em pleno verão

[sex] 3 de dezembro de 2010

hoje. sentindo-me. fazendo arte e estando. enviei minha parte para o zine. faltam tão poucas linhas para a minha conclusão da licenciatura. e certas experiências do dia-a-dia são intraduzíveis. o perfume da dama da noite. a sinfonia de mil sapos coachando em noite de primavera. um fim de tarde em sambaqui. uma tarde inteira no bosque do cfh, em boas, sonoras e poéticas companhias. as sutilezas de todos os flertes. o jogo dos cães. e a mais honesta das entrega entre dois estranhos: eu e um cão qualquer, destes do cfh. as horas tentando entender a fala de um joão de barro. o debate sobre um texto de illich. o papo no ru. o abraço nos amigos…

quarta-feira, e quinta-feira. um mergulho na casa, na sua arrumação. e um disco de elis. em pleno verão [1970]. e muito caetano, chico, bethânia, gal, lenine, lupicínio

Elis Regina – Em Pleno Verão (1970)

1. Vou deitar e rolar // Não venha querer se consolar / Que agora não dá mais pé / Nem nunca mais vai dar / Também, quem mandou se levantar? / Quem levantou pra sair / Perde o lugar // E agora, cadê teu novo amor? / Cadê, que ele nunca funcionou? / Cadê, que ele nada resolveu? // Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu // Ainda sou mais eu // Você já entrou na de voltar / Agora fica na tua / Que é melhor ficar / Porque vai ser fogo me aturar / Quem cai na chuva / Só tem que se molhar // E agora cadê, cadê você? / Cadê que eu não vejo mais, cadê? / Pois é, quem te viu e quem te vê // Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Todo mundo se admira da mancada que a / Terezinha deu / Que deu no pira / E ficou sem nada ter de seu / Ela não quis levar fé / Na virada da maré // Breque // Mas que malandro sou eu / Pra ficar dando colher de chá / Se eu não tiver colher? / Vou deitar e rolar // Você já entrou na de voltar / Agora fica na tua / Que é melhor ficar / Porque vai ser fogo me aturar / Quem cai na chuva / Só tem que se molhar // E agora cadê, cadê você? / Cadê que eu não vejo mais, cadê? / Pois é, quem te viu e quem te vê // Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu // O vento que venta aqui / É o mesmo que venta lá / E volta pro mandingueiro / A mandinga de quem mandingar // Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu / Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu /// Baden Powell e Paulo César Pinheiro //// 2. Bicho do mato // Bicho do mato / Nego teve aí / Bicho do mato / Devagar pra não cair / Bicho do mato / Bicho bonito danado / Bicho do mato / Nego teve aí / E disse assim: / Bicho do mato / Quero você para mim / Eu só vou embora / Mas eu só ponho o meu boné / Onde eu posso apanhar / Devagar se vai ao longe / Devagar eu chego lá / Bicho do mato / Nego teve aí / Bicho do mato / Devagar pra não cair // Jorge Ben Jor //// 3. Verão vermelho [instrumental] //// 4. Até aí morreu Neves // Pa, pa, pa, ra pa pa pa pa pa ra pa pa pa ra / Se segura malandro pois malandro que é malandro / Não se estoura / Se segura malandro / Pois um dia há de chegar a sua hora / Vai cantar vai brincar sem fantasia / Você vai chorar de alegria pois ela vai voltar / Pra alegrar o seu coração / Malandro que é malandro não se estoura não / Pa pa pa ra pa pa pa pa pa ra pa pa pa ra / Pois um dia há de chegar a sua hora / Vai cantar vai brincar sem fantasia / Você vai chorar de alegria pois ela vai voltar / Prá alegrar o seu coração / Malandro que é malandro não se estoura não / Porque até aí morreu Neves, até aí morreu / Neves até aí morreu Neves / Até aí morreu Neves / Devagar malandro devagar cuidado / Afobado come crú devagar se vai ao longe / Devagar se vai ao longe devagar também é pressa / Afobado come crú / Devagar se vai ao longe // Jorge Ben //// 5. Frevo // Vem / Vamos dançar ao sol / Vem / Que a banda vai passar / Vem / Ouvir o toque dos clarins / Anunciando o carnaval / E vão brilhando os seus metais / Por entre cores mil / Verde mar, céu de anil / Nunca se viu tanta beleza / Ai, meu Deus / Que lindo o meu Brasil // Tom Jobim e Vinicius de Moraes //// 6. As curvas da estrada de Santos // Se você pretende saber quem eu sou / Eu posso lhe dizer / Entre no meu carro e na estrada de santos / Você vai me conhecer, “é vai me conhecer” / Vai pensar até que eu não gosto nem mesmo de mim // E que na minha idade só a velocidade / Anda junto a mim / Eu só ando sozinho / E no meu caminho o tempo é cada vez menor / A eu Preciso de ajuda // Por favor me acuda, eu preciso de ajuda / Eu vivo muito só, eu me sinto muito só… / Mais se acaso numa curva eu me lembro do meu rumo / eu piso mas fundo, corrijo num segundo não posso parar // Eu prefiro as curvas, as curvas da estrada de santos / Onde eu tento esquecer / Um amor que eu tive / E vi pelo espelho na distância se perder // Mas se o amor que eu perdi eu novamente encontrar / As curvas se acabam / E na estrada de santos eu não vou mais passar / Não, não eu não vou mais passar // Roberto Carlos e Erasmo Carlos //// 7. Fechado pra balanço // Tô fechado pra balanço / Meu saldo deve ser bom / Tô fechado pra balanço / Meu saldo deve ser bom / Deve ser bom // Um samba de roda, um coco / Um xaxado bem guardado / E mais algum trocado / Se tiver gingado, eu tô, eu tô / Eu tô de corpo fechado, eu tô, eu tô // Eu tô fechado pra balanço / Meu saldo deve ser bom / Tô fechado pra balanço / Meu saldo deve ser bom / Deve ser bom // Um pouco da minha grana / Gasto em saudade baiana / Ponho sempre por semana / Cinco cartas no correio // Gasto sola de sapato / Mas aqui custa barato / Cada sola de sapato / Custa um samba, um samba e meio // E o resto? // O resto não dá despesa / Viver não me custa nada / Viver só me custa a vida / A minha vida contada // Gilberto Gil //// 8. Não tenha medo // Tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não. / Nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo. / Nem um não, nem um sinal, nem um ladrão, nem uma escuridão, nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo… / Tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo. / Nem um cão, nem um dragão, nem um avião, nenhuma assombração. / Nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo… / Tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não. / Nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo. / Nem um chão, nem um porão, nem uma prisão, nem uma solidão… / Nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo… / Tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo… / Não tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo… / Não tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo… // Caetano Veloso //// 9. These are the songs / Participação: Tim Maia // These are the songs / I want to sing / These are the songs / I want to play / I will sing it every day / These are the songs / I want to sing and play // Essa é a canção que eu vou ouvir / Essa é a canção que eu vou cantar / Fala de você, meu bem / E do nosso amor, também / Sei que você vai gostar // Tim Maia //// 10. Comunicação // Sigo o anúncio e vejo / Em forma de desejo o sabonete / Em forma de sorvete acordo e durmo / Na televisão / Creme dental, saúde, vivo num sorriso o paraíso / Quase que jogado, impulsionado no comercial / Só tomava chá / Quase que forçado vou tomar café / Ligo o aparelho vejo o Rei Pelé / Vamos então repetir o gol / E na rua sou mais um cosmonauta patrocinador / Chego atrasado, perco o meu amor / Mais um anúncio sensacional / Ponho um aditivo dentro da panela, a gasolina / Passo na janela, na cozinha tem mais um fogão / Tocam a campainha, mais uma pesquisa e eu respondo / que enlouquecendo já sou fã do comercial // Edson Alencar e Hélio Matheus //// 11. Copacabana velha de guerra // Nós estamos por aí sem medo, / nós sem medo estamos por aí. / Nós estamos por aí sem medo, nós sem medo estamos por aí… / Qualquer sorte me espera, e a tarde talvez vai me mostrar. / Presiventos na janela e as praças do mundo a me chamar. / Sou mais um na multidão, nas vitrines dos magazans, procurando uma camisa da cor do mar. / Mão no bolso riso lendo e a tarde passando devagar. / Não me encontro na vitrine, não ligo é dificil me encontrar. / Sou só eu na multidão, e eu queria me ver passar / desfilando com a camisa da cor do mar… / Olha eu lá… / Nós estamos por aí sem medo, nós sem medo estamos por aí. / Nós estamos por aí sem medo,nós sem medo estamos por aí… / Qualquer sorte me espera e a tarde talvez vai me mostrar, presiventos na janela e as praças do mundo a me chamar. / Sou mais um na multidão, nas vitrines dos magazans, procurando uma camisa da cor do mar. / Mão no bolso riso lento e a tarde passando devagar, nao me encontro na vitrine, nao ligo é dificil me encontrar, sou só eu na multidão e eu queria me ver passar desfilando com a camisa da cor do mar… Olha eu lá… // Joyce e Sérgio Flaksman ////

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