do útero à cova – capitalismo e reificação

[seg] 8 de dezembro de 2014

aqui me preparando para configurar o exame final para aqueles que ficaram em “segunda época” em sociologia… entre os trezentos e poucos estudantes cem estão neste estado. e ainda há de finalizar os diários para entregar hoje… no próximo ano tudo será online [há questões positivas e negativas nesta história].

fiz algumas anotações de leituras para registrar por cá, mas isto terá que esperar…

por enquanto compartilho este trecho de josé paulo netto: “[…] a manipulação desborda a esfera da produção, domina a circulação e consumo e articula uma indução comportamental que penetra a totalidade da existência dos agentes sociais particulares – é o inteiro cotidiano dos indivíduos que se torna administrado, um difuso terrorismo psico-social se destila de todos os poros da vida e se instila em todas as manifestações anímicas e todas as instâncias que outrora o indivíduo podia reservar-se como áreas de autonomia (a constelação familiar, a organização doméstica, a fruição estética, o erotismo, a criação dos imaginários, a gratuidade do ócio, etc) convertem-se em limbos programáveis. […] Sob o regime do salariato não se encontra mais apenas a classe operária, mas a esmagadora maioria dos homens; a rígida e extrema divisão social do trabalho subordina todas as atividades ‘produtivas’ e ‘improdutivas’; a disciplina burocrática transcende o domínio do trabalho para regular a vida inteira de quase todos os homens, do útero à cova”. (Netto, 1981, p.81-82).

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