lluvia

[seg] 7 de dezembro de 2009

PALAVRAS CURTAS / para um poeta em disparada [rumo  à alguma vaga]. // Noite querendo tempestade / o mar noturno é o rosto cravado no espelho e o sal respingado na tela // o vento que invade / vindo doutro lado / e que é o mundo, fora, ali, / diz [em gargalhadas engasgadas]   aos ouvidos que ainda vivo. // tão afiadas como uma sala sem saída.// Noite cheia de si, fechada e triste.

a barba mal desenhada no rubro dos olhos são um outro desentendido e mesmo assim miras o vidro da janela defronte ao mar como se estivesse .// Sentindo o vento de lá /sentindo o vazio de cá / sentindo o nó / sentindo… / o mar inquebrantável adentra por entre as partes semicerradas desta ventana armada e escorrendo… fosse tudo apenas lágrima e sal.// faz das idéias uma face e um verbo // palavras curtas, afiadas.

[um assalto]

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