a paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

[ter] 29 de abril de 2014

Calma, respira fundo. Esses três dias trancados tentando dar conta do trabalho acumulado ao longo dos meses vai passar. Tua dor de cabeça e teu resfriado também. A ignorância dos outras talvez não passe. E a tua também não. Na sexta e no sábado tudo era triste e dolorido. Andava eu perdido em tanto papéis sem coragem, sem força, para clarear… Para começar ou ver um horizonte… O trabalho era hercúleo. No domingo tudo já estava mais claro… No ritmo de trabalho, sem respirar, sem parar… E na segunda faltou tempo. Coisas ficaram por serem concluídas. Em dias assim eu não deveria encontrar ninguém… Dias assim eu não fico feliz. E meu corpo dói todo. É apenas segunda e estou cansado de ver alunos, professores, trabalhos e provas. Quereria uma semana perdido de paixão, sem papéis, sem horários, sem angústias e expectativas que o de estar aqui e agora, livre. Estes dias trancados tem deixado-me seco e amargo.

O último poema Manuel Bandeira

Assim eu quereria o meu último poema. Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

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