olho de peixe

[sáb] 21 de dezembro de 2013

meditando… meditando…  mediatando… sobre o que há no sótão.

acordei e senti um necessidade imperativa de anotar isso, mas o isso perdeu-se entre um lavar o rosto, escovar os dentes e o preparo do mate

o isso era mais ou menos isto cá: «a necessidade de confirmação/afirmação/reconhecimento (e uma pitada de vaidade) e ação de entrega/sincera, profunda (e diria até ingênua – pois toda entrega é total, sem ) ao vivido. sigo oscilando neste girar da moeda no ar e lá no final da história, quando tocar o solo, tornando-se húmus, saberemos se ela caiu de pé!».

***

Outros pontos na pauta:

Formatura/Ritos de Passagem: Quinta-feira teve formatura. Fui nome de turma. Entreguei diploma para aluna. Reencontrei velhos colegas do ensino fundamental e recebi parabéns de país e abraços fraternos dxs alunxs – tudo isto é muito bom, faz um bem danado. Eu entendo o ritual de passagem, e seus efeitos sociais-psico-biológicos, mas não posso deixar de anotar o quanto tudo isto me traz aquela velha sensação de sentir-se estranho, deslocado, nestes ambientes sociais… Festas e festividades são rituais estranhos, exóticos… Nada familiares. Não me sinto confortável.

E isto vale para toda festa (das de aniversários às de natal/réveillon/afins). Cara estranho.

Trilha de Fundo: Lenine em «In Cité» e «Acústivo MTV».

«Se na cabeça do homem tem um porão / Onde moram o instinto e a repressão / (diz aí) /O que é que tem no sótão? // permanentemente, preso ao presente / o homem na redoma de vidro / em raros instantes / de alívio e deleite / ele descobre o véu / que esconde o desconhecido, / o desconhecido / como uma tomada à distância / uma grande angular / é como se nunca estivesse existido dúvida, / existido dúvida/ evidentemente a mente é como um baú / o homem é quem decide / o que nele guardar / mas a razão prevalece, / impõe seus limites/ e ele se permite esquecer de se lembrar, / esquecer de lembrar //é como se passasse a vida inteira / eternizando a miragem / é como o capuz negro / que cega o falcão selvagem, / o falcão selvagem // Se na cabeça do homem tem um porão / onde moram o instinto e a repressão / (diz aí) / o que tem no sótão? //Lenine.»

Citações (surgidas no desenvolvimento deste texto, e que são interessante mesmo que  eu ainda não tenha lido Goethe e Woolf):

Sometimes our fate resembles a fruit tree in winter. Who would think that those branches would turn green again and blossom, but we hope it, we know it. — Johann Wolfgang von Goethe

“To whom can I expose the urgency of my own passion?” — Virginia Woolf, The Waves

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