descanse em paz

[ter] 18 de fevereiro de 2014

relatos do cotidiano:

e mais um dia termina/começa. fiz lista… preparei aula… sai mais cedo (16:45), esperei ônibus (sambaqui), cheguei ao terminal, esperei mais ônibus (qualquer canas sentido tican)… cheguei ao segundo terminal… e esperei mais ônibus (rio vermelho). constatação 1ª: passei quase mais tempo esperando (50 minutos) do que propriamente dentro deles (50 minutos) somados; constatação 2ª: se eu sair meia hora depois (17:15), e tudo correr bem, consigo pegar o mesmo rio vermelho (17h45)… e ai é torcer para que não haja engarrafamento entre tican e  ingleses – fator que motivou-me a sair mais cedo hoje. Fato este que não resultou em nada além de espera.. e pelo tanto que esperei… Se houvesse engarrafamento… Tudo estaria perdido, independente se eu tivesse saído as quatro e quarenta ou cinco e dez. preciso viabilizar a bike.

e as aulas… não gostei. mas as turmas… gostei. ou eu estava muito enferrujado… mas para aquela história de primeiro dia… não é um nervosismo paralisante, porque eu gosto de estar em sala – a sala é uma vertigem, um barato… poder mediar e dialogar assuntos que me interessam muito me anima e excita -, mas é um nervosismo ansioso por ser tudo novo… amanhã  ou semana que vem tudo já estará, como naquelas estradas de chão, onde a poeira depois de um tempo assenta. o primeiro passo é o mais difícil. enfim… adrenalina mil… e só faltam agora 199 dias letivos e a concretização de vários planos, desejos e projetos. vamos que vamos… 2014.

e para fechar a noite… ainda dolorido pela noite de ontem e pelo dia de hoje… uma lágrima e acompanho o último suspiro da velha labradora nikita (2000-17.02.2014), a querida ‘queijo gouda’ – trocadilho que  gostava de usar ao chamá-la quando ela estava jovem e forte, quase gorda, e pelo tom da pelagem, creme. a velhinha, já andava meio surda, não caminhava direito, vivia caindo sozinha, já sinalizava que o fim da estrada estava próximo… e foi hoje, abreviado, acidentalmente, pela aceleração desenfreada de meu irmão, seu ‘dono’, que entrou como sempre, dirigindo perigosamente, e passou sobre ela esmagando seu peito e patas – ela agonizou e faleceu em poucos minutos. ele já havia pago, uns anos atrás, uma fortuna para reconstruir parte da boca dela, fruto de um outro acidente entre os dois… que desta morte, além da dor, ele aprenda a ter paciência nessa vida.

a morte é um vazio. a estupidez é uma mutilação.

 

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