o reggae

[qui] 26 de setembro de 2013

‘tá ai seis páginas para ler uma penca de diários para finalizar uma pilha enorme de provas para avaliar e uma madrugada longa pela frente
enfim quinta-feira chegou e é novo dia… dia importante para avançar mais um passo.
anotações do cotidiano:

#1tu passa horas preparando, estudando, organizando algumas aulas e quando chega a hora por motivos alheios a tua vontade elas não funcionam e uma aula bacana bem estruturada torna-se um emaranhado de turmas ao mesmo tempo e tudo que cê faz é não dar aula… vira tudo tempo arrastado, tumultuado. isto me deixa frustado.
#2 tu já se pegou naqueles momentos sádicos-masoquistas em que toda uma exploração de dor e revolta aflora em ti e tudo que você quer é que o outro sinta o mesmo, a mesma mágoa, a mesma dor, o mesmo sofrimento… é uma cegueira absurda que impede que tu perceba que o fato de sofreres deveria ser condição mais que suficiente para tu cessar qualquer ato violento contra qualquer outro ser. mas não vira uma metralhadora de palavras amargas, e cada verbo lançado ferozmente contra o outro visando faze-lo sofrer é ao mesmo tempo um buraco ainda maior no teu peito, um sofrimento auto-infligido. hoje percebi isto acontecendo entre duas pessoas, não era eu, mas sei que faço isto às vezes. isto me deixou triste.
#3 eu me enrolo demais…

#4… Não mais que de repente pego-me cantando em sala de aula esta canção: o reggae, da legião urbana.

Ainda me lembro aos três anos de idade
O meu primeiro contato com as grades
O meu primeiro dia na escola
Como eu senti vontade de ir embora

Fazia tudo que eles quisessem
Acreditava em tudo que eles me dissessem
Me pediram para ter paciência
Falhei
Então gritaram: – Cresça e apareça!

Cresci e apareci e não vi nada
Aprendi o que era certo com a pessoa errada
Assistia ao jornal da TV
E aprendi a roubar pra vencer
Nada era como eu imaginava
Nem as pessoas que eu tanto amava
Mas e daí, se é mesmo assim
Vou ver se tiro o melhor pra mim.

[solo]

Me ajuda se eu quiser
Me faz o que eu pedir
Não faz o que eu fizer
Mas não me deixe aqui

Ninguém me perguntou se eu estava pronto
E eu fiquei completamente tonto
Procurando descobrir a verdade
No meio das mentiras da cidade
Tentava ver o que existia de errado
Quantas crianças Deus já tinha matado.

Beberam meu sangue e não me deixam viver
Tem o meu destino pronto e não me deixam escolher
Vem falar de liberdade pra depois me prender
Pedem identidade pra depois me bater
Tiram todas minhas armas
Como posso me defender?
Vocês venceram está batalha
Quanto à guerra,
Vamos ver.

Link: http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/o-reggae.html#ixzz2fxqR1QyR

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