meu plano de carreira é socializar o amor até exterminar a dor

[seg] 23 de fevereiro de 2015

não sei se é a tela minúscula deste netbook [o único que se conecta com o mundo], mas estou me sentindo tão pequeno hoje.

é tanta coisa por fazer. tanta gente por ver. tantos gastos e investimentos. é acordar cedo, é ouvir impropérios do secretário da educação, é cozinhar por uma hora e meia num busão em pleno sol do dia, é saber que não te sobram nem meia hora… saber que há uma noite cheia de aulas pela frente, e de reuniões de pessoas desorganizadas, de coisas por fazer… e sentir-se tão só. mas vamos, porque não há lugar hoje no mundo para preguiça. vamos, vamos senhor vagner… vamos nos organizar e tocar em frente.

ps: ontem foi dia de assistir 12 anos de escravidão. e foi um filme que me fez chorar.

abaixo um poema de brecht [porque paulo andré esteve me visitando e devolveu um de meus livros – o de brecht, que nem lembrava onde estava].

De que Serve a Bondade
(Brecht)

De que serve a bondade
Quando os bondosos são logo abatidos, ou são abatidos
Aqueles para quem foram bondosos?

De que serve a liberdade
Quando os livres têm que viver entre os não-livres?

De que serve a razão
Quando só a sem-razão arranja a comida de que cada um precisa?

Em vez de serdes só bondosos, esforçai-vos
Por criar uma situação que torne possível a bondade, e melhor;
A faça supérflua!

Em vez de serdes só livres, esforçai-vos
Por criar uma situação que a todos liberte
E também o amor da liberdade
Faça supérfluo!

Em vez de serdes só razoáveis, esforçai-vos
Por criar uma situação que faça da sem-razão dos indivíduos
Um mau negócio!

Bertold Brecht

 

%d blogueiros gostam disto: