repetir repetir – até ficar diferente.

[ter] 12 de fevereiro de 2013

http://www.letras.ufrj.br/ciencialit/garrafa11/v1/ricardoalexandre.html#_ftn2

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exercício sobre o não

Os traços se desmaterializam diante de mim.
A luz não mais incide e os olhos não mais brilham.
Os ângulos não estão ali.

É só um buraco na paisagem o que restou.

Janeiro, 2013

***

exercício sobre o jovem garapuvu

O jovem garapuvu me olha
trocamos signos – eu, poema
ele, poeta.

Janeiro, 2013

***

exercício sobre a brutalidade

Os pés brutos exibem
assim sem pudor, desnudos,
as rachaduras, os calos,
o descuido, a lida.

E as mãos brutas exibem,
também nuas,
os cortes, as marcas,
a aspereza, a lavra

E os olhos incrédulos,
observam a nudez das coisas,
das gentes, dessa vida
cravada de beleza crua

do próprio corpo forjado
feito de cotidiano operário

do bruto concreto
da poesia bruta

Exercícios incompletos

os olhos
suave
flutuam
os acordes
borbulham
o violão mergulha
a água desliza
e cada novo acorde
é um novo gole
um novo corte
um novo golpe

suave, as ondas flutuam.

***

A Carpa corta
a água que cai
N’água

***

A truta tritura
A água que cai.

25, Janeiro 2013.

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