vamos limpar o porão?

[qua] 26 de novembro de 2014

13:55

lotado. exausto… necessitando vazar desta carcaça. ando dormindo tarde e acordando cedo, ou seja, ando com o tempo todo tomado por demandas alheias, d’outros… estou sentido aquela vontade de ficar um bocado em silêncio, solito... ou de dormir mais um pouco e acordar sem a pressão para isto ou para aquilo ou sendo cobrado por chegar atrasado neste ou faltar naquele compromisso que esqueci completamente…

mas vamos lá… embora para o grupo de teatro – dar o suporte, chegar no horário, viabilizar – e depois para os encontros em sala na busca da recuperação de notas… mas sobretudo na busca do diálogo… e fechar essa tonelada de médias

ps: esse sistema burocrático em que vivemos é asfixiante.

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23:55

ontem, na reunião do conselho deliberativo na escola…

onde eu ia cheio de esperança de encontrar o embrião de um núcleo de ação…

entre uma fala e outra… ia viajando, e o diretor puto porque, como ele diz, eu choro demais. ou seja, na opinião dele falo muito sobre coisas distantes e faço pouco. mas não concordo com essa avaliação – as coisas vão caminhando… mas sei que essa implicância evidência divergências de base ideológica e sei que, propositalmente, estou tocando em questões que são problemáticas para ele, para a gestão dele, como: transparência das ações e mobilização da comunidade. enfim, estou a pegar no pé dele.

e minhas falas evidenciam este meu incomodo com essa institucionalidade formal que desdemocratiza a comunidade… e ao mesmo tempo não visualiza que é preciso viajar… sonhar mais alto. meu desconfortável choro dialoga com minha viagem; meu desconforto diante do conformismo alheio, da desarticulação, de um centralismo autoritário são motivados pelo desejo transformar a aridez diária da escolarização sob a hegemonia do capitalismo, que fragmenta e individualiza os sujeitos…

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mas não era bem isto que queria dizer quando comecei este adendo a postagem. o pensamento surgiu durante a reunião e era assim: eu sou um copiador. não invento nada novo.

e isto não é negativo. pois talvez esteja ai o sentido, a graça de ser essa coisa inacabada e rolante pelo mundo… talvez ai esteja o dom, a dádiva, que é fazer circular ideias que são boas. e sigo tentando replicar coisas que aprendi no convívio com outros e que sensibilizaram-me… então não inventar nada novo não é o que te faz menos, mas sim mais… absorver e resignificar práticas e ideias que motivam a viver, que nos dão um sentido humanizante… ir na busca, na tentativa de aprender a replicar que aprendemos e construímo-nos enquanto o novo…

se não invento a ideia, busco coletivamente inventar ações sobre as ideias boas que estão ai… porque, longe do determinismo absoluto ou do subjetivismo niilista… a vida é dialética… e «nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará… A vida vem em ondas como um mar, num indo e vindo infinito. Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo… Tudo muda o tempo todo no mundo». Aloha.

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