fragmentar essas sessões de elefante

[qui] 17 de março de 2016

1h48

madrugada. cabeça doendo… garganta inflamada… e aquela vontade de não ir trabalhar amanhã. o tico e o teco estão confabulando e, fora a ressaca moral que virá no pós falta, está quase decidido que não me submeterei a essa privação de sono que é ir dormir as 2h, se tudo der certo, e acordar as 4h30, para finalizar todas as aulas de amanhã… e ir para uma jornada de 15 aulas, das 7h50 até 22h05. e retornando para casa quase sexta-feira lá pelas bandas da meia noite e pouco.

o que me ferra é esse improviso. nada fica do jeito que deve ser e fico me achando uma fraude… mas é preciso tempo para organizar… e, sobretudo, tempo para respirar.

pontos para ponderação: ontem, quando ia para escola, o sentimento era uma alternância frenética de frustração, raiva, apatia, exaustão – uma vontade de não ir. e pela noite, quando voltava, após a reunião… havia uma certa luz no fim do túnel… mas no pisca a sinalização que para as coisas fazerem sentido é preciso organizar, e para organizar é preciso tempo… tempo de agir e tempo de relaxar.

 

2h19 relendo o texto acima… e aquela conclusão: minha vida virou isto? trabalho-rotina. a escola-prisão e pequenas fugas sem sentido? cadê o amor? a paixão? os sonhos? sim… há projetos e para atingir esses projetos é necessário certos sacrifícios… mas será só sacrifício essa vida? porque esse auto-exílio? essa autoflagelação?

2h39 pensei em você, e tive medo de mim. melhor ir dormir…

 

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