e a cidade)
Entre um copo e outro da mesma bebida
Entre tantos corpos com a mesma ferida
(…)
Entre americanos e soviéticos, gregos e troianos
Entra ano e sai ano, sempre os mesmos planos
Entre a minha boca e a tua, há tanto tempo, há tantos planos
Mas eu nunca sei pra onde vamos
Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão»
Humberto Gessinger

e outras de Gessinger e cia.

***

e algo de hoje:

nota #1

O remédio para todas as feridas é a compreensão do porque você precisou passar por uma determinada situação que te machucou. As feridas emocionais são como espinhos cravados na carne – às vezes infecciona. Essa infecção é o desenvolvimento de uma amargura, um ceticismo em relação à possibilidade de ser feliz. E essa amargura às vezes se transforma em vingança e aciona círculos viciosos que agem de diferentes maneiras, mas sempre gerando sofrimento e destruição. Porém, a ferida deve ser compreendida como uma professora, pois ela está sempre te ensinando sobre o mistério da vida – ela está te ensinando a perdoar.Sri Prem Baba

nota #2

«A minha opinião é esta: não ensinamos nada. Nós não ensinamos física e nós sequer ensinamos os alunos (uso a física meramente como exemplo). O que é a mesma coisa que dizer: ninguém foi ensinado de nada! Aqui reside a loucura deste negócio. Tentamos ensinar, a alguém, nada. Este é um esforço colossal já que não se pode ensinar algo a alguém.
O que fazemos, se formos bem sucedidos, é atiçar o interesse no assunto em questão, despertar entusiasmo por ele, despertar a curiosidade, acender um sentimento, acender o fogo da imaginação. Para os meus próprios professores que me trataram desta maneira, tenho uma grande e duradoura dívida.» Julius Sumner Miller

***

ps: Humberto: “Às vezes, a citação não precisa ser entendida. No mundo de hoje não tem diferença entre Albert Camus e Mike Tyson. São dois produtos de consumo. Eu saboreio Camus como saboreio Mike Tyson. A maioria do povo brasileiro entende mais de existencialismo do que de boxe. Cito Camus porque está mais próximo de mim. Acho que as pessoas entendem o que é ‘dândi’, pelo menos tanto quanto eu. A “obra aberta” possibilita que uma música seja entendida em todos os níveis. Os Titãs conseguem isso. Caetano, o mais genial de todos, não consegue. Talvez nem a gente consiga. A nível de “intelectuália” citar Camus é kitsch e demodé. Pra agradar a crítica eu citaria Levi Strauss na baía de Guanabara”. Disponível em: http://whiplash.net/materias/biografias/038524-engenheirosdohawaii.html

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