autonomia… algo que está distante da escola.

[ter] 14 de abril de 2015

nota #1.

«Se há algo que os educandos brasileiros precisam saber, desde a mais tenra idade, é que a luta em favor do respeito aos educadores e à educação inclui que a briga por salários menos imorais é um dever irrecusável e não só um direito deles. A luta dos professores em defesa de seus direitos e de sua dignidade deve ser entendida como um momento importante de sua prática docente, enquanto prática ética. Não é algo que vem de fora da atividade docente, mas algo que dela faz parte. O combate em favor da dignidade da prática docente é tão parte dela mesma quanto dela faz parte o respeito que o professor deve ter à identidade do educando, à sua pessoa, a seu direito de ser. Um dos piores males que o poder público vem fazendo a nós, no Brasil, historicamente, desde que a sociedade brasileira foi criada, é o de muitos de nós correr o risco de, a custo de tanto descaso pela educação pública, existencialmente cansados, cair no indeferentismo fatalistamente cínico que leva ao cruzamento dos braços. “Não há o que fazer” é o discurso acomodado que não podemos aceitar.» Paulo Freire. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. pág. 65.

Lembro desta frase em negrito pintada na parede da antiga APUFSC-SS. Quando saía do CFH/UFSC em direção a qualquer outra parte da ufsc. 2007/2008.

E com o passar do tempo e das experiências, a vivência desta frase impregnou-me. Hoje, lendo um fala de uma professora da minha escola, e o quão distante ela vai, desta frase aí de cima… Sinto uma tristeza e uma indignação por dentro. Que porra de mundo de merda é este. Que porra de professores nossas universidades formam? que porra de seres esse sistema constrói…

E isto me lembra uma conversa com um companheiro grevista lá de Blumenau sobre como a escola é um dos espaços privilegiados de alienação da juventude. E em que medida, a disciplina de Sociologia, reforça e/ou desconstrói isto. E daí, a questão: o quanto nós cientistas sociais críticos somos capazes dentro da estrutura da escola? Uma estrutura, que por n vias, reproduz o status quo. Alienando e fetichizando as relações.

****

nota #2 e #3

it’s a long way…

a terceira margem

_______________________________________________

%d blogueiros gostam disto: