casi sin vos, mostré los dientes…

[ter] 14 de outubro de 2014

MANIFESTO DA TARDE:

quando cê substitui o humor por dor é mais ou menos nisso que dá: tristeza e comprimidos.

e ontem, voltando… às vezes nas segundas-feira é como se eu voltasse à vida. são os dias em que há algum tipo de comunicação com os outros. sensação bem inversa da tarde, antes de ir trabalhar… era uma vontade de nada. de quedar só. mais ou menos a sensação de hoje.

«Y ves que esta tristeza no puede ser, que algo mejor tiene que haber algo por donde salir a andar» . Todo Pasa, Los Piojos.

incidental:

Dancing Mood – Groovin High

Thelonious Monk – Straight, No Chaser

Las Pastillas del Abuelo

MANIFESTO DA NOITE: Ai ‘cê vai para escola quase descrente do que virá deste novo conselho de classe… alardado que não seria o o mais do mesmo já que deveríamos levar propostas, mas que de logo depois já foi boicotado posto que foi marcado para o mesmo dia um inofensivo churrasco… ou seja, a velha tática estica-puxa… na fala ébria e mansa aprovasse todos os ‘coitados’ e ‘malandros’ que não querem nada com nada – há ironia, o sistema exige, todos culpam todos e nada se modifica. então, eu, descrente porque esperava ao menos que se mantivesse a cena e ao menos fosse elencado algumas propostas, mesmo que sem um efeito prático para o final do ano, mas que pudesse dar uma luz ao ano seguinte… nem isso. começasse desorganizadamente com informes burocráticos e todos falam aos mesmo tempo… ah, se nossos alunos pudessem nos ver… ficariam encabulados porque nem nos seus melhores momentos conseguem bagunçar uma sala como os professores reunidos conseguem. é sintomático quando uma criança de dois anos de idade pede para sair porque a sala está muito bagunçada. e para fechar… os informes e todos se mandarem para o churrasco – menos eu – é proposto finalizar as notas do ‘show de talentos’ – interessante em alguns aspectos – a manifestação cultural do jovem – e oportunista em outros – gerar até dois pontos na média para aprovação do aluno… sou obrigado a ficar com o dedo levantado esperando que todos se toquem e permitam a fala… e com entranhas dando voltas sou obrigado a perguntar qual é o critério? porque das três apresentações de dança, duas tradicionalistas, mereceram pontuação máxima e elogios… e a apresentação de duas meninas, uma lésbica e outra negra, dançando música urbana merecem menos? o critério é o primeiro comentário manifestado pelo professor de matemática: “se o shorts fosse menos ganhava dois”? que gerou risos em quase todos os demais professores, principalmente os homens? ou é o critério secundário manifesto pela professora de história – que depois admitiu que nem viu apresentação – que “isso elas fazem todos os dias… não é nada demais”? PORRA… ELAS ELABORARAM UMA COREOGRAFIA, DESENVOLVERAM EM SINCRONIA, APRESENTARAM-SE DIANTE DOS COLEGAS, FORAM APLAUDIDAS PELA EXCELENTE EXECUÇÃO… Eu só posso justificar a pontuação menor pelo machismo, ou pelo preconceito cultural, ou racial, ou homofóbico… ou tudo isto junto. Ninguém tem contra-argumentos, todos tem pressa, dá se dois e não se discute… Mas o professor de física, ofendido, sai destilando que é por posturas assim que a escola está cheia de marginais… Eu olho para os professores e sinto tanto nojo. Vão todos felizes beber e destilarem seus preconceitos diários e “inofensivos”. Eu vou para casa.

%d blogueiros gostam disto: