todo vagão tem um pouco de navio negreiro

[seg] 13 de maio de 2013

pelos dois sentidos: #1 – operário. trabalhador. aquele que faz. “vagão” foi um dos tantos apelidos carinhos que tive na vida. é sou um vagner grande. e na origem do sobrenome há uma relação já que wagner, aquele que faz vagões ou carroças. mas o meu vagão não era por isto não.

#2 – operários, trabalhadores, aqueles que lutam! porque carrego consciência dos que foram humilhados, explorados e dominados e resistem, lutam, pelo fim de toda injustiça. 125 anos de abolição e ainda hoje estamos nesta nau…

todo vagão tem um pouco de navio negreiro” – Bruno Perê, por sua vez, adiciona em seu grafite a frase “todo vagão tem um pouco de navio negreiro” em clara referência ao escritor baiano, Castro Alves, e também a uma canção do Rapa, “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”. A crítica de Perê é bastante clara e aguda, referindo-se ao perfil de passageiros transportados diariamente pelas linhas de trens e metrô de São Paulo e às condições de seu transporte. Em uma só frase o grafite nos coloca a refletir sobre a exploração dos indivíduos que se deslocam dezenas de quilômetros diariamente através destes vagões, nas condições deploráveis características deste transporte público, apenas porque não lhes resta outra opção para sobreviver a não ser se deixarem explorar pelos novos feitores do século XXI: os capitalistas. texto extraído de http://umhistoriador.wordpress.com/. ler aqui e aqui.

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