nuestra intención ya no fué más que un viejo recuerdo…

[qua] 22 de julho de 2015

karamazovnão li quase nada de dostoiévski. mas senti vontade de ficar colando imagens bacanas com fragmentos de textos também bacaninhas. *** li um pouquinho mais de boas… «Qualquer pessoa que tenha vivido com tribos primevas, que tenha partilhado as suas alegrias e tristezas, as suas privações e abundâncias, que veja nelas não apenas objetos de estudo a serem examinados, como células a um microscópio; mas seres humanos pensantes e com sentimentos, concordará que não existe uma ‘mente primitiva’, um modo de pensar ‘mágico’ ou ‘pré-lógico’, mas cada indivíduo numa sociedade ‘primitiva’ é um homem, uma mulher, uma criança da mesma espécie com o mesmo modo de pensar, sentir e agir que qualquer homem, mulher ou criança da nossa sociedade. – Franz Boas, prefácio de Arte Primeva, 1927 [1938].» franzBoas-hilo e abaixo um comentário… [ps: eu expressei essa ideia mais de uma centena de vezes ao longo de minha formação enquanto cientista social e professor de sociologia, mas em nenhuma delas com essa síntese bacana, quase poética, como neste comentário do colega Julio Gothe «Vale registrar que provavelmente o primeiro a dizê-lo (que padrões éticos não devem ser vistos como universais, mas como estilos de enfrentamento ao cosmos) foi o próprio Boas, que foi quem “inventou” o conceito de culturas, assim com o plural e sem o C maiúsculo. Antes dele só havia Cultura contra Selvageria, a Europa versus o Mundo, dicotomias calcadas em um Evolucionismo cultural de cunho pseudo-Darwiniano (ver Gobineau, Tylor, Morgan, Spencer, etc.). Mas o relativismo de Boas é como a relatividade de Boas, ou seja, há sim um valor que é intercultural: a solidariedade ou o respeito à diferença (que ele chama de Herzenbildung – o cultivo do coração). Nesse sentido é que somos iguais, não por sermos idênticos em gênero e grau, mas por fazermos parte de um conjunto de mesmo valor, a humanidade. Em todos os grupos humanos há pessoas com o coração cultivado e pessoas com o coração selvagem, conforme suas próprias circunstâncias.» *** mauss link para o vídeo: Mauss Segundo Suas Alunas; Video realizado pelas Profas. Dras. Carmen Silvia Rial e Miriam Pillar Grossi, respectivas coordenadoras do Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem (NAVI) e do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS), vinculados ao Laboratório de Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).   *** ps: anotei mais um fragmento de poesia,que não consegui concluir hoje. estou sentindo-me mais afiado… preciso tomar cuidado com o que sai de minha boca. ps 2: rever meus territórios. meus hábitos. minha sina. compor um novo fado. e por energia em coisas que façam sentido e despertem meu corpo… chega dessa espera. e como disse o poeta, quedar-se sem dívidas sentimentais – se é que é possível. acho que chegou a hora de ter aquela conversa com meu primo e: ou ele resolve aceitar a ajuda e vai buscar acompanhamento médico para a dependência ou vaza da minha casa. há outras notas… mas ficam para outro dia.

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