sou empregado da leste

[seg] 21 de abril de 2014

DAS COISAS DO DIA: DORMIR (+-) ÀS 2:30. Acordar às 6:00. E cantarolar… “Sou empregado da leste Sou maquinista do trem Vou-me embora pro sertão…  Viola meu bem viola…” Café com pão às 6:30. pegar estrada, trabalhar como servente de obra [porque nessa vida de professor proletário precarizado as vezes esquecemos como é duro e brutal o trabalho proletário e precarizado do peão do canteiro de obras… hoje foi um dia que trabalhei, não pelo salário, mas por uma solidariedade… a humana] pela manhã – lanchar as 12:30 – e pela tarde. Retornar e ver a barbárie – os lutadores, o estado, o circo, os fascistas e o terror. Que me causou um mal estar e uma indignação… Vontade de vomitar todas as minhas tripas nos fascistas. Cheguei em casa, banhei-me e peguei carro emprestado, convidei o flamboaiã e fomos lhe ver… Encontrei apenas o Furia. Você reclama que eu fico um mês sem te ver, ou até um ano em silêncio. Eu, atravessado, te atravesso… Eu te levo uma pá, um punhado de terra preta, e um pé verde, que um dia irá ser vermelho… Você que diz que o pé sem minha companhia não tem graça. Não há verbo, apenas preciso ir encontrar em ti esta parte de mim, que só existe quando existe nós. Para isto é preciso reaprender a partir e repartir estas nossas partes… As 18:30, estou em casa novamente. Sem ter visto tu, novamente apenas tieta. Lancho e no ambiente familiar ninguém sabe o que se passa aqui, dentro de mim. NOTAS DE RODAPÉ: O disco é de caetano, muito foda. O trecho é desta canção: Viola Meu Bem / Dona Edith do Prato / Compositor: Domínio Público Vou-me embora pro sertão Viola meu bem viola Eu aqui não me dou bem Viola meu bem viola Sou empregado da leste Sou maquinista do trem Vou-me embora pro sertão Que eu aqui não me dou bem Viola meu bem viola *** a este poema/desabafo: Sinto-me enojado… 
E perplexo. 

Tanta estupidez neste mundo. 
E hoje, 
nem a coragem dos que lutam
………………………………………………….. de braços abertos, 
………………………………………………….. punhos cerrados, 
………………………………………………….. com ideias de liberdade
………………………………………………..… e emancipação humana, me aquece. Nem a coragem dos que ousam se rebelar, ocupar, transgredir as regras ………………………………………………….. ditadas por essas relações sociais que nos tornam mansos, ………………………………………………………………………………………………………. bois castrados, prontos para o abate em série, ………………………………………………………………………………………………………. ou cães de caça caçando a própria coda ………………………………………………………………………………………………………. até devorarem-se sem distinguir o seu corpo-classe… Não me aquece. Nem a existência destes imprescindíveis, hoje, é capaz de amenizar a profunda tristeza e o terror de perceber que a cada passo dado, ………………………………………………….. constato que a estupidez é vasta ………………………………………………….. e profundamente enraizada nessas pessoas tão “comuns”, ………………………………………………….. que de tão comuns manifestam o fascismo tão latente e tão estúpido, tão próprio deste sistema irracional e autodestrutivo.

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