hy-brasil

[seg] 5 de janeiro de 2015

#1 onze e quarenta e cinco: por que escrever?

izabel chegou e perguntou, naquele tom todo seu e tão pouco, ou nada, sutil que eu amo tanto [há uma leve ironia aqui]: o que faço tão cedo em frente ao computador?

eu leio?! eu escrevo num blogue… que um dia irás ler [e no futuro… estás lendo isto aqui… e nem lembras do que te falei agora… lembrou?].

e enquanto escrevo este texto rola na itapema o programa soul vintage

#2 onze e cinquenta e nove: enquanto ela toma café, eu tomo meu mate e o dia está lindo… ensolarado e com uma leve brisa… e explico para ela porque ela deve até sua casa e abrir as janelas. mostro a minha e como todas as janelas e portas estão abertas e desta forma a casa é ventilada… ela parte, sem reclamar… e mais sobre ela para não esquecer que entre os dias dezoitovinte e oito do mês passado, em algum hora que não me recordo qual, me peguei mirando izabel e pensando como aquele ser ali, hoje, tão familiar e querido há quatro ou cinco anos atrás era tão estranho… estrangeira... e assim são os vínculos que se fazem no cotidiano, na relação repleta de erros e acertos. hoje tenho uma filha, e a meta deste ano é registrá-la. e eu sei… sou lento… mas cada um dá seu passo no seu tempo… e ai eu cresço um bocado depois deste passo.

e enquanto escrevo isto aqui toca na itapema o comentário do pedro leite falando da interpretação de billy swan – don’t be cruel.

#3 doze e treze: e é dois mil e quinze… uau… que esse tempo danado voa. final e começo de ano foram exaustivo… e andei doente.

e o título «o’brazil» ou «hy breasil» desta postagem, que motivou escrever por cá algumas linhas, vem da leitura do livro taipas – origem do homem do contestado – o caboclo de otacílio schüler. leitura segue bem interessante… ele articula fatos que eu ignorava… e a tese dele é interessante… desde a formação ibérica com a influencia dos maragatos, mouriscos, moçárabes… até os adelantados del rio de la plata, passando pelo caminho de peabiru… e ilha mítica flutuante hy-brasil. estou na metade do livro.

Abaixo, via wikipédia:

A origem da palavra gaélica O’Brazil é o celta Hy Breasil, que significa descendentes do vermelho, ou os do vermelho, onde o s é igual ao z (de onde Hy Breazil), do celta breasil, breazil para vermelho. Ressalte-se que o s do celta breasil só foi transliterado pelo s latino por manifesto erro de interpretação gráfica.

Neste contexto o vocábulo O’Brazil, os do vermelho, passou a constituir uma referência aos gregos e fenícios, os quais ao deixarem de comerciar o cinábrio com os celtas como que desapareceram nas brumas do Atlântico, tornando-se um povo mítico e afortunado, que nunca voltou à Irlanda, porque vivia feliz na misteriosa e paradisíaca ilha do Brazil. Esta ilha do Brazil foi depois incorporada no contexto mais vasto das ilhas míticas, ligando-se à grande tradição atlântica das ilhas de São Brandão.

lembrete: buscar poema O’Brasil do poeta irlandês Moore.

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