¼ – e um pedal à beira d’água

[qui] 30 de outubro de 2014

duzentos tijolos e duas sacas de cimento e cento e quarenta e um reais. encomenda feita… agora só falta começar. e no mais… ‘tá um sol de rachar. e algo me diz que não vai dar tempo de preparar leitura e apresentação para o curso de formação continuada amanhã pela manhã…

ps: entre ler e jardinar… fui jardinar. e ao avesso… antes de terminar a obra faço o jardim. talvez porque falte grana para levantar as paredes de uma vez por todas, e como um resistente… o rebelde ‘não vencedor’ necessite existencialmente cavar e recavar e plantar e admirar bestamente as plantas crescendo… e sonhar com as suas flores… que jardins me animam mais. minha próxima profissão, decido, ser jardineiro, se essa vida de professor me cansar.

e depois do jardim, uma passeio de bicicleta com as marias: luiza, a sobrinha, em sua primeira volta, pelo bairro, sem rodinhas, e izabel, minha filha. destino, beira d’água, pastel de berbigão para mim e queijo para elas, e batata frita. e para fechar a tarde/noite… um belo e gostoso banho de chuva pedalando. enfim, hoje foi um bom dia. mas o curso de amanhã cedo… não vai dar…  acho que vou mandar um email avisando que não deu.

houve um tempo em que eu, ansiosamente me preocupava em chegar cedo… queria tanto ser aceito – por sempre sentir-me marginalizado. mas depois deste tempo… alguma coisa se desfez… e – perigosamente – me desprendi… tornei-me indolente – em todos os seus sentidos. um ‘ouriço’ casca grossa. um ermitão.

A citação do dia é: “Podem ainda não estar a ver as coisas à superfície, mas por baixo já está tudo a arder”, de Y. B. Mangunwijaya.

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