estrofes do solitário

[dom] 17 de agosto de 2014

o sol queima a pele. entardeço. a primeira canção do dia, da tarde jorra o sangue latino nos meus ouvidos… há um latido no peito:

«Jurei mentiras / E sigo sozinho / Assumo os pecados / Os ventos do norte / Não movem moinhos / E o que me resta / É só um gemido // Minha vida, meus mortos /Meus caminhos tortos / Meu sangue latino / Minh’alma cativa // Rompi tratados / Traí os ritos / Quebrei a lança / Lancei no espaço / Um grito, um desabafo / E o que me importa / É não estar vencido //  João Ricardo e Paulinho Mendonça ».

***

uma, duas citações de entrada da leitura iniciada do dia: ‘onda negra, medo branco: o negro no imaginário das elites do século xix’ de celia maria marinho de azevedo

«Articular o passado historicamente não significa conhecê-lo ‘tal como ele propriamente foi’. Significa apoderar-se de uma lembrança tal qual ela cintilou no instante de um perigo. »Walter Benjamin.

*

«Homens! Esta lufada que rebenta
É o furor da mais lôbrega tormenta…
– Ruge a revolução

E vós cruzais os braços… Covardia!
E murmurais com fera hipocrisia:
– É preciso esperar…

Esperar? Mas o quê? Que a populaça,
Este vento que os tronos despedaça,
Venha abismos cavar?»

Castro Alves,
Estrofes do Solitário

***

e para fechar… logo mais haverá concreto. logo mais… agora a dificuldade é organizar a semana, a casa, a vida. só não pode faltar o sonho e o caminhar… avante! cambiar as coisas, organizar esse mundo… mesma que a tarefa seja árdua, aos poucos, lentamente, prosseguir, entre os acertos e os erros… logo mais… concretar-me mais um cadinho…

 

 

%d blogueiros gostam disto: