porecatu

[sáb] 16 de maio de 2015

Faz uma semana que estou doente. Partes podres de mim saem em quantidade absurda diariamente. Ainda estou ocupando a ALESC (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina) como professor grevista. Não estou dormindo todos os dias por lá, pela minha condição física. Mas a cada dia por lá posso dizer que me aproximo e conheço um pessoa nova, um professor ou professora, que está em luta. E isto tudo… Tem me tornado um pessoa melhor. Mais corajosa. O poder do coletivo.

Houveram vários eventos importantes: uma assembleia estadual, que vencemos. E ontem, na escola, uma reunião com os professores… que perdemos. Onde a maioria dos professores, na escola, por omissão ou por convicção se posicionaram por ignorar a greve e voltar a sala, como se não houvesse greve ou problema alguma com a escola. Mas isto não desanima… Só dá mais convicção de que é necessário lutar. É necessário se organizar e lutar!

Abaixo, o poema, da contracapa do livro “Porecatu, a guerrilha que os comunistas esqueceram“, de Marcelo Oikawa. Presente que ganhei do Jornal Brasil de Fato.

«Quem se lembrará dos vencidos
que perderam a razão
e para quem a memória
não amima, nem distrai
ou consola?
E para quem as palavras só acodem
quando tudo é morto
ou mente.
Quem erguerá sua voz por eles,
quando nada mais é promessa:
tudo é urgência?

Poema intitulado “natal”, o livro “A Estrela Fria” de José Almino, poeta pernambucano.»

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